Trump Asks Supreme Court to Allow Border Wall Construction in Big Bend

© Ronaldo Schemidt/Agence France-Presse — Getty Images

© Ronaldo Schemidt/Agence France-Presse — Getty Images
A médica Ana Cardoso vai dinamizar, a 30 de outubro, uma sessão dedicada às mudanças físicas e emocionais associadas ao envelhecimento feminino, na Biblioteca Municipal de Loulé. A iniciativa, integrada no ciclo de conversas “Semear Hoje… Colher o Amanhã…”, começa às 18h30 e tem participação gratuita, mediante inscrição.
Intitulada “O tempo que habita em nós: Uma viagem pelas transformações femininas”, a sessão pretende promover a reflexão sobre as alterações hormonais e os seus efeitos no corpo, no sono, na energia, no humor, na sexualidade e no bem-estar emocional.
Ao longo da conversa, serão também abordados temas como a autoestima, a imagem corporal, a identidade feminina, o desejo e a intimidade, procurando desconstruir preconceitos associados ao envelhecimento e à ideia de perda de beleza, valor ou autonomia com o avançar da idade.
A iniciativa pretende ainda sensibilizar para a importância dos cuidados de saúde nesta fase da vida, ajudando a distinguir as mudanças naturais do envelhecimento daquelas que justificam acompanhamento profissional. A adoção de hábitos saudáveis, nomeadamente a prática de atividade física, uma alimentação equilibrada, um sono adequado e a manutenção de relações sociais, será igualmente destacada como fator importante para a qualidade de vida.
A sessão será dinamizada por Ana Cardoso, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e em Medicina Anti-Envelhecimento e Longevidade, e pretende proporcionar um espaço de partilha de experiências e esclarecimento de dúvidas.
À semelhança das sessões anteriores, a biblioteca disponibiliza uma atividade de promoção do livro e da leitura destinada aos filhos dos participantes com idade igual ou superior a três anos, mediante inscrição prévia.
A participação é gratuita, mas requer inscrição através do formulário disponível em https://forms.gle/AZovBB4Gpjm6Xyzd6.
O Museu Municipal de Tavira promove, no sábado, 24 de outubro, às 10h30, uma visita orientada à exposição “Judeus em Tavira: fragmentos de uma história”, conduzida por Marco Sousa Santos, historiador do museu. A iniciativa dá a conhecer a história da comunidade judaica que viveu na cidade até 1496 e tem um limite de 15 participantes.
A exposição reúne documentos, obras de arte e um conjunto de artefactos arqueológicos, alguns sem paralelos conhecidos a nível mundial, que ajudam a reconstituir a presença e o legado da comunidade judaica em Tavira.
A visita constitui uma oportunidade para descobrir uma parte menos conhecida da história da cidade, através dos vestígios materiais e documentais que permitem compreender melhor o passado da comunidade.
Os interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição até 23 de outubro. A participação está limitada a 15 pessoas.



Uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz – alvo da segunda fase da operação Sem Descontos, que apura desvios indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS – teve como administrador um diretor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Durante quatro meses de 2025, Delcimar de Oliveira Silva, que havia assumido a diretoria de Tecnologia da Informação (TI) em fevereiro de 2023, respondeu como administrador da Direção Táxi Aéreo LTDA enquanto era remunerado pela instituição pública, o que é vedado por lei.
A Direção Táxi Aéreo LTDA foi adquirida em maio de 2024 pela Jet Line Locações e Serviços Aéreos S/A, naquele ano representada por Lídia Maria Figueiredo Mazelli, apontada como administradora de empresas de Willer Tomaz. Sete meses após a incorporação, a Direção Táxi Aéreo passou a ser administrada pelo então diretor da PCDF, informação que consta no contrato social da empresa, conforme documentos obtidos pela Agência Pública.
Procurado, Delcimar de Oliveira Silva afirmou ser “policial civil aposentado” e declarou que, “durante o curtíssimo período em que estive no [Direção] Táxi Aéreo, encontrava-me afastado das minhas funções na PCDF”. O servidor saiu da ativa no ano passado. Segundo o Portal da Transparência do Distrito Federal, no entanto, o então servidor recebeu proventos pela função de “diretor/ delegado de polícia” da corporação entre dezembro de 2024 e abril de 2025, como confirmado por cópias dos comprovantes de pagamento, obtidas pela Pública.






