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Entrevista a Francis Fukuyama: “Eu enganei-me em relação a Donald Trump”

28 October 2026 at 22:43

Foi há 37 anos que Francis Fukuyama anunciou o “fim da História”. Com o regresso do autoritarismo à Europa, a ascensão dos oligarcas e o desgaste das democracias liberais, em geral, ainda encontra razões para ter esperança. A propósito da publicação das suas memórias, o filósofo e politólogo nipo-americano admite ao Expresso que se enganou sobre Donald Trump, que considera o pior Presidente da História dos Estados Unidos da América

Entrevista a Francis Fukuyama: “Eu enganei-me em relação a Donald Trump”

28 October 2026 at 22:43

Foi há 37 anos que Francis Fukuyama anunciou o “fim da História”. Com o regresso do autoritarismo à Europa, a ascensão dos oligarcas e o desgaste das democracias liberais, em geral, ainda encontra razões para ter esperança. A propósito da publicação das suas memórias, o filósofo e politólogo nipo-americano admite ao Expresso que se enganou sobre Donald Trump, que considera o pior Presidente da História dos Estados Unidos da América

Protestos após acidente na Espanha terminam em confronto com a polícia

28 October 2026 at 22:42

Grupos entraram em confronto com a polícia espanhola em Madri, nesta quarta-feira (28), durante um protesto que exigia a renúncia do governo, horas após um acidente com um trem de alta velocidade que deixou pelo menos 68 mortos.

Cerca de 500 manifestantes se reuniram em frente ao Ministério dos Transportes; alguns lançaram garrafas e sinalizadores contra os policiais.

Os agentes responderam com o uso de gás lacrimogêneo enquanto dispersavam os manifestantes da via pública.

As autoridades informaram que não houve feridos nem detenções.

A colisão ocorreu por volta das 9h, horário local (05h00, em Brasília), desta quarta-feira, quando um trem de alta velocidade chocou-se contra uma composição que estava parada.

O desastre — o acidente ferroviário mais letal na Europa desde o descarrilamento ocorrido em 2013 em Santiago de Compostela, na Espanha, que resultou na morte de 80 pessoas — sucede outro acidente fatal ocorrido em janeiro, envolvendo trens de alta velocidade operados pelas mesmas empresas na mesma linha, no qual 46 pessoas morreram.

Trump diz que não vai se "envolver", após carta de Flávio Bolsonaro

28 October 2026 at 22:06

Logo Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que "não irá se envolver", quando perguntado sobre carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarando o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o senador deletou a primeira carta e alterou o termo para "líder do Brasil".

Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil.  

Notícias relacionadas:

“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse Trump.  

Mais cedo, após fugir do Brasil para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro muda versão de carta e deixa de se apresentar como “presidente verdadeiro do Brasil”

By: Lusa
28 October 2026 at 22:03

Flávio Bolsonaro (PL) mudou a versão da carta, e agora se refere como “líder do Brasil”, 20 minutos após publicar nas redes sociais o pronunciamento em que se alto proclamou “verdadeiro presidente do Brasil”.

Às 17h19 minutos, horário de Brasília (21h19, em Lisboa), quebrou o silêncio após deixar o Brasil e chegar esta quarta-feira aos Estados Unidos, e publicou uma carta nas redes sociais em que agradeceu Donald Trump e Javier Milei pelo apoio.

Na sequência, acusou, sem aprovas, que houve fraude nas eleições brasileiras, disse-se vítima de uma perseguição política do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de se referir a si próprio, mais de uma vez como “verdadeiro presidente do Brasil”.

Cerca de 20 minutos após a primeira publicação, Flávio Bolsonaro publicou uma nova versão da “Carta à Nação Brasileira”, mas desta vez escreveu que se dirigia a comunidade nacional e internacional “como líder do Brasil”.

A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do STF Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil.

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

O senador da extrema-direita brasileira é ainda alvo de uma investigação do STF por suspeita de branqueamento de capitais no financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que se encontra detido por tentativa fracassada de golpe de Estado.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantiu que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades policiais.

