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Osteoporose e coluna: proteger os ossos para manter a autonomia

29 October 2026 at 17:14

Artigo de opinião de Dr. Miguel Carvalho, médico ortopedista no Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas. A coluna sustenta o corpo e protege a medula. Permite-nos andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando a coluna adoece, as tarefas mais simples tornam-se difíceis. Vestir, cozinhar ou passear podem passar a […]

Osteoporose e coluna: proteger os ossos para manter a autonomia

28 October 2026 at 18:01

A coluna sustenta o corpo e protege a medula. Permite-nos andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando a coluna adoece, as tarefas mais simples tornam-se difíceis. Vestir, cozinhar ou passear podem passar a causar dor e insegurança.

O envelhecimento e a fragilidade dos ossos

O osso é um tecido vivo e renova-se ao longo de toda a vida. Atingimos a massa óssea máxima por volta dos 30 anos. A partir daí, perdemos osso de forma lenta e progressiva. Nas mulheres, a perda acelera após a menopausa, com a descida dos estrogénios.

A osteoporose surge quando o osso perde densidade e qualidade. Torna-se poroso e frágil. A doença não dá sintomas até ao dia em que um osso parte. Por isso, chamam-na de “doença silenciosa”.

Em Portugal, cerca de 22% das mulheres e 7% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose. Todos os anos ocorrem cerca de 52 000 fraturas de fragilidade.

As vértebras são os ossos mais atingidos. Uma fratura vertebral pode acontecer após uma queda ligeira, um espirro forte ou o simples gesto de levantar um saco de compras. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos venham a sofrer uma fratura por osteoporose. Cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, porque a dor é atribuída à idade ou à artrose.

O impacto das fraturas vertebrais

Uma vértebra fraturada perde altura e fica em forma de cunha. A dor nas costas pode surgir de repente ou instalar-se aos poucos. Com várias fraturas, a coluna curva-se para a frente. A pessoa perde altura e ganha a chamada “corcunda”.

A dor limita o movimento. A curvatura dificulta a respiração e a digestão. O medo de cair leva muitas pessoas a sair menos de casa. Perdem força, equilíbrio e confiança. A autonomia diminui e a dependência de terceiros aumenta.

A primeira fratura vertebral é também um sinal de alarme. Quem já fraturou uma vértebra tem um risco de sofrer outra cerca de cinco vezes maior.

Prevenir ao longo da vida

A prevenção começa na infância e continua até ao fim da vida. Algumas medidas simples fazem diferença:

  • • Praticar exercício regularmente, sobretudo caminhadas e exercícios de força e de equilíbrio;
  • • Comer alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, queijo, peixe e vegetais de folha verde;
  • • Manter níveis adequados de vitamina D, com exposição solar moderada e suplementos quando o médico os indicar;
  • • Deixar de fumar e moderar o consumo de álcool;
  • • Adaptar a casa para evitar quedas, com boa iluminação, tapetes fixos e barras de apoio na casa de banho;
  • • Falar com o médico sobre o risco de osteoporose após a menopausa, depois dos 65 anos ou durante tratamentos prolongados com corticóides.

A densitometria óssea permite fazer o diagnóstico. Se a osteoporose for confirmada, existem medicamentos eficazes que fortalecem o osso e reduzem o risco de novas fraturas. O tratamento deve ser cumprido com regularidade e acompanhado pelo médico.

Uma dor nas costas que surge de repente depois dos 50 anos merece avaliação médica. Uma perda de altura também a merece. Cuidar dos ossos hoje protege a liberdade de amanhã.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”.   

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* Médico ortopedista no Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

Economia e Negócios: Mercado é afetado no pós-eleição brasileiro

26 October 2026 at 11:33

Logo no dia seguinte à reeleição do presidente Lula, o mercado financeiro amanheceu operando sob forte estresse e reação defensiva dos investidores. Os indicadores registraram uma queda significativa no Ibovespa acompanhada de uma disparada expressiva na cotação do dólar.

