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Três eventos relevantes para a Galp

28 October 2026 at 00:08

Poucos dias depois do 20º aniversário da sua cotação em bolsa (que este ano não comemorou, não sei porquê), a Galp anunciou que os seus resultados líquidos na base de valorização das reservas ao custo de reposição, atingiram 1,494 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, e que terminou as negociações com os accionistas da Moeve para a fusão das operações de refinação e de distribuição de combustíveis.

Vale a pena reflectir sobre o que estes três eventos nos dizem sobre a empresa.

Há 20 anos a Galp era uma empresa centrada em Portugal, onde operava duas refinarias de petróleo e tinha uma quota de mercado superior a 30% no retalho de combustíveis, e de mais de 60% no gás natural. Operava também em Espanha, com uma quota de mercado nos combustíveis de cerca de 6%, e tentava entrar na distribuição de gás natural. Controlava cerca de 120 postos de abastecimento em vários dos PALOP. Dava os primeiros passos no sector da energia eólica. Produzia em Angola aproximadamente 9.000 baris de petróleo por dia, e tinha acabado de iniciar as actividades de perfuração no Brasil. A participação da pesquisa e produção na formação do seu EBITDA era de 3,7%.

E a primeira cotação da sua acção foi 5,81 euros.

A Galp actual é bem diferente. Encerrou a refinaria de Matosinhos, que se tinha tornado deficitária. Perdeu quota de mercado na distribuição de combustíveis, face à concorrência das marcas brancas e dos hipermercados. Vendeu a participação nas redes de distribuição de gás natural, e concentrou-se na comercialização. Cresceu algo nos segmentos das energias renováveis e distribuição de electricidade. Mas foi na pesquisa e produção que verdadeiramente cresceu: com uma produção de 130.000 barris por dia no Brasil, este segmento representa actualmente 65% do EBITDA.

É a evolução no “upstream” e a valorização da produção no Brasil que leva a empresa a apresentar hoje resultados record, não a distribuição de combustíveis. Em Portugal, a Galp continua importadora de petróleo, e tem de pagar o produto ao preço de mercado. E produz combustíveis, que coloca no mercado a um preço que reflete as cotações internacionais – se não fosse assim, a refinaria de Sines venderia para exportação, não para o mercado nacional. Este ano beneficia do efeito causado pela guerra no Médio Oriente, que provoca uma redução de até 20% nas quantidades de petróleo e combustíveis, e determina o aumento de preços por via da pressão da procura – e é por isso que defendo que não vale a pena perder tempo a imaginar formas de tributar estes “lucros excessivos”, que não o são.

Recentemente tinha iniciado um processo de negociações para a fusão dos segmentos de downstream com a Moeve, visando a criação de uma empresa com dimensão relevante na Europa, deixando de fora o segmento “upstream”, verdadeira “jóia da coroa”. Era um projecto interessante, embora a sua concretização fosse difícil e tivesse levantado críticas e receios de perda de capacidade de decisão nacional sobre a refinação – o que me parece não ter fundamento porque o que pesa nestas matérias é o juízo de rentabilidade, não o nacionalismo económico. O fim do projecto terá resultado de não ser possível conseguir consenso relativamente a temas estratégicos e comerciais. A reacção do mercado foi imediata: o projecto era entendido como interessante, e o seu abandono ditou uma quebra de cerca de 10% na cotação das acções da Galp, mesmo após o anúncio dos resultados.

E a acção Galp está cotada a 20.93 euros no dia em que escrevo este artigo.

Disputa política entre estudantes termina em confusão dentro da PUC Goiás

20 October 2026 at 19:03

Estudantes favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um bate-boca no Campus V da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), em Goiânia, na manhã desta terça-feira (20/10). A discussão tomou um dos corredores da instituição, com gritos, palavras de ordem e provocações entre os grupos.

Gravações feitas por pessoas que estavam no local registraram manifestações verbais durante o desentendimento. Entre as expressões ouvidas estavam “ladrão” e “Vorcaro”. A situação chamou a atenção de outros integrantes da comunidade acadêmica e exigiu a atuação da equipe de segurança da universidade.