Na carta divulgada esta quarta-feira, porém, afirmou que decidiu sair do país para proteger a família e rejeitou a descrição de que teria fugido do Brasil.

O senador afirmou ainda que vai liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e prometeu dirigir-se regularmente aos brasileiros nos próximos dias.

“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu.

Ao contrário do seu candidato a vice na eleição, Alfredo Gaspar, e do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, o filho de Jair Bolsonaro não reconheceu a derrota para Lula da Silva no domingo passado, na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras.

Irmão de Flávio, o senador eleito Carlos Bolsonaro, publicou vídeo nas redes sociais após visitar Jair na prisão domiciliaria em Brasília, e durante conversa de duas horas que tiveram descreveu emocionado que pediu perdão: “Desculpa, pai, a gente falhou”.

Rei Charles reconhece injustiças da escravidão antes de cúpula no Caribe

28 October 2026 at 22:01

O rei Charles III reconheceu na terça-feira (27) as injustiças da escravidão, afirmando que os líderes da Commonwealth (aliança voluntária formada atualmente por 56 países) discutirão o assunto em sua cúpula na próxima semana.

A reunião acontece em meio a demandas cada vez mais expressivas do Caribe para que o Reino Unido pague reparações por seu papel no comércio de escravos.

Em um discurso nas Bahamas, no início de uma turnê pelo Caribe, Charles disse que era “justo” reconhecer “o grande sofrimento e as injustiças do passado nessas ilhas e em outros lugares”.

Suas declarações antecedem a Reunião de Chefes de Governo da Commonwealth em Antígua e Barbuda na próxima semana, onde se espera que os líderes caribenhos pressionem por reparações pela escravidão e pelo colonialismo.

Charles acrescentou que algumas das coisas que há de “melhor” na cultura bahamense atual — “as mais alegres, as mais esperançosas, as mais brilhantes” — “nasceram da escuridão”.

Charles visitará as Bahamas e a Guiana antes de viajar para Antígua e Barbuda, onde se encontrará com sua esposa, a rainha Camilla, para a cúpula bienal da Commonwealth, organização composta por 56 nações, a maioria das quais ex-colônias britânicas.

A questão das reparações ganhou força em todo o Caribe nos últimos anos. No mês passado, a Caricom, o bloco regional, afirmou que desejava incluir o assunto na agenda da cúpula.

“O Caribe tem afirmado consistentemente que as reparações são fundamentalmente uma questão de justiça”, disse a secretária-geral da CARICOM, Carla Barnett, no mês passado.

O Palácio de Buckingham indicou que o rei abordará a questão durante a visita, mas não oferecerá um pedido formal de desculpas, em consonância com a política do governo britânico, que também exclui reparações financeiras.

Um porta-voz do palácio disse que a visita se concentraria principalmente em “parcerias modernas e oportunidades para o futuro” na região, mas acrescentou que, para Charles, também fazia parte de um esforço “de toda a vida” para se envolver e educar sobre “os aspectos mais vergonhosos do nosso passado”.

Ativistas e alguns líderes caribenhos pediram ao Reino Unido que vá além, incluindo um pedido de desculpas, reparações na forma de compensação financeira e a devolução de artefatos culturais.

Do século XV ao XIX, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram raptados e vendidos como escravos por comerciantes europeus, sendo que o Reino Unidos transportou cerca de 3,2 milhões de pessoas através do Atlântico, tornando-se uma das maiores nações no comércio de escravos.

Clima ruim? Líderes do Corinthians abrem o jogo sobre relação do elenco

28 October 2026 at 21:57

O goleiro Hugo Souza e o zagueiro André Ramalho, duas das lideranças do Corinthians, demonstraram incômodo com notícias sobre um suposto clima ruim no vestiário da equipe em meio à luta contra a zona de rebaixamento na Série A do Campeonato Brasileiro.

A dupla, que concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (28), garantiu que o elenco está focado em tirar o time desta situação complicada, com 10 jogos sem vitórias, sendo nove derrotas.

