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4h. Netanyahu vence eleições em Israel, mas sem maioria

30 October 2026 at 04:16
Resultados finais em Israel confirmam a vitória do bloco de Netanyahu, com 53 deputados, mas sem maioria absoluta. Ainda nesta edição, PSP já planeia acompanhamento das acampadas previstas para sábado

Netanyahu vence em cadeiras, mas fica sem maioria e oposição negocia governo em Israel

29 October 2026 at 23:19

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terminou as eleições legislativas com o partido mais votado em número de cadeiras, mas sem apoio suficiente para garantir a maioria no Parlamento. O Likud conquistou 27 das 120 vagas do Knesset, enquanto o bloco governista ficou com 53 assentos, oito a menos que os 61 necessários para formar um governo.

A oposição elegeu 48 parlamentares, e os partidos árabes, outros 19. O resultado ainda é provisório, com certificação oficial prevista para 4 de novembro. Diante do impasse, lideranças oposicionistas começaram a negociar uma alternativa ao governo de Netanyahu.

Nesta quinta-feira (29), Gadi Eisenkot, cujo partido Yashar conquistou 21 cadeiras, reuniu-se com o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, do Beyahad, que elegeu 12 parlamentares. Os dois afirmaram ter discutido formas de estabelecer uma nova administração, mas ainda não anunciaram um acordo de coalizão.

Partidos árabes são decisivos nas negociações

A formação de uma maioria contrária a Netanyahu depende, matematicamente, dos partidos árabes, que somam 19 cadeiras. A possibilidade de aliança, porém, enfrenta resistência de parte da oposição. Eisenkot e Bennett fizeram campanha contra a participação dessas legendas em um eventual governo.

O líder do partido Democratas, Yair Golan, que conquistou oito cadeiras, defendeu publicamente a aproximação com os partidos árabes e se reuniu com Mansour Abbas, do Ra'am. Outra possibilidade seria obter apoio parlamentar dessas siglas sem incluí-las formalmente na coalizão.

A eleição também foi marcada por acusações de fraude e suspeitas de interferência estrangeira. As denúncias levantadas por Netanyahu e seus aliados não foram acompanhadas de provas de fraude generalizada. A polícia israelense afirmou não ter elementos que sustentassem a alegação de que o pleito havia sido roubado, enquanto o Qatar negou envolvimento na votação.

Quais os próximos passos

Após a confirmação dos resultados, prevista para 4 de novembro, o presidente Isaac Herzog deverá consultar as lideranças partidárias e indicar quem terá a primeira oportunidade de formar governo. A posse dos novos parlamentares está prevista para 10 de novembro.

Netanyahu permanecerá como primeiro-ministro enquanto as negociações estiverem em andamento. Se as tentativas de formar uma coalizão fracassarem, Israel poderá realizar novas eleições no início de 2027.

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© OHAD ZWIGENBERG/ASSOCIATED PRESS/EST. CONTEÚDO

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

Eleição de Israel: Veja resultado final e como Parlamento será dividido

29 October 2026 at 22:53

O Comitê Central de Eleições de Israel divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado final da votação para o Parlamento do país. Ele ainda será certificado em 4 de novembro e está sujeito a “pequenas alterações”, segundo as autoridades.

O partido Likud, de Benjamin Netanyahu, continua sendo a maior legenda no Parlamento, tendo conquistado 27 cadeiras. O Yashar, de Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, ficará com 21.

O bloco do premiê conquistou um total de 53 cadeiras, mas ficou aquém de assegurar a maioria, que seria de 61 cadeiras — o Knesset tem, ao todo, 120 lugares.

Por sua vez, a oposição também falhou na tentativa de conquistar maioria: o bloco assegurou 48 assentos.

Os partidos árabes, agrupados na Lista Conjunta e no Ra’am, conseguiram um resultado expressivo, com 19 cadeiras. Assim, podem ser importantes para as alianças de formação de novo governo.

Veja como ficará a distribuição do Parlamento de Israel:

  • Likud: 27 cadeiras
  • Yashar!: 21 cadeiras
  • B’Yachad: 12 cadeiras
  • Lista Conjunta: 11 cadeiras
  • Os Democratas: 8 cadeiras
  • Ra’am: 8 cadeiras
  • Yisrael Beiteinu: 7 cadeiras
  • Otzma Yehudit: 7 cadeiras
  • Yahadut HaTorah: 7 cadeiras
  • Shas: 6 cadeiras
  • Religious Zionism: 6 cadeiras

Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados. Destes, 5.690.778 foram considerados válidos, enquanto 25.887 votos foram invalidados.

O comparecimento de eleitores às urnas foi o mais alto em décadas, com 77,9%.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

Eleições em Israel: Bloco de Netanyahu não conquista maioria no Parlamento

29 October 2026 at 22:46

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não conseguiu obter maioria no Knesset, o Parlamento de Israel, nas eleições gerais do país.

O bloco formado por partidos de direita e ultraortodoxos obteve 53 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para formar a maioria.

Os resultados finais foram divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel, após a conclusão da contagem dos votos e a revisão dos dados.

