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Received — 25 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Costumes antigos que se perderam na voragem da actual sociedade de consumo (1)

25 October 2026 at 18:04

Os mais velhos recordar-se-ão de que, até meados do século passado, havia, entre os Portugueses, modos de vida, costumes e rituais, vindos das brumas do tempo, que a vida moderna foi apagando, imperceptivelmente, ao longo dos anos, e se perderam para sempre. Alguns deles eram mais relativos à labuta corrente de todos os dias, outros, porém, mais específicos, diziam, sobretudo, respeito ao decoro, à ética e à moral públicos. Sem pretender ser exaustivo, irei procurar fazer de apenas alguns deles, um breve escorço.

– Por ocasião do falecimento de um ente querido, usava-se, como uma das expressões para fazer o luto, o chamado “fumo” (uma tira de tecido preto), à volta da manga ou na lapela do casaco ou, no caso do luto “mais carregado”, vestuário de cor preta, luto que poderia ir até um ano ou mesmo para toda a vida, dependendo do sentimento de perda sofrido pelo desaparecimento desse familiar. Era usual, nestas ocasiões, após o funeral, serem feitas visitas de condolências à casa da família enlutada. Música ou quaisquer eventos festivos deviam ser evitados, durante um determinado período, como sinal de recolhimento emocional.

– Quem não se recorda da Escola Primária e da entrada num mundo novo, um mundo que alterou, radicalmente, todo o ritmo aleatório dos nossos dias de crianças, apenas “preocupadas”, até aí, com os jogos e brincadeiras, e nos introduziu, pela primeira vez, no cumprimento sistematizado de regras, de horários a cumprir e do saber organizado?

No primeiro ano da Primária, escrevíamos sobre uma pedra de ardósia com um lápis de xisto macio, que íamos apagando com o nosso próprio cuspo e limpando com a manga… Nos anos seguintes, numa fase um pouco mais avançada, já se escrevia em cadernos de 2 linhas, próprios para aperfeiçoar a caligrafia, com uma pena de metal, fixa na extremidade de um fino cabo de madeira, que íamos molhando num tinteiro, regularmente cheio com tinta de um enorme frasco, pela “contínua”, funcionária actualmente “promovida” com a designação de “técnica auxiliar”…

– Como parte das idas à minha terra, cumpro, sempre que posso, uma romagem a lugares mágicos que marcaram o imaginário dos melhores tempos da nossa vida, a infância descuidada, em que, livres como pardais, brincar livremente era a nossa principal ocupação. Nesse propósito, os meus passos encaminham-se, quase automatamente, para o adro da igreja, dantes, um terreiro. Cerro os olhos e “vejo-me” em correrias sem fim, com os companheiros de brincadeira a jogar o pião, o berlinde, ao trapinho queimado, à apanhada, ao jogo das escondidas, ao jogo da mensagem, ao jogo do eixo, ao jogo da marca (com todos os botões velhos que podíamos arrebanhar em casa), à cabra-cega, ao jogo das caricas ou o jogo da bola (com uma bola de trapos)… e ali fico, sentado, tempos sem fim, cabeça entre as mãos, alheado de tudo, absorto em pensamentos longínquos, em silêncio, um silêncio duro, feito de nostalgia… Nesses momentos, medito no mundo de diferença entre o nosso antigo universo lúdico, em que nos “viciávamos” no doce aroma da liberdade, e o dos tempos contados ao minuto dos meninos dos dias de hoje, que nunca chegam verdadeiramente a ser crianças…

– Seria inconcebível não seguir a autoridade dos professores, dentro das aulas, a qual era escrupulosamente acatada, quer por alunos, quer por pais.

O mesmo se diga, no respeitante às instruções das forças públicas de segurança, que eram, ordeira e pacificamente, obedecidas.

– Sempre que uma casa estava disponível para ser arrendada, era usual serem colocados nas janelas os chamados “vistos” (pequenos quadrados de papel).

– Aos domingos, era costume vestir a melhor fatiota, diferente da vestimenta trivial dos dias da semana, fosse para assistir à missa ou simplesmente para parecer bem. Similarmente, era hábito estrear roupa ou sapatos novos, mas apenas em ocasiões mais festivas ou especiais – as apertadas disponibilidades financeiras a isso obrigavam –, fosse pelo aniversário, no Dia de Ano Novo ou no do padroeiro da terra.

– Era impensável não respeitar os mais velhos, fossem ou não da família. A velhice era considerada pela ponderação, lucidez e experiência, ao longo de uma vida.

Quando os jovens deixam de ouvir os mais velhos, perdem memória e saber vivido.

Uma civilização revela muito do seu carácter pela forma como trata aqueles que já percorreram o caminho antes dela.

– Era comum afixar recados escritos, em locais sociais de passagem, como mercearias, tabernas ou no mercado municipal, para avisar de eventos, pedidos de ajuda ou outros fins. Nas localidades costeiras algarvias, como Lagos, Portimão ou Armação de Pêra, entre outras, aquela prática era corrente, durante a incipiente época balnear de então, a informar de quartos disponíveis para alugar aos veraneantes, ainda portugueses, por esses tempos.

