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NatWest Forces Thousands of Remote Workers Back to the Office

20 October 2026 at 17:00

NatWest is forcing tens of thousands of staff members back into the office in the latest crackdown on remote working that mushroomed during the pandemic and has remained stubbornly high.

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Charles Darwin e a origem do agnosticismo

By: A A
20 October 2026 at 15:21

A diferença entre um ateu sóbrio e um ateu New Age parece ser mais uma questão de temperamento do que de filosofia, assim como a diferença entre ateu e agnóstico no século XIX.

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Amigos estranharam a minha qualificação de Darwin como único grande cientista inequivocamente ateu, pois ele se considerava agnóstico. Eu confesso que tendo a apagar esse rótulo da minha cabeça, porque a distinção formal entre ateísmo e agnosticismo presumida por ele – a saber, que o agnóstico não sabe se Deus existe, enquanto o ateu sabe que Deus não existe – não tem correspondência na realidade, pois não tenho notícias de um único ateu famoso que pretenda provar a inexistência divina. Nem Dawkins, o ateu mais caricato da mídia, diz que isso é possível. Em Deus, um delírio, cap. 2, ele se consideram um ateu de facto, definido pelo mote: “Eu não tenho como saber com certeza, mas acho que Deus é muito improvável, e vivo segundo a premissa de que ele não existe.” Assim, se levarmos em conta a distinção tradicional, o ateu mais famoso do mundo não é ateu, mas agnóstico.

Outra figura com postura similar é a de Bertrand Russell, com sua famosa analogia do bule voador. Podemos provar que não há um bule em órbita dando voltas ao redor do planeta? Não. Mas não temos nenhum motivo para acreditar que tal bule exista. Deus é como esse bule: não dá para provar que ele não existe, mas não é razoável acreditar que exista. Por isso, Russell se considerava agnóstico na teoria e ateu na prática.

Darwin

Se o termo “agnóstico” tem serventia, é para descrever as pessoas que de fato vivem em estado de dúvida quanto à existência de Deus. Charles Darwin (1809 – 1882) era filho de pai deísta e de uma unitarista. O deísmo consiste em negar toda religião institucionalizada e afirmar que Deus existe, porém não se importa com a humanidade. Sendo um inglês do século XVIII, o pai de Darwin muito provavelmente acreditava no Grande Arquiteto de Newton e dos maçons. O unitarismo é um novo sabor do arianismo, pois nega a divindade de Jesus e tem-no como um grande reformador moral, equiparável a Sócrates. Os unitaristas tomaram Harvard no século XIX, e Newton era secretamente arianista. Podemos então dizer que Darwin não teve um lar propriamente cristão; ainda assim, ele pensou muito em ser pastor anglicano e se casou com uma cristã fervorosa. Sem dúvida, Darwin passou por crises de fé, o que fez dele um agnóstico nesse sentido que descreve o estado psicológico.

Até onde se sabe, primeira vez em que ele se descreve como agnóstico é em 1879, aos 70 anos, numa carta privada a John Fordyce. Segundo relatos, em 1881 ele afirmou a um grupo de livres pensadores que nunca abandonou o cristianismo até os quarenta anos de idade (o que seria o ano de 1849). Teria ele abandonado o cristianismo e adotado as crenças do pai e depois abandonado até mesmo ela? Não conheço a resposta, mas é uma questão vital para a trajetória científica de Darwin, pois pelos rótulos de hoje Newton seria um criacionista ou defensor do design inteligente pelos rótulos de hoje.

O depoimento mais iluminador é o da sua autobiografia, redigida entre 1876 e 1881 para a sua família. Cito James Moore em “Mito 16: Que a evolução destruiu a fé de Darwin – até que ele se converteu novamente no leito de morte”: “Não disposto a abrir mão do cristianismo, ele havia tentado ‘inventar evidências’ para confirmar os Evangelhos, o que prolongou sua indecisão. Assim como sua carreira como ministro religioso havia sofrido uma lenta ‘morte natural’, sua fé também foi mirrando gradualmente. Mas não houve retorno após o golpe de morte. Sua hesitação se cristalizou em uma convicção moral tão forte que ele não via como alguém – nem mesmo [a esposa] Emma – ‘pudesse desejar que o cristianismo fosse verdade’. Pois se fosse, ‘a linguagem pura e simples’ do Novo Testamento ‘parece mostrar que os homens que não creem, e isto incluiria meu pai, irmão e quase todos os meus amigos, serão punidos por toda a eternidade. E esta é uma doutrina maldita.’ Em anos posteriores o teísmo original evidente em As Origem das Espécies se desgastou, e agora, ‘sem crença segura e persistente na existência de um Deus pessoal ou na existência futura como retribuição e prêmio’, Darwin sentia que deveria ‘se contentar em permanecer agnóstico’.” O pai de Darwin, marco para a crise de fé, morreu em 1848, um ano antes dos quarenta anos.

Darwin não morreu indeciso; ele morreu decidido de que o cristianismo era imoral porque mandaria seus entes queridos para o inferno. Se o termo “agnosticismo” se aplica, é para estabelecer um estado de ignorância após a negação de Deus tal como as religiões abraâmicas o reconhecem. Darwin sabe que a Bíblia está errada e que seu Deus não existe. Mas o que é Deus ou qual a verdade, ele não sabe.

Por certo, o descobrir o estado final de Darwin não é suficiente para descobrir o impacto de suas cambiantes convicções religiosas sobre seu pensamento, já que a redação de A origem das espécies (1859) durou duas décadas.

A origem do termo “agnosticismo”

Entre o início da descrença de Darwin e sua primeira autodeclaração como agnóstico, passaram-se nada menos que trinta anos. Uma razão simples para ele não ter usado esse termo cedo é que ele não tinha sido inventado. Pouco se menciona isso, mas “agnosticismo” é um termo com inventor e data de nascimento: em 1869, quando Darwin tinha já 60 anos, Thomas Henry Huxley (vulgo “Buldogue de Darwin”, avô de Aldous, o escritor apologista de abertura da mente via drogas, e de Julian, o eugenista fundador do WWF e primeiro UNESCO), inventou o termo numa reunião da Sociedade Metafísica, uma sociedade algo secreta da qual só participavam membros convidados. Darwin não era membro. O supracitado Bertrand Russell tinha um parente deísta que era membro: Lord Arthur Russell, sobrinho do Conde John Russell, avô de Bertrand. Arthur Balfour, da Declaração Balfour, também era membro. Eu não podia estar lá porque eu não era nascida, mas a Enciclopédia Britânica diz que a invenção ocorreu em tais circunstâncias, então eu acredito.

Uma definição pública do agnosticismo pelo vovô Huxley foi oferecida ao público pela primeira vez em 1889, na revista Popular Science (ou Pop Science), que existe até hoje. Ei-la: “O agnosticismo, de fato, não é um credo, mas um método, cuja essência reside na rigorosa aplicação de um único princípio. Esse princípio é de grande antiguidade; é tão velho quanto Sócrates; tão velho quanto o escritor que disse ‘Examinai tudo, retende o que é bom’ [1 Tess. 5,21]; é a fundação da Reforma, que simplesmente ilustrou o axioma de que a todo homem deveria ser dada uma razão para a fé que está nele; é o grande princípio de Descartes; é o axioma fundamental da ciência moderna. Positivamente, o princípio pode ser expresso assim: Em questões intelectuais, siga a razão até onde ela lhe levar, sem se preocupar com nenhuma outra consideração. E negativamente, assim: Em questões intelectuais, não ter a pretensão de que as conclusões que não são demonstradas ou demonstráveis são certas. Isto eu tenho por fé agnóstica, que, se o homem mantiver íntegra e incorrupta, não há de se envergonhar em olhar o universo face a face, independente do que o futuro lhe reserve.”

Por essa definição, não há nenhuma relação óbvia com uma postura perante à questão da existência divina, mas o conjunto do texto deixa implícita da negativa: de cabo a rabo, Huxley diferenciar a si próprio de Comte, e o agnosticismo da Religião da Humanidade comteana. Ele precisa se diferenciar porque são iguais a descrença em um Deus abrâmico, o cientificismo e o triunfalismo à la Fim da História. As diferenças, que Comte e os positivistas eram cientistas medíocres e criaram uma igreja de estrutura inspirada no catolicismo, ao passo que os agnósticos ingleses do XIX eram brilhantes e não tinham nenhuma intenção de fundar uma igreja.

Cabe apontar o sabor unitarista da retórica, que visa a traçar uma linhagem racionalista e contestadora que surge em Sócrates, atravessa a Bíblia e chega ao seu pináculo na atualidade, destituída de sobrenaturalidade. Outra figura importante do XIX inglês que a adotava era John Stuart Mill, em Sobre a liberdade. A esposa e colaboradora dele era unitarista.

E, é claro, vemos aí a oposição – talvez, sem precedentes históricos – entre ter espírito científico e crer em Deus. Podemos dizer que o Buldogue de Darwin, durante a vida de Darwin, ostracizou o deísmo da ciência, já que a Evolução era apresentada como refutação da existência do Arquiteto newtoniano.

Questão de termos

No frigir dos ovos, Thomas Huxley era o que hoje entendemos por ateu – e provavelmente também Darwin, já que ele escolheu o termo criado pelo amigo para designar a própria posição. O engraçado é que nem mesmo Comte se dizia ateu. Ao que parece, o espírito do ateísmo e do cientificismo eram generalizados na intelectualidade do XIX, mas a disposição a assumir o rótulo se limitava a radicais como Friedrich Engels, Karl Marx (cuja dissertação, de 1841, foi sobre Demócrito e Epicuro, pais do materialismo) e Mikhail Bakunin. Provavelmente, a diferença entre os termos “ateu” e “agnóstico” naquela época se limitava à disposição de chocar a sociedade. Nem os positivistas franceses, nem os evolucionistas ingleses, queriam chocar. Já os comunistas e anarquistas queriam.

Com o tempo, no XXI, ser ateu não choca mais ninguém; nos círculos mais estudados, é a norma. Daí a disposição a enterrar o termo “agnóstico”, ou reservá-lo às pessoas que estejam num real estado de dúvida.

