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É no Minho onde se vive mais tempo

30 October 2026 at 14:07

É no Minho, mais concretamente na região do Cávado, que agrega os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terra de Bouro e Vila Verde, que é maior a esperança de vida à nascença em Portugal, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística hoje divulgados.

Segundo o relatório consultado por O MINHO, relativo ao triénio 2023-2025, no Cávado a esperança de vida à nascença é de 83,06 anos. Um valor superior à média nacional que foi estimada em 81,85 anos, sendo 79,22 anos para os homens e 84,26 anos para as mulheres.

A nível nacional, estes dados representam, relativamente a 2022-2024, um aumento de 0,28 anos (3,4 meses) para os homens e de 0,26 anos (3,1 meses) para as mulheres.

“No triénio 2023-2025, a esperança de vida à nascença mais elevada registou-se na região Norte, para o total da população (82,31 anos), para os homens (79,83 anos) e para as mulheres (84,57 anos)”, sublinha o INE, sendo que a sub-região do Cávado é que a volta a ter, tal como nos últimos três anos, a maior longevide: 83,06 anos.

No Alto Minho, a esperança média de vida à nascença é de 81,92 anos e no Ave de 82,23.

Esperança de vida aos 65 anos

A esperança de vida aos 65 anos em Portugal, no período 2023-2025, foi estimada em 20,19 anos para o total da população. Aos 65 anos, os homens podiam esperar viver 18,49 anos e as mulheres 21,55 anos, o que corresponde a um aumento de 0,13 anos para os homens e 0,19 anos para as mulheres relativamente a 2022-2024.

Por região NUTS II, no triénio 2023-2025, a esperança de vida aos 65 anos mais elevada registou-se na região Norte para o total da população (20,49 anos), para os homens (18,93 anos) e para as mulheres (21,75 anos).

Por região NUTS III, o Cávado e a Região de Coimbra registaram os valores mais elevados da esperança de vida aos 65 anos: 21,28 e 20,99 anos, respetivamente. 

No Alto Minho, é de 20,78 anos e no Ave de 20,57.

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Quercus e Associação “Povo e Natureza do Barroso” querem impedir reativação da Mina da Borralha

19 October 2026 at 17:36

VTM

A Quercus, em colaboração com a Associação Povo e Natureza do Barroso, está a avançar com uma ação judicial para impedir a reativação e prospeção mineira na Mina da Borralha, localizada no concelho de Montalegre. Esta iniciativa visa proteger os recursos hídricos da bacia do Cávado, que abastece mais de um milhão de habitantes.

O objetivo principal desta ação é declarar nula a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para o projeto mineiro. A decisão tem gerado forte contestação pública, incluindo uma petição promovida pelo coletivo Cávado Sem Minas. Apenas o município de Montalegre se manifestou contra o projeto, enquanto os restantes municípios da bacia do Cávado não se pronunciaram.

A Mina da Borralha foi desativada em 1986 e deixou um passivo ambiental significativo, evidenciado pela drenagem ácida e presença de metais pesados nos solos e nas águas. A proposta atual prevê a extração anual de 500 mil toneladas de volfrâmio e outros minerais, o que resultaria na instalação de rejeitados de 2,7 milhões de toneladas à superfície.

A Quercus critica a decisão da APA por violar princípios fundamentais como a prevenção e precaução. O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) apresenta lacunas significativas na consideração dos resultados da consulta pública e nas medidas propostas para minimizar impactos ambientais.

Além disso, a DIA admite a possibilidade de libertação de excedentes de efluentes no meio hídrico, apesar das garantias do promotor sobre o uso exclusivo de água reciclada. O relatório síntese revela contradições sobre as descargas previstas na Corga do Caniçó, que poderiam afetar diretamente a albufeira da Venda Nova.

O projeto também implica perdas irreversíveis em áreas protegidas, incluindo carvalhais que servem como habitat para espécies ameaçadas como o lobo-ibérico. A mina não está sujeita ao regime de prevenção de acidentes graves, apesar do uso previsto de substâncias químicas perigosas.

Por fim, a povoação da Borralha integra um Sítio Importante do Património Agrícola Mundial e está situada nas proximidades do Parque Nacional da Peneda-Gerês. A avaliação ambiental conclui que o projeto não afeta solos agrícolas nem pastagens, embora uma parte significativa da área estudada seja agrícola. Os impactos cumulativos sobre as comunidades locais também foram reconhecidos como significativos.

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