– A rara ida à praia (de Armação), era um acontecimento nimbado por uma auréola de magia para os mais novos, em que eu próprio me incluia, visto que cheguei a integrar esses alegres grupos de “veraneantes”. A partida tinha lugar bem cedo, ainda a aurora mal tinha despontado, devido a que se tinha de contar com quase três horas de viagem… Tudo, por norma, ficara pronto na véspera, desde a comida até ao garrafão. Ao veículo, um comum carro de bestas, puxado por uma muar, eram adaptados dois bancos corridos, um frente ao outro. O ambiente de festa e boa disposição fazia-nos esquecer a duração do tempo de viagem. Chegados a Armação, era altura de desatrelar o animal, colocar-lhe a cevadeira ao pescoço com aveia para ir comendo e pôr o carro a uma sombra. Finalmente, no areal, quase vazio de gente, naqueles tempos –, à excepção dos pescadores que, sentadas na areia, amanhavam as redes, esticando-as, curiosamente, para o efeito, com o dedo grande de um dos pés –, espargia-se, no ar, um perfumado cheiro a maresia. Era chegada a vez de atacar o primeiro banho de mar. Como apetrechos para enfrentas as ondas, eles, de chapéu, fato e gravata, tinham apenas de descalçar-se e arregaçar os canos das calças. Elas, com a melhor saia, faziam, por sua vez, a entrada triunfal na água, com aquela a fazer balão, cena merecedora de uma gloriosa aguarela do mestre Roque Gameiro. Por volta do meio-dia, tinha lugar o repasto, sob a sombra acolhedora de alguma rocha. À tarde, cansados, mas felizes, era o regresso ao lar. Para o ano seguinte, haveria mais …

– Num tempo em que os meios de comunicação social eram muito mais reduzidos, era costume as autoridades públicas afixarem editais, nas portarias da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia ou da Regedoria, para conhecimento dos munícipes ou fregueses, ainda à semelhança do que se fazia no antigo “Forum” romano, centro cívico da capital do império.

– A iluminação doméstica comum, em meados do século, nas casas mais humildes, como a minha, era ainda feita, por norma, com o recurso ao candeeiro a petróleo, embora muitas estivessem já electrificadas.

CIAC inaugura Laboratório de Tradução Digital para explorar “novas formas de comunicar ciência”

25 October 2026 at 17:11

O Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC), da Universidade do Algarve (UAlg), inaugurou, no dia 9 de outubro, o INTERFACE – Laboratório de Tradução Digital.

A nova infraestrutura científica e tecnológica, instalada no Campus da Penha, visa “a transformação de conhecimento científico complexo em conteúdos visuais acessíveis, interativos e imersivos”.

Financiado em 473.800 euros pelo programa EQUIPAR+2 da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o INTERFACE é dotado de tecnologia avançada para “produção imersiva e interatividade”, permitindo a investigadores e estudantes da UAlg explorar “novas formas de comunicar ciência através de narrativas visuais”.

Segundo Bruno Mendes da Silva, coordenador do CIAC, “o INTERFACE atuará como um laboratório especializado, capaz de transformar dados científicos complexos, por exemplo, da área das ciências da saúde, em narrativas visuais acessíveis e envolventes”.

O projeto integra ainda o AI Studio, uma extensão localizada no polo do CIAC no Instituto Politécnico de Santarém dedicada à inteligência artificial e à literacia digital. “Este espaço dispõe de equipamentos inclusivos, como displays Braille e comandos por voz, que permitem desenvolver soluções com especial atenção à acessibilidade”, sublinha a UAlg em comunicado.

Mais informações sobre o CIAC podem ser consultadas aqui.

A maior riqueza: a família não como casa, mas como lar…

25 October 2026 at 16:04

…Antony Matheus dos Santos, futebolista, de 26 anos, ponta direita, sendo canhoto, 1,72 m, a representar o Betis de Sevilha, protagonizou um bonito episódio, ao evidenciar a relação que tem com a família, ao ponto de o podermos classificar como jogando como poucos e amando – a família – como os melhores.

A sua casa foi assaltada no decorrer do jogo que opôs a sua equipa ao FCPorto, com uma difícil mas saborosa vitória da sua equipa por 3-2 para a Liga dos Campeões, como ele nos retrata: “A minha casa foi roubada numa noite que tinha tudo para ser brilhante. O que mais me revolta não é apenas a perda de material, mas a sensação de insegurança dentro do lugar onde deveríamos sentir-nos mais protegidos”, não sem que antes não deixasse uma mensagem de esperança perante o sucedido: “Tudo aquilo que perdemos [uma grande perda material, confessou], podemos conquistar novamente. Os sonhos permanecem e a vontade de vencer segue intacta”, frisou com veemência o brasileiro, que se estreou como profissional em 2018, foi campeão e craque da Copinha em 2019, tendo sido contratado pelo Manchester United com a transferência bombástica de 95M+5M€ de bónus em Agosto de 2022.