Outra questão semântica é o que entendemos por Deus. Há quem diga coisas como “para mim, Deus é energia” – daí a gente se pergunta se faz sentido dizer que Deus é isso que faz o meu ventilador girar e depois aparece na conta de luz. Nos Estados Unidos, um dos poucos países ocidentais no qual ainda é possível chocar dizendo-se ateu, é comum as pessoas se rotularem como “spiritual, but not religious” (espiritual, mas não religiosa), e tipicamente essas pessoas vão atrás de esoterismos – cristais, horóscopo, meditação zen, gurus tão feios quanto tarados etc. – sem aderir a nenhuma religião particular. Isso só pode ser herança do deísmo, até porque a maçonaria tem uma grande importância na formação do país e é deísta. Não à toa, esse deísmo do século XXI pode se confundir com o ateísmo, como os seus predecessores renascentistas, os libertinos. Sam Harris mesmo é um ateu adepto do New Age.

Agora, não deixa de ser uma ironia histórica que um dos inventores do termo “psicodelia” (do grego, “revelação mental”) seja neto do inventor do termo “agnosticismo”. Parece que uma parcela da humanidade não desiste de experiências extáticas e de revelações mesmo quando abandona a transcendência divina e, assim passa a procurá-la na matéria. A diferença entre um ateu sóbrio e um ateu New Age parece ser mais uma questão de temperamento do que de filosofia, assim como a diferença entre ateu e agnóstico no século XIX.

Occidente es el Titanic y el Sur Global su iceberg

By: A A
17 October 2026 at 19:22

Ninguna forma de gobernanza inclusiva puede sostenerse sin el respeto por las identidades culturales de los pueblos: ahí es donde se puede reconstruir la confianza, el bien que más le falta al mundo hoy en día.

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¿Dónde persiste el crecimiento y a qué costo?

Quienes estudian las crisis económicas suelen imaginarlas como choques repentinos: un colapso que desata el pánico, un mercado bursátil que se desploma en una sola sesión, una frontera que se cierra.

Estos son los sucesos de 2008 y 2020, las tormentas que marcan un antes y un después.

Pero existe una segunda forma de sufrimiento, menos fotogénica y más insidiosa, que no llega a los titulares: la parálisis lenta, la ausencia de crecimiento, una economía que da vueltas en vacío sin hundirse ni recuperar impulso.

Esta situación les resultaba familiar a los marineros. Los veleros que cruzaban el Atlántico temían a los huracanes, pero también temían al Mar de los Sargazos, esa extensión sin corrientes donde el viento se calmaba y el casco quedaba atrapado entre las algas durante semanas. En 2026, la economía mundial se enfrenta sobre todo a esta segunda amenaza, y es como el Titanic, tal como Leonid Grigoryev escribió brillantemente.

El transatlántico, para seguir con la metáfora, no se ha hundido: sigue a flote y aún crece, pero avanza lentamente y su casco tiene varios agujeros. Los vigías escudriñan una niebla que no da señales de disiparse, y los capitanes confían en que el iceberg se mantenga a distancia.

En sus proyecciones de julio, el Fondo Monetario Internacional ha revisado a la baja su pronóstico de crecimiento mundial para 2026, situándolo en un 3 por ciento, en comparación con el 3,5 por ciento del año anterior. Traducido a términos absolutos, frente a un PIB mundial que supera los cien billones de dólares en paridad de poder adquisitivo, esa pérdida de medio punto equivale a cientos de mil millones que no se convertirán en salarios, ingresos fiscales ni inversión.

La guerra arancelaria entre Washington y Bruselas está siendo absorbida por los principales actores, pero deja a su paso reajustes y fricciones colaterales, desde Irlanda hasta Canadá; y, por razones puramente contables más que políticas, resurge la perspectiva de la fragmentación económica del Reino Unido.

La fase expansionista pospandémica nunca ha seguido un rumbo claro y sigue topándose con los obstáculos de la geopolítica. Un factor en particular ha impulsado el crecimiento del PIB en los últimos trimestres: la carrera por construir centros de datos.

Esto representa una demanda de inversión masiva y geográficamente concentrada, que ha impulsado las exportaciones de los proveedores asiáticos de semiconductores y equipos —Corea del Sur, Taiwán, Malasia y Tailandia—, pero que depende de unas pocas empresas y de rendimientos esperados que aún no se han materializado.

Este ciclo impulsa el PIB mientras las obras de construcción están en marcha; el quid de la cuestión surge más adelante, cuando la capacidad instalada debe generar ingresos proporcionales al capital invertido.

Fuera de este marco, las economías que crecen lo hacen por razones internas: China gracias a su propia demanda y sector manufacturero, la India gracias a su mercado interno y Estados Unidos gracias a una combinación de inmigración, entradas de capital y gasto público.

El caso estadounidense, en particular, merece una aclaración que desmienta un error común. Cada año, Estados Unidos importa bienes por un valor de alrededor de un billón de dólares más de lo que exporta y, al mismo tiempo, sus líderes lamentan la pérdida de su base industrial.

Ambas circunstancias no son contradictorias: son la misma ecuación vista desde dos ángulos. Un déficit en cuenta corriente de tales proporciones no es, por definición contable, más que la contrapartida del ahorro extranjero que fluye hacia Estados Unidos: el mundo suministra bienes y, a cambio, acumula activos en dólares, bonos del Tesoro y acciones.

Mientras el dólar siga siendo la moneda de reserva y el mercado de valores estadounidense el mercado más líquido disponible, este privilegio financia el déficit en condiciones inalcanzables para cualquier otro país.

Sin embargo, ese mismo flujo sostiene el tipo de cambio real, penaliza a la industria orientada a la exportación y es precisamente lo que provoca la desindustrialización que tan a menudo se lamenta. Los aranceles atacan el aspecto comercial, pero dejan intacta la raíz financiera: reajustan el equilibrio, no lo eliminan.

El yugo de los rendimientos y el peso de la deuda

Hacia mediados de año, la inflación mundial volvió a repuntar, impulsada en gran medida por el aumento de los precios de la energía. Un aumento de los precios derivado de los costos, más que de un exceso de demanda, plantea a los bancos centrales su decisión más difícil: frenar una economía ya debilitada por la crisis, para no permitir que las expectativas se desanclen.

Los altos precios de la energía actúan como un impuesto regresivo, erosionando el ingreso disponible y repercutiendo en los niveles de precios al ritmo lento que dictan los contratos indexados y los precios regulados.

En el frente de la deuda, la tensión es aún más evidente. Los rendimientos de los bonos del Estado a largo plazo están aumentando a un ritmo alarmante: en Estados Unidos, el rendimiento a 10 años ha alcanzado el 5 por ciento, y otras economías avanzadas siguen el mismo camino.

No solo importa el nivel, sino también su estructura. El extremo largo de la curva refleja una prima de plazo al alza —es decir, la compensación que exigen los inversionistas por inmovilizar su dinero a largo plazo cuando la inflación y el volumen de dinero nuevo que ingresa al sistema siguen siendo inciertos.

El stock de deuda ya es colosal, y los bonos baratos emitidos durante la era de las tasas de interés cero están siendo reemplazados, a medida que vencen, por emisiones mucho más caras: el costo promedio aumenta con un retraso, pero sí aumenta.

Aquí prevalece una aritmética elemental e inflexible: la comparación entre la tasa de interés real y la tasa de crecimiento real. Cuando la economía crece más rápido que el costo de su deuda, la carga se aligera por sí sola; cuando la relación se invierte —y esto es lo que está sucediendo hoy en varios países ricos—, mantener estable la relación deuda-PIB requiere superávits presupuestarios que el electorado rara vez permite.

Una maniobra técnica con implicaciones políticas está contribuyendo a apretar el lazo. Los ministerios de Hacienda de las principales economías buscan devolver al mercado abierto una parte de los bonos a largo plazo que hasta ahora figuraban en los balances de los bancos centrales, justo cuando estos últimos están dejando que venzan los bonos acumulados durante la flexibilización cuantitativa y reduciendo sus activos.

El resultado es que la oferta neta de bonos a largo plazo disponibles para los inversionistas privados aumenta en el momento en que el prestamista de última instancia se retira; para absorber esta oferta, el mercado exige rendimientos más altos.

Al mismo tiempo, los bancos centrales están elevando gradualmente las tasas de interés para combatir la inflación, y la combinación de estos factores está empujando al sistema hacia el estancamiento. Es la calma del Mar de los Sargazos, no la tormenta.

En este contexto, cada unidad adicional de gasto militar, en presupuestos ya al límite, se convierte en una unidad menos para la salud, la educación y las obras públicas: la vieja disyuntiva entre «armas y mantequilla», que se repite a escala continental.

Las rentas energéticas están cambiando de manos

Toda una región, el Medio Oriente, ha caído en territorio negativo debido a la caída en la producción y las exportaciones de hidrocarburos. El aumento de los precios y los márgenes —y, en consecuencia, de los dividendos y los precios de las acciones— ha beneficiado a las empresas energéticas estadounidenses, que controlan la capacidad de producción marginal y pueden abrir el grifo cuando los precios suben.

Se trata de una redistribución de la renta: del proveedor tradicional al productor que ha ganado flexibilidad en los últimos años. Oriente Medio paga por partida doble —por sus ingresos actuales de exportación y por su infraestructura física desgastada o dañada—, mientras que las ganancias emigran al extranjero.

Los precios más altos del petróleo crudo y la escasez de diésel no solo afectan a las fábricas, al transporte y al sector de la construcción.

El diésel impulsa la logística y la agricultura mecanizada, y un aumento en su precio se propaga por toda la cadena de suministro con una omnipresencia de la que carece la gasolina. Las repercusiones más graves, sin embargo, van más allá de las estadísticas: la incertidumbre sobre los precios de la energía aumenta la tasa a la que las empresas descuentan los proyectos a largo plazo y desalienta la acumulación de capital de la que depende el crecimiento del futuro. Ninguna prosperidad puede sostenerse solo con centros de datos.

Europa en un letargo

En este contexto, el segundo bloque económico más grande del mundo —la Unión Europea, incluido el Reino Unido, con más de 500 millones de consumidores— no ofrece ningún contrapeso.

