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“É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós”

25 October 2026 at 21:51

Declarações após o jogo Nacional-SC Braga (1-0), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Madeira, no Funchal:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “É uma estreia [no campeonato] amarga para mim e um jogo amargo para nós. Apresentámos uma cara diferente, que não é a nossa e que não pode ser a nossa. Esta camisola, este símbolo, requer muita responsabilidade e, acima de tudo, outra atitude, que nós não tivemos e que vamos ter de passar a ter.

Tivemos muita posse de bola, andámos muito perto da área do adversário, algo também consentido pelo adversário, obviamente, mas não fomos incisivos. Isso refletiu-se em dois ou três remates à baliza do adversário e zero golos, porque faltou exatamente isso. Faltou muito mais incisão e muito mais agressividade no último terço.

Temos de ter muito mais agressividade quando temos a bola, temos de ter muitos mais movimentos com bola, os jogadores que não têm a bola têm de ter outra mobilidade e temos de ser mais incisivos na frente”.

– Bruno Abreu (treinador do Nacional): Sentimento de dever cumprido, essencialmente pela felicidade de ter visto a atitude que os jogadores tiveram. […] Eu já tinha dito que havia muita vontade e que estava com boas sensações, fruto daquilo que via no microciclo semanal. Os jogadores tiveram uma atitude fantástica e acreditaram. Fico feliz por isso. O dever cumprido é pela conquista dos três pontos.

A equipa teve uma atitude fantástica, defendeu muito bem sem estar perto da baliza. Queríamos fechar bem os espaços e poder depois aproveitar algum deslize da equipa do Sporting de Braga. A nossa estratégia assentou nesse aspeto.

“Acho que o mais importante, sem descurar as questões táticas e de organização, tem a ver com a mentalidade e como encaramos o jogo. Independentemente de jogarmos da forma que perspetivamos, eu acho que o importante é a questão mental. E, no fundo, houve algum trabalho nesse sentido”.

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“A equipa deu uma belíssima resposta”

25 October 2026 at 21:08

Declarações após o jogo Rio Ave-Famalicão (0-4), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde:

– Ricardo Silva (treinador interino do Famalicão): “A equipa deu uma belíssima resposta. Os jogadores interpretaram muito bem os processos que procurámos transmitir e trabalhar durante a semana. Conseguimos uma vitória que permite devolver aos adeptos a confiança e a alegria de apoiar o clube.

Vínhamos de momentos diferentes. O Rio Ave estava embalado por duas vitórias e nós atravessávamos uma fase menos conseguida. Mas, pela forma como os jogadores trabalharam e responderam durante a semana, tinha a certeza de que daríamos uma resposta positiva.

Se estava à espera deste resultado? Não vou mentir, não estava. Mas esperava esta atitude e esta demonstração de força. Os jogadores não me surpreenderam pelo que colocaram em campo, embora o resultado tenha superado aquilo que esperava.

Esta vitória não é minha nem do treinador Carlos Carvalhal. É inteiramente dos jogadores, pelo trabalho que fizeram e por acreditarem numa ideia que lhes foi proposta. Foram eles que ganharam este jogo, por eles próprios e por todos os que vieram apoiar-nos.

Enquanto treinador interino, compete-me fazer os jogadores acreditar que têm capacidade para resolver os problemas. Sinto uma felicidade enorme e o dever cumprido. A administração tomará a decisão que entender ser melhor para o futuro do Famalicão e estarei sempre disponível para ajudar, seja nesta posição ou noutra função.

Fico extremamente feliz pelo Óscar Aranda. Todos conhecemos as suas qualidades e, depois dos problemas físicos que atravessou, precisava de um momento destes para recuperar a confiança. Trabalhámos nos treinos os movimentos em que pode ser decisivo e ele conseguiu concretizá-los”.

– Vasco Seabra (treinador do Rio Ave): “Compreendo que os adeptos tenham razões para assobiar ou aplaudir. Pagam as quotas, gostam do clube e têm todo o direito de expressar as suas emoções. Temos de conseguir trazê-los para o nosso lado com atitude, paixão e compromisso.

O resultado é ingrato, demasiado expressivo e penalizador perante aquilo que foi o desempenho das duas equipas. Temos de dar os parabéns ao Famalicão, que é uma boa equipa, com bons valores individuais, mas houve momentos-chave que marcaram o jogo.

O primeiro foi o golo num remate de longe, que desbloqueou a partida. Depois, tivemos uma oportunidade do Blesa, isolado, em que o guarda-redes defendeu para o poste. Se tivéssemos empatado nesse momento, acredito que poderíamos ter levado o jogo mais para o nosso lado.

Até ao segundo golo, competimos e procurámos sempre chegar ao empate. Depois, a equipa perdeu energia e capacidade competitiva. Isso demonstra que estamos a dar passos, mas ainda não conseguimos ser a equipa que queremos durante os 90 minutos.

Aceitei este desafio por acreditar que podemos construir algo positivo juntos. Queremos criar uma cultura e uma mentalidade vencedoras, em que cada duelo e cada centímetro de relva sejam disputados para ganhar. Essa mentalidade não se constrói em dois dias.

Não podemos entrar em euforia quando ganhamos, nem em depressão quando perdemos. Temos de manter o equilíbrio, perceber o que fizemos bem e mal e continuar a trabalhar. Tenho a certeza de que estaremos melhores na próxima semana e ainda melhores daqui a um mês”.

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Ex-deputado de Guimarães do PSD diz que cargas policiais estão a ser “desnecessárias”

25 October 2026 at 20:21

André Coelho Lima, ex-deputado e vice-presidente do PSD, natural de Guimarães, deixou críticas à atuação da PSP durante as ‘acampadas’ realizadas em Lisboa e no Porto contra os preços altos das habitações, apelidando a intervenção policial como uma medida “pouco inteligente”.

