Cornell. Procuradora pode ser afastada da investigação

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O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.
Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.
“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.
“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.
O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.
“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.
Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.
Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.
“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.
Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.
Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.
“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.
Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.
Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.
Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.
"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”

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O ministro da Educação opôs-se hoje a leituras simplistas do ‘ranking’ das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.
Fernando Alexandre falava hoje de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.
“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.
“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem (os resultados das duas) para desvalorizar o que é feito na escola pública – trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.
O ‘ranking’ hoje divulgado pela Lusa indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias.
A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.
“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua – temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.
Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.
Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.
“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram – porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.
Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.
Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.
“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.
Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.
Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.
Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.
“Eu sempre defendi os ‘rankings’, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço”, concluiu.
O conteúdo Ministro contra leitura simplista dos ‘rankings’ porque escolas públicas trabalham em condições “muito mais difíceis” aparece primeiro em O MINHO.
O movimento “Voz aos Estudantes” recolheu cinco mil assinaturas para exigir o fim dos exames nacionais, alegando que penalizam os alunos mais pobres e favorecem quem pode pagar para se preparar melhor.
“A realização de exames não é justa, porque não garante uma igualdade de oportunidades no ensino e no acesso ao ensino superior, como se pode confirmar pelos rankings de escolas conhecidos hoje“, disse hoje à Lusa João Baldaia, dirigente do movimento Voz aos Estudantes.
Para o aluno do 12.º da Escola Secundária Marco de Canavezes, os exames acabam por deixar “muitos estudantes para trás”, em especial os de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas.
Por outro lado, acrescenta o dirigente, os exames privilegiam quem “pode pagar a sua educação, ter explicações e preparar-se melhor” para provas feitas em “três horas que resumem três anos de trabalho”.
Nos primeiros 50 lugares dos rankings, que ordenam as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo ministério da Educação.
Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que mais de oito em cada dez notas máximas foram atribuídas a um estudante sem Apoio Social Escolar (ASE) e a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.
Para João Baldaia, estes dados não surpreendem, até porque nas escolas estas desigualdades são uma realidade bem conhecida.
A Voz aos Estudantes lançou um abaixo-assinado “que conta já com cerca de 5.000 assinaturas”.
“Não consideramos normal que, perante as injustiças que se revelam concretamente nestes dados, bem como nos dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos exames nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam”, escreve o movimento numa carta enviada às redações.
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Para os jovens, a divulgação de rankings de escolas, ordenadas tendo em conta as notas dos exames nacionais vem comprovar o “caráter profundamente injusto e elitizante dos exames”.
Os alunos defendem em alternativa aos exames uma valorização da avaliação contínua, para permitir que todos os estudantes tenham uma “verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior”.
O prazo anterior foi corrigido no edital do exame, publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O documento reúne perguntas sobre informações socioeconômicas que permitem a compreensão das características dos novatos no ensino superior. As respostas devem contribuir para melhorar os processos de avaliação da educação superior brasileira, de acordo com o Inep.
O questionário é destinado aos estudantes inscritos pelas instituições de educação superior que iniciaram, em 2026, e estão devidamente matriculados em um curso de bacharelado ou superior de tecnologia de uma das áreas avaliadas descritas no edital.
Eles devem ter até 25% da carga horária mínima do currículo do curso integral.
Embora os iniciantes estejam dispensados de fazer a prova do Enade, o preenchimento do questionário é obrigatório para atestar a situação de regularidade no exame.
O Enade 2026 será aplicado nas seguintes modalidades:
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos estudantes com o objetivo de verificar a aprendizagem dos conteúdos previstos nas diretrizes curriculares do curso, além do desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação geral e profissional.
Os resultados do Enade e as respostas dos candidatos ao Questionário do Estudante são usados na composição dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior dos cursos e das instituições de ensino.
A ansiedade que uma prova pode causar em um estudante costuma prejudicar possíveis bons resultados. A proximidade do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026, que acontecerá nos dias 8 e 15 de novembro, pode afetar a saúde mental de candidatos que buscam definir o futuro de suas carreiras.