Su PIB, en la práctica, crece al mismo ritmo que su población: medido per cápita —la única forma que refleja verdaderamente los niveles de vida—, el estancamiento es casi total. Se ve lastrada por la deuda pública y los déficits, por estructuras industriales e infraestructura obsoletas, y por una demografía que ni siquiera los flujos migratorios han logrado rejuvenecer con la rapidez suficiente.

El problema subyacente tiene un nombre específico: una brecha de productividad que se ha venido ampliando desde hace más de una década. Europa gasta menos en investigación y capital digital, fragmenta el mercado de capitales en veintisiete sistemas jurídicos y no ha logrado producir líderes tecnológicos comparables a los de Estados Unidos o China.

El capital se está yendo a Estados Unidos, atraído por rendimientos más altos y mercados más profundos; la industria manufacturera está perdiendo terreno frente a la producción china, que ahora es competitiva no solo en costos sino también en tecnología; y la política, casi en todas partes, está fragmentada en mayorías frágiles que hacen que cualquier reforma de gran alcance sea una lucha.

Los costos de la energía son estructuralmente mucho más altos que en Estados Unidos —un legado de la dependencia del gas importado y de una transición iniciada sin un puente de suministro estable— y esta brecha está erosionando a las industrias que consumen mucha energía.

La productividad sigue estando muy por debajo de la de China en sectores competitivos, y el estado de ánimo del electorado, como muestran las encuestas, es más sombrío de lo que cabría esperar en un rincón tan afortunado del mundo.

Mientras tanto, el clima también se ha calentado demasiado, sin esperar a que se materialicen los beneficios de los programas ecológicos.

Las sanciones y el cambio de rumbo

Casi todos son conscientes de los peligros asociados con la espiral creciente de sanciones, pero los descartan como una molestia en la gestión cotidiana.

El punto es que no hay una salida ordenada de la maraña de restricciones legales, intereses comerciales y cálculos políticos —determinados por órganos legislativos y administrativos que no logran coordinarse entre sí—.

Queda la medida extrema que la historia asocia con Solón: hacer tabla rasa de un solo golpe, como lo hizo Atenas a principios del siglo VI a. C. con la seisachtheia, el alivio de la deuda que borró las deudas y restableció el pacto cívico.

Mientras tanto, las sanciones, la destrucción de la capacidad de extracción y transporte, y la pérdida de mercados de exportación —factores que se acumulan— se comportan como olas gigantes: surcan los océanos y regresan, a menudo con mayor fuerza, hacia quienes las generaron, en forma de inflación importada, interrupciones en el suministro y reajustes del tipo de cambio.

Hay una máxima de Clausewitz que aquí conviene invertir: si, para él, la guerra era la continuación de la política por otros medios, las sanciones son la continuación de la guerra por medios distintos a las armas.

Y los golpes más duros —así como los más injustos— recaen sobre países y clases sociales que no están involucrados en esos conflictos y preferirían seguir sin estarlo.

Tras tales experiencias, es difícil no anhelar menos globalización y menos interdependencia: la teoría de sistemas nos enseña que, cuando los elementos de una gran red se vuelven inestables, el retorno al equilibrio es más lento, porque las perturbaciones se propagan a lo largo de las conexiones en lugar de extinguirse.

Es la amarga otra cara de una economía global que había hecho de la integración su fortaleza y ahora descubre su vulnerabilidad.

Un inventario de desequilibrios

La probabilidad de una recesión depende, como siempre, de dos factores: la acumulación de desequilibrios y un detonante que, por definición, no se puede predecir.

Los desequilibrios son la pólvora —apalancamiento excesivo, valoraciones bursátiles infladas, riesgo concentrado en unos pocos actores, vencimientos de deuda agrupados en los mismos meses—; el detonante es el evento que enciende la mecha: una nueva pandemia, una caída de la bolsa, un colapso mayor similar al de 2008.

Si la pólvora se está acumulando es ahora objeto de debate entre los especialistas. A esto se suma un número creciente de entidades que ya han sido sacrificadas por los conflictos geopolíticos, por la desaceleración y por el desvío de recursos, que se han desviado del desarrollo para contener las pérdidas.

En la cima de la lista de costos olvidados se encuentran los problemas globales: la pobreza, las brechas de desarrollo y el cambio climático. Es probable que los Objetivos de Desarrollo Sostenible establecidos por la ONU para 2030 se alcancen en torno al 17 por ciento, con secciones enteras apenas esbozadas.

Se necesita un proyecto global de nueva generación, pero esto presupone paz, compromiso, coordinación, estabilidad y confianza: todos recursos escasos, y la confianza más que ningún otro.

Las clases dirigentes parecen haber desplazado su enfoque de los horizontes a largo plazo hacia los enfrentamientos a corto plazo. Las organizaciones internacionales tienen poco impacto; las principales naciones desarrolladas están ocupadas con sus propios problemas y sanciones; y nadie responde a la pregunta de quién asumirá las tareas compartidas: el desarrollo para acortar brechas, la reducción de la pobreza y la gestión de los bienes públicos globales.

En casi todos los países, amplios sectores de la población se enfrentan a algún tipo de dificultad, ya sea en materia de salud, educación o desigualdad en los niveles de vida.

¿Quién pagará la cuenta?

Esa carga recaerá, por defecto, sobre los hombros de las principales economías emergentes, cuyos intereses coinciden en gran medida con los objetivos globales y ciertamente no van en contra de ellos: el grupo BRICS y varios países con ideas afines.

Cuentan con menos recursos que Occidente, pero la necesidad los obliga a coordinar sus esfuerzos. La Declaración de la última cumbre, que marca el vigésimo aniversario del grupo, resuena como una voz de la razón en una época que evoca con inquietud la llamada «trampa de Tucídides»: ese mecanismo por el cual el miedo mutuo entre una potencia dominante y una emergente las empuja hacia el conflicto, incluso cuando ninguna de las dos lo busca realmente.

No faltan las fricciones entre los miembros, con sistemas políticos divergentes y niveles desiguales de prosperidad; sin embargo, el documento señala el camino hacia el compromiso —concretamente, el fortalecimiento de la ONU y la reforma del FMI—, reconociendo que no existen atajos radicales.

En el párrafo 49, se reconoce que los desafíos globales están entrelazados y son complejos, lo que obstaculiza el crecimiento y exacerba las disparidades persistentes entre países y regiones.

A nivel operativo, la Declaración esboza una política industrial y energética adaptada a la tarea de ir más allá de la Cuarta Revolución Industrial: completar la infraestructura, impulsar la manufactura, los ferrocarriles y la innovación, garantizar el acceso a la tecnología y realizar la transición hacia tecnologías de desarrollo propio, al tiempo que se invierte en capital humano y en cuestiones sociales.

También defiende el libre comercio, los mercados abiertos, la libertad de circulación y la seguridad del ahorro y las finanzas globales, y presenta una postura independiente sobre la gobernanza de la inteligencia artificial —mirando ya más allá del presente—.

La exigencia fundamental es institucional: estos países han operado durante décadas dentro de marcos diseñados por Occidente y ahora reclaman organismos que trabajen en pro de su propio desarrollo. Una revisión de las cuotas del FMI para reflejar el peso económico real, un papel más amplio para instituciones como el Nuevo Banco de Desarrollo y canales de pago menos expuestos al uso geopolítico de las monedas de reserva.

En qué medida todo esto se traducirá en capacidad real sigue siendo la verdadera incógnita, que debe medirse en términos de probabilidad más que de certeza.

Es plausible, con un grado moderado de confianza, que en los próximos años el grupo consolide los sistemas de liquidación en monedas nacionales y el financiamiento para el desarrollo; por el momento, es poco probable que suplanten a las instituciones existentes o socaven la moneda de reserva —un objetivo que requeriría mercados de bonos profundos y líquidos fuera de la zona del dólar, los cuales no se observan actualmente—.

Los indicadores a seguir son tangibles: el resultado de la revisión de las cuotas del FMI, los montos desembolsados por el Nuevo Banco de Desarrollo y la proporción del comercio intrarregional liquidado fuera del dólar.

Sin embargo, quienes reclaman instituciones que sirvan a su propio desarrollo y al bien común tienen un argumento sólido, ya que la reforma de la arquitectura global es el único ámbito en el que los compromisos parciales aún pueden generar confianza.

Las declaraciones de principios, repetidas durante años, solo pasan a formar parte de la agenda cuando alguien las financia.

Y ninguna gobernanza inclusiva puede sostenerse sin respeto por las identidades culturales de los pueblos: ahí es donde se puede reconstruir la confianza, el bien que más le falta al mundo hoy en día.

Traducción:  Observatorio de trabajador@s en lucha

The resilience of the world economy is built on illusion – it’s time the West woke up

By: A A
16 October 2026 at 13:00

By Marco CARNELOS

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Record debt, a paralysed trade-dispute architecture and the normalisation of sovereign-asset seizure as a policy tool means fragility is baked into the global economic system

Since 2022,  a steady drumbeat of forecasts has warned that cascading military and political upheavals – war in Ukraine, conflict in the Middle East, an accelerating tariff war, the weaponisation of sanctions and the disruption of energy supplies – would eventually overwhelm the world economy’s capacity to absorb shocks.

The most destructive of those scenarios have not materialised, or at least not yet.

As the IMF’s managing director Kristalina Georgieva stated last year, while previewing the fund’s World Economic Outlook, the global economy “has generally withstood significant strains from various shocks”.

Although that resilience is real, on closer inspection, it is a more fragile and more contested achievement than it first appears.

The adaptive mechanisms behind this resilience are visible and measurable. Trade has rerouted rather than collapsed. Energy corridors have diversified. And reserve managers have spent the past three years quietly re-engineering the architecture of the international monetary system.

According to the World Gold Council’s 2026 Central Bank Gold Reserves survey – which drew responses from 76 institutions, its highest participation in nine years – 89 percent of central banks expect global gold holdings to keep rising over the next year, with a record share planning to add to their own reserves.

The result: gold has overtaken US Treasuries as the largest single component of global central bank reserves for the first time since the mid-1990s.

