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CEO da Redion integra Comité de Gestão da Generali em 2027

27 October 2026 at 18:01

Antoine Parisi, CEO do Redion Group, vai integrar o Comité de Gestão da Generali a partir de 1 de janeiro de 2027. A nomeação surge no âmbito da reorganização da estrutura de gestão anunciada pelo grupo segurador italiano a 20 de outubro.

Antoine Parisi, CEO do Redion Group. “Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018″.

Com esta mudança, a Redion Group, que reúne as atividades de assistência, seguros de viagem e benefícios para colaboradores, passará a reportar diretamente a Giulio Terzariol, Group Deputy CEO da Generali. Parisi trabalhará com Terzariol e com o CEO do grupo, Philippe Donnet, na definição das prioridades estratégicas e no acompanhamento da sua execução.

A nomeação acontece no seguimento da reorganização da Generali para a fase final do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence” e na preparação do ciclo estratégico de 2028 a 2030.

“Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018. Integrar o Group Management Committee da Generali é, simultaneamente, um privilégio e uma responsabilidade”, afirma Antoine Parisi, CEO do Redion Group.

A Redion, previamente Europ Assistance, é uma empresa do Grupo Generali que oferece seguros de viagem, assistência médica, proteção aos colaboradores, soluções nas áreas da saúde, mobilidade e seguros pessoais, bem como programas globais B2B2C e de seguros integrados (embedded insurance). Está presente em mais de 190 países e, de acordo com a empresa, conta com um volume de negócios anual de 5,8 mil milhões de euros.

Mais de um terço dos titulares de PPR desconhece o produto que tem

27 October 2026 at 12:02

Contratar um Plano Poupança de Reforma (PPR) não significa saber o que se contratou. O produto é detido por 31% dos portugueses inquiridos pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm.

Além disso, os dados apresentados esta terça-feira revelam ainda que uma em cada quatro pessoas que poupa para a reforma não acompanha as suas poupanças.

Os dados surgem quando quase metade dos portugueses (45%) diz estar a poupar para a reforma e quando 55% dos que não o fazem apontam a falta de dinheiro, e apenas 17% dos jovens adultos possuem produtos de poupança para a reforma. Entre os que não o fazem, mais de metade diz que o dinheiro não chega.

Nos últimos dez anos, a rendibilidade mediana dos PPR sob a forma de seguros ficou abaixo da taxa de inflação nesse período, calcula a ASF.

O que está em jogo é o valor da pensão pública: em 2024, a pensão média anual da Segurança Social foi de 7.665 euros, 1.014 euros abaixo do limiar de risco de pobreza, fixado em 8.679 euros. Com este ponto de partida, o inquérito da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), feito a 801 pessoas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, procurou perceber o que trava os portugueses.

Entre os que não poupam, 55% apontam a insuficiência de recursos financeiros e 27% nunca pensaram no assunto ou acham cedo para o fazer. “As barreiras à poupança para a reforma são sobretudo financeiras, mas também cognitivas associadas ao adiamento da decisão”, descreve a ASF, notando que há margem para mudar, dado que 41% dos que não poupam admitem fazê-lo no futuro. Destes, 17% têm intenção de contratar um produto, e 58% preveem fazê-lo nos próximos dois anos.

Entre os que poupam, 84% estão empregados, revelam os resultados do inquérito da ASF. A satisfação com a situação financeira faz diferença, dado que 69% dos trabalhadores mais satisfeitos poupam para a reforma, contra 45% no total da população.

A escolaridade também conta, porque 60% dos trabalhadores com menor satisfação financeira, mas com ensino superior, continuam a poupar. Quanto ao momento de começar, 49% dos inquiridos defendem que deve ser antes dos 30 anos.

O que escolhem e o que ganham quem poupa

Os resultados do inquérito da ASF revelam ainda que a prioridade dos portugueses quando poupa para a reforma é proteger o capital investido. Para 35% dos inquiridos, a garantia de capital é o critério mais importante, com a ASF a resumir que “a segurança prevalece sobre a rendibilidade”.

Entre os produtos eleitos pelos portugueses para poupar para a reforma estão os Planos Poupança Reforma (PPR), que são detidos por 31% dos inquiridos, mas 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e uma em cada quatro pessoas a reconhecer que não acompanha as suas poupanças.