Segundo um mapeamento realizado pelo Instituto Ayrton Senna, 79% de um grupo de 89 mil alunos do ensino médio relatou ter um ou mais sintomas de ansiedade, incluindo depressão em alto nível.
Diversos fatores podem contribuir para que esses sentimentos negativos apareçam, como o medo da frustração, do constrangimento próprio perante a família, além do receio do desconhecido que envolve a realização de um exame exaustivo.
À CNN Brasil, Daniel Reis, professor de biologia e coordenador pedagógico do Estratégia Vestibulares, explica que é importante encarar os estudos de forma séria, mas dentro das próprias limitações.
O profissional afirma que o tempo recomendado de estudo diário nas semanas que antecedem o Enem não pode ser muito superior àquilo que o candidato já está acostumado a fazer.
“Esse é o principal erro relacionado à sobrecarga de estudos. Quando o aluno acha que é possível recuperar 1 ano inteiro de estudo em 1 mês, as chances de um esgotamento mental crescem absurdamente”, avalia.
O preparador recomenda que o aluno faça acompanhamento profissional por meio de cursos pré-vestibulares ou invista em mentorias especializadas para ter um tempo de estudo de qualidade.
Outros pontos que podem contribuir para uma preparação saudável antes do exame envolvem o ambiente em que o estudo acontece. Apoio familiar e qualidade de sono são essenciais para reduzir o impacto na saúde mental de uma pessoa que já lida com um momento que, por si só, é conturbado.
Daniel Reis recomenda a diminuição do uso de redes sociais durante esse período.
O professor aponta que é comum que pessoas que demonstram desempenhos extraordinários não mostrem todo o esforço prévio que precisou ocorrer para isso nas redes, além de esconderem os maus resultados eventualmente obtidos.
“Afinal, ninguém quer mostrar derrota nas redes sociais”, opina. “Então, se o candidato não quiser se expor a esse tipo de conteúdo, o melhor é evitar o uso de redes sociais no período mais próximo aos vestibulares.”
O preparador Daniel Reis afirma que simular o próprio dia da prova pode aliviar algumas das angústias que podem aparecer no momento do exame.
“É importante simular tudo: a preparação do material que será levado para a prova, o horário de acordar, o trajeto que vai te levar até o local de prova, tudo”, afirma o professor.
Ele segue: “O medo do desconhecido tem potencial de aumentar a ansiedade. Assim, faz sentido minimizar todas as possíveis surpresas antes do dia da prova.”
As inscrições gratuitas devem ser feitas pela plataforma do Programa Futuras Cientistas. As atividades ocorrerão entre 4 e 29 de janeiro.
Das vagas disponíveis, 320 são destinadas a alunas do 2º ano do ensino médio regular, integral, semi-integral ou técnico da rede pública estadual. As outras 150 são para professoras da rede pública estadual. Cada candidata deve escolher um dos 114 projetos de trabalho disponíveis. Desse total, 20 são oferecidos na modalidade remota.
Para participar, as estudantes devem enviar o boletim escolar, e as professoras, o diploma de graduação em licenciatura.
Os docentes precisam ter cadastro na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de apresentar a documentação prevista no edital.
O edital reserva ainda 30% das vagas para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Também há vagas destinadas a pessoas com deficiência e a mulheres transexuais, travestis e mulheres intersexo.
A Imersão Científica coloca as participantes em contato com ambientes de pesquisa e com diferentes etapas da produção do conhecimento. Durante as atividades, estudantes e professoras podem acompanhar pesquisadores, conhecer técnicas e equipamentos e desenvolver experiências relacionadas aos projetos escolhidos.
As atividades terão carga horária de 80 horas distribuídas em 20 dias úteis. Cada participante selecionado receberá um auxílio de R$ 300, pago em parcela única pelo CNPq.
