Clube do Albatroz: como conquistar os mais novos para o g...


O consumidor brasileiro está comendo de outro jeito, e a indústria corre para acompanhar. Em entrevista ao programa Valor de Marca desta semana, a diretora de marketing da Seara, Tannia Fukuda, descreveu como a empresa tenta transformar mudanças de hábito em preferência de marca.
Segundo ela, as canetas emagrecedoras empurraram a proteína para o centro do prato, a air fryer obrigou a reescrever receitas e a marmita deixou de ser estigma.
Há 13 anos na companhia, Tannia acompanhou o que chama de turnaround da marca – um processo estratégico e estrutural de reestruturação para reverter ou ampliar os focos de atuação de uma marca/empresa. A meta era fazer o consumidor perceber a Seara como “uma marca de alto valor”.
Hoje, quando os clientes são questionados sobre a marca, duas palavras aparecem primeiro, segundo a executiva: “qualidade” e “inovação”.
O movimento mais recente é o das canetas emagrecedoras. Tannia cita “números oficiais” segundo os quais 10% dos lares já têm algum usuário do medicamento. “Os impactos acabam sendo para a ingestão da família inteira”, afirma. “No final do dia, a proteína ganha o seu protagonismo.”
A linha Seara Protein, lançada em 2025 com três pratos prontos, foi desenvolvida com nutricionistas e médicos. Uma descoberta guiou o portfólio, conta a executiva: não adianta concentrar a meta proteica no jantar.
“O corpo humano tem um limite e uma tolerância por refeição”, diz. A empresa passou a trabalhar com uma porção de 20 a 40 gramas de proteína por refeição. Outra conclusão das pesquisas: “As pessoas não querem abrir mão do sabor, mas querem muito bater as suas metas de proteína.”
A diretora ainda compara o momento à pandemia, que acelerou o e-commerce de alimentos e bebidas. “Agora vem esse novo movimento das canetas emagrecedoras, e a gente imagina que vai existir uma nova readequação dessa ingestão”, diz.
A air fryer é outro motor de inovação. “O micro-ondas demorou quase 50 anos para entrar nos lares brasileiros. A air fryer entrou nesses últimos cinco anos e hoje tem maior presença do que o próprio micro-ondas”, afirma.
A empresa ouviu de consumidores que eles iam “fazendo tentativa e erro até dar certo” ao adaptar congelados ao aparelho. A resposta foi uma linha pensada primeiro para a air fryer. A pizza foi desenhada para caber na bandeja do eletrodoméstico, e a lasanha ganhou embalagem própria.
Segundo Tannia, os dois produtos levaram a Seara à liderança nos mercados de pizza congelada e de prato pronto congelado. A linha já inclui pescados, aperitivos, frangos e suínos. Na mesma lógica, a empresa entrou recentemente no mercado de marmitas.
“As marmitas deixaram de ser algo muito das classes menos privilegiadas e se tornaram o dia a dia das pessoas. As pessoas querem comida de verdade, comida feita em casa, comida saudável”, ressalta.
Com juros e endividamento altos, o preço pesa na gôndola. Tannia, porém, defende a proposta de valor acima do desconto. “Quando a proposta de fato se confirma, o consumidor tem prazer em pagar mais por essa oferta”, afirma.
Para tirar o consumidor de uma marca habitual, ela resume a filosofia da casa: “Não existe marketing sem negócios e não existe negócios sem construção de marca”. A executiva também rebate a ideia de que o marketing é o primeiro a sofrer cortes.
“O marketing foi quem ajudou a viabilizar as escolhas de negócio da companhia”, diz. Na Seara, segundo ela, “construir marca é construir valor e conversão imediata”. A conversão rápida, explica, vem da presença das categorias nas casas.
Ela cita frango em 98% dos lares, margarina em 95% e linguiça em 80%. A empresa acompanha dois grupos de indicadores. De um lado, os de negócio, como volume, faturamento e giro na loja. Do outro, os de saúde de marca, como consideração e preferência nos lares.
No campo das experiências, a aposta é a música. A Seara patrocina o Rock in Rio desde 2019 e está na quarta edição. “A música, assim como a comida, são agregadores”, diz Tannia. No último festival, a marca levou uma experiência de churrasco. Segundo a executiva, um em cada quatro produtos vendidos no evento foi de churrasco, e a Seara foi a marca mais comentada nas redes.
O trabalho começa antes do evento e termina no supermercado, quando o consumidor volta para reabastecer a sua geladeira. “Nesse momento, temos que ser a resposta”, afirma. Por isso o trade marketing, a equipe comercial e os varejistas trabalham de forma sincronizada.
Outras frentes seguem a mesma linha. Uma delas é a parceria com a Netflix em torno da série Bridgerton. Ela se apoia num dado da empresa: 90% de quem assiste a séries come enquanto assiste. Tannia brinca que a marca já está numa “última refeição”, o pós-jantar, que é o momento de maratonar.
A segmentação também mudou. “Não dá mais para codificar essas pessoas por classe social, por gênero, por idade”, diz. A Seara organiza o público por interesses, como música e esporte, e escolhe influenciadores e conteúdos para cada comunidade.
A divisão da verba entre TV, redes e eventos varia por categoria. Uma pesquisa recente mostrou que, no período do churrasco, o consumidor estava “mais offline do que online”. A inteligência artificial ajuda a mapear tendências, mas não substitui o julgamento, diz a executiva.
“A grande verdade é que a decisão ainda é do marketing.” Para separar tendência de modismo, ela olha para fora. Os Estados Unidos são, segundo ela, um grande reflexo do que virá ao Brasil. A Europa traz uma exigência maior com saudabilidade, e a Ásia, com praticidade e tecnologia.
A tendência que Tannia vê como permanente é a da indulgência. Na pandemia, as pessoas redescobriram a cozinha. Depois, buscaram equilíbrio, mas sem abrir mão do gosto. “O paladar não retrocede”, resume.
Viajar no feriado prolongado exige planejamento não apenas de passagens e hospedagem, mas também da forma como o dinheiro será levado e utilizado no destino.
Para quem pretende fazer compras, pagar restaurantes, hotéis ou transporte fora do Brasil, escolher um cartão internacional ajuda a controlar os gastos e reduzir custos com câmbio.
Entre as opções disponíveis no mercado estão as contas globais de Inter, Nubank e C6 Bank. As três instituições permitem utilizar cartões vinculados a saldos em moeda estrangeira, mas há diferenças importantes nas tarifas e nos recursos oferecidos.
O primeiro ponto é diferenciar um cartão de crédito brasileiro usado no exterior de uma conta global com cartão de débito internacional.
No primeiro caso, a compra é convertida para reais e aparece posteriormente na fatura. Já na conta global, o viajante converte o dinheiro antes ou durante a viagem e utiliza o saldo em moeda estrangeira.
Para comparar as alternativas, vale observar:
O custo final, portanto, não depende apenas da bandeira do cartão ou de uma eventual anuidade.
A Global Account do Inter funciona como uma conta digital em dólar, vinculada a uma conta internacional, para todos os tipos de cliente da instituição financeira, inclusive PJ.
O cartão pode ser utilizado para compras e saques em mais de 150 países, e não tem taxa de abertura ou manutenção.
Para carregar a conta, o cliente converte reais em dólares. O IOF é de 3,5% nessa conversão, com spread de até 0,99%, que varia conforme o relacionamento do cliente com o banco. No resgate do saldo, o IOF é de 0,38%.
Um dos destaques é que o saldo é mantido em dólar mesmo quando o pagamento ocorre em outra moeda. A conversão para a moeda do estabelecimento acontece automaticamente.
Ainda há a opção de cofrinho que rende em dólar, chamado de Meu Porquinho USD, e programa de benefícios com cashback em dólar.
A opção é interessante para quem prefere trabalhar com dólar como moeda-base e quer manter os recursos em uma conta internacional antes da viagem.
Também há uma alternativa de cartão de crédito em dólar dentro da Global Account. Nesse produto, as compras são cobradas diretamente em dólar, sem IOF ou spread no momento da compra. Caso seja necessário comprar dólares para quitar a fatura, entretanto, incidem as taxas de conversão correspondentes.
