A segunda pessoa mais velha de Portugal celebrou 110 anos com uma filarmónica a tocar-lhe os parabéns e moradores reunidos junto à sua casa. A homenagem a Idalina Moniz aconteceu esta quarta-feira, 28 de outubro, na freguesia da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, em São Miguel.
“Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível”, escreveu a banda na mensagem que acompanhou a divulgação.
Várias pessoas associaram-se à celebração. Idalina acompanhou a homenagem à janela, de onde agradeceu o gesto dos músicos e da comunidade.
Parabéns, Dona Idalina! 110 Anos de Vida e Muita Música! Tivemos o enorme privilégio e a alegria de viver um momento verdadeiramente inesquecível: a nossa Filarmónica deslocou-se para junto da Senhora Idalina para lhe cantar os parabéns e brindar com a nossa música a sua impressionante celebração de 110 anos de vida!
A iniciativa tinha sido anunciada pela Junta de Freguesia da Ribeirinha, que convidou a população a participar e destacou o significado do aniversário para a história local.
Na mensagem de homenagem, a autarquia apresentou Idalina como um “verdadeiro património vivo da Ribeirinha”. Recordou também os laços construídos ao longo da vida com familiares, vizinhos e amigos.
Nascida a 28 de outubro de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Idalina nunca casou nem teve filhos. A junta salientou, porém, a rede de afeto e proximidade que a acompanhou durante mais de um século.
A pessoa mais idosa dos Açores
Na tarde do aniversário, Idalina falou com a RTP Antena 1 Açores, que a descreveu como lúcida e bem-disposta.
A estação pública apresenta-a como a segunda pessoa mais velha do país, depois de Joaquim Varela, que completou 111 anos em maio. Idalina é também identificada como a pessoa mais idosa dos Açores.
Há margem para pagar menos ao banco todos os meses, mesmo com as taxas de juro a subir. Basta mexer em quatro ou cinco pontos do contrato do crédito à habitação e conseguir poupar dezenas de euros por mês sem mudar de casa nem de banco.
A conversa com o banco ganha hoje particular urgência. Na quinta-feira, a Euribor a 12 meses subiu para 3,308%, mais de um ponto acima dos 2,175% de há um ano. Num crédito de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1% e revisão anual no próximo mês, a prestação de novembro deverá subir 89 euros, para 736,6 euros.
O Banco Central Europeu também não trouxe alívio. No mesmo dia, manteve a taxa de depósito nos 2,5%, e os mercados atribuem agora uma probabilidade de cerca de 82% a uma subida em dezembro.
As taxas Euribor não dependem das famílias, mas o spread, os seguros, o prazo e o capital em dívida podem ser mexidos. O Dia Mundial da Poupança, que se assinala este sábado, é um bom pretexto para começar.
Nas contas seguintes, o ponto de partida é um crédito de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a 12 meses tendo por base a média da taxa deste mês, acrescido de um spread de 1%. Tem uma prestação de 736,6 euros.
1) Renegociar o spread no seu banco
A primeira conversa é com o banco onde tem o crédito à habitação. Pode pedir a alteração do spread, do indexante, do regime de taxa (variável, mista ou fixa), do prazo ou da modalidade de reembolso. Para avançar, o banco tem de concordar, mas pode recusar ou fazer uma contraproposta. Não pode, no entanto, cobrar comissão pela renegociação nem obrigar à compra de outros produtos.
Muitas famílias têm usado este caminho. Em 2025 houve 49.795 renegociações de crédito à habitação, num montante superior a 5,1 mil milhões de euros, menos 26,4% do que no ano anterior. Em 2024, segundo o Banco de Portugal, 54,5% das renegociações mudaram só o spread.
De acordo com dados recolhidos pelo ECO junto dos dez principais bancos a operar no crédito à habitação, o spread mínimo praticado ronda os 0,7%. Há um ano, essa fasquia estava nos 0,75%. Se o seu contrato apresentar um spread acima deste valor, é uma boa ideia para pedir uma renegociação junto do banco.
Baixar o spread de 1% para 0,7% (patamar mínimo do preçário de muitos bancos) faz descer a prestação em cerca de 3,5% para 716,52 euros, num crédito com as condições referidas anteriormente. São menos cerca de 26 euros por mês a menos, 313 euros por ano e cerca de 9.400 euros até ao fim do contrato.
Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir a tabela.
Dica: Antes de ligar ao gestor, junte seis dados: capital em dívida, prazo que falta, spread, indexante e data da próxima revisão, custo dos seguros e condições exigidas para manter as bonificações do spread.
2) Mudar o indexante e pedir nova avaliação da casa
Há dois pedidos que raramente entram na conversa com o banco e que podem baixar a prestação sem mexer no capital. O primeiro é trocar o indexante por outro de prazo mais curto e o segundo é pedir uma nova avaliação do imóvel para tentar um spread mais baixo.
Na quinta-feira, a Euribor a 12 meses fixou-se nos 3,308% contra 2,973% da taxa a seis meses. Passar para o prazo de seis meses reduz o indexante em cerca de 0,33 pontos percentuais. No exemplo (prestação de 736,60 euros), a mensalidade cairia para cerca de 707,51 euros, menos 29 euros por mês e perto de 350 por ano. Mas nem tudo são ganhos.
Esta poupança tem contrapartidas, desde logo porque a prestação do crédito à habitação passa a ser revista duas vezes por ano em vez de uma, e uma subida do BCE chega mais depressa ao orçamento. Os mercados atribuem cerca de 82% de probabilidade a um aumento em dezembro. A diferença entre os dois indexantes reflete em parte essas expectativas.
A reavaliação funciona por outra via. O spread depende, em regra, do peso da dívida no valor da casa. Quem comprou há alguns anos deve hoje menos ao banco, e a casa pode valer mais. Imagine uma dívida de 150 mil euros sobre um imóvel avaliado em 200 mil (75%). Se a casa passar a valer 250 mil, o peso desce para 60%, o que pode encaixar o cliente num escalão de risco mais baixo, ou seja, num nível de spread mais favorável.
Aqui há custos concretos. A avaliação é paga pelo cliente e o valor varia de banco para banco. Se a casa tiver desvalorizado, o resultado pode ser inútil ou até contraproducente, e não há garantia de que o banco reveja o spread. Convém pedir, antes de avançar, confirmar com o gestor de qual é o escalão de spread aplicável e a partir de que percentagem desce.
Dica: Faça as duas contas antes de decidir. Peça ao banco uma simulação com a Euribor a seis meses e a data da próxima revisão. Pergunte também que rácio entre dívida e valor da casa dá direito a um spread inferior e quanto custa a avaliação. Só avance se a poupança anual cobrir esse custo em menos de dois anos.
3) Pedir propostas à concorrência e transferir o crédito
Uma proposta de outro banco é o melhor argumento para levar ao seu para baixar a prestação da casa. Pode transferir o crédito quando quiser, desde que avise o banco com dez dias úteis de antecedência. O banco de origem tem depois dez dias úteis para enviar ao novo banco os dados do empréstimo.
Segundo o preçário dos cinco maiores bancos, o spread mínimo anunciado para taxa variável vai de 0,65% a 0,85%. Mas para lá chegar é preciso contratar outros produtos. Sem eles, o spread base sobe para valores entre 1,25% e 1,90%.
Também há campanhas em curso para ganhar clientes a outros bancos. O Millennium bcp, por exemplo, não cobra os juros do spread nos primeiros dois anos e isenta de comissões iniciais as transferências aprovadas até 31 de dezembro. O Santander anuncia um spread promocional de 0,50% nos primeiros três anos. Em todos os casos, é preciso fazer as contas aos produtos exigidos: cartão de crédito, conta-pacote e seguros de proteção.
Mudar de banco também tem custos: comissão de reembolso antecipado, avaliação do imóvel, novo contrato, registos e imposto do selo. Alguns bancos pagam parte destas despesas, outros não, e por isso é sempre necessário fazer as contas todas.
Dica: Peça a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) a dois bancos onde não tem o crédito. Compare a TAEG e o montante total imputado ao consumidor (MTIC), e não só o spread. Depois leve a melhor proposta ao seu banco com uma pergunta concreta: consegue igualar estas condições?