A reportagem apresentou os dados das guias de pagamento a Silva. Também questionou o motivo de ter sido exonerado do cargo de diretor em período similar à sua saída da Direção Táxi Aéreo. O ex-diretor, no entanto, limitou-se a dizer que “não tem outras considerações a acrescentar”.
De acordo com o inciso X do artigo 17 da Lei 8.112/1990, é vedado a servidores públicos participação em gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, e de exercerem o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

Segundo a Lei 15.047/2024, que institui o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal e atualiza a legislação de 1965, “participar da gerência ou da administração de empresa, de fato ou de direito, qualquer que seja a sua natureza” é considerada uma das “infrações disciplinares praticadas por servidor puníveis com demissão”. De acordo com Nascimento, a regra não é diferente “quanto ao policial que exerce cargo de confiança”. A lei foi sancionada pelo presidente Lula e entrou em vigor em 17 de dezembro, dois dias antes de Delcimar de Oliveira Silva assumir a administração da empresa ligada a Willer Tomaz.
Procurada para explicar o arranjo incomum que permitiu que o então diretor de TI ocupasse um cargo de administração em empresa privada, a PCDF informou que Delcimar de Oliveira Silva não integra mais o quadro ativo na instituição. A instituição admitiu não ter “conhecimento da situação” e que a questão foi “encaminhada para a Corregedoria Geral de Polícia para conhecimento”.

Conforme certidão de inteiro teor da Direção Táxi Aéreo LTDA, o diretor da PCDF deixou a administração da empresa em maio de 2025, quando o cargo passou para Flávia Tomaz, esposa do advogado. No mesmo mês, Delcimar de Oliveira Silva foi exonerado da direção da Polícia Civil e saiu em licença não remunerada. Um ano depois, ao retornar à ativa, em maio de 2026, o então servidor solicitou aposentadoria. Dias após consegui-la, porém, foi agraciado com abono de permanência – benefício pago a servidores que cumpriram requisitos para se aposentar voluntariamente, mas escolheram continuar trabalhando.
No mesmo período em que o então servidor se retirou da Direção Táxi Aéreo, Lídia Mazelli deixou a sociedade da Jet Line, passando o controle total da empresa a Flávia Tomaz. Diferentemente da vida luxuosa do casal, Mazelli mora em um prédio de três andares, sobre uma loja de móveis, no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal.
Segundo os documentos aos quais a Pública teve acesso, todas as modificações e alterações no contrato social da Direção Táxi Aéreo foram feitas pela Voga Serviços Contábeis – companhia de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e irmão de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL). Alexandre Reis também faz a contabilidade de empresas do filho 01 de Jair Bolsonaro.

Questionado sobre o período da administração de Delcimar de Oliveira Silva, Willer Tomaz informou que o gestor “encontrava-se afastado de suas funções na Polícia Civil do Distrito Federal durante o período em que participou da administração da empresa de táxi aéreo”. “As empresas às quais Willer Tomaz está vinculado exercem suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização”, declarou o advogado em nota à Pública.
Segundo dados públicos, a Jet Line foi constituída em setembro de 2008, com capital social de R$ 1 milhão. Na Receita Federal, apenas os nomes de Flávia Oliveira Correa Tomaz e Christine Tomaz de Souza, irmã de Willer Tomaz, constam no quadro societário da Jet Line.
A Jet Line funciona no mesmo endereço da empresa que adquiriu em 2024 – a Direção Táxi Aéreo LTDA, aberta em 2021, com capital social de R$ 200 mil, por um servidor público e uma médica.
Apesar de estar oficialmente em nome de Flávia Tomaz, o site oficial da Direção Táxi Aéreo aponta como responsável pelo domínio o advogado Willer Tomaz.

