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“É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós”

25 October 2026 at 21:51

Declarações após o jogo Nacional-SC Braga (1-0), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Madeira, no Funchal:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós. Apresentámos uma cara diferente, que não é a nossa e que não pode ser a nossa. Esta camisola, este símbolo, requer muita responsabilidade e, acima de tudo, outra atitude, que nós não tivemos e que vamos ter de passar a ter.

Tivemos muita posse de bola, andámos muito perto da área do adversário, algo também consentido pelo adversário, obviamente, mas não fomos incisivos. Isso refletiu-se em dois ou três remates à baliza do adversário e zero golos, porque faltou exatamente isso. Faltou muito mais incisão e muito mais agressividade no último terço.

Temos de ter muito mais agressividade quando temos a bola, temos de ter muitos mais movimentos com bola, os jogadores que não têm a bola têm de ter outra mobilidade e temos de ser mais incisivos na frente”.

– Bruno Abreu (treinador do Nacional): Sentimento de dever cumprido, essencialmente pela felicidade de ter visto a atitude que os jogadores tiveram. […] Eu já tinha dito que havia muita vontade e que estava com boas sensações, fruto daquilo que via no microciclo semanal. Os jogadores tiveram uma atitude fantástica e acreditaram. Fico feliz por isso. O dever cumprido é pela conquista dos três pontos.

A equipa teve uma atitude fantástica, defendeu muito bem sem estar perto da baliza. Queríamos fechar bem os espaços e poder depois aproveitar algum deslize da equipa do Sporting de Braga. A nossa estratégia assentou nesse aspeto.

“Acho que o mais importante, sem descurar as questões táticas e de organização, tem a ver com a mentalidade e como encaramos o jogo. Independentemente de jogarmos da forma que perspetivamos, eu acho que o importante é a questão mental. E, no fundo, houve algum trabalho nesse sentido”.

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Esposende: Tribunal decide a favor de 18 proprietários de terrenos na Apúlia

25 October 2026 at 21:11

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou uma sentença do Tribunal de Esposende, na qual se dá razão a 18 proprietários de terrenos na zona das Pedrinhas, confinantes com a praia naquela zona da Apúlia, reconhecendo-lhes a respetiva propriedade e negando-a ao Estado português.

O juiz de Esposende, confrontado com uma ação nesse sentido, apensou 17 outros processos idênticos que ali estavam pendentes, e decidiu a favor dos terratenentes.

O Estado fez, então, recurso de apelação para Relação, mas os juízes desembargadores rejeitaram-no, considerando que “está assente que, até 1987, todos os prédios dos autores sempre estiveram a mais de, pelo menos, 100 metros da linha de máxima preia-mar de águas vivas equinociais, existindo entre eles e a linha de preia-mar um cordão dunar primário com extensão de cerca de 60 metros e, para além deste, o extenso areal, e nunca se acharam incluídos na faixa de terreno que configura a margem das águas do mar e, consequentemente, em área do domínio público hídrico”.

O acórdão, de julho, salienta, ainda, que, “tal circunstância apenas se alterou em 1987 com a construção do esporão, que provocou a corrosão violenta e abrupta dos terrenos”.

A decisão acentua, também, que, “as parcelas privadas corroídas e agora contíguas às margens das águas do mar não se podem considerar automaticamente integradas no domínio público, porquanto apenas quando tal corrosão é lenta e sucessiva, é que se poderá validamente presumir tal integração”.

Avanço do mar não teve causas naturais

Ou seja, – dizem os juízes – “tal presunção apenas seria passível de se aplicar ao caso dos autos se o avanço do mar se devesse a causas naturais e, cumulativamente, ocorresse de forma lenta, natural e progressiva. E não, como é o caso, quando tal realidade tem origem numa ação mecânica e deliberada do próprio Estado”.

Assinalam, por isso, que, “face a esta alteração morfológica muito significativa que se verificou após a construção do esporão, terá de atender-se à realidade prévia a 1987, altura em que os prédios estavam implantados fora da faixa de 50 metros e em terreno que não tem natureza de praia”.

E concluem: “Tendo em conta o que se provou relativamente à natureza do solo onde estão construídas estas habitações – arenosos mas fixos, duros, consolidados e circundados de vegetação autóctone, situando-se numa cota superior às linhas de ondulação e do espraio das ondas – também não pode considerar-se que o solo tenha natureza de praia”.

No recurso, o Ministério Público sustentava que os prédios, de acordo com a informação geográfica disponível, estão integrados total ou parcialmente nas margens das águas do mar, ou seja, estão, ainda que parcialmente, inseridos em faixa de terreno contígua à linha que limita o leito das águas com a largura de 50 metros”.

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“A equipa deu uma belíssima resposta”

25 October 2026 at 21:08

Declarações após o jogo Rio Ave-Famalicão (0-4), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde:

– Ricardo Silva (treinador interino do Famalicão): “A equipa deu uma belíssima resposta. Os jogadores interpretaram muito bem os processos que procurámos transmitir e trabalhar durante a semana. Conseguimos uma vitória que permite devolver aos adeptos a confiança e a alegria de apoiar o clube.

Vínhamos de momentos diferentes. O Rio Ave estava embalado por duas vitórias e nós atravessávamos uma fase menos conseguida. Mas, pela forma como os jogadores trabalharam e responderam durante a semana, tinha a certeza de que daríamos uma resposta positiva.

Se estava à espera deste resultado? Não vou mentir, não estava. Mas esperava esta atitude e esta demonstração de força. Os jogadores não me surpreenderam pelo que colocaram em campo, embora o resultado tenha superado aquilo que esperava.

Esta vitória não é minha nem do treinador Carlos Carvalhal. É inteiramente dos jogadores, pelo trabalho que fizeram e por acreditarem numa ideia que lhes foi proposta. Foram eles que ganharam este jogo, por eles próprios e por todos os que vieram apoiar-nos.

Enquanto treinador interino, compete-me fazer os jogadores acreditar que têm capacidade para resolver os problemas. Sinto uma felicidade enorme e o dever cumprido. A administração tomará a decisão que entender ser melhor para o futuro do Famalicão e estarei sempre disponível para ajudar, seja nesta posição ou noutra função.

Fico extremamente feliz pelo Óscar Aranda. Todos conhecemos as suas qualidades e, depois dos problemas físicos que atravessou, precisava de um momento destes para recuperar a confiança. Trabalhámos nos treinos os movimentos em que pode ser decisivo e ele conseguiu concretizá-los”.

– Vasco Seabra (treinador do Rio Ave): “Compreendo que os adeptos tenham razões para assobiar ou aplaudir. Pagam as quotas, gostam do clube e têm todo o direito de expressar as suas emoções. Temos de conseguir trazê-los para o nosso lado com atitude, paixão e compromisso.

