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Bombeiros de Mogadouro lançam concurso para nova unidade de formação

13 October 2026 at 14:01

VTM

A Associação Humanitária de Bombeiros de Mogadouro lançou hoje o concurso público para a construção da Unidade Local de Formação para Agentes de Proteção Civil, com um valor base estimado em 1,2 milhões de euros. Em declarações à agência Lusa, o presidente desta associação, João Gouveia, disse que as empresas interessadas têm um período de 14 dias para apresentar as suas propostas.

João Gouveia expressou a esperança de que o concurso não fique deserto devido à escassez de mão-de-obra e que as propostas sejam apresentadas para uma empreitada com um prazo de execução previsto de um ano. “Esperemos que haja propostas para a construção deste equipamento, e que no espaço de cerca de um ano a Unidade Local de Formação para Agentes da Proteção Civil seja uma realidade e estamos otimistas”, sublinhou.

O projeto consultado revela que esta nova unidade surge da necessidade dos bombeiros de Mogadouro terem acesso a uma estrutura moderna e funcional, ajustada às exigências atuais do treino operacional. O espaço incluirá um edifício destinado à formação, campos de treino interiores e exteriores, uma torre escola e contentores técnicos, permitindo a realização tanto da formação teórica como prática em condições realistas e seguras.

De acordo com João Gouveia, este novo equipamento estará disponível para todas as corporações de bombeiros da região e do país que desejem realizar exercícios e treinos relacionados com as missões no combate a incêndios urbanos e florestais.

O autarca António Pimentel revelou que o município disponibilizou cerca de 800 mil euros provenientes do orçamento destinado à Proteção Civil, que será utilizado pelos bombeiros na construção do campo de treinos. Em janeiro de 2025, foi assinado um contrato entre o município e a Associação Humanitária dos Bombeiros locais para a cedência de um terreno com 2,5 hectares na zona de Vale Calheiros, em Mogadouro, onde será instalada esta nova unidade.

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Comunidade Intermunicipal edita livro que “é uma viagem inédita” à essência do Douro

13 October 2026 at 10:02

VTM

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro edita o livro Douro Intenso, uma obra contemporânea sobre a região na sua diversidade, do rio aos seus afluentes, da paisagem Património Mundial ao que raramente se revela.

Entre o ensaio e o álbum, o livro reúne fotografia de 35 autores, a maioria de percurso reconhecido nas áreas do fotojornalismo e da fotografia de autor, propondo uma nova forma de apresentar e promover o território, aproximando a sua linguagem à dos grandes livros de viagem, cultura e arte, num registo de rigor e de leveza a um só tempo. A concepção e direção editorial é da responsabilidade da Greengrape, empresa especializada na comunicação e organização de eventos, nas áreas da gastronomia e vinhos.

Em formato generoso e capa dura, no clássico género do ‘coffee table book’, este objeto editorial de forte identidade, original na literatura da região, divide-se em dois capítulos, Essência Douro e Além Douro, propondo, nas suas 204 páginas, um olhar sobre a região que o rio Douro e os seus afluentes abarcam.

“Como um coração que se ramifica em afluentes de boa saúde, o Douro é também gastronomia e produtos agrícolas, património e cultura, pessoas”, comenta o presidente da CIM Douro, João Gonçalves. Esta Comunidade Intermunicipal “está a trilhar esse caminho”, acrescenta: “Queremos deixar um legado para que as novas gerações possam criar valor no Douro, tecer essa teia de valorização dos nossos ativos. Preservar o património é importante, mas o património só é economicamente poderoso quando continua a ser produzido, consumido e remunerado”.

Essa é também a lógica que atravessa o livro, contrariar a ideia de que o Douro “é vinho e o resto é paisagem”, refere ainda o presidente da CIM Douro: “O tomate coração de boi, a amêndoa do Douro Superior, a castanha de Sernancelhe, a maçã de Armamar ou os produtos de Carrazeda de Ansiães e Moimenta da Beira podem fazer, pela via da gastronomia e da bioeconomia local, muito mais pelo desenvolvimento da região do que geralmente se supõe”. É essa sofisticação simples, feita de tradição, de horta e de mesa, que o livro procura também registar.