“A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação. A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desadequada. Pelos vistos não comoveu os espíritos nacionais. A de ontem, na Praça do Rossio, foi igualmente desnecessária, desproporcionada e desadequada face aos critérios de segurança que se visa salvaguardar”, escreveu André Coelho Lima esta noite na rede social X (ex-Twitter).

“Estou em total oposição com uma intervenção que, numa palavra, é pouco inteligente. Mas também o estive quando ela sucedeu no Porto – e até com maior violência – embora na altura não obtivesse tanta comoção nacional”, acrescentou o também candidato pelo PSD em Guimarães nas autárquicas de 2013 e de 2017.

1( A intervenção das forças de segurança orienta-se pelo cumprimento dos princípios da necessidade, proporcionalidade e adequação.
A primeira intervenção na Praça D. João I, no Porto, havia sido totalmente desnecessária, desproporcionada e desaquada.

— André Coelho Lima (@coelho_lima1) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, voltou esta tarde a encher-se com populares, que ao som de músicas de resistência espanhola e brasileira a ecoarem de colunas, aguardavam pelo início da assembleia popular agendada para esta noite.

Pelas 18:30, a agência Lusa constatou no local milhares de pessoas concentradas na Praça D. João I, onde esta madrugada se repetiram episódios de violência contra os manifestantes.

As tendas, os tapetes e as mantas que no sábado estavam arrumadas e guardadas por secções desapareceram e não estão visíveis.

Na rede social Instagram, na página “Acampada Porto”, pode ler-se no mural que “o fascismo acordou, mas a resistência também” ou “Mais uma vez perdemos tudo o que tínhamos construído, todos os nossos bens materiais, pessoais e comunitários, mas não perdemos a esperança. O sangue dos nossos camaradas não será em vão. Voltaremos”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 manifestantes feridos, 27 dos quais em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

A Amnistia Internacional – Portugal disse hoje estar “profundamente preocupada com o uso excessivo e desproporcionado” da força policial para dispersar as acampadas de Lisboa e Porto que aconteceram durante a madrugada.

“Estamos profundamente preocupados com o facto de o uso da força pela polícia ter sido excessivo e indiscriminado e de a operação policial – e, em especial, o uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia – ter resultado em dezenas de feridos”, afirmou o diretor executivo da Amnistia Internacional – Portugal, João Godinho Martins.

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SC Braga perde na Madeira

25 October 2026 at 20:10

O Nacional, ainda sob o comando técnico do interino Bruno Abreu, venceu hoje o SC Braga, por 1-0, num jogo da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol em que os madeirenses souberam sofrer.

Un golo de Miguel Baeza, aos 19 minutos, decidiu a partida a favor do emblema insular, que vinha de seis derrotas consecutivas para o campeonato, sendo que os minhotos tiveram muita bola, mas criaram poucos lances de perigo, em partida disputada no Estádio da Madeira, no Funchal.

Com este triunfo, o Nacional ascendeu ao 15.º lugar e ‘respira’ melhor na classificação, fora da zona de despromoção, com sete pontos, tantos como o Casa Pia, 16.º, em zona de disputa de play-off de manutenção, e do Rio Ave, 17.º, em zona de descida direta. 

Por sua vez, o conjunto minhoto, sem vencer há quatro jogos para a Liga, com três derrotas e um empate, segue na nona posição, com 11 pontos, mais longe dos lugares ‘europeus’.

O SC Braga teve sempre mais posse de bola praticamente desde início, contudo, com pouca objetividade, sobretudo nos primeiros 45 minutos, diante de um Nacional sempre confortável a jogar em bloco baixo.

A estratégia teve os efeitos pretendidos e, após um primeiro quarto de hora sem ocasiões a registar, os madeirenses chegaram mesmo à vantagem, na melhor jogada coletiva do primeiro tempo.

Após um lance bem trabalhado pela esquerda, Son Min-kyu encontrou Miguel Baeza solto de marcação à entrada da área, com o espanhol a rematar sem hipóteses para Bernardo Fontes, ao minuto 19.

Em desvantagem, a toada manteve-se e o SC Braga apenas criou uma oportunidade flagrante até ao intervalo, na sequência de um cruzamento bem medida de Gabriel Silva, com Pau Victor, em excelente posição na área, a cabecear ligeiramente ao lado, aos 34.

Após o descanso, Franclim Carvalho procedeu a uma tripla alteração, fazendo entrar João Moutinho, Dorgeles e Gabri Martinez, por Tommy Marquês, Gorby e Gabriel Silva, em claro descontentamento com o desempenho na primeira parte.

As trocas não surtiram o efeito pretendido e demorou até que o SC Braga conseguisse imprimir maior dinâmica num desafio que correu quase sempre de feição para os insulares.

A primeira oportunidade no segundo tempo até surgiu de bola parada, pelo recém-entrado Moutinho, que assumiu a cobrança de um livre direto e ‘atirou’ perto do poste da baliza à guarda de Renato Marín, aos 52.

Empolgados pelo público, os jogadores do Nacional começaram a acreditar cada vez mais e quase fizeram o 2-0, pouco depois, por Stavros Gavriel, num lance de contra-ataque em que Bernardo Fontes foi obrigado a defesa apertada.

Por volta do minuto 70 e numa fase em que os bracarenses praticamente só recorriam a cruzamentos, quase todos sem sucesso, Fran Navarro cabeceou à barra, na melhor oportunidade dos minhotos na etapa complementar.

Os bracarenses foram perdendo discernimento, ao passo que os jogadores ‘alvinegros’ conseguiram gerir as incidências sem problemas de maior, até que o árbitro apitou para o fim, provocando uma enorme ‘explosão’ da alegria nas bancadas, com o regresso do Nacional aos triunfos, seis jogos depois.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador

1-0, Miguel Baeza, 19 minutos.