Leia Mais:

Já Likud, partido do primeiro-ministro, liderou a disputa, conquistando 27 das 120 cadeiras do Knesset.

O partido foi o mais votado, seguido pelo Yashar, do ex-chefe militar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, que garantiu 21 assentos. O Juntos, do ex-premiê, Naftali Bennett, por sua vez, conquistou 12 cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, da aliança de partidos árabes, ficou com 11.

Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Já o Yisrael Beytenu, o Otzma Yehudit e o Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. O Shas e o Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada.

Ao todo, 11 listas de candidatos conseguiram superar a cláusula de barreira (de 3,25% dos votos) e terão representantes no Parlamento israelense. As demais candidaturas não atingiram o percentual mínimo exigido para conquistar cadeiras.

Segundo a Comissão Central de Eleições, o comparecimento às urnas foi de 77,9%. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887, inválidos.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

As autoridades israelenses têm até o dia 4 de novembro para certificar os resultados. Enquanto isso, o presidente israelense, Isaac Herzog, realizará uma rodada de consultas com todos os principais líderes partidários.

Na sequência, ele convidará os líderes que, em sua avaliação, possuem as maiores chances de formar um governo. Esse processo pode levar semanas.

O primeiro líder designado tem 28 dias para formar um governo, com a possibilidade de uma prorrogação de 14 dias caso não consiga fazê-lo.

Se o primeiro candidato não obtiver sucesso, o presidente pode transferir a incumbência para um segundo candidato, que terá 28 dias para formar um governo.

Caso a segunda tentativa também fracasse, a maioria dos membros do Knesset pode solicitar ao presidente que encarregue um terceiro candidato, que terá, então, 14 dias para montar uma coalizão.

Se tudo isso falhar, haverá uma nova eleição.

(Com informações de Kara Fox e Tal Shalev, da CNN)

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

Dados do TSE revelam os números mais digitados para anular votos

29 October 2026 at 22:24

No pleito deste ano, os eleitores que gostariam de anular os votos no segundo turno poderiam votar em qualquer número que não pertencesse aos partidos do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputavam o Palácio do Planalto.

Conforme levantamento da CNN Brasil com base nos dados divulgados pelo TSE, o número mais utilizado para anular os votos foi “00”, que não pertence a nenhum partido e representou 54,5% dos votos nulos.

Confira a lista dos números mais utilizados para anular o voto:

  1. 00 – Sem partido – 1.483.343 votos – 54,5% dos nulos;
  2. 11 – PP (Partido Progressistas) – 162.324 votos – 6% dos nulos;
  3. 14 – Missão – 143.372 votos – 5,3% dos nulos;
  4. 12 – PDT (Partido Democrático Trabalhista) – 98.490 votos – 3,6% dos nulos;
  5. 99 – Sem partido – 78.143 votos – 2,9% dos nulos;
  6. 31 – Sem partido – 77.823 votos – 2,9% dos nulos;
  7. 15 – MDB (Movimento Democrático Brasileiro) – 77.389 votos – 2,8% dos nulos;
  8. 55 – PSD (Partido Social Democrático) – 61.750 votos – 2,3% dos nulos;
  9. 10 – Republicanos – 38.803 votos – 1,4% dos nulos;
  10. 33 – Mobiliza – 35.576 votos – 1,3% dos nulos;
  11. 44 – União Brasil – 35.254 votos – 1,3% dos nulos; 
  12. 23 – Cidadania – 27.427 votos – 1% dos nulos; 
  13. 45 – PSDB – 27.359 votos – 1% dos nulos; 
  14. 73 – Sem partido – 24.688 votos – 0,9% dos nulos; 
  15. 70 – Avante – 21.649 votos – 0,8% dos nulos; 
  16. 01 – Sem partido – 18.551 votos – 0,7% dos nulos; 
  17. 77 – Solidariedade – 16.615 votos – 0,6% dos nulos; 
  18. 25 – PRD – 16.319 votos – 0,6% dos nulos; 
  19. 67 – Sem partido – 15.298 votos – 0,6% dos nulos; 
  20. 88 – Sem partido – 14.840 votos – 0,5% dos nulos; 
  21. 20 – Podemos – 11.906 votos – 0,4% dos nulos; 
  22. 35 – Democrata – 11.474 votos – 0,4% dos nulos; 
  23. 66 – Sem partido – 10.423 votos – 0,4% dos nulos; 
  24. 56 – Sem partido – 10.335 votos – 0,4% dos nulos;
  25. 21 – PCB – 9.447 votos – 0,3% dos nulos;

Como Israel pode sair do impasse eleitoral e formar um novo governo?

29 October 2026 at 21:06

As eleições em Israel nesta semana terminaram sem que um bloco político conseguisse garantir clara maioria no Parlamento, o que deve gerar negociações delicadas para formação de um novo governo.

Benjamin Netanyahu permanecerá no cargo como primeiro-ministro interino, mas enfrenta um Parlamento com maioria da oposição que busca destituí-lo.

Aqui estão alguns cenários que podem acontecer nos próximos dias e meses.