4) Tirar o seguro de vida do banco
O seguro de vida associado ao crédito tem uma particularidade. O prémio sobe quase todos os anos, mesmo com a dívida a descer todos os meses, porque o cálculo pesa a idade dos segurados mais do que a redução do capital. Quem tem 50 anos pode pagar mais do que pagava aos 40, apesar de dever menos ao banco.
O banco não pode obrigar o cliente a contratar o seguro na seguradora do grupo. O cliente pode escolher outra, desde que as coberturas cumpram os requisitos mínimos, e pode mudar durante o contrato. Várias seguradoras e mediadores anunciam reduções de “até 60%” no prémio quando o seguro é feito fora do banco.
O ponto sensível para mudar de seguradora é o spread. Alguns bancos oferecem um spread mais baixo a quem tem o seguro com eles. A troca só compensa se a poupança no seguro for maior do que o eventual agravamento da taxa. Quanto mais velhos forem os titulares, mais provável é que compense.
Além disso, é importante ter em atenção que uma nova apólice implica um novo questionário de saúde. Quem superou uma doença grave está protegido pelo direito ao esquecimento, que impede o agravamento do prémio ou a exclusão de garantias nos seguros do crédito à habitação. O mesmo exercício pode ser feito com o seguro multirriscos.
Dica: Peça duas cotações com as mesmas coberturas e a projeção dos prémios até ao fim do crédito. Confirme que o banco fica como beneficiário irrevogável. Peça ao banco, por escrito, a garantia de que o spread se mantém. Avise a seguradora antiga por carta com 30 dias de antecedência face ao vencimento e cancele o débito direto antigo.
5) Amortizar com as poupanças paradas
Reduzir a dívida é a forma mais direta de baixar a prestação, mas também é a que pede mais dinheiro de uma vez. Com os novos depósitos a pagarem, em média 1,63% e o crédito do exemplo a custar 4,3%, o dinheiro parado no banco rende menos do que a dívida custa.
Com uma amortização de 10 mil euros, a prestação do crédito à habitação dado como exemplo desce de 736,6 euros para 687,5 euros, menos 49,1 euros por mês. São quase 590 euros por ano e cerca de 17.700 euros a menos em juros até ao fim do contrato. Como o capital em dívida diminui, o seguro de vida também fica mais barato.
Com o fim da isenção da comissão de reembolso antecipado nos contratos de taxa variável a 31 de dezembro de 2025, a comissão voltou a estar limitada a 0,5% do capital amortizado na taxa variável e a 2% na taxa fixa. Numa amortização de 10 mil euros, são 50 ou 200 euros.
Dica: Guarde sempre um fundo de emergência equivalente a vários meses de despesas antes de amortizar. Dinheiro entregue ao banco não volta à conta.
6) Alargar o prazo, com a calculadora à mão
Esticar o prazo dá folga imediata, mas sai caro a longo prazo. No exemplo apresentado, passar de 30 para 35 anos baixa a prestação para 685,5 euros, são menos 51,1 euros por mês (-6,9%). O custo são mais de 22.700 euros a mais em juros até ao fim do contrato.
A idade conta também para esta solução. Desde 1 de agosto, a recomendação do Banco de Portugal fixa um prazo máximo de 40 anos para mutuários até 35 anos e de 35 anos acima dessa idade.
Esta regra aplica-se a contratos novos. Na prática, a maioria dos bancos exige que o crédito termine até aos 70 ou 75 anos do titular mais velho.
Dica: Peça ao banco duas simulações, uma com o prazo atual e outra com o prazo alargado, e compare o total de juros, não só a prestação.
Às vezes, perder uma décima de bonificação no spread sai mais barato do que manter um cartão que ninguém usa.
Com a Euribor a subir e um aumento dos juros em dezembro como hipótese forte, fixar a taxa durante alguns anos ganha interesse. Em agosto, os novos contratos de habitação própria permanente com taxa fixa tiveram uma taxa média de 3,83%. Ainda assim, a fixação tem custos.
As taxas fixas a 30 anos dos bancos estão bem acima destes valores, e durante o período fixo a comissão de reembolso antecipado pode chegar a 2%. Também deixa de beneficiar de uma eventual descida da Euribor.
Mas a prestação não é o único custo do crédito a considerar. A “Conta-pacote”, cartões e seguros contratados para obter a bonificação do spread também pesam no orçamento. Verifique se ainda usa esses produtos e quanto pagou por eles nos últimos 12 meses. Às vezes, perder uma décima de bonificação no spread sai mais barato do que manter um cartão que ninguém usa.
Juntar várias destas medidas costuma valer mais do que qualquer uma isolada. Uma descida de 0,3 pontos no spread, um seguro de vida mais barato e uma amortização de 10 mil euros num crédito de 150 mil euros a 30 anos podem baixar a prestação em cerca de 74 euros por mês ou 880 euros por ano, sem contar com a poupança no seguro. Para isso basta guardar uma manhã para ir ao banco, levar propostas da concorrência e pedir tudo por escrito.
A precipitação deverá perder expressão nos Açores esta sexta-feira, 30 de outubro, segundo a análise de Afonso Lopes na Meteored, baseada nas projeções do modelo europeu ECMWF.
Fim de semana com chuva localizada
No sábado, 31, poderão surgir pequenos núcleos de chuva no Grupo Oriental, incluindo São Miguel. No domingo, 1 de novembro, mantém-se a possibilidade de precipitação dispersa.
As áreas mais extensas de chuva deverão encontrar-se sobre o Atlântico, sem garantia de atingirem diretamente as ilhas.
Segunda-feira com reforço das rajadas
A madrugada de 2 de novembro poderá trazer chuva fraca à Terceira. Pela manhã, prevêem-se núcleos de precipitação nas proximidades dos grupos Central e Oriental, intercalados com períodos secos.
Durante a madrugada de segunda-feira, as rajadas poderão alcançar 30 a 35 km/h em Ponta Delgada, cerca de 30 km/h em Angra do Heroísmo e 10 a 15 km/h na Horta.
Aunque un vaso sea el recipiente más habitual para poner el cepillo de dientes, esto no quiere decir que sea la opción más higiénica. En primer lugar, porque el agua se puede acumular en el fondo, generando un ambiente propicio para la proliferación de microorganismos. Asimismo, si se trata de varios cepillos, se pueden tocar entre sí.
Para la nena que en el sur argentino apodaban “Kiruna” por la fuerza imparable de los tractores, el destino empezó a dibujarse en la sobremesa familiar en el barrio de Floresta. A sus 12 años, acostada en un sillón con los ojos cerrados, imaginó un futuro donde recorriese el mundo y todos girasen la cabeza para mirarla… Y lo logró, solo unos años después.
En el mundo de la moda de los ’90, Paula Colombini alcanzó gran relevancia internacional. Fue protagonista de campañas para marcas de renombre como Versace, Guess, Emporio Armani, Polo Ralph Lauren, CoverGirl, Gap, Revlon y Pantene, entre tantas otras.
Lejos de renegar del glamour que le dio solvencia, renombre y mucho mundo, Colombini entendió, casi a sus 40, que la voz que salía de su boca ya no le pertenecía. En esta nueva entrega de La vida después, la exmodelo reflexiona sobre la personalidad que construyó para sobrevivir a una industria implacable y la transformación que significó soltar el espejo para aprender a mirar lo invisible: los ciclos de la naturaleza, el valor del alimento cultivado por uno mismo y la calma de habitar, por fin, un presente “bien plantado”.
Luis Novaresio: Decime, ¿quién es Kiruna?
Paula Colombini: Soy yo, chiquita, viviendo en el sur. Kiruna... Así me llamaba mi papá. Kiruna son los tractores en el sur, y como yo era bastante power, muy potente, mi papá me decía así.
LN: ¿Y quién es Paula Colombini?
PC: Bueno, yo soy una mujer, mamá de Matilde, hija de Luis y Araceli, hermana de Ramiro, tía de Emma, la mujer de Santi, la madrastra de Felipe… amiga de mis amigas, que son muy copadas. Toda esa mezcla es parte de lo que soy yo.
LN: ¿Cómo una chica de Floresta pasa a Nueva York siendo mega demandada? Contame un poco ese recorrido.