É importante não confundir essa modalidade com o cartão nacional do Inter. No cartão brasileiro convencional, a instituição informa spread de 4,99% e IOF de 3,50% para compras internacionais.
No Nubank, a principal alternativa voltada a viagens internacionais é a Conta Global Ultravioleta. O produto permite converter reais para mais de 40 moedas e oferece cartão de débito internacional Mastercard aceito em mais de 200 países e territórios.
Para os clientes Ultravioleta, o banco informa spread zero na conversão a partir do real, independentemente da moeda ou do valor convertido. Nas operações de câmbio, há incidência de IOF de 3,5%.
Outro diferencial está nos saques: a conta oferece dois saques gratuitos por mês em moeda estrangeira fora do Brasil. O cartão de débito global não tem custo de emissão, segundo o banco.
A Conta Global, porém, é um benefício destinado apenas a clientes Ultravioleta, e não uma alternativa disponível indistintamente para todos os clientes do banco.
O cartão de crédito Nubank Ultravioleta pode ser usado em compras internacionais. Nesse caso, o banco informa spread de 3,5% e devolução do IOF na fatura em até sete dias.
A C6 Conta Global oferece contas em dólar e euro, além de cartão de débito internacional Mastercard. Segundo o banco, o cartão pode ser utilizado em mais de 190 países.
O custo de conversão informado atualmente é de 3,5% de IOF, enquanto o spread varia conforme o valor convertido: 0,90% para operações de US$ 20 ou € 20 até 999,99; 0,85% entre 1.000 e 4.999,99; e 0,75% a partir de 5.000.
A conta não tem mensalidade ou anuidade. A abertura também pode ser gratuita em determinadas situações, como para clientes que possuem C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, investem a partir de R$ 20 mil em CDBs pelo aplicativo ou cumprem a condição de câmbio estabelecida pelo banco. Nos demais casos, a taxa informada é de US$ 10.
Essa é uma diferença importante. O C6 permite manter saldo em dólar ou euro e fazer pagamentos em outras moedas. Nesses casos, o banco informa um spread adicional de 2%, cobrado pela Mastercard.
Para saques, há cobrança de US$ 5 ou € 5 por operação, conforme a conta utilizada, além de eventual tarifa do caixa eletrônico. Nos Estados Unidos, os saques na rede Chase têm tarifa estornada para clientes da Conta Global.
Não existe uma única opção mais vantajosa para todos os clientes. A escolha da instituição financeira e da conta global depende das suas prioridades, da moeda de destino, do volume de gastos e até de quais benefícios adicionais você está buscando.
| Característica | Inter Global | Nubank Global (apenas Ultravioleta)* | C6 Conta Global |
| Moeda-base | Dólar | Mais de 40 moedas | Dólar ou euro |
| Spread na conversão | Até 0,99% | Zero | 0,75% a 0,90% |
| IOF na conversão | 3,5% | 3,5% | 3,5% |
| Uso em outras moedas | Conversão automática | Conversão automática | Spread adicional de 2% |
| Saques | Sem tarifa do Inter; ATM pode cobrar | 2 gratuitos por mês | US$ 5 ou € 5, com exceções |
| Manutenção | Sem taxa | Sem taxa para clientes Ultravioleta | Sem taxa |
| Cartão global | Débito e crédito em dólar | Débito | Débito |
| Taxa de abertura de conta | Sem taxa | Sem taxa | US$ 10 (PF) e US$ 15 (PJ) |
*No caso da conta global do Nubank, ela é uma opção apenas para clientes Ultravioleta. Para ter acesso a esta modalidade, é preciso ter gastos acima de R$ 8 mil no cartão de crédito ou R$ 50 mil investidos no Nubank. Nos demais casos, a mensalidade é de R$ 89.
A Global Account do Inter tem taxa zero de abertura, inatividade e manutenção.
O Nubank Ultravioleta tem mensalidade de R$ 89,00, e para quem tem gastos no cartão de crédito acima de R$ 8 mil ou R$ 50 mil guardados ou investidos no Nubank, a mensalidade é gratuita.
O C6 possui taxa de abertura de conta de US$ 10 para pessoas físicas, e para quem tem cartão C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, ou investe a partir de R$ 20 mil, ou ainda fizer câmbio de pelo menos US$ 100 ou € 100 até o último dia do mês seguinte à abertura da C6 Conta Global, possuem gratuidade no custo de abertura da conta.
Pode ser uma alternativa para quem já utiliza a instituição financeira e prefere manter dólares em uma conta internacional, especialmente em viagens nas quais o dólar será a principal moeda de referência. E para quem quer deixar dólar rendendo na conta com segurança.
Tende a se destacar para clientes Ultravioleta que valorizam a possibilidade de converter diretamente para diferentes moedas e benefícios associados ao cartão de crédito.
Pode ser interessante para quem viaja com frequência entre destinos que utilizam dólar e euro. A possibilidade de manter as duas moedas em contas globais diferentes é um diferencial, assim como as faixas de spread vinculadas ao valor convertido.
Aconteceu o que já era esperado com a vitória de Lula para um quarto mandato. As 11 horas a B3 informou que, devido ao acionamento do mecanismo de Circuit Breaker a negociação dos ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap, e ETFs está suspensa por 30 minutos.
O que chamou a atenção foi como isso aconteceu. Logo no início do pregão, a B3 acionou o mecanismo de Circuit Breaker — quando as negociações são interrompidas por um período em momentos de forte volatilidade do mercado. Durante esse período, as ofertas que não estiverem participando de leilão poderão ser canceladas. E que as negociações dos ativos citados acima serão retomadas em leilão das 10h30 às 10h35.
Uma das maiores quedas foi registrada nos papéis da própria B3 (B3SA3) e da plataforma Vamos (VAMO3), cuja desvalorização chegava a 49,94% e 59,4%, respectivamente.
O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações e tem como referência a variação do Ibovespa B3, principal índice do mercado brasileiro de ações.
Entretanto, de uma maneira geral, os mercados reagiram muito mal ao fato político. Os mercados financeiros reagem, nesta segunda-feira, à inesperada vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de domingo contra o senador Flávio Bolsonaro, o candidato de direita preferido pela maior parte dos analistas.
O dólar comercial abriu em forte alta, de 8,65%, a R$ 5,42. O ministro da Fazenda Dario Durigam precisou ir à imprensa para dizer que a intervenção do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, comprando papéis, foi para tentar ajudar o mercado a voltar à normalidade.
Ele disse que não via razão para os fatos: Nós precisamos ter alguma racionalidade. Eu não estou falando de controle de preço; estou falando de alguma racionalidade. Então, desde de manhã estou falando com o Banco Central, falando com o Tesouro.
O Tesouro vai intervir agora para dar racionalidade, para dar liquidez. Eu não estou falando de nível; o preço vai seguir em um nível mais alto, mas eu estou falando de normalidade. O Banco Central está avaliando (atuação no câmbio), junto conosco, para que a gente não faça uma intervenção nos juros, no título do Tesouro, e acabe pesando desproporcionalmente no câmbio. Então, nós estamos fazendo isso de maneira coordenada — afirmou o ministro.
Mas o mercado não entende assim. O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, sobe 26% nesta segunda-feira e opera em 151,7 pontos - na sexta-feira, estava em 120,2 pontos. O indicador acompanha a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. É o maior patamar do índice desde junho de 2025.
Não será fácil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou medidas que custaram R$ 405 bilhões ao fazer campanha pela reeleição, até conseguir uma virada histórica e derrotar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, na disputa. A reação do mercado representa isso.
O circuit breaker foi criado em 1997 e já foi acionado 23 vezes com esses destaque.
• 1997 – Crise asiática: o Ibovespa registrou queda de 10,19%;
• 1999 – Desvalorização do real: o Ibovespa caiu 10,29% no dia;
• 2008 – Crise do subprime nos Estados Unidos: houve seis interrupções em um mês;
• 2020 – Pandemia de Covid-19: o circuit breaker foi acionado seis vezes em março.
.