Equipas

– Nacional: Renato Marin, José Vítor, William Kokolo, Francisco Gonçalves, Matheus Dias, Markus Jensen (Deivison Souza, 68), Chiheb Labidi (Danel Dongmo, 77), Miguel Baeza (Daniel Júnior, 86), Stavros Gavriel, Song Min-kyu (Matchoi Djaló, 68) e Njoya Abdel (Pablo Ruan, 77).

(Suplentes: João Gonçalves, Daniel de la Cruz, Deivison, Ivanildo Fernandes, José Gomes, Matchoi Djaló, Danel Dongmo, Joel Silva, Fernando Nava, Pablo Ruan, Daniel Júnior e Allen Obando).

Treinador: Bruno Abreu.

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Bright Arrey-Mbi (Denis Huseinbasic, 76), Sergio Barcia, Gustaf Lagerbielke, Tommy Marqués (João Moutinho, 46), Gorby Baptiste (Mario Dorgeles, 46), Pau Victor, Gabriel Silva (Gabri Martinez, 46), Ricardo Horta e Jovan Milosevic (Fran Navarro, 62).

(Suplentes: João Carvalho, Diogo Travassos, Vítor Carvalho, Adrian Bajrami, Adrian Barisic, João Moutinho, Demir Tiknaz, Denis Huseinbasic, Diego Rodrigues, Mario Dorgeles, Fran Navarro e Gabri Martínez).

Treinador: Franclim Carvalho.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Francisco Gonçalves (33), Sergio Barcia (79), Stavros Gavriel (86) e Gustaf Lagerbielke (90+4).

Assistência: 2.071 espetadores.

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Famalicão sacode crise com goleada em Vila do Conde

25 October 2026 at 20:03

O Famalicão goleou hoje o Rio Ave 4-0, na nona jornada da I Liga de futebol, numa estreia vitoriosa do interino Ricardo Silva, perante uma equipa vila-condense sem reação.

Beney (48 minutos), Pedro Santos (81) e Aranda (85 e 90+5), o último de grande penalidade, marcaram os golos dos minhotos, hoje com uma exibição pragmática, que quebrou uma série de duas derrotas consecutivas em todas as competições.

Orientados interinamente por Ricardo Silva, antigo adjunto de Carlos Carvalhal, que deixou o clube após a eliminação da Taça de Portugal, os famalicenses apresentaram-se mais perigosos na primeira parte, apesar do equilíbrio inicial.

A superioridade famalicense traduziu-se nas oportunidades de Mathias de Amorim, que rematou por cima aos 21 minutos, e, sobretudo, nas intervenções de Vítor Hugo, que negou o golo a Szucs e Léo Realpe, aos 23 e 24, respetivamente.

Do lado vila-condense, a produção ofensiva resumiu-se praticamente a um cabeceamento de Jalen Blesa, aos 30 minutos, defendido sem dificuldades por Carevic, mantendo-se o empate sem golos até ao intervalo.

A igualdade foi desfeita logo no arranque da segunda parte, com Beney a aproveitar espaço na direita e, com um belo remate de fora da área, inaugurou o marcador, aos 48, num ‘tiro’ sem possibilidade de defesa.

Em desvantagem, o Rio Ave procurou assumir maior iniciativa, mas continuou a revelar dificuldades na criação de oportunidades, tendo, aos 73 minutos, desperdiçado a melhor ocasião, quando Blesa, isolado, rematou para uma defesa de Carevic, que desviou a bola para o poste.

O lance marcou o último momento de verdadeira ameaça dos vila-condenses, que perderam consistência na reta final e permitiram ao Famalicão transformar uma vantagem mínima numa goleada, com dois ‘trunfos’ vindos do banco.

Aos 81 minutos, Pedro Santos concluiu de primeira uma jogada construída por Sorriso, ampliando a diferença, antes de assistir Óscar Aranda, que, quatro minutos depois, finalizou em esforço, regressando aos golos mais de um ano e meio depois de ter sofrido uma lesão grave.

Já nos descontos, uma falta de Petrasso sobre Mathias de Amorim dentro da área permitiu a Óscar Aranda elevar-se a figura da noite e ‘bisar’, na conversão de uma grande penalidade, fixando o resultado final em 4-0.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Rio Ave Futebol Clube, em Vila do Conde.

Rio Ave – Famalicão, 0-4.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores

0-1, Beney, 48 minutos.

0-2, Pedro Santos, 81.

0-3, Aranda, 85.

0-4, Aranda, 90+5 (grande penalidade).

Equipas

– Rio Ave: Vítor Hugo, João Tomé (Zé Carlos, 66), Petrasso, Ntoi, Vrousai, Liavas (Spikic, 82), Diogo Nascimento, Clemmensen (Sellouki, 66), Miguel Patrício (Galcik, 77), Diogo Bezerra (Tamble Monteiro, 82) e Jalen Blesa.

(Suplentes: Van der Gouw, Simon Garcia, Gustavo Mancha, Zé Carlos, Nikitscher, Sellouki, Ryan Guilherme, Antoine, Galcik, Spikic e Tamble Monteiro).

Treinador: Vasco Seabra.

– Famalicão: Carevic, Victor Rofino, Léo Realpe, Gustavo Garcia, Rodrigo Pinheiro, Szucs (Pedro Santos, 60), Tom van de Looi (Marcos Peña, 83), Beney (Paulo Moreira, 66), Mathias de Amorim, Sorriso (Aranda, 83) e Koutsias (Patrício Salas, 60).

(Suplentes: Zlobin, Gabriel Cabral, Van Breemen, Serafimovic, Jangeal, Paulo Moreira, Pedro Santos, Marcos Peña, Patricio Salas, Aranda e Abubakar).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: Hélder Carvalho (AF Santarém).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Vasco Seabra (40), Miguel Patrício (42), Zé Carlos (80) e Petrasso (90+3).

Assistência: 3.024 espectadores.