Além do diretor da PCDF, a Direção Táxi Aéreo também teve, a partir de janeiro de 2026, um coronel da reserva da Aeronáutica como administrador. O militar Virgínio Augusto Corrieri de Castro permaneceu no cargo por cinco meses até devolver o cargo para a esposa de Willer Tomaz, em maio deste ano.
A Pública tentou contatar Castro por meio do telefone de uma das empresas pertencentes a ele, mas não obteve retorno. O espaço será atualizado no caso de manifestação.
De acordo com a Receita Federal, a Direção Táxi Aéreo funciona no Hangar 36 do Aeroporto Internacional de Brasília e tem como principais funções o transporte aéreo de passageiros não-regular, manutenção e reparação de aeronaves, comércio atacadista de outras máquinas, além do transporte aéreo de carga e serviços de reservas.
A Jet Line conta com ao menos quatro aeronaves. Uma delas era do DJ Alok e foi vendida à empresa ligada a Willer em setembro de 2024. Em 2018, esse mesmo jatinho transportava Alok e convidados quando saiu da pista durante decolagem no Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora (MG). Ninguém ficou ferido.
Em 20 de julho de 2026, Willer Tomaz pediu permissão à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a construção de um aeródromo de uso privado, denominado WT-01, no interior de uma casa localizada no Conjunto 4 da QI 1 do Lago Sul, onde funciona seu escritório de advocacia e outras empresas vinculadas a ele.
A solicitação foi feita pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, também ligada a Tomaz. De acordo com investigações da Polícia Federal, o CNPJ da WT foi utilizado na compra da residência de R$ 6 milhões do senador Weverton Rocha (PDT-MA), no Lago Sul, e de um apartamento de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, em São Paulo. O imóvel de Zettel foi utilizado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial, segundo a revista piauí. Foi também a WT Administração que teria recebido R$ 136,5 mil do Senado, pagos como complemento de auxílio-moradia desde 2023 em benefício do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

O imóvel de Willer que recebe o aeródromo é uma velha conhecida da política brasileira. Em 2004, a residência ficou conhecida como “República de Ribeirão”, quando servia de ponto de encontro para políticos, empresários e lobistas ligados ao então ministro da Fazenda Antonio Palocci e ocorriam negociações investigadas no episódio do Mensalão.
O pedido à Anac foi feito apesar do histórico da Jet Line junto à agência reguladora. Em 2022, a empresa foi punida por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”. Naquele ano, a fiscalização solicitou cópia autenticada das páginas do diário de bordo que contém o termo de abertura, páginas e os dados dos voos realizados entre 1º de setembro de 2019 e 31 de dezembro de 2019; além da lista de passageiros de todos os voos realizados nesse período, e os motivos de cada viagem. As informações não foram apresentadas e, apesar de Tomaz recorrer como advogado da Jet Line, alegando não obrigatoriedade de manutenção desses registros, teve de pagar R$ 8 mil em multa.
A Anac também instaurou procedimento investigatório após o piloto de uma aeronave da Jet Line impedir a inspeção de servidores da agência, também em 2022. Após o início do processo, a empresa apresentou os documentos solicitados pelos agentes. O procedimento foi arquivado.
A Pública procurou a Agência Nacional de Aviação Civil, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. No caso de manifestação, o espaço será atualizado.