PC: Cerré los ojos a los 12 años y dije: “Chau, me voy a pensar”. Y me acostaba en un sillón, en la sobremesa, mientras todos terminaban de comer y me imaginaba literal cómo quería mi vida. Decía: “Bueno, yo quiero entrar a un lugar y que todos me miren, y quiero que se pregunten dónde está Paula. Paula está en tal lado, Paula está en tal otro. Esa es la vida que yo quiero”... nunca me había subido a un avión. Y así empecé a construir con laburo.
LN: Pero ¿inspirada en algo o pura...?
PC: En nada.
LN: Pura imaginación.
PC: En mi casa no se veían revistas de moda, nada que ver. Yo soy de una generación donde recuerdo, a los ocho años, que lo que se hablaba en casa no se hablaba en el colegio: política y ese tipo de cosas. Pero nunca moda. Y así empecé a trabajar, y mi profesión en la moda me dio esto que yo había imaginado, a diferencia de mi profesión actual, que primero la ejerzo y después pienso cómo logro vivir de esto que me gusta. Fue a revés. Pero bueno, también me fui a pensar a los treinta y pico.
LN: Y el deseo en tu adolescencia era esto: viajes, ser mirada…
PC: Y ser famosa. Ese deseo me lo cumplió la moda, pero si seguía Antropología y hacía videos en la selva amazónica, también servía. O sea, yo lo que quería era viajar, ser reconocida y que la gente gire a mirarme. Quería eso.
LN: “Querías ser famosa”. ¿Qué es ser famoso?
PC: En ese momento, lo que yo me imaginaba era que la gente te reconozca, que la gente te valore. Finalmente fue sucediendo y no puedo juzgarlo, porque era esa persona, que no es la que soy hoy. Tengo partes de esa persona que fui, claramente, pero hoy te puedo decir que a mí lo que me gusta es el reconocimiento en lo que hago.
LN: ¿Cómo llegás entonces a la moda? Porque en casa, nada.
PC: En casa nada de moda… Salí elegida “reina” en Bariloche, ¿viste cuando te ibas de viaje de egresados? En un lugar que ya no existe más, que se llamaba Cerebro... bueno, era la “Reina del Mariposón”. Después me habían elegido “Miss Elegancia”, nada que ver. A fin de año se hizo una fiesta en Bariloche con todas las que habían salido reinas, y me incluyeron a mí, que no había salido reina. Fuimos todas; yo fui con mi mamá y mi abuela, y ahí salí reina de todas. Me acuerdo que fue una experiencia alucinante. Fue una situación competitiva, entre comillas, pero de mucha camaradería. Uno de los premios era irme a Miami. Pensaba: “Me van a hablar en inglés, me van a hablar en otro idioma”. No lo podía creer. Volví y con otra amiga del colegio dijimos: “¿Y si estudiamos para modelo?”. Fui a la escuela de Tini de Bucourt y ahí ya me vio Ana Torrejón, y una editora de la revista Para Ti. Después me vio la agencia Ford y empecé, sin escalas, a hacer el recorrido que me había imaginado.
LN: Te voy a decir un prejuicio personal que ahora corroboro que era un buen análisis. Yo tengo el recuerdo tuyo de la elegancia llevada a la máxima expresión, y ahora te veo mover las manos y mirar, y digo: hay algo de elegancia innata. ¿Cuándo te enteraste de que podías mirar de esa manera elegante?
PC: Nunca. Tampoco tengo esa percepción sobre mí, para nada. De hecho, a veces me hacen comentarios y digo: “Pero esta no soy yo”. Me resulta sorprendente.
LN: Tengo una mala noticia para darte: sos elegante.
PC: No me veo… De hecho, no me veo nada elegante. Soy un despelote, soy súper desordenada. Me encantaría ser como la gente que tiene una cartera con un cuadernito, los anteojos, una lapicera y la compu. Yo voy con tres cuadernos, catorce mochilas, saco cosas, “¿qué escribí acá?”, la perra que va conmigo para todos lados... O sea, soy un despelote y no me siento nada elegante.
LN: Sos elegante igual, lo siento. Bueno, entonces me decías que empezaste a laburar, laburar, laburar y un día es Nueva York, sin una palabra en inglés. ¿Y qué pasó?
PC: Eso fue... ¡guau! Esto de la inconsciencia de la edad, de decir: “Yo me mando”. Tampoco con mucha plata, porque mis papás me pudieron dar solo un poco de guita y con eso me fui. Llegué a Nueva York, bajo y digo: “¿Qué significa exit?”. O sea, no sabía hablar inglés. Y aprendés. La necesidad, las ganas, el laburo... hacen que te vayas desarrollando. Y bueno, yo me moví.
LN: Y te fuiste a Nueva York para seguir laburando, para que te sigan reconociendo a escala.
PC: Para seguir creciendo en mi profesión. Y además entrás en esa: ¿dónde están los centros de la moda? “Bueno, Nueva York, por tu estilo te va a ir muy bien; Milán, París, no tanto, Japón…”. Vos te movés porque querés jugar en Primera o por lo menos querés intentarlo: hacer grandes marcas como CoverGirl, Gap, Armani. Me acuerdo la primera foto que vi mía publicada en la revista Para Ti: eran esos puestos de diarios en Floresta, sobre Rivadavia, en la esquina, donde ponían las revistas sobre unos banquitos, unas mesitas, porque ni puesto de diario formal era. Voy, veo que había salido y dije: “Bueno, yo de esto puedo hacer una profesión, puedo hacer una carrera”. Esa sensación me gustó, porque ahí ya era casi el moño completo: iba a poder viajar, tener reconocimiento y, eventualmente, mi economía.
LN: “Por tu estilo te puede ir bien”, dijiste. ¿Cuál era tu estilo?
PC: Era latina, pero no tan “latina”. Eso es lo que veían las marcas: podía representar al mercado latinoamericano, pero tenía una mezcla un poco europea. No era rubia, pero tampoco tan morocha. Tenía una mezcla que resultaba interesante. Todas son eventualidades a las que empezás a prestar atención por el trabajo, por la carrera en sí.
LN: ¿Pero vos te veías guapa?
PC: ¿Sabés qué? Hay algo muy raro, y es que yo sentía que servía para eso, que estaba bien, que evidentemente me ayudaba el físico. Pero después perdés la dimensión, porque es difícil: uno se siente inseguro igual. Es muy loco cómo funciona la mente y la imagen. Entrás en ese mundo donde no hay parámetros. ¿Por qué te eligen a vos y no a otra? Hay diez mil variables. Y yo me fui construyendo con esas variables que me llenaron de inseguridades y a la vez me hicieron muy fuerte. Porque pisás el fondo, pero tenés que salir siempre: yo en el fondo de la pileta no me quedo nunca. Hoy, con los 53 años que tengo, miro y digo: “¿Me estás jodiendo? ¿Yo no me sentía bien? ¿Estamos todos locos?”.
LN: ¿Y cuándo volviste a imaginar, como a tus 12 años, lo que querías?
PC: Yo volví a tener este pensamiento interno a los 38 años, cuando mi vida hizo un quiebre. Creo que ese fue el momento, aunque uno lo viene masticando, que fue cuando me separé. No puedo disociar mi vida privada, ¿viste? No es que soy una cuando trabajo y otra en casa; soy siempre la misma.
LN: Al que separa, no le creo nada.
PC: Yo no puedo, no me da; para mí es todo lo mismo. Y en un momento dije: “No me reconozco”. El tono de voz, las cosas que comentaba en las entrevistas... Dije: “Esta no soy yo”. Y bueno, tampoco en la relación. Me acuerdo de haber dicho: “Bueno, me separo ahora que tengo mucho tiempo por delante”. Yo dejé de laburar fuerte como modelo a los 29 años, hace mucho tiempo, y empecé a navegar por otras cosas: tuve un local de ropa, trabajé como actriz, conduje... Empecé una búsqueda y volví de nuevo a mí. Y estaba Matilde, mi hija. Mis padres ya vivían afuera, por eso mis amigas son mi familia. Tomé decisiones.
LN: Dijiste algo muy interesante: te cansaste de escuchar un relato que no era el tuyo, tu voz te era ajena. Y ahí te separaste, colgaste los botines de modelo, te volviste...
PC: ¿Y qué hacía, Luis? ¿De qué iba a trabajar? Si de lo que se suponía que tenía que seguir laburando, no me interesaba.
