Cerca de 50 utentes dos Centros Seniores de Lagoa e Carvoeiro recriaram, no dia 29 de setembro, os tradicionais Banhos de São Miguel, na Praia do Carvoeiro.
A ação, promovida pela União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, teve como objetivos preservar a herança cultural da região e combater o isolamento na terceira idade.
Os participantes concentraram-se no Centro Sénior de Carvoeiro e seguiram depois para a praia. Ali, vestiram trajes de banho de época e mergulharam no mar, naquele que foi o momento mais marcante do dia.
A recriação evocou o costume das populações locais, que desciam à praia nos dias próximos da festividade do arcanjo São Miguel, convictas das propriedades curativas do mar.
Os alunos da E.B. de Carvoeiro assistiram à demonstração, o que permitiu transmitir este património imaterial às gerações mais novas.
Depois do banho, os participantes partilharam um lanche. A tarde terminou no areal, com convívio e baile ao som da atuação ao vivo do músico Paulo Coelho.
José Manuel Fernandes, Presidente da União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, sublinhou o alcance da iniciativa, referindo que “esta recriação cumpre o propósito de promover uma prática popular que faz parte da identidade algarvia e, em simultâneo, garantir uma dinâmica de convívio para a nossa população mais idosa.” O autarca destacou ainda o contributo dos mais novos, afirmando que “a presença dos alunos da E.B. de Carvoeiro enriqueceu a iniciativa, pois fomentou o contacto intergeracional e assegurou que os costumes da nossa terra continuam a ser ensinados às novas gerações”.
Também Rúben Palma, Vice Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, marcou presença neste momento realçando “a importância de manter vivas as tradições da terra, bem como da região, para que as gerações futuras possam ter contacto com os costumes dos seus pais e avós, e que também eles vejam nestas iniciativas uma forma de manter viva a história das nossas gentes”.
A União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro agradece à Câmara Municipal de Lagoa pela cedência de transporte aos utentes do Centro Sénior de Lagoa.
As ruas da cidade de Albufeira encheram-se de cor, convívio e desporto no passado domingo, 11 de outubro, com a realização da primeira edição do Bike Fun Marathon.
A freguesia de Salir será palco, no próximo dia 17 de outubro, sábado, da 3.ª Prova de Duatlo de Salir, integrada no Campeonato Regional do Algarve e Baixo Alentejo.
Organizada pela Junta de Freguesia de Salir, com o apoio da Federação de Triatlo de Portugal e do Município de Loulé, a iniciativa reúne atletismo e BTT numa prova que desafia a resistência, a preparação física e a determinação dos atletas.
A competição compreende três segmentos: 5 quilómetros de atletismo, 20 quilómetros de BTT e, por fim, 2,5 quilómetros de atletismo, num percurso que promete momentos de exigência e superação.
Para além da componente competitiva, esta iniciativa pretende promover a prática desportiva e os hábitos de vida saudáveis, contribuindo igualmente para a dinamização da freguesia e para a valorização do território através do desporto.
As inscrições e as informações relativas aos horários podem ser consultadas no sítio oficial da Federação de Triatlo de Portugal, em www.federacao-triatlo.com, ou solicitadas junto da Junta de Freguesia de Salir, através do telefone 289 489 119 ou do endereço de correio eletrónico secretaria@salir.pt.
A 3.ª Prova de Duatlo de Salir convida atletas e público a associarem-se a mais uma jornada dedicada ao desporto, à competição e ao espírito de superação, reforçando o papel destas iniciativas na promoção de um estilo de vida ativo e na dinamização da comunidade local.
Benfica perdeu por apenas um golo na Dinamarca, diante do Holstebro (32-31), enquanto o Águas Santas não resistiu ao poderio dos alemães do Flensburg (22-36). Marítimo salvou a noite portuguesa com triunfo convincente sobre os espanhóis Bidasoa (40-32).
OBenfica voltou a ficar muito perto de pontuar na Liga Europeia de andebol, mas saiu da Dinamarca com a segunda derrota em dois jogos no Grupo F. As águias perderam por 32-31 diante do TTH Holstebro, num encontro marcado pelo equilíbrio e que chegou ao intervalo empatado (15-15). A formação encarnada manteve-se na discussão até aos últimos segundos, mas não conseguiu completar a recuperação. William Bogojevic e Álex Barbeito, ambos com sete golos, foram os melhores marcadores do Benfica.