Outra eleição

Após a divulgação dos resultados finais oficiais das eleições — o que deve ocorrer na próxima semana –, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará consultas com representantes dos partidos e, em seguida, indicará o candidato que considerar ter as melhores chances de formar um governo.

Se o candidato não conseguir formar um governo, outro poderá tentar e, caso esse também falhe, o Knesset poderá indicar outro. Há um prazo de cerca de 100 dias para esse processo.

Se ninguém tiver sucesso, será realizada outra eleição.

Herzog afirmou na quarta-feira (28) que tudo deve ser feito para evitar uma nova eleição e pediu aos partidos que participarem das consultas com ele com a mente aberta.

Governo de unidade

O partido Likud, de Netanyahu, que ainda deve conseguir a maior quantidade de assentos no Knesset, poderia formar uma coalizão com partidos de oposição de centro e de direita, como o Yashar, de Gadi Eisenkot — o segundo maior partido —, o “Israel, Nosso Lar”, de Avigdor Lieberman, e a facção “Juntos”, de Naftali Bennett.

Esse agrupamento garantiria 66 cadeiras, uma maioria no Parlamento de 120 cadeiras.

No entanto, essa opção parece remota neste momento, pois significaria que Netanyahu provavelmente teria que abandonar seus aliados políticos “naturais”: os partidos de ultradireita e os judeus ultraortodoxos.

Além disso, os partidos da oposição teriam que quebrar sua principal promessa aos eleitores, que era destituir Netanyahu.

Ainda assim, se nenhum dos lados conseguir formar um governo ao final de semanas de negociações prolongadas, um governo de unidade poderá surgir como última opção.

A retomada dos confrontos com o Irã, ou com outros atores, também poderia aproximar os lados.

Governo de minoria de Eisenkot

Se Herzog escolher Eisenkot primeiro, ele poderia tentar formar um governo com os aliados “naturais” do Yashar — Juntos, Os Democratas e Israel, Nosso Lar — apoiado pelos dois partidos árabes de Israel, mesmo que eles não sejam integrantes desse governo: Ra’am e a Lista Conjunta.

A coalizão de Eisenkot somaria 48 cadeiras, de acordo com a última apuração de votos, com os partidos árabes somando 19 cadeiras, o que, juntos, alcançaria uma maioria de 67 cadeiras.

Mas, mesmo que Eisenkot volte atrás em sua promessa de campanha de não incluir partidos árabes no governo e aceite o apoio deles, seria difícil convencer muitos israelenses, cujas atitudes em relação à minoria árabe de Israel se endureceram ainda mais desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Netanyahu concentrou sua campanha em deslegitimar o apoio dos partidos árabes, que alcançaram níveis recordes nas eleições.

Por enquanto, apenas o partido “Os Democratas”, de centro-esquerda, se manifestou publicamente pedindo a inclusão desses partidos.

Ambos os partidos árabes sinalizaram que estão dispostos a cooperar com a chapa de Eisenkot.

O Ra’am integrou-se ao governo de Naftali Bennett em 2021, a primeira vez que um partido árabe independente entrou em uma coalizão israelense. Esse governo caiu após 18 meses.

Netanyahu com maioria para um governo de direita

A coalizão de Netanyahu deve sair das 64 cadeiras que detém no Parlamento para 53, de acordo com os últimos resultados eleitorais.

Mas o líder mais longevo de Israel é visto como um dos políticos mais habilidosos do país e poderia dividir a oposição ao atrair integrantes de seus partidos para o seu lado.

Ele já conseguiu fazer isso antes, inclusive como líder da oposição na corrida para as eleições de 2022, das quais saiu vitorioso. Mas a coalizão contra a qual ele lutava na época tinha uma vantagem muito menor e ele não precisou de muitos desertores para desestabilizar seus rivais políticos.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

Apuração do 2º turno foi a mais rápida da história mesmo com prorrogação

29 October 2026 at 18:55

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a apuração mais rápida da história recente da Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25), mesmo com a votação prorrogada até as19h. Os dados constam em nota do tribunal e foram divulgados nesta quinta-feira (29).

A totalização de 100% das urnas foi concluída às 23h26, 52 minutos antes do segundo turno de 2022, quando o processo terminou à 0h18 de segunda-feira. Considerando o encerramento da votação às 17h, o procedimento levou 6 horas e 26 minutos, contra 7 horas e 18 minutos do pleito geral anterior.

O resultado matemático da eleição presidencial deste ano foi definido às 21h09, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o percentual irreversível para a vitória. Ao final, Lula foi reeleito para o quarto mandato, com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro (PL).

Leia Mais:

Segundo o TSE, a velocidade não se deve apenas à capacidade de processamento dos sistemas, mas também à agilidade dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) no envio dos dados a Brasília.

Por volta das 19h, quase todos os boletins de urna do país já tinham chegado aos servidores centrais do tribunal. Por isso, a avaliação é que a prorrogação em seções com filas teve impacto mínimo no tempo final. Em eleições anteriores, a demora costumava estar ligada ao envio de boletins de locais de difícil acesso ou com problemas de conexão, e não à soma dos votos.