Mother of all ticking bombs

Analysts tracking the shift link it directly to a single event: reserve managers were unsettled by the seizure of the Central Bank of Russia’s reserves at the start of the Ukraine war by Washington and have since been actively reducing the dollar share of their portfolios.

This is a clear example that the economic system is not breaking under political pressure, it is adapting to it – flexibly, and crucially, without severing the interconnections that make global trade and finance function at all.

In other words, central banks accumulating gold are not exiting the system; they are just hedging within it.

But adaptability has a cost, and that cost is compounding.

Global debt – government, household, corporate and financial combined – surpassed $365 trillion in the first half of 2026, according to the Institute of International Finance’s Global Debt Monitor, the sixth consecutive quarterly record.

Emerging-market debt alone rose by $6.5 trillion in the same period, breaking past $110 trillion. Georgieva has been blunt about the trajectory: speaking at the IMF and World Bank annual meetings, she warned that global public debt is projected to reach 110 percent of the world’s GDP by 2029.

There is an evident reluctance to address what is not a crisis in any single country’s balance sheet, but a structural drift that every major economy appears aware of and none is prepared to correct unilaterally.

Debt of this scale narrows the fiscal space available to absorb the next shock, military or otherwise, which is precisely what makes today’s resilience difficult to extrapolate into tomorrow’s.

In this context, there is also the mother of all ticking bombs, a nuclear one: the $40 trillion US federal debt which US Secretary of Treasury Scott Bessent is desperately trying to reign in.

The third strand, the onslaught of punitive political measures targeting market principles, is best illustrated by the fate of Russia’s frozen central bank reserves. Roughly $300bn in Russian sovereign assets have been immobilised globally since 2022, with some €210bn ($235bn) held within the European Union.

Erosion of neutrality

Rather than remaining in legal limbo, these reserves have become the financial engine of a specific policy outcome: the EU’s proposed €140bn ($157bn) “reparations loan” to Ukraine, structured so that Ukraine would repay it only once Russia itself pays war damages – effectively converting a sanctions freeze into a grant.

Russia’s central bank has responded by suing the Brussels-based depository Euroclear, which holds the bulk of the assets, calling the manoeuvre illegal.

Whatever one’s view of the underlying conflict, the precedent is the point economists increasingly raise: the first large-scale use of frozen sovereign reserves as collateral for a geopolitical objective changes the calculus for every reserve-holding state watching from outside the western bloc.

It is one more data pointing to the reinforcing of the gold-accumulation trend described above – and a vivid example of how political tools aimed at a single adversary can erode the perceived neutrality of the system itself.

A parallel erosion is under way in trade governance. The WTO’s Appellate Body (the one supposed to settle trade dispute among countries) has been non-functional since December 2019, after the United States blocked the appointment of new judges and talks on reviving or replacing it remain stuck.

More than 30 appeals currently sit unresolved, and the workaround mechanism created to fill the gap – the Multi-Party Interim Appeal Arbitration Arrangement – has resolved only a single case. The institution designed to prevent trade disputes from becoming purely a function of relative power has been quietly sidelined for seven years.

It is then worth wondering – in such a situation – if the Global West and Global Rest see the same picture here.

The evidence suggests convergence on diagnosis but real divergence on meaning. Both recognise that debt is unsustainable and that institutions are strained. But where western policymakers tend to treat sanctions, frozen assets and trade paralysis as defensive responses to external aggression.

Voices from the Global Rest increasingly read the same tools as confirmation that the system was never as neutral as advertised.

India’s External Affairs Minister S Jaishankar captured this gap memorably in 2022, telling European interlocutors that Europe needed to “grow out of the mindset” that its problems are everyone’s problems while the reverse does not hold.

Selective status

This is something many Global Rest governments had been thinking but not saying aloud: that the postwar order’s claim to universality was always, in practice, more selective than it appeared.

The more honest and outspoken western leader to recognise such an unfair situation, to use an understatement, was Canadian Prime Minister Mark Carney earlier this year in Davos.

None of this means the system is about to fracture. The world economy has proven more elastic than feared, absorbing shocks that a decade ago might have triggered genuine crisis. But elasticity and durability are not the same thing.

The real test of this sort of “economy of resistance” is not whether it survives the next military-political storm – it plainly has, repeatedly.

It is whether record debt, a paralysed trade-dispute architecture, and the normalisation of sovereign-asset seizures as a policy tool are quietly converting what is in effect a short-term adaptability into long-term fragility, especially at a moment when the Global Rest and Global West can no longer agree on what the system is actually for.

Original article:  www.middleeasteye.net

West’s death cult in a theater near you

By: A A
14 October 2026 at 10:40

Capitalism, fascism, wars, the Epstein class, endemic poverty and suffering – it’s a death cult in a theater near you.

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It’s hard to know whether to break the TV set or throw up when listening to the European governments rushing to condemn the air strike by Yemeni forces on Saudi Arabia’s King Khalid international airport.

The blast from a ballistic missile that slammed into the airport at the weekend, October 12, killed at least 13 civilians and injured scores of other travellers. Horrific video footage shows the moment the missile explosion ripped through a terminal lounge.

European leaders immediately in a coordinated fashion trotted out condemnations of Yemeni “terrorism” and vowed solidarity and support for Saudi Arabia. U.S. President Donald Trump called it “a terrible thing.” (As if bombing schoolchildren is not quite a terrible thing.)

Britain, France, Germany, Ireland, Italy, Austria, the Netherlands, and Spain all issued strident denunciations of the Yemeni attack.

The strike on the Saudi capital came after the Ansar Allah-led Yemen Armed Forces had given ample warning to the Saudis that their airports would be targeted and for civilians to avoid the areas. The airports were kept open for business as usual. The Yemenis have said that the attack on Riyadh and other Saudi airports are retaliation for weeks of multiple air strikes by the Saudis on Yemeni civilian centers.

Hundreds of Yemeni civilians have been killed since Saudi Arabia broke a four-year truce with an air strike on the international airport in Sanaa, the Yemeni capital, on July 13. Saudi warplanes, U.S.-supplied F-15s and European Typhoon jets, have been continously bombing homes across Yemen. This week, two days after the Riyadh strike, at least nine people including five children were killed in air raids on houses in Taiz city and in northern al Jawf province. Al Masirah TV footage showed a distraught father holding up a child’s shredded body amid rubble. There was no condemnation of that atrocity from any European leader.

As Mick Wallace and Clare Daly, former Irish Members of the European Parliament, point out in their podcast this week, the official European reaction is utter hypocrisy and a cynical distortion of the conflict on the Arabian Peninsula.

Britain and France in particular, along with the United States, have backed the Saudi aggression against Yemen beginning in 2015. Over seven years, that aggression killed up to 400,000 Yemenis through air strikes and a blockade on humanitarian needs.

The European Union remained largely silent for seven years. No protests were made to Washington, Paris or London. Ambassadors were not summoned, sanctions were not imposed.

The return to hostilities that began with Saudi air strikes on Sanaa in July have been enabled by U.S. and Britain supplying warplanes, military advisors and intelligence.

None of the European governments have bothered to condemn this recent U.S. and UK-backed slaughter.

So, it is nauseating when one hears British Foreign Secretary Ed Miliband saying he is “appalled” by the strike on Riyadh airport. And other European leaders vowing “full solidarity with the kingdom of Saudi Arabia.”

Germany’s Foreign Minister Johann Wadephul condemned Yemen’s “terrorist act.”

His French counterpart said France stood with Saudi Arabia “in defending its territory and infrastructue.” (No mention of what the Saudis have been doing for years to Yemen’s territory.)

Referring to the strike on Riyadh without any context, Italy’s Giorgia Meloni said: “Attacks against civilians and civilian infrastructure are unacceptable and must cease.” (Yes, indeed, so why not tell that to the Saudis who are doing it deliberately on a massive scale with support from Washington and London?)

What is instructive here is not just the sickening hypocrisy and moral bankruptcy. It is the manifestation of a systematic corruption and criminal responsibility. This is not just one more example of a flawed European political class whose judgement is suspect. What is increasingly apparent is the totality of the corruption.

The same European supporters of Saudi monarchs waging a genocidal war on Yemen are also contemporaneously supporting the Israeli Zionist regime in its extermination of Palestinians. They are complicit in enabling the U.S. aggression against Iran, Cuba and Venezuela. They are sponsors of the NeoNazi regime in Kiev to keep fighting a proxy war against Russia despite more than one million Ukrainian military casualties and the risk of nuclear conflagration.

The death cult of Western capitalism is on full display in multiple theaters, exposing the organic evil at work. There is sense that all of Western imperialist history is now on display in one final orgy of barbarity.

In previous times, the death cult operated discreetly in seemingly disparate conflict scenarios. Wars on different continents seemed somehow unconnected. The Western media would in the past reliably cover up the crimes by distorting the motives and objectives with false narratives and (laughable) claims of noble purpose. The West was “defending democracy,” “fighting communism,” “protecting human rights,” or “waging war on terrorism,” or some other pretext that in isolation and with loads of media propaganda managed to fool a lot of people as somehow plausible.

What’s happening now, it seems, is a concatenation of wars that ultimately exposes the essential system that drives the violence, and its insatiable lust for human suffering.

It is impossible to work for such a vile system, the death cult of capitalism, without also being oblivious to its evil ways. To remain oblivious necessitates denial or lies. That deception might be tenable for occasional and seemingly disparate scenarios. But not when the system is exposed in its infernal entirety.

American and European wars in the past might have succeeded in being sold to the Western public as one-off wars and misadventures. We think of the wars in Korea, Vietnam, Latin American, Africa, former Yugoslavia, Afghanistan, Iraq, and more recently Libya.

In more recent years, as consciousness evolved, the public began discerning and decrying “endless wars”.

But now the world is witnessing a totalizing of the war machine that goes by the name of “Western democracy”.

What’s happening in Ukraine, Gaza, Iran and Yemen is not coincidence. It is the death cult on display and unable to hide itself. It manifests too in attacking and locking up Western citizens who condemn genocide or who simply call for peace.