Isso é particularmente relevante, dado que a rendibilidade dos PPR a dez anos ficou abaixo da inflação, segundo o Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma da ASF com base somente nos PPR regulados pela ASF.

Dentro dos 45% dos inquiridos pela ASF que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.

De acordo com os dados compilados pelo supervisor, a rendibilidade mediana foi de 0,9% nos PPR sob a forma de seguros ligados (associados a fundos de investimento), 2% nos PPR seguros não ligados e 1% nos PPR fundos de pensões, enquanto a inflação média nos últimos dez anos foi de 2,1%.

Na prática, quem aplicou dinheiro nestes produtos teve, em termos reais, um retorno nulo ou negativo. A composição das carteiras ajuda a perceber o resultado: no final de 2025, os títulos de dívida pública e equiparados representavam 46,6% da carteira dos PPR sob a forma de seguros, e os fundos de investimento mobiliário pesavam 56,6% na carteira dos PPR fundos de pensões.

Os PPR não são a única via pelos portugueses na poupança para a reforma. Dentro dos 45% que preparam a reforma, 17% não têm um produto próprio para esse fim, mas dizem poupar na mesma, através de outras formas de poupança.

Entre os produtos financeiros analisados no inquérito, o mais detido são os depósitos a prazo (42%), seguidos dos PPR (31%) e dos Certificados de Aforro (27%).

Os resultados do inquérito revelam ainda que o conhecimento é maior do que a posse, com mais de 75% dos inquiridos a dizerem conhecer ações, PPR, Certificados de Aforro e do Tesouro, fundos de investimento e criptoativos, mas uma parte menor tem esses produtos.

Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.

Quando se olha para o canal de subscrição dos PPR, a poupança para a reforma continua a fazer-se sobretudo ao balcão. Entre os titulares de PPR, 79,6% contrataram o produto através de um banco e 81,8% fizeram-no presencialmente, numa agência. Só 12% recorreram a um website ou plataforma online e 3,9% contrataram por telefone. Os contratos feitos diretamente com uma seguradora ou sociedade gestora ficam-se pelos 12,3%, e os mediadores de seguros por 5,8%.

O padrão repete-se na hora de procurar informação. Perante uma dúvida sobre produtos de poupança de longo prazo, 53,8% dos inquiridos revelam que recorreriam a seguradoras, gestoras ou bancos, ou seja, a quem vende ou gere o produto. A Internet e os sites especializados reúnem 12,2% das respostas, os consultores financeiros 6,2% e as autoridades de supervisão 3,1%.

Estes números ajudam a enquadrar os resultados anteriores, embora o inquérito não permita estabelecer uma relação de causa e efeito: os PPR são subscritos num balcão e a informação é pedida a quem os comercializa. É nesse contexto que 34% dos titulares não sabem que tipo de PPR têm e um em cada quatro não acompanha as suas poupanças.

A amostra do inquérito da ASF agrega 233 titulares de PPR, num inquérito telefónico a 801 pessoas, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais.

Insurtech Frank reforça equipa com dois novos responsáveis

27 October 2026 at 08:00

A insurtech portuguesa Frank nomeou João Neves Ribeiro como Country Lead e Henrique Guerreiro como Engagement Lead, reforçando a liderança numa fase em que está a alargar a aplicação da inteligência artificial (IA) na operação dos mediadores de seguros.

João Neves Ribeiro é o novo Country Lead da insurtech, já Henrique Guerreiro foi nomeado Engagement Lead.

Em comunicado, a empresa explica que as duas contratações permitem reforçar a capacidade da empresa para desenhar planos de transformação e captura de valor com IA, ajustados aos processos e sistemas de cada empresa.

“Quase todas as empresas do setor já usam alguma forma de IA e conseguiram materializar o impacto em resultados visíveis no P&L. O meu foco é perceber em que ponto está cada operação e desenhar um plano de transformação do negócio, com base em IA, que permita capturar o valor para os mediadores, orientado a resultados visíveis”, afirma Henrique Guerreiro.

O novo Engagement Lead ficará responsável pelo trabalho com clientes de maior complexidade, ajudando-os a avaliar o nível de integração da IA nas suas operações e a identificar oportunidades de transformação.

Guerreiro foi Engagement Manager na McKinsey & Company, onde trabalhou nos setores financeiro, segurador e digital. Entre 2020 e 2021, foi também assessor do Ministério das Finanças.

