O novo hospital de Barcelos vai ser construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), mas a gestão da futura unidade ficará na esfera pública, segundo despacho hoje publicado em Diário da República.
Assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, o despacho incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do novo hospital.
Consultado por O MINHO, o despacho sublinha que a PPP terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do novo hospital, “ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.
A proposta fundamentada deve ser remetida ao Governo até ao dia 01 de março de 2027.
Investimento de 200 milhões
A Câmara de Barcelos já formalizou, em dezembro de 2025, a aquisição, por quatro milhões de euros, dos terrenos para a construção do novo hospital.
Conforme anunciado nessa altura, o novo hospital, que servirá também Esposende, deverá representar um investimento de 200 milhões de euros.
Terá uma área de construção superior a 25 mil metros quadrados, com 218 camas para internamento, 30 gabinetes de consulta externa, seis salas de cirurgia (mais duas de reserva), 11 postos de hospital de dia e uma área de diagnóstico equipada com ressonância magnética, TAC, RX e ecografia.
A futura unidade hospitalar oferecerá um vasto conjunto de especialidades médicas e cirúrgicas, incluindo Medicina Interna, Pediatria, Cardiologia, Pneumologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia, Oftalmologia e Urologia, entre outras.
Estão igualmente previstas áreas dedicadas à formação, investigação e inovação tecnológica, nomeadamente através da telemonitorização e apoio domiciliário.
O novo hospital é uma aspiração antiga, mas o processo tem-se arrastado no tempo.
Em 2007, o Governo e a Câmara de Barcelos assinaram um protocolo para a construção do novo hospital daquela cidade.
O projeto do hospital seria depois apresentado publicamente pelo então secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
No entanto, o processo nunca saiu da gaveta.
O hospital funciona num edifício propriedade da Santa Casa da Misericórdia.
Câmara reage com “satisfação”
Entretanto, em comunicado, a Câmara de Barcelos reagiu “com satisfação” ao anúncio do Governo, considerando que este desenvolvimento “vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos e reforçar as condições necessárias à concretização de um investimento estruturante para a região”.
Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, diz que “o Novo Hospital de Barcelos-Esposende é uma prioridade absoluta para o nosso concelho e para toda a região”.
“Temos trabalhado para criar as condições necessárias à sua concretização e vemos com satisfação que o Governo continua a desenvolver os procedimentos indispensáveis para que este investimento avance. O que importa é garantir que cada etapa seja cumprida e que este projeto, tão importante para as nossas populações, se torne uma realidade”, conclui.
Notícia atualizada às 11h02 com mais informação e às 11h24 com alteração do título.
O concelho de Barcelos reforçou a resposta social com duas propostas inovadoras com a inauguração, esta quinta-feira, da Azenha dos Afetos – Habitações Colaborativas e Comunitárias, da Casa do Povo de Alvito, e das Casas da Aldeia – Residência de Autonomização e Inclusão, do Centro Social Vale do Homem, em Alvito (São Pedro).
A inauguração foi presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e contou ainda com a participação de Carlos Reis, vereador da Câmara de Barcelos.
A cerimónia reuniu ainda os responsáveis das instituições promotoras, José Silva, presidente da Casa do Povo de Alvito, e Jorge Pereira, presidente do Centro Social Vale do Homem, bem como o presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Braga (UDIPSS), padre José Antunes, representantes da Segurança Social, autarcas e outras entidades institucionais e locais.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, destacou a importância dos dois projetos na promoção da autonomia, da dignidade e da inclusão social, afirmando que “proteger alguém não é decidir por essa pessoa. É criar as condições para que ela possa, tanto quanto possível, com o maior grau possível de autonomia, decidir por si”.
A governante deu particular destaque à Azenha dos Afetos, salientando que o projeto disponibiliza “10 novas habitações colaborativas em que cada pessoa tem a sua casa, a sua porta, a sua privacidade”, conciliando a independência dos residentes com espaços comuns e uma rede de apoio e entreajuda.