De notar que a sua casa foi assaltada, enquanto ele estava em campo no Estádio de la Cartuja, só tomando conhecimento do ocorrido no final do jogo. Vítima do mesmo ‘modus operandi’ que já tocou a outros craques, como Lamine Yamal, Benzema e outros, entram sabendo que os jogadores estão longe das residências.

E nesta referência a Antony: “Jogando como poucos e amando como os melhores”, importará sublinhar o estado de espírito revelado pelo ser humano: “Não existe bem material no Mundo que seja mais valioso do que a vida e o bem-estar da minha família (…). A nossa maior riqueza nunca esteve nos objetos dentro de casa, mas nas pessoas que fazem dela um lar”, para, em remate final, não com um, mas com os dois, talvez mesmo que de corpo e mente inteiros: “A minha maior conquista será sempre a minha família”.

Numa alusão final, a de que quanto é de saudar e aplaudir quando se descobre que a maior riqueza não é a de quando se ganha, é a que nos faz voltar a casa, ao lar!

Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

“Encontro com Autores” leva Fátima Lopes a Tavira

25 October 2026 at 15:11

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, promove no dia 27 de outubro, pelas 17h00, uma nova sessão da rubrica Encontro com Autores, desta vez com a presença de Fátima Lopes.

Reconhecida pelo seu percurso como apresentadora de televisão e comunicadora, Fátima Lopes tem desenvolvido também a carreira na escrita, com uma obra que abrange o romance e o desenvolvimento pessoal.

No encontro, a conversa terá como ponto de partida o seu percurso literário, com destaque para o romance Entre o Medo de te Amar e a Dor de te Perder, como forma de proporcionar um momento de partilha e proximidade entre a autora e o público

A iniciativa integra também a programação do Mês Sénior.

GNR detém homem suspeito de tráfico de droga em Tavira

By: LUSA
25 October 2026 at 13:11

Um homem de 43 anos, suspeito de tráfico de droga, foi detido na quarta-feira pela GNR, que apreendeu mais de 200 doses de heroína, em Tavira.

Durante uma ação de patrulhamento, os militares da Guarda abordaram um indivíduo “que apresentava um comportamento suspeito, tendo sido encontrado na sua posse produto estupefaciente”, adiantou o Comando Territorial de Faro da GNR.

Posteriormente, foram apreendidas 208 doses de heroína, duas doses de cocaína e um spray de defesa pessoal.

Os factos foram remetidos ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Olhão.

Um hábito e uma reforma

25 October 2026 at 12:04

Lembro-me do que disse – salvo seja, que a cabeça já não é o que era, e não era grande coisa – Giovanni Agnelli sobre Rui Barros quando jogava em Itália. Agnelli era, na altura presidente da Juventus e terá afirmado, provavelmente num dia em que as coisas não tinham saído assim tão bem, que “não aprecio jogadores que não se vêem da bancada”, questão que não terá sido alheia à estatura do antigo internacional português, jogador da equipa. Não querendo comentar a justeza (nem a fineza da expressão), uso-a para me situar em relação ao hóquei-em-patins, modalidade praticada num país (Portugal), numa região (Catalunha); cidade (Milão) e bairro (Boca, Buenos Aires), tudo comentários dos espanhóis, sempre nossos amigos. Pois, pegando em Agnelli e nos espanhóis posso aqui deixar a seguinte ideia: não gosto de desportos, de bola, em que não se vê a bola. Posta, no papel, esta manifestação de intenções, posso dizer-vos que me aflige sempre a sina da selecção tuga nos campeonatos; dão não sei quantos a zero aos que não têm onde cair mortos, jornada após jornada. São dez a zero, doze a um e depois lá se apanha a Espanha e zás, perdemos um a zero, dois a um e assim sucessivamente. Nunca vi tantas vitórias morais como as conseguidas nos jogos contra a Espanha. Perdemos e foi a arbitragem, o piso, o calor ou da tempestade perfeita, considerando que em certas (e determinadas) condições podemos padecer (ao mesmo tempo) de má arbitragem, mau piso e calor. Desta vez, no mundial da modalidade, entrámos a perder com Espanha, o que é sempre uma variação em relação à norma. Vamos ver o que vai dar.

Escrevo na semana em que não se ouve nem vê outra coisa que não seja o orçamento de Estado. Devia ser uma ocasião de falar sobre o que está em causa, mas, na realidade, o que vejo são mais entrevistas dadas por André Ventura a tudo quanto é televisão e até a mais uma ocasião para se ouvir Pedro Passos Coelho, não sei bem para quê. E este não sei bem para quê não é retórica cá do Avarias, mas antes uma opinião alicerçada numa pergunta que eu faço: se o termo “reformas” (sempre na boca do homem do pin) é a maior muleta que qualquer oposição (e olhem que cá o rapaz, não mete prego nem estopa no governo de Montenegro) pode dirimir nos dias de hoje, por qual razão os avisados (hi,hi,hi) jornalistas não questionam quem enche a boca com as ditas. Afinal o que é que querem, por exemplo, com a reforma da educação, ou da saúde? Dizer que se quer reformar é fácil, o mais difícil é capaz de ser explicarem-nos, como se tivéssemos dez ou noventa anos (as idades unem-se como os extremos de uma linha) em que consistem tais reformas. É que – gato escaldado de água fria tem medo – já tive uma pequena amostra das tais proezas, marca de Pedro Passos Coelho, e digo-vos meus amigos, não sei se teríamos razões para contentamento. Como tal, convinha que certa malta abrisse o jogo e não papagueasse o que não passa de – aí sim – retórica, e podia ser que me convencessem. Mas conhecendo os proponentes como os conheço, penso que dali viria alguma coisa de bom, mas só para alguns.