Do outro lado esteve uma figura bem conhecida dos encarnados. Gustavo Capdeville, antigo guarda-redes do Benfica, defendeu agora as cores do Holstebro e reencontrou o antigo clube numa noite que terminou com festa dinamarquesa.
Na Maia, o Águas Santas ainda assustou o poderoso Flensburg-Handewitt. Os maiatos chegaram a liderar por 8-6, mas os alemães responderam com autoridade, alcançaram o intervalo a vencer por 18-10 e acabaram por se impor por 36-22. Tiago Sousa, com cinco golos, foi o melhor marcador da equipa de Marco Sousa, que permanece com um ponto no Grupo E.
Quem teve motivos para sorrir foi o Marítimo. Depois da derrota pela margem mínima frente ao Limoges na estreia, os insulares bateram o Bidasoa Irún por 40-32, num encontro que já dominavam ao intervalo (20-13). Délcio Pina foi a grande figura da formação madeirense, terminando com dez golos, enquanto Luciano Silva, Diogo Silva e Rúben Santos acrescentaram cinco cada num triunfo convincente que permitiu ao Marítimo celebrar a primeira vitória nesta edição da Liga Europeia.
Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, comentou o caso Cristiano Ronaldo, dizendo também que estão perante um “mal-entendido”.
“Somos a primeira seleção europeia a ser classificada para os quartos de final. O que sentimos é que os portugueses voltaram a acreditar na seleção. É o resultado dos jogadores, da equipa técnica e do apoio desta estrutura. Temos gerações extraordinárias. Isto aconteceu em 14 dias de trabalho, foi o que nós prometemos”, começou por elogiar.
Quanto ao caso de Cristiano Ronaldo, repetiu Jorge Jesus ao falar de um “mal entendido”. “Conversas entre treinador e jogadores, o presidente da FPF não se mete. Estamos a falar do maior jogador de todos os tempos. Temos de fazer uma vénia ao Cristiano Ronaldo. Ele está na seleção nacional por mérito próprio. Ele faz parte da nossa seleção, é a nossa bandeira. O mister disse que ele pode ser convocado. Podia ter acabado a carreira na seleção após o Mundial, mas não o fez por amor”, comentou.
“Sou testemunha desta relação que Cristiano tem com o povo português, com a nossa seleção. Portanto, agora que terminaram estes 4 jogos, e era importante ter terminado com tranquilidade porque o tema desportivo era o que nos guiava, vamos ter todos tempo e tranquilidade para nos sentarmos e resolver um mal-entendido. E os mal-entendidos resolvem-se quando este triângulo que é a FPF, treinador e jogadores fazem parte deste processo. Ronaldo faz parte do nosso património e estará cá sempre que o mister assim o quiser”, garantiu.
Pedro Proença foi questionado se esta situação poderá abrir precedentes na seleção. “Com certeza que não está a ser uma casa sem regras. Estas dinâmicas acontecem dentro do grupo de trabalho. A FPF resolve as situações na sua própria casa. Volto a reiterar. Existe uma relação muitíssimo forte entre Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo. Se assim não fosse, se calhar Ronaldo já tinha abandonado a nossa Seleção. Não o faz por esta relação umbilical e respeito. Tudo o que vai acontecer nos próximos dias são momentos de tranquilidade, de conversa, de discussão e o que queremos é que em novembro possamos estar novamente todos com a nossa seleção”, concluiu.
Jorge Jesus reagiu, na quarta-feira (7), ao comunicado de Cristiano Ronaldo, no qual acusa o selecionador português de ter mentido e ter estado na origem da polémica que levou CR7 a deixar o último estágio da seleção.
À saída de casa e em declarações à CNN, Jorge Jesus não respondeu às acusações de que foi alvo. “Li o comunicado, e agora, como faço todos os dias, vou para a Federação trabalhar, pensar na equipa e na seleção. Não tenho mais nada a dizer”, comentou o treinador.