A votação foi estendida por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), depois das campanhas de Lula e Flávio relatarem dificuldades no transporte público. A totalização só passou a ser feita oficialmente pelo TSE após as 19h, em razão da decisão.

Em levantamento divulgado na terça-feira (27), o TSE informou que 34.393 votos foram registrados depois das 17h. Desse total, 32.399 foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. O número equivale a cerca de 0,03% do total de votos e é muito inferior à diferença de 4.430.191 votos entre os dois candidatos.

Das 497.333 seções do país, 437.065 encerraram os trabalhos até as 17h10. Outras 24.268 funcionaram depois desse horário e registraram 8.673 dos votos computados após as 17h.

O segundo turno teve a participação de 128,2 milhões de eleitores, entre os mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção foi de 19,2%, abaixo dos 21,08% do primeiro turno.

Carteira de Trabalho Digital notifica usuários sobre assédio eleitoral

29 October 2026 at 18:45

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, emitiu uma notificação nesta quinta-feira (29) com orientações para que usuários realizem denúncias de casos de assédio eleitoral sofridos.

“Você sofreu ameaça de demissão ou discriminação política no trabalho? O Ministério do Trabalho e Emprego existe para te proteger, denuncie o assédio eleitoral no trabalho aqui em https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/”, orienta a mensagem.

A mensagem surge após uma série de movimentações nas redes sociais de políticos e empresários incentivando a prática com o resultado do segundo turno das eleições, que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além da prática contra trabalhadores, conteúdos online estão promovendo boicotes a estabelecimentos de comerciantes que tenham declarado apoio à reeleição do atual mandatário. As denúncias são analisadas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que tem adotado medidas, como o envio de ações cíveis ou orientações de retratações a publicações feitas.

Segundo dados do órgão, até às 13h desta quinta, foram registradas 3.529 denúncias de assédio eleitoral ao longo do ano até esta quarta-feira (28). O ente ainda aponta que, desse total, 2,7 mil foram registradas apenas no mês de outubro.

O número já ultrapassa o montante de queixas da última eleição geral, em 2022, quando ocorreram 3.373 durante todo o ano. Ademais, o MPT demonstra que, antes do primeiro turno, foram recebidas 991 denúncias e que, entre as duas etapas do pleito, houve o registro de mais 946.

Notificação do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) orienta trabalhadores a denunciarem casos de assédio eleitoral sofridos
Notificação do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) orienta trabalhadores a denunciarem casos de assédio eleitoral sofridos • CNN Brasil

Parlamentares pedem investigação

Como mostrou a CNN, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e outros parlamentares apresentaram à PGR (Procuradoria-Geral da República), à PF (Polícia Federal) e ao MPT uma notícia de fato pedindo uma investigação de âmbito nacional. O documento reúne episódios registrados em ao menos oito unidades da Federação.

Os parlamentares querem saber se a circulação quase simultânea e a semelhança entre as listas indicam algum tipo de articulação. Pedem que sejam comparados textos, imagens e metadados para identificar uma possível origem comum, os primeiros responsáveis pela divulgação e eventuais administradores compartilhados entre grupos.

A representação também pede a apuração de eventual participação ou financiamento de estruturas político-eleitorais. O documento ressalva que, até agora, os elementos reunidos não permitem atribuir responsabilidade a uma pessoa ou grupo específico.

O que é assédio eleitoral?

De acordo com o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o assédio eleitoral é caracterizado por qualquer conduta que constranja, induza, influencie, restrinja, discrimine ou retalie o trabalhador em razão de seus direitos ou escolhas políticas.

O crime pode ocorrer de forma vertical (quando praticado por um superior hierárquico) ou horizontal, entre colegas do mesmo nível na empresa. Um exemplo típico é quando um empregador afirma que a empresa poderá fechar caso determinado candidato não seja eleito.

Entre as modalidades identificadas pelo MPT, destacam-se o assédio eleitoral documental, praticado por meio de memorandos e circulares, e o assédio eleitoral econômico, relacionado a benefícios como bônus e promoções.

A Constituição Federal garante a liberdade de consciência e o sigilo do voto. A Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias para acesso ou manutenção da relação de trabalho. A depender das circunstâncias, a conduta também pode caracterizar assédio eleitoral.

Como denunciar

O MPT orienta que as denúncias podem ser feitas de forma sigilosa ou anônima pelo site da instituição, ou ainda por meio das ouvidorias do Tribunal Regional do Trabalho. Além da plataforma do MPT, também é possível fazer queixas pelo site divulgado pelo MTE nesta quinta-feira.

O voto é secreto e livre, e nenhum empregador ou colega tem o direito de interferir na escolha política do trabalhador.

Jurista que votou em Flávio reconhece urnas, mas vê interferência do STF

29 October 2026 at 18:15

O jurista Ives Gandra, que votou em Flávio Bolsonaro (PL) para chefiar o Palácio do Planalto, defendeu o resultado das urnas eletrônicas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse à CNN Brasil que o STF (Supremo Tribunal Eleitoral) interferiu nas eleições.

