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Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France

27 October 2026 at 15:40

Serena Afonso, de 18 anos, filha de pai natural de São Paio, Melgaço, e Emma dos Prazeres, de 17 anos, filha de mãe com origens em Guimarães, são candidatas ao concurso Miss Queen Portugal France 2026, que distingue jovens da comunidade portuguesa residente em França.

Natural de Dourdan (França), Serena Afonso cresceu num ambiente marcado pelas tradições portuguesas e mantém uma forte ligação ao país de origem dos pais, particularmente a Melgaço, terra natal do pai, e à Covilhã, de onde é natural a família materna.

Apesar de ter nascido e crescido em território francês, a jovem fala português e tem nacionalidade portuguesa. Visita regularmente Portugal e divide o período de férias entre as terras de origem da família e outros destinos nacionais.

Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France
Foto: DR

“Vou uma semana à terra da minha mãe, uma semana ao Algarve e uma semana ao Norte”, conta a candidata, que pretende aproveitar a participação no concurso para dar visibilidade às suas raízes portuguesas.

A ligação à cultura nacional estende-se também ao folclore. Há quase cinco anos que Serena integra um rancho folclórico português em França, atividade que começou a praticar com uma prima e que lhe permite preservar as tradições do país de origem da família.

Atualmente, Serena frequenta um curso superior técnico na área da negociação e relação com clientes, ainda sem ter definido o percurso profissional que pretende seguir após a conclusão dos estudos.

Admite ser uma pessoa reservada e encara a participação no Miss Queen Portugal France como uma oportunidade para superar a timidez e ganhar confiança. “Sou uma pessoa mais tímida, depende da situação”, reconhece.

Questionada sobre o que gostaria de fazer caso conquistasse o título, a resposta é direta: “Representar o Norte”.

A jovem, que concorre com o número 06, tem também uma ligação familiar aos concursos de beleza, já que uma tia conquistou um título de Miss em 2016.

Emma dos Prazeres quer mostrar que Portugal é muito mais do que pastéis de nata

    Aos 17 anos, Emma dos Prazeres tem o sonho de se tornar procuradora da República, mas, enquanto prossegue os estudos na área do Direito, prepara-se para outro desafio: representar Guimarães no concurso Miss Queen Portugal France 2026.

    Nascida em Nogent-sur-Marne e residente em Neuilly-Plaisance, na região parisiense, a jovem é filha de mãe com origens em Guimarães e de pai natural da Guarda. É a mais nova de três irmãos e mantém uma ligação próxima a Portugal, onde passa habitualmente parte das férias de verão.

    A participação no concurso é também uma oportunidade para mostrar aos franceses que a identidade portuguesa vai muito além dos símbolos mais conhecidos.

    Serena e Emma representam o Minho no concurso Miss Queen Portugal France
    Foto: DR

    “Quando dizemos que somos portugueses, as pessoas falam-nos de pastéis de nata, e é tudo. Na realidade, é um pouco triste, porque há muito mais do que isso. Temos uma cultura realmente bonita”, considera a jovem, que gostaria de contribuir para uma maior divulgação das tradições e da riqueza cultural portuguesa.

    Emma dos Prazeres frequenta atualmente um BTS Juriste Notarial, formação superior francesa na área jurídica, e pretende continuar o percurso académico com uma licenciatura em Direito e um mestrado. O objetivo é chegar à magistratura, concretizando o sonho de se tornar procuradora da República.

    “É uma questão de motivação”, afirma, a propósito da determinação com que encara o futuro.

    A jovem apresenta-se como uma pessoa sociável, criativa e sempre disponível para ajudar os outros. “Acho que as pessoas diriam que sou realmente simpática. Gosto de ajudar as pessoas e sou bastante aberta com os outros”, refere.

    O sorriso é, aliás, uma das características que considera mais marcantes na sua personalidade. “Sorridente, o tempo todo”, acrescenta.

    Nos tempos livres, gosta de trabalhos manuais, de fazer unhas, de cuidar de crianças e de conviver com a família. Também acompanha futebol e é adepta do FC Porto.