Recorde-se que Cristiano Ronaldo teceu duras críticas às decisões e à postura de Jorge Jesus durante e depois do jogo com a Noruega, que Portugal venceu. Em comunicado, o avançado do Al Nassr, de 41 anos, fala mesmo em “absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador”.
Cristiano Ronaldo pede desculpa aos adeptos e colegas de equipa por ter deixado o estágio, atitude que justifica com a “quebra de confiança” no selecionador. Antecipa ainda possível castigo e deixa porta aberta ao regresso.
Seis dias depois de ter abandonado o estágio da equipa das quinas na véspera do jogo com a Dinamarca, Cristiano Ronaldo cumpriu a promessa de dar a sua versão sobre o que se passou, acusando Jorge Jesus de ter faltado duas vezes à “palavra dada”, primeiro quando não o colocou em campo frente à Noruega e depois quando assumiu uma postura de “quero, posso e mando” na conferência de Imprensa antes da partida de Copenhaga, postura essa que “não manifestou, em privado, na véspera”.
Num extenso comunicado, Ronaldo confirmou a existência de uma reunião com Jesus a 48 horas do jogo com os dinamarqueses, na qual o selecionador terá concordado abordar, no início da referida conferência de Imprensa, um texto com oito pontos. Nessa espécie de guião, que foi escrito após outra reunião em que também estiveram presentes Simão Coutinho (diretor-desportivo do Al Nassr) e, por videoconferência, Tiago Craveiro (ex-diretor geral da FPF e atual funcionário de uma das empresas do craque madeirense), não estava incluído, segundo CR7, um “pedido de desculpa” do técnico por não o ter lançado em Oslo depois de o colocar a aquecer e de lhe ter pedido para jogar 30 minutos, quando o plano inicial, acordado entre ambos, era de Ronaldo jogar o primeiro e o último jogo dos quatro realizados por Portugal na Liga das Nações.
“Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade”, refere o avançado, que pede “desculpa aos adeptos” por não ter ido agradecer ao relvado após o jogo na Noruega e também aos “companheiros de seleção” por ter abandonado o estágio: “Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é minha. Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí”.
Em relação ao futuro, Ronaldo deixa em aberto um possível regresso, apesar de antecipar uma suspensão por ter violado os regulamentos. “A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela FPF, sem atenuantes. Sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante”, escreveu o madeirense. “Se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa seleção”, concluiu, prometendo ainda aos adeptos “um ou mais jogos de despedida”, neste caso sem ser forçosamente com a camisola das quinas.
Em setembro, o Município de Olhão promoveu dois laboratórios participativos com dirigentes das associações do concelho, envolvendo as áreas do desporto, cultura, artes, recreio, património, ambiente, juventude, entre outras.
As sessões deram continuidade ao processo de auscultação iniciado entre maio e agosto, durante o qual foram recolhidos dezenas de contributos das associações. Os objetivos passam pela revisão do atual Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Desportivo e pela criação de um novo regulamento destinado às restantes áreas do movimento associativo.
Este processo pretende adequar os apoios municipais às atuais necessidades das associações, promovendo maior rigor, transparência, equidade e previsibilidade na atribuição dos recursos públicos, ao mesmo tempo que reforça a proximidade e a colaboração entre o Município e o tecido associativo.
Durante os encontros, foram debatidas matérias como os prazos e procedimentos de candidatura, a simplificação dos processos, os critérios e tipologias de apoio, as despesas elegíveis e a necessidade de considerar a diversidade e as especificidades das diferentes associações.
O vereador responsável pelo Associativismo, Custódio Moreno, destacou a “importância deste trabalho para reforçar o diálogo e a proximidade com as associações”, valorizando “o papel fundamental que desempenham no desenvolvimento da comunidade”. O autarca sublinhou, ainda, a necessidade de modernizar e digitalizar os processos, capacitar as estruturas associativas e promover um planeamento mais atempado e articulado das suas atividades.
Concluída esta fase de participação, o Município inicia, agora, a redação das propostas regulamentares, que voltarão a ser comunicadas às associações antes de seguirem a tramitação legal necessária. O objetivo é concluir o processo nos próximos meses, permitindo que os novos regulamentos tenham aplicação a partir de 2027.