A trajetória de Willer Tomaz começou no setor de informática. Em 1999, ele abriu uma empresa em Taguatinga (DF), que faliu. Tomaz migrou de área, formou-se em direito e passou a atuar como advogado e empresário. Ele acumulou patrimônio com imóveis, propriedades rurais, veículos de luxo e participações em empresas.
Em 2017, Tomaz foi preso na Operação Patmos, que também atingiu o então presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves. O advogado foi investigado por suspeita de atuar junto ao procurador da República Ângelo Goulart Villela em favor dos interesses de Joesley Batista e sua empresa, a JBS. O advogado negou as acusações. Dois meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua soltura.
Tomaz mantém uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro. Os amigos, como se declaram, são vistos com frequência juntos. Recentemente, além de ter utilizado o apartamento de São Paulo do advogado durante a campanha presidencial, Flávio também usufruiu de propriedade de Tomaz em Angra dos Reis (RJ).
Algumas das propriedades e negócios de Tomaz aparecem associados a empresários investigados em outros casos, entre eles Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em agosto de 2026, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do advogado durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. Tomaz nega participação nas fraudes.
O amigo de Flávio Bolsonaro voltou para a mira da Polícia Federal (PF) depois que foi tornado público um processo que ele moveu contra a empresa de apostas online Blaze. Tomaz alega sofrer de ludopatia e pede ressarcimento por perdas em bets na ordem de R$ 163,2 milhões. O Ministério da Fazenda e a PF se voltaram ao caso para apurar irregularidades da plataforma e verificar a possibilidade de lavagem e dinheiro em operações no episódio.
A defesa de Willer Tomaz afirma em nota que as empresas às quais o empresário está vinculado “suas atividades em conformidade com a legislação e as normas da Anac, sem pendências perante os órgãos de fiscalização. Quanto às locações imobiliárias, os contratos são regulares, celebrados a valores de mercado e sujeitos aos deveres legais de confidencialidade e proteção de dados pessoais. Os pagamentos são realizados diretamente pelos locatários, não cabendo à locadora prestar esclarecimentos sobre a origem de seus rendimentos.”
Além disso, o advogado diz não ter “qualquer envolvimento com as fraudes investigadas na Operação Sem Desconto e ressalta que a denúncia oferecida contra ele no âmbito da Operação Patmos, em 2017, foi definitivamente rejeitada”, além de que “repudia a tentativa de associá-lo a supostas irregularidades por meio da reunião de episódios distintos, sem demonstração de qualquer conduta ilícita de sua parte.”