João Neves Ribeiro, por sua vez, assume a função de Country Lead, com o objetivo de ajudar a desenvolver a estratégia da empresa e a explorar novas oportunidades para os mediadores através da tecnologia.

“Automatizar já não chega. Quando o trabalho administrativo deixa de ocupar tanto a equipa e esta ganha acesso a mais informação, a pergunta passa a ser o que fazer com esse tempo e com esses dados. A resposta está em inovar e diferenciar o serviço”, sublinha.

Ribeiro conta com cerca de duas décadas de experiência no setor segurador. Foi administrador da Tranquilidade, da Açoreana Seguros e da Una Seguros. Na mediação, foi administrador da Universalis, co-CEO da Asurya e Senior Advisor da Acrisure. Começou a carreira na McKinsey & Company.

A insurtech anunciou ainda que está a preparar a publicação de um white paper sobre a integração da IA no setor segurador.

Como o ECOseguros já tinha noticiado, o Frank conta com 2,9 milhões de euros de investimento, com a participação da Armilar e da Start Ventures, e prepara a expansão internacional para 2027. O Frank é um AI Operator, um assistente virtual que replica a ação humana nos sistemas e portais da mediação de seguros e que serve atualmente mais de 350 agências de mediação.

BlackRock: Seguradoras vão aumentar investimentos em dívida privada

27 October 2026 at 07:00

Os mercados privados estão consolidados nas carteiras de investimento das seguradoras e deverão ganhar peso nos próximos 12 meses, sobretudo através da dívida privada. Esta é uma das conclusões da 15ª edição do BlackRock Global Insurance Survey (2026), o estudo anual da gestora de ativos norte-americana, considerada a maior do mundo. Segundo o estudo, mais de 40% das seguradoras a nível mundial já destinam mais de 15% dos seus investimentos dívida privada e 76% planeiam aumentar essa exposição.

Para Mark Erickson, Global Insurance Strategist da BlackRock, “as seguradoras estão a transitar de modelos operacionais verticalmente integrados para arquiteturas mais modulares, combinando capacidades internas e parcerias externas em investimentos, capital, tecnologia e distribuição”.

O relatório reúne as perspetivas de 463 executivos de seguradoras de 31 mercados, cujas empresas representam mais de 24 biliões de dólares investidos em ativos. O inquérito foi realizado entre junho e setembro de 2026 e inclui participantes da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), América do Norte, Ásia-Pacífico e América Latina.

Segundo a BlackRock, 92% das seguradoras inquiridas já investem pelo menos 5% das suas carteiras em mercados privados. A intenção de reforçar estas posições mantém-se maioritária, embora tenha diminuído face aos níveis dos últimos anos: 94% das seguradoras planeavam aumentar as alocações em 2025, 91% em 2024 e 89% em 2023.

A evolução aponta, de acordo com o relatório, para uma abordagem mais seletiva. Em vez de aumentarem indiscriminadamente a exposição, as seguradoras estão mais concentradas na construção das carteiras, na avaliação do valor relativo dos ativos e na escolha das estruturas de investimento adequadas aos seus objetivos de rendimento, liquidez e capital.

Dívida privada lidera a procura

A dívida privada é a principal aposta entre as classes de ativos dos mercados privados. Foi identificada por 41% dos inquiridos como uma área em que pretendem aumentar o investimento nos próximos 12 meses.

A tendência é acompanhada por mudanças na forma como as seguradoras acedem a estes ativos. Segundo a BlackRock, 74% planeiam investir em dívida privada através de contas segregadas ou mandatos à medida, estruturas que permitem adaptar as carteiras às necessidades específicas de cada companhia.

O estudo relaciona esta evolução com a crescente importância das parcerias externas na gestão dos investimentos. Atualmente, 84% das seguradoras descrevem o seu modelo de gestão de ativos como híbrido, combinando capacidades internas com recursos externos. Quase metade, 49%, espera aumentar a utilização de gestores externos durante o próximo ano.

Para Charles Hatami, responsável global do Financial & Strategic Investors Group e co-responsável do Global Partners Office da BlackRock, o compromisso com os mercados privados não significa comprar ativos indiscriminadamente. O responsável defende que a prioridade passa por selecionar os ativos e as estruturas mais adequados aos objetivos de rendimento, liquidez e capital de cada seguradora.