“Sobre o ambiente, é um dos maiores motivos que estamos aqui (na coletiva). A gente deixa claro que esse grupo está muito fechado. Não temos qualquer tipo de problema, confusão. Lamentamos que constantemente veiculam notícias a nosso respeito, de eventuais problemas”, disse André Ramalho no CT Joaquim Grava.

“Infelizmente a gente descobre, mesmo se blindando. Nós sabemos. Mas deixamos claro que estamos blindados, unidos, constantemente nos falamos, nos reunimos. A gente se fechou no campo, em outros momentos. É bom deixar claro para todos. É triste ver esse tipo de notícia baseado em não sei o que. É infundado”, completou.

“A ideia (da coletiva) partiu do Mister (Seedorf), do Julio (Cesar, dirigente) e concordamos logo de cara. Queremos passar para vocês nossa visão daqui do que sai lá fora, que não acontece aqui dentro. E, de alguma forma, isso incomoda a gente. São mentiras que soltam o tempo todo. Parece que vivemos um caos um com o outro. E aqui nos fechamos cada vez mais para que a gente saia dessa situação”, completou Hugo Souza.

André Ramalho confirmou que houve uma reunião entre lideranças do grupo na última terça-feira (27).

“Isso é algo extremamente natural. Acontece em todo lugar do mundo. Se fosse vocês, olharia de uma forma positiva. É algo que sempre gostaríamos de fazer, mas na correria de viagens, jogos, optamos por ficar com a família. Foi benéfico para a gente. A gente vem tentando se unir de diversas formas”, disse o zagueiro.

Situação no Brasileiro

O momento do Corinthians no Brasileirão é crítico. Com a derrota para o Vasco, a equipe entrou na zona de rebaixamento, na 18ª colocação, com 33 pontos, dois a menos em relação ao Internacional, primeiro time fora do Z4.

Próximos jogos do Corinthians

30/10 – Corinthians x Mirassol – Neo Química Arena
4/11 – São Paulo x Corinthians – Vila Belmiro

Memphis Depay e mais: os jogadores europeus com passagem pelo Brasil

 

ONU vota pelo fim do embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba

28 October 2026 at 21:51

A Assembleia Geral da ONU pediu, por esmagadora maioria, pelo fim do embargo econômico imposto há décadas pelos Estados Unidos a Cuba, mas uma campanha de pressão dos EUA levou vários países a se oporem à resolução nesta quarta-feira ou a se absterem pela primeira vez em anos.

Os resultados mostraram que 130 nações votaram a favor da resolução, 25 se abstiveram e 17 países, incluindo os EUA e Israel, votaram contra. No ano passado, a votação havia sido de 165 a 7, com 12 abstenções. Vários países ocidentais, incluindo Alemanha e Itália, se abstiveram pela primeira vez em muitos anos.

A votação da ONU tem peso político, mas somente o Congresso dos EUA pode suspender o embargo da era da Guerra Fria. A Assembleia Geral da ONU, composta por 193 membros, vem adotando a resolução anualmente há mais de três décadas — exceto em 2020, durante a pandemia da Covid.

“Estou satisfeito por tantos países agora, incluindo grandes economias como a Coreia, a Alemanha e outros, terem mudado sua posição”, disse o enviado dos EUA à ONU, Mike Waltz, aos repórteres após a votação.

“A diplomacia leva tempo, mas agora que o número de países que mudaram de posição triplicou, esperamos que isso só continue a crescer”, disse ele.

As tensões entre as duas nações na ONU se intensificaram antes da votação, incluindo discussões acaloradas entre diplomatas cubanos e norte-americanos na ONU na semana passada, bem como gritos e empurrões no plenário da Assembleia Geral na terça-feira.

Nesta quarta-feira, Waltz acusou um diplomata cubano de “agredir um diplomata norte-americano” durante as discussões de terça-feira, acrescentando que Richard Tur de la Concepción, primeiro-secretário da missão de Cuba na ONU, será expulso dos EUA.

