A Comissão Europeia propôs hoje que o empréstimo de 45 mil milhões de euros à Ucrânia em 2027 seja dividido em 31,7 mil milhões para a área da Defesa e os restantes 13,3 mil milhões em apoio orçamental.
Estes 45 mil milhões de euros que serão emprestados à Ucrânia em 2027 fazem parte do empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia (UE) no início deste ano, tendo já 45 mil milhões sido alocados em 2026.
Em comunicado, a Comissão anunciou que propôs hoje ao Conselho que aprove as verbas do empréstimo para 2027, após ter feito uma avaliação positiva à estratégia de financiamento da Ucrânia.
O executivo comunitário propõe que 31,7 mil milhões de euros sirvam para financiar a “capacidade de defesa industrial” da Ucrânia e que os restantes 13,3 mil milhões se destinem a apoio orçamental.
Na nota informativa, a Comissão Europeia acrescentou que o apoio orçamental “ficará sujeito a condições rigorosas em matéria de Estado de direito, luta contra a corrupção, resiliência económica e sustentabilidade”.
Citada no comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que, com a proposta agora apresentada, a Ucrânia fica com a “previsibilidade necessária” e com capacidade de “garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais”.
“Juntamente com os nossos aliados, temos de fazer tudo ao nosso alcance no sentido de pressionar a Rússia e pôr termo à sua bárbara guerra de agressão”, afirmou.
Esta proposta vai ser agora analisada pelo Conselho da UE – que representa os Governos dos Estados-membros –, ao qual caberá decidir se mantém esta repartição de verbas.
Após a aprovação do Conselho da UE, a Comissão prevê adotar as “medidas necessárias para assegurar que os desembolsos à Ucrânia arranquem no início de 2027”.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Óscar Puente diz que "o mais fácil seria sair" mas garante que a sua prioridade é esclarecer as causas dos desastres e recuperar a confiança no sistema ferroviário.
Investigação teve início na sequência de um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual um indivíduo encapuzado apelava a outros jovens para que se juntassem aos atos de sabotagem
As autoridades espanholas detiveram cerca de uma dezena de pessoas ligadas ao movimento de caráter violento "Blocus", incluindo o alegado líder, antes de novos atos de vandalismo planeados planeados para o 'Halloween', no sábado.
As detenções foram efetuadas no âmbito de operações realizadas um pouco por todo o país, nomeadamente em Valência, Bilbau, Málaga e Tenerife, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press.
Segundo as autoridades espanholas, um grupo sem autores identificados atua sob a palavra ou etiqueta "Blocus", e alegadamente em nome da "qualidade da escola", num lema e terminologia inspirados no movimento que há semanas mobiliza protestos em França.
Os detidos são acusados de instigar a realização de múltiplas pilhagens, apelando aos jovens para que se juntassem ao protesto utilizando armas e também para que fabricassem 'cocktails' molotov, com o objetivo de sobrecarregar os agentes da polícia que enfrentassem as sabotagens.
O apelo deste movimento visava novos atos de vandalismo contra superfícies comerciais neste sábado, 31 de outubro, por ocasião da celebração do 'Halloween'.
Por este motivo, as forças de segurança espanholas intensificaram a monitorização das redes sociais e prepararam dispositivos especiais.
Além disso, muitos estabelecimentos comerciais blindaram-se, tapando as montras com tábuas de madeira no centro de cidades como Madrid, Valência ou Barcelona, sendo na capital catalã que se esperam mais distúrbios, tal como aconteceu no sábado passado.
O suposto líder do "Blocus" em Espanha foi detido hoje em Picanya (Valência), 24 horas antes do Halloween.
O Serviço de Informação da Guarda Civil espanhola acusou este jovem de 20 anos de ser o "fundador e principal impulsionador" do movimento de caráter violento.
A investigação teve início na sequência de um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual um indivíduo encapuzado apelava a outros jovens para que se juntassem aos atos de sabotagem, imitando o que tinha acontecido anteriormente em França, uma vez que, segundo ele, "com os protestos pacíficos, nem lhes davam a mínima".