A 4.ª edição do Albufeira Skate Challenge levou atletas e público a descobrir a cidade através do skate, nos dias 3 e 4 de outubro. Sob o conceito “City to Park”, o programa ligou vários espaços emblemáticos de Albufeira ao skatepark, com desafios urbanos e uma nova corrida de obstáculos contra o relógio. O evento integrou a programação oficial de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026.
O skate saiu do seu espaço habitual numa edição que aproximou a modalidade de novos públicos. A estreia do formato “City Takeover” marcou o primeiro dia, com atletas a percorrerem diferentes pontos da cidade, onde encontraram desafios que colocaram à prova a sua técnica e criatividade.
O percurso passou pelo Parque Lúdico de Albufeira, pelo Miradouro da Marina, pelo Rossio e pela zona do Portas da Villa, antes de terminar na Praça dos Pescadores. A circulação dos participantes contou com o acompanhamento da Polícia Municipal, que assegurou o controlo das ruas e vias necessárias ao trajeto.
Na Praça dos Pescadores, o Car Smash tornou-se um dos momentos de maior destaque. Um automóvel especialmente preparado, com rampas e corrimões, serviu de obstáculo às manobras dos skaters, perante um público que acompanhou de perto cada desafio.
No domingo, o Skatepark de Albufeira recebeu as provas de Rush Race, outra das novidades do programa. Nesta corrida de obstáculos contra o relógio, os participantes tiveram de combinar velocidade, equilíbrio e controlo do skate para concluir o percurso no menor tempo possível.
A manhã foi especialmente dedicada aos mais jovens, com as categorias sub-10 e sub-14. O Gifts4Tricks complementou estas provas, com a atribuição de brindes pelas manobras realizadas. Ao longo do dia, o Car4Tricks recompensou também as melhores manobras dos atletas.
Na Rush Race sub-10, Wilma Andersson conquistou o primeiro lugar, seguida de Alice Carneiro, e de Duarte Simões, na terceira posição. Entre os sub-14, Max Messerschimdt venceu a prova, com Max Faulkner e Koa Castro a completarem o pódio.
Na categoria de Elite, Tiago Lopes alcançou a vitória, à frente de Sahar Toledo e Nimrod Toledo, segundo e terceiro classificados, respetivamente. Já o Highest Ollie Contest teve como vencedores Maka, Leny e Pedro Abreu.
A entrega de prémios contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, e da vereadora Maria Cristina Corado, que participaram na distinção dos atletas.
Com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira e da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, esta quarta edição transformou locais de passagem e de encontro em espaços de prática desportiva, onde residentes e visitantes puderam assistir às manobras e contactar de perto com a cultura do skate.
O Município de Olhão, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho e outras entidades parceiras, disponibiliza aos seus munícipes a oferta da Escola a Tempo Inteiro, procurando reforçar a articulação entre a escola, as famílias e a comunidade local e reconhecendo o papel fundamental desta resposta no desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos alunos.
No âmbito desta parceria, a Associação Portuguesa para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital (AI9) disponibilizou os “Baús da Brincadeira” às escolas do Município de Olhão, tendo concluído, na passada sexta-feira, a sua entrega em todos os agrupamentos escolares do concelho. A última entrega decorreu na EB1 n.º 4, onde foram disponibilizados os baús destinados ao Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira.
Cada escola tem agora quatro baús, que disponibilizam um conjunto diversificado de materiais para utilização pelas crianças durante os intervalos.
Os baús incluem materiais criteriosamente selecionados do ponto de vista pedagógico, como jogos de tabuleiro, bolas de diferentes tipos, cordas, arcos, jogos tradicionais e jogos de água, entre outros recursos que estimulam diferentes formas de brincadeira, movimento e interação.
Disponíveis durante os intervalos, estes materiais permitem que as crianças escolham livremente as atividades que querem realizar, explorando os recursos ao seu ritmo e de acordo com os seus interesses, num ambiente de brincadeira espontânea e com a necessária supervisão dos adultos.