© Renato Araújo / Câmara dos Deputados
O Itaú Unibanco anunciou, nesta segunda-feira (26), a assinatura de um acordo para a aquisição da totalidade das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada no desenvolvimento de modelos fundacionais de dados. A transação, avaliada em R$ 2,925 bilhões, representa um avanço expressivo na estratégia tecnológica da instituição bancária, que busca intensificar seus investimentos em pesquisa, desenvolvimento e aplicações de inteligência artificial generativa em larga escala.
A operação é o desdobramento de uma parceria iniciada há quase dois anos entre o banco e a fintech. Durante esse período, as duas empresas atuaram no desenvolvimento conjunto de soluções direcionadas a áreas essenciais, como análise de crédito, gestão financeira, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes. A experiência prática consolidou a avaliação de que modelos especializados possuem capacidade superior para interpretar contextos financeiros complexos e gerar produtos adequados às necessidades individuais.
Com a compra, o Itaú visa integrar a tecnologia de ponta da NeoSpace à sua escala operacional e ao seu amplo volume de dados, fortalecendo a plataforma generativa ia.i. A expectativa é acelerar a oferta de experiências personalizadas, automatizadas e contextualizadas para clientes corporativos e individuais, respeitando critérios rigorosos de segurança e privacidade de dados.
O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, destacou a relevância do movimento para o posicionamento do banco no cenário global. “Queremos que o Itaú esteja entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global. O Brasil já demonstrou sua capacidade de estabelecer referências internacionais em inovação bancária, e temos a oportunidade de elevar esse patamar com inteligência artificial de fronteira. Trata-se de uma transformação que abre novas avenidas de crescimento, amplia nossa capacidade de servir milhões de pessoas e empresas e redefine o valor que um banco pode gerar para seus clientes. A aquisição da NeoSpace é um investimento estratégico nessa ambição. Ao reunir tecnologia fundacional, conhecimento financeiro e escala, estamos construindo as condições para desenvolver soluções que estabeleçam novos padrões de mercado, no Brasil e no mundo”, afirmou o executivo.
Mesmo após a conclusão do negócio, a NeoSpace manterá sua gestão e operação autônomas sob o comando do fundador e CEO, Bruno Pierobon. A estrutura societária prevê a preservação de toda a equipe técnica e a continuidade dos projetos de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial aplicados a diversos setores.
Para Pierobon, o acordo valida a capacidade da tecnologia nacional de operar em alto nível. “Construímos a NeoSpace com a convicção de que o Brasil tem capacidade de desenvolver inteligência artificial na fronteira tecnológica global. Nossa parceria com o Itaú nos permitiu avançar nessa ambição, aplicando modelos fundacionais a desafios reais do sistema financeiro e comprovando seu potencial em escala. Essa nova etapa cria condições para aprofundar nosso trabalho de pesquisa e desenvolvimento, com a continuidade da equipe e da visão que deram origem à empresa. Queremos contribuir para uma nova geração de inteligência artificial especializada, capaz de transformar a experiência financeira de milhões de pessoas”, destacou o CEO da startup.
A aquisição complementa o ecossistema de inovação do Itaú, que abrange iniciativas internas e pesquisas aplicadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) em frentes como computação quântica, robótica, neurociência e realidade estendida. A efetivação da compra permanece sujeita ao cumprimento das condições contratuais de praxe, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil.


© Divulgação
![]()
Durante a primeira quinzena de outubro, o Algarve recebeu cerca de 200 compradores e decisores influentes do setor turístico, provenientes de diferentes mercados internacionais, no âmbito de dois eventos captados pela Associação Turismo do Algarve (ATA): o m&i Flagship Algarve, especializado em reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais e o Journeys Algarve, dedicado ao turismo de luxo.
A realização destes encontros reflete a aposta contínua do Turismo do Algarve em trazer para a região iniciativas capazes de aproximar o destino de mercados com elevado potencial de negócio e de criar oportunidades comerciais para as empresas locais.
Não se esgotando no formato convencional de reuniões à mesa, ambos os eventos incluíram, para além do contacto próximo entre todos os profissionais presentes, a possibilidade de participar em diversas experiências no terreno e de validar a riqueza e a autenticidade da oferta da região.
“Embora tenham públicos e objetivos distintos, estes dois encontros são complementares e representam um investimento na competitividade do destino”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.
“O contacto direto com o território é uma oportunidade-chave para dar a conhecer, de forma mais completa, não só a diversidade da oferta do Algarve, mas também as pessoas e as empresas que lhe dão vida. Esta é, sem dúvida, uma forma de aumentar a probabilidade de o Algarve ser considerado em futuras escolhas de destinos e de contribuir para a construção de relações comerciais de maior confiança, que podem gerar negócio a médio e longo prazo”, explica.
Entre 4 e 7 de outubro, o Pine Cliffs Resort, em Albufeira, acolheu o m&i Flagship Algarve, um encontro exclusivamente dedicado ao mercado de reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais.
O evento reuniu perto de 350 participantes, incluindo 155 compradores internacionais especializados, provenientes de 15 mercados estratégicos para a região, como o Reino Unido, a Alemanha, a França, o Canadá, a Finlândia e a Suécia, além de outros países europeus.
Estes decisores tiveram a oportunidade de descobrir as valências do Algarve para acolher eventos internacionais, experimentando a variedade de atividades que a região oferece, comprovando a qualidade das infraestruturas e a diversidade de espaços e, também, o bom clima de que o Algarve beneficia fora da época alta, uma vantagem competitiva decisiva para este segmento.
A primeira edição do Journeys Algarve decorreu de 14 a 17 de outubro, no Viceroy Ombria Algarve, em Loulé, e trouxe à região cerca de 40 compradores especializados em viagens de luxo, provenientes dos Estados Unidos e do Canadá.
De acordo com a organização, as empresas representadas pelos compradores participantes registam, em conjunto, um volume de negócios anual declarado superior a 222,5 milhões de dólares (equivalente a cerca de 200 milhões de euros) e quase 60% desses compradores indicaram que os seus clientes gastam, em média, pelo menos 1.000 dólares por noite em viagens (cerca de 900 euros), evidenciando o potencial deste mercado para a oferta de luxo da região.
O programa combinou reuniões individuais previamente agendadas com experiências e visitas a diferentes espaços do Algarve. Este formato permitiu aos presentes conhecer melhor as propostas disponíveis no segmento do turismo de luxo e estabelecer contacto direto com as empresas da região. A participação dos fornecedores algarvios esteve reservada a associados da ATA, dado o caráter restrito do evento.
A procura registada na primeira edição, cujas inscrições esgotaram quatro meses antes da realização, levou já à confirmação do regresso do Journeys Algarve em 2027 , de 3 a 6 de outubro. A continuidade do evento permitirá aprofundar as relações iniciadas este ano e manter o trabalho de aproximação entre a oferta algarvia e os compradores internacionais especializados neste segmento.
“O anúncio de uma segunda edição consecutiva é um grande incentivo para o Turismo do Algarve e para as empresas nossas associadas. O formato deste evento está alinhado com a nossa estratégia de dar a conhecer a região de uma forma próxima e diferenciadora e acreditamos que dar continuidade a esta parceria irá contribuir para atrair um turismo de elevado valor, capaz de gerar benefícios duradouros para a economia da região”, revela André Gomes.
Viendo lo que está ocurriendo en Francia, me viene a la memoria la célebre frase “Un fantasma recorre Europa” con la que se inicia el preámbulo del Manifiesto Comunista escrito por Karl Marx y Friedrich Engels, publicado por primera vez el 21 de febrero de 1848, en vísperas de las revoluciones liberales y obreras que se produjeron ese año en Francia y otros países europeos. Marx y Engels utilizaron la metáfora del fantasma para describir el miedo y la inquietud que sentían las clases e instituciones conservadoras de la época ante la incipiente lucha de clases entre trabajadores y empresarios dentro del naciente capitalismo.