Maria do Rosário Palma Ramalho defendeu que este modelo de habitação colaborativa e comunitária deve ser incentivado e alargado a outras regiões do país, por representar uma alternativa às respostas residenciais tradicionais e permitir encontrar soluções ajustadas às necessidades e ao grau de autonomia de cada pessoa.
Relativamente às Casas da Aldeia, a ministra sublinhou que as residências de autonomização e inclusão representam mais do que uma resposta habitacional, proporcionando às pessoas com deficiência condições para desenvolver competências, participar na comunidade e construir percursos de vida mais autónomos. “Uma proteção social eficaz não se limita a amparar, também deve impulsionar”, afirmou.
A governante destacou ainda o investimento realizado pelas instituições promotoras, com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e valorizou a cooperação entre o Estado, as autarquias e o setor social e solidário na concretização de respostas que promovam a qualidade de vida e a inclusão das populações.
Na sua intervenção, Carlos Eduardo Reis destacou a importância dos dois equipamentos para o reforço das respostas sociais do concelho, sublinhando que a concretização destes projetos demonstra a capacidade de iniciativa das instituições e a importância da cooperação entre o setor social, as autarquias e o Governo.
O vereador salientou que o Município de Barcelos dedica cerca de 60 milhões de euros do seu orçamento às áreas da educação, saúde e ação social, abrangendo investimentos em recursos humanos, equipamentos, infraestruturas e apoios às instituições particulares de solidariedade social.
Carlos Eduardo Reis alertou ainda para os desafios associados ao envelhecimento da população, ao aumento do custo de vida, às dificuldades no acesso à habitação e ao surgimento de novas situações de vulnerabilidade social. Neste contexto, reafirmou o compromisso da autarquia em continuar a trabalhar com as instituições do concelho, defendendo a criação de condições para que os cidadãos possam “nascer, crescer, estudar, trabalhar, constituir família e envelhecer com qualidade” em Barcelos.
Azenha dos Afetos é habitação colaborativa e comunitária
A Azenha dos Afetos, promovida pela Casa do Povo de Alvito, constitui uma das primeiras respostas de habitação colaborativa e comunitária do distrito de Braga, representando um investimento de cerca de dois milhões de euros, acrescido de IVA, com financiamento do PRR.
O empreendimento dispõe de dez habitações independentes, distribuídas por quatro tipologias, do T0 ao T3, com capacidade para acolher 30 residentes. Integra ainda espaços comuns destinados a promover o convívio, a partilha e a entreajuda, conciliando a privacidade de uma habitação própria com os benefícios de uma rede de apoio comunitário.
Organizadas em torno de um espaço exterior comum, as habitações foram concebidas para proporcionar condições de acessibilidade, conforto e independência, permitindo que cada residente mantenha a sua “privacidade e participe, de forma voluntária, nas atividades e dinâmicas da comunidade”, como refere a autarquia.
O projeto pretende contribuir para a “prevenção do isolamento social e para a promoção do envelhecimento ativo e da qualidade de vida, através de um modelo que valoriza a autonomia individual, as relações de proximidade e a solidariedade entre gerações”.
Na sua intervenção, o presidente da Casa do Povo de Alvito, José Silva, destacou o caráter inovador desta resposta social e o esforço desenvolvido pela instituição para a sua concretização.
O responsável agradeceu a colaboração do Município de Barcelos e das restantes entidades envolvidas, tendo também chamado a atenção para os desafios da sustentabilidade financeira das instituições, nomeadamente ao nível das comparticipações públicas e da recuperação do IVA associado aos investimentos realizados.
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Casas da Aldeia reforçam respostas para pessoas com deficiência
A cerimónia assinalou igualmente a inauguração das Casas da Aldeia, um projeto do Centro Social Vale do Homem destinado a “promover a autonomia pessoal, a inclusão social e a qualidade de vida de pessoas com deficiência ou incapacidade”.