Mais do que proporcionar atividades organizadas, a iniciativa pretende valorizar o brincar livre, dando espaço à imaginação, à criatividade, à autonomia e à interação entre pares. O recreio deve ser também um espaço de descoberta, onde as crianças possam experimentar, criar, partilhar e, acima de tudo, ser crianças.
Os “Baús da Brincadeira” constituem, assim, um importante contributo para a criação de recreios mais ativos, inclusivos e estimulantes, reforçando a importância do brincar no desenvolvimento e bem-estar das crianças.
A iniciativa evidencia ainda o valor da parceria entre o Município de Olhão e a AI9, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais ricos, participativos e promotores do desenvolvimento integral das crianças.
Jovens entre os 16 e os 30 anos podem colaborar na organização do European Judo Championships Veterans Portimão 2026. O voluntariado decorre de 21 a 25 de outubro, no Portimão Arena.
A Federação Portuguesa de Judo está a recrutar voluntários e voluntárias para apoiar a organização do European Judo Championships Veterans Portimão 2026, que se realiza entre 22 e 25 de outubro, no Portimão Arena.
O período de voluntariado começa a 21 de outubro, um dia antes do início da competição, e prolonga-se até dia 25, abrangendo o acolhimento dos participantes, a preparação e o apoio logístico ao evento.
Organizado pela Federação Portuguesa de Judo, em articulação com a União Europeia de Judo (EJU), o campeonato deverá reunir mais de 900 atletas de mais de 30 países europeus. No total, são esperadas cerca de 3.000 pessoas diretamente associadas ao evento, incluindo atletas, treinadores, árbitros, dirigentes, convidados institucionais, profissionais da comunicação social e elementos da organização.
A iniciativa destina-se a jovens entre os 16 e os 30 anos e oferece a oportunidade de participar na organização de uma competição internacional e contactar com pessoas de diferentes países e culturas.
Os voluntários selecionados poderão desempenhar funções de acolhimento e orientação de participantes, acompanhamento de delegações, apoio à competição, informação ao público, transportes e mobilidade, logística e operações.
A organização assegura certificado de participação, seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, ressarcimento de despesas de transporte no valor de 13 euros por dia e acompanhamento pela equipa organizadora.
Como participar
Para se candidatarem, os interessados devem estar registados na Base de Dados Única do IPDJ. Quem ainda não tem conta deverá efetuar o registo, ativá-la através do e-mail recebido e completar os dados pessoais, incluindo morada e número de telefone.
O piloto de Matosinhos terminou os dois primeiros troços a menos de seis segundos do líder, ao volante de um Toyota Yaris Rally2 assistido pela Racing 4You.
Luís Cidade iniciou esta tarde, em Lagoa, a sua estreia no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), fechando o primeiro dia competitivo do Rallye do Algarve na terceira posição da classificação geral.
Ao volante do Toyota Yaris Rally2 assistido pela Racing 4You, o piloto de Matosinhos assinou o segundo melhor tempo nos 7,48 quilómetros da primeira especial. No segundo troço, com 10,69 quilómetros, registou o quarto tempo, garantindo um lugar entre os três primeiros, a menos de seis segundos do líder.
O programa desta noite inclui ainda a City Stage de Lagos, que não conta para a classificação.
«Foi um dia muito curto, mas positivo sob todos os aspetos. Os dois troços eram espetaculares e com bastantes zonas rápidas, e rapidamente encontrei o meu ritmo. Fechar o meu primeiro dia de CPR na terceira posição é, sem dúvida, muito especial, mas amanhã é que tudo se decide. O Jet [Jorge Carvalho] esteve sempre impecável e os tempos saíram», afirmou Luís Cidade no regresso a Lagoa.
Atual líder do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, com um Can-Am Maverick, Luís Cidade enfrenta amanhã, ao lado do navegador Jorge «Jet» Carvalho, o derradeiro dia da prova algarvia.
Esta participação marca também o início da preparação do piloto da Milfa para 2027, ano em que prevê disputar o CPR a tempo inteiro com o Toyota Yaris Rally2 estreado nos troços do Algarve.