Capitalism, fascism, wars, the Epstein class, endemic poverty and suffering – it’s a death cult in a theater near you.

The politicians, governments, media and pundits who promote it or serve it are seen for what they are.

Svizzera: la neutralità resta sulla carta mentre avanza l’integrazione nel blocco occidentale

By: A A
12 October 2026 at 22:05

La netta bocciatura dell’iniziativa sulla neutralità lascia formalmente intatto lo storico status della Confederazione, ma consolida una traiettoria iniziata con le sanzioni contro la Russia nel 2022 e proseguita con una crescente interoperabilità militare con la NATO.

Segue nostro Telegram.

Le votazioni referendarie federali tenutesi in Svizzera il 27 settembre hanno prodotto due risultati particolarmente netti. Gli elettori hanno respinto con il 72,53% dei voti l’iniziativa «Per un’alimentazione sicura», che chiedeva di rafforzare la produzione nazionale sostenibile, favorire una maggiore presenza degli alimenti vegetali e garantire una migliore protezione delle risorse idriche. Ancora maggiore, sotto il profilo politico e geopolitico, è stata tuttavia la portata della bocciatura dell’iniziativa «Salvaguardia della neutralità svizzera»: il 70,16% degli elettori ha votato contro, mentre soltanto il 29,84% si è espresso a favore, con un’affluenza del 47,07%. Nessuno dei ventisei cantoni ha approvato la proposta.

Per evitare equivoci, sottolineiamo che il quesito non chiedeva di abolire lo storico status della Confederazione né di aderire alla NATO. La scelta riguardava piuttosto il significato concreto da attribuire alla neutralità nel nuovo contesto internazionale: mantenerne l’interpretazione flessibile sviluppata dal governo negli ultimi anni oppure fissarne nella Costituzione una definizione molto più stringente, capace di limitare tanto la partecipazione alle sanzioni quanto la cooperazione con alleanze militari.

Anche dopo il voto, dunque, la Svizzera rimane formalmente neutrale, non appartiene alla NATO e non è vincolata agli obblighi di difesa collettiva previsti dall’articolo 5 del Trattato nordatlantico. Tuttavia, soprattutto dal 2022, la distanza tra questa neutralità giuridica e la collocazione politico-strategica effettiva della Confederazione si è progressivamente ridotta. Il voto del 27 settembre, di conseguenza, non avvia questa trasformazione che sta avendo luogo da anni, ma respinge il tentativo di imporle un limite costituzionale.

L’iniziativa, in particolare, chiedeva di sancire che la neutralità svizzera fosse «permanente e armata» e, soprattutto, di tradurre tale principio in obblighi precisi. La Confederazione non avrebbe potuto aderire a un’alleanza militare o difensiva né collaborare con essa, salvo nel caso di un’aggressione diretta contro la Svizzera o di preparativi concreti in vista di tale aggressione. Berna non avrebbe inoltre potuto partecipare a conflitti militari tra Stati terzi né adottare sanzioni contro Stati belligeranti, fatta eccezione per quelle imposte dalle Nazioni Unite e per i provvedimenti necessari a impedirne l’elusione. Il testo prevedeva infine che la Svizzera utilizzasse attivamente la propria neutralità per svolgere un ruolo di mediazione.

In termini geopolitici, il cuore della proposta era dunque duplice: impedire che la Svizzera continuasse a recepire autonomamente i sistemi sanzionatori elaborati dall’Unione Europea contro una delle parti di un conflitto e porre un limite all’intensificazione della cooperazione con la NATO. Non si trattava quindi soltanto di riaffermare simbolicamente un principio storico, ma di ricostruire uno spazio di autonomia tra la Confederazione e le strutture politico-militari occidentali.

Il punto di svolta dell’attuale evoluzione va individuato nel 28 febbraio 2022. Quattro giorni dopo l’inizio dell’operazione militare speciale russa in Ucraina, il Consiglio federale decise di associarsi alle sanzioni adottate dall’Unione Europea contro Mosca. La scelta suscitò immediatamente un dibattito sulla compatibilità di tale allineamento con la neutralità tradizionale. Il governo rispose distinguendo tra il diritto della neutralità, che riguarda principalmente gli obblighi militari di uno Stato neutrale, e la più ampia politica di neutralità, all’interno della quale Berna ritiene di disporre di un considerevole margine di manovra. Secondo questa interpretazione, l’adesione alle sanzioni dell’UE non avrebbe modificato lo status neutrale della Svizzera, poiché la Confederazione continuava a non sostenere militarmente nessuna delle parti belligeranti.

Sul piano strettamente giuridico, questa distinzione permette a Berna di continuare a definirsi neutrale. Sul piano politico, però, il 2022 ha segnato un cambiamento qualitativo. Per la prima volta nella crisi che contrappone frontalmente Russia e blocco euro-atlantico, la Svizzera non si è limitata a esprimere una posizione diplomatica, ma ha integrato nella propria legislazione il sistema di misure economiche punitive costruito dall’Unione Europea contro Mosca. La neutralità militare formale è rimasta intatta, ma l’equidistanza economica e politica si è sensibilmente ridotta.

Oltretutto, questa scelta non è stata episodica, in quanto Berna ha continuato a recepire progressivamente i successivi pacchetti di sanzioni europee. Ancora il 19 agosto scorso, poco più di un mese prima del referendum, il Consiglio federale ha deciso di attuare ulteriori misure contenute nel ventesimo pacchetto di sanzioni dell’UE contro la Russia. La stessa Segreteria di Stato dell’economia ha descritto la decisione come conforme alla «prassi seguita finora», confermando che l’allineamento alle misure europee è ormai divenuto una componente strutturale della politica svizzera verso Mosca. Circa 2.790 persone e organizzazioni risultavano allora sottoposte a congelamento patrimoniale in Svizzera in relazione al conflitto ucraino.

Il processo non si è però fermato alla dimensione economica. Dalle sanzioni del 2022 si è progressivamente passati a un rafforzamento della cooperazione nel campo della sicurezza e della difesa, facendo emergere con maggiore evidenza la direzione strategica assunta dalla Confederazione.

Sempre a rigor di precisione, va sottolineato che la Svizzera partecipa al programma NATO Partnership for Peace dal 1996, dimostrando che la collaborazione con l’Alleanza Atlantica non costituisce una conseguenza esclusiva del conflitto ucraino. La novità degli ultimi anni consiste piuttosto nell’intensità e negli obiettivi di tale cooperazione. Nel dicembre 2025, infatti, Svizzera e NATO hanno definito un Individually Tailored Partnership Programme per il periodo 2025-2028, esplicitamente inserito dall’amministrazione federale nella volontà del Consiglio federale di «intensificare la cooperazione internazionale nella politica di sicurezza».

Il concetto che viene utilizzato per descrivere questa cooperazione con la NATO è quello di interoperabilità. Essa punta infatti anche a sviluppare e mantenere capacità che consentano alle Forze armate svizzere di operare insieme a quelle dei membri della NATO e degli altri Paesi partner. L’Alleanza stessa indica tra i settori della relazione con Berna lo sviluppo delle capacità delle forze svizzere di lavorare con quelle NATO nelle operazioni multinazionali.

Prima l’allineamento economico alle sanzioni europee, poi l’approfondimento della cooperazione nella politica di sicurezza, quindi la ricerca di una maggiore interoperabilità militare con l’Alleanza Atlantica. Nessuno di questi passaggi, preso isolatamente, abolisce la neutralità svizzera. Considerati nel loro insieme, tuttavia, descrivono una progressiva integrazione de facto della Confederazione nell’architettura strategica occidentale.

Lo stesso Consiglio federale, nella campagna contro l’iniziativa, ha difeso esplicitamente questa possibilità. Secondo il governo, la crescente instabilità europea rende necessario orientare la politica di sicurezza e di difesa verso una maggiore cooperazione internazionale. Berna considera compatibile con la neutralità la partecipazione a esercitazioni militari internazionali non direttamente collegate a una guerra e sostiene che un’eventuale cooperazione difensiva con altri Stati in caso di aggressione debba essere preparata in anticipo. Il governo riconosceva inoltre che un’approvazione dell’iniziativa avrebbe comportato una riduzione della cooperazione con la NATO, compresi settori come le esercitazioni congiunte e lo scambio di dati.

La neutralità, dunque, viene progressivamente ridefinita non più come mantenimento di una significativa distanza dalle strutture militari dei blocchi, ma come assenza dell’obbligo formale di intervenire militarmente al loro fianco. Entro questo perimetro molto più ristretto diventano compatibili con la neutralità tanto le sanzioni economiche coordinate con l’Unione Europea quanto la preparazione operativa con la NATO.

La Confederazione si colloca così in uno spazio intermedio: non è membro dell’Alleanza Atlantica, ma aumenta la propria capacità di operare insieme ai suoi membri; non appartiene all’Unione Europea, ma ne recepisce ripetutamente le misure coercitive contro la Russia; non rinuncia formalmente alla neutralità, ma interpreta questo principio in modo tale da rendere possibile una crescente integrazione nelle strutture politiche e di sicurezza dell’Occidente.

La Svizzera, del resto, non è mai stata neutrale nel senso di un’impossibile equidistanza ideologica assoluta. Già durante la Guerra fredda, essa apparteneva economicamente, culturalmente e politicamente al mondo occidentale. La specificità della sua neutralità consisteva soprattutto nel mantenimento di un’autonomia strategica rispetto alle alleanze militari e ai conflitti tra i blocchi. La trasformazione contemporanea non consiste quindi nel passaggio improvviso di una Svizzera neutrale a una Svizzera occidentale, perché la Confederazione è sempre appartenuta all’Occidente in senso storico e socioeconomico. Il cambiamento riguarda piuttosto il passaggio da un’appartenenza occidentale accompagnata da una marcata autonomia strategica a un’integrazione sempre più profonda nelle politiche economiche, di sicurezza e militari del campo euro-atlantico.

Resta dunque una neutralità formalmente intatta, ma sempre più distante dalla funzione politica che l’aveva storicamente caratterizzata. La Svizzera continua a non essere membro della NATO e conserva tutti gli strumenti giuridici per definirsi uno Stato neutrale. Allo stesso tempo, recepisce le sanzioni dell’Unione Europea contro la Russia, approfondisce il coordinamento della propria politica di sicurezza con i partner occidentali e prepara le proprie Forze armate a una crescente interoperabilità con quelle dell’Alleanza Atlantica.