© DIEGO MIR (EL PAÍS)
A vitória do presidente Lula para o seu quarto mandato, virando a condição de ter saído atrás no primeiro turno, lhe impõe um enorme desafio sobre como não apenas pagar a conta da eleição, ainda que sua equipe e ele mesmo não vejam os gastos como dívida, mas também organizar um governo que nasce sob enorme desconfiança do mercado.
A vitória do presidente é um fato extraordinário. Eçe venceu com as ruas e fazendo as pessoas a votarem neste domingo. Mas Lula foi muito longe nas despesas para conquistar os votos dos eleitores e derrotar o projeto pouco claro de Flávio Bolsonaro. Mas o fato é que a realidade se impõe independentemente do que pensa como vencedor, embora ele tenha uma perspectiva ainda sem muita indefinição do que nos espera.
Asilos e creches
O Brasil está envelhecendo; já custa e custará a partir de agora mais em termos de saúde. De forma simples. O Brasil vai ter de atender mais às questões de saúde. O bônus etário acabou e será preciso decidir entre a educação primária e o acolhimento. O país agora precisará de mais casas de idosos e menos creches.
O problema é que os gastos de Lula para tentar se reeleger atingiram R$ 405 bilhões no terceiro mandato, conforme uma ferramenta inédita no Estadão que monitora em tempo real os desembolsos do governo federal em ano eleitoral.

Governar na eleição
Antes da eleição, o governo reagiu mal à ideia de cortar despesas que ele construiu. “Governos não deixam de governar em ano de eleição. A legislação estabelece limites claros para esse período, sem suspender o dever do Estado de executar políticas públicas e proteger a população”, disse numa nota oficial.”
Pode ser. Mas a contabilidade fiscal pode mudar conforme o instrumento escolhido, mas o custo econômico não desaparece. “Se o governo concede subsídio, assume risco ou se endivida, alguém paga essa conta — hoje ou no futuro.” Diz a economista Selene Nunes, uma das autoras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ouvir as demandas
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, foi mais cuidadoso: “Nossa proposta (de ajuste) é outra. Combinar as prioridades da população, os serviços públicos que a população demanda, o Desenrola para resolver o problema do endividamento, o apoio aos microempreendedores individuais, com a responsabilidade fiscal.”
Ele insiste que o reajuste do Bolsa Família em 15,04%, anunciado às vésperas do primeiro turno das eleições, foi uma atualização monetária devido à descoberta de um espaço fiscal e não demandou nenhuma receita adicional.

Custo e investimento
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, é insustentável, por exemplo, tratar o Pé-de-Meia, criado em 2024 para combater a evasão escolar, como gasto eleitoral. O Programa Brasil Contra o Crime Organizado aparece como “benefício social”, embora seja uma política de segurança pública contra facções, milícias, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
Não é bem assim. Marcus Pestana, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), afirma que o reajuste do Bolsa Família aumenta a incerteza sobre o Orçamento de 2027”. Porque quando sobem as despesas obrigatórias e rígidas, e estamos falando de mais um aumento do Bolsa Família, teremos cada vez menos espaço para investir.
Bolsa Família
“Independentemente do mérito e do objetivo, o reajuste do Bolsa Família implica num gasto adicional de R$ 24 bilhões em 2027. De onde sai isso? Desse jeito, não vai ter investimento nem taxa de juros baixa”, diz o diretor da IFI.
O governo Lula também deixou armadilhas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo prevê realizar o leilão de dívidas pelo Desenrola 3.0 entre o final de novembro e o início de dezembro.
Justificativas e crise
A recusa do conceito de supostas despesas eleitorais: ações destinadas a manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas, conter pressões sobre preços e enfrentar calamidades em um ano de El Niño forte.
Mas não há previsão de fazer (o leilão) dentro do mês de novembro, podendo ser no começo do mês de dezembro, a depender da quantidade de trabalho e novas interlocuções que a gente tenha de fazer.
Rever o OGU 2027
O secretário executivo da Fazenda, Rogério Ceron, estimou que, se R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida, a gente saberia que, no máximo, consumiria R$ 9 bilhões”, explicou. Mas isso vai entrar como no OGU 2027.
Para o consultor de orçamentos do Senado Federal, Daniel Couri, “o caminho é ajustar as contas, estabilizar o endividamento e abrir espaço para uma queda estrutural dos juros, mas essa não é a convicção das autoridades no momento”.
Onde vai cortar?
Isso nos coloca na questão central. Como será feito o pacote de cortes? Se Lula tivesse sido eleito, ele não faria o ajuste fiscal necessário. Mas a verdade é que Flávio Bolsonaro, pelo que mostrou até agora, tampouco.
Tema como uma nova reforma da Previdência, incluindo dessa vez os militares serão abordados? O ganho real do salário vai acabar? E a aposentadoria pode ficar abaixo do mínimo?
Sem esforço fiscal.
Lula, do alto de sua imodéstia, já desancou a pertinência de qualquer esforço fiscal. Pior que isso, tem patrocinado uma desvairada sequência de benesses que agravaram o problema. Não surpreende o fato de o mercado acreditar que a trajetória da dívida piorará no caso de uma improvável reeleição.
Mas o que nos espera depois da festa da vitória de Lula? Impulsionada por investidores que buscaram diversificação fora dos Estados Unidos, a dívida externa subiu 27,4% no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acima do aumento de 15,8% das reservas, cuja evolução foi contida por intervenções do BC e pela valorização cambial.

Entre os maiores
Além disso, o país, pela sua economia, ainda é descrito como uma economia com reservas elevadas, baixa exposição a dívidas em moeda estrangeira e fluxos recorrentes de investimento externo.
Então, o que se espera é que ele e sua equipe detalhe qual caminho pretendem seguir. Lula levou o custo da eleição para uma crise que a gente não sabe como será gerida, e o que o Congresso vai fazer com o governo é um enorme desafio.
E não se pode esquecer que o Nordeste entregou o que o presidente pediu. A sua votação dá à Região o cacife para reivindicar uma maior atenção. Sabendo que não será fácil.