O português Noah Monteiro venceu as duas corridas do Campeonato Espanhol de Fórmula 4 disputadas em Jerez de la Frontera, em Espanha, ficando a quatro pontos da liderança da competição.
Ofilho do antigo piloto de Fórmula 1 Tiago Monteiro conquistou a pole position para ambas as provas, na quinta ronda do campeonato, e assinou ainda a volta mais rápida da segunda corrida.
Na primeira prova, Noah Monteiro liderou todas as voltas e alcançou a sua primeira vitória na época regular, antes de repetir o triunfo numa segunda corrida marcada pelas temperaturas elevadas, com o asfalto a ultrapassar os 50 graus.
Depois de controlar o andamento na corrida inaugural, o português voltou a gerir o desgaste dos pneus na segunda prova, conseguindo a volta mais rápida na fase final.
“Era fundamental arrancar bem e colocar alguma pressão nos principais adversários e foi exatamente isso que consegui fazer. A partir daí, ganhei algum espaço e geri o andamento para não permitir qualquer ataque”, explicou, sobre a primeira vitória do dia. “Trabalhámos muito no último mês e é um orgulho poder conquistar estes resultados, ouvir o hino de Portugal a tocar por duas vezes e agradecer o apoio de todos a partir do lugar mais alto do pódio”, salientou.
Matthew Hauser bateu Vasco Vilaça, campeão mundial de triatlo, na chegada à meta. (Salvador Sas/EFE)
O campeão do mundo de triatlo de Elites, Vasco Vilaça, lamentou a forma “muito feia” como Matthew Hauser o venceu na superfinal de Pontevedra, com um sprint que não deseja ver repetido na modalidade.
“Digo sem medo nenhum que achei muito feio o modo como o australiano acabou a prova. Deveria haver regras contra isto. Sem dúvida que há regras de fair play e isto foi o maior anti-fair play que já vi”, criticou, em declarações à Lusa.
Com o título garantido, uma vez que lhe bastava terminar até quinto, Vasco Vilaça e o australiano, campeão em 2025, disputaram mais um sprint para vencer a superfinal que encerrou a época, com Hauser a mudar de trajetória quando vê o luso a avançar, bloqueando a hipótese de ultrapassagem.
“Ele já me ganhou muitos sprints e respeitei-o quando foi melhor do que eu. Quando estava a passá-lo, a forma como ele se atira para cima de mim, bloqueia e puxa-me para o lado… cheguei ao ponto que tive que começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta. Foi muito feio…”, recordou.
Vasco Vilaça terminou a época com 5.006,25 pontos, superando o australiano por 260,49, num pódio que contou com o jovem português Ricardo Batista, a 934,80 pontos.
Ainda assim, Vilaça não escondeu alguma frustração: “Sinto que me roubou o primeiro lugar, mas, pior, é que foi muito feio e não foi justo. A parte bonita do desporto é sermos realmente justos e respeitarmo-nos uns aos outros, quem é mais forte do que nós e trabalhar para sermos melhores. Joguei justo toda a época. Custou-me muito no momento, estive ali um minuto depois da prova muito chateado com isso, mas não quis estragar o meu momento de celebração do título mundial por uma coisa feia que outra pessoa fez”.
O português de 26 anos não quer alterar o resultado da prova, mas entende que “provavelmente deveria ser feito algum tipo de protesto”, para evitar que situações análogas manchem novamente a verdade desportiva.
Vasco Vilaça garantiu a Portugal o primeiro título mundial de Elites masculino, juntando-se a Vanessa Fernandes, que o tinha conseguido no feminino, em 2007: Ricardo Batista completou o pódio mundial, que coloca o país como uma das nações mais competitivas do triatlo internacional.
Portugal somou, na quinta-feira (1), a terceira vitória em outros tantos jogos do Grupo A4 da Liga nas Nações, ao vencer na Dinamarca por 2-4, um dia depois de Cristiano Ronaldo abandonar o estágio.
Em Copenhaga, Portugal entrou forte e colocou-se em vantagem logo aos 13 minutos, através de João Cancelo.
Num jogo virado para o ataque, as oportunidades foram surgindo perto das duas balizas e foi Damsgaard a fazer o marcador mexer pela segunda vez, restabelecendo a igualdade, aos 23 minutos.