L’unica piaga in Russia sono i media mainstream

By: A A
12 October 2026 at 10:30

Quando si torna indietro e si osserva davvero la rappresentazione storica delle «realtà russe» nei media di lingua inglese, si nota che Putin è sull’orlo della destituzione dal 2000 e da allora anche l’economia russa è sull’orlo del collasso. Tutto ciò che viene scritto sulla Russia in inglese in Occidente è una menzogna.

Segue nostro Telegram.

Parleremo dei vari aspetti della presunta “epidemia” in Russia, ma emerge una tendenza più ampia quando si esamina l’interpretazione data dai media a questo evento, che sia reale, falso o una sorta di enigma. Chiunque abbia familiarità con il mio lavoro mi avrà sentito affermare qualcosa del tipo: «Tutto ciò che sapete sulla Russia, scritto in inglese, è una menzogna», e continuo a credere in questa affermazione. Quando i politici occidentali dichiarano che «la Russia ha il potenziale economico della Spagna» o che «la Russia è la Nigeria con la neve», o fanno altre affermazioni simili, non stanno mentendo in modo diretto e consapevole.

Sulla base di tutti i dati e le informazioni di cui dispongono «laggiù» riguardo all’economia russa, questa visione era logicamente «vera». Se si analizzano i numeri basandosi sui dati occidentali, immagino che la Russia sia semplicemente un’economia enigmatica avvolta nel mistero, delle dimensioni di una nazione dell’UE di secondo piano, ma ovviamente nella realtà non è così. La Russia è terribilmente draconiana e repressiva, perché ovunque si legge che è proprio così. I calcoli secondo cui la Russia avrebbe ceduto immediatamente e il «rublo sarebbe crollato» dopo l’inizio dell’Operazione Militare Speciale non erano falsi, erano semplicemente basati su dati errati. Se si esaminano le informazioni occidentali sulla Russia, sembrerebbe davvero che l’economia del Paese poggi esclusivamente sui prezzi del petrolio, che la popolazione attenda una sola scintilla per ribellarsi al tiranno e che, nel complesso, il castello di carte sia pronto a crollare da un momento all’altro. Ma, come hanno dimostrato gli anni di guerra, non è stato così; tuttavia, le stime iniziali erano «corrette» sulla base dei dati su cui si fondavano.

Persino la famosa citazione di Lenin secondo cui «una menzogna ripetuta abbastanza spesso diventa verità» – ironia della sorte – potrebbe non essere mai stata pronunciata da lui, ma questa pseudo-affermazione getta un’ombra negativa sulla Russia, per cui l’Occidente continua a ripeterla. In Russia, poiché alcune persone sono state arrestate per attività online dall’inizio dell’Operazione Militare Speciale – tra cui l’organizzazione di atti terroristici – ciò viene considerato «negativo»; tuttavia, il fatto che nel Regno Unito vi siano 70 volte più persone dietro le sbarre per ciò che hanno espresso online non viene preso in considerazione, poiché si tratta di una situazione diversa e non è mai stata nemmeno presa in esame da un giornalista britannico. Gli arresti per dichiarazioni e azioni online si applicano solo a coloro che sono considerati «cattivi», a riprova della loro cattiveria.

Se l’esercito russo è forte, si tratta di militarismo; se l’esercito russo è debole, è prova di corruzione e inettitudine. Se vi sono processi per corruzione, ciò dimostra che il regime autoritario di Putin sta eliminando i propri nemici; se invece non vi fossero processi per corruzione, ciò costituirebbe prova della corruzione e del controllo totalitario del regime. Non esiste alcuna possibilità di vittoria per la Russia nella stampa occidentale; persino durante il presunto trattamento mediatico favorevole riservato a Eltsin nei «bei vecchi tempi», l’intero establishment si è abbandonato a un’orgia di schadenfreude per la caduta dell’URSS e per lo stato di umiliazione della Russia degli anni ’90.

Per dirla senza mezzi termini: se accade qualcosa o si dice che sia accaduto qualcosa in relazione alla Russia:

– Se i media russi lo avallano, ciò è prova che la Russia è cattiva

– Se i media russi si oppongono, ciò è prova di un insabbiamento del misfatto che dimostra che la Russia è cattiva

– In definitiva, qualsiasi azione o inazione da parte della Russia è negativa e costituisce prova della sua malvagità.

La posizione della CNN su questa questione è la classica russofobia

E, puntuale come un orologio, ecco che la CNN interviene per sostenere questa narrativa sulla peste che sembra essere fondamentalmente falsa. Parleremo di ciò che sta realmente accadendo con questa «epidemia» un po’ più avanti, ma per ora concentriamoci sull’aspetto mediatico della questione. Già nel titolo dell’articolo della CNN in questione «Liste di controllo, mascherine e mistero: cosa sappiamo sull’allarme peste in Russia» si nota chiaramente come la propaganda stia prendendo piede.

«Le autorità russe hanno cercato di placare le preoccupazioni globali in merito alla morte di una giovane donna che lavorava in un laboratorio siberiano specializzato nella lotta alla peste. Tuttavia, le misure adottate per isolare i suoi contatti e introdurre nuove misure di controllo della malattia negli ospedali locali hanno suscitato preoccupazioni tra le persone che temono di non essere informate su tutta la verità.»

Per quanto riguarda il paragrafo precedente, come potete vedere, la parte russa è vista in modo negativo perché presenta una versione dei fatti diversa e ha l’audacia di condividerla con il mondo. Tuttavia, se i media russi avessero taciuto su questa vicenda, ciò sarebbe stato ugualmente negativo, in quanto avrebbe costituito una prova di colpevolezza per omissione. Il fatto che le autorità russe stiano adottando alcune misure per cercare di fermare un’epidemia è negativo perché tali misure generano paura o qualcosa del genere, ma quantomeno ciò è sufficiente per giustificare una condanna. Tuttavia, se il governo adottasse misure estreme, queste sarebbero «draconiane», mentre se non adottasse alcuna misura, ciò sarebbe «terribilmente irresponsabile». Pertanto, adottare misure di livello medio «induce paura» o qualcosa del genere e, naturalmente, ciò è negativo e assolutamente inaccettabile.

«Ulyana Gavryunina, una blogger ventinovenne di Angarsk, città della regione di Irkutsk, ha dichiarato alla CNN di aver dovuto cambiare ospedale ostetrico alla quarantesima settimana di gravidanza, poiché le restrizioni di quarantena appena imposte impedivano a suo marito di stare con lei durante il travaglio.»

Pertanto, poiché l’amministrazione locale dispone di strutture limitate, purtroppo questa donna ha dovuto partorire in condizioni tutt’altro che ideali. È una situazione spiacevole per lei e sono certo che sia stata piuttosto frustrante, ma ancora una volta la CNN sostiene che l’intervento delle autorità russe sia negativo perché ha avuto ripercussioni negative sulle persone; tuttavia, se non avessero fatto nulla, sarebbe stato altrettanto grave. Se le persone non fossero state messe in quarantena in quella struttura, ciò sarebbe stato «pericoloso e irresponsabile» o qualcosa del genere.

«Mercoledì l’autorità sanitaria russa ha affermato che non sussiste alcun rischio epidemico a seguito della morte della donna e che sta riducendo gradualmente l’intervento. Rospotrebnadzor ha dichiarato che il monitoraggio medico è stato completato per “oltre il 90%” dei contatti della ricercatrice deceduta e che non sono stati rilevati agenti patogeni “pericolosi”. Tuttavia, permangono alcune domande senza risposta».

L’espressione «ma rimangono domande senza risposta» è stata utilizzata in questo contesto per negare l’opinione del governo russo. Se questo paragrafo si fosse concluso senza queste parole, avrebbe fatto apparire pienamente legittime le opinioni delle autorità locali. Quando «rimangono domande», si allude a una cospirazione, al fatto che la versione ufficiale non corrisponda alla realtà. Ancora una volta, indipendentemente da ciò che le autorità russe avrebbero dichiarato pubblicamente, la reazione sarebbe stata negativa perché la CNN le considera nemiche. Il nemico non può fare nulla di giusto. E le azioni della Russia sono quelle di un nemico e, pertanto, sono universalmente negative agli occhi di qualsiasi giornalista che si rispetti.

“Secondo il proprio sito web, l’Istituto Antipeste impiega circa 95 ricercatori ed è un’importante struttura sanitaria pubblica responsabile del monitoraggio e della prevenzione dei focolai di infezioni batteriche e virali ad alto rischio in tutta la Siberia e nell’Estremo Oriente russo.

L’istituto è stato fondato nel 1934 per combattere la peste e continua a studiare la malattia poiché la Yersinia pestis, il batterio che causa la peste, circola ancora naturalmente nella fauna selvatica in alcune zone della Siberia e nelle regioni limitrofe».

Sorprendentemente, la CNN non ha definito la struttura di ricerca in cui lavorava la signora Shipilova come un «laboratorio biologico» né ha utilizzato altri termini infamanti. In realtà, si è limitata a «crederle sulla parola» e a riportare semplicemente le informazioni presenti sul sito web. Ciò è risultato veritiero e piacevole da leggere.

Cosa è realmente accaduto, quindi?

Passiamo ora ad analizzare la situazione reale relativa a una potenziale epidemia di peste e alla misteriosa morte della ricercatrice che stava lavorando per combatterla. Esiste un video realizzato da una donna americana anonima residente a Irkutsk (nome del canale: American in the Motherland) sull’intera vicenda che, in meno di 15 minuti, analizza l’intera storia con fonti, fatti e filmati provenienti direttamente dalla regione. Per brevità, condividerò i punti salienti delle sue argomentazioni. Come potete vedere, ancora una volta una sola giornalista cittadina smonta punto per punto la versione dei media mainstream. L’immagine qui sotto è tratta dal video e mostra la «genialità» della stampa internazionale e le sue reazioni affrettate su questo tema.