A primeira fase do empreendimento representa um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros e disponibiliza capacidade para acolher 30 utentes, com as vagas já preenchidas, contemplando ainda a criação de 15 postos de trabalho.
As residências foram concebidas para proporcionar um “ambiente habitacional adaptado às necessidades dos seus destinatários, privilegiando o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, a participação na vida comunitária e a construção de percursos de maior independência”.
Na sua intervenção, o presidente do Centro Social Vale do Homem, Jorge Pereira, destacou a importância do projeto para o reforço das respostas dirigidas às pessoas com deficiência e anunciou que a segunda fase, destinada à instalação de um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), deverá ser inaugurada em janeiro de 2027.
Com a concretização das três fases previstas, o investimento global deverá atingir os dez milhões de euros, permitindo a criação de cerca de 60 postos de trabalho.
Jorge Pereira sublinhou ainda a importância das Casas da Aldeia enquanto resposta inovadora, orientada para a promoção da autonomia, da inclusão e da melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, destacando o contributo do projeto para o desenvolvimento social do concelho.
O regulamento da taxa municipal turística de Barcelos, que preconiza o pagamento de dois euros por dormida nos alojamentos do concelho, está em consulta pública a partir de hoje e por um período de 30 dias.
Segundo aviso hoje publicado em Diário da República (DR), as sugestões devem ser dirigidas, por escrito, ao presidente da Câmara de Barcelos, podendo ser apresentadas pessoalmente no Balcão Único do Município ou enviadas pelo correio ou por email.
O regulamento já foi aprovado, em reunião do executivo, com os votos favoráveis dos sete eleitos pela coligação PSD/CDS-PP e do vereador do Chega, enquanto os três vereadores do PS se abstiveram.
Segundo o regulamento, a taxa é aplicável durante todo o ano, independentemente das épocas, até ao máximo de sete noites consecutivas por pessoa e estadia.
A taxa incide sobre dormidas remuneradas em estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos turísticos, apartamentos turísticos, empreendimentos de turismo de habitação e de turismo no espaço rural e ainda em alojamento local.
É cobrada por pessoa com idade igual ou superior a 13 anos, independentemente do seu local de residência ou nacionalidade.
Ficam isentos do pagamento as dormidas relacionadas com tratamentos médicos, pessoas com deficiência (incapacidade igual ou superior a 60%), estudantes em programas de formação como Erasmus ou similar e peregrinos que pernoitem em albergues reconhecidos pelo município.
Na proposta aprovada, o município dá conta de que, nos últimos anos, a atividade turística no concelho de Barcelos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), registou uma “evolução positiva” subindo de 71.949 dormidas em 2023 para 77.885 em 2025.
O município ressalva que, em 2025, poderão ter sido mais de 120 mil dormidas, considerando que apenas 34 das 171 estruturas de alojamento elegíveis foram contabilizadas segundo os critérios do INE.
“Este crescimento sustentável evidencia a necessidade de criar mecanismos que permitam aos visitantes contribuir de forma justa para a manutenção, valorização e promoção do território, garantindo que o impacto do turismo seja simultaneamente positivo e equilibrado, sem onerar os residentes”, lê-se na proposta.
Para o município, a implementação da taxa turística permitirá financiar a manutenção e qualificação de infraestruturas e espaços públicos, investir na promoção turística, apoiar eventos culturais e turísticos, melhorar a sinalética e informação turística e promover práticas de sustentabilidade ambiental.
“Conclui-se que os benefícios são manifestamente superiores aos custos associados. Na verdade, ao instituir esta taxa, o Município de Barcelos assegura uma repartição equilibrada e proporcional do esforço financeiro necessário para sustentar e reforçar os argumentos diferenciadores do território, permitindo que os visitantes contribuam diretamente para a valorização do património, das infraestruturas e da oferta turística”, refere ainda a proposta.
O regulamento ainda terá de ser ratificado em assembleia municipal, após o que entrará em vigor.