O 1-1 não durou quase nada e Gonçalo Ramos voltou a colocar Portugal na frente segundos depois, fixando o resultado ao intervalo.
Portugal voltou mais apático do balneário e pagou por isso quase de imediato, com Hojlund a fazer o 2-2, aos 53 minutos.
A toada do encontro prometia mais golos e eles apareceram, lançando as quinas em definitivo para a vitória.
Aos 67 minutos, Vitinha estreou-se a marcar pela seleção A e fez o 2-3, cabendo a João Félix fixar o resultado e confirmar o triunfo luso aos 87 minutos.
O selecionador de Portugal, Jorge Jesus, elogiou a exibição da equipa das quinas “As vitórias são dos jogadores por tudo, pelo que jogam e porque acreditam no que o treinador tem de plano. A equipa está melhor jogo após jogo, está a crescer, e isso é meio caminho andado para que as vitórias apareçam. Esta seleção tem muita qualidade”, destacou Jorge Jesus.
Questionado sobre os últimos dias e sobre a resposta do grupo após o abandono de Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus foi taxativo. “Não há nada para o grupo não estar comigo. Percebo a pergunta, mas o importante é o que temos a fazer. As coisas que aconteceram não separaram o grupo, não nos separou e não nos vai separar”, vincou.
Portugal national team player, Cristiano Ronaldo, on the bench during their UEFA Nations League soccer match with Norway at Ullevaal Stadium, Oslo, Norway, 27 September 2026. PAULO NOVAIS/LUSA
O abandono do estágio da seleção nacional por Cristiano Ronaldo é um “terramoto” económico, que ameaça provocar o cancelamento de patrocínios e “minguar” a marca da Federação Portuguesa de Futebol, alertou o especialista em marcas Carlos Coelho.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da consultora de branding Ivity Brand Corp considerou que a crise aberta com a saída do capitão de equipa representa uma “perda de valor imensa”, que nenhum resultado desportivo conseguirá estancar, criticando a “cegueira de autoridade” com que o principal ativo do futebol nacional foi gerido.
“A marca da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mingua muito, portanto, tem-se um retrocesso muito significativo com este acontecimento inesperado e muito mal gerido do ponto de vista do valor ou da perda de valor que isso significa”, afirmou Carlos Coelho, sublinhando que a desvalorização do produto FPF é inevitável quando se perde um dos ativos de maior notoriedade mundial.
O especialista explicou que o impacto não coloca em causa a continuidade nem o futuro desportivo da equipa das ‘quinas’, mas afeta diretamente a vertente económica e comercial do futebol.
“Não é um terramoto no sentido em que desmorona a seleção, não vai deixar de existir, vai continuar, vai jogar e, se Deus quiser, vai ganhar. Não é isso que está em causa, o que está em causa é uma desvalorização de uma marca. De um momento para o outro perde um dos seus ativos”, salientou, acrescentando que “há centenas de milhões de pessoas no mundo que veem Portugal jogar apenas por causa de Cristiano Ronaldo, não querem saber se ganha ou perde”.
Para o consultor, o afastamento do futebolista do grupo de trabalho atinge o coração financeiro da FPF numa altura em que “o futebol deixou de ser desporto para ser uma indústria bilionária”, cuja sustentabilidade depende da capacidade de ampliar audiências.
“Ponham-se no lugar de um patrocinador que assinou contrato na perspetiva de associar a sua marca a estes ativos. Têm mais do que motivo para dizer que os pressupostos mudaram e exigir reuniões, até ao limite de cancelarem contratos. O interesse dos portugueses pela seleção pode subir, mas o desinteresse do mundo vai aumentar”, advertiu.
Sublinhando o paralelo com uma deslocação do Al Nassr à China – em que a ausência do internacional português fez descer a assistência no estádio de 55 mil para cinco mil espetadores -, Carlos Coelho sustentou que o alcance internacional da equipa das ‘quinas’ sofre um “retrocesso muito significativo”.