A primeira fase do vestibular da Fuvest 2027 acontece no próximo domingo (1º), e a CNN Brasil reuniu as principais informações para que os estudantes possam realizar o exame sem esquecer nenhuma regra que impeça a participação.
Os candidatos devem levar obrigatoriamente um documento de identificação, digital ou físico, e caneta esferográfica, azul ou preta, de corpo transparente. Além disso, a fundação também recomenda que os vestibulandos conheçam com antecedência o trajeto até o local da realização da prova, a fim de calcular a distância e o acesso por transporte coletivo, carro de aplicativo ou veículo particular, a fim de evitar imprevistos.
Para realizar a prova, os estudantes devem estar atentos ao arrumarem suas mochilas para a prova, separando também a caneta esferográfica com corpo transparente. Mas, além dos dois itens obrigatórios para realizar a prova, há uma lista de objetos vetados e permitidos.
A 1.ª fase do seu Vestibular 2027 ocorre em 30 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, do interior e do litoral paulista, além de Fortaleza (CE). Ao todo, 88 locais receberão os vestibulandos. A abertura dos portões das escolas acontecerá às 12h, com fechamento dos portões e início da aplicação da prova às 13h.
Nesta edição do processo seletivo, 106.165 candidatos estão inscritos para a 1ª Fase. Desse total, 12.337 participarão do vestibular na modalidade de treinamento, ou seja, sem ter concluído o Ensino Médio – os candidatos que concorrem efetivamente são 93.828.
Os vestibulandos disputarão 8.147 vagas, assim distribuídas: 4.888 para a modalidade Ampla Concorrência; 2.053 para egressos de escolas públicas (EP); e 1.206 para egressos de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (EP/PPI).
Fuvest divulga mudanças da 2ª fase do Vestibular da USP em 2028
Cultura, ambiente, património, cidadania e desporto são algumas das áreas abrangidas. Facilitando a consulta das atividades pedagógicas para os alunos e a inscrição das turmas pelos docentes.
O conteúdo Plataforma online reúne atividades educativas de VRSA para 2026/2027 aparece primeiro em Barlavento.

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Mais de 5 000 participantes, 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários. São estes os números da edição de
O conteúdo «ANT GAMES» 2026 encerra a 4ª edição na Guia, tendo juntado mais de 5 000 pessoas ao longo de 4 dias aparece primeiro em Algarve 7.


O palco hoje não é o Parlamento, mas o anfiteatro. São 9h00 do dia 30 de Outubro. À sua frente, Fernando Alexandre tem perto de duas centenas e meia de estudantes do Ensino Secundário, na Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro, em Ovar.
Diante de olhos espevitados pela curiosidade, o homem que gere os destinos da Educação, Ciência e Inovação do país reencontra-se com a sua vocação mais pura: professor. Vai dar uma aula de Literacia Financeira, com o foco no tema da Poupança.
De acordo com as metas de aprendizagem estipuladas para o Secundário, os alunos que Fernando Alexandre tem diante de si deverão ser capazes de comparar diferentes produtos financeiros e o risco que lhes está associado. É com base nesta meta que se preparou.
Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior, também estudou a lição. Não menos exigente. Os alunos do 3º Ciclo devem reconhecer que a aplicação de poupanças em instrumentos financeiros diversificados pode diminuir o risco associado ao investimento e manifestar comportamentos de proteção em relação a situações de fraude financeira e digital (abordada parcialmente). E a professora universitária emprestada ao Governo tem à sua frente cerca de 100 alunos do 3. Ciclo do Ensino Básico da Escola Secundária Miguel Torga, em Queluz.
A iniciativa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” foi criada em 2025 pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em parceria com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF). Hoje volta a mobilizar centenas de estudantes e docentes do ensino superior das áreas de Economia, Gestão, Finanças e Contabilidade, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira.