Na avaliação do advogado, a Corte tomou decisões monocráticas que cabiam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, com isso, violou a Constituição de 1988.

Uma das decisões diz respeito ao despacho do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h, após relatos de dificuldade no transporte público em capitais como São Paulo e Salvador.

“Houve uma interferência do Supremo Tribunal Federal […] quase sempre de forma monocrática e não colegiada, e, com essa interferência, não se sabe avaliar qual foi o impacto em relação às eleições”, afirmou à CNN Brasil.

Gandra ainda afirmou que Flávio Bolsonaro errou ao se autodeclarar presidente do Brasil após a derrota nas urnas. “Ele [Flávio] fez um erro em dizer que era o presidente eleito. […] O povo votou no presidente Lula, mas de rigor, depois ele corrigiu, o que fez bem”, completou.

Para o jurista, Flávio “acertou no sentido de sair do Brasil“, porque “vai continuar com a liberdade de poder dizer o que pensa sobre o que está acontecendo”.

Gandra, que é um opositor histórico do PT (Partido dos Trabalhadores) e foi um dos principais nomes a elaborar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também criticou o gasto das contas públicas de Lula.

“Resta saber se ele vai ou não encontrar um excepcional ministro da Fazenda que consiga corrigir todos os erros praticados durante [os últimos] quatro anos, ou esfrangalhar as contas públicas brasileiras”, concluiu.

Entenda o caso

O ex-candidato Flávio Bolsonaro fugiu do país após perder o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. O senador foi para Miami, nos Estados Unidos, com a esposa, Fernanda, e as duas filhas na última terça-feira (27).

O sumiço de Flávio ocorreu depois de a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26). O filho de Jair Bolsonaro (PL) teria até as 11h para fornecer os documentos à corporação, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que não ocorreu.

Com isso, a PF cancelou tanto o passaporte comum quanto o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

Mesmo assim, a apuração da CNN Brasil indica que Flávio entrou nos EUA com o passaporte diplomático que a PF cancelou. Na Argentina, ele teria entrado com a cidadania italiana.

A medida da PF se baseou no receio de fuga de Flávio do Brasil em meio ao inquérito contra o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A abordagem também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse numa entrevista apoiar a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Flávio chegou aos EUA na quarta-feira (28), em um voo que saiu da Argentina e fez um pouso no Equador. Depois disso, o ex-candidato publicou uma carta com teor golpista, na qual se autodeclarava presidente do Brasil e questionava o resultado das eleições no país.

 

Governador pode renunciar para ser ministro de Lula

29 October 2026 at 17:40
Governador Piauí reconduzido ao posto, o petista Rafael Fonteles (PT) pode renunciar ao cargo antes mesmo de assumir seu segundo mandato, em janeiro do próximo ano, para assumir uma função dentro do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Fonteles é cotado para o Ministério da Fazenda, pasta considerada estratégica para projeção nacional, responsável pela coordenação da economia do país. Leia Também: POLÍTICA Trump critica eleições no Brasil e revela pedido de Lula para não intervir TEOR GOLPISTA Flávio Bolsonaro vira piada após se autodeclarar presidente em carta POLITICA Flávio Bolsonaro pode ter cometido crime grave ao divulgar carta A informação inicial é da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, repercutida também por sites locais do Piauí.Reeleito com 1.436.697 de votos, Fonteles é visto como um dos nomes para a sucessão de Lula, tendo como vice Washington Bandeira, também do PT.Lula pode pedir renúncia de Fonteles ao povoUma das alternativas para a renúncia de Fonteles é um ‘pedido especial’ de Lula ao povo do Piauí, nos moldes do que foi feito com Antônio Palocci em 2002, quando o presidente eleito petista solicitou que o então prefeito de Ribeirão Preto renunciasse seu mandato para assumir o Ministério da Fazenda.Questionado recentemente sobre a possibilidade, Fonteles tem negado a intenção de deixar o seu segundo mandato, que tem início a partir de janeiro de 2027.

MPT processa Meta em R$ 50 milhões por publicações com assédio eleitoral

29 October 2026 at 15:51

O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou, nesta quinta-feira (29), com uma ação civil pública contra a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, na qual cobra que a big tech tome medidas contra episódios de assédio eleitoral que vêm sendo registrados após o segundo turno das Eleições 2026, no domingo (25).

No documento, o MPT pede que sejam excluídas, em até 24 horas, publicações que incentivem a vigilância, exposição e demissão de funcionários por posicionamento político divergente. Pede, ainda, R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.

Segundo o órgão, foram registradas cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral até às 12h desta quinta-feira (29), pouco mais de três dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde a confirmação da reeleição de Lula à Presidência da República, circulam nas redes sociais diversas publicações que incentivam empresários e donos de empresas a  vasculharem as redes sociais de funcionários para descobrir em quem eles votaram e, se houver divergência política, pede que eles sejam demitidos.

“Apenas quatro publicações de um único perfil, com selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores, somavam mais de 2 milhões de curtidas”, diz o MPT.

O órgão pede também urgência para que a Meta remova, em até 24 horas, as publicações de assédio eleitoral, sob multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido, e exiba um aviso de que não compactua com manifestações que incentivam a discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política.