Inflação continua a ser a principal preocupação

Apesar do reforço dos mercados privados, o enquadramento macroeconómico permanece determinante para as decisões de investimento. A inflação é a principal preocupação de 62% das seguradoras inquiridas, uma proporção inalterada face a 2025.

Já o receio de recessão diminuiu significativamente. Apenas 18% dos participantes identificam este cenário como uma preocupação, menos 17 pontos percentuais do que em 2025, quando a percentagem atingia 35%.

No conjunto dos mercados, 61% das seguradoras esperam uma aterragem suave da economia mundial nos próximos 12 meses. Outros 24% não antecipam uma aterragem, enquanto 9% preveem condições de estagflação, caracterizadas pela combinação de inflação elevada e crescimento económico fraco.

A perspetiva é particularmente favorável na região EMEA, onde 75% dos inquiridos esperam uma aterragem suave. Na América do Norte, a percentagem é de 63%, enquanto na Ásia-Pacífico desce para 47% e na América Latina para 40%.

Estes dados regionais são relevantes para interpretar as prioridades das seguradoras europeias, embora o relatório apresente o indicador agregado da região EMEA, que inclui também o Médio Oriente e África, e não apenas os mercados europeus.

Apetite pelo risco mantém-se estável

O apetite pelo risco de investimento permanece globalmente estável: 82% das seguradoras pretendem manter o perfil de risco das suas carteiras.

Contudo, a estabilidade não significa ausência de reservas quanto à conjuntura. Entre as seguradoras que pretendem manter o atual perfil de risco, 57% consideram que não existem oportunidades suficientes para justificar uma maior exposição, um aumento de 22 pontos percentuais face a 2025.

Por outro lado, 50% procuram maior diversificação dentro do orçamento de risco já definido. A BlackRock interpreta estes resultados como um sinal de maior seletividade na gestão das carteiras, em vez de uma simples confiança nas exposições existentes.

Parcerias alargam-se para além dos investimentos

A colaboração com entidades externas está também a estender-se a outras áreas da atividade seguradora. Segundo o inquérito, 82% das companhias mantêm parcerias externas em pelo menos duas funções empresariais, que podem abranger investimentos, disponibilização de capital, desenho de produtos, gestão de passivos e distribuição.

Mark Erickson, responsável global de estratégia para seguros no Financial Institutions Group da BlackRock, considera que as seguradoras procuram parceiros capazes de contribuir para além da gestão de investimentos. A articulação entre investimento, capital e tecnologia assume, na sua perspetiva, uma importância crescente num ambiente operacional mais complexo.

Inteligência artificial avança a ritmos diferentes

A inteligência artificial (IA) também integra as prioridades de transformação do setor. De acordo com o relatório, 60% das seguradoras já têm pelo menos uma aplicação de IA implementada em escala ou incorporada nos seus processos de trabalho.

A adoção, contudo, varia significativamente entre funções. Na subscrição e tarifação, 21% dos inquiridos reportam aplicações de IA implementadas em escala ou integradas nos processos. Na seleção de investimentos e na monitorização de crédito, a proporção é de apenas 3%.

A diferença evidencia que a utilização de IA está mais avançada em algumas áreas operacionais do que nos processos de investimento e análise de crédito, onde a integração em fluxos de trabalho recorrentes continua limitada.

O BlackRock Global Insurance Survey 2026 conclui, assim, que as seguradoras procuram conciliar novas fontes de rendimento e diversificação com uma gestão mais seletiva do risco, num contexto em que a inflação continua a condicionar as decisões e a utilização de parceiros externos ganha peso nos modelos operacionais.

A BlackRock é a maior gestora de ativos do mundo, de origem norte-americana, que administra investimentos de clientes institucionais e particulares, incluindo seguradoras, fundos de pensões, bancos e governos. Tem posição relevante no capital da Marsh, AON e WTW e nas seguradoras Prudential e AIG gerindo, nesta última, quase 10% do capital.

Secretário de Estado da Economia destaca “previsibilidade” de Portugal para atrair investimento

26 October 2026 at 18:37

Portugal oferece “previsibilidade económica, financeira, política e social” aos investidores, afirmou o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, num encontro com líderes empresariais internacionais do setor segurador organizado pela Verlingue Portugal, na passada terça-feira, em Lisboa.

Miguel Salema Garção, Chief Business Development Officer da Verlingue com o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira e Benjamin Verlingue, presidente e CEO do Grupo Adelaïde.