Com edição em português e inglês (3000 unidades em cada língua), o livro Douro Intenso será distribuído pelos hotéis e unidades de enoturismo da região, bem como junto de parceiros nacionais e internacionais na divulgação e promoção do Douro.

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro integra 19 municípios da região duriense: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real. Tem como propósitos impulsionar o desenvolvimento sustentável, a coesão e a competividade económica do território. Localizada numa região de beleza singular e marcada pelo património da UNESCO, a CIM Douro procura valorizar a identidade duriense, atrair visitantes e investidores e elevar a qualidade de vida de quem habita na região.

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Marco de Canaveses-Régua sem comboios até março por obras

12 October 2026 at 16:22
Modernização da Linha do Douro faz suspender a circulação ferroviária entre Marco de Canaveses e Peso da Régua de 3 de novembro a 24 de março. Transporte rodoviário alternativo será assegurado.

© MANUEL MOURA/LUSA

Atualmente, a eletrificação da Linha do Douro está concluída até ao Marco de Canaveses

Interrupção da circulação na Linha do Douro entre Marco e Régua

12 October 2026 at 13:21

VTM

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que a interrupção da circulação ferroviária na Linha do Douro ocorrerá entre os dias 3 de novembro e 24 de março. Durante este período, será assegurado um transporte rodoviário alternativo, com paragens nas localidades servidas pela linha do comboio.

As obras visam a modernização e eletrificação do troço entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, tendo já iniciado em 2025. Este projeto inclui uma suspensão anterior da circulação por cinco meses e foi programado para o inverno, época de menor procura pelo serviço ferroviário.

O investimento total na empreitada é de 110 milhões de euros, prevendo-se a eletrificação integral dos cerca de 47 quilómetros deste troço. Os trabalhos estão estimados para durar três anos, com três períodos distintos de interrupção da circulação ferroviária.

Atualmente, a eletrificação da Linha do Douro está concluída até ao Marco de Canaveses. A IP expressou agradecimento pela compreensão dos utilizadores face aos constrangimentos causados por estas intervenções, que considera essenciais para modernizar e reforçar a segurança na infraestrutura ferroviária.

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Feira dos Gorazes regressa de 15 a 18 outubro com lotação esgotada

By: LUSA
12 October 2026 at 11:51

VTM

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Comercial Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), João Neves, disse que o principal problema da Feira dos Gorazes, no momento, reside na falta de espaço para acolher os expositores que procuram este certame e há lotação esgotada com cerca de 140 expositores.

“Temos tido muitas solicitações por parte de expositores um pouco de todo o país, mas não temos espaço para os colocar, e, lamentavelmente, temos de recusar as inscrições. Estes empresários acreditam no potencial desta feira e por isso somos procurados por empresas de vários ramos de atividade” disse o dirigente.

Segundo João Neves, “este ano a Feira dos Gorazes foi muito procurada por parte de empresários de Mogadouro e região Planalto Mirandês”.

A secular feira anual Feira dos Gorazes, que ao longo das últimas três décadas transformou uma feira de origem medieval num certame de fim de colheitas e que dá a conhecer as multiatividades económicas da região do distrito de Bragança.

Segunda a ACISM, o orçamento para a edição deste ano é de 260 mil euros.

Este certame prevê a presença de 140 expositores de vários ramos de atividade, como comércio local, agricultura, artesanato, maquinaria agrícola, gastronomia, cultura ou turismo.

Segundo João Neves, a Feira dos Gorazes é um certame onde se fazem negócios, com destaque para expositores que apostam em mostrar novos produtos comerciais ou serviços.

