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Líder supremo do Irão insiste que se cumpram “condições” do Irão para pôr fim à guerra

By: Lusa
27 October 2026 at 17:10

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sublinhou esta terça-feira a necessidade de cumprimento das “condições” do Irão para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Israel e Estados Unidos e para que cessem as tensões sobre o estreito de Ormuz. A posição foi transmitida ao secretário do Conselho de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Khamenei apontou “o desespero” dos Estados Unidos perante o desenrolar da guerra “como um dos frutos da resistência nacional”, ao mesmo tempo reiterando a Rezaei a importância de Teerão “manter uma comunicação proativa e atempada para garantir a participação contínua do povo na defesa do país e do sistema”.

“Insistiu na necessidade de defender os direitos e interesses da nação iraniana e da ‘frente de resistência’, assegurando o cumprimento das condições estabelecidas pelas autoridades do país para pôr fim à guerra e superar a atual situação de ‘nem guerra, nem paz'”, lê-se na nota de imprensa sobre a reunião do líder supremo iraniano com o seu principal conselheiro de segurança.

Por sua vez, Rezaei apresentou a Khamenei um relatório pormenorizando a aplicação da política estratégica de “criar estruturas e uma ordem regional endógenas”, referindo-se à tentativa de promover uma segurança regional e reduzir a influência militar dos Estados Unidos na zona, sendo essa uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição que dirige.

Tratou-se de uma reunião importante entre o líder supremo da República Islâmica e um dos órgãos mais influentes na definição da política de segurança do país, segundo o próprio gabinete de Khamenei, que salientou que, para a tomada de “decisões acertadas e bem fundamentadas”, é necessário “contar com um plano assente numa compreensão integral de cada tarefa”.

Esta reunião ocorreu após a cimeira de segurança realizada na segunda-feira por altos representantes do Irão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão – em que Rezaei participou -, na qual concordaram manter conversações para “reforçar a cooperação” na matéria.

Tal encontro representou uma aproximação do chamado Acordo de Meca, a aliança defensiva composta por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, numa tentativa para reduzir as tensões a nível regional, em pleno “impasse” da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

A ofensiva foi justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Lockheed Martin vai abrir centro de manutenção de Patriot na Polónia

27 October 2026 at 16:58

A Lockheed Martin vai instalar um centro de manutenção dos sistemas de defesa aérea Patriot na Polónia, para reduzir em vários meses o tempo necessário para reparar e atualizar os equipamentos. A nova infraestrutura pretende reforçar a disponibilidade operacional dos sistemas de defesa antimíssil na Europa, numa altura em que a procura por estes intercetores está a pressionar o arsenal dos Estados Unidos.

Atualmente, os mísseis PAC-3 mais antigos, lançados através do sistema norte-americano, têm de ser enviados para os EUA para inspeção e atualização, um processo que prolonga o período em que ficam indisponíveis para utilização. A criação de uma instalação europeia permitirá evitar parte dos transportes transatlânticos e acelerar o regresso dos mísseis ao serviço.

“Isto trará a prontidão operacional necessária ao ambiente europeu. Estamos a capacitar os nossos aliados europeus com um requisito de missão crítico. Só em termos de transporte de um lado para o outro do Atlântico, conseguimos poupar bastante tempo”, afirmou Jay Pitman, presidente da Lockheed Martin International, em declarações ao Rapporteur.

O responsável estima que a nova infraestrutura permita reduzir o tempo de espera em “muitos meses”. A empresa não avançou, contudo, uma data para o início de funcionamento do centro.

A criação do centro surge num contexto de aumento da procura de sistemas de defesa aérea, impulsionado pela ameaça de drones de longo alcance e mísseis balísticos russos. Os Patriot estão entre os poucos sistemas disponíveis capazes de intercetar de forma fiável mísseis balísticos russos, tornando-se um recurso particularmente procurado pela Ucrânia.

O centro na Polónia permitirá fazer manutenção e prolongar a disponibilidade dos mísseis já existentes, mas não equivale a uma fábrica europeia de intercetores. “Isso será uma conversa futura para outra altura”, referiu o responsável ao mesmo jornal.

A criação de uma infraestrutura europeia de manutenção foi anunciada em julho, à margem da cimeira da NATO em Ancara. Na altura, Estados Unidos, Polónia, Alemanha, Países Baixos e Suécia assinaram um acordo para explorar a criação de um centro dedicado aos mísseis PAC-3. A localização ainda não estava definida.

No início de outubro, o ministro da Defesa da Polónia anunciou que vai instalar sistemas de defesa Patriot na província de Lublin, na fronteira com a Ucrânia, de modo a “proteger a província de Lublin” e garantir a segurança tanto da população como dos serviços de transporte aéreo.

Wladyslaw Kosiniak-Kamysz anunciou também na altura o destacamento de mais efetivos militares na região, incluindo unidades não tripuladas, em particular nas localidades de Bilgorae, Lukuva e Poniatova.

Líderes da Finlândia e Noruega tiveram conversa “franca e substancial” com Putin sobre Ucrânia

By: Lusa
27 October 2026 at 15:55

Os líderes da Finlândia e da Noruega falaram esta terça-feira com os dirigentes da Rússia e da Ucrânia, no seguimento das discussões recentes entre o Presidente ucraniano e emissários norte-americanos em Oslo, anunciaram as quatro capitais.

Realizada por iniciativa dos dois líderes nórdicos, anfitriões do encontro de Oslo na terça-feira passada, a conversa com Vladimir Putin “foi franca e substancial”, disse o Presidente finlandês, Alexander Stubb, citado num comunicado conjunto.

A discussão decorreu em consulta com a Ucrânia, precisaram Stubb e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, no comunicado citado pela agência francesa AFP.