Farense sofre derrota pesada em casa frente ao Penafiel

25 October 2026 at 11:11

O Farense recebeu o Penafiel no Estádio de São Luís, na capital algarvia, e sofreu uma derrota pesada, de 1-4, naquela que foi a 8.ª jornada da II Liga.

Os “leões de Faro” entraram mal no jogo de ontem, dia 24 de outubro, sofrendo um golo logo ao minuto quatro, por Ricardo Schutte, sendo que bastaram sete minutos para que o mesmo jogador dilatasse a vantagem, ao minuto 11′.

Ainda a recuperar do segundo golo, o Farense voltou a sofrer, três minutos depois, por Juanda, que fixou o 0-3 ao intervalo.

No segundo tempo, André Candeias fez sorrir a equipa algarvia, aos 65 minutos, mas o resultado final, 1-4, ficou selado ao minuto 87′ por Clau Mendes, contra um Farense reduzido a 10 após expulsão de Joseph Nduquidi (78′).

O Farense segue no 5.º lugar, com 14 pontos, e vai defrontar o Lusitânia no dia 1 de novembro, às 15h30.

Amigo de imigrante que morreu em Olhão não se lembra de alegadas agressões policiais

By: LUSA
25 October 2026 at 10:11

O amigo do cidadão marroquino que morreu em 2024, em Olhão, disse em tribunal não se lembrar das agressões alegadamente cometidas por dois agentes da PSP que estão a ser julgados por homicídio qualificado.

Os agentes da PSP Jorge Sousa e Pedro Barbosa estão acusados pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de Aissa Ait Aissa, após este ter estado internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias.

Os arguidos, que se encontram suspensos de funções, estão acusados de dois crimes de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado, cujos factos remontam a março de 2024. O Ministério Público considerou que os agentes “abusaram gravemente” da sua autoridade, mas os agentes negaram responsabilidade na morte do homem.

O amigo do falecido, Hassain Ait Rahou, de 27 anos, foi ouvido no Tribunal de Faro, sendo que durante a audição, recorrendo a tradutor, a segunda vítima afirmou que no dia dos factos estava “drogado”, tal como Aissa Ait Aissa, por terem consumido comprimidos de Rivotril.

Contou que, após terem saído de casa, foram a um supermercado, onde Aissa “escondeu” alguns produtos na sua roupa, o que levou as funcionárias a chamar a polícia. Recordou-se de ter sido “levado com força” para o carro patrulha, onde ele e a vítima mortal foram algemados “por detrás das costas”.

O homem disse que passou o trajeto a “dormir acordado”, que “não estava com a cabeça no sítio”, e que a sua última memória do amigo é de este ter pedido “para alargar as algemas que estavam apertadas”.

Questionado pelo advogado dos pais de Aissa Ait Aissa, se teria memória de os agentes da PSP os terem agredido, referiu não se lembrar.

Confrontado pela defesa com algumas “contradições”, reconheceu ter havido uma abordagem policial, pelos mesmos agentes, na tarde do dia da ocorrência, apesar de minutos antes ter dito que isso teria acontecido no dia anterior. Hassan Ait Rahou afirmou ainda que o agente que pediu calma aos dois amigos seria o passageiro, quando em 2024 disse ter sido o condutor da viatura.

O julgamento prossegue a 10 de novembro, às 9h15, com a audição dos pais de Aissa Ait Aissa – que se constituíram assistentes no processo e reclamam uma indemnização de cerca de 1,6 milhões de euros -, bem como das duas últimas testemunhas.

Portimonense perde frente ao Sporting B e segue em 11.º lugar na II Liga

By: LUSA
25 October 2026 at 09:11

O Portimonense foi a Alcochete jogar contra o Sporting B e não conseguiu triunfar, regressando ao Algarve com uma derrota por 3-0.

Ivanildo Mendes (15 minutos) adiantou a equipa secundária ‘leonina’. Mauro Couto (46) ampliou a vantagem e Kauã Oliveira (87) selou o resultado final

O Portimonense sofreu a quarta derrota nos últimos cinco encontros do campeonato e mantém-se em 11.º lugar, com 10 pontos.

O próximo jogo da equipa de Portimão é em casa, frente ao Torrense, às 14h de dia 31 de outubro.