LN: ¿Renegás de tu carrera como modelo?
PC: No, para nada. Viste que es como los chicos: primero puteás a tu mamá para alejarte de ella, pero después la abrazás de nuevo. Pienso que con mi trabajo pasó lo mismo: tomo lo que me sirve de ese momento, que es haberme hecho un nombre, la posibilidad de hoy estar hablando con vos, de exponerme... Porque a mí me encanta exponerme. Soy muy extrovertida. El tema era: ¿hablar de qué? De lo que a mí me resulta interesante.
LN: Moria Casán tiene una frase que me parece muy impactante: “Yo no compro lo que vendo. Este es mi laburo, vengo, muestro mi producto, pero yo no soy mi producto; soy mucho más que eso”.
PC: Entiendo perfecto lo que dice y lo relaciono con lo que le podría decir a una chica que quiere ser modelo. Pero yo elijo ser mi producto: yo soy Betarraga, soy el suelo, soy la tierra. Quiero estar enredada y metida en todo eso; elijo ser lo que vendo, ser de lo que quiero hablar y de lo que quiero escuchar.
LN: Te leí una vez decir: “Soy huertera”.
PC: Re huertera. Y soy una huertera que te propone huertas diferentes a las que por ahí plantea el mercado: propongo huertas integradas con plantas nativas. Te propongo que tengas un jardín que sea un banquete que te alimente a vos, a tu marido, a tu hijastra y a los polinizadores que lo visitan. Que tengas un jardín que sea una película y no una foto. Que veas belleza, porque me encanta hablar de la belleza: encontrar belleza en el ritmo de lo que pasa dentro de un ecosistema. De eso puedo hablar y quiero hablar.
LN: ¿Cómo pasás del ritmo de 200 kilómetros por hora de modelar en Nueva York para marcas alucinantes al ritmo de estar atenta a los polinizadores y a la huerta? ¿Cómo se cambia ese ritmo?
PC: Ni te imaginás… encima al ritmo de lo que no se ve, que es el suelo. Estamos parados arriba de una cantidad de vida infinita. Un amigo me enseñó que en una cucharada de café de tierra hay más seres vivos que personas en todo el planeta Tierra, y vivimos gracias a ellos. Paso de lo que se ve a lo que no se ve. ¿Y cómo paso? No lo sé. Tal vez siempre estuvo ahí: esto de acostarme a pensar e imaginarme lo que quiero para mí, cómo quiero vivir, con quién me quiero vincular, de qué quiero hablar, qué cosas me sorprenden... Quiero una adultez y una vejez que no pare de sorprenderme y donde no tenga que hablar de mi estética. No me interesa. No quiere decir que no me cuide o no vaya a la dermatóloga, pero no quiero pasarme la vida pendiente de la proteína, del colágeno o de no sé qué. Elijo que no, porque además no tengo tiempo: divido el día entre estudiar, trabajar en la huerta, caminar o simplemente no hacer nada, que también me gusta.
LN: Ya escucho la voz del que dice: “Claro, ella no se quiere ocupar de la estética porque es bella”.
PC: Luis, te voy a decir algo: cuando tuviste una estética tan hegemónica como la que yo tenía de chica y laburabas de eso, con los años no hay manera de que mejore; siempre va cambiando para peor. Yo lo veo así, pero lo aprendí y me amigué. En un momento fui mi peor hater, la persona que más se criticaba era yo. Entonces, cuando alguien me hace un comentario poco amigable, me da igual: yo ya me lo dije antes, ya me respondí y me volví fuerte en eso. Sé que estoy más grande, sé que puedo estar más gorda, sé que tengo canas. A las personas con las que comparto no les importa nada de eso; les interesa la propuesta.
En la huerta encontré un montón de respuestas. ¿Cómo pasás de un mundo al otro? Yendo hacia adentro. En plena pandemia me puse a pensar: ¿Qué sé hacer? Y sabía sembrar, cosechar, producir algo tan elemental como el alimento. Me pregunté cómo me había separado de eso y quise volver. Y acá estamos.
LN: Hay algo súper interesante en el mensaje que diste, creo que lo resumiría en: “Me pasé 30 años mirándome al espejo y casi no veía a quién estaba mirando; veía el producto que mostraba. Me cansé de escuchar la voz que tenía porque no era la mía”. Capaz que dejando un rato de lado el espejo y la voz impostada, apareció lo que tenías ganas de escuchar.
PC: Y apareció lo que entiendo que siempre tenemos dentro. Lo vinculo de nuevo a la huerta: es esa semilla que tiene todo el potencial para nacer; espera las condiciones propicias —la humedad, la luz, la temperatura— y germina. Quiero mucho a la persona que fui; estoy hecha de todo eso. Estoy hecha de Kiruna, de Paula de Floresta, de Paula de Nueva York, de mis padres viviendo afuera, de haberme separado y de haber criado con mucho esfuerzo y en soledad a mi hija. Estoy hecha de todo eso y lo abrazo, pero también estoy hecha solo de lo que hay hoy: de este presente.
LN: ¿Qué le dice esta Paula del presente a la Paula de las tapas de revista?
PC: “Disfrutá, disfrutá, disfrutá. Viví más allá de tu trabajo; tu vida no es solo trabajar”. Hice lo mejor que pude y lo hice bastante bien. Habrá mil cosas para mejorar, pero hoy tengo una mirada piadosa, amorosa y comprensiva hacia mí. Si todos pudiésemos llenarnos de eso y derramarlo hacia la sociedad —sobre todo quienes tienen la posibilidad y el poder—, seríamos una comunidad con más compasión. No hablo de lástima ni de valores en un sentido religioso, sino de una sociedad donde se priorice cuidar la salud del otro, darle educación, bienestar y posibilidades reales de desarrollo. En definitiva, sentirnos más humanos.
LN: Me encantó conocerte.
PC: A mí también me gustó mucho la charla. Gracias, Luis.
Todos los partidos políticos decidieron suspender ayer la campaña electoral. Salvo uno. Vox. «Más bien dos», aseguran en las filas del Partido Popular, donde creen que hay una diferencia. Santiago Abascal mantiene su agenda habitual con normalidad y en el PSOE fingen una tregua cuando, en realidad, tienen toda la maquinaria electoral a pleno rendimiento.
La evidencia a la que apuntan los dirigentes populares es la filtración de las comunicaciones entre el centro de control de Adif en Atocha y los maquinistas de los trenes que en la tragedia ferroviaria. «El PSOE no ha dejado de hacer campaña en estos días. Está filtrando audios para eludir su responsabilidad», sostiene un mando destacado del partido.
Desde que trascendió el siniestro, el Gobierno ha tratado de cargar toda la responsabilidad sobre los hombros de los empleados de Adif. La hipótesis oficial que difundió la Moncloa desde primera hora del miércoles y que todavía mantiene es la de un «fallo humano» que exime de cualquier culpabilidad a la gestión pública.
Un hecho inédito y lamentable, según todos los dirigentes populares. «El Gobierno vino a echarle la culpa a alguien. Lo que hizo el ministro de Transportes es echarle la culpa a un operador de Atocha», lamentó Feijóo en su declaración desde la zona cero de la tragedia. «Lo que ha pasado no lo podemos concluir simplemente con esa frivolidad impropia de un ministro o de un Gobierno ante la catástrofe segunda del corredor ferroviario que une Madrid con Andalucía», insistió el presidente popular.
Desde la dirección de Génova 13 descartan elevar el tono de la denuncia. Aunque, a un mes de las urnas, no hay mensaje que no se interprete en clave electoral. Lo más lejos que llegó a decir ayer Feijóo es que «así no podemos seguir». Censuró el balance del Gobierno. «Con esta forma de gestionar no se puede continuar. Y no será porque no esté avisado. No será porque no haya habido incidentes o porque no tenga dinero, porque este Gobierno es el Gobierno que más dinero ha tenido con mucha diferencia de la democracia».
No obstante, insistió: «Vamos a enterrar a los muertos, rendir homenaje a las víctimas y el Gobierno que haga lo que considere oportuno. La gente en España ya ha tomado una decisión». El luto nacional terminará este sábado. En el comité de campaña todavía no tienen claro cómo reanudarán los actos. Lo que sí tienen claro es que el escenario ha cambiado por completo.