Para o governante, esta característica pode ser uma vantagem para a captação de investimento estrangeiro. Na sua intervenção, João Rui Ferreira destacou ainda o “talento qualificado, as competências linguísticas, a conectividade, a segurança e a qualidade de vida” como fatores relevantes para a competitividade do país. O secretário de Estado afirmou que o Governo pretende criar condições para que as empresas invistam, exportem e expandam a sua atividade para outros mercados.

O encontro decorreu no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras e reuniu clientes, parceiros institucionais, representantes do setor segurador na 74.ª Conferência Global da Worldwide Broker Network (WBN), que teve lugar em Lisboa entre os dias 21 e 24 de outubro.

A iniciativa assinalou a integração da Verlingue Portugal na WBN, uma rede internacional de corretagem de seguros e benefícios para colaboradores com presença em mais de 100 países, como ECOseguros já tinha noticiado.

“Portugal é um mercado-chave para a Verlingue e para o Grupo Adelaïde. Estamos presentes no país há mais de dez anos e é um lugar onde queremos investir e permanecer a longo prazo”, afirmou Benjamin Verlingue, presidente e CEO do Grupo Adelaïde, do qual a Verlingue faz parte.

O responsável acrescentou que a integração na WBN reconhece o trabalho desenvolvido pela equipa portuguesa e permite acompanhar os clientes nos mercados em que pretendam expandir-se.

Fidelidade considera excessiva indemnização de 125 mil euros por morte no Elevador da Glória

26 October 2026 at 16:29

A Fidelidade, seguradora da Carris, considera que o Elevador da Glória não podia ser visto como um meio de transporte «altamente confiável» à data do acidente de 3 de setembro de 2025, que provocou 16 mortos. Segundo noticia o Correio da Manhã (acesso pago), a posição consta da contestação apresentada pela seguradora no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, no âmbito de uma ação em que a família de uma das vítimas mortais exige uma indemnização de 1,05 milhões de euros à Carris, à MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, responsável pela manutenção do ascensor, e à Fidelidade.

Segundo o jornal, a Fidelidade contestou os valores reclamados pela família a título de indemnização pelos diferentes danos. Em particular, considera «manifestamente excessivo» o pedido de 125 mil euros pelo dano por morte, alegando que os tribunais portugueses têm fixado indemnizações entre 50 mil e 90 mil euros em casos semelhantes. A seguradora afirma ter apresentado uma proposta de indemnização alinhada com os valores atribuídos pela jurisprudência nacional, mas que esta não foi aceite pela família.

Contactada a Fidelidade por ECOseguros, fonte da companhia afirmou “não divulgar peças processuais de ações judiciais em curso” mas dispôs-se “a enquadrar a questão em termos gerais”. Segundo esta fonte “num pedido de indemnização por morte, o valor total reclamado resulta da soma de várias parcelas distintas, entre as quais a compensação pela perda do direito à vida, os danos não patrimoniais sofridos pela vítima e pelos seus familiares e os danos patrimoniais futuros“. Acrescentou que “a referência ao critério de uniformização respeita apenas à compensação pela perda do direito à vida e corresponde a um parâmetro seguido pelos tribunais portugueses, que procuram fixar valores equivalentes em situações semelhantes”, assegurando igualdade de tratamento entre todas as vítimas. Conclui a Fidelidade que este facto “não constitui, de forma alguma, um juízo sobre o valor de uma vida, nem diminui a perda irreparável sofrida por estas famílias”.

A seguradora contesta a alegação da família de que o acidente foi imprevisível, invocando a ocorrência de vários acidentes com o ascensor desde 2018. Na sua argumentação, a possibilidade de um desastre como o de setembro de 2025 não podia ser considerada totalmente imprevisível.

A Fidelidade defende que a ação cível seja suspensa até à conclusão do inquérito do Ministério Público e que o pedido indemnizatório seja tratado no âmbito do processo-crime, para evitar decisões contraditórias.

Notícia acrescentada às 17h30m com declarações da Fidelidade.

Zurich lança novo seguro automóvel para empresas

26 October 2026 at 16:24

A Zurich lançou um novo seguro automóvel destinado a empresas, com quatro planos de proteção e coberturas ajustáveis às características dos veículos e às necessidades de cada negócio.

José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal. “As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”.