O resultado é ingrato, demasiado expressivo e penalizador perante aquilo que foi o desempenho das duas equipas. Temos de dar os parabéns ao Famalicão, que é uma boa equipa, com bons valores individuais, mas houve momentos-chave que marcaram o jogo.

O primeiro foi o golo num remate de longe, que desbloqueou a partida. Depois, tivemos uma oportunidade do Blesa, isolado, em que o guarda-redes defendeu para o poste. Se tivéssemos empatado nesse momento, acredito que poderíamos ter levado o jogo mais para o nosso lado.

Até ao segundo golo, competimos e procurámos sempre chegar ao empate. Depois, a equipa perdeu energia e capacidade competitiva. Isso demonstra que estamos a dar passos, mas ainda não conseguimos ser a equipa que queremos durante os 90 minutos.

Aceitei este desafio por acreditar que podemos construir algo positivo juntos. Queremos criar uma cultura e uma mentalidade vencedoras, em que cada duelo e cada centímetro de relva sejam disputados para ganhar. Essa mentalidade não se constrói em dois dias.

Não podemos entrar em euforia quando ganhamos, nem em depressão quando perdemos. Temos de manter o equilíbrio, perceber o que fizemos bem e mal e continuar a trabalhar. Tenho a certeza de que estaremos melhores na próxima semana e ainda melhores daqui a um mês”.

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Ex-deputado de Guimarães do PSD diz que cargas policiais estão a ser “desnecessárias”

25 October 2026 at 20:21

André Coelho Lima, ex-deputado e vice-presidente do PSD, natural de Guimarães, deixou críticas à atuação da PSP durante as ‘acampadas’ realizadas em Lisboa e no Porto contra os preços altos das habitações, apelidando a intervenção policial como uma medida “pouco inteligente”.

“A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação. A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desadequada. Pelos vistos não comoveu os espíritos nacionais. A de ontem, na Praça do Rossio, foi igualmente desnecessária, desproporcionada e desadequada face aos critérios de segurança que se visa salvaguardar”, escreveu André Coelho Lima esta noite na rede social X (ex-Twitter).

“Estou em total oposição com uma intervenção que, numa palavra, é pouco inteligente. Mas também o estive quando ela sucedeu no Porto – e até com maior violência – embora na altura não obtivesse tanta comoção nacional”, acrescentou o também candidato pelo PSD em Guimarães nas autárquicas de 2013 e de 2017.

1( A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação.
A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desaquada.

— André Coelho Lima (@coelho_lima1) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, voltou esta tarde a encher-se com populares, que ao som de músicas de resistência espanhola e brasileira a ecoarem de colunas, aguardavam pelo início da assembleia popular agendada para esta noite.

Pelas 18:30, a agência Lusa constatou no local milhares de pessoas concentradas na Praça D. João I, onde esta madrugada se repetiram episódios de violência contra os manifestantes.

As tendas, os tapetes e as mantas que no sábado estavam arrumadas e guardadas por secções desapareceram e não estão visíveis.

Na rede social Instagram, na página “Acampada Porto”, pode ler-se no mural que “o fascismo acordou, mas a resistência também” ou “Mais uma vez perdemos tudo o que tínhamos construído, todos os nossos bens materiais, pessoais e comunitários, mas não perdemos a esperança. O sangue dos nossos camaradas não será em vão. Voltaremos”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 manifestantes feridos, 27 dos quais em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

A Amnistia Internacional – Portugal disse hoje estar “profundamente preocupada com o uso excessivo e desproporcionado” da força policial para dispersar as acampadas de Lisboa e Porto que aconteceram durante a madrugada.

“Estamos profundamente preocupados com o facto de o uso da força pela polícia ter sido excessivo e indiscriminado e de a operação policial – e, em especial, o uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia – ter resultado em dezenas de feridos”, afirmou o diretor executivo da Amnistia Internacional – Portugal, João Godinho Martins.

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SC Braga perde na Madeira

25 October 2026 at 20:10

O Nacional, ainda sob o comando técnico do interino Bruno Abreu, venceu hoje o SC Braga, por 1-0, num jogo da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol em que os madeirenses souberam sofrer.

Un golo de Miguel Baeza, aos 19 minutos, decidiu a partida a favor do emblema insular, que vinha de seis derrotas consecutivas para o campeonato, sendo que os minhotos tiveram muita bola, mas criaram poucos lances de perigo, em partida disputada no Estádio da Madeira, no Funchal.

Com este triunfo, o Nacional ascendeu ao 15.º lugar e ‘respira’ melhor na classificação, fora da zona de despromoção, com sete pontos, tantos como o Casa Pia, 16.º, em zona de disputa de play-off de manutenção, e do Rio Ave, 17.º, em zona de descida direta. 

Por sua vez, o conjunto minhoto, sem vencer há quatro jogos para a Liga, com três derrotas e um empate, segue na nona posição, com 11 pontos, mais longe dos lugares ‘europeus’.

O SC Braga teve sempre mais posse de bola praticamente desde início, contudo, com pouca objetividade, sobretudo nos primeiros 45 minutos, diante de um Nacional sempre confortável a jogar em bloco baixo.

A estratégia teve os efeitos pretendidos e, após um primeiro quarto de hora sem ocasiões a registar, os madeirenses chegaram mesmo à vantagem, na melhor jogada coletiva do primeiro tempo.

Após um lance bem trabalhado pela esquerda, Son Min-kyu encontrou Miguel Baeza solto de marcação à entrada da área, com o espanhol a rematar sem hipóteses para Bernardo Fontes, ao minuto 19.

Em desvantagem, a toada manteve-se e o SC Braga apenas criou uma oportunidade flagrante até ao intervalo, na sequência de um cruzamento bem medida de Gabriel Silva, com Pau Victor, em excelente posição na área, a cabecear ligeiramente ao lado, aos 34.

Após o descanso, Franclim Carvalho procedeu a uma tripla alteração, fazendo entrar João Moutinho, Dorgeles e Gabri Martinez, por Tommy Marquês, Gorby e Gabriel Silva, em claro descontentamento com o desempenho na primeira parte.

As trocas não surtiram o efeito pretendido e demorou até que o SC Braga conseguisse imprimir maior dinâmica num desafio que correu quase sempre de feição para os insulares.

A primeira oportunidade no segundo tempo até surgiu de bola parada, pelo recém-entrado Moutinho, que assumiu a cobrança de um livre direto e ‘atirou’ perto do poste da baliza à guarda de Renato Marín, aos 52.