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IL diz que “repressão não é aceitável nem resolve nada”

25 October 2026 at 18:25

A líder da Iniciativa Liberal considerou hoje que a resposta ao “falhanço nas políticas públicas de habitação” não pode passar pelo uso de “força repressiva sob a forma de cassetete”, numa crítica à intervenção policial nas manifestações pela habitação.

Numa publicação na rede social X, Mariana Leitão escreveu que a “repressão não é aceitável nem resolve nada”.

“A única solução de um Estado que falha em quase tudo, perante quem protesta o falhanço nas políticas públicas de habitação, não pode ser usar a sua força repressiva sob a forma de cassetete”, defendeu.

A líder liberal considerou que os protestos terminarão quando os problemas estiverem resolvidos e que isso implica o fim “das políticas incompetentes de políticos de gestão de situação, sem coragem, que rejeitam as propostas para aplicar soluções comprovadas”.

Mariana Leitão afirmou também que os manifestantes “têm a razão do seu lado”, porque “quem governou o país até aqui falhou de forma clamorosa, não soube aplicar as medidas que permitiram mais construção, mais casas no mercado para arrendar, preços mais baixos”.

“A crise da habitação em Portugal é gravíssima e exige medidas de emergência”, defendeu, indicando que a Iniciativa Liberal “luta há anos a explicar e a propor medidas para resolver o problema da Habitação, sem sucesso de implementação até agora”.

A líder da IL lembrou que propôs uma reunião conjunta entre todos os líderes dos partidos com assento parlamentar, destinada a encontrar consensos para responder à crise da habitação, mas esse encontro acabou por não acontecer.

Mariana Leitão acusou os restantes partidos de preferirem “continuar a fazer o seu jogo partidário” e considerou que “os resultados da irresponsabilidade dos restantes partidos estão à vista: polarização, confronto, tensão crescente, nem uma solução”.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP

25 October 2026 at 18:23

O ministro da Administração Interna disse hoje que as intervenções policiais em Lisboa e no Porto foram decisões da PSP, sublinhando que, sempre que exista violação da lei, é “desejável que tudo se faça” para repor a ordem pública.

“Nenhuma força de segurança precisa de indicações para cumprir a lei. Cada força de segurança tem a sua autonomia técnica, tática e operacional. Naturalmente, estamos a falar do cumprimento da lei, nunca na História foi preciso que uma força precisasse de qualquer indicação para a fazer cumprir”, afirmou Luís Neves.

Em declarações aos jornalistas, em Celorico de Basto, onde marcou presença na cerimónia comemorativa do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga, o governante assumiu que não deu qualquer ordem à PSP, acrescentando que a atuação desta força de segurança visou repor a ordem pública.

Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Luís Neves andou pelo Minho e disse que intervenções policiais foram decisões da PSP
Foto: Ivo Borges / O MINHO

“Quando existe uma violação da lei, é normal, é aceitável, é desejável que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta. Portanto, sempre que haja uma situação de ilegalidade, estamos a falar da ocupação do espaço público, o espaço público que é de todos, tem de ser usufruído por todos, esse espaço tem de ser restituído à liberdade e foi isso que as forças de segurança fizeram”, salientou Luís Neves.

A polícia dispersou esta madrugada, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação.

Questionado sobre se a atuação policial foi desproporcional, o ministro da Administração Interna refutou e falou em “força física”.

“Eu acompanhei a ação [policial]. Só vi, uma única vez, face a uma manifesta oposição, a que um bastão tenha sido utilizado. O que eu vi e acho que vimos todos foi força física para fazer cumprir a lei e o estado de direito”, respondeu o governante.

Num esclarecimento enviado às redações posteriormente, o Ministério da Administração Interna explica que a referência do ministro “à utilização de ‘um bastão’ na operação da PSP no Rossio, não pretendia enumerar exaustivamente a quantidade utilizada”.

“Mas apenas, como é, aliás, testemunhado pelas inúmeras imagens publicadas, que foram usados bastões apenas numa situação específica no Rossio. Pretendia com isso, contrariar a tese de que a polícia tinha dispersado os manifestantes ‘à bastonada’, como tem vindo a ser erradamente repetido”, diz o ministério.

Para o ministro da Administração Interna a atuação da PSP foi “verdadeiramente legitimada”.

“Estamos a falar de um ambiente: temos polícias agredidos, temos material apreendido que não devia ser utilizado, e por isso há todo aqui um conjunto de circunstâncias que leva a que as forças de segurança, neste caso a Polícia de Segurança Pública, de acordo com os critérios que tem, de adequação, de proporcionalidade, e necessidade de repor a ordem. É isto que está aqui em causa”, frisou.

Luís Neves assumiu que nem ele nem ninguém fica satisfeito “com uma ocorrência mais musculada”, mas deixou um aviso.

“Será sempre desta forma: a força será a última razão da ação, mas terá de ser utilizada, de acordo com os critérios que já aqui elenquei, sempre que entendemos que nenhum espaço fique capturado por uma pequena percentagem de manifestantes”, advertiu o governante.

Questionado também sobre os vários feridos na sequência da ação policial, Luís Neves respondeu que também “ninguém fica satisfeito com a existência de qualquer ferido”.

“Nem a população, nem os manifestantes, nem as polícias, nem o Governo, [nem] eu próprio, ninguém fica satisfeito. É uma decorrência da ação”, declarou o ministro.

Luís Neves compreende e respeita as manifestações pela habitação, mas reiterou a que decorram dentro do cumprimento da lei.

“Faço um profundo apelo aos manifestantes: que se manifestem de uma forma ordeira, cumprindo a lei. É isso que está aqui absolutamente em causa. Deixo este apelo, é a terceira ou quarta vez que o faço, e fá-lo-ei sempre, com toda a calma, com toda a tranquilidade. Uma ação leva sempre a uma reação e nada disto, depois, é aceitável”, afirmou o ministro da Administração Interna.