“O resultado desta guerra terá consequências diretas na nossa segurança e, de forma mais ampla, na da Europa. Pôr fim à guerra exige discussões diretas”, considerou Stubb.

O primeiro contacto telefónico foi feito com Putin, que encorajou Stubb e Store a prosseguirem conversações, mas reafirmou que um acordo terá de acautelar os interesses da Rússia, segundo um comunicado do Kremlin (presidência).

“Foi salientado que alcançar uma paz justa e duradoura só será possível se forem tidos em conta de forma plena e incondicional os interesses legítimos da Federação Russa”, informou o Kremlin.

Putin também denunciou “a política de confrontação dos países da União Europeia e da NATO, que conduz ao prolongamento das ações militares” entre russos e ucranianos, segundo a agência espanhola EFE. O líder russo informou os homólogos sobre a atual situação na frente de combate e aludiu às “causas originais” do conflito.

Putin e os interlocutores saudaram a decisão de retomar em breve as negociações de paz, estagnadas desde fevereiro devido à guerra no Irão.

Ressaltaram que tais conversações com mediação dos Estados Unidos visam, entre outras coisas, alcançar um acordo sobre as garantias “de segurança da Rússia e da Ucrânia após o fim definitivo dos combates”.

Abordaram também a trégua humanitária que entrou esta terça-feira em vigor para fornecimento de ajuda de primeira necessidade aos habitantes da localidade ucraniana de Oleshky, ocupada pelas tropas russas na região de Kherson.

Em Kiev, a presidência ucraniana anunciou que Zelensky falou com Stubb e Jonas Gahr Store após a chamada telefónica dos dois com Putin, mas desconhecem-se ainda resultados da conversa.

Para além da Ucrânia, durante a conversa telefónica com Putin foi tratado o assunto da segurança e estabilidade no mar Báltico e no norte da Europa.

A este respeito, segundo a nota oficial, os dirigentes finlandês e norueguês sublinharam a importância de respeitar o direito internacional do mar e o princípio da livre navegação. “Os líderes dos três países concordaram em continuar a manter contactos diretos por telefone”, acrescentou.

Este é o primeiro contacto entre Putin e Stubb, enquanto o primeiro-ministro norueguês falou pela última vez com o líder russo em março de 2022.

Stubb, que mantém uma boa relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou ter sido “uma conversa direta e substancial”. “Somos países vizinhos da Rússia”, afirmou.

A Finlândia aderiu à NATO depois de Putin ter ordenado, em 2022, a campanha militar contra a Ucrânia, enquanto a Noruega, que partilha apenas 200 quilómetros de fronteira com a Rússia, é membro da Aliança Atlântica desde 1949.

Os dois líderes nórdicos, cujos países estão entre os principais apoiantes da Ucrânia, afirmam ter-se pronunciado em nome próprio, e não em nome dos europeus no seu conjunto.

No entanto, a chefe do Governo dinamarquês, Mette Frederiksen, criticou os dois homólogos por terem agido “a solo”, de acordo com a AFP.

“Estou muito cética em relação a esta iniciativa tomada pelos noruegueses e finlandeses por iniciativa própria. Não foi coordenada com nenhum de nós”, afirmou ao canal público DR.

Os líderes do norte da Europa encontram-se atualmente reunidos em Helsínquia no âmbito de um encontro dos primeiros-ministros nórdicos.

Huthis reivindicam ataque à maior refinaria da Arábia Saudita

By: Lusa
27 October 2026 at 13:07

Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram esta terça-feira um ataque com um míssil balístico contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, alegando ter provocado grandes incêndios nas instalações.

Os combatentes do movimento apoiado pelo Irão “conseguiram atingir a refinaria de Ras Tanura, na Província Oriental, com um míssil balístico”, anunciou o porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, numa mensagem publicada na rede social X. “O ataque foi preciso e provocou enormes incêndios nas instalações”, acrescentou o porta-voz.

Tweet from @Yah_Saree

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita tinha anunciado, durante a madrugada, a interceção de três mísseis balísticos lançados pelos huthis contra a região oriental do reino.

O complexo de Ras Tanura, explorado pela petrolífera estatal saudita Aramco, alberga uma das maiores refinarias do Médio Oriente e constitui uma infraestrutura estratégica para o setor energético do país.

As instalações já tinham sido alvo de ataques no início da guerra desencadeada, em fevereiro, pelos bombardeamentos norte-americanos e israelitas contra o Irão, que provocaram perturbações nas operações da refinaria.

Um residente da cidade de Al-Khobar, também situada na Província Oriental saudita, afirmou ter ouvido “uma forte explosão” ao amanhecer, depois de receber uma mensagem de alerta no telemóvel.

O novo ataque reivindicado pelos huthis ocorre num contexto de crescente tensão militar no Médio Oriente, com receios de novos confrontos entre o Irão e os Estados Unidos e os seus aliados regionais.

António Costa apela que Huthis retomem negociações

O presidente do Conselho Europeu exortou os rebeldes iemenitas Huthis a “cessarem imediatamente” os ataques na região e a retomarem as negociações sob a égide da ONU, defendendo que “só uma solução política” pode trazer paz ao Iémen.

Numa publicação nas redes sociais, António Costa refere que falou esta terça-feira ao telefone com o Presidente do Iémen, Rashad al-Alimi, a quem transmitiu a “solidariedade total” e apoio da União Europeia ao Governo do Iémen e aos seus esforços para “restaurar a paz e a estabilidade” no país.

O presidente do Conselho Europeu salienta que a guerra civil no Iémen está a intensificar-se, “a aprofundar a crise humanitária e a afetar milhões de pessoas” e reitera a “condenação veemente” da UE aos ataques dos Huthis no país, mas também contra a Arábia Saudita e os navios no Mar Vermelho.