© DIVULGAÇÃO
Tem uma ideia, um projeto ou um sonho de negócio por concretizar? O Município de São Brás de Alportel promove o VI Fórum Ideias de Negócios, no próximo dia 27 de outubro, terça-feira, às 18h00, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto.
A iniciativa convida empreendedores e todos os interessados a apresentar em poucos minutos, de forma ativa e participativa, propostas para desenvolver no ou para envolver o concelho, bem como a trocar experiências e encontrar parceiros e apoios que ajudem a transformar ideias em realidade.
Dinamizado anualmente pelo Município de São Brás de Alportel desde 2021, o Fórum integra a estratégia municipal de incentivo à iniciativa empresarial e à criação de novos negócios, promovendo a cooperação e o estabelecimento de sinergias entre empreendedores, empresas e entidades do concelho.
Ao longo das edições anteriores, este encontro tem contribuído para dar visibilidade a novos negócios e aproximar os diferentes agentes da economia local, estimulando o trabalho em rede e a colaboração entre empresas e empreendedores.
Nesta sexta edição, mantém-se o propósito de criar oportunidades de encontro e de partilha, capazes de contribuir para o desenvolvimento de novas iniciativas empresariais.
A participação é gratuita e aberta a todos, estando abertas as inscrições para quem pretende dar a conhecer o seu projeto ou empresa. Para inscrições e pedidos de informação, estão disponíveis os seguintes contactos: 289 840 212 (rede fixa nacional) e empreendedor@cm-sbras.pt.
Organizado pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete do Empreendedor, com o apoio de empresas e empreendedores locais, o VI Fórum Ideias de Negócios reafirma o compromisso municipal com a dinamização da economia local e a valorização da iniciativa empresarial no concelho.
O conteúdo VI Fórum Ideias de Negócios – São Brás de Alportel volta a dar palco ao empreendedorismo aparece primeiro em Sempre à Mão.
Agora que chegamos ao dia da eleição para a escolha do próximo presidente da República do Brasil, cabem dois minutos de conversa sobre onde os responsáveis pelas campanhas dos candidatos no segundo turno foram capazes de chegar e o que esse comportamento deletério e desrespeitoso com o eleitor cidadão contribuinte nos ensina.
A partir de uma simples pergunta: que tipo de sociedade nos tornaremos depois de quase 40 anos, quando escrevermos nossa Constituição, para sermos obrigados a suportar o que fomos obrigados a passar, especialmente no segundo turno do pleito de 2026?
Endividamento
Foi para assistir ao que assistimos em termos de descuido com o nosso futuro em termos de potência econômica entre as 10 maiores economias do mundo? Foi para ver nossos padrões de controle dos gastos públicos serem violados com o discurso de ampliação do bem-estar social a poucos dias da eleição? Foi para assistir (sem poder reagir) que vimos a sucessão de irresponsabilidades com nosso endividamento depois de avançarmos em processos fiscais sofisticados que nos permitem saber o que arrecadamos em prazo máximo de apenas 45 dias?
O problema não foi o governo usar seu poder decisório e discricionário para gastar o que gastamos com um discurso que variou entre explicações travestidas de correção de valores, ampliação de benefícios já concedidos e perdão de dívidas fiscais que fazem o contribuinte sentir-se um idiota por ter pago seus impostos em dia ao ver a concessão de perdões aos maus contribuintes beneficiados na véspera das eleições.

Sem compromisso
O problema, ainda mais grave, foi ouvir o ‘compromisso’ de respeito aos efeitos desses desmandos, pelo grupo da oposição, dando “garantias” de que o mal feito da atual gestão será legalizado em pagamento por votos na seguinte. Independentemente do que isso nos possa custar.
O que mais chama a atenção, excluído o debate ideológico, é o abandono de comportamentos éticos que, ao longo de quase quarenta anos, vínhamos construindo como nação que se equipou à disputa de mercados de classe mundial com seus produtos; que criou um arcabouço de leis de proteção social para os seus e que foi capaz de gerar políticas modernas da criança aos mais velhos, sistemas de combate a fome que nos colocou na vanguarda internacional.
Tudo pelo voto
Mas tudo isso foi jogado para o lado em função da construção de decisões de última hora em busca do voto. Conceitos, processos de controle e comportamentos éticos foram colocados de lado contra ofertas irresponsáveis dos dois adversários dentro de uma filosofia cunhada na década de 40 de que, numa eleição, o feio é perder, que os constituintes de 88 se empenharam em apagar da história política no final do século XX e no começo do século XXI.
Estamos separados
Independentemente de quem seja o vencedor no pleito, o fato é que saímos das eleições como uma nação dividida ao meio, numa clivagem de percepção que torna muito difícil ao novo presidente construir as pontes dinamitadas na campanha feroz e fratricida.
Não era para ser assim. Em países democráticos, as eleições gerais são tradicionalmente festas da democracia com o embate nas ruas envolvendo a população debatendo entre projetos e projetos de nação. Mas não temos essa perspectiva.
Validar o futuro
Por isso, agora que o cidadão eleitor contribuinte precisa sair de casa para votar, é importante ter em mente que está sendo convidado a validar um conjunto de propostas que representa o atraso em termos de sociedade moderna que ambos os candidatos propõem.

Saldo como nação
Independentemente de quem escolhemos, temos que trabalhar com uma questão perturbadora: como, em nome de um exercício livre do voto, nos permitimos um tamanho retrocesso em termos de sociedade organizada socialmente. E como a partir desta segunda-feira vamos precisar trabalhar para resgatar valores éticos.
Mirar o recomeço
O que 2026 nos lega como aprendizado de pais? E até que ponto chegamos no enfraquecimento de nossa democracia? E, afinal, o que sobrou do espírito democrático que mobilizou o país em 1988, que trabalhou com conceitos de ética, cuidados com o dinheiro do contribuinte, construção de um modelo de sociedade que privilegiasse o contraditório, mirando a construção de um país justo e que se respeitasse como nação?
Certamente muito pouco. O que obriga a rever a trilha que fizemos nesta disputa inconsequente. E, certamente, nos propormos a começar de novo.

No dia 3 de novembro de 2026, no Centro de Convenções de Pernambuco, acontece o Food Experience Recife, promovido pela Food Academy, voltado a donos e gestores de restaurantes, O encontro reunirá especialistas e empresários para um dia inteiro de aprendizado, networking e troca de experiências sobre o setor de alimentação fora do lar. O encontro espera receber 700 participantes, além de convidados, incluindo cerca de 400 donos de restaurantes.

Encantos do Natal
Nesta sexta-feira (30), Garanhuns dá início a mais uma edição dos Encantos do Natal, um dos eventos mais aguardados do calendário cultural e turístico do município. A abertura oficial será marcada pelo acendimento das luzes natalinas, às 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão. Realizado pela Casa do Artesão, com apoio da Prefeitura de Garanhuns, o evento transforma a Cidade das Flores em um cenário de luzes, cores e encantamento.
PE Seu País
A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) concluiu o circuito 2026 do roadshow “Pernambuco Seu País Naturalmente Incrível”, que ao longo do ano percorreu 18 cidades no Brasil, na Europa e na América do Sul, capacitou cerca de 3,6 mil agentes de viagens, operadores e profissionais do setor e reuniu cerca de 40 empresas do trade pernambucano em cada cidade visitada, com apoio da Azul Linhas Aéreas e da Embratur .
Petroflex Energia
A Petroflex Energia, uma TRR que atende o mercado com Diesel S10, Diesel marítimo, Etanol e Gasolina, com sede em Pernambuco, retoma seu crescimento estratégico e aposta no mercado do Nordeste do Brasil com investimentos significativos em sua operação nos estados de : Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. A empresa inaugurou nova filial no Rio Grande do Norte, passando a atender também os estados da Paraíba e de Alagoas, o que é importante para o crescimento da operação da Petroflex no Nordeste.

Tramontina na HFN
A Tramontina estará no Hotel & Food Nordeste (HFN), que será realizado de 4 a 6 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A marca apresentará um portfólio completo de soluções voltadas para hotelaria, restaurantes, bares e operações de alimentação fora do lar.
O destaque desta edição será a estreia da Tramontina Primia no Nordeste. Especializada em soluções de alta performance para o backstage da cozinha profissional, a Primia chega para ampliar a atuação da Tramontina no segmento, com produtos desenvolvidos para atender às demandas de eficiência, produtividade e inovação desse ambiente.
Oferta MRV
A construtora MRV lançou uma condição especial de pagamento para quem deseja comprar um imóvel, com a primeira parcela a ser paga somente depois do carnaval. Há apartamentos disponíveis em Recife e Paulista. Uma análise da companhia realizada com 1.380 consumidores que adquiriram unidades entre julho e agosto revelou que a localização aparece em primeiro lugar, citada por 41% dos entrevistados. Na sequência estão a facilidade de pagamento, com 20%, e o atendimento do corretor, com 14%.