Received — 24 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Saúde – ambição de Abril

24 October 2026 at 18:05

“Ah, só há liberdade a sério quando houver
A paz o pão – habitação – saúde – educação”

Primeiros dois versos do refrão da canção “Liberdade” de Sérgio Godinho, expressando em 1974 a utopia de uma Sociedade justa, solidária e igualitária.

Em 1975 é criado o Serviço Médico à Periferia, tão benquisto dos profissionais e utentes.

Em 1978 o célebre Despacho Arnaut de publicação empenhadamente acelerada, como António Arnaut sempre sublinhava, estabelece o acesso de todos os cidadãos aos Serviços Médico Sociais e aos Hospitais, independentemente da sua condição financeira.

Em 1979 é publicada também pela mão esforçada de António Arnaut a Lei do Serviço Nacional de Saúde, aprovada na Assembleia da República por maioria, dados os votos contra do PPD (atualmente PSD) e do CDS.

Tempos de grande entusiasmo e reconhecimento dos profissionais e do Povo utente que até então era penalizado pelos cuidados de saúde assentes em cuidados privados, a que a maioria não conseguia acesso, obrigando-se a ficar pelos cuidados misericordiosos.

A “mortalidade infantil era superior a 30 por mil, a esperança média de vida inferior a 60 anos, 80% dos equipamentos e profissionais de saúde estavam centrados em Lisboa, Porto e Coimbra” in Biografia de António Arnaut).

Cinquenta anos passaram.

O Mundo não parou, guerras com milhares de mortos, o pão a escassear com uma taxa de pobreza persistentemente a subir, habitação com despejos e agitação social, a educação em efervescência, a saúde em privatização indiciada.

Grandes passos foram dados na educação e na saúde que agora estarão em regressão, pelo menos a avaliar pelos resultados do PISA, pelas perturbações nos apuramentos dos exames e do início do ano escolar, assim como as dificuldades no acesso aos Serviços de Saúde (taxa de mortalidade infantil em 2024 aumentada de 2,5 para 3 por mil em 2025, eventualmente correlacionável com o fecho de maternidades). O medo, a incerteza no tratamento da doença imprevista, conduz quatro milhões e meio de cidadãos a recorrerem a seguros de saúde.

O Mundo gira aceleradamente, mas tal qual o carro em alta velocidade exige uma condução competente, também medidas imperiosas mas esclarecidas serão necessárias ao Serviço Nacional de Saúde, mas de ânimo leve e de forma surda mudar de um Serviço prestador de cuidados de saúde universal e tendencialmente gratuito para uma saúde privatizada, mesmo que alicerçada em seguros de saúde, é opção que não pode ser silenciosa mas sim profundamente discutida, refletida e votada. Questões centrais – a universalidade da prestação, a imprescindibilidade da segurança do tratamento da doença e a garantia da vigilância da saúde – enquanto pilares civilizacionais não podem ser tratadas de forma leviana.

Acreditar na falsa segurança de qualquer sub sistema de saúde ou de um qualquer seguro de saúde será condição desavisada quanto ao futuro. Basta prestar atenção à regressão das comparticipações em cirurgias ou à imposição de autorizações prévias em medicação oncológica, como já está a acontecer na ADSE. O doente oncológico confrontado com a sua doença ainda tem de ser agredido com a preocupação da aprovação burocrática da medicação de que depende o seu tratamento, numa lógica financeira que será também determinante noutros sub sistemas e seguros privados.

Claro que “a Saúde não tem preço mas tem Custos”, o argumento de sempre. Mas é exatamente por esta razão que só o Estado tem condições para a prestação dos Cuidados de Saúde enquanto grande “Segurador” (o prémio é pago nos impostos) assim como a capacidade exclusiva de garantir a prestação universal no respeito solidário da Sociedade e garantir uma organização eficiente de qualidade criteriosa e de prescrição casuisticamente adequada, perseguindo objetivos de excelência não condicionados à realização de dividendos. O SNS já o demonstrou.

Só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir acrescentava Sérgio Godinho na sua canção.

Feira de Todos os Santos regressa a Silves com quatro dias de animação

24 October 2026 at 17:02

A Feira de Todos os Santos regressa ao Sítio do Encalhe, em Silves, entre 29 de outubro e 1 de novembro, com música ao vivo, expositores, tasquinhas e diversões para todas as idades. Organizado pelo Município de Silves, o certame volta a assinalar uma das tradições mais antigas do Algarve, reunindo propostas de animação, gastronomia e convívio.

O programa musical inclui atuações do Grupo Musical Gerações, a 30 de outubro, dos Cromos da Noite, no dia 31, e de Luís Simenta, com o espetáculo “Canta Alentejo”, e do grupo Chave D’Ouro, ambos a 1 de novembro.

Os concertos dos dias 30 e 31 estão marcados para as 21h30. No último dia da feira, Luís Simenta sobe ao palco às 15h00, seguindo-se a atuação dos Chave D’Ouro, às 17h00.