    A família assume particular importância no percurso da candidata, sobretudo depois da morte do pai, há cerca de um ano e meio. Entre os seus maiores desejos está um objetivo que resume em poucas palavras: “Tornar a minha mãe orgulhosa”.

    Além da carreira na área da Justiça, Emma gostaria de viajar pelo mundo e de ter a oportunidade de ajudar outras pessoas.

    No Miss Queen Portugal France 2026, a jovem apresenta-se como candidata número 12, em representação de Guimarães.

    A votação para o Miss Queen Portugal France 2026 decorre até às 23:00 de 07 de novembro, através da plataforma oficial do concurso (aqui), sendo permitido um voto diário por cada conta registada.

    O voto do público conta 40 % do resultado final.

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    Gipsy Kings dão concerto em Guimarães

    27 October 2026 at 11:05

    Os Gipsy Kings estão de regresso ao Multiusos de Guimarães para um concerto no dia 13 de novembro, pelas 21:30.

    Os Gipsy Kings levam ao Multiusos de Guimarães a digressão “Tu Vera”, numa altura em que a sala vimaranense está a celebrar os seus 25 anos e a banda assinala mais de 35 de carreira.

    A formação que se apresenta em Guimarães reúne dois músicos da banda original, o próprio Diego Baliardo e Canut Reys.

    Estes músicos são representantes das duas famílias que, entre o final da década de 70 e o início da década de 80 do século passado, se juntaram para fazer da música flamenca um fenómeno mundial, com temas como “Bamboléo”, “Djobi, Djoba” ou “Volare”.

    Os Gipsy Kings surgiram da reunião do conhecido cantor de flamenco José Reyes e dos seus filhos, Canut e Nicolas, com os irmãos Baliardo (Diego, Paco e Tonino), sobrinhos e herdeiros musicais de Manitas de Plata, um famoso guitarrista de música cigana.

    Os Reyes trouxeram as vozes roucas e profundas e os Baliardo a mestria absoluta da guitarra a fazer ritmos ou a brilhar a solo. Inicialmente a banda tocava por todo o sul de França em casamentos, feiras, eventos privados e nas ruas. Foi quando foram descobertos pelo produtor francês Claude Martinez que o trajeto dos Gipsy Kings se encaminhou de forma imparável para o sucesso. Por influência de Martinez os Gipsy Kings tornaram a sua sonoridade mais acessível ao público em geral, misturando rumba com flamenco e indo buscar sonoridades à música latina e até ao rock e ao pop.

    O segredo do sucesso mundial “Volare”

    Um dos grandes sucessos mundiais dos Gipsy Kings – “Volare” – é também um resumo do caldo cultural que dá forma a esta banda. Os Reyes e os Baliardo são ciganos catalães que fugiram para o sul de França, para escapar à repressão e aos combates da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Tipicamente cantavam em espanhol, mas no caso de “Volare” tomaram uma decisão genial: manter o refrão no italiano original. Assim nasceu o icónico “Volare, oh oh! Cantare, oh oh oh oh!”.

    A música originalmente foi lançada no Festival de San Remo, em 1958, interpretada por Domenico Modugno, com o título “Nel blu dipinto di blu”. A vitória no festival italiano garantiu-lhe o passaporte para o Eurovisão da Canção, onde não passou do 3.º lugar. Todavia, a música acabaria por se tornar num fenómeno comercial planetário, tendo mesmo chegado ao topo da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, um feito raro para uma música cantada em italiano.

    Em 1989, os Gipsy Kings pegaram no tema e fizeram dele um hino de festa. A balada pop-jazz para orquestra de Domenico Modugno foi acelerada, deixando de ser uma melodia sobre a beleza e o fascínio da possibilidade de voar, para passar a ser um convite a bailar, ao ritmo rápido das guitarras acústicas, das palmas e percussões. A tradução da letra para espanhol tornou-a acessível a um número muito maior de pessoas, mas a manutenção do refrão em italiano, manteve-a reconhecível para os que ainda se lembravam do sucesso de Domenico Modugno.