O Tribunal de Braga adiou, hoje, pela segunda vez, a leitura do acórdão do ex-presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, que foi julgado num caso de ajustes diretos a uma empresa de segurança privada.
O adiamento ficou a dever-se ao facto de o coletivo de juízes ter apresentado um documento com uma “alteração não substancial dos factos”, o que motivou que os advogados de defesa requeressem o período de dez dias, a que têm direito, para analisar as mudanças e, porventura, responder.
Recorde-se que o processo envolve, ainda, o seu então vice-presidente, Domingos Pereira, sendo que ambos estão acusados de prevaricação por titulares de cargos políticos e de abuso de poder.
Neste caso dos ajustes diretos a uma empresa de segurança privada, – e conforme O MINHO reportou – o Ministério Público (MP) pede que o autarca e os ex-vereadores socialistas sejam inibidos de exercer funções públicas e exige, ainda, a devolução ao Estado de cerca de 450 mil euros, que diz terem sido obtidos ilicitamente.
Em causa está o alegado favorecimento à empresa de segurança privada GProtect, de Barcelos, que o MP considera ter sido criada exclusivamente para os ajustes diretos, distorcendo a livre concorrência, em conluio com o ex-presidente, Miguel Costa Gomes, do então vice-presidente, Domingos Pereira, dos ex-vereadores do PS Maria Armandina Saleiro e Alexandre Maciel, e do adjunto da presidência, Vasco Real (sobrinho do ex-presidente).
O projeto “Novelo”, desenvolvido pelos engenheiros Flávio Fernandes e Hélder Gonçalves, de Barcelos, foi o grande vencedor do concurso Hack4Guimarães 2035, conquistando também o desafio TextVitrus: Dar Destino aos Têxteis, lançado pela Vitrus Ambiente.
De acordo com a empresa municipal de Guimarães, o “Novelo” apresenta uma abordagem à gestão dos resíduos têxteis, contribuindo para a “reflexão sobre novas soluções para a economia circular e a valorização destes materiais”.
Foto: Vitrus Ambiente
Os projetos vencedores de cada desafio receberam um prémio de 1.000 euros, tendo o projeto “Novelo”, enquanto vencedor do concurso geral, recebido ainda 7.500 euros adicionais.
Os dois jovens vencedores são ex-alunos da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e, para além disso, têm em comum uma ligação ao ciclismo. Ambos cumpriram a formação desportiva na academia da Associação Cultural e Recreativa de Roriz, de Barcelos, sendo que Hélder Gonçalves chegou mesmo a ciclista profissional no pelotão nacional, carreira que abandonou aos 25 anos.
Foto: Vitrus Ambiente
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, e do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.
A Vitrus Ambiente refere que se associou a esta iniciativa no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, reforçando o seu “compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a procura de soluções que promovam uma gestão mais eficiente dos resíduos”.
Um trabalhador de 34 anos ficou gravemente ferido, esta quarta-feira, após ser atropelado na freguesia de Palme, Barcelos.
Ao que O MINHO apurou, a vítima estaria a realizar trabalhos de limpeza de bermas quando foi colhida por um veículo na Estrada Nacional 103, que liga Barcelos a Viana do Castelo.
Após o choque, o homem terá sido projetado cerca de 10 metros.
O jovem foi assistido pelos Bombeiros Voluntários de Barcelos e VMER, tendo sido transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados graves.
O alerta foi dado às 15:15.
A GNR registou a ocorrência.
Notícia atualizada às 17h06 com correção da idade da vítima e mais informações.
A cena musical de Barcelos, que ganhou força na década de 90 com bandas de rock, continua a exportar música. Os veteranos Indignu vão dar cinco espetáculos na China em novembro e os Plaka, uma das mais recentes bandas da cidade, estão a fazer uma digressão europeia que chega na próxima quarta-feira ao Schokoladen, uma histórica sala de concertos do circuito independente de Berlim.