Ao longo dos quatro dias, os visitantes poderão percorrer os espaços de exposição e encontrar uma variedade de produtos e artigos, além das tradicionais tasquinhas, com castanhas assadas, farturas, pipocas, algodão-doce e outros petiscos.

Os carrosséis e as restantes diversões completam a oferta, com propostas dirigidas especialmente aos mais novos.

Bilhetes para o MotoGP dão acesso antecipado à Fórmula 1 em Portimão

24 October 2026 at 16:04

Os adeptos que comprarem pelo menos dois bilhetes para o Grande Prémio de Portugal de MotoGP, agendado para 20 a 22 de novembro, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), vão ter acesso antecipado à compra de até dois bilhetes para a prova de Fórmula 1 de 2027, marcada para 18 a 20 de junho, no mesmo circuito.

A iniciativa, anunciada pelo AIA, destina-se aos clientes que adquiram pelo menos dois bilhetes para o MotoGP numa única transação, através do site oficial da prova, até às 23h59 de 31 de outubro. A campanha também abrange quem já tenha efetuado a compra, desde que cumpra estas condições.

Os clientes elegíveis terão acesso a uma fase exclusiva de venda antes da abertura da fase seguinte ao público em geral. As datas e as instruções para aceder a esta modalidade de compra serão comunicadas posteriormente por correio eletrónico.

Para usufruírem da vantagem, os clientes deverão utilizar, no site oficial do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, o mesmo endereço de email associado à compra dos bilhetes de MotoGP. Após a validação da elegibilidade, receberão um código pessoal, intransmissível e de utilização única.

A campanha abrange bilhetes de bancada e de peão, com exceção da bancada principal e das opções de hospitalidade. Os ingressos serão vendidos aos preços em vigor, sem desconto, e estarão sujeitos à disponibilidade. O acesso antecipado não garante a aquisição de bilhetes nem condições mais vantajosas do que as oferecidas nas fases de venda posteriores.

“Queremos proporcionar aos adeptos do desporto motorizado a oportunidade de viverem duas das principais competições mundiais numa pista que é reconhecida internacionalmente”, afirma Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, citado no comunicado.

Os bilhetes para o Grande Prémio de Portugal de MotoGP 2026 estão disponíveis em https://motogp-portugal.com. A informação sobre a prova de Fórmula 1 de 2027 pode ser consultada em https://portugalf1gp.com/pt.

Olhão recebe nova administração da Águas do Algarve

24 October 2026 at 15:03

O executivo da Câmara Municipal de Olhão reuniu-se com a nova administração da Águas do Algarve, liderada por Helena Lucas, para assinalar o início de funções da equipa e reforçar a disponibilidade para manter a cooperação entre as duas entidades.

A nova presidente, Helena Lucas, esteve nos Paços do Concelho acompanhada por Hugo Nunes e Bruno Sousa Costa para apresentar a nova equipa em início de funções.

O novo Conselho de Administração da Águas do Algarve foi recebido por Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão, Catarina Poço, vice-presidente, pelos vereadores Custódio Moreno e Jorge Ferreira e pelo engenheiro Carlos Martins, administrador executivo da Ambiolhão.

Durante o encontro, o executivo municipal manifestou disponibilidade para continuar a trabalhar em parceria com a Águas do Algarve e desejou sucesso à nova presidente no exercício das suas funções.

Helena Lucas sucede a Isabel Soares, cujo mandato terminou no final de setembro.

A crise da habitação: menos proibições, mais soluções

24 October 2026 at 14:04
Dora Coelho*

O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?

A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta jovens, famílias e trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos.

Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.

A ideia de que reduzir alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar as rendas é demasiado simplista. Lisboa perdeu muitos registos de AL sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Isto não prova que o AL não tenha impacto, mas demonstra que cancelar registos não garante mais casas disponíveis nem rendas acessíveis.

Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.

A crise é também de oferta.

Como defende o economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.

No Algarve, não podemos tratar todos os municípios da mesma forma. Albufeira não é Faro, Lagos ou um concelho do interior. Precisamos de dados locais que identifiquem as causas da pressão habitacional e permitam adotar medidas eficazes.

Há, porém, uma questão que raramente entra no debate: quantos apartamentos destinados à habitação estão hoje ocupados por escritórios, consultórios, clínicas ou outras atividades profissionais? São atividades legítimas, mas porque não questionar se algumas poderiam funcionar em espaços comerciais devolutos, libertando frações para as famílias? É difícil compreender que se procure resolver a crise restringindo o AL sem avaliar outras utilizações do património imobiliário que também podem reduzir a oferta habitacional. Não se trata de proibir, mas de exigir coerência e estudar todas as soluções possíveis.

Uma política habitacional eficaz deve facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.

Liberdade com responsabilidade.

Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.

Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir regras claras, proporcionais e fundamentadas, que protejam o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.