O MPT também requer a notificação dos perfis responsáveis por esses conteúdos e suspensão por 30 dias para aqueles que voltarem a publicar manifestações relacionadas.

MPT diz que Meta tem responsabilidade nos conteúdos postados nas plataformas

Para o MPT, a big tech permitiu a publicação e compartilhamento de “conteúdos ilegais” durante dias e ampliou o alcance de postagens do tipo ao recomendá-los por meio da aba “explorar” e “reels”.

“Se não os emprega para identificar a incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica”, afirmam os procuradores que assinam a ação.

A medida pede que a empresa crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, mude regras de uso para proibir conteúdos relacionados, reforce a moderação em períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça.

A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, além dos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim.

A CNN Brasil pediu um posicionamento da Meta, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

 

Eleições em Israel. Líder árabe-israelita rejeita acusações

29 October 2026 at 15:04
Mansour Abbas negou as acusações de suborno eleitoral feitas pelo partido de Netanyahu. Nem o partido do primeiro-ministro nem o partido de oposição obtiveram maioria parlamentar nas eleições.

© ATEF SAFADI/EPA

"O Raam não tem absolutamente nenhuma ligação com o caso em questão nem com outros casos semelhantes", afirmou Abbas, um dos principais candidatos da minoria árabe

Erika Hilton acusa Flávio Bolsonaro de articular golpe após derrota; veja vídeo

29 October 2026 at 14:51

A deputada federal Erika Hilton afirmou nesta quarta-feira (28/10) que Flávio Bolsonaro estaria tentando articular um golpe após a derrota nas eleições presidenciais. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela também criticou a ida do senador aos Estados Unidos.

Erika acusou Flávio de tentar deslegitimar o processo eleitoral por não aceitar o resultado das urnas. “O que Flávio Bolsonaro quer é arquitetar um golpe, é confundir o processo eleitoral”, declarou. As afirmações são da deputada e não constituem, por si só, comprovação de uma tentativa de golpe.

Ao final do vídeo, a parlamentar pediu que seus apoiadores evitem interagir com publicações de aliados do bolsonarismo e incentivou a mobilização em grupos ligados a ela e ao deputado André Janones. Erika também defendeu denúncias contra conteúdos que considera falsos ou ameaçadores.

Vídeo: @erikahilton

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Eleições deixam Israel num impasse político. Netanyahu e Eisenkot procuram caminhos para o poder

Partido de Netanyahu lidera a contagem, mas fica longe dos 61 mandatos necessários para uma maioria parlamentar, naquela que foi a eleição com maior afluência desde 1999. A participação dos eleitores árabes pode ser decisiva para afastar Netanyahu do poder.

Maioria de 61 cadeiras gera governo fraco em Israel, diz especialista

29 October 2026 at 13:47

A formação de um governo com apenas 61 cadeiras no Knesset, o Parlamento de Israel, é viável, mas resulta em uma administração extremamente frágil e suscetível a colapsos. A avaliação é de Samuel Feldberg, diretor acadêmico da StandWithUs Brasil, em entrevista à CNN.

Segundo Feldberg, a margem mínima de 61 cadeiras torna o governo vulnerável a qualquer dissidência interna. “Qualquer um que acorda com dor de barriga e decide não apoiar o governo, o governo cai”, afirmou.

Ele citou como exemplo o governo anterior, derrubado por uma discussão sobre a permissão de determinados alimentos nos hospitais durante a Páscoa Judaica. “Não foi nenhuma questão nuclear do Irã ou relação com os Estados Unidos ou entrega da Cisjordânia para os palestinos — uma questão alimentar, trivial, diária derrubou o governo”, destacou.

Fragilidade estrutural do sistema parlamentar israelense

Para Feldberg, um governo verdadeiramente estável em Israel precisaria de ao menos 65 ou 66 cadeiras. Ele também ressaltou que o presidente israelense não dispõe de instrumentos de coerção para influenciar o processo de formação de coalizão.

“O presidente tem que decidir para quem ele dá o mandato para formar a coalizão, mas ele não consegue trazer as partes para uma negociação e obrigá-los a formar um governo de coalizão”, explicou.

O especialista também mencionou a possibilidade de manobras legislativas após a posse dos novos membros do parlamento.

Segundo ele, a oposição, que inclui partidos árabes, poderia assumir o controle da presidência do parlamento — responsável por definir as pautas — e eventualmente legislar para impedir que candidatos sob investigação ou julgamento participem de processos eleitorais. “Isso eliminaria Netanyahu do processo eleitoral se houvesse novas eleições”, afirmou Feldberg.

O papel de Lieberman no cenário político israelense

Feldberg também traçou um perfil do ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, descrito como uma “raposa política” com longa trajetória no parlamento e no governo israelense.

De acordo com o especialista, Lieberman surgiu como representante dos imigrantes que chegaram da União Soviética após seu desmembramento, no início da década de 1990, consolidando-se posteriormente como uma figura da direita israelense — sem, contudo, ser associado à extrema direita.