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Moreirense regressa às vitórias na visita ao Estoril Praia

25 October 2026 at 17:32

O Moreirense venceu hoje por 3-1 na visita ao Estoril Praia, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, e regressou aos triunfos no campeonato, enquanto os ‘canarinhos’ continuam sem ganhar.

No Estádio António Coimbra da Mota, a formação de Moreira de Cónegos adiantou-se no marcador com um golo de Manuel Mendonça, aos 12 minutos, e ampliou a vantagem com tentos de Tiago Andrade, aos 15, e Nile John, aos 28, com a equipa da casa a reduzir por Peixinho, aos 90+4.

Com este resultado, o Moreirense regressa aos triunfos, depois de dois jogos sem vencer, e passa a somar 11 pontos, no 10.º posto da I Liga, enquanto o Estoril Praia, orientado pelo interino Sérgio Raimundo depois da saída de Vasco Matos, averbou a quarta derrota seguida e é a única equipa sem vitórias, estando no 18.º e último lugar, com apenas dois pontos.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

Estoril Praia – Moreirense, 1-3.

Marcadores

0-1, Manuel Mendonça, 12 minutos.

0-2, Tiago Andrade, 15.

0-3, Nile John, 28.

1-3, Peixinho, 90+4.

Equipas

– Estoril Praia: Joel Robles, Ricard Sánchez (Pedro Carvalho, 46), Xavi, Ferro, Jurišić, Tsoungui (Xeka, 69), Holsgrove, João Carvalho (Peixinho, 58), Guitane, Omerovic (Lacximicant, 46) e Camblan (Medrano, 58).

(Suplentes: Martin Turk, Pedro Carvalho, Samuel Amissah, Jordan Arnolin, Stelios Andreou, Ismael Sierra, Medrano, Tiago Parente, Robin, Xeka, Lacximicant e Peixinho).

Treinador: Sérgio Raimundo.

– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto, Kevyn, Gilberto Batista, Francisco Domingues, Guilherme Liberato, Manuel Mendonça (Rodrigo Alonso, 58), Nile John (Landerson, 69), Kiko Bondoso (Stjepanović, 69), Vonić (Lincon, 80) e Tiago Andrade (Álvaro Martínez, 80).

(Suplentes: Francisco Barbosa, Aranha, Leandro Santos, Janderson, Álvaro Martínez, Stjepanović, Afonso Assis, Chipyoka Songa, Rodrigo Alonso, Lincon e Landerson).

Treinador: Vasco Botelho da Costa.

Árbitro: Carlos Macedo (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Omerovic (23), Tsoungui (26), Gilberto Batista (90) e Lacximicant (90+2).

Assistência: 2.184 espetadores.

(em atualização)

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Rali Dakar pode mudar-se para Portugal em 2027

25 October 2026 at 17:01

O Rali Dakar de todo-o-terreno vai deixar de se realizar na Arábia Saudita provisoriamente em 2027, regressando em 2028, anunciou hoje a organização, podendo mudar-se para Portugal e Marrocos, adiantou à Lusa fonte próxima do processo.

O anúncio da mudança de localização da prova, que se tem disputado na Arábia Saudita desde 2020, deverá acontecer no início da próxima semana.

Esta decisão surge devido aos “recentes desenvolvimentos na região”, na sequência dos conflitos entre os huthis do Iémen e a Arábia Saudita.

“O Dakar 2027 irá realizar-se. A edição de 2027 decorrerá num território diferente e será organizada pela ASO. O local será anunciado separadamente nos próximos dias. A ASO está em contacto direto com os concorrentes, as equipas e os parceiros para os apoiar nesta transição”, refere em comunicado.

As equipas já foram informadas da alteração, confirmou a Lusa junto de uma delas, estando ainda por divulgar os pormenores do percurso e do programa da competição, que pode ter a partida e o prólogo no Algarve, e as etapas em Marrocos, apesar de a Espanha ter sido apontada como hipótese.

Numa nota publicada no sítio da prova na internet, a Amaury Sport Organization (ASO), empresa responsável pela organização, entre outras provas, do rali Dakar de todo-o-terreno e da Volta a França em bicicleta, confirmou que a edição de 2027 ruma a outras paragens, regressando à Arábia Saudita em 2028 para assinalar a 50.ª edição.

“A Arábia Saudita acolherá o Dakar em 2028, numa edição histórica que assinalará a 50.ª realização do rali. As duas organizações já estão a trabalhar em conjunto para tornar este marco num momento excecional para o Dakar e para o Reino, com o compromisso comum de voltar a realizar um evento emblemático e de dimensão mundial, segundo os mais elevados padrões de qualidade”, lê-se.

A concretizar-se, a partida do Algarve representará o regresso do Dakar a Portugal, 19 anos depois do cancelamento da edição de 2008, que deveria ligar Lisboa à capital do Senegal.

A capital portuguesa recebeu a partida das edições de 2006 e 2007, mas a terceira saída consecutiva de Lisboa foi cancelada em 04 de janeiro de 2008, na véspera do início da competição, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

Esse cancelamento antecedeu a primeira grande mudança geográfica da prova, que se transferiu para a América do Sul em 2009, com um percurso por Argentina e Chile.

O Dakar permaneceu no continente sul-americano durante 11 edições, passando também por Peru, Bolívia e Paraguai, antes de se instalar na Arábia Saudita em 2020.

A prevista transferência para Portugal e Marrocos constituirá, assim, a terceira grande mudança de região anfitriã na história da competição e marcará o regresso ao espaço europeu e africano, onde nasceu.

Criado pelo francês Thierry Sabine, o Dakar teve a primeira edição em 1979, ligando Paris à capital senegalesa. Antes da passagem para a América do Sul, conheceu diferentes percursos, entre os quais Paris–Cidade do Cabo, em 1992, Granada–Dakar, em 1995, e Dakar–Cairo, em 2000.