Fashion Outlet
De 20 a 24 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon) acontece 15ª edição do Mega Fashion Outlet chega com descontos de mais de 70% e mais de 300 expositores. A proposta é reunir, em um só lugar, variedade, praticidade e oportunidades para quem deseja economizar sem abrir mão de novidades. E entre os destaques estão um baile na sexta-feira (20), o Mega Saúde no sábado (21) e um desfile pet no domingo (22). O evento também terá um espaço dedicado à adoção responsável de animais, incentivando o acolhimento e contribuindo para que pets encontrem um novo lar.
Construção civil
A construção civil brasileira vive um ponto de virada histórico. Os dados mais recentes comprovam essa mudança de patamar. Segundo levantamento do FGV Ibre, a adesão ao light steel frame no Brasil deu um salto impressionante, passando de 15,6% para 32% entre 2025 e 2026.
CRIA 2026
O CRIA 2026 registrou 1.229 inscrições de 31 agências do estado, um crescimento de quase 70% em relação à edição anterior. O resultado marca uma edição histórica da premiação, promovida pelo Sinapro-PE, e reforça a mobilização do mercado publicitário local. O levantamento contempla 17 categorias, que abrangem desde filmes e áudio até design, estratégia de mídia, campanhas e conteúdo de marca.


© JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
O barulho contínuo e surdo das máquinas pesadas, que giram sem parar, e os estampidos metálicos das roldanas e bobines, espalhadas por toda a fábrica, são música na nossa vida. É da matéria que aqui se cria que nasce o sublime: fios quase invisíveis que nos conectam uns aos outros, sem conhecerem limites ou fronteiras; que conduzem a nossa vida sem darmos por eles, e nos permitem ser mais rápidos, mais ágeis, melhores.
A NKT, grupo industrial dinamarquês líder no fabrico e instalação de cabos de energia – que em 2024 adquiriu a antiga SolidAl, em Esposende, fundada em 1968 – deu mais um passo no seu programa de investimento com a inauguração, no passado dia 20 de outubro, de uma nova ala que veio reforçar a capacidade e o desempenho da empresa na resposta às crescentes necessidades das redes elétricas europeias.

“Este é um marco importante na história desta unidade industrial, que tem uma grande importância regional e nacional. É com muito orgulho que olhamos para o caminho percorrido até aqui e para o crescimento que já foi alcançado”, afirmou Dinis Pinto, vice-presidente de operações da NKT, durante o seu discurso de inauguração, seguro de que o futuro da empresa se pautará por mais oportunidades de emprego qualificado, mais inovação e mais “confiança nas pessoas e na região”.
Com um investimento global de 50 milhões de euros, a capacidade da fábrica vai aumentar cerca de 50% e vai possibilitar a criação de 150 novos postos de trabalho.
“Nós, neste momento, produzimos quase 30 mil toneladas, vamos aumentar para cerca de 50 mil”, refere Dinis Pinto.

“É uma expansão que permite acompanhar a transição energética que está a acontecer, especialmente na Europa. É um investimento necessário para que as redes se tornem mais resilientes e aguentem toda a necessidade de energia que está agora a aparecer, como os data centers, por exemplo, que são consumidores de uma enorme quantidade de energia. Por isso, nós, com esta expansão, temos a oportunidade de acompanhar essa evolução das necessidades do mercado”.
A unidade de Esposende, com mais de 50 anos de experiência na produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de energia, especializa-se na produção de cabos de média e alta tensão até 225 kV, bem como em soluções de baixa tensão e condutores em alumínio e ACSR.
Os milhares de quilómetros de fios e cabos elétricos que todos os dias são produzidos e saem das suas instalações, já chegaram a mais de 40 países, ligando pessoas e comunidades, gerando energia em fábricas e indústrias e fazendo funcionar fontes de energia renovável em todo o mundo.
Esta é, na verdade, uma das grandes preocupações da NKT: o desenvolvimento de soluções energéticas que apoiam a transição para um futuro mais sustentável. A outra, são as pessoas.
“Juntos conectamo-nos a um mundo mais verde”, atirou Michael Hjorth, CCO da NKT, durante a cerimónia de apresentação, impressionado com o facto de 75% da eletricidade produzida em Portugal Continental ter origem em fontes renováveis.

“Tanto caminho percorrido em tão pouco tempo. Antigamente, a SolidAl e NKT eram empresas concorrentes e competiam uma contra a outra, mas agora estão juntas. Aqui, vimos potencial para construir algo ainda maior”, disse, reforçando o compromisso de longo prazo da NKT com Portugal, valorizando a tradição industrial existente na unidade.
Aproveitou e elogiou também a “forma de trabalho muito educada e competente” dos trabalhadores locais. São eles o coração da empresa, músculo que gera energia. E são eles que estão também no topo das prioridades.
Por todo o lado há avisos e normas de segurança, vestem-se equipamentos de proteção individual adequados às funções e, num ecrã, mesmo ao lado de um parque de bobines trefiladas, é possível ler um orgulhoso aviso: 292 dias sem acidentes.

A fábrica de Esposende, parte essencial da rede de produção europeia da empresa dinamarquesa, conta, atualmente, com 580 colaboradores mas, em breve, serão muitos mais.
“A expansão que hoje inauguramos representa o crescimento de uma unidade industrial que tem confiança num projeto sólido e inovador, em que há confiança nas pessoas e em Esposende para atrair investimento. Esta é uma empresa que cria emprego, gera riqueza e melhora a qualidade de vida das pessoas, e que tem um impacto real no território”, avança Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende.

“E isso é o melhor programa social que se pode apresentar. Mais do que atribuir subsídios, é fazer com que todos tenham um emprego digno, com o qual possam fazer face às suas despesas do dia a dia e criar as suas famílias em tranquilidade”, sublinhou o autarca.
Através da sua mão de obra qualificada e de um trabalho desenvolvido em equipa; do apurado conhecimento técnico e da avançada tecnologia que investe em materiais de qualidade; das novas instalações bem equipadas e de um forte sentido ético que aposta em políticas de sustentabilidade, a NKT projeta o território muito além das fronteiras.
E dá a volta ao mundo conectando-nos de mil e uma formas – que apesar de quase invisíveis, estão sempre lá.
O conteúdo De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo aparece primeiro em O MINHO.

No centro do debate da campanha eleitoral para presidente da República, um tema central ancorou os embates nas ruas, nas empresas e nas redes sociais como fator determinante da escolha do voto: trabalho com carteira assinada x empreendedorismo ancorado na economia digital.
As duas formas de contratação do trabalho não são excludentes. Podem conviver simultaneamente em países como o Brasil, que, a partir de Getúlio Vargas, na década de 30, e mais recentemente na década de 80, pelo conceito de bem-estar social construído na União Europeia, enquanto floresceram as iniciativas de estímulo à capacidade de empreender livre das amarras de um contrato de trabalho de 44 horas numa jornada 6x1.
Debate na campanha
Mas o que já se delineava nas eleições de 2018, evoluiu na de 2022 chegou ao ápice do debate político em 2026 onde ficou claro que o modelo defendido pelo governo Lula - a partir do emprego com carteira assinada e consequentemente toda proteção da Previdência Social - já não dá conta do desafio de garantir aposentadoria digna para as futuras gerações que têm a missão de financiar quem hoje já se beneficia do sistema após a aposentadoria.
E essa perspectiva agora sustenta, ao menos, nas novas gerações o sentimento de que “na minha vez de receber o benefício” que bancou com o trabalho de carteira assinada, o caixa da Previdência atual não vai ter recursos para devolver o investimento de anos de contribuição ao INSS.