“Apelamos aos Huthis para que cessem imediatamente os seus ataques, reduzam as tensões e voltem às negociações sob a égide das Nações Unidas. Só uma solução política inclusiva pode trazer uma paz duradoura ao Iémen”, defende.

(Notícia atualizada às 14h32 com mais informação)

Bruxelas quer reforçar e dar mais poderes à Frontex. O que muda?

27 October 2026 at 13:03

A Comissão Europeia propôs um plano para reforçar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), entidade que gere as fronteiras da União Europeia (UE), aumentando gradualmente o corpo permanente para 30 mil agentes e transformando a agência no principal interveniente europeu nas operações de regresso de migrantes sem direito de permanência no bloco europeu.

A proposta, apresentada esta terça-feira, prevê ainda uma “Força de Reação Rápida” para responder a crises nas fronteiras externas e um novo “Centro de Vigilância em Linha” para detetar essas potenciais ameaças — como aconteceu em Ceuta —, maior vigilância das redes sociais e a possibilidade de a agência apoiar operações de regresso entre países terceiros.

“A Europa sempre defenderá a proteção das suas fronteiras. A Europa decide quem entra na nossa União e em que circunstâncias. É por isso que hoje propomos reforçar a Frontex, para que possa apoiar os Estados-Membros sempre que e onde for necessário, inclusive em matéria de retornos , com o mandato e as capacidades que esta nova realidade exige”, afirmou Ursula von der Leyen, citada em comunicado.

O reforço dos poderes da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira surge num contexto de maior pressão geopolítica e de segurança sobre as fronteiras externas da União. Segundo a Comissão, as passagens irregulares das fronteiras “diminuíram para menos de metade nos últimos dois anos”, enquanto “a taxa de regresso aumentou para mais de 30%”.

As novas propostas vão ao encontro do que a líder do Executivo comunitário apresentou no seu discurso do Estado da União e das diretrizes para 2024-2029, a fim de reforçar a segurança a Frontex e acelerar os regressos.

Força de reação rápida e vigilância digital

A proposta de revisão do regulamento da Frontex prevê a criação de uma “Reserva Europeia de Fronteiras e Regresso”, com 17 mil agentes, que poderão ser destacados para apoiar os Estados-membros quando necessário. O objetivo é elevar progressivamente o corpo permanente da agência para 30 mil elementos.

O Executivo comunitário quer também criar uma “Força de Reação Rápida”, mobilizável num prazo muito curto em situações de emergência ou crise nas fronteiras externas. O destacamento poderá ser decidido pelo diretor executivo da Frontex na sequência de um pedido de um país membro da UE afetado.

Outra das novidades é a criação de um “centro de monitorização e resposta em linha”, com competência explícita para acompanhar conteúdos publicamente acessíveis nas redes sociais. A intenção é detetar precocemente desenvolvimentos que possam afetar a gestão das fronteiras externas e apoiar a resposta a ameaças, incluindo conteúdos ilegais relacionados com a segurança fronteiriça.

A Comissão propõe ainda facilitar o acesso a equipamentos e tecnologias avançadas. A Frontex poderá adquirir, arrendar ou deter equipamentos em copropriedade e coordenar compras conjuntas com os Estados-membros, incluindo de ferramentas digitais e baseadas em inteligência artificial (IA).

Lancha de Patrulhamento Costeiro “Bojador” da Guarda Nacional Republicana (GNR), que integra a Operação Conjunta “THEMIS 2022” – Itália, sob a égide da Agência da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira (FRONTEX), no âmbito da coordenação operacional nas fronteiras externas da União Europeia, para controlar os fluxos de migração e impedir a criminalidade transfronteiriça. Sant’Antioco, 29 de junho de 2022. NUNO VEIGA/LUSANUNO VEIGA/LUSA

Apoiar regressos entre países terceiros

O reforço da política de regresso é um dos eixos centrais da reforma. A Frontex passará a dispor de um centro específico de coordenação dos regressos, destinado a recolher e analisar informação operacional, apoiar o planeamento e coordenar as operações à escala europeia.

O apoio da agência deverá abranger várias fases do processo, desde a identificação de pessoas sem direito de permanência e o aconselhamento sobre regresso voluntário até às operações de regresso e à assistência à reintegração.

A proposta prevê também que a Frontex possa prestar apoio técnico e operacional a países terceiros e ajudar a organizar e realizar operações de regresso de um país terceiro para outro. Esta possibilidade ficará sujeita a acordos com os países envolvidos, ao respeito pelos direitos fundamentais e às normas internacionais aplicáveis.

Em paralelo, a Comissão apresentou uma proposta para digitalizar os procedimentos de regresso, readmissão e reintegração. O objetivo é criar uma interface digital única para gerir os processos, acelerar os procedimentos administrativos, reduzir a burocracia e facilitar a partilha de informação entre as autoridades nacionais.

A proposta ainda terá de ser aprovada pelo Parlamento e Conselho Europeu.

Os museus que se podem visitar à noite em Paris

27 October 2026 at 13:30

 

 

A capital francesa está novamente a arder. O descontentamento social é bem visível nas ruas de Paris e as manifestações e protestos levaram a organização da Art Basel Paris a encerrar a feira mais cedo, algo que nem uma pandemia conseguira fazer. Mas isso não quer dizer que galerias e museus não cumpram com a programação prevista.

Se estiver por Paris e precisar de uma margem de tempo para visitar “aquela exposição imperdível”, aqui ficam algumas sugestões dos espaços culturais que prolongam o seu horário num dia específico da semana.