    No alinhamento do concerto da “Tu Vera” tour, no Multiusos de Guimarães, vai constar “Volare”, “Bamboléo”, “Djobi Djoba”, mas também outras canções inesquecíveis como “Baila Me”, “Un Amor” ou “Bem Bem Maria”.

    Os bilhetes, com preços entre os 25 e os 40 euros, estão à venda em MEO Blueticket e na bilheteira do Multiusos de Guimarães.

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    Braga bate recorde de peregrinos para Santiago

    26 October 2026 at 11:09

    O número de peregrinos que partiu este ano de Braga para Santiago é o mais elevado desde que há estatísticas divulgadas pelo Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, em grande parte devido ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.

    Apesar de ainda faltarem dois meses para terminar o ano, no sábado, foi atribuída a Compostela 1.259 a um peregrino que partiu da Sé de Braga, mais uma do que as registadas em todo o ano de 2022, que detinha o número mais elevado até agora.

    Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde.

    O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 18,4%). “Este saldo explica grande parte do aumento de 10,4% em relação aos 1.140 peregrinos de todo o ano passado”, salienta a entidade responsável pela promoção do Caminho da Geira e dos Arrieiros em comunicado hoje enviado a O MINHO.

    A maior parte (61,2%) das partidas de Braga destina-se ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, contra 35,7% do Caminho Central Português, na variante por Braga, uma diferença de 25,5 pontos percentuais. O caminho Miñoto Ribeiro e “outros itinerários” repartem a restante percentagem.

    Os portugueses são a esmagadora maioria, com 889 peregrinos (70,6%). Seguem-se os espanhóis (10,8%) e os eslovacos, que passaram de cinco para 46 nos últimos dois anos, uma subida de 820%. Completam os primeiros lugares os peregrinos de Itália (30), do Brasil (24), da Polónia (17) e da Alemanha (15).

    A lista inclui este ano mais de 40 nacionalidades de seis continentes. Entre as mais improváveis e distantes estão dois neozelandeses e peregrinos da Austrália, do Japão, da Coreia, do Irão e do Afeganistão. Há ainda três sul-africanos, quatro cabo-verdianos, quatro colombianos e peregrinos do México, da Venezuela, da Argentina e da Ucrânia.

    O Caminho da Geira e dos Arrieiros tem 239 quilómetros e começa na Sé de Braga. Atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço e entra na Galiza pela Portela do Homem. É um dos poucos traçados que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

    O itinerário foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, e reconhecido pela Igreja em 2019. Foi depois referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está agora incluído na lista de caminhos culturais que o Governo da Galiza prevê homologar este ano.

    Segundo as associações que promovem o percurso, já o fizeram 9.136 peregrinos (1.351 só no ano passado), dos quais 4.049 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.

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    A francesinha de croissant de Barcelos que chamou a atenção dos Gato Fedorento

    26 October 2026 at 10:09

    É uma proposta gastronómica atípica, criada em Barcelos e que divide os elementos do grupo humorístico Gato Fedorento. A francesinha de croissant do restaurante Ao Barrote esteve em grande destaque no último episódio do ‘podcast’ “Assim vamos ter de falar de outra maneira“, de Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e José Diogo Quintela (três dos quatro integrantes dos Gato Fedorento e também criadores do programa “Isto é gozar com quem trabalha”).

    No último episódio do ‘podcast’, cujo assunto foi comida, Miguel Góis mostrou-se indignado com a proposta da francesinha de croissant, tendo a concordância de Ricardo Araújo Pereira, mas a discordância de José Diogo Quintela.

    “Li na internet que no restaurante Ao Barrote, em Barcelos, que eu não conheço, nunca fui, pode ser um bom restaurante, mas o problema é que eles estão a servir neste momento uma francesinha com croissant. Em vez do pão de forma, é um croissant”, nota, com humor, Miguel Góis.

    E acrescenta: “Não há razão para este tipo de projetos gastronómicos, isto é a barbárie, é a carnificina do bom gosto”.