Também a nível europeu, a regulação do alojamento de curta duração merece uma reflexão crítica. Não podemos aceitar restrições generalizadas sem avaliar as suas consequências, demonstrar a sua eficácia e respeitar as diferentes realidades territoriais. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem alertado para a falta de clareza e os riscos de medidas desproporcionadas. Combater a crise da habitação não pode justificar limitações indiscriminadas a uma atividade legal, penalizando proprietários cumpridores sem garantir mais casas disponíveis ou rendas acessíveis. A Europa deve promover soluções baseadas em dados, não impor limitações cuja eficácia não esteja demonstrada.

O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.

O que deve fazer Albufeira?

Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos ao arrendamento permanente.

Precisa também de atualizar os registos de AL, identificando estabelecimentos inativos, sem seguro obrigatório ou em incumprimento legal.

A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências previstas na lei, salvaguardando os direitos dos titulares.

Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.

Menos ideologia, mais resultados.

A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando problemas, removendo obstáculos e avaliando políticas pelos seus resultados.

A minha experiência profissional na gestão de AL e a ligação à Delegação do Algarve da ALEP reforçam a importância de ouvir os diferentes intervenientes e tomar decisões baseadas em factos.

A pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar, mas quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.

Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.

É por aqui que devemos começar.

*Vice-Coordenadora do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal de Albufeira

Diogo Batáguas leva humor e sátira ao Auditório do Centro Pastoral de Pêra

24 October 2026 at 13:01

O humorista Diogo Batáguas é o próximo convidado da rubrica “Lado B”, promovida pelo Município de Silves, numa sessão marcada para 6 de novembro, às 21h30, no Auditório do Centro Pastoral de Pêra. Os bilhetes custam 10 euros e estão disponíveis através da plataforma BOL e nos locais habituais de venda.

Conhecido pelo humor sarcástico e pela análise crítica da atualidade, Diogo Batáguas tem afirmado o seu percurso na comédia portuguesa através de espetáculos de stand-up, projetos digitais e formatos de comentário e sátira social.

Formado em Comunicação Social, iniciou o percurso na stand-up comedy em 2012, depois de uma passagem pela rádio. Quatro anos depois, estreou-se a solo com “Cheguei aos 30, mas muito contra a minha vontade”, a que se seguiram “Quero Lá Saber”, em 2018, e “Processo”, em 2022.

O humorista ganhou também notoriedade com projetos digitais como “Relatório DB”, dedicado à análise humorística de notícias, polémicas e episódios da atualidade. Em 2024, regressou ao YouTube com “Conteúdo do Batáguas”, mantendo a aposta no comentário e na sátira. Integra ainda o podcast “Falsos Lentos”, centrado no universo do futebol.

A sessão de “Lado B” pretende proporcionar um contacto mais próximo entre o artista e o público, num formato que privilegia a conversa e a partilha de experiências, dando a conhecer outras dimensões do percurso dos convidados.

Os bilhetes podem ser adquiridos em cmsilves.bol.pt e nos locais habituais. No próprio dia, a bilheteira do Auditório do Centro Pastoral de Pêra abre às 20h00, estando a venda sujeita à disponibilidade de lugares.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Sector da Cultura do Município de Silves através do número 282 440 856 ou do endereço de correio eletrónico cultura@cm-silves.pt.

“Dar sangue é dar vida”

24 October 2026 at 12:04

O antigo e sempre actual testemunho de que «dar sangue é dar vida» cria uma flagrante e plena verdade nos nossos dias. Com efeito as reservas na grande maioria das unidades hospitalares portuguesas é aflitiva e torna urgente, de uma urgência imediata e constante, tornar realidade esse gesto tão fraterno que é o de dar sangue para quem dele precisa e são constantes as necessidades de tão vital doação.

Esta é também a situação que ocorre quer no CHUA (Centro Hospitalar Universitário do Algarve), em Faro, como nas unidades congéneres de Portimão e Lagos, com uma carência constante do precioso e vital suporte de vida.

Quando funcionava em Faro o Regimento de Infantaria, onde se formavam as unidades para a Guerra do Ultramar haviam muitas doações de sangue. Outro tanto sucedia com as Corporações de Bombeiros, o que continua a verificar-se. Meu saudoso pai, também ela na sua juventude bombeiro da Cruz Lusa recebeu várias transfusões dadas pelo saudoso Cartaxo, que Deus haja. Na sociedade civil nunca esqueço o exemplo do homem de bem e rotário que foi o meu lembrado compadre Henrique Brito Figueira com as suas periódicas dádivas, no que deve ser seguido por todos os que tenham condições para o fazer, o que no meu caso não acontece.

“Dar sangue é dar vida” e todos, os que o podem, devem fazê-lo.

Concerto de Buba Espinho em Olhão esgota bilhetes

24 October 2026 at 11:02

O concerto de Buba Espinho com um ensemble de cordas e o coro do Conservatório de Música de Olhão, agendado para 7 de novembro, no Auditório Municipal, já tem lotação esgotada. O espetáculo, com início às 21h30, integra as comemorações dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão.

Natural de Beja, o cantor tem construído o seu percurso musical através do encontro entre a tradição e a modernidade, cruzando o cante alentejano com sonoridades contemporâneas e urbanas.