Além do confronto verbal, relatos apontaram o lançamento de bombinhas nas dependências do campus, o que levou os profissionais de segurança a verificar a situação. Imagens encaminhadas à reportagem também mostraram adesivos supostamente ligados à candidatura de Flávio Bolsonaro retirados de veículos estacionados. Até o momento, não foi possível determinar o que deu início à discussão.

Em nota, a PUC Goiás informou que manifestações político-partidárias são proibidas nas dependências da instituição desde a publicação do Ato Próprio Normativo nº 001/2022-CHN/GR, em 19 de agosto de 2022. A regra impede comícios, ações de campanha, distribuição de material eleitoral, panfletagem e divulgação de propaganda política nos espaços físicos e nos canais digitais da universidade.

A instituição confirmou que estudantes iniciaram um ato político nas dependências da Escola de Direito, Negócios e Comunicação. Assim que identificaram a atividade, os profissionais de segurança orientaram os participantes a encerrá-la, conforme as normas internas. A universidade também reafirmou o compromisso com o respeito à pluralidade de ideias, ao diálogo e à convivência democrática no ambiente acadêmico.

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GNR encontra pai e criança após rixa familiar à entrada da A4

15 October 2026 at 19:35

VTM

Segundo fonte da GNR, o pai e a filha localizados em Bragança e “estão bem”. Foram encaminhados para o comando distrital da GNR, sendo que o processo foi encaminhado para a Polícia Judiciária, que fica com a responsabilidade da investigação.

Recorde-se que hoje ao início da tarde houve uma rixa, porque o pai terá fugido com a filha e deixado a mulher que vivia em Macedo de Cavaleiros.

Perto da A4 instalou-se a confusão e um acidente que envolveu três veículos, do qual resultou um ferido grave e seis ligeiros.

Segundo Paulo Ferro, 2.º comandante dos bombeiros de Bragança, “houve uma altercação de ordem pública entre indivíduos de etnia cigana envolvendo três veículos ligeiros. Entre os embates, despistes e tentativas de atropelamento resultam seis vítimas leves e uma mulher sofreu ferimentos graves, com cerca de 50 anos”.

“Os sete feridos, entre os 19 e os 57 anos, foram transportados para o hospital pelos bombeiros de Bragança. Na assistência às vítimas estiveram também a equipa da VMER de Bragança e o helicóptero de Macedo de Cavaleiros, que acabou por não fazer nenhum transporte”, acrescentou Paulo Ferro.

Adiantou ainda que a vítima grave “foi retirada de dentro do veículo porque não conseguia sair pelos próprios meios, mas não corre risco de vida”.

O alerta foi dado às 13h43 e para o local foram mobilizados 12 operacionais, apoiados por seis veículos e um meio aéreo.

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Um ferido grave e seis ligeiros em despistes e tentativas de atropelamento na A4

15 October 2026 at 15:06

VTM

Segundo Paulo Ferro, 2.º comandante dos bombeiros de Bragança, “houve uma altercação de ordem pública entre indivíduos de etnia cigana envolvendo três veículos ligeiros. Entre os embates, despistes e tentativas de atropelamento resultam seis vítimas leves e uma mulher sofreu ferimentos graves, com cerca de 50 anos”.

“Os sete feridos, entre os 19 e os 57 anos, foram transportados para o hospital pelos bombeiros de Bragança. Na assistência às vítimas estiveram também a equipa da VMER de Bragança e o helicóptero de Macedo de Cavaleiros, que acabou por não fazer nenhum transporte”, acrescentou Paulo Ferro.

Adiantou ainda que a vítima grave “foi retirada de dentro do veículo porque não conseguia sair pelos próprios meios, mas não corre risco de vida”.

O alerta foi dado às 13h43 e para o local foram mobilizados 12 operacionais, apoiados por seis veículos e um meio aéreo.

Entretanto, segundo a GNR teve conhecimento de “desavenças entre diversas pessoas”, no nó da Seara, junto da entrada para a autoestrada A4.

A mesma fonte adiantou que os desacatos terão tido início entre dois progenitores, de uma criança de três anos, após o pai da menor ter fugido com esta, estando, neste momento, “em parte incerta”.

Segundo a GNR, o rapto está agora nas mãos da Polícia Judiciária.

Notícia atualizada às 16h00 

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