“Trata-se de um certame de relevo no panorama da feira anual do Nordeste Transmontano devido à sua tradição e à multiplicidade dos produtos apresentados, a aposta cada vez maior de novas empresas da de Mogadouro da região”, vincou.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, disse que reconhece que há falta de espaço no recinto municipal de feiras e exposições e que terá de arranjar uma solução, estando em cima mesa várias sugestões para serem analisadas.

“Por vezes, lamentavelmente, são rejeitados expositores com produtos com potencial para o território e daí ser necessário conseguir mais espaço no recinto da feira para receber mais expositores”, vincou.

Segundo o autarca, a Feira dos Gorazes continua a ser uma montra do que de melhor se faz no concelho Mogadouro e no Planalto Mirandês.

Segundo a organização do certame, a entrada no recinto da feira é gratuita e a música será outro dos ingredientes, com o palco reservado para os 4 MENS dia 15, enquanto no dia seguinte será a vez do Chico da Tina e, no dia 17, a festa fica a cargo dos D.AM.A.

A Feira dos Gorazes tem associada uma componente gastronómica, com posta de vitela assada na brasa e a marrã servidas nos restaurantes do concelho, que se juntam os vinhos da sub-região do Planalto Mirandês que está integrada na Comissão Vitivinícola das Terras de Trás -os – Montes.

Segundo o historiador António Rodrigues Mourinho, o nome da feira terá origem medieval e não se trata apenas de uma tradicional feira de fim de colheitas, mas de um local de diversão e importante centro para o comércio do artesanato e de outros produtos tradicionais.

A origem da palavra “Gorazes” também é assunto de discussão quanto à sua origem, mas há investigadores que acreditam ser grega e relacionada com a carne de porco, iguaria deste tempo de festa.

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Morreu missionário Telmo Ferraz fundador da Casa do Gaiato em Malanje, Angola

By: LUSA
10 October 2026 at 15:06

VTM

Nascido em 25 de novembro de 1925, em Bruçó, no concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, José Telmo Ferraz foi visto como “um verdadeiro missionário do bem” por aqueles com quem se cruzou, nomeadamente operários que construíram as barragens do Picote e de Miranda do Douro, nos anos 1950, por ter denunciado as condições desumanas de trabalho, o que lhe valeu a perseguição pelas autoridades da ditadura.

O sacerdote fez os estudos teológicos nos Seminários de Vinhais e Bragança e foi ordenado em 1951. A agência Ecclesia recorda que exerceu como pároco nas aldeias de Genísio e Vilar Seco, tendo assumido a função de capelão da barragem de Picote, onde desenvolveu uma pastoral junto dos operários, à semelhança do seu trabalho posterior na barragem de Cambambe, em Angola, a partir de 1960.

Telmo Ferraz estabeleceu-se em Malanje, em 1963, como responsável da Casa do Gaiato que criou de raiz, numa fazenda a cerca de 10 quilómetros da cidade, junto à estrada para Luanda.

Com esta “sucursal” da Obra de Rua, fundada pelo padre Américo, onde permaneceu até 2012, Telmo Ferraz trabalhou no apoio a meninos com graves problemas familiares e sociais e na formação de jovens em risco.

Numa entrevista à agência Lusa, em janeiro de 2018, disse que “pela Casa do Gaiato de Malanje, passaram cerca de dois mil rapazes, que ao longo de meio século, e após receberem a devida instrução escolar, se transformaram em ministros, generais, empregados bancários, empresários, advogados, entre outras profissões”.

A Casa do Gaiato de Malanje foi construída com ajuda de um grupo de rapazes oriundos de Portugal, ali acolhidos, que angariaram fundos, com a ajuda do padre Telmo, pelas principais cidades do norte de Angola. Ao longo da sua vida, a casa passou por momentos conturbados, chegando a carecer de géneros alimentares e roupas.