El estado de ánimo general en la cúpula popular es de «desolación». La muerte de Fátima Báñez ha dejado tocados a muchos dirigentes. Algunos admiten que no tienen cuerpo para regresar a la dinámica habitual de campaña. Música, fotos, aplausos, euforia. Desde luego, la tragedia agrava la estrategia y le confiere otra seriedad. Si ya de por sí el planteamiento de los populares en nada se parecía al del PSOE, basado en los bailes, los besos y «la fuerza del amor», ahora el tono es completamente distinto. Seriedad por encima de todo.
En Génova, no obstante, defienden la necesidad de reanudar la campaña. Y centrarla de donde nunca debería salir: la gestión y la propuesta de una alternativa completa al sanchismo. En el plano institucional, moral y económico. Vivienda, infraestructuras, precios, seguridad.
Una estrategia distinta a la de Vox, que no ha cancelado ningún mitin. Ayer por la tarde Abascal, desde Ávila, afirmó: «Frenar al fascismo les gusta mucho. Que frenen un tren es pedirles demasiado a estos corruptos y a estos traidores».
Helena Rohner cumple treinta años siendo una referencia de la joyería de nuestro país y lo celebra con una exposición en el Museo Nacional de Arte Decorativas que acaba de abrir su puertas hasta el 31 de enero. En ella la creadora canaria bucea en su archivo, redescubre su propia historia y nos descubre un universo de referencias familiares que han acabado proyectadas en joyas que han conquistado hasta a la mismísima Julianne Moore, que se empeñó en lucir uno de sus collares en la película de Pedro Almodóvar «La habitación de al lado». Lo último ha sido ver a Glenn Close llevando también piezas suyas en «La bola negra».
¿Qué ha aprendido al revisar treinta años de carrera?
Me he encontrado cosas que no recordaba. Es curioso que ver que todo lo que hiciste al principio con la madera o el esmalte sentó unas bases de un ADN que continuaría treinta años después. Veo que las piezas se han ido sofisticando y madurando, pero veo una línea coherente.
¿Hace lo que apetece o lo que debe?
He hecho lo que creía. Con la porcelana pensaban que se rompería y con la madera que se iba a despegar. Con el ácido poliláctico me decían que era plástico y tuve que explicar que es artesanía. A veces hago cosas que debo, porque soy empresaria, pero me mantengo fiel a mí misma. Es la libertad también que te da tu propia empresa.
¿En qué le marca ser canaria?
Canarias tiene una cualidad muy rotunda: el mar es duro y frío, la tierra volcánica… no es el Mediterráneo. Es todo muy contundente y claro. Estar tan cerca de una naturaleza así te hace más humilde y honesta y tus propuesta no están tan decoradas, son más esenciales.
Y siendo suiza, ¿relojes?
Nunca he hecho… nunca me lo han pedido, pero nunca se sabe.
¿Cuánto le ha influenciado la familia?
Mi padre era un hombre de negocios y eso me influyó: soy diseñadora, pero también empresaria. Él hacía marionetas y el olor de la madera siempre lo he tenido por ahí. Mi madre es tejedora y tiñe con plantas naturales: de ahí viene el color. Mi hijo Lucas vino con acondroplastia, pero en general cuando tienes hijos aprendes a valorar cada momento de crecimiento, vuelves a empezar y ves que todo lo que dabas por sentado es una cosa que se da por hecho y no tiene por qué ser así. Eso también pasa en el diseño.
¿De dónde viene su interés por innovar con los materiales?
Por pura curiosidad. Tuve la suerte de tener profesores en Florencia y Londres que eran más artistas que joyeros, que me apoyaron a encontrar lo que yo buscaba, pero considero que es algo que también ha venido de mis padres. Mi padre decía que yo era muy sutil y tenaz. Además, me aburro y necesito aprender. Ahora estoy con el vidrio, viendo hasta dónde puedo llegar.
Ha colaborado con gente como Paul Smith o a David Delfín.
Lo de Paul Smith llegó tras un desfile de la firma. Una amiga estilista me invitó a conocerlo y le enseñé tres anillos. Directamente me dijo que los quería para hombre. Fue cliente veinticinco años. Con David fue porque nos llevábamos muy bien y yo a todo lo que me pedía le decía «vale».
¿Una mujer lo tiene más difícil?
Yo creo que dentro del mundo de la joyería sí. El joyero clásico es hombre, pero las mujeres hemos despuntado mucho más. Creo que tenemos una sensibilidad especial. Cuando llegué a Madrid me veían como la del hobby, pero cuando los pedidos eran de mil piezas la cosa cambió. Me gusta mucho Vivianna Torun Bülow, Chelo Sastre o Elsa Peretti… todas mis referencias son mujeres.
Nole mira al otro lado de la red con la boca entreabierta. Luego hace botar la pelota una infinidad de veces, primero con la raqueta y luego con la mano. Súbitamente la lanza al aire y saca. Al otro lado, el francés Hugo Umbert, que en sus ratos libres es un muy estimable pianista, ni la huele, porque la bola amarilla pasa a su lado como una centella. Saque directo. Nole, Novak Djokovic, ha ganado el juego, el set y el partido. Nada extraordinario, dirán ustedes. Puede ser. Pero hay algo que sí lo es: Djokovic tiene 39 años y medio, y Umbert 28. El francés está en lo mejor de su vida física y deportiva. Pero nadie se explica que Djokovic siga en activo. A su edad.
Hay una respuesta clara: es el orgullo lo que le mantiene en las pistas. Nada más. Este tipo de extraordinario talento ha dedicado toda su vida, desde la adolescencia, a construir un cuerpo perfecto que le permitiese batir todos los récords de la historia del tenis. Asentarse para siempre en lo más alto de la leyenda.
Para eso lo ha sacrificado todo salvo a su familia, sin la que no puede vivir. Lleva una vida de anacoreta. Hace décadas que se alimenta contando calorías y proteínas. Vive entre el gimnasio y las pistas. Ha abandonado el país en que nació, y que era su orgullo (Serbia), y ha prescindido de vicios, de descansos, de muchos amigos. Solo le faltan dos récords por alcanzar. Uno es imposible: ganar los cuatro Grand Slam (los cuatro grandes y agotadores campeonatos anuales) en el mismo año, algo que ningún varón logra desde que Rod Laver lo consiguió en 1969. El otro es el que le mantiene vivo: desempatar con la australiana Margaret Court, el único ser humano que ha logrado, como él, 24 torneos de Grand Slam (el último, en 1971). A los 39 años, es dificilísimo que Nole consiga el número 25. Lo lleva intentando desde 2023.
Novak ha sido muchas cosas. Uno de los tres indiscutibles emperadores del tenis durante casi dos décadas, junto con Rafa Nadal y Roger Federer, ambos ya retirados. También ha sido marrullero, tramposo, un fanático antivacunas y un nacionalista furibundo.
Pero cuando la edad comenzó a deteriorarle y empezó a perder partidos, se convirtió en un caballero intachable al que adoran los públicos de todo el mundo. Ha ganado (y varias veces) prácticamente todos los torneos del planeta. Ha sido número uno del mundo durante 428 semanas en trece años distintos, algo que le ubica entre los extraterrestres.
Rafa Jódar no había nacido cuando Djokovic empezó a ganar torneos. Ni Landaluce, ni Tien, ni Mensik, ni tantos que hoy brillan. Carlos Alcaraz, que le adora, tenía tres añitos cuando Novak logró su primer título, en Amersfoort (Países Bajos). Hoy es inevitable que Nole sea el “abuelo” de los torneos en que compite. Sigue jugando extraordinariamente, pero en los partidos largos se cansa muchísimo y da verdadera lástima verle jadear; pero ahí sigue, con toda su furia puesta en lograr su Grand Slam número 25.
Es casi el último de su generación. Nadie quiere imaginar cómo será su retirada, ni sobre todo cuándo, porque el orgullo, a día de hoy, le impide abandonar. Pero sin duda será un drama. No entran muchos Djokovic, muchos hombres extraordinarios, en un solo siglo.