Depois de mais de 50 concertos em Portugal e na Galiza, os Plaka estão a realizar a sua primeira digressão europeia intitulada “Mercancías”. A banda de Barcelos iniciou a digressão, no dia 17 de outubro, no Porto, com 14 datas por cinco países. Já com sete concertos no norte de Espanha, o trio que alia funk, jazz e rock aos ritmos quentes da América do Sul e África, chega à Alemanha para uma data dupla em Berlim, seguindo depois para os Países Baixos e Suíça.
“Até agora sentimos sempre uma ótima receção do público, o que é bastante reconfortante, especialmente na Galiza, onde somos repetentes em várias cidades e onde vamos criando uma base que já nos conhece. Mas claro, o desafio é mesmo tocar em novos palcos, novos públicos e poder levar a nossa música um bocadinho mais longe”, refere Luís Masquete, baixista da banda que também é composta por Jorge “Cientista” Carvalho (bateria) e Márcio Góis (guitarra), em declarações a O MINHO.
Na viagem entre Espanha e Alemanha, o músico mostra-se entusiasmado pela estreia na capital alemã: “Estamos a caminho de Berlim onde vamos tocar no Schokoladen, sala que nos diz muito e cuja programação acompanhamos há algum tempo (com grande validação de nossa parte), pelo que ter oportunidade de lá tocar é obviamente especial”.
“Estes discos são muito ouvidos na China, muito mesmo, mais, se calhar, do que nosso país”
Em novembro, será a vez dos Indignu viajarem até à China. O quarteto formado em 2004 tem cinco datas, entre 01 e 07 de novembro, em grandes cidades do ‘gigante’ asiático, como Pequim, Xangai ou Shenzhen.
“Isto não é uma coisa que se faça todos os dias”, frisa o músico Afonso Dorido, aludindo ao número reduzido de bandas portuguesas que já tiveram oportunidade de rumar àquele país.
Indignu. Foto: Gonçalo Delgado / Divulgação
O guitarrista explica que o género musical da banda, post-rock, está “a ser descoberto” na Ásia e neste momento é “muito forte mesmo”. Através das plataformas digitais, os ‘Spotifys’ da China, os Indignu foram descobertos, especialmente através dos álbuns Odyssea (2013) e Ophelia (2016). “Estes discos são muito ouvidos na China, muito mesmo, mais, se calhar, do que nosso país”, refere. Ganharam seguidores ao ponto de serem convidados para fazer uma digressão em salas de média dimensão.
“Hoje em dia é muito difícil, porque há muita oferta de tudo. Mas, de vez em quando, acontecem coisas surreais”, diz, a O MINHO, o membro da banda que também é composta por Graça Carvalho (violino, sintetizadores), Ivo Correia (bateria) e Pedro Souza (baixo).
Depois de atuações em palcos na Dinamarca, Noruega, Bélgica, França, Luxemburgo e Espanha, será a primeira banda de Barcelos a dar concertos na China.
Isto depois de outros grupos da mesma cidade terem alcançado feitos também “surreais” para a realidade da música alternativa composta neste concelho do Minho. Em 2015, os Black Bombaim atuaram na Califórnia (Estados Unidos da América), depois de antes já terem passado por vários importantes palcos europeus. Em 2013, foram os primeiros portugueses a tocar no holandês Roadburn, considerado a ‘meca’ do rock psicadélico.
Um homem, de 41 anos, foi detido por agredir outro, na cidade de Barcelos, no sábado passado.
Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Distrital de Braga explica que “os polícias presenciaram uma ocorrência de agressões físicas entre dois indivíduos, tendo intervindo de imediato e posto termo às agressões”.
“Na sequência dos factos, o agressor, um homem de 41 anos, foi detido e posteriormente notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Barcelos”, conclui o comunicado.
O suspeito foi detido pelo crime de ofensas à integridade física.