Empolgados pelo público, os jogadores do Nacional começaram a acreditar cada vez mais e quase fizeram o 2-0, pouco depois, por Stavros Gavriel, num lance de contra-ataque em que Bernardo Fontes foi obrigado a defesa apertada.

Por volta do minuto 70 e numa fase em que os bracarenses praticamente só recorriam a cruzamentos, quase todos sem sucesso, Fran Navarro cabeceou à barra, na melhor oportunidade dos minhotos na etapa complementar.

Os bracarenses foram perdendo discernimento, ao passo que os jogadores ‘alvinegros’ conseguiram gerir as incidências sem problemas de maior, até que o árbitro apitou para o fim, provocando uma enorme ‘explosão’ da alegria nas bancadas, com o regresso do Nacional aos triunfos, seis jogos depois.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador

1-0, Miguel Baeza, 19 minutos.

Equipas

– Nacional: Renato Marin, José Vítor, William Kokolo, Francisco Gonçalves, Matheus Dias, Markus Jensen (Deivison Souza, 68), Chiheb Labidi (Danel Dongmo, 77), Miguel Baeza (Daniel Júnior, 86), Stavros Gavriel, Song Min-kyu (Matchoi Djaló, 68) e Njoya Abdel (Pablo Ruan, 77).

(Suplentes: João Gonçalves, Daniel de la Cruz, Deivison, Ivanildo Fernandes, José Gomes, Matchoi Djaló, Danel Dongmo, Joel Silva, Fernando Nava, Pablo Ruan, Daniel Júnior e Allen Obando).

Treinador: Bruno Abreu.

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Bright Arrey-Mbi (Denis Huseinbasic, 76), Sergio Barcia, Gustaf Lagerbielke, Tommy Marqués (João Moutinho, 46), Gorby Baptiste (Mario Dorgeles, 46), Pau Victor, Gabriel Silva (Gabri Martinez, 46), Ricardo Horta e Jovan Milosevic (Fran Navarro, 62).

(Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Vítor Carvalho, Adrian Bajrami, Adrian Barisic, João Moutinho, Demir Tiknaz, Denis Huseinbasic, Diego Rodrigues, Mario Dorgeles, Fran Navarro e Gabri Martínez).

Treinador: Franclim Carvalho.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Francisco Gonçalves (33), Sergio Barcia (79), Stavros Gavriel (86) e Gustaf Lagerbielke (90+4).

Assistência: 2.071 espetadores.

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Famalicão sacode crise com goleada em Vila do Conde

25 October 2026 at 20:03

O Famalicão goleou hoje o Rio Ave 4-0, na nona jornada da I Liga de futebol, numa estreia vitoriosa do interino Ricardo Silva, perante uma equipa vila-condense sem reação.

Beney (48 minutos), Pedro Santos (81) e Aranda (85 e 90+5), o último de grande penalidade, marcaram os golos dos minhotos, hoje com uma exibição pragmática, que quebrou uma série de duas derrotas consecutivas em todas as competições.

Orientados interinamente por Ricardo Silva, antigo adjunto de Carlos Carvalhal, que deixou o clube após a eliminação da Taça de Portugal, os famalicenses apresentaram-se mais perigosos na primeira parte, apesar do equilíbrio inicial.

A superioridade famalicense traduziu-se nas oportunidades de Mathias de Amorim, que rematou por cima aos 21 minutos, e, sobretudo, nas intervenções de Vítor Hugo, que negou o golo a Szucs e Léo Realpe, aos 23 e 24, respetivamente.

Do lado vila-condense, a produção ofensiva resumiu-se praticamente a um cabeceamento de Jalen Blesa, aos 30 minutos, defendido sem dificuldades por Carevic, mantendo-se o empate sem golos até ao intervalo.

A igualdade foi desfeita logo no arranque da segunda parte, com Beney a aproveitar espaço na direita e, com um belo remate de fora da área, inaugurou o marcador, aos 48, num ‘tiro’ sem possibilidade de defesa.

Em desvantagem, o Rio Ave procurou assumir maior iniciativa, mas continuou a revelar dificuldades na criação de oportunidades, tendo, aos 73 minutos, desperdiçado a melhor ocasião, quando Blesa, isolado, rematou para uma defesa de Carevic, que desviou a bola para o poste.

O lance marcou o último momento de verdadeira ameaça dos vila-condenses, que perderam consistência na reta final e permitiram ao Famalicão transformar uma vantagem mínima numa goleada, com dois ‘trunfos’ vindos do banco.

Aos 81 minutos, Pedro Santos concluiu de primeira uma jogada construída por Sorriso, ampliando a diferença, antes de assistir Óscar Aranda, que, quatro minutos depois, finalizou em esforço, regressando aos golos mais de um ano e meio depois de ter sofrido uma lesão grave.

Já nos descontos, uma falta de Petrasso sobre Mathias de Amorim dentro da área permitiu a Óscar Aranda elevar-se a figura da noite e ‘bisar’, na conversão de uma grande penalidade, fixando o resultado final em 4-0.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Rio Ave Futebol Clube, em Vila do Conde.

Rio Ave – Famalicão, 0-4.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores

0-1, Beney, 48 minutos.

0-2, Pedro Santos, 81.

0-3, Aranda, 85.

0-4, Aranda, 90+5 (grande penalidade).

Equipas

– Rio Ave: Vítor Hugo, João Tomé (Zé Carlos, 66), Petrasso, Ntoi, Vrousai, Liavas (Spikic, 82), Diogo Nascimento, Clemmensen (Sellouki, 66), Miguel Patrício (Galcik, 77), Diogo Bezerra (Tamble Monteiro, 82) e Jalen Blesa.

(Suplentes: Van der Gouw, Simon Garcia, Gustavo Mancha, Zé Carlos, Nikitscher, Sellouki, Ryan Guilherme, Antoine, Galcik, Spikic e Tamble Monteiro).

Treinador: Vasco Seabra.

– Famalicão: Carevic, Victor Rofino, Léo Realpe, Gustavo Garcia, Rodrigo Pinheiro, Szucs (Pedro Santos, 60), Tom van de Looi (Marcos Peña, 83), Beney (Paulo Moreira, 66), Mathias de Amorim, Sorriso (Aranda, 83) e Koutsias (Patrício Salas, 60).

(Suplentes: Zlobin, Gabriel Cabral, Van Breemen, Serafimovic, Jangeal, Paulo Moreira, Pedro Santos, Marcos Peña, Patricio Salas, Aranda e Abubakar).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: Hélder Carvalho (AF Santarém).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Vasco Seabra (40), Miguel Patrício (42), Zé Carlos (80) e Petrasso (90+3).