Personal eventual hasta abril del Gobierno del PP en la capital aragonesa, Pablo Millán ha obtenido la mayor puntuación en el proceso. Uno de los tres miembros de la comisión evaluadora procede de la misma Área municipal en la que él trabajaba
De “analista financiero” a asesor primero del Gobierno del PP en la capital aragonesa, firmante de uno de los informes económicos para justificar las obras en La Romareda, y a inminente alto cargo laboral de Zaragoza Deporte Municipal a través de una oposición. Pablo Millán está a punto de convertirse en nuevo director de Programas, Eventos y Proyectos Deportivos de la entidad municipal en un proceso con puntos polémicos, como que sea una plaza de nueva creación y con mayor categoría que la que sustituye, que cesara del cargo justo en medio del plazo de solicitudes o que uno de los tres evaluadores de la comisión sea técnico de la misma área en la que Millán trabajaba como asesor.
Tal y como refleja la puntuación definitiva del concurso-oposición. Millán obtuvo 85,134 puntos, frente a los 78,700 del único aspirante que también superó las pruebas. El Consejo de Administración de Zaragoza Deporte tiene previsto aprobar precisamente este viernes la adjudicación de la plaza.
Su salario en el puesto recién creado ascenderá a unos 62.000 euros brutos al año –79.000 euros de coste real para la empresa municipal–, frente a los en torno a 49.000 euros que se percibía por la plaza anterior, de categoría A2.
Millán fue nombrado asesor del Gobierno municipal, como personal eventual, por decreto del 28 de agosto de 2023, firmado por el concejal de Personal, Alfonso Mendoza. Tres meses después firmó, en calidad de “asesor del Área de Presidencia”, un informe económico-financiero de 65 páginas que se incorporó al expediente de constitución de La Nueva Romareda SL, la sociedad del Ayuntamiento, el Gobierno de Aragón y el Real Zaragoza para financiar el nuevo estadio. El documento concluía que la sociedad sería “sostenible económicamente”, con una rentabilidad del 4,44%.
No era la primera vez que trabajaba sobre el estadio. El Ayuntamiento ya había presentado ante el Tribunal Superior de Justicia de Aragón un informe suyo del 25 de mayo de 2023, firmado como 'senior financial analyst', tres meses antes de su nombramiento. El auto del TSJA que suspendió cautelarmente la anulación del concurso del estadio recoge sus cifras de 6.400 empleos y una rentabilidad para la ciudad de 335 millones de euros.
Una plaza a estrenar
El puesto que va a ocupar Millán no existía hasta este año. Zaragoza Deporte lo incluyó en su plantilla de 2026 para sustituir la Jefatura de Actividades y Programas, una plaza del grupo A2 que se amortiza por la jubilación de su titular, prevista para agosto. La entidad municipal defendió con posterioridad que el nuevo puesto tiene “unas funciones más amplias” y un carácter “muy transversal”, por lo que no se exigió una titulación concreta vinculada con el deporte: vale cualquier grado universitario.
Las bases las propuso el Departamento de Administración de la sociedad el 25 de marzo, “con el conforme del Sr. Vicepresidente”. Este puesto lo ocupa el concejal de Deportes, Félix Brocate, cuya delegación se integra precisamente en el Área de Presidencia, Relaciones Institucionales y Seguridad Ciudadana. El Boletín Oficial de la Provincia publicó las bases el 14 de abril, con un plazo para presentar solicitudes del 15 al 29 de ese mes: el día 21, un decreto cesó a Millán como asesor, “agradeciéndole los servicios prestados”.
El BOPZ publicó también la composición de la comisión de selección, con tres miembros con voto. La preside la jefa del Departamento de Administración de Zaragoza Deporte, la misma responsable que firmó la propuesta de bases y, más tarde, el escrito que las defendió frente a un recurso. La completan el director del Pabellón Príncipe Felipe y un “técnico del Área de Presidencia, Relaciones Institucionales y Seguridad Ciudadana del Ayuntamiento de Zaragoza”. Se trata de la misma área en la que Millán se presentaba como “asesor técnico” de “proyectos estratégicos (deportes)”.
Según la documentación del proceso, el 4 de mayo, tras conocer la lista de aspirantes, todos los miembros declararon no estar incursos en ninguna causa de abstención.
Recurso del colegio profesional
El Colegio Oficial de Licenciados en Educación Física y en Ciencias de la Actividad Física y del Deporte de Aragón (COLEFA) recurrió las bases el 14 de mayo. Pedía que la plaza quedara reservada a titulados en Ciencias del Deporte y se amparaba en el artículo 81 de la Ley del Deporte de Aragón, que exige titulación oficial para ejercer como director deportivo. La Asesoría Jurídica municipal respondió que no se estaba “convocando una plaza de director deportivo” y que serían admisibles titulaciones como Derecho o Económicas. El Consejo de Administración desestimó el recurso el 29 de mayo.
Al concurso se admitieron 13 aspirantes, todos los que se presentaron. Ocho acudieron al examen y solo dos superaron el test, en el que Millán obtuvo la mejor nota: 25,80 puntos sobre 30, frente a 22,20. En el segundo ejercicio, dos supuestos prácticos que puntúa la propia comisión, sacó 29,334 sobre 40, frente a 26,500. En la fase de méritos, ambos aspirantes obtuvieron la puntuación máxima, 30 de 30, sin que se haya publicado el desglose.
Las bases otorgan 2,5 puntos por año de servicios en la Administración “en puesto análogo”. El Estatuto Básico del Empleado Público establece que la condición de personal eventual “no podrá constituir mérito para el acceso a la Función Pública”. Al no haber trascendido el mencionado desglose, no se puede conocer si Millán obtuvo puntos por el periodo como eventual del Ayuntamiento.
La cuestión no es nueva en el Ayuntamiento. En 2021, Podemos y Zaragoza en Común denunciaron que a una exasesora vinculada al PP se le había computado su etapa como eventual para lograr una plaza fija en el Instituto Municipal de Empleo. Defendió entonces el proceso el mismo concejal de Personal que nombró y cesó a Millán, Alfonso Mendoza.
El proceso cumple con las “garantías legales”
Preguntado por este periódico, el Gobierno municipal defiende que el proceso “ha cumplido de principio a fin con todas las garantías legales y procedimentales exigidas”. Asegura que se trata de un procedimiento “plenamente transparente, equitativo y ajustado a derecho” y que la comisión actuó “con estricta neutralidad e imparcialidad”, con una valoración “objetiva” y conforme a las bases. La respuesta sostiene además que las bases establecieron un marco que fue aceptado por todas las partes “al no ser impugnado”. Sin embargo, el COLEFA recurrió esas bases el 14 de mayo y el Consejo de Administración de Zaragoza Deporte desestimó el recurso.
El Ayuntamiento afirma que haber trabajado en la institución “no excluye el derecho de presentarse a una oposición” y que evaluar a candidatos que trabajan o han trabajado en ella no puede suponer “ningún menoscabo” de la objetividad del tribunal. No aclara, en cambio, si Millán y el técnico del Departamento de Presidencia coincidieron en su trabajo en esta área. Tampoco dice si se planteó la posibilidad de que el vocal se abstuviera. Sobre este último, el Gobierno municipal subraya que es un funcionario que “ha formado y forma parte de un importante número de tribunales”, con “una conducta intachable en cada uno de los procesos”. Por ello, sostiene, no cabe “la menor duda” sobre su neutralidad y objetividad.
El mundo hoy estaba más preocupado que la Argentina con Brasil. El monumental hackeo a Binance, una de la principal exchange de criptomonedas, que se cree que podría superar los USD 5.000 millones, no solo afectó a las cotizaciones nocturnas a las acciones del sector, sino que derribó a las criptomonedas. Anoche, tarde, el bitcoin caía 5% y el dólar bajaba 0,20% frente a las principales divisas.
En tanto, en Brasil, la Bolsa de San Pablo perdió 1,06% y el ETF, el índice que representa a los principales bonos, divisas y acciones del país vecino, bajó 1,5% pero fue acompañado por un retroceso similar en el índice de emergentes. El real tuvo otra devaluación de 0,5% y elevó al dólar a 5,37. Antes de las elecciones, los brasileños pagan 4,97 reales por dólar. La devaluación desde el triunfo de Lula es de casi 11 por ciento.