É uma proposta gastronómica atípica, criada em Barcelos e que divide os elementos do grupo humorístico Gato Fedorento. A francesinha de croissant do restaurante Ao Barrote esteve em grande destaque no último episódio do ‘podcast’ “Assim vamos ter de falar de outra maneira“, de Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e José Diogo Quintela (três dos quatro integrantes dos Gato Fedorento e também criadores do programa “Isto é gozar com quem trabalha”).
No último episódio do ‘podcast’, cujo assunto foi comida, Miguel Góis mostrou-se indignado com a proposta da francesinha de croissant, tendo a concordância de Ricardo Araújo Pereira, mas a discordância de José Diogo Quintela.
“Li na internet que no restaurante Ao Barrote, em Barcelos, que eu não conheço, nunca fui, pode ser um bom restaurante, mas o problema é que eles estão a servir neste momento uma francesinha com croissant. Em vez do pão de forma, é um croissant”, nota, com humor, Miguel Góis.
E acrescenta: “Não há razão para este tipo de projetos gastronómicos, isto é a barbárie, é a carnificina do bom gosto”.
José Diogo Quintela contraria: “Não acho irregular”. E justifica: “É uma sandes bem atulhada e em vez de utilizarem pão de forma, usam brioche”.
Ricardo Araújo Pereira aproveita para brincar que Miguel Góis é um “gourmet indignado com transgressões culinárias”, enquanto José Diogo Quintela é “uma espécie de barreira do lixo humano que come a sua lavagem”.
“Achei piada. É engraçado ver algo que nasceu aqui no restaurante despertar a curiosidade de tanta gente”
Para o fundador do Ao Barrote, Tiago Sousa, “foi uma surpresa” ouvir os humoristas discorrerem sobre a sua criação. “Achei piada ouvir falarem da nossa francesinha de croissant. É engraçado ver algo que nasceu aqui no restaurante chegar a este tipo de programas e despertar a curiosidade de tanta gente”, aponta.
Tiago Sousa conta que “a ideia da francesinha de croissant surgiu da vontade de fazer algo diferente e sair um pouco do habitual”.
“A ideia foi também da minha namorada, que teve um papel importante nesta criação. Gostámos do conceito de juntar algo tão típico como a francesinha a um elemento inesperado como o croissant, e decidimos experimentar. Felizmente, tem sido uma aposta que desperta bastante curiosidade e que dá que falar”, destaca.
O responsável ficou contente com a menção no ‘podcast’ e espera que possa trazer uma maior afluência ao restaurante: “É sempre bom ver este tipo de divulgação e perceber que as pessoas ficam curiosas em experimentar. É uma boa oportunidade para dar a conhecer o nosso trabalho a quem ainda não nos conhece”.
Aberto há seis anos
O Ao Barrote abriu no dia 19 de setembro de 2020, em Barcelos. “Começámos este projeto com muita vontade de fazer as coisas à nossa maneira, apostar na qualidade e criar um espaço onde as pessoas gostassem de voltar. Pouco tempo depois, surgiu a pandemia, o que tornou o início bastante complicado, mas fomos ultrapassando as dificuldades com muito trabalho e com o apoio dos nossos clientes”, recorda Tiago Sousa.
“Desde o início, tentámos não ficar apenas pelo tradicional. Gostamos de inovar, experimentar coisas novas e surpreender quem nos visita, sem nunca perder aquilo que nos identifica. A francesinha de croissant acaba por ser um bom exemplo disso”, conclui.
Uma aparatosa colisão provocou dois feridos, ao início da tarde desta sexta-feira, na freguesia de Mariz, Barcelos.
Ao que O MINHO apurou, na sequência do choque entre duas viaturas, uma delas acabou por capotar.
Os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos assistiram as vítimas, um homem de 33 anos e uma mulher de 58, que foram transportadas para o Hospital de Barcelos com ferimentos considerados ligeiros.
O embate ocorreu na Estrada Nacional 103-1, que liga Barcelos a Esposende, junto ao stand BMCar.