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São de Ponte de Lima e acabam de se sagrar campeões mundiais de maratonas

25 October 2026 at 16:58

Os canoístas portugueses Rui Lacerda e Ricardo Coelho sagraram-se campeões de C2 nos Mundiais de maratona, dando o segundo título sénior a Portugal em Gualeguaychú, na Argentina.

A dupla portuguesa completou o percurso em 1:39.38,61 horas, à frente dos espanhóis Jaime Duro e Manuel Garrido (1:40.13,32) e dos polacos Mateusz Borgiel e Mateusz Zuchora (1:40.34,33).

Este foi o segundo título mundial de seniores para Portugal nos Mundiais de maratona e o segundo para Ricardo Coelho, que, no sábado, venceu a corrida de C1.

No K2 feminino, Mariana Morais e Andreia Duarte foram sétimas, em 1:56.50,82, numa corrida ganha pelas espanholas Tania Fernandez e Tania Alvarez (1:55.12,60), seguida das húngaras Panna Sinko e Panna Csepe (1:55.13,69) e das sul-africanas Georgia Singe e Jade Wilson (1:56.18,66).

Portugal já tinha outras duas medalhas de ouro nos Mundiais, no C2 júnior, por Duarte Cunha e Gabriel Fernandes, que ainda venceu os C1 juniores.

Além dos títulos, Portugal tem ainda as pratas de Ricardo Coelho (prova curta de C1) e Leonardo Barbosa (C1 sub-23), e os bronzes de Maria Sousa (C1 júnior), Fernando Pimenta (prova curta de K1) e Martim Conceição (prova curta de K1 júnior).

Nas duas últimas provas do programa dos Mundiais, Nuno Barros e Martim Conceição disputam o K2 júnior, enquanto Fernando Pimenta e José Ramalho defendem o título mundial no K2 sénior.

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Motociclista de 40 anos morre após despiste na A28 em Vila do Conde

25 October 2026 at 14:22

Uma motociclista de 40 anos morreu hoje após um despiste na Autoestrada (A) 28, em Fajozes, Vila do Conde, revelaram à Lusa fontes da proteção civil e dos bombeiros locais.

O alerta foi dado pelas 11:28, para um acidente no quilómetro 21,3, no sentido Porto/Viana do Castelo, revelou a fonte do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto.

A única vítima mortal seguia sozinha no motociclo, acrescentou a fonte dos Bombeiros de Vila do Conde que afirmou desconhecer as circunstâncias em que o despiste ocorreu.

Devido ao acidente, a circulação esteve condicionada durante algum tempo, estando, pelas 13:45, já desimpedida a circulação naquela via rápida, prosseguiu a fonte dos bombeiros.

O corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto para ser autopsiado, disse.

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Ex-ministro de Famalicão classifica carga policial nas ‘acampadas’ como “tremendo erro dos decisores”

25 October 2026 at 11:42

Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia entre 2013 e 2015, durante o governo de Pedro Passos Coelho, deixou críticas às cargas policiais ocorridas esta madrugada nas ‘acampadas’ de Lisboa e Porto, durante os protestos contra os preços das habitações.

Para o político natural de Famalicão, os protestos são pacíficos e a carga policial não se justifica, apontando como um erro do Ministério da Administração Interna a autorização para o uso da força.

“Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política”, escreveu Moreira da Silva esta manhã na rede social X (ex-Twitter).

Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política.

— Jorge Moreira da Silva (@jmoreiradasilva) October 25, 2026

A Praça D. João I, no Porto, amanheceu hoje vazia e com um polícia na esquina, após a intervenção policial que desmontou a acampada contra os custos da habitação e causou oito feridos, segundo dados da PSP.

Sem tendas, sem manifestantes, sem cartazes pendurados, sem nada, vazia. Numa das esquinas um polícia em vigia. É este o retrato da Praça D. João I pelas 07:00, após uma madrugada “agitada e violenta” que terminou com oito detidos, entretanto já libertados e com números contraditórios quanto aos feridos.

Se a PSP reconheceu que a intervenção desta madrugada, pelas 02:00, causou oito feridos, a organização do movimento pela habitação no Porto apontou para a existência de 37 feridos, dos quais sete em estado grave.

“Foi feio, foi feio. Estava tudo pacífico, em clima de paz, mas a protestar, temos que protestar, e a polícia chegou e levou tudo à frente”, descreveu à Lusa Toni, um “habitante da rua”, que estava abrigado, com a tenda desmontada, na arcada de um prédio em frente àquela praça no centro do Porto.

O relógio batia as 02:02. Após algumas horas de tensão, a Unidade Especial de Polícia da PSP começou a desmobilizar os manifestantes na Praça D. João I, que recusaram desmontar as tendas.

“Ora bem, a polícia foi ali falar com eles [os manifestantes], eles disseram que não saíam e eu comecei a ver que isto ia dar molho. Fiquei aqui, eu já estou habituado a dormir na rua, também tenho a minha tenda, não abri para não ser confundido e ficar sem ela”, explicou Toni.

Os oito detidos, levados para a esquadra do Heroísmo, foram libertos pelas 06:00 serão presentes a tribunal na segunda-feira, segundo confirmou o advogado do movimento que tem promovido os protestos, Tiago Machado.

Pelas 07:00, a tenda de Toni era, de facto, a única tenda armada naquela zona da cidade. Na esquina em frente, um agente da PSP saltitava de pé em pé, olhando para a praça, para Toni e para os carros que circulavam na zona.

“As carrinhas foram embora, mas vão passando aqui carros da PSP, estão à coca de alguma coisa”, vaticinou Toni.

Pelas ruas que circundam a praça já não há vestígios da acampada, que chegou a ter mais de 50 tendas.

A decisão de voltar a montar as tendas foi tomada, mais uma vez, numa assembleia popular ao final da tarde de sábado, que reuniu centenas de pessoas.