A favor de la Argentina jugó que, cerca del cierre, el Bono del Tesoro de Estados Unidos, que rendía 5% comenzó a subir y terminó con una tasa de retorno de 4,90%, la más baja desde los primeros días de septiembre. La suba se debe a que tras la mala rueda de las acciones de inteligencia artificial que hizo caer 1,38% al Nasdaq de las tecnológicas, se conoció la noticia del hackeo a Binance y los inversores buscaron refugio en los bonos soberanos del Tesoro y se alejaron de las obligaciones negociables de las tecnológicas.
Esto explica la suba de los bonos argentinos. Los bonos Globales que son los que inciden en la medición del riesgo país rebotaron hasta 1,40% y el riesgo bajó 24 unidades (-2,9%) a 741 puntos básicos.
Otro dato a favor de los bonos fue que los AO28 y AO29 emitidos recientemente tuvieron recuperaciones de hasta 0,8 por ciento. Estos títulos vencen después de las elecciones. El problema de los inversores no es si están los dólares, sino quiénes pagarán la deuda después de 2027.
El otro obstáculo que se asumió oficialmente es que la inflación va a subir este mes por el alza de la carne, combustibles y precios regulados. Pero lo que no dice el Gobierno es que la inflación es un dato que afecta al mundo. Por caso, Japón, que desconocía lo que era la suba generalizada de precios, está por subir las tasas y los bonos soberanos rinden cerca de 3 por ciento. La inflación subyacente es de 2 por ciento. Europa tiene un diagnóstico similar y en Estados Unidos sigue por encima del objetivo y obligará a la Reserva Federal a subir la tasa de referencia antes de fin de año.
El presente cambia tan rápido que la lectura del crecimiento de 3,4% anual de Estados Unidos se debió a la actividad del sector de Inteligencia Artificial que ahora está generando dudas en los inversores tras la presentación de los nuevos balances.
En Estados Unidos el crecimiento también va por sectores. El inmobiliario está en caída directa y así como la industria tiene una desaceleración importante, no sucede lo mismo con la tecnología, las refinerías y el agro.
El dólar ayer se debilitó en el mundo y en la Argentina. En el Mercado Libre de Cambios (MLC) se operaron USD 621 millones y tras tres ruedas consecutivas de ausencia, el Banco Central compró USD 47 millones. El dólar mayorista bajó 3 (-0,2%) a 1.539 pesos.
La consultora F2 que dirige Andrés Reschini señaló que los depósitos en dólares del Tesoro en el BCRA subieron 22 millones el martes luego de la caída de USD 95 millones del lunes cuando se presume que realizó ventas para contener al tipo de cambio. “En futuros el volumen de operaciones fue de 2.008.026 contratos con ajustes a la baja, aunque con un incremento en el interés abierto de nada menos que USD 183 millones. Asimismo, en la rueda de bonos dollar linked (DL) en BYMA, t+1 el volumen de operaciones se elevó a casi USD 200 millones (VN) por lo que la demanda de cobertura estuvo algo más activa en la previa de cierre de mes”, dijo.
En la plaza financiera, el MEP bajó $6 a $1.579, mientras el contado con liquidación (CCL) aumentó $13 a $1.649. El blue se mantuvo en 1.565 pesos.
El analista financiero Nau Bernues se preguntó si volvió la demanda de pesos. Porque “por primera vez en más de un año, los pesos nuevos se quedan en la calle”.
El BCRA publicó el Informe de Política Monetaria de septiembre y la remonetización parece que vuelve a la cancha. La pregunta que vale es si esa demanda de pesos es genuina y si va a durar. Según el BCRA, el cambio es consistente con la baja de la inflación, el nivel de tasas, la suba de los medios de pago y la necesidad de fondos prestables que tienen los bancos. La inflación promedió 1,9% mensual entre julio y septiembre, 0,3 puntos menos que en el segundo trimestre, con la núcleo del BCRA en 2,0 por ciento. La interanual del trimestre subió 0,5 puntos, a 33,6 por ciento, por efecto base. Para entender cuántos pesos quiere tener la gente pesa más el ritmo mensual y ese ritmo bajó.
Bernues señaló que el cuadro de los créditos es “más flojo”. Nota que el crédito al sector privado en pesos y dólares creció 0,6% real por mes en promedio en el tercer trimestre, aunque el que empuja es el de dólares. “En pesos quedó estable en términos reales y el de consumo bajó. La mora del crédito bancario al sector privado se mantuvo en torno a 7,7% entre julio y septiembre. Los bancos necesitan fondos para prestar, pero el crédito en pesos todavía sigue en el banco de suplentes”, señaló.
La Bolsa tuvo una rueda mixta que no se reflejó a pleno por la baja de dos empresas que tienen alta ponderación en las líderes. El Merval bajó 1% en pesos y 0,1% en dólares. Las bajas de Edenor (-4%) y de YPF (-3,9%) condicionaron al índice.
Anoche, en el mercado overnite, se veía el efecto de la crisis que nació en Binance. Si bien la acción llegó a tocar USD 680 con una caída de casi 9%, estaba recortando pérdidas y cotizaba a USD 702 con lo que la baja cedió a poco más de 6 por ciento. Es lógico el rebote porque las explicaciones que se dieron mostraban una crisis controlada. De todas maneras, el Nasdaq de las tecnológicas está bajo fuego cruzado y anoche perdía 2,34%, mientras el S&P 500 bajaba poco más de 1%. La crisis de Binance se unió al mal balance de Google.
A su vez, el petróleo resurgía amenazante con alzas de alrededor de 2,5% con el Brent en USD 113,50. El dólar perdía 0,30% y el Bitcoin estaba en USD 76.580 (-4,22%).
El escenario no va a afectar a la Argentina, pero queda la duda de si el renacimiento de los bonos soberanos se podrá sostener.
«Cabeza fría». Este jueves, a mediodía, Alberto Núñez Feijóo se desplazó hasta el puesto de mando avanzado en la localidad toledana de Urda. Zona cero de la tragedia ferroviaria. Su visita tuvo lugar minutos antes de la confirmación de la muerte de una persona muy querida por su partido: Fátima Báñez. Después de un día entero de angustia. En la tarde, el PP instaló en su sede nacional un libro de condolencias. En una imagen que difundió la formación se podía leer una parte de la dedicatoria del presidente: «Fátima es la España que queremos y por la que trabajamos en su partido».
A cierre de esta edición, eran 69 las vidas víctimas del siniestro ferroviario. Entre ellas, Fátima. Un nombre propio que conmociona al primer partido del país, donde son tantos los amigos que lloran su pérdida.
El líder popular pidió «respeto» y también «memoria». Coherente con su decisión de suspender la campaña electoral, en su intervención ante los medios de comunicación mantuvo en todo momento un tono institucional. «Lo que ha pasado ha truncado la vida de muchas personas», se dolió.
El PP avanza hacia una primera reclamación: «Responsabilidades políticas». Después de «lo urgente», dijo Feijóo, «viene lo importante». Las «más de cien muertes en dos accidentes de tren de la Alta Velocidad en ocho meses y en el mismo corredor ferroviario conllevan un cuestionamiento del sistema». Los españoles, apuntó, «necesitan respuestas y ya se están preguntando qué es lo que pasa en la Alta Velocidad».
No quiso ahondar en su crítica. «Vamos a respetar a los muertos, vamos a enterrarles, vamos a acompañar a sus familias. Pero es evidente que tenemos que tomar decisiones», anticipó. «Las responsabilidades políticas no se pueden asumir cuando termine una investigación» y, además, no «son opcionales. Son imprescindibles desde el punto de vista ético y moral».
Núñez Feijóo no especificó si se refería a la dimisión del ministro Óscar Puente. Aunque luego no dejó lugar a equívoco: «Yo sé lo que haría si fuese presidente del Gobierno. Primero, en el nombramiento. Segundo, durante la ejecución y el mandato de ese ministro. Tercero, con los accidentes y los incidentes de AVE reiterados que hemos vivido».
Por la tarde, el grupo popular en el Congreso informó de una petición urgente para que sea el propio Pedro Sánchez quien dé la cara de lo ocurrido ante el Pleno de la Diputación Permanente. «Las responsabilidades no terminan en Óscar Puente. Sánchez fue quien le nombró, quien le sostiene y quien ha liderado a través de varios ministros (entre ellos Ábalos y Puente) una deficiente gestión del sistema ferroviario de nuestro país que ha desembocado en múltiples incidencias, incluidos los terribles siniestros ocurridos en Adamuz, Gelida y Urda».
