❌

Normal view

Telefones de emergência ficam fora do ar no RJ por quase 40 minutos

29 October 2026 at 23:33

Se algum morador do Rio de Janeiro ligasse para a PM (Polícia Militar) ou para o Corpo de Bombeiros, na madrugada desta quinta-feira (29), não conseguiria pedir socorro. Os números de emergência em todo o estado ficaram inoperantes devido a falha técnica da Oi, operadora responsável por administrar os contatos.

Segundo apuração da CNN Brasil, os chamados foram interrompidos às 00h41 e só retornaram à 01h20. A população não pôde entrar em contato nem com o 190 (PM), 192 (Samu) e 193 (Bombeiros).

O CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) chegou a notificar a imprensa sobre o ocorrido por volta de 01h15, logo antes do retorno das ligações.

“O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) solicita o apoio de todos na ampla divulgação de uma informação de utilidade pública. A operadora apresentou problemas e estamos com as linhas 193 inoperantes em todo o Estado, afetando o atendimento das chamadas de emergência”, diz trecho do alerta dos bombeiros.

Além do aviso, a corporação chegou a repassar contatos de celulares para funcionarem no lugar do tradicional 193.

A Oi teve a falência decretada no último mês de agosto pela Justiça do Rio de Janeiro. O grupo publicou o fato relevante confirmando a falência, conforme julgamento realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

No então comunicado oficial da época, a empresa informou que a decisão colegiada da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ negou os recursos movidos por Bradesco e Itaú, que haviam pedido a continuidade do processo de recuperação judicial da empresa. Em novembro de 2025, a falência do grupo já havia sido decretada, porém, a decisão acabou sendo suspensa depois de bancos terem recorrido.

LEIA TAMBÉM: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

Outro lado

A Oi, operadora responsável, enviou uma nota à CNN Brasil e alegou que houve um problema técnico nos equipamentos. “Em razão de uma falha física em um disco rígido de um dos servidores, houve instabilidade temporária na complementação de chamadas de alguns terminais de serviços de emergência. A companhia atuou prontamente para solucionar a ocorrência, e os serviços foram restabelecidos em menos de 40 minutos”, diz trecho da nota.

Procurado pela reportagem, o Governo de Rio do Janeiro ainda não se manifestou sobre o caso.

Governo libera R$ 68,6 milhões para combater incêndios e seca no Norte

Logo Agência Brasil

O Governo Federal informou nesta quarta-feira (28) que liberou R$ 68,6 milhões para ações de combate a incêndios em estados da Região Norte. Os recursos, enviados para o Amazonas, Pará e Acre, também se destinam ao combate à estiagem e à seca.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou ainda que enviou técnicos da Defesa Civil Nacional para os estados. Eles vão auxiliar, especialmente os municípios amazonenses e paraenses, nos processos de solicitação federal de situação de emergência e de liberação de recursos para assistência humanitária.

Notícias relacionadas:

Cidades com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. Até o momento, o ministério aprovou para o Amazonas 47 planos de trabalho, somando R$ 45,2 milhões. O estado tem 48 municípios com reconhecimento federal de situação de emergência vigente.

“Algumas cidades foram contempladas com mais de um decreto, resultando em 66 reconhecimentos, sendo 29 em razão da estiagem e 37 por causa dos incêndios”, disse o MIDR.

O Pará recebeu R$ 3,9 milhões, resultantes da aprovação de seis planos. Ao todo, 24 municípios estão reconhecidos com situação de emergência. Algumas cidades paraenses também foram contempladas com mais de um decreto, somando 28 reconhecimentos, sendo 16 em função das queimadas e o restante devido à falta de chuva.

Já o Acre recebeu R$ 19,3 milhões para o enfrentamento da seca, após a aprovação de 15 planos de trabalho. No total, 22 cidades estão em situação de emergência no estado.

Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as equipes em campo estão dedicadas a agilizar o reconhecimento federal da situação de emergência e, consequentemente, a liberação de recursos para assistência humanitária.

“Trabalharemos para agilizar o reconhecimento da situação de emergência e a liberação de recursos a cada demanda manifestada. Não há como mensurar quanto de recurso será disponibilizado. Tudo o que for necessário será liberado, conforme os planos de trabalho municipais e estaduais", afirmou.

Portimão acolhe o 1.º Congresso de Emergência Pré-Hospitalar

19 October 2026 at 18:07

Portimão recebe o 1.º Congresso de Emergência Pré-Hospitalar a 23 e 24 de outubro, com um exercício regional de múltiplas vítimas e formação.