Trabalho por aplicativo
Isso ficou claro para muita gente nas eleições de Jair Bolsonaro em 2018 e mais ainda na de Lula em 2022, quando explodiu o trabalho por aplicativo, que misturou a ideia de empreender a partir de um suporte proporcionado pelas plataformas digitais com forte desconfiança no investimento previdenciário de carteira assinada, especialmente entre as gerações entrantes no mercado de trabalho.
Cristalizou-se a ideia de que já não vale a pena trabalhar com carteira assinada, submetido a uma jornada de 44 horas semanais que não remunera o tempo de deslocamento médio de duas horas por dia gasto entre a chegada ao trabalho e a volta para casa. Até porque, na realidade, nesse mercado formal, os novos empregos pagam salários baixos, como revela o Caged, apontando que 85% das novas contratações são para o pagamento de um salário mínimo e meio, que, antes do desconto do INSS, significa R$ 2.431,50.
Programas sociais
Esse sentimento se materializa mais fortemente com os benefícios dos programas sociais que incluem programas como o Bolsa Família, acrescidos de vantagens como o recebimento de gás de cozinha, isenção na conta de energia e de água. Para completar, ainda existe a vantagem de um MEI contribuir com apenas R$82,05 para a Previdência quando teria descontado R$136,57 se recebesse o mesmo salário mínimo ou R$182,36, no caso de um e meio.
Sob essas condições, é melhor ser motorista, motociclista e ciclista de aplicativo em plataforma de transporte ou entrega de comida, decidiram milhões de jovens de várias classes sociais e rendas familiares. Enquanto o governo Lula comemorava os números do Caged de contratações concentrando todas as suas energias no universo de pessoas com carteira assinada que representam apenas 100% da força de trabalho do Brasil.

Fora da realidade
Para se ter uma ideia dessa desassociação da realidade, basta observar a proporção entre os recursos de que o Ministério do Trabalho e Previdência Social dispõe para financiar o modelo atual de seguridade social e o do Empreendedorismo, na verdade, uma subsecretaria focada nas ações do Sebrae, que, aliás, é uma instituição do Sistema S, portanto, financiada não pelo governo central, mas pelos empresários dentro da lista de deveres.
Foi essa realidade que ajudou a cristalizar o nível de apoio de eleitores entre Lula e Flávio Bolsonaro. E será essa realidade que vai exigir uma mudança radical na abordagem da questão. Porque o que está em jogo é o futuro do financiamento da chamada seguridade social, que, nas premissas atuais baseadas apenas nas contribuições dos trabalhadores com carteira assinada e na parte paga pelas empresas, não gera receita suficiente para pagar os atuais beneficiários do sistema gerido pelo INSS.

Fora da Previdência
A recusa de contribuir com a Previdência e a adesão ao conceito de ser empresário, o desejo de ser patrão ou o dono de seu próprio negócio explicam a clivagem da decisão do voto. Porém, não são suficientes para apontar um caminho para o futuro.
Primeiro porque a própria ideia de empreender pressupõe contratar trabalhadores com carteira assinada. Segundo, porque o atual sistema tributário começa a esmagar a empresa desde o momento em que ela vira microempresa, evolui quando adere ao Simples Nacional e se consolida quando ela entra no sistema de lucro presumido.
Modelo getulista
Na prática, o modelo getulista de grandes empresas com milhares de empregados com carteira assinada e regidos pela CLT e julgados pelo Tribunal Superior do Trabalho trata a pequena empresa como se fosse grande. E isso tem a ver com os custos do emprego refletindo no dinheiro que o empregado leva para casa e no que o empreendedor lucra no final do ano.
Mas a questão é: o que fazer? Como conciliar o atual modelo que garante seguridade para quem se aposenta, além dos benefícios de proteção do trabalhador (afastamento por doença, auxílio-maternidade, reclusão de portador de deficiência, ao idoso e demais benefícios), além das aposentadorias por idade, tempo de contribuição, invalidez e pensão por morte do segurado.
Déficit estrutural
O sistema não se paga desde 2000. Em junho último, o déficit já era de R$ 236,17 bilhões. Em 12 meses, R$ 349,68 bilhões. Em 2025, o déficit chegou a R$ 317,15 bilhões. Dito de outra forma, o governo central, a cada ano, põe mais recursos à Previdência e, na prática, paga 97% das aposentadorias com um salário mínimo.
Essa perspectiva é que hoje sustenta os discursos da direita do empreendedorismo. No fundo, o governo Lula, que centra sua ação no contrato de trabalho de carteira assinada, cuidou apenas dos 38 milhões de empregados do setor privado e de 4,5 milhões do setor público, quando a população economicamente ativa, segundo o IBGE, era de 106 milhões de pessoas.
Como consertar
O desafio do próximo governo é começar essa conversa mirando um novo contrato social de trabalho que estimule a empresa a pagar melhores salários e, portanto, melhorar as contas da Previdência enquanto estimula o empreendedorismo, a formalização de novos negócios sem que, ao começar a ter sucesso, a pequena empresa não seja esmagada pelo Estado com as obrigações do modelo atual. Não vai ser fácil; levará tempo, mas tornou-se necessário.
Até para que não crie as condições para um liberalismo radical de direita que floresceu com o Bolsonarismo na perspectiva de se contrapor ao que defende a esquerda Lulista que acredita que o trabalhador de aplicativo precisa estar abrigado num sindicato controlado por centrais sindicais.


© Marcello Casal jr/Agência Brasil
No próximo dia 4 de novembro, o Grupo AR, liderado pelos empresários Eduardo Freyre e Pedro Godoy, inaugura, no térreo do edifício Vivant, empreendimento retrofitado pela Construtora Rio Ave, onde funcionou durante mais de três décadas o Recife Praia Hotel, o Lara Boa Viagem, uma casa que nasce com a proposta de oferecer uma cozinha natural contemporânea para o público que cada vez mais busca combinar paladar com alimentação menos calórica e natural.
O Lara Boa Viagem será o quarto empreendimento desenvolvido e operado por Freyre e Godoy, que há sete anos abriram no bairro do Torreão o Arvo, uma casa com uma proposta de cozinha regional de qualidade, apostando na releitura de receitas clássicas, acrescidas de uma pegada que investe no sabor já conhecido pelos clientes, porém com novos elementos e porções generosas, como é adequado para quem se senta à mesa na Região.
O Arvo está completando sete anos agora em novembro e teve investimentos, em 2019, de apenas R$ 200 mil, e se tornou uma referência no bairro. Sua cozinha ganhou clientes fiéis pela característica de ter suas mesas dispostas ao ar livre no quintal de uma antiga residência da Rua Djalma Farias, 170.
Uma condição essencial quando precisou funcionar dentro das exigências de afastamento da pandemia da Covid-19, e nunca mais deixou de ser frequentado, explodindo a demanda quando a chegada das vacinas fez o público voltar ávido por sair de casa e comer fora da residência.
“Tivemos filas durante todo o ano de 2022”, diz o cozinheiro-chefe e sócio-empreendedor do Arvo, Pedro Godoy, que comanda a cozinha das unidades, com a preocupação com o controle de qualidade que o cliente que volta exige e que leva novos adeptos da cozinha bem finalizada, servida em porções generosas numa louça artesanal feita em Pernambuco.
O que agora, pela abertura da quarta unidade, Eduardo Freyre e Pedro Godoy admitem chamar oficialmente de Grupo AR nasceu da amizade antiga de dois estudantes que inicialmente seguiram carreiras distintas de Administração e Gastronomia, tiveram uma primeira experiência num bar que Godoy incrementou a cozinha com sua experiência de anos com assistente de chefs reconhecidos em Pernambuco
Ele também trabalhou fora do Brasil, o que, na volta ao Recife, o levou a sonhar com a proposta de abrir uma casa que trouxesse uma pegada regional com novos ingredientes e uma apresentação de impacto no paladar.