“Esse primeiro secretário cubano estará hoje em um avião saindo do país de volta a Havana”, disse Waltz a repórteres na ONU.

A missão de Cuba na ONU não respondeu imediatamente às perguntas sobre a expulsão.

Os EUA mantêm um embargo comercial contra Cuba há mais de 60 anos, e o governo do presidente norte-americano  Donald Trump vem intensificando a pressão, após ter recorrido às Forças Armadas em janeiro para destituir o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou no X, após a votação, que “o governo dos EUA está mais uma vez isolado em sua tentativa de continuar sufocando o povo cubano e submetendo-o a um ato de punição coletiva e genocídio”.

“Nem seus pretextos mais insanos, nem suas pressões, nem o circo midiático prevalecerão sobre a força dos fatos e da verdade”, disse ele.

Os Estados Unidos têm votado contra as resoluções da ONU desde 1992, mas se abstiveram pela primeira vez em 2016, durante o governo do ex-presidente Barack Obama, quando Washington e Havana estreitaram suas relações.

Cuba atribuiu às sanções dos EUA a crise em que o país se encontra atolado, a pior recessão econômica em décadas, caracterizada pela escassez de bens básicos, infraestrutura em colapso e inflação galopante.

No mês passado, Trump afirmou na ONU que Cuba era um Estado falido e que a liberdade chegaria à nação insular.

A rede elétrica de Cuba sofreu um colapso total no mês passado, mergulhando a ilha na escuridão e deixando milhões de pessoas sem energia elétrica.

Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?

Tempestade pode afetar comparecimento às urnas em eleições nos EUA

28 October 2026 at 21:48

Uma tempestade chuvosa deve avançar pelo centro dos Estados Unidos no dia das Eleições de Meio de Mandato e pode influenciar o comparecimento dos eleitores em disputas importantes da região.

Ainda não é possível determinar exatamente quais estados terão chuva na próxima terça-feira. Há dúvidas sobre a localização e a intensidade da tempestade, algo normal em uma previsão feita com quase uma semana de antecedência.

A previsão deve ficar mais clara até o fim de semana. Por enquanto, Iowa, Kansas, Michigan, Ohio e Texas podem enfrentar condições chuvosas.

A chuva pode influenciar o comparecimento às urnas nesses estados e em outras regiões do centro dos Estados Unidos, entre os eleitores que ainda não votaram antecipadamente. Mais de 35 milhões de pessoas já votaram por meio do voto antecipado.

Diversos estudos constataram que a chuva e outras condições meteorológicas adversas tendem a reduzir o comparecimento dos eleitores, enquanto o tempo ensolarado costuma ter o efeito contrário.

Cenário meteorológico

A ameaça de chuva na terça-feira pode se estender de partes da região dos Grandes Lagos e do Meio-Oeste Superior até a costa oeste do Golfo do México. No entanto, a localização exata da tempestade fará a diferença entre tempo seco, chuva intensa ou pancadas isoladas.

Rajadas de vento podem acompanhar a chuva no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies. Também há possibilidade de tempestades fortes na parte sul do sistema meteorológico.

O tempo deve permanecer seco antes e depois da passagem da tempestade em grande parte da Costa Leste e no Oeste do país. A exceção são áreas costeiras da região do Meio-Atlântico e do Sudeste, onde ainda não é possível descartar completamente pancadas de chuva isoladas.

Uma coisa parece certa na previsão: não será necessário usar roupas muito quentes. As temperaturas máximas em grande parte da metade leste do país devem ficar entre 5 e 15 graus Fahrenheit acima da média. Apenas o Sudoeste deve registrar temperaturas um pouco abaixo da média.

A seguir, a previsão para alguns dos estados com disputas importantes nas eleições de meio de mandato. As condições ainda podem mudar à medida que houver mais certeza sobre a trajetória da tempestade, até o fim de semana.