    José Diogo Quintela contraria: “Não acho irregular”. E justifica: “É uma sandes bem atulhada e em vez de utilizarem pão de forma, usam brioche”.

    Ricardo Araújo Pereira aproveita para brincar que Miguel Góis é um “gourmet indignado com transgressões culinárias”, enquanto José Diogo Quintela é “uma espécie de barreira do lixo humano que come a sua lavagem”.

    “Achei piada. É engraçado ver algo que nasceu aqui no restaurante despertar a curiosidade de tanta gente”

    Para o fundador do Ao Barrote, Tiago Sousa, “foi uma surpresa” ouvir os humoristas discorrerem sobre a sua criação. “Achei piada ouvir falarem da nossa francesinha de croissant. É engraçado ver algo que nasceu aqui no restaurante chegar a este tipo de programas e despertar a curiosidade de tanta gente”, aponta.

    Tiago Sousa conta que “a ideia da francesinha de croissant surgiu da vontade de fazer algo diferente e sair um pouco do habitual”.

    “A ideia foi também da minha namorada, que teve um papel importante nesta criação. Gostámos do conceito de juntar algo tão típico como a francesinha a um elemento inesperado como o croissant, e decidimos experimentar. Felizmente, tem sido uma aposta que desperta bastante curiosidade e que dá que falar”, destaca.

    O responsável ficou contente com a menção no ‘podcast’ e espera que possa trazer uma maior afluência ao restaurante: “É sempre bom ver este tipo de divulgação e perceber que as pessoas ficam curiosas em experimentar. É uma boa oportunidade para dar a conhecer o nosso trabalho a quem ainda não nos conhece”.

    Aberto há seis anos

    O Ao Barrote abriu no dia 19 de setembro de 2020, em Barcelos. “Começámos este projeto com muita vontade de fazer as coisas à nossa maneira, apostar na qualidade e criar um espaço onde as pessoas gostassem de voltar. Pouco tempo depois, surgiu a pandemia, o que tornou o início bastante complicado, mas fomos ultrapassando as dificuldades com muito trabalho e com o apoio dos nossos clientes”, recorda Tiago Sousa.

    “Desde o início, tentámos não ficar apenas pelo tradicional. Gostamos de inovar, experimentar coisas novas e surpreender quem nos visita, sem nunca perder aquilo que nos identifica. A francesinha de croissant acaba por ser um bom exemplo disso”, conclui.

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    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo

    24 October 2026 at 18:03

    O barulho contínuo e surdo das máquinas pesadas, que giram sem parar, e os estampidos metálicos das roldanas e bobines, espalhadas por toda a fábrica, são música na nossa vida. É da matéria que aqui se cria que nasce o sublime: fios quase invisíveis que nos conectam uns aos outros, sem conhecerem limites ou fronteiras; que conduzem a nossa vida sem darmos por eles, e nos permitem ser mais rápidos, mais ágeis, melhores. 

    A NKT, grupo industrial dinamarquês líder no fabrico e instalação de cabos de energia – que em 2024 adquiriu a antiga SolidAl, em Esposende, fundada em 1968 – deu mais um passo no seu programa de investimento com a inauguração, no passado dia 20 de outubro, de uma nova ala que veio reforçar a capacidade e o desempenho da empresa na resposta às crescentes necessidades das redes elétricas europeias.

    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo
    Cerimónia contou com a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, e da Assembleia Municipal, Alberto Figueiredo. Foto: Direitos Reservados

    “Este é um marco importante na história desta unidade industrial, que tem uma grande importância regional e nacional. É com muito orgulho que olhamos para o caminho percorrido até aqui e para o crescimento que já foi alcançado”, afirmou Dinis Pinto, vice-presidente de operações da NKT, durante o seu discurso de inauguração, seguro de que o futuro da empresa se pautará por mais oportunidades de emprego qualificado, mais inovação e mais “confiança nas pessoas e na região”. 

    50 milhões de euros, 150 novos postos de trabalho

    Com um investimento global de 50 milhões de euros, a capacidade da fábrica vai aumentar cerca de 50% e vai possibilitar a criação de 150 novos postos de trabalho.