A cozinha do Arvo foi a oportunidade de Pedro Godoy colocar em prática tudo o que aprendera, “ralando” em grandes restaurantes brasileiros e na Austrália, onde se bandeou entre os anos de 2016 e 2018 para aperfeiçoar seu conhecimento.
“A partir do chão de cozinha, que foi da simples lavagem de pratos ao comando do fogão principal e à aplicação desse conhecimento de prática de produção, com aprendizado de gestão da compra dos ingredientes ao controle de custos, que é fundamental para o negócio”, diz.
Curiosamente, a entrada de Godoy no ramo da gastronomia depois de se matricular na Faculdade do Senac, que inaugurou seu curso de Gastronomia por sugestão da mãe, Silvana Victor.
Ele foi e nunca mais deixou a cozinha, conta Silvana Victor, que entrou na sociedade do Arvo, mas não quis seguir nas demais casas e tem usado o espaço físico do Arvo para estimular atividades de apoio aos restaurantes, como uma horta-jardim que entrega temperos frescos e flores comestíveis para as demais casas, cursos de treinamento para profissionais e até uma cozinha-escola, onde o cozinheiro-chefe do Grupo AR grava vídeos ensinando técnicas de gastronomia com equipe própria.
O sucesso do Arvo pós-pandemia levou os dois empresários a pensarem numa nova casa e a aproveitarem o boom de restaurantes em função da onda de comer fora do lar que o Brasil viveu quando foram afrouxadas as regras de convivência.
Nasceu o Voar, em dezembro de 2022, no imóvel que tem uma história especial por ter sido o embrião da atual rede Camarada Camarão, criada pelo empresário Silvio Mattos, que levou a proposta para o RioMar Recife e, a seguir, para os demais shoppings do Grupo JCPM, formalizando a rede atual.
“O endereço também é o início da fase de expansão do Grupo AR”, aposta o empresário Eduardo Freyre, que divide a operação com Pedro Godoy, cuidando da gestão de pessoas e da administração das quatro casas. “Optamos por ter casas com nomes propostos e identidades próprias”, diz Freyre.

Isso é perceptível do Arvo, mas o Voar tem sua identidade com o Terra, no parque gourmet do Shopping Recife, e com o Lara Boa Viagem, no Vivant. “As pessoas podem reconhecer as casas pela sua característica de qualidade e atendimento, mas vem que cada restaurante tem sua identidade própria”, diz o empresário.
Faz sentido. O sucesso do Arvo no Torreão poderia servir como retaguarda e suporte de gestão de uma futura rede, mas não deveria apenas replicar o cardápio no Voar em Boa Viagem.
Além disso, era uma oportunidade de Pedro Godoy experimentar novas receitas e agregar conhecimento adquirido fora do Brasil ao modelo de negócio adquirido no Arvo.
Deu certo, e o Voar continua sendo uma casa muito bem frequentada, inclusive por clientes da Zona Norte do Recife que se tornaram fregueses do Arvo, ainda hoje uma casa cuja pegada de mesas sob árvores leva muita gente.
Tudo ia bem com Arvo e Voar funcionando a plena carga, quando veio a proposta mais ousada aos dois empresários, quando da construção do novo parque gourmet do Shopping Recife em 2025, uma expansão que custou aos empreendedores R$ 240 milhões para um conjunto de 20 operações numa nova área do primeiro shopping da capital pernambucana.
Eles aceitaram o convite, mas, com um Capex de até R$ 4 milhões para restaurantes de maior número de mesas, tornou-se necessária a presença de um sócio, o que acabou levando o Grupo AR a uma associação com a Construtora Rio Ave, que participa do negócio em expansão.
Em novembro do ano passado, nasceu o Terra, com uma proposta de leitura própria da cozinha brasileira, embora estruturada para um ambiente de shopping com conceito diferenciado como o presente no Parque Gourmet do Shopping Recife.

O projeto do Terra nos permitiu formatar nossa proposta como uma empresa que agora tem 150 colaboradores, paga aproximadamente R$ 7 milhões por ano, faz compras de alimentos e bebidas de mais de R$ 6 milhões por ano e estima pagar R$ 2 milhões em impostos sobre vendas de refeições para um faturamento de R$ 18 milhões, com estimativa de R$ 26 milhões este ano, revela Eduardo Freyre.
“Poderíamos agregar mais valor ao mercado local se pudéssemos comprar com nota fiscal toda a nossa demanda de pescados”, queixa-se Pedro Godoy, que vem conversando com outros empresários sobre a forma do governo ajudar os pescadores de Pernambuco a obterem licenças para comercializar o peixe que pescam no litoral do estado e a estruturar uma cadeia de fornecimento regular.
A queixa do empresário é a de vários outros que cobram um programa de apoio pelo governo do Estado para o setor pesqueiro que, mesmo tendo indústrias processadoras, precisa se abastecer no Norte do Brasil. E que não raro vendem seus produtos acabados mais para outros mercados do que para o local.

Nos próximos dias, o Grupo AR vai abrir o Lara Boa Viagem com a proposta de uma cozinha natural contemporânea, atendendo a uma oportunidade que os empresários identificaram mesmo depois da abertura de mais de 20 novos restaurantes na praça do Recife nos últimos 12 meses.
Segundo Freyre, o Lara tem o conceito mais replicável do grupo: cozinha natural, ticket acessível e alta frequência. São duas unidades para consolidar o modelo. O grupo também estuda novas frentes em eventos, catering e delivery, apoiadas na cozinha central e nas suas marcas.
Para Godoy, o consumidor está mais seletivo. Ele paga por experiência e responde a datas e ocasiões. "Para nós, empresários, os desafios do setor são o custo e a retenção de mão de obra, os insumos, o aluguel e os juros. Mas nosso grupo está otimista com o turismo e com o Recife se firmando como destino gastronômico".
Faz sentido. O Terra, por exemplo, em menos de um ano, já está entre as casas que mais vendem e recebeu quase 50 mil pessoas de janeiro a setembro. Havia um espaço para uma casa brasileira contemporânea de porte, com almoço, jantar e evento. Tanto que a operação já recebe propostas para outros shoppings.
Ainda sem data exata de abertura, o Grupo AR trabalha com o projeto do Lara Jaqueira, com inauguração prevista para março de 2027, podendo iniciar uma rota de casas com uma marca de sucesso testada em Boa Viagem.
Nada mal para um grupo que há apenas sete anos saiu de uma casa no bairro do Torreão para cinco operações, cozinha central que dá suporte a todas elas e mira novos projetos apostando em comida de qualidade e apoiando fornecedores locais e estimulando o fortalecimento das cadeias produtivas de suprimento de insumos.



© DIVULGAÇÃO
![]()
Tem uma ideia, um projeto ou um sonho de negócio por concretizar? O Município de São Brás de Alportel promove o VI Fórum Ideias de Negócios, no próximo dia 27 de outubro, terça-feira, às 18h00, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto. A iniciativa convida empreendedores e todos os interessados a apresentar em poucos minutos, de […]

© Getty Images

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Elon Musk revelou que a Tesla e a SpaceX estão a estudar uma fusão. As duas empresas valem, juntas, dez vezes o PIB português. A operação poderia reforçar o controlo de Musk sobre a Tesla: atualmente, o empresário controla cerca de 84% dos votos na SpaceX, graças a ações com direitos de voto reforçados, mas apenas cerca de 20% na fabricante automóvel, segundo o FT