A los populares no les vale que Puente se preste a comparecer de forma voluntaria la semana próxima. Quieren que sea Sánchez el que ofrezca las debidas explicaciones. «El PP considera insuficiente la comparecencia a petición propia del ministro de Transportes, y reclama que sea el presidente del Gobierno quien ofrezca explicaciones en el Congreso, después de haber dicho que era ‘inasumible’ que en España se hayan producido dos accidentes con 120 muertos confirmados en menos de nueve meses».
En su declaración ante los medios, el presidente del PP quiso trasladar una reflexión más profunda sobre Puente. Sin mencionarlo por su nombre. «La política no consiste en descalificar. La política no consiste en hablar. La política consiste en hacer. Para ejercer un cargo político y, mucho más, si tiene un componente técnico se necesitan tres cosas: experiencia, gestión y rigor». Los nombramientos, subrayó, «tienen que ser a personas que tengan trazabilidad y experiencia». Su exigencia, en caso de llegar a gobernar la nación, es y será siempre: «Experiencia, experiencia y experiencia. Gestión, gestión y gestión. Y rigor, rigor y rigor».
Hoy, el presidente popular se reúne en Génova 13 con expertos del sector ferroviario. «Llevamos desde Adamuz contactando con los responsables de seguridad de Renfe, de Adif. Llevamos toda la mañana reunidos con ellos. Vamos a tener memoria. Vamos a devolver la confianza al sistema ferroviario español», incidió. Con representantes sindicales, maquinistas y antiguos altos cargos abordará la situación en la que se encuentra la red ferroviaria.
Un encuentro que viene precedido por el de ayer. Feijóo estuvo reunido con los responsables del puesto de mando avanzado, con el presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, y con el alcalde de Toledo, Carlos Velázquez. Le acompañó en todo momento el presidente regional del PP, Paco Núñez. Confirmó que desde que sucedió la tragedia no se ha cruzado un solo mensaje con Sánchez. «Nadie del Gobierno me ha llamado», respondió ante el interés de la prensa. «He sido atendido muy cordialmente por el presidente Page». Una nula interlocución entre Gobierno y oposición que no deja de ser anómala.
En su intervención de ayer, Núñez Feijóo también quiso elogiar a otra España: la España apolítica. «Ayer vimos a la mejor España. Cómo un pueblo coge los coches y se va al campo, donde atraviesa la línea de ferrocarril de AVE. Hemos visto una actitud ejemplar y cómo los servicios de emergencias, sanitarios y Fuerzas y Cuerpos de Seguridad actuaron con la mayor ejemplaridad».
Práxedes Mateo Sagasta, autor junto a Cánovas del Castillo de la sabia Constitución de 1876, dijo en una ocasión memorable: «En política, nada más difícil que destituir al amigo incompetente». A lo que Cánovas replicó: «Ni nada más arriesgado que no destituirle».
Desde la moderada objetividad y a la vista de todo lo ocurrido a lo largo del último año con alarido final en Urda, Pedro Sánchez debería destituir de manera fulminante a Óscar Puente, su gran amigo, al que nombró ministro de Transportes. No lo hizo en su momento; no parece que vaya a hacerlo ahora, a pesar de que están claros muy varios aspectos de la responsabilidad de Óscar Puente en la quiebra de nuestro sistema ferroviario. La máxima responsabilidad política, en todo caso, se deriva de la incompetencia del ministro Puente, el agresivo político de las intemperancias habladas y de los tuits incontrolados.
La destitución de Óscar Puente, aunque tarde, exoneraría de alguna forma a Pedro Sánchez. Mantenerle en el poder significa que el presidente del Gobierno asume la entera responsabilidad del desastre político de su gestión. Hay que comprender lo ocurrido en Urda y su repercusión en un periodo electoral tan ponzoñoso y virulento como el actual. Parece claro que Pedro Sánchez se esforzará por caminar con pies de plomo midiendo las reacciones de cualquier decisión que tome, porque, como decía Cánovas del Castillo, seguramente lo más arriesgado se deriva de no destituir al amigo incompetente.
La suficiencia política y la falta de mantenimiento real se encuentran en el epicentro de la destrucción de imagen del sistema ferroviario español, que fue durante años en alta velocidad la admiración del mundo entero. Ciertamente, salvo pucherazos de última hora, Pedro Sánchez tiene perdidas, conforme a las encuestas científicamente serias, las elecciones generales del 29-N. Habrá que convenir que la catástrofe de Urda le ha puesto las cosas especialmente difíciles. Una parte sustancial de la opinión pública está contrita e indignada. Y no le será fácil al presidente del Gobierno elaborar un relato cargando las culpas sobre alguien que no sea el ministro Óscar Puente.
Aún recuerdo mi primer viaje en AVE de Barcelona a Madrid: la copa servida con una sonrisa al llegar; el silencio relajante tan de agradecer tras años de traqueteo en Renfe y el vistazo confiado al reloj: llegada en 2 h 30 m.
La Habana, 29 oct (Prensa Latina) Las Avispas de Santiago de Cuba defendieron hoy la cima oriental del béisbol cubano con un triunfo de 10-9 sobre los Cachorros de Holguín.
Los corazones de los seguidores de 'Star Trek' se han encogido tras haberse conocido la muerte de Patrick Stewart, el insustituible almirante Picard de la saga. El actor falleció este miércoles 28 de octubre, pero ha sido un día después cuando su familia ha informado de su muerte a través de un comunicado en el que pide una donación a un centro de beneficencia encargado de personas enfermas de Alzheimer. El actor tenía 86 años y deja un legado imborrable, siendo 'Star Trek: Picard' uno de sus últimos proyectos en la pequeña pantalla.
Emitida en España a través de Prime Video, la ficción siempre ha sido considerada una de las producciones más destacadas de la era moderna de la franquicia. Su principal logro fue hacer posible el esperado regreso de Patrick Stewart para otorgarle a Jean-Luc Picard un nuevo y complejo capítulo en su historia, transcurridos ya varios años desde el final de 'Star Trek: La Nueva Generación'.
Creada por Akiva Goldsman, Michael Chabon, Kirsten Beyer y Alex Kurtzman, la serie se estrenó originalmente en 2020 y presentaba a un almirante retirado de la Flota Estelar profundamente marcado por dos sombras del pasado como fueron la trágica muerte de Data en la película 'Star Trek: Nemesis' (2002) y la devastadora destrucción del planeta Rómulo. Desde su retiro en el viñedo familiar en Francia, Picard se veía abocado a una última gran aventura en defensa de los seres sintéticos, un viaje físico y emocional en busca de redención.
A lo largo de sus tres temporadas 'Star Trek: Picard' apostó por un tono más pausado, introspectivo y centrado en los personajes que otros títulos de acción rápida de la marca. Mientras que sus primeras entregas contaron con un variado reparto internacional, con rostros como Alison Pill, Michelle Hurd, Santiago Cabrera o Jeri Ryan, la ficción reservó su traca final para la historia de la televisión de ciencia ficción.
La tercera y última temporada se convirtió en un auténtico acontecimiento para los fans al reunir a gran parte de la tripulación original de 'La Nueva Generación'. Las apariciones especiales de LeVar Burton, Michael Dorn, Jonathan Frakes, Gates McFadden, Marina Sirtis y Brent Spiner elevaron la entrega final como una emocionante carta de amor a los seguidores y un tributo definitivo a la era dorada que definió el rumbo de toda la propiedad intelectual.
Aunque en su momento algunos sectores de la crítica señalaron la lentitud de su ritmo inicial, la serie cosechó valoraciones muy positivas, consagrándose sobre todo por la magistral e incansable interpretación de un Patrick Stewart que volvió a encarnar a uno de los personajes que marcaron su prolífica carrera.
Na Galeria Anjos Teixeira iniciou-se hoje o ciclo de iniciativas sobre “90 anos da Revolta do Leite”, no quadro da dinâmica preparatória do Centenário daquele importante acontecimento histórico, em que Edgar Silva realizou uma exposição sobre “Os assassinados pela polícia”. As iniciativas deste ciclo de estudos sobre a Revolta do Leite concretizará propostas de encontro […]