 

Segunda-feira. Musée du Luxembourg – até às 22h

O museu próximo do Jardim homólogo foi uma das primeiras instituições de arte antiga a abrir ao público na cidade das luzes. Ocupa uma parte do Palácio do Luxemburgo, onde se encontra o Senado francês, e deixou de ter uma coleção permanente. O foco passaram a ser duas exposições temporárias por ano em homenagem a grandes figuras da arte moderna e da fotografia. Neste momento, Andy Warhol é o artista em destaque.

Andy Warhol – A Linha e a Imagem | até 10 de janeiro de 2027

 

Terça-feira. Jeu de Paume – até às 21h

Em pleno coração de Paris, o Jeu de Paume é um lugar de experimentação por excelência no que à imagem diz respeito. Da fotografia histórica ao cinema experimental e criações digitais contemporâneas, todas as faces e facetas da imagem passam por aqui. Até janeiro de 2027, o canadiano Stan Douglas, questiona como nós, humanos, construímos a história, a representamos e transmitimos.

Stan Douglas – Parallax | até 10 de janeiro de 2027

 

Quarta-feira. Museu do Louvre – até às 21h

É o maior e mais visitado museu do mundo! Antigo palácio real que remonta à Idade Média, o Louvre foi transformado ao longo do tempo até se tornar um museu aberto ao público em 1793. Possui um acervo de 500.000 obras, desde a Antiguidade até 1848 e da Europa Ocidental ao Irão, passando pela Grécia, Egito e Médio Oriente. O ideial é comprar bilhetes online com antecedência. Todas as quartas e sextas-feiras, dias em que o horário é alargado, são organizadas mini-visitas de 20 minutos com guias turísticos na exposição permanente e nas exposições atuais.

Zurbarán – 1598-1664 | até  25 de janeiro de 2027

 

Quinta-feira. Maison Européenne de la Photographie (MEP) – até às 22h

Situada numa mansão do século XVIII no coração do Marais, a Maison Européenne de la Photographie (MEP) tem uma coleção de mais de 12.000 obras, uma biblioteca especializada e livraria, e organiza workshops o ano todo. Este outono, a fotografia de moda pela lente do norte-americano Irving Penn, um dos nomes mais influentes da fotografia do século XX e colaborador de longa data – 60 anos! – da revista Vogue.

Penn & Fashion | até 17 de janeiro de 2027

 

Sexta-feira. Bourse de Commerce|Coleção Pinault – até às 21h

Em 2021, o edifício histórico da Bolsa de Paris, no bairro de Les Halles, reabriu as suas portas, transformado pelo renomado arquiteto japonês Tadao Ando para acolher parte da coleção de arte contemporânea do empresário e colecionador francês François Pinault. No bicentenário da invenção da fotografia, a efeméride é aqui assinalada através de 700 fotografias de 70 artistas. E também pela intervenção na Rotonde da artista norte-americana Barbara Kruger.

Remember Me – Obras-Primas da Fotografia da Coleção Pinault | até 18 de janeiro de 2027

 

Sábado. Palais de Tokyo – até às 22h

O Palais de Tokyo, todos os dias abre as suas portas até às 22h00, exceto à terça-feira. A programação de outono j´´a arrancou e dissemina-se, nada mais nada menos, do que por oito exposições, centradas no trabalho de Valérie John, Ali Cherri, Lassana Sarre, Rose Lowder, Sonia Gomes, Paul Kodjo e Céleste Richard-Zimmermann.

 

Airbus vai construir mais dois satélites de nova geração para a Constelação Galileo

27 October 2026 at 11:51

A Airbus recebeu um novo contrato da Agência Espacial Europeia (ESA) para construir mais dois satélites de segunda geração da Constelação Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite. O reforço da encomenda eleva para oito o número de satélites desta geração contratados à empresa e pretende aumentar a precisão, a robustez e a segurança dos serviços europeus de posicionamento e navegação.

“Estamos empenhados em entregar estes satélites de próxima geração, que são vitais para aumentar as capacidades de navegação para a segurança e defesa europeias, bem como para benefícios societais mais amplos”, afirmou Alain Fauré, Diretor de Sistemas Espaciais da Airbus, citado em comunicado.

O contrato foi atribuído pela ESA em nome da Agência da União Europeia para o Programa Espacial (EUSPA), ao abrigo de uma delegação da Comissão Europeia. A nova encomenda junta-se a um contrato anterior para seis satélites Galileo de segunda geração (G2), beneficiando das capacidades industriais já instaladas pela Airbus.

O valor do novo contrato não foi divulgado. A produção, integração e testes dos satélites vão mobilizar várias instalações da empresa na Alemanha, Espanha e França, incluindo Backnang, Friedrichshafen, Ottobrunn, Getafe e Toulouse.

“A ESA e a indústria europeia estão a salvaguardar a continuidade dos serviços de navegação por satélite da Europa, a responder às necessidades em constante evolução dos utilizadores e a reforçar a autonomia estratégica da Europa. Estes contratos representam um investimento na capacidade da Europa de navegar o seu próprio futuro, de forma independente e com confiança”, assinalou Laurent Jaffart, diretor de Resiliência, Navegação e Conectividade da ESA, citado na nota de imprensa.

Os novos satélites vão incorporar antenas de navegação melhoradas, destinadas a aumentar a precisão do Galileo, e cargas úteis totalmente digitais que poderão ser reconfiguradas em órbita.

Cada satélite contará também com relógios atómicos melhorados e ligações entre satélites, que permitirão trocar informação e cruzar dados, incluindo ainda tecnologias de proteção contra interferências (jamming) e falsificação de sinais (spoofing), ameaças relevantes para a fiabilidade dos sistemas de navegação, tanto em aplicações civis como militares.

O Galileo é um dos principais programas espaciais da UE e permite disponibilizar serviços globais de posicionamento, navegação e sincronização temporal sob controlo civil europeu. É uma alternativa ao GPS norte-americano e a outros sistemas globais de navegação por satélite.