Durante a tarde de sábado, milhares de pessoas marcharam da Praça da Batalha até à Praça D. João I, de forma pacífica e sem incidentes registados, contra os custos da habitação.

No final da marcha, permaneceram na praça, cantaram, gritaram palavras de ordem e prometeram que ninguém os cala: “Podem tentar silenciar-nos, mas nós vamos sempre voltar”, avisaram.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de participantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa e a outras cidades do país, dias depois de a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Com Lusa.

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Desempregado cadastrado detido por violar peregrina no Caminho de Santiago

25 October 2026 at 10:23

A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária identificou e deteve, fora de flagrante delito, o presumível autor de um crime de violação e de um crime de roubo, ocorridos em agosto do corrente ano, em Vila do Conde, distrito do Porto.

A vítima é uma cidadã estrangeira, de 39 anos, peregrina do Caminho de Santiago de Compostela, abordada pelo autor durante o percurso e sujeita à prática de atos sexuais de relevo, através do uso de violência física, tendo sido também despojada de bens que trazia na sua posse.

O arguido, desconhecido da vítima, atuou de surpresa, aproveitando as vulnerabilidades da ofendida, o conhecimento da zona física envolvente e demonstrando um comportamento compulsivo movido pela sua satisfação sexual.

A denúncia foi efetuada às autoridades policiais pela vítima, tendo sido, de imediato, iniciadas diligências de recolha de prova que culminaram com a identificação, localização e detenção do arguido.

O detido é um homem de 59 anos, desempregado, com amplo registo criminal pela prática de crimes de diversa natureza, incluindo a prática reiterada de crimes contra a liberdade sexual. À altura dos factos encontrava-se em liberdade condicional após o cumprimento de uma pena de prisão efectiva de 21 anos. Será presente às autoridades judiciárias competentes para submissão a primeiro interrogatório judicial no TIC de Matosinhos e aplicação de medidas de coação.

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Dois feridos após despiste na estrada Famalicão-Póvoa de Varzim

25 October 2026 at 09:56

Um homem e uma mulher sofreram ferimentos na sequência de um despiste rodoviário ocorrido ontem à noite, na Estrada Nacional 206, na Póvoa de Varzim.

O acidente aconteceu junto aos Transportes Matos, na estrada que liga Póvoa de Varzim e Famalicão, por razões ainda a apurar pela autoridade.

Dois feridos após despiste na estrada Famalicão-Póvoa de Varzim
Foto: João Constantino / O MINHO
Dois feridos após despiste na estrada Famalicão-Póvoa de Varzim
Foto: João Constantino / O MINHO
Dois feridos após despiste na estrada Famalicão-Póvoa de Varzim
Foto: João Constantino / O MINHO

Prestaram socorro os Bombeiros da Póvoa de Varzim, transportando as vítimas para o Hospital da Póvoa de Varzim com ferimentos considerados ligeiros.

O alerta foi dado às 20:38.

A GNR registou a ocorrência.

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Hoje há SC Braga na Madeira

25 October 2026 at 09:34

O Sporting vai tentar manter hoje a desvantagem atual para o comandante da I Liga de futebol, quando receber o Académico de Viseu, em jogo da nona jornada da prova.

Depois de o FC Porto, campeão nacional e líder isolado do campeonato, com 27 pontos, ter vencido no sábado em Barcelos o Gil Vicente por 1-0, os ‘leões’, atuais terceiros, precisam de manter pelo menos a desvantagem com que partiram para a ronda, que se cifrava nos seis pontos, pelo que os três pontos são determinantes para se manterem na corrida ao título.

Do outro lado, apresenta-se um Académico de Viseu que regressou esta temporada à I Liga e que se encontra a fazer um campeonato acima da média, ocupando o sexto posto, com 14 pontos, e tendo já ‘arrancado’ um surpreendente empate em casa do Benfica, na ronda inaugural.

Além do embate de Alvalade, hoje, realizam-se ainda mais três jogos para a I Liga, com o Estoril Praia a receber o Moreirense, o Rio Ave o Famalicão e o Nacional o SC Braga.

Programa e resultados da nona jornada

– Sexta-feira, 23 out:

Vitória SC – Marítimo, 5-0

– Sábado, 24 out:

Estrela Amadora – Casa Pia, 0-2

Alverca – Arouca, 0-1

Gil Vicente – FC Porto, 0-1

– Domingo, 25 out:

Estoril Praia – Moreirense, 15:30

Rio Ave – Famalicão, 18:00

Nacional – SC Braga, 18:00

Sporting – Académico de Viseu, 20:30

– Segunda-feira, 26 out:

Santa Clara – Benfica, 17:45 locais (18:45, horas de Lisboa)

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Minho acordou com chuva

25 October 2026 at 08:30

O Minho acordou esta manhã sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca ou chuvisco, devendo manter-se assim até meio do dia, de acordo com o boletim meteorológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O céu apresenta-se pouco nublado na generalidade do país, mas muito nublado no Norte e Centro até ao fim da manhã, com a nebulosidade a persistir ao longo do dia no litoral, especialmente a norte do Cabo Mondego. No Grande Porto, o céu mantém-se em geral muito nublado, com períodos de chuva fraca ou chuvisco até ao meio da tarde.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 25Seg, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29
Tempo
Nublado

Pouco nublado

Chuva

Parc. nublado

Parc. nublado
Máx./mín.19° 11°24° 8°19° 12°22° 11°21° 10°
Chuva43%0%76%2%2%
VentoE, fracoSO, fracoS, fracoSE, fracoSO, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 25Seg, 26Ter, 27Qua, 28Qui, 29
Tempo
Chuvisco

Pouco nublado

Aguaceiros

Nublado

Parc. nublado
Máx./mín.17° 13°20° 10°17° 13°19° 12°19° 11°
Chuva67%0%76%2%2%
VentoE, fracoE, fracoS, fracoO, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 25/10 às 07:31.