O Auditório Municipal de Olhão recebe, a 23 de outubro, às 21h30, a estreia absoluta de “Nem Tudo Sara”, um espetáculo multidisciplinar de Sara Badalo, desenvolvido em colaboração com Léo Vrillaud. A criação resulta de uma residência artística de cinco dias naquele espaço cultural e integra materiais recolhidos junto da comunidade da Fuzeta, no âmbito de um trabalho de preservação do património cultural imaterial.
Desde agosto, a artista e uma equipa de criação audiovisual têm desenvolvido um processo de recolha de histórias, testemunhos, diálogos, expressões, cantares, imagens e gravações junto da população fusetense. Este conjunto de materiais constitui a base de um projeto que procura cruzar a memória coletiva com linguagens artísticas contemporâneas, estabelecendo uma ligação entre tradição e experimentação.
Em palco, a música articula-se com a performance teatral de Catarina Costa, a criação audiovisual da agência Calliope, o contrabaixo de Luís Henrique e o trabalho visual de Vasco Badalo. O espetáculo conta ainda com a participação de um coro comunitário, composto por Valter Mendes, Rosa Zica, Natividade Zica, Ana Filipa Carmo, Arminda Badalo, Ana Fernandes, Domingos Caetano, Sara Gonçalves, Teresa Aleixo, Ricky B, Melissa Policarpo, Fernando Leal, Cátia Ribeiro, Beatriz Marques, Catarina Palma e Fernando Baco.
“E se as memórias de uma comunidade pudessem transformar-se em música, corpo e imagem?” é a pergunta que orienta esta criação, que ultrapassa o formato convencional do álbum e se expande para o espaço cénico, propondo uma experiência que reúne som, imagem e performance.
O trabalho de campo realizado na Fuzeta, a residência artística e a apresentação em Olhão integram o processo de criação de “Nem Tudo Sara”, o primeiro álbum em nome próprio de Sara Badalo, cujo lançamento está previsto para 2027.
Os bilhetes têm o custo de 10 euros e podem ser adquiridos no Auditório Municipal de Olhão ou através da plataforma Ticketline.
O Centro de Ciências do Mar (CCMAR), da Universidade do Algarve (UAlg), recebeu o selo europeu “HR Excellence in Research”, atribuído pela Comissão Europeia a organizações de investigação comprometidas com a melhoria das condições de trabalho, o desenvolvimento profissional e as políticas de recursos humanos. A distinção reconhece o trabalho desenvolvido pelo centro para criar um ambiente de investigação mais inclusivo, estruturado e sustentável.
O processo de candidatura teve início em 2024 e envolveu uma análise das práticas existentes, a identificação de áreas a melhorar e a elaboração de um plano de ação com medidas concretas para reforçar as condições de trabalho e as oportunidades de progressão na carreira.
O trabalho contou com a participação de investigadores em diferentes fases da carreira e de profissionais de várias áreas do CCMAR. Os contributos da comunidade foram utilizados para identificar necessidades, estabelecer prioridades e definir as medidas a implementar.
“Este reconhecimento é um marco importante para o CCMAR, mas é sobretudo um compromisso com o futuro”, afirma Adelino Canário, diretor da instituição. Segundo o responsável, a distinção reflete o trabalho desenvolvido com a participação da comunidade e reforça a intenção de continuar a melhorar as condições de trabalho, as oportunidades de desenvolvimento e o ambiente profissional.
O selo “HR Excellence in Research” está associado à implementação da Carta Europeia dos Investigadores, que estabelece princípios destinados a promover carreiras de investigação atrativas e a reforçar a excelência científica e a inovação na Europa.
A Carta é composta por 20 princípios-chave, organizados em quatro pilares: Ética, Integridade, Género e Ciência Aberta; Avaliação, Recrutamento e Progressão dos Investigadores; Condições e Práticas de Trabalho; e Carreiras de Investigação e Desenvolvimento de Talento.
Com esta distinção, o CCMAR passa a integrar um grupo restrito de instituições portuguesas reconhecidas pela Comissão Europeia neste domínio.
A atribuição do selo marca também o início de uma nova fase de implementação e acompanhamento do plano de ação, com monitorização dos resultados e envolvimento contínuo da comunidade na melhoria das políticas de recursos humanos e do ambiente de investigação.
O plano de ação e mais informações sobre a distinção estão disponíveis no site do CCMAR.
A nova Loja do Cidadão de Olhão recebeu 7668 pessoas no primeiro mês de funcionamento, após a abertura, a 16 de setembro, no Ria Shopping. O espaço concentra serviços de várias entidades públicas e representou um investimento de 1,9 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para Ricardo Calé, presidente da Câmara Municipal de Olhão, os números demonstram a importância de aproximar os serviços públicos da população. “Os números não mentem e comprovam a importância de termos estes serviços mais próximos dos olhanenses”, afirma o autarca, acrescentando que, num mês, foi possível dar resposta a milhares de pessoas num único espaço, com melhores condições de atendimento.
“Agora, os olhanenses podem tratar destes assuntos num único espaço com todas as condições”, destaca o autarca.
A nova infraestrutura disponibiliza serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira, da Segurança Social, do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) e do Espaço Cidadão do Município de Olhão.
O Balcão Único concentra a generalidade dos serviços relacionados com a cidadania e as valências do Espaço Cidadão. Nesta fase, ficam de fora os serviços de Urbanismo, Espaço Público e Publicidade, cuja tramitação continua a ser assegurada nas instalações do município, por razões de facilidade e agilidade dos procedimentos.