I punti chiave del video erano:

  • Non vi sono lockdown di massa a Irkutsk né in nessun’altra parte della Russia; le uniche persone sottoposte a quarantena hanno avuto contatto diretto con la donna deceduta (Daria Shipilova) e il loro numero è inferiore a 200.
  • La Shipilova non lavorava in un laboratorio biologico militare, bensì in un istituto di ricerca sulle epidemie e sulle malattie, progettato per combattere le patologie. La sua ubicazione e la sua attività non erano né segrete né di natura militare.

La signora Shipilova è stata ricoverata in un ospedale fuori da Irkutsk perché in quella sede era presente una struttura progettata per gestire questo tipo di focolai epidemici dell’era Covid, e non nell’ambito di una qualche cospirazione.

Non si è verificato nessun altro decesso per la stessa causa di quello della signora Shipilova.

La causa della morte di Daria Shipilova è stata una «polmonite di origine sconosciuta».

La storia della «provetta rotta» è un mito, poiché è stata inventata da un blogger russo. Quando si lavora con malattie gravi, non si va in giro in un ambiente simile a un ufficio con provette fragili. La Russia non opera secondo la stessa metodologia della Umbrella Corporation, agitando a casaccio fiale fragili contenenti agenti patogeni.

La parte russa non ha trovato alcuna prova di un incidente presso la struttura di ricerca.

La ricercatrice non si era recata in Buriazia prima della sua morte. Pertanto, non ha contratto la malattia da marmotte locali o da altri tipi di roditori.

Al momento della stesura di questo articolo o della realizzazione del video collegato sopra, non si sono verificati altri casi simili a quello che ha causato la morte della signora Shipilova.

La peste è curabile, poiché è causata da un batterio che continua a esistere in tutto il mondo. Ogni anno, negli Stati Uniti e in altri paesi, una manciata di persone la contrae ancora. Gli antibiotici rappresentano una contromisura efficace contro questa malattia; pertanto, ciò non sembra costituire motivo di panico internazionale.

Perché la peste si diffuse nella Russia medievale?

Un aspetto importante da sottolineare a questo proposito è che, storicamente, sebbene la peste bubbonica abbia mietuto vittime anche al di fuori dell’Europa occidentale, ha avuto effetti devastanti solo all’interno di quest’ultima. I russi continuano ancora oggi ad andare fieri di possedere un elevato livello di igiene culturale che risale al Medioevo. I russi del Medioevo e altri popoli al di fuori dell’Occidente sembravano aver «capito da soli» la necessità di lavarsi regolarmente e di lavarsi le mani. Si ritiene che questa cultura igienica sia la ragione per cui la Russia, nel XIX secolo, vantasse una popolazione così numerosa rispetto alle nazioni circostanti. Molti in Russia ritengono che, se non fosse stato per errori madornali quali la Prima guerra mondiale, la Rivoluzione, la Seconda guerra mondiale e gli anni ’90, la popolazione attuale sarebbe molto più vicina a quella della Cina o dell’India.

Pertanto, da un punto di vista culturale russo, ciò appare chiaramente come un’altra campagna di proiezione: un terzo della popolazione inglese morì a causa della peste, mentre in Russia ne morirono solo pochi. Di conseguenza, la peste nera non ebbe in realtà alcun impatto culturale sulla Russia e, a giudicare dagli scritti del XIX secolo, la tubercolosi sembra essere stata un problema molto più persistente e fastidioso per questa società, che ancora oggi riveste una certa rilevanza. In tutta la Russia esistono strutture antitubercolari e non è possibile immigrare nel Paese se si presentano sintomi della malattia. L’intera questione del «vivere con i parassiti» non era una realtà quotidiana per i russi né nel Medioevo né in epoca moderna; tale primato spetta all’Occidente liberale e illuminato.

I media sono il vero problema.Abbiamo esaminato solo un particolare articolo su questo tema, ma vi sono numerose riflessioni assurde da parte della stampa occidentale che seguono la formula «maledetti i russi se lo fanno, maledetti se non lo fanno». Titoli come questo del Daily Mail ne sono l’esempio perfetto:

«Trump offre a Putin un’ancora di salvezza mentre la Russia si affanna a contenere una mortale epidemia trasmessa per via aerea dopo la morte di un ricercatore di laboratorio».

Ancora una volta, se «Putin» non facesse nulla sarebbe cattivo, ma sta facendo qualcosa, quindi si sta «affannando» in preda al panico, il che è altrettanto negativo. Il fatto che Trump gli offra un «ancora di salvezza» implica che Putin non abbia altra scelta se non quella di accettare questo aiuto, qualunque esso sia, altrimenti sarebbe cattivo. Ma indovinate un po’? Se accetta l’ancora di salvezza, ciò significa sicuramente che è debole o qualcosa del genere, il che significa che è cattivo.

Quando si torna indietro e si osserva davvero la rappresentazione storica delle «realtà russe» nei media di lingua inglese, si nota ovunque questa manipolazione narrativa isterica e nietzschiana da «untermensch». Putin è sull’orlo della destituzione dal 2000 e da allora anche l’economia russa è sull’orlo del collasso. Tutto ciò che viene scritto sulla Russia in inglese in Occidente è una menzogna.

The West is the Titanic and the Global South its iceberg

By: A A
12 October 2026 at 10:00

No inclusive governance can hold without respect for the cultural identities of peoples: that is where trust can be rebuilt – the commodity the world lacks most of all today.

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Where growth persists, and at what cost

Those who study economic crises tend to imagine them as sudden shocks: a collapse that triggers panic, a stock market that plummets in a single session, a border that closes. These are the events of 2008 and 2020, the storms that mark a before and after. But there is a second form of suffering, less photogenic and more insidious, which does not make the headlines: slow paralysis, the absence of growth, an economy spinning its wheels without ever sinking or regaining momentum. This condition was familiar to seafarers. The sailing ships crossing the Atlantic feared hurricanes, but they also feared the Sargasso Sea, that currentless expanse where the wind died down and the hull remained trapped in seaweed for weeks. In 2026, the global economy is facing this second threat above all, and it is like the Titanic, as Leonid Grigoryev brilliantly wrote.

The ocean liner, to stick with the metaphor, has not sunk: it is afloat, and still growing, but it is making slow progress and its hull is holed in several places. Lookouts scan a fog that shows no sign of lifting, and captains are banking on the iceberg staying at bay. In its July forecasts, the International Monetary Fund has revised its global growth forecast for 2026 downwards, bringing it to 3 per cent compared with 3.5 per cent the previous year. Translated into absolute terms, against a global GDP exceeding one hundred trillion dollars at purchasing power parity, that half-point loss amounts to hundreds of billions that will not be converted into wages, tax revenue or investment. The tariff war between Washington and Brussels is being absorbed by the main players, but it leaves in its wake realignments and collateral friction, from Ireland to Canada; and, for purely accounting rather than political reasons, the prospect of the United Kingdom’s economic fragmentation is resurfacing.

The post-pandemic expansionary phase has never followed a clear course, and continues to come up against the obstacles of geopolitics. One driver in particular has fuelled GDP growth in recent quarters: the rush to build data centres. This represents a massive and geographically concentrated demand for investment, which has driven exports from Asian suppliers of semiconductors and equipment — South Korea, Taiwan, Malaysia and Thailand — but which relies on just a few companies and on expected returns that have yet to be realised. Such a cycle fuels GDP as long as construction work is under way; the crux of the matter arises later, when the installed capacity must generate revenues commensurate with the capital expended. Outside this framework, economies that grow do so for internal reasons: China on the strength of its own demand and manufacturing, India on its domestic market, and the United States on a combination of immigration, capital inflows and public spending.

The American case in particular warrants a clarification that debunks a common misconception. Every year, the United States imports goods worth around one trillion dollars more than it exports, and at the same time its leaders lament the loss of its industrial base. The two circumstances are not contradictory: they are the same equation viewed from two sides. A current account deficit of such proportions is, by accounting definition, nothing other than the counterpart to foreign savings flowing into the United States: the world supplies goods and, in return, accumulates assets in dollars, Treasury bonds and shares. As long as the greenback remains the reserve currency and the US securities market the most liquid pool available, this privilege finances the deficit on terms unattainable for anyone else. The same flow, however, props up the real exchange rate, penalises the export-oriented industry and is precisely what causes the deindustrialisation that is so often lamented. Tariffs strike at the trade side whilst leaving the financial root intact: they reshape the balance, they do not eliminate it.

The stranglehold of yields and the burden of debt

Towards the middle of the year, global inflation picked up again, driven largely by rising energy prices. A rise in prices stemming from costs, rather than excess demand, presents central banks with their most unpleasant choice: to rein in an economy already weakened by the shock, so as not to allow expectations to become unanchored. High energy prices act as a regressive tax, eroding disposable income and feeding through to price levels at the slow pace dictated by index-linked contracts and regulated prices.

On the debt front, the strain is even more evident. Yields on long-term government bonds are rising at an alarming rate: in the United States, the 10-year yield has hit 5 per cent, with other advanced economies following suit. It is not just the level that matters, but its structure. The long end of the curve is reflecting a rising term premium – that is, the compensation investors demand for tying up money over long horizons when inflation and the volume of new money entering the system remain uncertain. The stock of debt is already colossal, and the cheap bonds issued during the era of zero interest rates are being replaced, as they mature, with far more expensive issues: the average cost rises with a lag, but it does rise. Here, elementary and inflexible arithmetic prevails: the comparison between the real interest rate and the rate of real growth. When the economy grows faster than the cost of its debt, the burden eases of its own accord; when the relationship is reversed — and this is what is happening today in several wealthy countries — keeping the debt-to-GDP ratio stable requires budget surpluses that the electorate rarely allows.

A technical manoeuvre with political implications is helping to tighten the noose. The treasury departments of the major economies are seeking to return to the open market a portion of the long-term bonds hitherto held on central banks’ balance sheets, just as the latter are allowing the bonds accumulated during quantitative easing to mature and reducing their assets. The result is that the net supply of long-term bonds available to private investors increases the moment the lender of last resort steps aside; to absorb this supply, the market demands higher yields. At the same time, central banks are gradually raising interest rates to combat inflation, and the combination of these factors is pushing the system towards stagnation. It is the calm of the Sargasso Sea, not the storm. Against this backdrop, every additional unit of military spending, in budgets already stretched to the limit, becomes one unit less for healthcare, education and public works: the old choice between ‘guns and butter’, replayed on a continental scale.