Assistência: 3.024 espectadores.

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Governo anuncia apoios a empresas privadas de transporte de doentes

25 October 2026 at 18:51

O Governo vai incluir as empresas de transporte não urgente de doentes no âmbito do Decreto-Lei n.º 199/2026, que estabelece um pacote de apoios financeiros extraordinários e temporários para mitigar o aumento dos custos com combustíveis e AdBlue.

Em comunicado, três dias após as empresas privadas de transporte de doentes não urgentes terem ameaçado parar se não forem incluídas nos apoios do Governo por causa do aumento dos combustíveis, assim como terem equacionado uma marcha lenta em Lisboa, o Ministério da Saúde disse reconhecer a importância destas empresas. 

“Esta decisão reconhece a importância destas empresas para assegurar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde e traduz a preocupação do Governo com o impacto do aumento dos custos de exploração na sustentabilidade da sua atividade e na continuidade de um serviço essencial à população”, lê-se no comunicado de dois parágrafos.

Na quinta-feira, o jornal Público revelou que estas empresas, que há meses reclamam ser incluídas nos apoios extraordinários que têm sido concedidos a diversos setores de atividade, dizem-se discriminadas e lembram que, sem os transportes que garantem, alguns tratamentos podem ficar em risco.

Para chamar a atenção para as dificuldades criadas pelo aumento do preço dos combustíveis, as empresas distribuíram panfletos pelos passageiros, depois de todas as tentativas de contacto com o Governo terem saído frustradas e o último decreto-lei sobre os apoios os ter deixado de fora.

“Da parte do Governo há um silêncio absoluto. Só o gabinete da presidência da República nos recebeu”, lamentou o presidente da Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), Álvaro Gil, citado pelo Público.

O responsável explicou que o transporte de doentes não urgentes segue preços tabelados em 2023, pelo que as empresas não podem refletir o aumento dos custos no cliente, ou seja, no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Lembrou ainda que o aumento dos preços dos combustíveis, no contexto da crise no Médio Oriente, está também a fazer subir os preços da manutenção dos veículos e dos consumíveis, como é o caso do oxigénio.

Em 2025, o SNS registou mais de quatro milhões de transportes a doentes não urgentes, dos quais cerca de metade feitos por empresas privadas, que concorrem aos concursos abertos pelas unidades de saúde.

A maioria dos transportes são para tratamentos oncológicos ou de hemodiálise, sessões de fisioterapia e consultas, mas estes serviços incluem também transferências entre hospitais e altas clínicas, serviços que podem ficar em causa se estas empresas pararem.

Como forma de pressão, estas empresas admitem fazer uma marcha lenta na próxima semana em Lisboa, se o Governo não abrir uma via de diálogo.

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IL diz que “repressão não é aceitável nem resolve nada”

25 October 2026 at 18:25

A líder da Iniciativa Liberal considerou hoje que a resposta ao “falhanço nas políticas públicas de habitação” não pode passar pelo uso de “força repressiva sob a forma de cassetete”, numa crítica à intervenção policial nas manifestações pela habitação.

Numa publicação na rede social X, Mariana Leitão escreveu que a “repressão não é aceitável nem resolve nada”.

“A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cassetete”, defendeu.

A líder liberal considerou que os protestos terminarão quando os problemas estiverem resolvidos e que isso implica o fim “das políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas”.

Mariana Leitão afirmou também que os manifestantes “têm a razão do seu lado”, porque “quem governou o país até aqui falhou de forma clamorosa, não soube aplicar as medidas que permitiram mais construção, mais casas no mercado para arrendar, preços mais baixos”.

“A crise da habitação em Portugal é gravíssima e exige medidas de emergência”, defendeu, indicando que a Iniciativa Liberal “luta há anos a explicar e a propor medidas para resolver o problema da Habitação, sem sucesso de implementação até agora”.

A líder da IL lembrou que propôs uma reunião conjunta entre todos os líderes dos partidos com assento parlamentar, destinada a encontrar consensos para responder à crise da habitação, mas esse encontro acabou por não acontecer.

Mariana Leitão acusou os restantes partidos de preferirem “continuar a fazer o seu jogo partidário” e considerou que “os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP

25 October 2026 at 18:23

O ministro da Administração Interna disse hoje que as intervenções policiais em Lisboa e no Porto foram decisões da PSP, sublinhando que, sempre que exista violação da lei, é “desejável que tudo se faça” para repor a ordem pública.

“Nenhuma força de segurança precisa de indicações para cumprir a lei. Cada força de segurança tem a sua autonomia técnica, tática e operacional. Naturalmente, estamos a falar do cumprimento da lei, nunca na História foi preciso que uma força precisasse de qualquer indicação para a fazer cumprir”, afirmou Luís Neves.

Em declarações aos jornalistas, em Celorico de Basto, onde marcou presença na cerimónia comemorativa do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga, o governante assumiu que não deu qualquer ordem à PSP, acrescentando que a atuação desta força de segurança visou repor a ordem pública.

Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO

“Quando existe uma violação da lei, é normal, é aceitável, é desejável que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta. Portanto, sempre que haja uma situação de ilegalidade, estamos a falar da ocupação do espaço público, o espaço público que é de todos, tem de ser usufruído por todos, esse espaço tem de ser restituído à liberdade e foi isso que as forças de segurança fizeram”, salientou Luís Neves.

A polícia dispersou esta madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação.

Questionado sobre se a atuação policial foi desproporcional, o ministro da Administração Interna refutou e falou em “força física”.

“Eu acompanhei a ação [policial]. Só vi, uma única vez, face a uma manifesta oposição, a que um bastão tenha sido utilizado. O que eu vi e acho que vimos todos foi força física para fazer cumprir a lei e o estado de direito”, respondeu o governante.

Num esclarecimento enviado às redações posteriormente, o Ministério da Administração Interna explica que a referência do ministro “à utilização de ‘um bastão’ na operação da PSP no Rossio, não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada”.

“Mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio. Pretendia com isso, contrariar a tese de que a polícia tinha dispersado os manifestantes ‘à bastonada’, como tem vindo a ser erradamente repetido”, diz o ministério.

Para o ministro da Administração Interna a atuação da PSP foi “verdadeiramente legitimada”.

“Estamos a falar de um ambiente: temos polícias agredidos, temos material apreendido que não devia ser utilizado, e por isso há todo aqui um conjunto de circunstâncias que leva a que as forças de segurança, neste caso a Polícia de Segurança Pública, de acordo com os critérios que tem, de adequação, de proporcionalidade, e necessidade de repor a ordem. É isto que está aqui em causa”, frisou.