Há ainda possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro no litoral Norte e Centro até ao final da manhã e novamente para o fim do dia.

O vento sopra em geral fraco de vários rumos. No litoral oeste a sul do Cabo Carvoeiro, a partir da tarde, torna-se moderado (15 a 25 km/h) do quadrante norte. Nas terras altas do Centro e Sul, pode soprar por vezes forte (até 40 km/h) até ao fim da manhã.

As temperaturas registam uma pequena subida, em especial das mínimas.

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Despiste de bicicleta faz um ferido grave em Arcos de Valdevez

24 October 2026 at 23:33

Um ciclista de 74 anos sofreu ferimentos graves depois de a bicicleta em que seguia ter-se despistado na freguesia de Aguiã, esta tarde, em Arcos de Valdevez.

Prestaram socorro os Bombeiros de Arcos de Valdevez apoiados pelo INEM, através da SIV de Arcos de Valdevez e da VMER do Alto Minho.

Segundo a Rádio Vale do Minho, a vítima foi transportada em estado grave para o Hospital de São João, no Porto.

O alerta foi dado cerca das 14:30 horas.

A GNR registou a ocorrência.

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Gil Vicente perde com o FC Porto em Barcelos

24 October 2026 at 22:35

O FC Porto venceu hoje no terreno do Gil Vicente por 1-0, com o golo decisivo a ser apontado por Borja Sainz, que premiou uma exibição de domínio, ainda que pouco inspirado.

Com a formação de Barcelos, que ficou reduzida a 10 jogadores, aos 81 minutos, por cartão vermelho direto mostrado a Marvin Elimbi, a mostrar uma postura mais resguardada, o golo do extremo espanhol, aos 63 minutos, materializou o domínio portista. 

Com este resultado, os ‘dragões’ chegam a um pleno de nove vitórias no campeonato (27 pontos), que é já o melhor arranque do clube desde 1939/40, quando conseguiu um registo imaculado nas 13 rondas inaugurais.

O conjunto ‘azul e branco’ pressiona os rivais Benfica e Sporting, que completam o pódio e ainda não entraram em campo na jornada nove, ficando a oito e nove pontos de distância, provisoriamente.

Por sua vez, os barcelenses veem interrompido um ciclo de três vitórias seguidas, entre I Liga e Taça de Portugal, mantendo os 14 pontos, de momento na sétima posição. 

Do lado gilista, Luís Pinto fez entrar Joelson e Walace França para os lugares de Gil Martins e Kaba, numa linha de continuidade em relação ao triunfo em Braga (2-1), da última ronda, na segunda-feira.

O campeão nacional apenas apresentou duas trocas face à derrota frente ao PSV Eindhoven (1-0), na terça-feira, para a Liga dos Campeões, com André Silva a render Samu e Borja Sainz a substituir Pietuszewski, após o polaco, que estava previsto iniciar, ter sentido um desconforto na coxa esquerda durante o aquecimento.

Logo ao sexto minuto, o perigo surgiu nos dois sentidos, primeiro na área portista, com Santi García a permitir o corte de Alberto Costa no momento decisivo e, no contra-ataque dos visitantes, o guarda-redes Lucão negou a Borja Sainz um golo praticamente certo.

Já em cima do intervalo, Jan Bednarek testou os melhores reflexos do guardião gilista, em cabeceamento na sequência de um pontapé de canto.

Na metade complementar, o FC Porto intensificou a sua pressão sobre a linha defensiva contrária e acabou por chegar à vantagem.

Aos 63 minutos, Froholdt cruzou pelo corredor direito para Samu, que não conseguiu captar a bola e viu-a sobrar para Sainz, que, ao segundo poste, recebeu com o peito e, sem deixar o esférico, atirou para o fundo das redes.

Após chegarem à vantagem, os líderes do campeonato permitiram ao Gil Vicente uma boa ocasião de golo, aos 80 minutos, quando Murilo obrigou Diogo Costa a uma intervenção muito apertada, a partir de um remate de meia-distância.

Logo a seguir, Elimbi foi expulso, de forma direta, num lance em que entrou de forma perigosa sobre Pepê, quando este lhe escapou em velocidade e ganhava uma posição muito vantajosa rumo à baliza.

Com a vantagem numérica, o FC Porto teve facilidades em ‘congelar’ a vantagem mínima até final e impôs um fim à sequência de duas derrotas consecutivas, ambas na Liga dos Campeões, a pior desde que Francesco Farioli assumiu o comando técnico.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Gil Vicente – FC Porto, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador

0-1, Borja Sainz, 63 minutos.

Equipas

– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Jonathan Buatu, Marvin Elimbi, David Moreira, Santi García (Guilherme Gomes, 75), Andreas Lausen (Zé Carlos, 60), Diogo Prioste (Tidjany Touré, 75), Murilo Souza, Walace França (Mohamed Kaba, 60) e Joelson Fernandes (Gil Martins, 60).

(Suplentes: André Picornell, Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, Zé Carlos, Tidjany Touré,  Guilherme Gomes, Gil Martins, Agustín Moreira, Gonçalo Maia, Mohamed Kaba e Martín Fernández).

Treinador: Luís Pinto.

– FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu Sanusi, Pablo Rosario (Alan Varela, 72), Gabri Veiga (Hwang In-Beom, 46), Victor Froholdt, Pepê, André Silva (Samu, 59) e Borja Sainz (Santiago Gimenez, 72).

(Suplentes: Cláudio Ramos, Chris Smalling, Samu, Hwang In-Beom, Nehuén Pérez, Alan Varela, Santiago Gimenez, Gabriel Mec, Seko Fofana, Martim Fernandes e Francisco Moura).

Treinador: Francesco Farioli.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Pablo Rosario (55). Cartão vermelho direto para Marvin Elimbi (81).

Assistência: 10.520 espetadores.

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