A Loja do Cidadão passou também a assegurar os registos de cidadão europeu, anteriormente realizados noutros locais.
A abertura deste espaço corresponde a uma resposta há muito aguardada pela população e integra a rede nacional de Lojas do Cidadão, sendo a 82.ª a entrar em funcionamento no país.
O Clube de Praticantes Ultimate Portimão sagrou-se bicampeão europeu de ultimate de praia, na divisão mista, ao vencer a competição disputada na Figueira da Foz. A equipa algarvia terminou o torneio sem derrotas e confirmou a conquista do título pelo segundo ano consecutivo, após superar na final os franceses Freezgo, vice-campeões mundiais.
A formação orientada por Pedro Vargas teve de ultrapassar uma meia-final exigente frente aos checos FUJ. Depois de entrar em desvantagem por 5-2, o conjunto de Portimão conseguiu recuperar e dar a volta ao resultado, vencendo por 11-8 e garantindo a presença na final.
No encontro decisivo, perante cerca de mil espectadores, os algarvios defrontaram os franceses Freezgo e impuseram desde cedo uma forte intensidade defensiva, construindo rapidamente uma vantagem de três pontos.
Com um ataque fluido e consistente, o Ultimate Portimão conseguiu controlar o encontro e contrariar a qualidade do jovem conjunto francês. O lance decisivo surgiu num lançamento longo de Inês Bringel, que encontrou Afonso Coelho livre na endzone, selando a vitória e a conquista do segundo título europeu da equipa portimonense.
A história de Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, primeiro governador de Vila Real de Santo António, é o ponto de partida do novo livro do historiador algarvio Fernando Pessanha, que será apresentado a 24 de outubro, no âmbito das comemorações dos 250 anos da fundação da cidade.
A sessão está marcada para as 18h00, no Salão Nobre da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, coincidindo com o Dia do Exército. A entrada é livre.
Intitulada O “Inteligente, pratico, activo e zeloso dos interesses de S. Magde” Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, 1.º governador da “Nova Vila de Santo António de Arenilha” / Vila Real de Santo António, a obra centra-se na ação deste oficial de infantaria no extremo sudeste algarvio, na segunda metade do século XVIII, e no seu papel na história da fundação e consolidação da cidade.
O estudo percorre o período entre a Guerra Fantástica, em 1762, e as vésperas da Batalha do Guadiana, em 1801, abordando o percurso militar de Pessanha Mascarenhas, que assumiu o comando militar de Santo António de Arenilha em 1762 e se tornou o primeiro governador da nova vila régia, reconstruída a partir de 17 de março de 1774.
Segundo Fernando Pessanha, a investigação procura contrariar a ideia de que a margem portuguesa da foz do Guadiana não tinha ocupação anterior à construção da vila pombalina. “Mais do que a arquitectura, a terra são as pessoas, e estas já lá se encontravam”, afirma o historiador, que aponta as dezenas de fontes primárias consultadas como suporte documental dessa conclusão.
Com prefácio de António Ventura, historiador e professor catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o livro procura dar visibilidade a uma figura pouco estudada e escassamente referida na bibliografia disponível.
No prefácio, Ventura considera que Pessanha Mascarenhas permaneceu durante muito tempo na obscuridade histórica, destacando o contributo do autor para recuperar a sua memória. “É uma figura que tem permanecido na penumbra, e que Fernando Pessanha se propõe iluminar, devolvendo-lhe uma visibilidade que não tem tido”, escreve o historiador.
A apresentação integra o programa comemorativo dos 250 anos da fundação de Vila Real de Santo António.
A Biblioteca Municipal de Castro Marim recebe, no dia 23 de outubro, pelas 18h00, a apresentação do livro “Kapa Quê, João?”, da autoria de Susel Pereira Gaspar, uma obra inspirada numa história real de superação e descoberta através da canoagem.
O livro acompanha o percurso de João, desde os primeiros contactos com a modalidade até à construção de um caminho marcado pela dedicação, pela persistência e pela vontade de ultrapassar obstáculos. Entre treinos exigentes, momentos de dúvida e desafios, a canoagem assume um papel central no seu crescimento pessoal e desportivo.
Ao longo da narrativa, João descobre que vencer não significa apenas chegar primeiro, mas também persistir perante as dificuldades. O seu percurso vale-lhe a imagem do “rapaz do kayak da águia”, símbolo de determinação e liberdade.
Escrito por Susel Pereira Gaspar e ilustrado por Paulo Salvador Lopes, “Kapa Quê, João?” dirige-se sobretudo aos jovens leitores, mas também a famílias e a todos os que se reveem em histórias de coragem e superação.
O Município de Olhão inaugura, na sexta-feira, 23 de outubro, o novo Centro Municipal de Marcha e Corrida, no Estádio Municipal, numa iniciativa que pretende incentivar a prática regular de exercício físico e a adoção de hábitos de vida saudáveis.
A cerimónia está marcada para as 18h30 e assinala a entrada em funcionamento de um espaço destinado a toda a população, independentemente da idade ou condição física.
Integrado na Rede Nacional de Centros de Marcha e Corrida, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Atletismo e do Instituto Português do Desporto e Juventude, o projeto conta também com o apoio da Junta de Freguesia de Pechão.
O centro vai disponibilizar acompanhamento técnico especializado às terças e quintas-feiras, entre as 18h30 e as 20h00, ajudando os participantes a praticar atividade física de forma segura e adequada aos seus objetivos.
Em comunicado, a autarquia convida toda a comunidade olhanense a marcar presença na cerimónia de inauguração e a dar os primeiros passos rumo a uma vida mais ativa e saudável.