A Guarda Civil indicou que o detido em Picanya tinha como objetivo "coordenar os saques em tempo real" em lojas de várias cidades que considerava acessíveis neste sábado, quando muitos jovens têm previsto celebrar o Halloween.
Para além do seu canal no Telegram, o "Blocus" atrai seguidores com vídeos no TikTok e cartazes, criados com inteligência artificial e códigos QR, a partir dos quais os interessados são encaminhados para grupos do WhatsApp e do Telegram e, posteriormente, para canais privados.
Noutra operação, a Guarda Civil espanhola também deteve em Santa Cruz de Tenerife dois jovens, um deles menor de 16 anos, acusados de utilizar ferramentas de comunicação encriptada para evitar a localização e divulgar instruções para cometer atos de vandalismo e sabotagem, incluindo conselhos para "sobrecarregar as forças e corpos de segurança".
As primeiras detenções de jovens ligados ao "Blocus" aconteceram na sequência dos graves distúrbios de 24 de outubro no centro de Barcelona: as forças policiais detiveram no local 128 pessoas, 72 das quais menores de idade, o que aumentou a preocupação quanto à capacidade de mobilização entre os mais jovens.
A polícia catalã solicitou ao Centro de Inteligência contra o Terrorismo e o Crime Organizado (CITCO) do Ministério do Interior espanhol que instasse as plataformas a encerrarem os canais que divulgavam estas convocatórias.
“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da EU?”
A DECO INFORMA…
A partir de 1 de novembro de 2026, as pequenas encomendas provenientes de países fora da União Europeia passam a estar sujeitas a uma taxa de tratamento aduaneiro de dois euros. A medida pretende reforçar a fiscalização dos produtos vendidos online e proteger os consumidores.
A DECO considera que a nova taxa de tratamento de encomendas pode contribuir para melhorar o controlo dos produtos que entram no mercado europeu, mas alerta que a sua eficácia depende da aplicação das receitas no reforço dos meios das autoridades aduaneiras.
O aumento das pequenas encomendas provenientes de plataformas de comércio eletrónico de fora da União Europeia dificulta a fiscalização do cumprimento das regras europeias de segurança. Os riscos incluem brinquedos que podem provocar asfixia, vestuário com substâncias químicas nocivas e equipamentos elétricos suscetíveis de causar choques ou incêndios.
Uma análise a 162 produtos adquiridos nas plataformas Temu e Shein revelou que 69% não cumpriam os requisitos aplicáveis e foram considerados potencialmente perigosos. Testes distintos a produtos da Temu identificaram taxas de desconformidade de até 96%.
A taxa de tratamento de dois euros complementa o direito aduaneiro de três euros, em vigor desde 1 de julho de 2026 para pequenas encomendas de valor inferior a 150 euros. Enquanto o direito aduaneiro incide sobre as importações de baixo valor, a nova taxa pretende financiar o tratamento das encomendas e a verificação da segurança dos produtos.
A DECO defende que estes encargos devem ser suportados pelos importadores, alertando para o risco de serem transferidos para os consumidores. O preço total deve ser apresentado antecipadamente, antes da conclusão da compra.
Reforçar a fiscalização
Para a DECO, o sucesso da medida depende da utilização efetiva das receitas no reforço dos recursos das autoridades aduaneiras. Só com meios adequados será possível intensificar os controlos, impedir a entrada de produtos que não cumprem as normas europeias e proteger a saúde e a segurança dos consumidores, independentemente da origem dos artigos ou do canal de venda.
O Fórum Europeu da Juventude e os conselhos nacionais de juventude de 28 países solicitaram hoje uma reunião urgente com a presidente da Comissão Europeia a propósito da onda de protestos em várias cidades.
Numa carta dirigida a Ursula Von der Leyen, as organizações pedem que seja convocado o Conselho Consultivo da Juventude da presidente, em que estão representadas, com caráter de urgência, antes da reunião do Conselho Europeu, em 17 e 18 de dezembro.
No texto, os representantes dos jovens manifestam-se preocupados com a onda de protestos pela habitação e pela educação em várias cidades europeias.