Luís Neves assumiu que nem ele nem ninguém fica satisfeito “com uma ocorrência mais musculada”, mas deixou um aviso.

“Será sempre desta forma: a força será a última razão da ação, mas terá de ser utilizada, de acordo com os critérios que já aqui elenquei, sempre que entendemos que nenhum espaço fique capturado por uma pequena percentagem de manifestantes”, advertiu o governante.

Questionado também sobre os vários feridos na sequência da ação policial, Luís Neves respondeu que também “ninguém fica satisfeito com a existência de qualquer ferido”.

“Nem a população, nem os manifestantes, nem as polícias, nem o Governo, [nem] eu próprio, ninguém fica satisfeito. É uma decorrência da ação”, declarou o ministro.

Luís Neves compreende e respeita as manifestações pela habitação, mas reiterou a que decorram dentro do cumprimento da lei.

“Faço um profundo apelo aos manifestantes: que se manifestem de uma forma ordeira, cumprindo a lei. É isso que está aqui absolutamente em causa. Deixo este apelo, é a terceira ou quarta vez que o faço, e fá-lo-ei sempre, com toda a calma, com toda a tranquilidade. Uma ação leva sempre a uma reação e nada disto, depois, é aceitável”, afirmou o ministro da Administração Interna.

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Moreirense regressa às vitórias na visita ao Estoril Praia

25 October 2026 at 17:32

O Moreirense venceu hoje por 3-1 na visita ao Estoril Praia, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, e regressou aos triunfos no campeonato, enquanto os ‘canarinhos’ continuam sem ganhar.

No Estádio António Coimbra da Mota, a formação de Moreira de Cónegos adiantou-se no marcador com um golo de Manuel Mendonça, aos 12 minutos, e ampliou a vantagem com tentos de Tiago Andrade, aos 15, e Nile John, aos 28, com a equipa da casa a reduzir por Peixinho, aos 90+4.

Com este resultado, o Moreirense regressa aos triunfos, depois de dois jogos sem vencer, e passa a somar 11 pontos, no 10.º posto da I Liga, enquanto o Estoril Praia, orientado pelo interino Sérgio Raimundo depois da saída de Vasco Matos, averbou a quarta derrota seguida e é a única equipa sem vitórias, estando no 18.º e último lugar, com apenas dois pontos.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

Estoril Praia – Moreirense, 1-3.

Marcadores

0-1, Manuel Mendonça, 12 minutos.

0-2, Tiago Andrade, 15.

0-3, Nile John, 28.

1-3, Peixinho, 90+4.

Equipas

– Estoril Praia: Joel Robles, Ricard Sánchez (Pedro Carvalho, 46), Xavi, Ferro, Jurišić, Tsoungui (Xeka, 69), Holsgrove, João Carvalho (Peixinho, 58), Guitane, Omerovic (Lacximicant, 46) e Camblan (Medrano, 58).

(Suplentes: Martin Turk, Pedro Carvalho, Samuel Amissah, Jordan Arnolin, Stelios Andreou, Ismael Sierra, Medrano, Tiago Parente, Robin, Xeka, Lacximicant e Peixinho).

Treinador: Sérgio Raimundo.

– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto, Kevyn, Gilberto Batista, Francisco Domingues, Guilherme Liberato, Manuel Mendonça (Rodrigo Alonso, 58), Nile John (Landerson, 69), Kiko Bondoso (Stjepanović, 69), Vonić (Lincon, 80) e Tiago Andrade (Álvaro Martínez, 80).

(Suplentes: Francisco Barbosa, Aranha, Leandro Santos, Janderson, Álvaro Martínez, Stjepanović, Afonso Assis, Chipyoka Songa, Rodrigo Alonso, Lincon e Landerson).

Treinador: Vasco Botelho da Costa.

Árbitro: Carlos Macedo (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Omerovic (23), Tsoungui (26), Gilberto Batista (90) e Lacximicant (90+2).

Assistência: 2.184 espetadores.

(em atualização)

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Rali Dakar pode mudar-se para Portugal em 2027

25 October 2026 at 17:01

O Rali Dakar de todo-o-terreno vai deixar de se realizar na Arábia Saudita provisoriamente em 2027, regressando em 2028, anunciou hoje a organização, podendo mudar-se para Portugal e Marrocos, adiantou à Lusa fonte próxima do processo.

O anúncio da mudança de localização da prova, que se tem disputado na Arábia Saudita desde 2020, deverá acontecer no início da próxima semana.

Esta decisão surge devido aos “recentes desenvolvimentos na região”, na sequência dos conflitos entre os huthis do Iémen e a Arábia Saudita.

“O Dakar 2027 irá realizar-se. A edição de 2027 decorrerá num território diferente e será organizada pela ASO. O local será anunciado separadamente nos próximos dias. A ASO está em contacto direto com os concorrentes, as equipas e os parceiros para os apoiar nesta transição”, refere em comunicado.

As equipas já foram informadas da alteração, confirmou a Lusa junto de uma delas, estando ainda por divulgar os pormenores do percurso e do programa da competição, que pode ter a partida e o prólogo no Algarve, e as etapas em Marrocos, apesar de a Espanha ter sido apontada como hipótese.

Numa nota publicada no sítio da prova na internet, a Amaury Sport Organization (ASO), empresa responsável pela organização, entre outras provas, do rali Dakar de todo-o-terreno e da Volta a França em bicicleta, confirmou que a edição de 2027 ruma a outras paragens, regressando à Arábia Saudita em 2028 para assinalar a 50.ª edição.

“A Arábia Saudita acolherá o Dakar em 2028, numa edição histórica que assinalará a 50.ª realização do rali. As duas organizações já estão a trabalhar em conjunto para tornar este marco num momento excecional para o Dakar e para o Reino, com o compromisso comum de voltar a realizar um evento emblemático e de dimensão mundial, segundo os mais elevados padrões de qualidade”, lê-se.

A concretizar-se, a partida do Algarve representará o regresso do Dakar a Portugal, 19 anos depois do cancelamento da edição de 2008, que deveria ligar Lisboa à capital do Senegal.

A capital portuguesa recebeu a partida das edições de 2006 e 2007, mas a terceira saída consecutiva de Lisboa foi cancelada em 04 de janeiro de 2008, na véspera do início da competição, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

Esse cancelamento antecedeu a primeira grande mudança geográfica da prova, que se transferiu para a América do Sul em 2009, com um percurso por Argentina e Chile.

O Dakar permaneceu no continente sul-americano durante 11 edições, passando também por Peru, Bolívia e Paraguai, antes de se instalar na Arábia Saudita em 2020.