Nesta atuação, Buba Espinho sobe ao palco acompanhado por músicos e coralistas do Conservatório de Música de Olhão, numa criação que combina diferentes linguagens musicais.

O concerto faz parte da programação cultural do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, que assinala dois séculos de história da instituição e destaca a cultura como espaço de encontro e valorização do talento.

Biblioteca de Lagoa desafia famílias a desvendar mistérios entre livros e lápides

24 October 2026 at 10:02

A Biblioteca Municipal de Lagoa vai transformar-se num cenário de mistério no dia 31 de outubro, com a atividade “Entre Livros e Lápides: Uma Aventura de Halloween”, que desafia crianças dos 6 aos 12 anos e respetivas famílias a resolver enigmas e descobrir os segredos da história daquele espaço. A iniciativa decorre entre as 18h00 e as 20h00, no âmbito da rubrica mensal “Da Biblioteca para as Famílias”, e tem participação gratuita, mediante inscrição obrigatória.

Concebida pela mediadora cultural Raquel Marinho, a experiência propõe uma aventura imersiva em que os participantes terão de seguir pistas, resolver desafios e trabalhar em equipa para desvendar mistérios escondidos na biblioteca.

A atividade pretende proporcionar às famílias uma forma diferente de explorar o espaço e conhecer a sua história, cruzando a leitura, a descoberta e a componente lúdica numa sessão temática dedicada ao Halloween.

Dirigida a crianças dos 6 aos 12 anos, a iniciativa exige o acompanhamento dos respetivos encarregados de educação. Os participantes são ainda convidados a comparecer mascarados a rigor, caso o desejem.

A participação é gratuita, mas as inscrições são limitadas e obrigatórias, devendo ser efetuadas através do endereço de correio eletrónico biblioteca@cm-lagoa.pt.

Festival Internacional de Órgão do Algarve regressa a Portimão com dois concertos

24 October 2026 at 09:01

A Igreja Matriz de Portimão recebe, a 30 de outubro e a 6 de novembro, dois concertos integrados na 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve. O programa arranca com o organista Ricardo Toste e o Coral Adágio, seguindo-se, uma semana depois, a atuação do trio Liz Consort. Ambos os concertos têm entrada gratuita e não exigem reserva prévia.

O concerto de abertura está marcado para as 21h00 de 30 de outubro e terá como palco o órgão histórico construído em 1886 por Henry Fincham. Ricardo Toste será o responsável pela interpretação instrumental, acompanhado pelas vozes do Coral Adágio, num programa que inclui obras de Esteves, Handel, Bach e Mozart.

A programação começa, porém, durante a manhã do mesmo dia, com uma masterclasse de baixo contínuo orientada por Ricardo Toste, também na Igreja Matriz de Portimão. Organizada em parceria com a Academia de Música de Portimão, a iniciativa destina-se a professores e alunos de instrumentos de tecla e de música antiga, bem como a interessados no património musical.

Os interessados em participar na masterclasse ou assistir à sessão podem inscrever-se através dos números 282 426 290 e 966 642 279 ou do endereço de correio eletrónico geral@amportimao.pt.

A segunda atuação em Portimão realiza-se a 6 de novembro, com o trio Liz Consort, constituído por Rute Martins, no órgão, Manuela Moniz, no soprano, e Carla Antunes, na flauta transversal. O agrupamento apresenta um programa com obras de referência de Bach, Vivaldi e Seixas.

Organizado pela Associação Música XXI, o Festival Internacional de Órgão do Algarve conta com o apoio de várias entidades públicas e culturais, entre as quais a CCDR Algarve, os municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos e a União de Freguesias de Faro.

Received — 23 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

São Brás de Alportel promove encontro para dar vida a novas ideias de negócio

23 October 2026 at 17:14

O VI Fórum Ideias de Negócios realiza-se a 27 de outubro, às 18h00, no Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, para reunir empreendedores e interessados em desenvolver projetos no concelho.

O encontro pretende proporcionar aos participantes a oportunidade de apresentar ideias e projetos, partilhar experiências e estabelecer contactos com potenciais parceiros e entidades que possam contribuir para concretizar novas iniciativas empresariais.

Dinamizado anualmente pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel desde 2021, o fórum integra a estratégia de incentivo ao empreendedorismo e à criação de negócios no concelho, procurando aproximar empresas, empreendedores e outras entidades locais.

Ao longo das edições anteriores, a iniciativa tem procurado dar visibilidade a novos projetos e estimular a cooperação entre os agentes económicos do concelho. Nesta sexta edição, mantém o objetivo de promover a partilha de ideias e criar oportunidades de colaboração que contribuam para dinamizar a economia local.

As inscrições estão abertas para quem pretenda apresentar um projeto ou dar a conhecer a sua empresa. A participação é gratuita, sendo possível obter mais informações através do número 289 840 212 ou do endereço de correio eletrónico empreendedor@cm-sbras.pt.

A iniciativa é organizada pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete do Empreendedor, com o apoio de empresas e empreendedores locais.

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