Previsão para estados com disputas importantes

  • Geórgia: tempo provavelmente seco, com máximas entre 21 °C e 28 °C.
  • Iowa: há grande possibilidade de chuva durante pelo menos parte do dia, embora as pancadas possam deixar o estado até o início da manhã. As máximas devem ficar entre 10 °C e 17 °C.
  • Kansas: há boa possibilidade de chuva em partes do estado, mas ainda não está definido onde e em que volume. As máximas devem ficar entre 10 °C e 21 °C.
  • Maine: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Michigan: os modelos meteorológicos apresentam cenários bastante diferentes. Alguns indicam chuva generalizada em grande parte do estado, enquanto outros preveem apenas pancadas isoladas no oeste de Michigan ou na Península Superior. As máximas devem variar entre 4 °C e 12 °C na Península Superior e chegar a cerca de 16 °C nas áreas ao sul da Península Inferior.
  • New Hampshire: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Carolina do Norte: tempo provavelmente seco, com máximas em torno de 21 °C a 28 °C.
  • Ohio: a maioria dos modelos meteorológicos mantém a chuva a oeste do estado, mas ainda é cedo para descartar tempo chuvoso. As máximas devem chegar a cerca de 16 °C a 21 °C.
  • Texas: a metade leste do estado, especialmente nas áreas ao longo e a leste da rodovia interestadual 35, tem a maior probabilidade de chuva. Também há possibilidade de tempestades. As máximas devem variar entre cerca de 27 °C a 32 °C perto da costa e 16 °C a 21 °C na região do Panhandle, no noroeste do estado.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

Santos x Palmeiras: escalações e onde assistir ao jogo do Brasileirão

28 October 2026 at 21:36

Santos e Palmeiras fazem clássico paulista nesta quarta-feira (28), às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos. O confronto é válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos vive momento de oscilação no Campeonato Brasileiro, com uma vitória, uma derrota e dois empates nas últimas quatro rodadas. No sábado (24), o time empatou por 1 a 1 com o Bahia, na Vila Belmiro, e evitou a derrota com um gol nos acréscimos do segundo tempo.

Com 46 pontos, a equipe comandada por Cuca ocupa a oitava posição na tabela.

Na disputa pela liderança com o Flamengo, o Palmeiras tem uma sequência positiva e soma nove partidas sem perder no Brasileirão, com seis vitórias e três empates no período.

O time de Abel Ferreira também segue vivo em outras competições: está garantido na final da Libertadores e disputa as semifinais da Copa do Brasil. O jogo de ida do torneio nacional está previsto para o próximo domingo (1º), no Nubank Parque, contra o Vasco.

O clássico desta quarta-feira terá transmissão ao vivo exclusiva do Premiere, além do tempo real do CNN Esportes.

Escalações de Santos e Palmeiras:

Santos: Diógenes; Rodinei, João Alencar, Luan Peres e Barreal; Gustavo Henrique e Christian Oliva; Gabriel Bontempo, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha; Gabigol.

Palmeiras: Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay, Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira e Piquerez; Arias e Flaco López.

Onde assistir a Santos x Palmeiras

Ficha técnica de Santos x Palmeiras

  • Data: 28/10/2026 (quarta-feira)
  • Horário: 19h30 (de Brasília)
  • Local: Vila Belmiro, em Santos
  • Fase: 33ª rodada

Conheça os maiores campeões do Campeonato Brasileiro

 

Novas pesquisas reforçam perspectivas dos democratas no Senado dos EUA

28 October 2026 at 21:34

Novas pesquisas confirmam a ampliação do mapa de disputas em que os democratas têm chances de conquistar cadeiras no Senado nas Eleições de Meio de Mandato de 2026, nos Estados Unidos.

Os levantamentos do The New York Times em parceria com o Siena College — os primeiros estudos de alta qualidade em alguns desses estados — mostram os democratas com uma oportunidade concreta de conquistar uma cadeira na Carolina do Sul e, possivelmente, outra na Flórida. Já a pesquisa em Minnesota indica que as esperanças republicanas de uma vitória improvável no estado podem ter sido frustradas.