A prevista transferência para Portugal e Marrocos constituirá, assim, a terceira grande mudança de região anfitriã na história da competição e marcará o regresso ao espaço europeu e africano, onde nasceu.

Criado pelo francês Thierry Sabine, o Dakar teve a primeira edição em 1979, ligando Paris à capital senegalesa. Antes da passagem para a América do Sul, conheceu diferentes percursos, entre os quais Paris–Cidade do Cabo, em 1992, Granada–Dakar, em 1995, e Dakar–Cairo, em 2000.

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São de Ponte de Lima e acabam de se sagrar campeões mundiais de maratonas

25 October 2026 at 16:58

Os canoístas portugueses Rui Lacerda e Ricardo Coelho sagraram-se campeões de C2 nos Mundiais de maratona, dando o segundo título sénior a Portugal em Gualeguaychú, na Argentina.

A dupla portuguesa completou o percurso em 1:39.38,61 horas, à frente dos espanhóis Jaime Duro e Manuel Garrido (1:40.13,32) e dos polacos Mateusz Borgiel e Mateusz Zuchora (1:40.34,33).

Este foi o segundo título mundial de seniores para Portugal nos Mundiais de maratona e o segundo para Ricardo Coelho, que, no sábado, venceu a corrida de C1.

No K2 feminino, Mariana Morais e Andreia Duarte foram sétimas, em 1:56.50,82, numa corrida ganha pelas espanholas Tania Fernandez e Tania Alvarez (1:55.12,60), seguida das húngaras Panna Sinko e Panna Csepe (1:55.13,69) e das sul-africanas Georgia Singe e Jade Wilson (1:56.18,66).

Portugal já tinha outras duas medalhas de ouro nos Mundiais, no C2 júnior, por Duarte Cunha e Gabriel Fernandes, que ainda venceu os C1 juniores.

Além dos títulos, Portugal tem ainda as pratas de Ricardo Coelho (prova curta de C1) e Leonardo Barbosa (C1 sub-23), e os bronzes de Maria Sousa (C1 júnior), Fernando Pimenta (prova curta de K1) e Martim Conceição (prova curta de K1 júnior).

Nas duas últimas provas do programa dos Mundiais, Nuno Barros e Martim Conceição disputam o K2 júnior, enquanto Fernando Pimenta e José Ramalho defendem o título mundial no K2 sénior.

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Livre propõe audição urgente de Luís Neves e do diretor da PSP

25 October 2026 at 15:08

O Livre propôs hoje a audição urgente no Parlamento do ministro da Administração Interna e do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) para prestarem esclarecimentos sobre a intervenção policial nas manifestações pela habitação.

No requerimento, endereçado à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Paula Cardoso (PSD), e divulgado pelo partido, o Livre solicita a audição, com caráter de urgência, de Luís Neves e Pedro Moura “sobre a ofensiva policial nas manifestações pelo direito à habitação, em Lisboa e no Porto”.

O Livre sustenta o pedido com a “relevância desta matéria para o interesse público” e a “necessidade de esclarecer os factos hoje tornados públicos” e quer saber “os meios utilizados nas intervenções policiais em Lisboa e no Porto, os critérios que determinaram a sua utilização e as garantias de respeito pelos direitos fundamentais dos manifestantes”.

“Perante os relatos divulgados sobre a utilização de bastonadas, cães e balas de borracha contra manifestantes que participavam nas manifestações em Lisboa e no Porto, importa esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as cargas policiais e a necessidade e proporcionalidade dos meios utilizados”, referem os deputados do Livre.

Assinalando que “estas intervenções tiveram lugar no contexto de protestos pelo direito à habitação, numa altura em que a crise da habitação constitui um problema que afeta toda a sociedade”, o partido considera que “importa garantir que a atuação das forças de segurança respeita os direitos fundamentais, nomeadamente o direito de reunião e manifestação, e que os meios utilizados são compatíveis com os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou hoje de madrugada as manifestações pelo direito à habitação, à bastonada e com recurso a balas de borracha e cães, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para a dispersão e a retirada das tendas montadas pelos manifestantes, que não as acataram alegando que o direito à manifestação está protegido pela Constituição.

De acordo com a PSP, em Lisboa há a registar sete feridos e 31 detidos por desobediência, mas, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se na publicação da Acampada de Lisboa na rede social Instagram.

No Porto, e ainda de acordo com a PSP, a intervenção causou oito feridos, número que a Acampada sobe para 37, dos quais sete em estado grave.

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PSD defende atuação da polícia e acusa PS de irresponsabilidade e hipocrisia

25 October 2026 at 14:28

O porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, defendeu hoje que existiu proporcionalidade na resposta policial às manifestações desta madrugada pelo direito à habitação e acusou o secretário-geral do PS de irresponsabilidade e hipocrisia.

Em declarações aos jornalistas transmitidas pelas televisões a partir de Aveiro, Sebastião Bugalho afirmou que o PSD recusa “uma falsa clivagem” entre a autoridade dos polícias e a liberdade de expressão dos manifestantes, dizendo que houve arremesso de objetos por parte dos segundos contra a polícia e a comunicação social. 

“É importante transmitir da parte do PSD uma palavra de tranquilidade e serenidade. A polícia, na nossa perspetiva, atuou com proporcionalidade e no enquadramento legal que se presume que aconteça para proteger o direito à manifestação, que obviamente nós respeitamos. Mas têm de se respeitar as regras da manifestação e, a dado momento, isso não estava, infelizmente, a acontecer.”

Em reação às críticas de José Luís Carneiro, que exigiu hoje esclarecimentos ao primeiro-ministro, o porta-voz do PSD disse que Luís Montenegro “não entra em torneios de conferências de imprensa” com deputados ou líderes partidários.

“O primeiro-ministro não ficou nem cego, nem surdo, nem mudo na última semana”, afirmou o também vice-presidente do PSD.

“O que é que muda mais a vida daqueles que querem ter habitação pública em Portugal? Foram as 30 mil casas de habitação pública que nós entregámos no prazo do PRR? Foram os 130 mil jovens cujas políticas de habitação deste Governo ajudaram a comprar a sua primeira casa? (…) Ou as conferências de imprensa do dr. José Luís Carneiro, que estava sentado no Conselho de Ministros, que deixou a habitação desfinanciada, com pouco orçamento para construir?”, contrapôs.

Bugalho considerou “preocupante e até chocante” a reação do líder do PS, lembrando que foi ministro da Administração Interna do último Governo do PS.

“Revelou hoje total incapacidade para alguém que aspira a desempenhar, no futuro, funções de chefia de governo. Com a sua declaração oportunista e irresponsável, José Luís Carneiro não condenou de forma inequívoca o arremesso de objetos contra a polícia, nem condenou, de forma inequívoca, atos de desordem que põem em causa a autoridade do Estado e as regras de funcionamento da democracia”, disse.