As aulas são em todos os ciclo de estudo e todos eles têm naturalmente metas de aprendizagem. No 1º Ciclo trata-se de compreender a importância da poupança e os seus objetivos; reconhecer a importância da tomada de decisão e a necessidade de fazer escolhas que impliquem ganhos ou perdas (abordada parcialmente) e distinguir necessidades de desejos e rendimentos de despesas (abordada parcialmente).
No 2º Ciclo, as metas apontam ao seguinte: Compreender formas de aplicação e de remuneração da poupança e reconhecer a importância do planeamento, a médio e a longo prazo, da poupança e dos investimentos. (abordada parcialmente).
Foi com base nas metas estabelecidas que os governantes e os administradores do Banco de Portugal, CMVM e ASF prepararam as aulas que dão neste momento ou logo à tarde.
José Maria Brandão de Brito, secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, está esta manhã na Escola Secundária da Cidadela, em Cascais, e Cláudia Reis, dos Assuntos Fiscais, na Escola Secundária de Montemor o Novo.
Álvaro Santos Pereira, que durante anos ensinou as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University em Vancouver, no Canadá, regressa à profissão e aos bancos da escola, viajando, de tarde, do Banco de Portugal até à Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.
Na Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, o professor de Literacia Financeira chama-se Rui Baleiras e é vice-presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e o presidente, Gabriel Bernardino vai à Escola Básica e Secundária do Cadaval.
Também o presidente e a vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) vestem a pele de professor por um dia. Luís Laginha de Sousa na Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, e Inês Drumond na Escola EB 2,3 de Alcanede, em Santarém.
Elevar os níveis de literacia financeira dos alunos é uma prioridade dos atuais inquilinos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que tornou esta dimensão obrigatória em todos os anos de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
O trabalho iniciado no Dia Mundial da Poupança de 2025 continuou pelo ano letivo, sendo alargado a outras áreas da Literacia Financeira e Empreendedorismo.
Segundo o MECI, além dos conteúdos dedicados à poupança, foram preparados e validados recursos sobre Orçamento Familiar e Fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária e sobre Sistemas e Produtos Financeiros assim como Ser Empreendedor, em parceria com a associação Junior Achievement.
O dia de Bruna Pereira pode começar com aulas de português e terminar a tocar fagote num concerto. A aluna não se surpreende por isso que o Conservatório de Música do Porto seja a primeira escola pública nos rankings deste ano.
“Nós aqui temos um ritmo de trabalho que nas outras escolas as pessoas não têm. O facto de termos de conciliar as disciplinas normais com a música faz-nos ter uma resiliência de trabalho e uma organização que as outras pessoas não têm”, explicou a aluna de 11.º ano.
O Conservatório de Música do Porto, a escola pública que teve melhores médias nos exames do secundário em 2025, tem 1.025 alunos de 14 nacionalidades, do 1.º ao 12.º ano.
Envolve o regime supletivo, para aqueles que frequentam outra escola do ensino geral e depois frequentam ali a parte artística, os que articulam uma escola do ensino geral com o Conservatório e os alunos do ensino integrado que frequentam integralmente aquela escola, contou à Lusa o diretor.
Marco Pereira também não ficou surpreendido com a classificação no ranking, que disse resultar do esforço dos responsáveis do Conservatório de Música do Porto para serem “cada vez mais organizados, disponíveis e atentos àquilo que são as necessidades da sociedade”. Mas também de os alunos “desde muito pequenos adquirirem rotinas de trabalho muito positivas”.
Dessas rotinas, assinalou que os alunos aprendem a “escutar-se desde cedo” e, com isso, “saber avaliar-se” e “saber lidar, às vezes, com as limitações que precisam de ser ultrapassadas” o que lhes confere “qualidades e capacidades que acabam por se repercutir no seu percurso”.
A professora de Português Helena Vouga complementou o raciocínio do diretor argumentando, quando questionada se os alunos do conservatório são diferentes, que o seu “cérebro é ativado em outras partes” quando “começam a estudar música muito jovens”. “Isso pode potenciar que sejam melhores alunos”, afirmou.