"Há uma diferença fundamental entre protesto pacífico e violência. Os jovens que marcham por melhores escolas, habitação acessível e voz sobre o seu futuro estão a exercer um direito", lê-se na carta.
As organizações condenam os episódios de violência, por parte de alguns manifestantes, como aconteceu recentemente em França, mas também por parte das autoridades na forma como respondem aos protestos.
A carta é assinada pelo Fórum Europeu da Juventude e por 30 organizações de 28 países, incluindo o Conselho Nacional de Juventude português.
Em comunicado, os representantes dos jovens portugueses acrescentam que as organizações exigem ainda "que as restrições às manifestações não sirvam para calar os jovens e que os governos os protejam da violência e da detenção por motivos políticos".
No último mês, a vaga de protestos liderados por jovens intensificou-se em várias cidades europeias, com manifestações expressivas em Espanha devido à crise na habitação, e em França, onde os bloqueios estudantis a escolas e universidades ganharam dimensão e inspiraram manifestações a nível nacional contra o aumento do custo de vida.
Em Portugal, os protestos pelo direito à habitação começaram a 10 de outubro na Praça D. João I, no Porto, e em Lisboa a 17 de outubro na Praça de D. Pedro IV, tendo existido tensão com a polícia que não permite que as tendas permaneçam durante a noite nestas praças.
A primeira carga policial aconteceu no Porto a 15 de outubro e na semana passada a PSP dispersou à bastonada e com recurso a cães as manifestações que decorriam em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
A Comissão Europeia propôs hoje que o empréstimo de 45 mil milhões de euros à Ucrânia em 2027 seja dividido em 31,7 mil milhões para a área da Defesa e os restantes 13,3 mil milhões em apoio orçamental.
Estes 45 mil milhões de euros que serão emprestados à Ucrânia em 2027 fazem parte do empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia (UE) no início deste ano, tendo já 45 mil milhões sido alocados em 2026.
Em comunicado, a Comissão anunciou que propôs hoje ao Conselho que aprove as verbas do empréstimo para 2027, após ter feito uma avaliação positiva à estratégia de financiamento da Ucrânia.
O executivo comunitário propõe que 31,7 mil milhões de euros sirvam para financiar a "capacidade de defesa industrial" da Ucrânia e que os restantes 13,3 mil milhões se destinem a apoio orçamental.
Na nota informativa, a Comissão Europeia acrescentou que o apoio orçamental "ficará sujeito a condições rigorosas em matéria de Estado de direito, luta contra a corrupção, resiliência económica e sustentabilidade".
Citada no comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que, com a proposta agora apresentada, a Ucrânia fica com a "previsibilidade necessária" e com capacidade de "garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais".
"Juntamente com os nossos aliados, temos de fazer tudo ao nosso alcance no sentido de pressionar a Rússia e pôr termo à sua bárbara guerra de agressão", afirmou.
Esta proposta vai ser agora analisada pelo Conselho da UE – que representa os Governos dos Estados-membros –, ao qual caberá decidir se mantém esta repartição de verbas.
Após a aprovação do Conselho da UE, a Comissão prevê adotar as "medidas necessárias para assegurar que os desembolsos à Ucrânia arranquem no início de 2027".
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Encontro ocorreu no Palácio Itamaraty, em Brasília, na quinta-feira, entre o chefe do Departamento do Mercosul do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos considerou hoje que o encerramento do jornal russo independente Novaya Gazeta é "um golpe devastador" e apelou a Moscovo para não sufocar a pluralidade da imprensa.
"Estou profundamente preocupado — e entristecido — com o anúncio hoje do muito respeitado e ferozmente independente jornal Novaya Gazeta de que está a ser forçado a encerrar, num golpe devastador para os 'media' independentes que permanecem na Federação Russa", declarou, em comunicado, Volker Turk.
O jornal, considerado um dos principais símbolos históricos do jornalismo independente na Rússia, anunciou hoje que irá fechar no início de novembro. O antigo diretor da publicação, Dmitri Muratov, foi distinguido com o prémio Nobel da Paz em 2021.