Bugalho acusou ainda o PS de “hipocrisia gritante”, dizendo que o problema da habitação “ficou por resolver” após oito anos de executivos socialista.

Bugalho referiu que os apoios às rendas criados pelos executivos socialistas foram, em oito anos, metade dos do atual Governo PSD/CDS-PP em dois, e acusou José Luís Carneiro de ter “votado quatro vezes contra as medidas de habitação jovem”, que considera já estarem a dar resultados.

“Eu compreendo que a crise da habitação é uma prioridade e é uma prioridade do Governo desde o primeiro dia que assumiu funções e que é uma prioridade de todos nós que estamos preocupados com o país e com os portugueses”, assegurou.

O porta-voz do PSD apelou a que outros partidos não caiam na tentação – como considera ter acontecido com o PS – “de fabricar uma clivagem entre liberdade e autoridade, entre aqueles que querem mais casas e aqueles que defendem as forças de segurança e integridade das nossas forças policiais”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

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Motociclista de 40 anos morre após despiste na A28 em Vila do Conde

25 October 2026 at 14:22

Uma motociclista de 40 anos morreu hoje após um despiste na Autoestrada (A) 28, em Fajozes, Vila do Conde, revelaram à Lusa fontes da proteção civil e dos bombeiros locais.

O alerta foi dado pelas 11:28, para um acidente no quilómetro 21,3, no sentido Porto/Viana do Castelo, revelou a fonte do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto.

A única vítima mortal seguia sozinha no motociclo, acrescentou a fonte dos Bombeiros de Vila do Conde que afirmou desconhecer as circunstâncias em que o despiste ocorreu.

Devido ao acidente, a circulação esteve condicionada durante algum tempo, estando, pelas 13:45, já desimpedida a circulação naquela via rápida, prosseguiu a fonte dos bombeiros.

O corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto para ser autopsiado, disse.

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Viana do Castelo: Banco restitui 526 mil euros a emigrante que terá usado sem autorização

25 October 2026 at 13:26

O Tribunal da Relação de Guimarães manteve a condenação de um banco, decidida pelo de Viana do Castelo, obrigando-o a restituir a um emigrante a quantia de 516.502 euros, acrescida dos juros de mora à taxa legal de 4%. E acrescentou dez mil euros àquele montante a título de indemnização por danos morais.

Na ação, Jordan S. alegou ter, em 2015, depositado 329.140 euros e mais 933.932 na sua conta bancária, afirmando que, após deduzidos os levantamentos efetuados, deveria dispor de, pelo menos, 541.502, acrescidos de juros e deduzidos os encargos bancários. Contudo, em maio de 2018, foi informado pelo banco – cujo nome o acórdão não divulga – de que os ativos indicados no extrato bancário, no valor de 561.912 euros, não existiam, desconhecendo o destino desse montante.

Alegou ainda que “não autorizou determinadas operações financeiras, incluindo o pagamento de um cheque de 500 mil euros que afirma nunca ter emitido, assinado ou levantado”. Sustentou que o Banco “utilizou os seus fundos sem autorização” e violou os deveres de proteção, lealdade e informação, tendo apresentado queixa-crime em 2018.

Banco diz que cliente sabia

Por sua vez, a entidade financeira contestou, defendendo que o Autor tinha experiência em investimentos financeiros, conhecia os riscos dos produtos subscritos e assinou a documentação correspondente. Alegou também que recebeu regularmente os extratos bancários e que, à data da providência cautelar que intentou, a conta apresentava um saldo negativo de 21.103 euros dispondo apenas de pequenos ativos residuais. Contestou ainda os danos morais invocados.

O banco contestou a decisão do juiz vianense, mas a Relação manteve a condenação e acrescentou dez mil euros: “É adequada, para compensar um estado de desespero, angústia e tristeza por receio de não reembolso de quantia superior a quinhentos mil euros, considerando o lapso de tempo e a incerteza na restituição do capital, a quantia de dez mil euros a título de danos não patrimoniais”.

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Ventura diz que o “Estado não se pode acobardar” e critica silêncio de Montenegro

25 October 2026 at 13:07

O Chega defendeu hoje a intervenção da polícia na última madrugada sobre os manifestantes pela habitação, sustentando que “o Estado se não podia acobardar”, e voltou a criticar o silêncio do primeiro-ministro, acusando-o de se esconder.

Num vídeo enviado aos jornalistas, André Ventura diz que a ação da polícia na última madrugada “para a reposição da ordem pública” não podia “deixar de acontecer”.

“O país, os seus centros urbanos, não podem ficar à mercê da desobediência de um conjunto muito minoritário de vândalos e provocadores sobre os moradores, sobre as forças da ordem, sobre as instituições do país. A polícia não tinha outro caminho se não fazer o que fez, repor a legalidade e repor a ordem”, defende.

O líder do Chega considera que “uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse”.

“Este é um daqueles momentos em que as autoridades não se podiam nem deviam a acobardar, em que o Estado não podia nem devia acobardar”, sustenta, dizendo estar “incondicionalmente ao lado” da polícia. 

O líder do Chega volta a criticar o silêncio do primeiro-ministro e acusou Luís Montenegro e o PSD de andarem escondidos, instando-o a “dar a cara” perante “um país que anda completamente à deriva nestas últimas semanas”.

Ventura indica igualmente que o Chega vai “trabalhar no parlamento para resolver o problema da habitação, com medidas concretas e reais para as pessoas, não para o mercado, para as pessoas”.

“A causa da habitação é uma causa que tem que ser de todos e pela qual o Chega tem lutado muito, evitando rendas a subir descontroladamente, evitando e obrigando o Governo a não avançar com cauções ilimitadas, garantindo a proteção daqueles que são mais velhos e têm que ter uma casa. Tudo isso é o que tem que ser feito, é o que nós estamos a fazer, mas não é ocupando, destruindo monumentos, insultando as instituições, dizendo que se quer roubar os tribunais, destruindo o património e agredindo a polícia”, defende.

Nesta posição em vídeo, o presidente do Chega critica também a esquerda por apoiar as manifestações e acusou o PS de irresponsabilidade, argumentando que “esses partidos estão a fazer um enorme dano à democracia, às instituições e à segurança”.

“Quem se coloca hoje ao lado daqueles provocadores está a colocar-se contra a ordem, contra o Estado de Direito, contra o país. O Chega nunca aceitará fazer isso”, afirma.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou hoje de madrugada as manifestações pelo direito à habitação, à bastonada e com recurso a balas de borracha e cães, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para a dispersão e a retirada das tendas montadas pelos manifestantes, que não as acataram alegando que o direito à manifestação está protegido pela Constituição.