Entre as novidades estão o apoio domiciliário em caso de incapacidade temporária do condutor, a proteção em caso de imobilização da viatura e a bonificação de franquias associada à utilização da rede convencionada de reparação.

A Assistência em Viagem passa também a estar disponível em três níveis de proteção, com capitais e garantias reforçados para veículos comerciais e pesados. A cobertura inclui ainda um capital específico para reboque em caso de rebentamento de pneu.

O seguro inclui garantias de danos próprios, como quebra de vidros, choque e colisão, fenómenos da natureza e alterações da ordem pública. As franquias têm valores definidos, permitindo às empresas conhecer antecipadamente o montante a suportar em caso de sinistro.

“As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”, afirma José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal.

Assistência médica é a cobertura mais acionada nos seguros de viagem da IATI

26 October 2026 at 15:47

A assistência médica é a cobertura mais acionada e também a que tem maior impacto financeiro, seguida do cancelamento de viagem. O diagnóstico é feito por Alfonso Calzado, CEO da IATI, uma mediadora familiar espanhola especializada em seguros de viagem estabelecida em 1885 e presente em Portugal tendo como parceira a seguradora ARAG. Em declarações a ECOseguros, que assinala também um aumento da sinistralidade em solo europeu ao nível dos clientes da seguradora.

Alfonso Calzado, CEO da IATI. “A relação entre preço e cobertura é importante, mas entram também na equação o nível de assistência médica, a capacidade de resposta em caso de sinistro, o apoio prestado antes da compra e a própria reputação da seguradora”.

O responsável alerta para a existência de “alguma tendência para subvalorizar os riscos numa viagem dentro da Europa ou assumir que o Cartão Europeu de Seguro de Doença é suficiente”. A verdade é que o documento comunitário assegura apenas o acesso a cuidados de saúde públicos nas mesmas condições dos residentes locais, não substituindo uma apólice de viagem ou cobrindo despesas críticas como “repatriamento ou transporte sanitário”, explica.

Ásia concentra ocorrências, EUA e Oceânia destacam-se nos custos

A nível global, as causas e os custos dos sinistros variam consoante o destino. De acordo com Calzado, ao nível da sinistralidade da IATI, “a Ásia é a região que concentra o maior volume de ocorrências, sobretudo relacionadas com acidentes com aluguer de motas, gastroenterites, contaminação alimentar e ingestão de água imprópria para consumo”.

No entanto, destinos como os Estados Unidos destacam-se pelo impacto financeiro de cada processo, impulsionado pelo preço elevado da medicina local, onde até mesmo intervenções simples podem representar encargos avultados. “Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália são exemplos de mercados onde uma radiografia acompanhada de medicação pode atingir milhares de euros”, adverte Calzado.

Na Europa, o aumento das ocorrências reflete a proliferação de “mais escapadinhas frequentes, roadtrips e viagens com atividades ao ar livre ou desportos de aventura”, a que se somam perturbações no transporte aéreo como “greves, atrasos, perdas de ligações e extravio de bagagem”, explica.

Seguro de viagem em Portugal está em crescimento

O seguro de viagem tem uma taxa de penetração de 33% em Portugal, segundo o barómetro da HelloSafe divulgado em 2025, que estima um salto de 20% a 25% na contratação pós-pandemia, com o canal digital a concentrar 70% das subscrições. Apesar desta trajetória, a adesão nacional permanece aquém da maturidade observada noutros parceiros europeus, como a Suécia, onde atinge os 88%, ou o Reino Unido, com 78%.

Existe assim margem de progressão do setor num momento de expansão turística. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os residentes em Portugal realizaram 3,858 milhões de viagens ao estrangeiro em 2025, o que representa um aumento de 12,5% face ao ano anterior.

Embora o preço continue a pesar no momento da decisão, o CEO da seguradora sublinha que “o consumidor não olha apenas para o valor da apólice”, colocando na balança “a capacidade de resposta em caso de sinistro” e “limites elevados para despesas médicas”. Entre as garantias mais procuradas pelos clientes nacionais da seguradora destaca-se ainda “o repatriamento a 100%”. Questionado sobre a evolução concreta da procura, Calzado aponta para “uma evolução importante ao nível da consciência com que os viajantes preparam as suas viagens”, passando o seguro a ser entendido “como uma ferramenta importante para garantir segurança, tranquilidade e qualidade ao longo de toda a experiência”.

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