“Ele não tem nada a ver com Ben-Gvir ou com Smotrich, mas tem posições muito firmes na direita israelense”, disse.

A plataforma eleitoral de Lieberman, segundo Feldberg, sempre foi historicamente radical contra a população árabe em Israel. Sua proposta mais controversa prevê a troca de territórios com os palestinos, mantendo os assentamentos na Cisjordânia, mas entregando a um eventual Estado palestino áreas israelenses habitadas predominantemente por árabes.

“Diminui a população árabe em Israel, entregando território onde vive predominantemente a população árabe”, explicou. A proposta nunca foi aprovada nem cogitada seriamente. Vale lembrar que a população árabe israelense representa cerca de 20% do total — o equivalente, em termos proporcionais, a mais de 40 milhões de eleitores no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Israel: sem vencedor declarado, partidos discutem coligações

Logo Agência Brasil

Com a contagem de votos ainda em andamento, não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria.

Com 85% das urnas apuradas, a coligação de Netanyahu garantia 54 dos 120 assentos no Parlamento. Já o bloco de Eisenkot somava 49 vagas. Por outro lado, os partidos árabes alcançariam a marca recorde de 17 cadeiras, o que levou o líder da coligação de esquerda maioritariamente árabe a defender a criação de "uma verdadeira aliança judaico-árabe".

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No entanto, a maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, durante a campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu não se cansou de retratar os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado.

Agora, o partido de Benjamin Netanyahu acusa os partidos de maioria árabe de terem "roubado" as eleições. A que se junta o apelo desesperado do ministro da extrema-direita, Ben Gvir, para prender os seus líderes.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, cita alegações infundadas de interferência estrangeira. A polícia israelense e o comitê central de eleições afirmaram que não há provas de fraude eleitoral.

A previsão é de que a contagem dos votos termine amanhã (30), e os resultados oficiais da eleição sejam formalmente publicados no dia 4 de novembro.

Os partidos vão ter que negociar e tentar chegar a uma coligação que tenha maioria no Congresso.

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Eleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo?

29 October 2026 at 09:00

As eleições em Israel terminaram sem um vencedor claro. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria.

Mas a política israelense gira em torno da formação de coalizões, e não de qual partido é o maior. Com isso, o caminho de Netanyahu para permanecer no poder está indefinido, mas a oposição também enfrenta dificuldades para chegar ao governo.

Os partidos contrários ao premiê estão fragmentados e divididos entre direita, esquerda e centro, além de separados entre partidos judeus e árabes.

O Yashar, de Eisenkot, é a maior legenda da oposição. Mas o caminho para que ele chegue ao poder passaria pela cooperação com os partidos árabes — algo que nem todos os líderes partidários da oposição estão dispostos a aceitar.

A contagem final dos votos é esperada até 30 de outubro, e os resultados oficiais da eleição são formalmente publicados uma semana após o pleito, no dia 4 de novembro.

Com isso, os partidos terão de negociar entre si e tentar chegar a uma coalizão que tenha maioria no Congresso.

Como acontecem as negociações pós-eleição em Israel?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Esse candidato não precisa necessariamente ser o líder do maior partido, mas aquele que, a critério do presidente, tiver mais chances de reunir uma coalização com a maioria de 61 cadeiras.

Assim, vencer a eleição de Israel não depende apenas dos votos e das cadeiras conquistadas, mas também da capacidade de construir — e manter — uma coalizão viável.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

Como nenhum dos lados tem uma maioria clara, um impasse parece um resultado plausível.

Herzog poderá tentar convencer Netanyahu e Eisenkot a formarem um governo de união nacional entre os dois maiores partidos, mas não está claro se esse arranjo seria sequer possível.

O premiê tem um longo histórico de romper acordos com políticos com quem firmou entendimentos semelhantes, e o líder opositor descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro.

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

Tarcísio afirma que orientou Flávio a ficar no Brasil após eleição

29 October 2026 at 01:28

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que recomendou a Flávio Bolsonaro (PL) que permanecesse no Brasil após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Estadão nesta quarta-feira (28), afirmou que não sabia que o senador pretendia viajar para os Estados Unidos.

A orientação foi discutida em um encontro com advogados e integrantes da campanha, entre eles o senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo o governador, a recomendação também era recorrer aos mecanismos previstos na legislação eleitoral, em vez de rejeitar o resultado. Ele sustentou que eventuais alegações de abuso de poder político e econômico deveriam ser apresentadas à Justiça por meio de ações de investigação.

“O conselho que nós demos a ele […] foi que ficasse”, relatou Tarcísio. “Foi na reunião na casa dos advogados, quando a gente discutia, por exemplo, o próprio recado à nação, que foi a gravação daquele vídeo. Ali ele não fala mais que não vai reconhecer o resultado. Isso não cabe. Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal”, disse o governador.

Embora tenha defendido a permanência do aliado no país, Tarcísio evitou condenar sua escolha. “Não julgo a decisão que foi tomada”, afirmou, mencionando a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, que está preso.