Energy rents are changing hands

An entire region, the Middle East, has slipped into negative territory due to the fall in hydrocarbon production and exports. The rise in prices and margins — and, consequently, in dividends and share prices — has rewarded US energy companies, which control marginal production capacity and can turn on the taps when prices rise. This is a redistribution of rent: from the traditional supplier to the producer that has gained flexibility in recent years. The Middle East pays twice over – on its current export income and on its worn-out or damaged physical infrastructure – whilst profits migrate overseas.

Higher crude oil prices and diesel shortages do not merely weigh on factories, transport and the construction sector. Diesel powers logistics and mechanised agriculture, and a rise in its price ripples through the entire supply chain with a pervasiveness that petrol lacks. The most serious repercussions, however, lie beyond the statistics: uncertainty over energy prices raises the rate at which businesses discount long-term projects and discourages the accumulation of capital on which tomorrow’s growth depends. No prosperity can be sustained by data centres alone.

Europe in a lull

Against this backdrop, the world’s second-largest economic bloc — the European Union, including the United Kingdom, with over half a billion consumers — offers no counterbalance. Its GDP is, in practice, growing at the same rate as its population: measured per capita — the only way that truly reflects living standards — stagnation is almost total. It is weighed down by public debt and deficits, outdated industrial structures and infrastructure, and a demographic that even migration flows have failed to rejuvenate quickly enough. The underlying problem has a specific name: a productivity gap that has been widening for over a decade. Europe spends less on research and digital capital, fragments the capital market across twenty-seven legal systems, and has failed to produce technological leaders comparable to those in the US or China.

Capital is flowing out to the United States, drawn by higher returns and deeper markets; manufacturing is losing ground to Chinese production, which is now competitive not only on cost but also on technology; and politics, almost everywhere, is fragmented into fragile majorities that make any far-reaching reform a struggle. Energy costs are structurally much higher than in the United States — a legacy of dependence on imported gas and a transition launched without a stable supply bridge — and this gap is eroding energy-intensive industries. Productivity remains well below that of China in competitive sectors, and the mood of the electorate, as the polls show, is gloomier than one might expect in such a fortunate corner of the world. Meanwhile, the climate has also warmed too much, without waiting for the benefits of green programmes to materialise.

Sanctions and the tide turning

Almost everyone is aware of the dangers associated with the escalating sanctions spiral, but they dismiss them as a nuisance in day-to-day management. The point is that there is no orderly way out of the tangle of legal constraints, commercial interests and political calculations — determined by legislative and administrative bodies that fail to coordinate with one another. There remains the extreme measure that history associates with Solon: to wipe the slate clean in one go, as Athens did at the dawn of the 6th century BC with the seisachtheia, the debt relief that wiped out debts and re-established the civic pact. In the meantime, sanctions, the destruction of extraction and transport capacity, and the loss of export markets – factors that accumulate – behave like rogue waves: they plough through the oceans and return, often swelled in size, to those who generated them, in the form of imported inflation, disrupted supplies and exchange rate realignments.

There is a maxim of Clausewitz’s that can usefully be turned on its head here: if, for him, war was the continuation of politics by other means, sanctions are the continuation of war by means other than weapons. And the heaviest blows—as well as the most unjust ones—fall upon countries and social classes that are uninvolved in those conflicts and would prefer to remain so. After such experiences, it is hard not to yearn for less globalisation and less interdependence: systems theory teaches us that when the elements of a large network become unstable, the return to equilibrium is slower, because disturbances travel along the connections rather than dying out. It is the bitter flip-side of a global economy that had made integration its strength and is now discovering its vulnerability.

An inventory of imbalances

The likelihood of a recession depends, as always, on two factors: the accumulation of imbalances and a trigger which, by definition, cannot be predicted. The imbalances are the gunpowder — excessive leverage, inflated share valuations, risk concentrated among a few players, debt maturities clustered in the same months; the trigger is the event that ignites the fuse: a new pandemic, a stock market crash, a major collapse along the lines of 2008. Whether the gunpowder is accumulating is now a matter of debate amongst specialists. Added to this is a growing number of entities already sacrificed by geopolitical conflicts, by the slowdown and by the diversion of resources, diverted from development to stem the losses.

At the top of the list of forgotten costs lie global problems: poverty, development gaps and climate change. The Sustainable Development Goals set by the UN for 2030 will likely be achieved to around 17 per cent, with entire sections barely sketched out. A new-generation global project is needed, but this presupposes peace, compromise, coordination, stability and trust: all scarce resources, and trust more than any other. The ruling classes seem to have shifted their focus from long-term horizons to short-term clashes. International organisations have little impact; the major developed nations are preoccupied with their own troubles and sanctions; and no one is answering the question of who will take on the shared tasks — catch-up development, poverty reduction, and the management of global public goods. In almost every country, large sections of the population are grappling with one form of hardship or another, whether in healthcare, education or inequality of living standards.

Who will foot the bill

That burden will, by default, fall on the shoulders of the major emerging economies, whose interests largely coincide with global objectives and certainly do not run counter to them: the BRICS grouping and a number of like-minded countries. They have fewer resources than the West, but necessity compels them to coordinate their efforts. The Declaration from the latest summit, marking the group’s twentieth anniversary, rings out as a voice of reason in an era that uneasily evokes the so-called Thucydides’ Trap — that mechanism whereby mutual fear between a dominant power and an emerging one drives them towards conflict even when neither truly seeks it. There is no shortage of friction amongst the members, with divergent political systems and unequal levels of prosperity; yet the document points the way towards compromise – namely, the strengthening of the UN and the reform of the IMF – recognising that there are no radical shortcuts. In paragraph 49, it acknowledges that global challenges are intertwined and complex, hindering growth and exacerbating persistent disparities between countries and regions.

At an operational level, the Declaration outlines an industrial and energy policy tailored to the task of moving beyond the Fourth Industrial Revolution: completing infrastructure, boosting manufacturing, railways and innovation, ensuring access to technology and transitioning to home-grown technologies, whilst investing in human capital and social issues. It also defends free trade, open markets, freedom of movement and the security of global savings and finance, and puts forward an independent stance on the governance of artificial intelligence — already looking beyond the present. The fundamental demand is institutional: these countries have operated for decades within frameworks designed by the West, and are now calling for bodies that work for their own development. A review of IMF quotas to reflect actual economic weight, a broader role for institutions such as the New Development Bank, and payment channels less exposed to the geopolitical use of reserve currencies.

How much of this will translate into actual capacity remains the real unknown, to be measured in terms of probability rather than certainty. It is plausible, with moderate confidence, that over the coming years the group will consolidate settlement systems in national currencies and development financing; it is unlikely, for the time being, that it will supplant existing institutions or undermine the reserve currency – a goal that would require deep and liquid bond markets outside the dollar zone, which are not currently in evidence. The indicators to watch are tangible: the outcome of the IMF quota review, the volumes disbursed by the New Development Bank, and the share of intra-regional trade settled outside the dollar. However, those calling for institutions that serve their own development and the common good have a solid argument, because reform of the global architecture is the only arena in which partial compromises can still generate trust. Declarations of principle, repeated for years, only become part of the agenda when someone funds them.

And no inclusive governance can hold without respect for the cultural identities of peoples: that is where trust can be rebuilt – the commodity the world lacks most of all today.

The Work

1 October 2026 at 19:26

“Who wouldn’t decide to be their most expansive and radiant self?” Ah, but would you pursue that self through a sheet of tempered glass? In this literal tour de force, Katherine Cusumano shadows wrestlers navigating the independent promoters of the Pacific Northwest, granting sensational access to the lives and ambitions behind elaborate personas you’ve never heard of and will almost certainly search YouTube for. Cusumano is note-perfect on the details, taking obvious delight in the gimmicks of each wrestler’s beloved character and relishing the complexity of the choreography, rehearsed in elaborate code. (“Clothesline, crossbody in the corner, clothesline, Superman, Superman, I’m fired up, whoop, sliced bread, Ricky catches, oh shit, real fast.”) Spectacle abounds, but Cusumano rises above it, way up on the turnbuckle, with a heartening consideration of how we understand our own stories, and what we devote to realizing them.

I found myself drawn to this world, to its freakish feats of acrobatics, to its relentless and obsessive blurring of the boundary between reality and story, and, more than anything, to the supreme, sometimes monastic devotion of its competitors. I had been trying for ages to understand competition, ambition, the scaffolding that holds up good-bad, win-lose, and wrestling confounded these binaries. I started talking to Drexl, an old-timer with one foot out the door of his career, who eventually referred me to Amira, an emerging wrestler with an already impressive résumé, and I thought that was so like wrestling, to proffer such perfect narrative symmetry. They agreed—more readily than I’d expected, given how fiercely professional wrestlers have historically protected the secrets of their work—to let me follow them around. Which is how I ended up behind the curtain.

Oh, How Lucky We Are

28 September 2026 at 18:48

Beryl Gilothwest’s grandmother, Sandy “Moose” West, passed away at age 108 in 2021. For The Bitter Southerner, Gilothwest profiles a diminutive woman whose love for Ossabaw, an island off the coast of Georgia, was larger than life. In a world striving for “progress,” West was a staunch advocate for thoughtful preservation; she was a fierce conservationist and environmentalist who embraced the unknown and took pleasure in learning from it.

“Sandy believed that embracing what we cannot understand is the pathway to enlightenment. In her mind, spending time in the uncharted wilds of Ossabaw is the best way to learn that lesson. Separated from the mainland by a 30-minute boat ride, the island is deeply remote. Cell service is scant, and there is no wi-fi. You have to fend for yourself out there in a way that is uncommon in contemporary culture, where we always seem to have an escape hatch. Sandy knew that welcoming people into that kind of environment, where they have to relinquish control to the island, would force them to reckon with the unknown.”

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