Kiev e Moscovo confirmaram o cessar-fogo na cidade ucraniana de Olechky

By: Lusa
27 October 2026 at 10:44

Um cessar-fogo destinado a realizar uma operação humanitária começou esta terça-feira de manhã nos arredores de Olechky, uma cidade isolada no sul da Ucrânia, sob ocupação russa e que enfrenta escassez de mantimentos, confirmaram fontes dos dois países.

Trata-se de uma trégua localizada e acordada por ambos os lados e que decorre numa altura em que o presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sinais de aproximação em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Em Olechky, os cerca de dois mil residentes estão cercados – sem acesso a alimentos e medicamentos – tendo Kiev e Moscovo confirmado a suspensão localizada dos combates, como previsto, ao início da última madrugada.

Os repórteres da Agência France Presse (AFP) na região não conseguiram, contudo, verificar a interrupção das hostilidades, cuja duração e abrangência geográfica permanecem incertas.

Embora a Rússia tenha vindo a rejeitar um cessar-fogo geral desde o início da invasão, a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou na sexta-feira a trégua localizada para facilitar o envio de ajuda humanitária.

Melania Trump afirmou que os residentes que desejassem sair da região receberiam assistência coordenada, bem como transporte “para o destino” que definirem.

O Ministério da Defesa russo informou no mesmo dia que as tropas iriam realizar um “reconhecimento técnico” ao local para garantir a segurança de uma passagem, assegurar a entrega de ajuda humanitária e permitir a retirada de civis.

No domingo, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de querer dominar a zona de Olechky e fazer com que os civis abandonem a cidade em direção “ao lado russo”.

Situada no rio Dnieper, que marca a linha da frente na região sul de Kherson, Olechky está sob ocupação russa desde as primeiras semanas da invasão em grande escala que começou em fevereiro de 2022.

A cidade fica a menos de 10 quilómetros de Kherson, a capital regional, retomada pelo exército ucraniano durante uma contraofensiva em novembro de 2022.

Os habitantes que ainda permanecem na cidade encontram-se bastante isolados porque Olechky está sob a ameaça constante de drones explosivos, tanto russos como ucranianos, que atacam veículos, sendo que as estradas de acesso estão praticamente bloqueadas por minas terrestres.

Segundo antigos residentes ouvidos pela AFP no início de outubro, a situação provocou uma grave escassez de alimentos e medicamentos nas últimas semanas.

O número de habitantes de Oleshky, já atingida pelas graves inundações de 2023 após a explosão de uma barragem, um ato atribuído à Rússia por Kiev, diminuiu de 24 mil para aproximadamente duas mil pessoas.

O processo de tréguas na cidade decorre num contexto de aproximação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rússia.

Na segunda-feira, a Rússia mostrou abertura para outras tréguas humanitárias, reafirmando que valoriza os esforços dos negociadores norte-americanos, sobretudo as iniciativas de Melania Trump.

No entanto, a Rússia afastou qualquer cessar-fogo mais alargado, como o solicitado pela Ucrânia e pelos parceiros europeus, sublinhando que as negociações previstas para novembro entre Moscovo, Kiev e Washington não implicam uma redução das operações militares.

Em Kiev, que vive em estado de alerta quase permanente, os ataques russos mataram uma pessoa na última noite e atingiram uma ponte no sul da cidade, danificando as infraestruturas do metropolitano, de acordo com o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

“É importante que os nossos parceiros compreendam que a Ucrânia precisa de meios reais para destruir os lançadores de mísseis balísticos russos“, lamentou Volodymyr Zelensky na noite de segunda-feira, exigindo que os acordos políticos sejam rapidamente implementados.

Em território ucraniano ocupado, um autocarro que fazia o percurso de Moscovo para a Crimeia anexada foi atingido por um drone ucraniano, fazendo um morto e 31 feridos, segundo o governador nomeado pela Rússia, Evgueni Balitski.

Deve a geopolítica influenciar as compras militares?

27 October 2026 at 06:38

A invasão russa da Ucrânia e o foco dos Estados Unidos no Indo-Pacífico obrigou a Europa a fazer avultados investimentos para ganhar capacidade de soberania de defesa. Se a geopolítica determina investimentos e alianças entre países, deverão também as mudanças na geopolítica, com velhas alianças a mostrarem claros sinais de desgaste, também determinar as compras de equipamentos militares? "Mais do que deve, tem de influenciar", atira Azeredo Lopes.

E não é apenas o antigo ministro da Defesa a ter a mesma visão. Na hora de comprar equipamento militar, a geopolítica "tem que ser tida em linha de consideração, quem não…

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Exército português recebe primeiro Black Hawk de uma frota de quatro helicópteros

26 October 2026 at 19:33

O aparelho foi transportado num avião KC- 390 da Força Aérea, proveniente de Melbourne, Florida, nos Estados Unidos, com destino ao aeródromo militar de Tancos, em Santarém, onde aterrou no domingo.

O Exército português recebeu o primeiro de quatro helicópteros UH-60 Black Hawk que vão permitir criar uma capacidade própria de aviação militar para o ramo militar. A aquisição dos helicópteros está prevista na Lei de Programação Militar, representando um investimento de mais de 40 milhões de euros. O pedido para a compra tinha dado entrada em dezembro de 2025 na agência de procurement da NATO (NSPA).

Os quatro Black Hawk realizarão missões de transporte tático, projeção e extração de forças, apoio às operações militares e evacuação médica. Os aparelhos poderão também ser utilizados em situações de emergência civil, ampliando a capacidade de resposta das Forças Armadas a catástrofes e outras ocorrências.