Os resultados de uma única pesquisa estadual não devem ser supervalorizados. Apesar do avanço dos democratas, muitas disputas estão dentro da margem de erro. Ainda assim, diante da escassez de levantamentos nesses três estados e da importância de cada disputa neste ano, os novos dados merecem uma análise mais detalhada.

Carolina do Sul

O principal destaque é o empate entre a senadora republicana Darline Graham, que assumiu o cargo por nomeação, e a democrata Annie Andrews, ambas com 48% entre os eleitores propensos a votar na Carolina do Sul.

É a primeira pesquisa pública de alta qualidade no estado e indica que a disputa não é apenas potencialmente vencível para os democratas, mas está praticamente empatada. O resultado chama a atenção em um estado que Donald Trump venceu por 18 pontos percentuais em 2024.

O cenário surge depois de outra pesquisa do The New York Times/Siena apontar empate técnico no Kansas, estado vencido por Trump por 16 pontos.

Há uma explicação clara para a competitividade na Carolina do Sul: os republicanos escolheram uma candidata apoiada por Trump que enfrenta questionamentos importantes sobre sua qualificação para o cargo.

Entre os eleitores propensos a votar, Andrews, que é médica, tem vantagem de 13 pontos percentuais sobre Graham na avaliação de quem possui a experiência adequada para ser uma senadora eficaz. Já Graham, irmã do falecido senador republicano Lindsey Graham, até então pouco conhecida, registra desvantagem de sete pontos nesse quesito.

Entre os eleitores independentes, 59% afirmam que Andrews tem a experiência necessária, ante 31% que dizem o mesmo sobre Graham.

Enquanto 62% dos democratas concordam enfaticamente que Andrews tem a experiência adequada, apenas 35% dos republicanos demonstram o mesmo grau de concordância em relação a Graham.

É uma avaliação bastante negativa para Graham, inclusive dentro de seu próprio partido.

Esses números ajudam a explicar por que Andrews lidera entre os independentes por 57% a 37% e ainda recebe 7% das intenções de voto dos eleitores republicanos propensos a votar.

Os dados indicam ainda que as tentativas dos republicanos de retratar Andrews como extremista não surtiram, até agora, o efeito esperado. A estratégia se concentrou principalmente em declarações anteriores dela sobre direitos de pessoas trans e no uso de um termo pejorativo contra pessoas trans para atacá-la. Apenas 39% dos eleitores propensos a votar nesse estado conservador consideram Andrews muito à esquerda.

Ainda não há pesquisas de alta qualidade em outros estados tradicionalmente republicanos onde o partido pode enfrentar dificuldades, como Nebraska e até mesmo Mississippi, onde Trump esteve na segunda-feira. Mas os levantamentos do The New York Times/Siena no Kansas e na Carolina do Sul mostram que os democratas têm várias oportunidades de conquistar cadeiras.

Minnesota

Outro destaque é uma pesquisa que indica que os democratas não têm tantos motivos para se preocupar em Minnesota. Até agora, os dados disponíveis, ainda limitados, sugeriam que o estado — onde Kamala Harris venceu por quatro pontos percentuais — poderia representar um problema para o partido.

O levantamento do The New York Times/Siena mostra a vice-governadora democrata Peggy Flanagan à frente da republicana Michele Tafoya, ex-comentarista esportiva de televisão, por 54% a 40%.

A pesquisa indica que os eleitores têm preocupações reais de que Flanagan seja muito à esquerda. Até mesmo 17% de seus próprios apoiadores compartilham dessa avaliação. Ela conquista poucos votos entre os republicanos, ao contrário de vários outros candidatos democratas ao Senado, e não é especialmente popular.

Ainda assim, os dados sugerem que o eleitorado pode ser favorável demais aos democratas para que esses fatores comprometam sua vantagem.

Os democratas lideram por 18 pontos percentuais na disputa genérica para o Senado no estado, e 57% dos eleitores propensos a votar têm uma opinião fortemente desfavorável sobre Trump.