Parte essencial desse processo passa, também, explicou a professora, pela redução dos trabalhos para casa, permitindo-lhes, assim, “dedicar muito tempo ao instrumento”. Trata-se de “uma gestão diferente, mais criteriosa” para alunos que, no 12.º ano, vão muitas vezes fazer provas nas faculdades de música no estrangeiro”.
Sobre o perfil do aluno do conservatório, Helena Vouga disse serem “pessoas empáticas, criativas”: “São músicos, mas no fundo são adolescentes, como outros quaisquer, só que têm uma grande carga de responsabilidade”.
Admitiu “ser complicado pensar, por exemplo, que eles estão de manhã na aula de Português e, à noite, estão a dar um concerto, ou a ser solistas, ou tocar na orquestra, na Casa da Música”.
"São especificidades que temos de ter em consideração. E eu, às vezes, nem sei como é que eles conseguem. É complicado. E portanto tem de haver muita compreensão também da parte do professor.”
Bruna Pereira confirma a descrição da docente: “Os professores encaram-nos de maneira diferente e percebem que nós temos outras responsabilidades (…) sendo o ensino direcionado para as nossas vocações e para o nosso percurso”.
Filha de um clarinetista, Bruna cumpriu todo o percurso escolar no Conservatório de Música do Porto e, embora tenha começado por tocar violoncelo aos 3 anos, confessa que se apaixonou pelo fagote.
Também aluna de fagote, Carolina Epalanga está no 12.º e, tal como Bruna, fez todo o percurso no Conservatório pelo gosto que “sempre teve pela música”. Contou-lhe a mãe que quando era pequena fazia harmonias ao ouvir a chuva cair. Com irmãos a estudar noutra escola, Carolina testemunha que quando tinha a idade deles tinha “mais responsabilidade do que eles têm agora”.
Fruto da exigência com que os alunos do Conservatório de Música do Porto são confrontados diariamente, a aluna afirmou-se segura de que, quando concluir a formação, irá “estar muito mais preparada” para se “desenrascar, ter mais responsabilidades, conseguir conciliar dois trabalhos ao mesmo tempo, por exemplo”.
Questionada sobre como é que concilia, por exemplo, ter aulas de manhã e um concerto à noite, Carolina explicou que os alunos estão “habituados desde pequenos a ter esses concertos”. “Temos sempre de ter calma, perceber que o dia vai ser longo e consolidar e guardar a energia para o concerto”, disse.
E também ajuda saber que tocar num concerto “é muito divertido”: “Estar a tocar e mostrar o que nós aprendemos ao público”.
Acompanhando a realização oficial do Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio), nos dias 8 e 16 de novembro, a CNN Brasil transmitirá duas lives especiais, a partir das 20h (horário de Brasília), para a correção das principais questões de ambas as provas.
Ao longo da programação, diversos professores convidados discutirão os temas de maior repercussão e outras questões da prova em tempo real, oferecendo um guia imediato para estudantes entenderem seu desempenho logo após o teste.
Com aproximadamente três horas de duração, a exibição também trará dinamismo ao permitir que os espectadores interajam com os profissionais por meio do chat do YouTube e do TikTok da CNN Brasil.
O Enem de 2026 tem 5.051.345 inscrições confirmadas, segundo dados do painel do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). As mulheres representam 63,98% dos inscritos, o equivalente a 3.232.013 participantes.
O levantamento também mostra que 13.821 candidatos têm mais de 60 anos, evidenciando a diversidade de perfis entre os participantes do exame.
Do total de inscritos, 3,4 milhões tiveram a taxa de inscrição gratuita, o que corresponde a 68% dos candidatos. De acordo com os dados do Ministério, o estado de São Paulo lidera o ranking do número de inscrições, com 851,8 mil estudantes inscritos, enquanto Roraima ficou em último lugar, com 15,3 mil.
*Publicada por Luiza Zequim, da CNN Brasil, com informações de Giovana Christ, da CNN Brasil. Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil

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