O conteúdo Portimão acolhe o 1.º Congresso de Emergência Pré-Hospitalar aparece primeiro em Barlavento.

Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas

16 October 2026 at 12:22

VTM

O objetivo é reforçar a literacia em emergência, levando para a comunidade conhecimentos que podem fazer a diferença nos primeiros minutos de uma situação de paragem cardiorrespiratória.

Daniel Bernardo, presidente da associação, e Ricardo Ribeiro, vice-presidente, são ambos enfermeiros e trabalham no serviço de urgência do hospital flaviense. Foi precisamente a experiência profissional e a constatação das dificuldades sentidas perante situações de emergência fora do hospital que esteve na origem do projeto.

“Muitas das vezes estas pessoas já nos chegam num contexto onde não há praticamente nada a fazer”, explica Daniel Bernardo, referindo-se sobretudo às situações de paragem cardiorrespiratória. A intervenção dos meios de emergência é fundamental, mas o tempo que decorre até à chegada de uma equipa diferenciada pode ser determinante.

Foi dessa preocupação que nasceu a vontade de “passar um bocadinho de dentro para fora” e mostrar à população que “um pequeno gesto realmente pode salvar”. A associação foi formalizada em março de 2024, com 19 fundadores, e conta atualmente com cerca de 95 associados, entre enfermeiros, médicos, bombeiros, psicólogos, auxiliares e outros profissionais.

Ao longo deste período, foram realizadas 57 ações de formação certificadas pelo INEM e outras iniciativas dirigidas à comunidade. Os responsáveis contabilizam 1300 participações, destacando que, na maioria dos casos, houve contacto direto com manequins e treino das técnicas. “Não é só ouvir falar. São cerca de 1300 pessoas com prática”, sublinha Ricardo Ribeiro.

A metodologia passa por combinar uma componente teórica com a prática. “É fazer a junção daquilo que é a teoria e com o que é a prática”, resume Daniel Bernardo. A intenção é que a pessoa não fique apenas com uma informação, mas adquira ferramentas que possa utilizar perante uma situação real.

Suplemento Saude Formacao da APUEAF Daniel Bernanrdo Chaves PAM

“Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”
DANIEL BERNARDO
PRESIDENTE APUEAF

Um dos principais focos tem sido a comunidade escolar, envolvendo alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, mas também as populações do interior mais afastadas dos centros urbanos. Para Daniel Bernardo e Ricardo Ribeiro, a instalação dos equipamentos não deve ficar limitada às zonas com maior concentração populacional. “Um idoso de 70, 75 ou 80 anos que é perfeitamente autónomo, tem que ter o direito a ser salvo”, defende Daniel Bernardo

“Se nós perguntarmos, no fim, se alguma vez tinha feito isto na vida, a resposta é não”, relata Daniel Bernardo, a propósito das ações.

“Não podemos só contar com a ajuda externa”, afirma Daniel Bernardo, defendendo uma maior consciencialização da população para a necessidade de intervir nos primeiros minutos. O objetivo passa por criar uma verdadeira cultura de emergência, começando pelas escolas e estendendo-se às famílias, empresas, instituições e forças de segurança.

Nesse âmbito, a associação tem também apostado na formação em suporte básico de vida com desfibrilhador automático externo (DAE). A formação certificada tem sete horas, inclui componentes teóricas e práticas e termina com uma avaliação prática. Os formadores passaram por formação específica e a própria associação está acreditada enquanto entidade formadora.

O DAEé considerado pelos responsáveis como um passo importante na cadeia de sobrevivência. O equipamento analisa o ritmo cardíaco e, quando deteta uma situação compatível com desfibrilhação, permite administrar um choque elétrico para tentar reverter a arritmia.

A associação esteve na origem de uma proposta no âmbito do Orçamento Participativo Municipal de Chaves para a instalação de desfibrilhadores em diferentes pontos do concelho. Está agora em fase de implementação pelo município, que decidirá a localização dos equipamentos.

“O importante não é só chegar à comunidade”, explica Ricardo Ribeiro. “Queremos informação, queremos partilhar, queremos ferramentas no local e queremos que aquelas pessoas que foram formadas possam dar continuidade a isto.”

Saber reconhecer uma situação, ligar para o 112, iniciar compressões e utilizar um desfibrilhador quando disponível são, defendem, conhecimentos que deveriam fazer parte da cultura da população. “Hoje soueu que posso estar a ajudar a salvar, mas amanhã posso precisar de ser salvo”, resume Ricardo Ribeiro.

 

The post Literacia em emergência leva formação prática a cerca de 1300 pessoas appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

❌