“Prova de falta de autoridade”
O especialista criticou a forma como o processo foi conduzido, alinhando com posições como as do ex-treinador Alex Ferguson, para quem a desvalorização do jogador constitui “uma destruição de valor” evitável.
“O maior ativo de sempre do futebol português devia ser tratado com respeito e cuidado. Se tem 41 anos, não pode ser gerido, nem desportivamente, nem comunicacionalmente, como um jovem de 17. O que aconteceu foi uma prova de falta de autoridade”, sustentou, em referência ao selecionador Jorge Jesus.
Carlos Coelho defendeu ainda que eventuais bons resultados desportivos não serão suficientes para travar o impacto no mercado internacional, sendo urgente desenhar uma nova abordagem institucional para o atleta.
“Isto não se resolve com bons resultados, porque o resultado só interessa aos portugueses. A única forma de mitigar o efeito é encontrar um lugar para Cristiano Ronaldo na estrutura da seleção – que não precisa de ser no relvado, mas onde o banco não é de certeza” -, através de uma solução diplomática que dignifique o papel que desempenhou ao longo de 20 anos ao serviço do país, sustentou.
Marca Ronaldo “não perde”
Em sentido inverso, o especialista antevê que a marca pessoal do jogador vai sair blindada, beneficiando do próprio impacto mediático do caso.
“A marca Ronaldo não perde. Teve até um ‘boost’ [impulso], abriu os telejornais do mundo e fez manchetes globais. A grande polémica é de consumo interno. Ronaldo continua a ser um embaixador informal com mais alcance diplomático e económico do que qualquer campanha do país”, rematou.
A tomada de posição junta-se aos avisos do diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, que, em declarações à Lusa, descreveu o capitão como “a maior marca que Portugal já teve”, exortando a FPF a encontrar uma estratégia de transição para mitigar a perda de visibilidade global.
Cristiano Ronaldo abandonou na quarta-feira (30) o estágio da seleção nacional na véspera do embate contra a Dinamarca, para a Liga das Nações, encerrando de forma conturbada uma ligação de 23 anos à equipa das ‘quinas’ e arriscando sanções disciplinares.
Portugal’s forward #07 Cristiano Ronaldo waves to fans as he arrives for a training session at Parken stadium in Copenhagen, Denmark, on September 30, 2026, on the eve of their Nations League Group A4 match against Denmark. Portugal captain Cristiano Ronaldo announced that he had left the team’s training camp in Denmark following a press conference by coach Jorge Jesus. (Photo by Liselotte Sabroe / Ritzau Scanpix / AFP) / Denmark OUT
Edu Aguirre, jornalista espanhol e amigo próximo de Cristiano Ronaldo, conta que o selecionador nacional pediu desculpa ao avançado em privado e prometeu repetir o gesto publicamente. Horas depois, Jorge Jesus assumiu perante os jornalistas que é ele quem decide a utilização dos jogadores, e o futebolista sentiu-se traído.
Cristiano Ronaldo terá ficado revoltado com Jorge Jesus depois de uma promessa que, segundo Edu Aguirre, o selecionador lhe fez numa conversa privada.
De acordo com Aguirre, a conversa aconteceu na noite de terça-feira (29), numa reunião que juntou ainda Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O treinador terá admitido que não tinha gerido bem a situação e assegurado que faria um pedido de desculpa também diante dos jornalistas.
A versão apresentada por Aguirre é que, no dia seguinte, o discurso público do selecionador acabou por ser diferente do que tinha transmitido ao avançado. Essa mudança terá sido entendida por Ronaldo como uma quebra da palavra dada.
A saída do estágio
As declarações de Aguirre surgem depois de Ronaldo ter abandonado o estágio da seleção, em Copenhaga. O avançado não participou no treino e deixou a concentração após uma conversa com Pedro Proença, seguindo depois para Madrid.
A decisão foi anunciada pelo próprio nas redes sociais. “Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da FPF, tomei a decisão de deixar o estágio da seleção nacional”, escreveu.
O capitão português não revelou, por enquanto, todos os motivos que estiveram na origem da saída, mas deixou uma promessa: “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei.”
A FPF confirmou entretanto a saída do jogador da concentração, numa altura em que Portugal se prepara para os próximos compromissos internacionais.