Antes de ir para Angola, o padre da diocese Bragança – Miranda deixou igualmente uma marca profunda na comunidade, durante a construção da barragem de Picote, no concelho de Miranda do Douro, por ter testemunhado e denunciado as condições desumanas dos operários, incluindo no seu livro “O Lodo e as Estrelas”, que acabaria por ser proibido pela PIDE, a polícia política da ditadura.

Da obra literária do padre Telmo Ferraz destaca-se ainda “Rostos de uma Barragem, o álbum de Telmo Ferraz“, livro lançado em julho de 2022, que reproduz 200 fotografias, a preto e branco, sobre a “dura realidade” da construção da barragem de Picote, na década de 1950.

O investigador Henrique Manuel Pereira, docente da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, que coordenou a obra, disse na altura à agência Lusa que este álbum constitui um documento único da época, comas suas 200 fotografias absolutamente inéditas, na sua maioria da autoria do padre Telmo Ferraz, legendadas pelo próprio.

“Este é um retrato dos inícios da construção da barragem de Picote, no Douro Internacional, até a sua inauguração. Portanto, estamos a falar de uma janela temporal de cinco anos. Este trabalho figura um documento social e histórico único, porque põe em diálogo a fotografia com textos do icónico livro escrito pelo padre Telmo Ferraz, ‘O Lodo e as Estrelas’”, indicava na altura o académico.

Ao longo dos anos foram feitas varias homenagens ao padre Telmo Ferraz, principiadamente por antigos trabalhadores das barragens de Picote e Miranda do Douro que com o clérigo se cruzaram, e também pelas autarquias de Mogadouro e Miranda do Douro e as juntas de freguesias de Picote e Bruçó, a sua terra natal.

Em 2025, quando completou 100 anos, o sacerdote foi condecorado pelo Governo angolano pelo “papel e realce na luta, conquista e manutenção da paz, pelo desenvolvimento” daquele país e pela “harmonia entre os angolanos, no espírito de reconciliação nacional, tolerância e perdão recíproco”.

Segundo a diocese de Bragança – Miranda, as cerimónias fúnebres realizam-se hoje, 09 de outubro, a partir das 17:00, na Casa do Gaiato, em Paço de Sousa, Penafiel.

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Museu da Terra de Miranda reabre hoje com programa gratuito

10 October 2026 at 14:06

VTM

O Museu da Terra de Miranda, localizado em Miranda do Douro, reabre as suas portas ao público hoje, após um período de encerramento para obras de requalificação e ampliação que durou quatro anos. O programa de reabertura é gratuito e irá decorrer até domingo.

As obras realizadas incluíram a aquisição de três imóveis adjacentes e tiveram um custo aproximado de dois milhões de euros, maioritariamente financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), conforme recordou Celina Pinto, diretora do museu, à agência Lusa no final de setembro.

A nova experiência museológica destaca a língua mirandesa, que assume um papel central ao lado do português. Segundo a Museus e Monumentos de Portugal, “o novo percurso valoriza o património material e imaterial” e coloca em evidência não apenas os objetos, mas também as pessoas e as práticas que lhes conferem significado.

Os temas abordados na nova experiência incluem a língua e o território, a história, as artes e ofícios, o espaço doméstico, os trajes, a dança e a música. O programa inicia-se às 16:00 com uma performance comunitária intitulada “L’AMPEÇO”, desenvolvida em colaboração com as comunidades locais sob a orientação artística da Ondamarela.

Além disso, será apresentada uma exposição temporária chamada “Ramos de Oferenda da Terra de Miranda”, que se dedica à tradição associada ao ciclo agrícola e à celebração comunitária do pão. Entre as 18:00 e as 23:00 ocorrerá uma festa na Praça D. João II.

No domingo, às 16:00, está agendada uma visita guiada denominada “Loas cantadas”, conduzida pelo Grupo Etnográfico do Centro Cultural de Sendim. Fundado em 1982 por António Maria Mourinho, o Museu da Terra de Miranda possui coleções provenientes dos municípios vizinhos como Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro.

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