O governador também criticou a exigência de entrega dos passaportes de Flávio e classificou a medida como “intimidação”. “Uma pessoa que acabou de conquistar 60 milhões de votos, minutos depois da proclamação do resultado, já está sendo ali admoestado pela Polícia Federal, mas com que base? Essa é a pergunta”, disse Tarcísio.

Governador defende respeito às urnas

A entrevista ocorreu antes da divulgação da carta na qual Flávio se apresentou como presidente eleito e alegou fraude sem apresentar provas. Posteriormente, o senador alterou o documento e passou a se definir como líder do Brasil.

Após a publicação da carta, Tarcísio afirmou que o resultado eleitoral deve ser respeitado. O governador disse compreender a indignação do aliado, mas defendeu que a oposição fiscalize o governo e exerça suas funções dentro das instituições democráticas.

Flávio deixou o país apesar da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibia sua saída e exigia a entrega dos passaportes. A ordem foi expedida em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega irregularidades.

No segundo turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, ou 51,79% dos válidos, enquanto Flávio somou 59.826.041, equivalentes a 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação da votação não comprometeu o processo. “Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou após o resultado.

Aécio diz que carta com teor golpista de Flávio é “incompreensível”

29 October 2026 at 01:06

Nesta quarta-feira (28), o deputado federal Aécio Neves (PSDB) chamou de “incompreensível” o comportamento de Flávio Bolsonaro (PL) após o senador publicar uma carta com teor golpista, na qual se autointitula “líder do Brasil”, mesmo após o resultado da corrida presidencial no último domingo (25) confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.

Na carta, Flávio afirma que pretende liderar uma oposição ao governo do petista no país norte-americano. Em nota, Aécio afirmou que considera o exercício da oposição em uma democracia “tão relevante quanto o exercício dos próprios governos” e disse que essa oposição deve ser liderada em território nacional.

“Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.”

Partido da Social Democracia Brasileira) também reconheceu a vitória de Lula nas eleições deste ano. “Os brasileiros fizeram sua escolha nas urnas, exercendo um direito que é uma das mais belas conquistas da nossa democracia: o de escolher livremente seus representantes”, afirmou a sigla, em nota.

Aécio contestou o resultado das eleições em 2014

Em 2014, Aécio disputou a presidência contra a então presidente, Dilma Rousseff (PT), para quem perdeu no segundo turno.

À época, o PSDB contestou o resultado e pediu que os votos fossem auditados. Não foi encontrada nenhuma evidência que provasse irregularidade na votação.

Em entrevista à CNN Brasil, em 2022, Aécio novamente reconheceu que não houve fraude nas eleições de 2014.

“Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição. Os crimes ali cometidos foram de outra ordem”, afirmou.

Leia a nota de Aécio na íntegra:

Declaração do presidente nacional do PSDB,
Aécio Neves

É incompreensível o comportamento do candidato derrotado à Presidência da República. O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população. O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições.
Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.

E é o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular.

*Sob supervisão de João Ker

 

Após Flávio alegar fraude, TSE diz que “qualquer pessoa” pode auditar urnas

29 October 2026 at 00:34

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou nesta quarta-feira (28) que “qualquer pessoa” pode baixar os arquivos das urnas e auditar o resultado da eleição. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência, voltou a alegar fraude no segundo turno sem apresentar provas.

Em texto publicado em seu site, a Justiça Eleitoral destacou que os Boletins de Urna, o Registro Digital do Voto e os logs de cada equipamento estão disponíveis ao público. Os arquivos permitem verificar, seção por seção, o funcionamento das urnas, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitores que votaram.

“Esses arquivos contêm informações sobre o funcionamento do equipamento, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitoras e eleitores que votaram. Qualquer pessoa pode baixar os arquivos e auditar os resultados da eleição”, diz.

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A nota foi divulgada horas depois de Flávio publicar uma carta em que contesta a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma, sem apresentar elementos que sustentem a acusação, ter havido fraude. Na primeira versão, ele se declarava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e a substituiu por outra, sem a frase.

Um dos principais argumentos do senador é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19h de domingo (25). Segundo Flávio, a extensão teria produzido uma “impossibilidade matemática”, em referência ao crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno.

Os dados oficiais não sustentam a tese. De acordo com o TSE, 34.393 votos foram computados após as 17h no segundo turno. Lula venceu por cerca de 4,4 milhões de votos de diferença: 64.256.232 (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. Mesmo que todos os votos registrados depois das 17h tivessem sido dados ao petista, representariam menos de 1% da vantagem final.

Ainda nesta quarta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a eleição transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. Disse também que questionamentos apresentados “dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.

No domingo, após a proclamação do resultado, ele já havia declarado ter “absoluta segurança” no processo e que a prorrogação não comprometeu o pleito.

O PL, partido de Flávio, reconheceu a vitória de Lula em nota assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. O candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também reconheceram o resultado.

Flávio está nos Estados Unidos com a família e disse que pretende liderar a oposição do exterior. Ele deixou o Brasil na terça (27), apesar de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o proibia de sair do país e determinava a entrega dos passaportes. O senador seguiu pela Argentina e chegou a Miami na manhã desta quarta.

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