    “Nós, neste momento, produzimos quase 30 mil toneladas, vamos aumentar para cerca de 50 mil”, refere Dinis Pinto.

    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo
    Dinis Pinto (à esquerda) é o vice-presidente de operações da NKT. Foto: Direitos Reservados

    “É uma expansão que permite acompanhar a transição energética que está a acontecer, especialmente na Europa. É um investimento necessário para que as redes se tornem mais resilientes e aguentem toda a necessidade de energia que está agora a aparecer, como os data centers, por exemplo, que são consumidores de uma enorme quantidade de energia. Por isso, nós, com esta expansão, temos a oportunidade de acompanhar essa evolução das necessidades do mercado”.

    A unidade de Esposende, com mais de 50 anos de experiência na produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de energia, especializa-se na produção de cabos de média e alta tensão até 225 kV, bem como em soluções de baixa tensão e condutores em alumínio e ACSR. 

    Os milhares de quilómetros de fios e cabos elétricos que todos os dias são produzidos e saem das suas instalações, já chegaram a mais de 40 países, ligando pessoas e comunidades, gerando energia em fábricas e indústrias e fazendo funcionar fontes de energia renovável em todo o mundo.

    Esta é, na verdade, uma das grandes preocupações da NKT: o desenvolvimento de soluções energéticas que apoiam a transição para um futuro mais sustentável. A outra, são as pessoas.

    Mão de obra qualificada, séria e competente

    “Juntos conectamo-nos a um mundo mais verde”, atirou Michael Hjorth, CCO da NKT, durante a cerimónia de apresentação, impressionado com o facto de 75% da eletricidade produzida em Portugal Continental ter origem em fontes renováveis.

    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo
    Michael Hjorth, CCO da NKT. Foto: Direitos Reservados

    “Tanto caminho percorrido em tão pouco tempo. Antigamente, a SolidAl e NKT eram empresas concorrentes e competiam uma contra a outra, mas agora estão juntas. Aqui, vimos potencial para construir algo ainda maior”, disse, reforçando o compromisso de longo prazo da NKT com Portugal, valorizando a tradição industrial existente na unidade.

    Aproveitou e elogiou também a “forma de trabalho muito educada e competente” dos trabalhadores locais. São eles o coração da empresa, músculo que gera energia. E são eles que estão também no topo das prioridades.

    Por todo o lado há avisos e normas de segurança, vestem-se equipamentos de proteção individual adequados às funções e, num ecrã, mesmo ao lado de um parque de bobines trefiladas, é possível ler um orgulhoso aviso: 292 dias sem acidentes.

    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo
    Inauguração da nova ala aconteceu na passada terça-feira, 20 de outubro. Foto: Direitos Reservados

    A fábrica de Esposende, parte essencial da rede de produção europeia da empresa dinamarquesa, conta, atualmente, com 580 colaboradores mas, em breve, serão muitos mais.

    “A expansão que hoje inauguramos representa o crescimento de uma unidade industrial que tem confiança num projeto sólido e inovador, em que há confiança nas pessoas e em Esposende para atrair investimento. Esta é uma empresa que cria emprego, gera riqueza e melhora a qualidade de vida das pessoas, e que tem um impacto real no território”, avança Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende.

    De Esposende para 40 países: os fios quase invisíveis que ligam o mundo
    Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende. Foto: Direitos Reservados

    “E isso é o melhor programa social que se pode apresentar. Mais do que atribuir subsídios, é fazer com que todos tenham um emprego digno, com o qual possam fazer face às suas despesas do dia a dia e criar as suas famílias em tranquilidade”, sublinhou o autarca.

    Através da sua mão de obra qualificada e de um trabalho desenvolvido em equipa; do apurado conhecimento técnico e da avançada tecnologia que investe em materiais de qualidade; das novas instalações bem equipadas e de um forte sentido ético que aposta em políticas de sustentabilidade, a NKT projeta o território muito além das fronteiras.

    E dá a volta ao mundo conectando-nos de mil e uma formas – que apesar de quase invisíveis, estão sempre lá.

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