"Ao longo da sua história, a Novaya Gazeta e os seus jornalistas deram uma contribuição excecional para a reportagem independente e a defesa dos direitos humanos, muitas vezes com grande risco pessoal", enfrentando "assédio, processos judiciais, ameaças e violência direta", referiu o alto comissário das Nações Unidas, no mesmo comunicado.
Turk recordou em particular Anna Politkovskaya, "assassinada em 2006 após reportar violações dos direitos humanos no decurso das operações militares da Rússia na Chechénia".
Para o responsável da ONU, o jornalismo independente na Rússia "tem enfrentado restrições e pressões crescentes durante muitos anos, mas estas intensificaram-se significativamente desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, através de legislação cada vez mais restritiva, controlos estatais mais rigorosos e assédio e perseguição a jornalistas".
A ONU, salientou, tem expressado repetidamente a preocupação "com a ampla repressão aos meios de comunicação livres, incluindo a chamada lei dos 'agentes estrangeiros' e os seus efeitos profundamente intimidantes no livre exercício dos direitos civis e políticos".
Uma legislação que, mencionou, "tem sido frequentemente invocada para limitar ou negar o exercício dos direitos à livre expressão, reunião pacífica e associação, entre outros, protegidos pelo direito internacional dos direitos humanos".
No comunicado, Volker Turk apela ainda às autoridades russas "para que deixem de aplicar medidas que sufocam a cobertura sobre questões sérias de legítima interesse público" e para que permitam "um debate pleno e livre com uma diversidade de vozes, incluindo nos meios de comunicação e em toda a praça pública, em conformidade com os padrões internacionais".
O Comité Nobel norueguês também manifestou hoje "profunda preocupação" e pediu às autoridades de Moscovo para acabar com a repressão dos media independentes.
"Este encerramento representa um duro golpe para a liberdade de expressão e para o direito do público à informação", afirmou o presidente do Comité Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
Vaticano confirmou que o Papa enviou boletim de voto para Chicago. Prevost votou "sempre que teve oportunidade", destacou a Santa Sé. Participação eleitoral surge numa altura de tensão com Trump.
O Governo de Cabo Verde quer criar condições para que os cabo-verdianos possam "materializar os seus sonhos" no país e não no estrangeiro, afirmou hoje, em Lisboa, o primeiro-ministro, apontando o emprego como o "maior projeto social".
Francisco Carvalho falava aos jornalistas à margem da mesa-redonda "Cabo Verde e Portugal: Conhecimento, Mobilidades e Futuro", que hoje decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCSH), no âmbito de uma visita oficial a Portugal que inclui encontros com a diáspora.
O primeiro-ministro garantiu que ouvir os emigrantes faz parte do trabalho governativo, já que as políticas públicas devem refletir "as reivindicações, os sonhos das pessoas".
Francisco Carvalho sublinhou que as pessoas deixam o seu país "por razões subjetivas e pessoais", que não podem ser evitadas, mas acrescentou que "há um espaço de intervenção do Estado".
"O Estado pode melhorar as condições nos contextos de origem, o Estado pode criar condições para que o indivíduo comece a acreditar, ver que é possível materializar os sonhos no contexto de origem, e é por aí que nós poderemos então pensar em reter as pessoas (...) nos nossos países", afirmou.
O chefe do Governo deu como exemplo o acesso gratuito à universidade pública em Cabo Verde, defendendo que a possibilidade de formação no país, para quem não tem condições de estudar no estrangeiro, contribui para que saiam menos jovens e mantenham a esperança de que é possível "materializar os sonhos no próprio país".
"É por aí que nós vamos estar a trabalhar. Criar condições em Cabo Verde para que quem quiser ficar em Cabo Verde possa ficar e concretizar os seus sonhos e que os cabo-verdianos não continuem a ver que a única forma de materializar os seus sonhos tem de ser no estrangeiro", disse.
Sobre a criação de emprego, sublinhou que o Estado deve facilitar a criação de emprego pelo setor privado para que os jovens possa ter essa possibilidade de materializar os seus sonhos em Cabo Verde", sendo este "o maior projeto social" que o executivo quer implementar.