O aparelho, proveniente de Melbourne, na Florida, vai integrar a Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE), criada para reforçar o apoio às operações terrestres. A chegada marca o início da constituição de uma frota de helicópteros própria do Exército, que até agora não dispunha, dotando o Exército de meios de asa rotativa multifunções, capazes de apoiar operações militares e missões de assistência à população.

A aeronave aterrou no domingo no aeródromo militar de Tancos, em Santarém, local que tem em marcha um investimento de cerca de 50 milhões de euros para o projeto de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE) — montante que engloba a compra de equipamentos, obras de requalificação do aeródromo, bem como todo o processo de formação dos futuros pilotos e mecânicos do Exército — e onde deverá ser instalada a futura escola de pilotos da Lufhansa.

Investimento ultrapassa 40 milhões

A aquisição dos helicópteros está prevista na Lei de Programação Militar (LPM) e integra o processo de modernização do Exército. O projeto representa uma despesa máxima autorizada de mais de 40 milhões de euros, à qual acresce IVA, quando aplicável.

O montante, estabelecido por um Despacho publicado em Diário da República em 2024, não corresponde exclusivamente ao preço das quatro aeronaves. Abrange também a formação, os componentes e a sustentação dos meios, incluindo os encargos necessários para assegurar a sua utilização e manutenção.

A chegada do primeiro aparelho ocorre numa altura em que Tancos está também no centro de outros investimentos na área da aviação militar. O Governo tem previsto para a infraestrutura um projeto “estratégico” de desenvolvimento da formação aeronáutica, tendo garantido que a utilização civil não deverá prejudicar as operações militares.

A nova frota do Exército deve ser distinguida dos Black Hawk já operados pela Força Aérea Portuguesa, que utiliza estes helicópteros sobretudo no combate aéreo a incêndios rurais. Com a aquisição agora em curso, o Exército passa a desenvolver uma capacidade própria, orientada para o apoio às forças terrestres e para a evacuação e proteção de militares.

Ucrânia pressiona parceiros europeus para avançar com sistema antimíssil Freyja

26 October 2026 at 17:56

A Ucrânia diz ter concluído a sua parte no desenvolvimento do Freyja, um sistema europeu de defesa antimíssil balístico, e pressiona agora os parceiros internacionais para acelerarem os trabalhos. O projeto pretende criar uma alternativa europeia aos sistemas norte-americanos Patriot, numa altura em que a escassez de intercetores está a aumentar a pressão sobre as capacidades de defesa aérea da Ucrânia e de outros países europeus.

“Relativamente ao projeto do míssil antibalístico Freyja, a Ucrânia fez o que tinha a fazer”, afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos jornalistas. O responsável acrescentou que o contributo dos parceiros continua em desenvolvimento e que dez países estão envolvidos na iniciativa, segundo a agência ucraniana Ukrinform, citada pelo Rapporteur.

As declarações de Zelensky sugerem que a indústria ucraniana, através da empresa de defesa Fire Point, terá concluído a componente do míssil intercetor. Os restantes participantes têm agora de avançar com elementos essenciais do sistema, incluindo os radares e a arquitetura de comando e controlo, necessários para detetar as ameaças, acompanhar a trajetória dos mísseis e orientar a interceção.

“Estão a trabalhar em sistemas deste tipo há décadas. Queremos fazê-lo muito rapidamente, porque não há tempo”, vincou Zelensky, defendendo uma aceleração do projeto.

O projeto surge num contexto de elevada procura de munições antimíssil. A guerra no Médio Oriente tem pressionado os stocks de intercetores norte-americanos, enquanto a Ucrânia continua a depender dos sistemas Patriot para enfrentar ataques russos com mísseis balísticos.

O líder ucraniano alertou esta segunda-feira que o país está “há quase um mês à espera” de aprovação do secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, para o fornecimento dos sistemas intercetores. “Estamos há quase um mês à espera que o Sr. Hegseth assine a autorização para os mísseis dos sistemas Patriot e NASAMS. Instruí a nossa equipa a levantar esta questão junto da parte americana mais uma vez. Conversações com outros países também estão em curso”, escreveu Zelensky na rede social X.

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Alternativa europeia aos Patriot

O Freyja foi lançado em julho, numa cimeira que juntou líderes de dez países europeus, incluindo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e cerca de uma dúzia de fabricantes de defesa, com objetivo de construir, em tempo útil, um sistema que já consiga demonstrar resultados práticos até ao primeiro semestre de 2027.

A ucraniana Fire Point tem trabalhado para desenvolver o intercetor a partir do qual deverá ser construída a capacidade antimíssil do sistema. Em junho, a empresa anunciou ter realizado um voo de teste controlado com manobras do míssil, apresentado como a base do futuro intercetor.

Do lado dos aliados, a expectativa é que os parceiros europeus contribuam com tecnologia, radares modernos, sensores e conhecimento especializados em controlo de mísseis. Entre as empresas já associadas ao esforço estão a Eurosam, que produz o sistema intercetor SAMP-T, a italiana Leonardo, a francesa Thales e a sueca Saab.

A presidente da Comissão Europeia, Ursusla von der Leyen, durante o seu discurso do Estado da União, em setembro, salientou a necessidade de reduzir a dependência de um único fornecedor de defesa e, para tal, pretende contar com a ajuda da Ucrânia.

“O elemento central desta cooperação é o Freyja. Aqui, reunimos a experiência de combate e a capacidade de inovação da Ucrânia com a liderança tecnológica da Europa. E, claro, a nossa considerável capacidade de produção”, afirmou a líder do executivo comunitário.