Essa turbulência inicial reflete a precificação do risco fiscal e a apreensão com a forte expansão dos gastos públicos e das benesses concedidas ao longo do período eleitoral. Diante da repulsa do capital à incerteza, os investidores passam a exigir juros maiores para continuar financiando o Estado ou simplesmente retiram seus recursos do país, o que pressiona o câmbio para cima.

 

Cenário Fiscal para 2027: orçamento engessado e dívida pública crescente

Ao analisar o horizonte econômico até 2027, o mercado projeta um cenário de orçamento engessado, déficit primário ampliado e trajetória crescente da dívida pública. Sem a indicação de uma bússola fiscal clara, a ausência de previsibilidade continua a alimentar a volatilidade nos ativos virtuais e financeiros.

O momento atual exige a transição imediata do palanque político para a responsabilidade institucional, demandando um pronunciamento firme, técnico e claro do presidente reeleito para reancorar as expectativas do mercado. Para estabilizar a economia, o governo precisa sinalizar o fim da fase de estímulos artificiais e colocar o ajuste estrutural das despesas como prioridade absoluta da nova gestão.

 

Impacto no bolso do cidadão: risco de inflação e condições para redução dos juros

O silêncio institucional ou a insistência em políticas expansionistas geram faturas que serão cobradas de toda a sociedade, penalizando de forma mais severa o orçamento das famílias mais pobres via inflação e manutenção de juros altos.

Para a população e para o setor produtivo, a demonstração de que Brasília gastará de forma mais eficiente o que arrecada é o único caminho para viabilizar avanços concretos na economia:

  • Antecipação da redução da curva de juros, barateando o crédito;
  • Incentivo à geração de empregos, impulsionando a atividade das empresas;
  • Retorno ao equilíbrio das contas públicas, garantindo previsibilidade e proteção do poder de compra.


Texto gerado com auxílio de Inteligência Artificial

© PETER LEONE/ESTADÃO CONTEÚDO

Lula acompanhado de aliados faz pronunciamento após vitória.

Economia e Negócios: Dólar dispara e mercado cobra ajuste de candidatos

23 October 2026 at 12:27

A proximidade do desfecho do segundo turno das eleições trouxe uma forte onda de volatilidade para a economia brasileira. O reflexo direto dessa tensão política materializou-se nos painéis do mercado financeiro, provocando quedas sucessivas no Ibovespa e uma disparada na cotação do dólar, o que pressiona o câmbio nacional.

O nervosismo observados nos ativos não decorre de partidarismo, mas sim da aversão do capital à imprevisibilidade. Diante da ausência de pragmatismo econômico nos discursos eleitorais, investidores antecipam cenários negativos, o prêmio de risco do Brasil dispara e há fuga de capitais, penalizando o valor das empresas na bolsa de valores.

 

Endividamento crítico exige plano claro de ajuste fiscal para o próximo governo

Diante do elevado endividamento acumulado pelo Brasil, a economia do país não comporta mais medidas de expansionismo irresponsável. Independentemente de quem venha a vencer a disputa presidencial, o governante eleito herdará a missão inadiável de promover um ajuste fiscal sólido a partir do próximo ano.

A apresentação transparente de um plano claro de responsabilidade orçamentária é apontada como a única via capaz de reancorar a confiança dos investidores e domar a alta da moeda americana.

 

Equilíbrio das contas públicas é pré-requisito para redução sustentável dos juros

O rigor e a garantia das contas públicas em ordem são fundamentais para dar ao Banco Central o respaldo necessário para antecipar uma redução mais agressiva e estrutural na taxa de juros.

A queda sustentável dos juros traz reflexos diretos na economia real e no cotidiano da população, viabilizando:

  • Barateamento do crédito para consumidores e empresas;
  • Expansão dos negócios e atração de novos investimentos;
  • Incentivo à geração de empregos e fortalecimento da atividade econômica.

 

Texto gerado com auxílio de Inteligência Artificial

© Charles Vieira/Divulgação e Ricardo Stuckert/Divulgação

Reta final das eleições eleva turbulência financeira e impulsiona alta do dólar.
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