O primeiro-ministro promete também empenho na questão da habitação: "É preciso garantir que haja habitação digna, em quantidade e em qualidade suficiente, porque a questão da habitação lá está, é mais um sonho. Muitas vezes as pessoas saem em busca precisamente da materialização desse sonho".
Um estudo divulgado no final de julho pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que cerca de 65% dos jovens inquiridos manifestaram, em 2025, a intenção de emigrar, principalmente devido à procura de emprego e de melhores salários.
Dados recentes apontam também para um aumento da mobilidade entre Cabo Verde e a Europa.
Segundo os serviços consulares da embaixada de Portugal, o número de pedidos de vistos (Schengen e nacionais) cresceu 62% em 2025 face a 2023, enquanto os vistos com fins laborais atingiram 6.894 no último ano.
Na mesma sessão, o reitor da Universidade NOVA de Lisboa, Paulo Pereira, sublinhou que esta é também a universidade do primeiro-ministro cabo-verdiano – que aqui fez a sua licenciatura em sociologia - e destacou que Cabo Verde é a sétima nacionalidade estrangeira mais representada na NOVA, com quase 70% de mulheres.
O reitor manifestou a intenção de projetar a cooperação para o futuro, através de uma relação consistente com as instituições de ensino superior cabo-verdianas, em especial a Universidade de Cabo Verde, destacando que, no ano passado, houve 104 registos de mobilidade de estudantes, docentes e profissionais entre a NOVA e instituições de Cabo Verde.
O primeiro-ministro incentivou ainda os cabo-verdianos a participarem "em massa" nas eleições presidenciais do próximo dia 15 de novembro.
"Todos nós temos de ir votar para podermos exteriorizar e manifestar as nossas escolhas e, através dessa manifestação, através desse voto, participar diretamente na construção do futuro de Cabo Verde", apelou.
As eleições presidenciais em Cabo Verde estão marcadas para 15 de novembro, com uma eventual segunda volta a 29 de novembro. O Tribunal Constitucional admitiu cinco candidaturas, incluindo a do atual Presidente, José Maria Neves, que termina o primeiro mandato.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou hoje que quer concluir até junho as negociações para que o seu país se torne o primeiro membro associado da União Europeia (UE), considerando que seria benéfico para as duas partes.
Na conferência de imprensa após a cimeira entre a UE e o Canadá, que se realizou entre quinta-feira e hoje em Montreal, Mark Carney salientou que as duas partes querem desenvolver a "parceria mais estreita" possível e frisou que o objetivo é que o país se torne o "primeiro membro associado" do bloco europeu.
"Nos próximos meses vamos definir plenamente o conteúdo, a dimensão e o âmbito desta nova modalidade de adesão. Os presidentes [do Conselho Europeu e da Comissão Europeia] e eu iremos reunir-nos periodicamente para acompanhar os progressos", referiu.
Carney anunciou que, em março, o Colégio de Comissários da Comissão Europeia vai reunir-se no Canadá com o Conselho de Ministros do seu Governo, com vista a "fazer avançar este trabalho".
"E aceitei o convite do presidente António Costa para, em junho, participar na cimeira do Conselho Europeu, altura em que pretendemos concluir estas negociações e discussões", salientou.
A proposta de o Canadá se tornar o primeiro membro associado da UE tinha sido feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Parlamento Europeu, em setembro, mas foi entretanto contestada por alguns Estados-membros do bloco dos 27.
Países como a Alemanha ou a França opuseram-se à criação deste estatuto, por considerarem que os seus moldes deveriam ter sido definidos antes de ser apresentado ao Canadá, além de criticarem Von der Leyen por ter feito a proposta sem os ter consultado previamente.
Aos jornalistas, Mark Carney defendeu que o Canadá tornar-se no primeiro membro associado da UE "significa mais oportunidades, maior poder de compra" e um "reforço da soberania" tanto para o seu país como para o bloco europeu.
Para o Canadá, Carney elencou várias vantagens, como o facto de os estudantes poderem participar no programa de intercâmbio universitário Erasmus+, mas também de o país ter acesso aos supercomputadores europeus e de os empresários poderem exportar para o mercado europeu com "menos burocracia e mais oportunidades".