Helsing desenvolve sistemas intercetores que “põem fim ao dilema da defesa aérea”

26 October 2026 at 16:41

A alemã Helsing apresentou um novo sistema de defesa aérea controlado por inteligência artificial (IA), concebido para detetar e intercetar ataques em larga escala com drones e mísseis. A solução, denominada Contra, integra dois novos intercetores — uma solução que escasseia na Europa — e pretende reduzir o custo de resposta a ameaças aéreas produzidas em massa, como os drones de ataque utilizados pela Rússia na guerra contra a Ucrânia.

O sistema combina sensores, radares e diferentes meios de interceção numa imagem aérea integrada, recorrendo à plataforma de comando e controlo Altra C2. Segundo a empresa, a arquitetura permite “detetar e coordenar respostas contra centenas ou milhares de alvos em simultâneo”, uma capacidade destinada a contrariar ataques de saturação, nos quais um grande número de drones e mísseis procura sobrecarregar as defesas.

“O Contra põe fim ao dilema da defesa aérea: drones lentos para clima favorável, ou mísseis de milhões de euros disparados contra alvos baratos e produzidos em massa. A nossa IA liga sensores e efetores existentes em tempo real e adiciona os nossos intercetores, AD-1 e AD-2. Com propulsão a jato e a foguete, um detetor de radar de baixo custo para qualquer tipo de clima e duas cadeias de abastecimento europeias independentes, eles oferecem superioridade de fogo autónoma até dez quilómetros de altitude — acessível e à escala industrial”, assinala Niklas Köhler, cofundador e presidente da Helsing, citado em comunicado.

O sistema autónomo de defesa aérea da alemã Helsing que apresenta dois novos intercetores: AD-1 Inferno (em baixo) e AD-2 Ambush (em cima).

A empresa de defesa alerta para o aumento sistémico na produção de drones por parte da Rússia, que está também a construir novas plataformas de lançamento para atacar Kiev. Esta escalada coloca o espaço aéreo dos países da União Europeia sob risco crescente, uma ameaça que se materializou nas últimas semanas com sucessivas violações de fronteiras, particularmente no Mar Negro.

Neste cenário regulado pela urgência, a Helsing garante que a sua tecnologia está pronta para responder à crise, vincando que “o Contra foi projetado especificamente para combater esta ameaça”. A alemã já está a demonstrar múltiplas destas integrações de hardware a clientes militares.

A apresentação insere-se na estratégia da tecnológica de desenvolver sistemas militares que combinam IA e equipamento produzido em escala industrial. A empresa pretende oferecer uma arquitetura que não dependa exclusivamente dos seus próprios intercetores, permitindo aos clientes integrar diferentes meios de defesa e adaptar a resposta às ameaças e aos recursos disponíveis.

O Contra integra dois novos intercetores, desenvolvidos para responder a diferentes tipos de ameaças aéreas. O AD-1 Inferno é propulsionado por um motor a jato e foi concebido para permanecer em voo numa determinada área, operar em enxame e voltar a tentar intercetar um alvo. Já o AD-2 Ambush utiliza um motor de foguete de combustível sólido e destina-se a interceções rápidas contra ameaças de maior velocidade.

Four KJ-3000 Radar Jets At Chinese Factory Point To Serial Production

22 October 2026 at 21:46

New satellite imagery shows four of China’s new KJ-3000 airborne early warning and control (AEW&C) aircraft at the Xi’an Aircraft Company (XAC) facility at Xi’an-Yanliang, raising the possibility that the large radar planes are moving toward or have entered serial production.

Satellite imagery captured on October 5 and provided by Vantor shows three KJ-3000s near the XAC factory in the western part of the facility, with a fourth at the nearby China Flight Test Establishment (CFTE). J. Michael Dahm, a senior fellow at the Mitchell Institute for Aerospace Studies, assesses that the presence of four aircraft points to the type having entered serial production.

An overview of the Xi’an Aircraft Company (XAC) facility on October 5. A total of four KJ-3000s are visible. Satellite image ©2026 Vantor
Three KJ-3000s along with other Y-20s at the XAC factory in the western part of the facility. Satellite image ©2026 Vantor

Andreas Rupprecht, an analyst of Chinese military aviation and TWZ contributor, offered a more cautious assessment, noting that the imagery could indicate that series production or low-rate initial production (LRIP) has begun. However, he also pointed out that all four previously identified prototypes could simply have been at the facility at the same time. Specifically, he identified the aircraft seen at the CFTE portion of the airfield as being a prototype.

A closer view of one of the KJ-3000s at the XAC factory. Satellite image ©2026 Vantor
An additional KJ-3000 seen alongside a pair of Y-20Bs. Satellite image ©2026 Vantor

Whatever the explanation, the imagery offers a fresh look at a program set to significantly expand China’s already substantial airborne surveillance and battle-management capabilities.

The KJ-3000, also referred to as the KJ-20, is based on the four-engine Y-20 transport aircraft, specifically the improved Y-20B variant powered by Chinese-made engines. The aircraft features a large circular radome mounted above the rear fuselage, along with a prominent series of antennas on the forward fuselage. An aerial refueling probe is mounted above the cockpit, while a conspicuous intake at the base of the tailfin is likely intended to provide cooling air for its extensive onboard electronics.

A stock Y-20B transport with its distinctive locally produced WS-20 turbofan engines. via Chinese internet

The first low-quality photographs of the aircraft began circulating in December 2024. More detailed imagery emerged in May 2025, showing an example at an undisclosed Chinese airfield. That aircraft, bearing the serial number 7821 and assessed to be the first example, was still wearing primer, in contrast to the examples now seen at the XAC factory.

This photo emerged in May 2025 and shows the presumed first KJ-3000 on the ground at an undisclosed airfield in China. The aircraft still wears a coat of primer, and the serial number 7821 is clearly visible on the forward fuselage. via Chinese internet

The KJ-3000 is expected to address longstanding limitations in China’s existing large jet-powered AEW&C fleet. To date, only four KJ-2000 Mainring aircraft have been completed. Based on the Russian-built Ilyushin Il-76MD transport, the KJ-2000 program was constrained by the limited availability of suitable airframes, and now faces the twin issues of reliance on Russian supply chains and aging aircraft.