De acordo com a PSP, em Lisboa há a registar sete feridos e 31 detidos por desobediência, mas, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se na publicação da Acampada de Lisboa na rede social Instagram.

No Porto, e ainda de acordo com a PSP, a intervenção causou oito feridos, número que a Acampada sobe para 37, dos quais sete em estado grave.

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Carneiro exige esclarecimentos de Montenegro sobre carga policial nas manifestações

25 October 2026 at 12:58

O secretário-geral do Partido Socialista (PS) exigiu hoje um “esclarecimento cabal” do primeiro-ministro sobre a resposta policial às manifestações da madrugada pelo direito à habitação, defendendo que a saída para o problema “é política, nunca policial”.

“A saída para esta crise é política. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, é o primeiro e principal responsável do Governo e tem de assumir a sua responsabilidade. Não pode, com o seu silêncio, continuar a atirar polícias contra cidadãos e cidadãos contra polícias”, afirmou José Luís Carneiro numa conferência de imprensa convocada na sequência dos episódios de violência registados nas manifestações da noite passada.

Salientando que “qualquer restrição do direito de manifestação tem de obedecer aos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, o secretário-geral dos socialistas reclamou “um esclarecimento cabal” de Montenegro sobre o que levou a um “uso da força” aparentemente “desproporcionado” por parte das forças policiais.

A polícia dispersou esta madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação

De acordo com a PSP, há sete feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa, refere que houve assistência a dezenas de feridos.

“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela polícia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se no ‘post’ do Instagram.

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Ex-ministro de Famalicão classifica carga policial nas ‘acampadas’ como “tremendo erro dos decisores”

25 October 2026 at 11:42

Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia entre 2013 e 2015, durante o governo de Pedro Passos Coelho, deixou críticas às cargas policiais ocorridas esta madrugada nas ‘acampadas’ de Lisboa e Porto, durante os protestos contra os preços das habitações.

Para o político natural de Famalicão, os protestos são pacíficos e a carga policial não se justifica, apontando como um erro do Ministério da Administração Interna a autorização para o uso da força.

“Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política”, escreveu Moreira da Silva esta manhã na rede social X (ex-Twitter).

Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política.

— Jorge Moreira da Silva (@jmoreiradasilva) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, amanheceu hoje vazia e com um polícia na esquina, após a intervenção policial que desmontou a acampada contra os custos da habitação e causou oito feridos, segundo dados da PSP.

Sem tendas, sem manifestantes, sem cartazes pendurados, sem nada, vazia. Numa das esquinas um polícia em vigia. É este o retrato da Praça D. João I pelas 07:00, após uma madrugada “agitada e violenta” que terminou com oito detidos, entretanto já libertados e com números contraditórios quanto aos feridos.

Se a PSP reconheceu que a intervenção desta madrugada, pelas 02:00, causou oito feridos, a organização do movimento pela habitação no Porto apontou para a existência de 37 feridos, dos quais sete em estado grave.

“Foi feio, foi feio. Estava tudo pacífico, em clima de paz, mas a protestar, temos que protestar, e a polícia chegou e levou tudo à frente”, descreveu à Lusa Toni, um “habitante da rua”, que estava abrigado, com a tenda desmontada, na arcada de um prédio em frente àquela praça no centro do Porto.

O relógio batia as 02:02. Após algumas horas de tensão, a Unidade Especial de Polícia da PSP começou a desmobilizar os manifestantes na Praça D. João I, que recusaram desmontar as tendas.

“Ora bem, a polícia foi ali falar com eles [os manifestantes], eles disseram que não saíam e eu comecei a ver que isto ia dar molho. Fiquei aqui, eu já estou habituado a dormir na rua, também tenho a minha tenda, não abri para não ser confundido e ficar sem ela”, explicou Toni.

Os oito detidos, levados para a esquadra do Heroísmo, foram libertos pelas 06:00 serão presentes a tribunal na segunda-feira, segundo confirmou o advogado do movimento que tem promovido os protestos, Tiago Machado.

Pelas 07:00, a tenda de Toni era, de facto, a única tenda armada naquela zona da cidade. Na esquina em frente, um agente da PSP saltitava de pé em pé, olhando para a praça, para Toni e para os carros que circulavam na zona.

“As carrinhas foram embora, mas vão passando aqui carros da PSP, estão à coca de alguma coisa”, vaticinou Toni.

Pelas ruas que circundam a praça já não há vestígios da acampada, que chegou a ter mais de 50 tendas.

A decisão de voltar a montar as tendas foi tomada, mais uma vez, numa assembleia popular ao final da tarde de sábado, que reuniu centenas de pessoas.

Durante a tarde de sábado, milhares de pessoas marcharam da Praça da Batalha até à Praça D. João I, de forma pacífica e sem incidentes registados, contra os custos da habitação.

No final da marcha, permaneceram na praça, cantaram, gritaram palavras de ordem e prometeram que ninguém os cala: “Podem tentar silenciar-nos, mas nós vamos sempre voltar”, avisaram.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de participantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa e a outras cidades do país, dias depois de a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Com Lusa.

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Desempregado cadastrado detido por violar peregrina no Caminho de Santiago

25 October 2026 at 10:23

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária identificou e deteve, fora de flagrante delito, o presumível autor de um crime de violação e de um crime de roubo, ocorridos em agosto do corrente ano, em Vila do Conde, distrito do Porto.

A vítima é uma cidadã estrangeira, de 39 anos, peregrina do Caminho de Santiago de Compostela, abordada pelo autor durante o percurso e sujeita à prática de atos sexuais de relevo, através do uso de violência física, tendo sido também despojada de bens que trazia na sua posse.

O arguido, desconhecido da vítima, atuou de surpresa, aproveitando as vulnerabilidades da ofendida, o conhecimento da zona física envolvente e demonstrando um comportamento compulsivo movido pela sua satisfação sexual.

A denúncia foi efetuada às autoridades policiais pela vítima, tendo sido, de imediato, iniciadas diligências de recolha de prova que culminaram com a identificação, localização e detenção do arguido.

O detido é um homem de 59 anos, desempregado, com amplo registo criminal pela prática de crimes de diversa natureza, incluindo a prática reiterada de crimes contra a liberdade sexual. À altura dos factos encontrava-se em liberdade condicional após o cumprimento de uma pena de prisão efectiva de 21 anos. Será presente às autoridades judiciárias competentes para submissão a primeiro interrogatório judicial no TIC de Matosinhos e aplicação de medidas de coação.

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