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que, durante a cimeira, "um dos principais pontos" discutidos foi precisamente a "ideia de o Canadá se tornar no primeiro membro associado da UE".
"A nossa ideia é simples: uma associação sem adesão, uma vez que os Tratados são claros e não a permitem", referiu Von der Leyen, recordando que um país que não pertence à Europa não pode aderir à UE.
"Mas podemos substituir o conceito de adesão por uma ambição e uma visão comuns. Podemos construir uma parceria que se aproxime mais da condição de membro do que qualquer outra que tenhamos desenvolvido até hoje", referiu.
Von der Leyen salientou que o estatuto de membro associado implicaria "desenvolver políticas em conjunto", garantir uma maior participação nos programas de ambas as partes – como o Canadá integrar o Erasmus+ - e ainda haver uma maior colaboração a nível institucional, seja a nível executivo, parlamentar ou judicial.
Questionados sobre o facto de alguns Estados-membros se oporem a esse estatuto, Von der Leyen afirmou que há um "apoio vasto" e uma "ambição partilhada" dos países da UE, assim como do Parlamento Europeu, para "aproximar ainda mais o Canadá da UE".
"Temos a visão e temos uma ideia. Temos agora de desenvolver o quadro que lhe dará forma e conteúdo. Mas há uma coisa de que tenho a certeza absoluta: existe um amplo apoio à aproximação mais estreita do Canadá à UE", insistiu.
Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, salientou que todos os Estados-membros da UE concordaram com a declaração conjunta divulgada no final da cimeira, na qual as duas partes prometem trabalhar para desenvolver "uma associação cada vez mais estreita".
A Rússia mostrou-se hoje, no final da cimeira Rússia-África, disposta a garantir fornecimento eletricidade a alguns países africanos através de centrais nucleares flutuantes, a preços acessíveis, referindo projetos em estudo com quatro países do continente.
"Estão em discussão projetos concretos com o Egito, a Tanzânia, o Togo e a Namíbia", declarou à imprensa o presidente da Agência Russa de Energia Nuclear (Rosatom), Alexei Likhatchev, no âmbito da terceira cimeira Rússia-África, que decorre esta semana em Moscovo.
"A procura é muito elevada e nove países africanos já manifestaram um grande interesse" por esta tecnologia que vários países estão a tentar desenvolver, acrescentou o responsável, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
Alexei Likhatchev referiu ainda um projeto de exploração de urânio na Namíbia, que acaba de ser lançado, bem como um projeto de exploração de lítio no Mali, cujas reservas estão estimadas, afirmou, em mais de quatro mil toneladas.
A Rússia é o único país a dispor de uma central nuclear flutuante em funcionamento, atracada desde 2020 na região isolada de Chukotka, mas Moscovo espera construir uma futura frota de centrais nucleares flutuantes para abastecer regiões de difícil acesso, como o Ártico.
"A particularidade de várias economias africanas é que há países que, neste momento, pagam um preço bastante elevado pela eletricidade, sem estarem realmente em boa situação financeira", argumentou o diretor da Rosatom, Alexei Likhatchev.
"É precisamente nessa área que estamos prontos para fornecer eletricidade já a partir de centrais nucleares flutuantes", afirmou.
Uma iniciativa deste tipo proporcionaria a 38 dos 54 países africanos sem acesso ao mar energia com uma "influência mínima de fatores externos nos preços da eletricidade", garantiu Likhatchev.
A Rússia tem vindo a tentar, há vários anos, reforçar a sua presença em África, incluindo a nível económico e militar, num contexto de fortes tensões com o Ocidente.
A III Cimeira Rússia-África decorreu na quarta-feira e quinta-feira, em Moscovo.
Delegados de 48 países, incluindo 22 representados por chefes de Estado, segundo os media estatais russos, participaram na cimeira, incluindo, dos países lusófonos de língua portuguesa, Moçambique e Guiné Equatorial representados pelos chefes de Estado, e Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau a nível ministerial.