A side view of a standard PLAAF KJ-2000, albeit with the serial number censored from the photo. FYJS/via Chinese internet

A domestically produced Y-20-based platform provides a more sustainable basis for a much larger AEW&C fleet, with greater scope for upgrades and potentially export opportunities.

The larger airframe should also provide advantages over China’s numerous turboprop-powered AEW&C aircraft, including greater speed, range, and endurance. Its higher operating altitude would give its radar a better vantage point for detecting and tracking targets, particularly low-flying aircraft and missiles that may be masked from ground-based sensors by terrain or the radar horizon.

The aerial refueling probe could further extend the aircraft’s range and time on station, although the precise operational capabilities of the KJ-3000 remain unclear.

The exact configuration of the KJ-3000’s primary radar has yet to be established. China’s existing KJ-2000 and smaller KJ-500 use fixed radomes containing three active electronically scanned array (AESA) antennas to provide 360-degree coverage, rather than the rotating radomes found on aircraft such as the U.S. E-3 Sentry and Russia’s A-50 Mainstay. Whether the new aircraft follows the same approach remains to be seen.

A Russian Aerospace Forces A-50U Mainstay. Russian Ministry of Defense Russian Air Force A-50U Mainstay. (Russian MoD)

As well as its large AESA radar, the new aircraft is likely to carry additional intelligence, surveillance, and reconnaissance (ISR) systems, while its communications equipment could make it an important networking node for Chinese forces operating across the vast distances of the Indo-Pacific. Such capabilities would be particularly valuable for coordinating combat aircraft, including uncrewed ones, sharing targeting information, and extending the reach of China’s integrated air defense and broader military networks.

The KJ-3000 is also part of a broader expansion and diversification of China’s AEW&C fleet. Alongside the new jet-powered aircraft, the People’s Liberation Army continues to field and develop smaller platforms based on the four-turboprop Y-9 transport family.

These include the KJ-500, which has been produced and delivered at a rapid pace, as well as the newer KJ-700, believed to combine radar with electro-optical and infrared sensors for a broader range of surveillance missions. The precise capabilities of the KJ-700 remain uncertain, but you can read about the platform in more detail here.

A prototype KJ-700. via Chinese internet

The smaller turboprop aircraft offer advantages of their own. They are better suited to operating from dispersed and relatively austere airfields, and they regularly appear at Chinese island outposts and in the strategically important Taiwan Strait. Together, the different types give Chinese forces a range of options for surveillance and command and control, from persistent coverage close to home to operations farther afield.

The U.S. Department of Defense has repeatedly highlighted the growing importance of China’s AEW&C fleet.

In its latest annual report on Chinese military developments, the Pentagon specifically pointed to the KJ-3000:

“The PLA conducted an initial flight with the KJ-3000 Airborne Early Warning and Control (AEW&C) aircraft, which will serve as a surveillance aircraft to monitor aircraft, ships, and other vehicles. The KJ-3000 will probably be the world’s first model to use digital radar and will be capable of anti-jamming, passive detection, and target identification.”

Airborne radar and command-and-control aircraft are also important force multipliers for increasingly capable Chinese combat jets, including the stealthy J-20 and aircraft armed with long-range air-to-air missiles. Radar planes like these can serve as critical networking nodes for data sharing and, in some cases, allow Chinese fighters to prosecute targets without turning on their own radar.

In 2022, then-Pacific Air Forces commander Gen. Kenneth Wilsbach praised the command and control associated with J-20 operations, noting that some of China’s long-range air-to-air missiles benefit from support provided by the KJ-500.

A stock photo of a J-20 stealth fighter. PLAAF

For China, a larger and more capable AEW&C fleet would support both the defense of its airspace and efforts to project military power across the Indo-Pacific. These aircraft could help coordinate operations around Taiwan and the South China Sea, improve situational awareness over maritime approaches, and support combat operations at greater distances from the mainland.

The same Pentagon report from 2025 further noted:

“China’s integration of support aircraft, such as the KJ-500 airborne early warning aircraft, provides the PLAAF with improved ISR capability to support PLA operations, as demonstrated during surge operations near Taiwan.”

ZHUHAI, CHINA - NOVEMBER 03: A KJ-500A warning and control aircraft arrives at Zhuhai Air Show Center on November 3, 2022 in Zhuhai, Guangdong Province of China. The 14th Airshow China will be held from Nov. 8 to 13. (Photo by VCG/VCG via Getty Images)
A KJ-500 arrives at the Zhuhai Air Show Center in November 2022 in Zhuhai, Guangdong Province of China. This is specifically the probe-equipped KJ-500A version. Photo by VCG/VCG via Getty Images VCG

A domestically developed, jet-powered platform such as the KJ-3000 would be a logical centerpiece of that effort, particularly since it can be produced in substantially greater numbers than the KJ-2000.

The prospect of China expanding its fleet of large, jet-powered AEW&C aircraft stands in contrast to the U.S. Air Force’s troubled effort to replace its aging E-3 Sentry. The U.S. E-7 Wedgetail program has encountered major hurdles, raising concerns about a potential gap in airborne battle management as China continues to field new capabilities.

The October 5 imagery does not confirm that serial production has begun. Further imagery showing additional airframes, activity around production facilities, or aircraft in new operational markings may provide a clearer indication of the program’s progress.

Regardless, the KJ-3000 appears poised to become an important addition to China’s expanding airborne surveillance and command-and-control architecture.

Contact the author: thomas@thewarzone.com

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