Mesmo que Minnesota não se mostre tão favorável aos democratas quanto a pesquisa indica, Tafoya parece enfrentar uma disputa difícil em um ano que pode ser positivo para o partido. Flanagan também lidera entre os independentes por dois dígitos, com 54% contra 39%.

Flórida

Uma terceira pesquisa parece confirmar que a Flórida — estado que se tornou cada vez mais republicano durante a era Trump — é um objetivo secundário para os democratas.

O levantamento mostra a senadora republicana Ashley Moody à frente da deputada estadual democrata Angie Nixon por seis pontos percentuais, com 50% contra 44%. Na semana anterior, uma pesquisa da Universidade do Norte da Flórida havia apontado uma vantagem semelhante para Moody, de 49% a 45%.

Os republicanos podem comemorar o fato de a vantagem continuar fora da margem de erro.

Ainda assim, a disputa é competitiva. Embora a Flórida tenha sido amplamente descartada como objetivo pelos democratas após a escolha de Nixon, integrante da organização Socialistas Democráticos da América, apenas 37% dos eleitores propensos a votar a consideram muito à esquerda. Entre os independentes, Nixon lidera por 52% a 38%.

Parece difícil para Nixon superar a desvantagem em um estado que tem se inclinado cada vez mais aos republicanos. Mas, no mínimo, a pesquisa do The New York Times/Siena indica que a disputa pelo governo estadual está aberta.

O levantamento mostra o deputado republicano Byron Donalds com 48% e o ex-deputado democrata David Jolly com 44%. A diferença de quatro pontos percentuais está muito próxima da margem de erro da pesquisa, de 3,9 pontos.

Mesmo perder a disputa pelo governo da Flórida representaria um revés importante para os republicanos.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

Trump diz que EUA permitiram entrada de Flávio, mas que não vai se envolver

28 October 2026 at 21:32

O presidente Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (28) que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após ele ter deixado o Brasil depois de perder a eleição presidencial.

De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio.

“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou o presidente.

Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

Uma fonte brasileira próxima a Flávio informou que o político temia ser preso no Brasil. Ele é alvo de investigações por supostos atos de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Como vocês sabem, não tomei partido na eleição. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto. Achei que ele e sua família foram tratados de forma muito injusta”, adicionou.

A CNN noticiou, ainda nesta quarta-feira, que Flávio havia chegado aos EUA. Imagens mostraram o senador desembarcando de um avião no aeroporto de Opa-locka, em Miami, acompanhado de sua esposa e duas filhas. Posteriormente, a família foi fotografada deixando o aeroporto, protegida por guarda-chuvas.

Na segunda-feira, Trump alegou, sem apresentar provas, que a eleição presidencial brasileira “pareceu mais uma eleição fraudada, para ser sincero”, declarando aos repórteres que o processo foi “tão corrupto, tão terrível”.

Segundo um assessor relatou à CNN, integrantes do governo Trump sabiam, já na segunda-feira, que Flávio Bolsonaro tinha um prazo de cerca de 24 horas para entregar seu passaporte.

Eles deixaram claro ao candidato derrotado que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição no segundo turno, no domingo (25), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.

A diferença foi de 4,4 milhões de votos.

*com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN

Usa o carro da empresa ao fim de semana? Finanças podem cobrar 23% de IVA mesmo que seja apenas uma vez

28 October 2026 at 21:20

Utilizar um automóvel disponibilizado pela entidade patronal para fazer compras, passear ao fim de semana ou tratar de assuntos pessoais pode ter consequências fiscais que muitos portugueses desconhecem. Mesmo quando estas deslocações são ocasionais, a utilização privada do veículo pode dar origem à cobrança de IVA à taxa de 23%.

O entendimento resulta de uma interpretação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), que esclarece em que circunstâncias a utilização pessoal de viaturas empresariais deve ser considerada uma prestação de serviços sujeita a imposto.

Segundo o Notícias ao Minuto, numa notícia publicada esta quarta-feira, 28 de outubro, a equipa de direito fiscal da Dower Law Firm explicou as implicações desta interpretação, que consta do Ofício Circulado n.º 25 088, de 21 de novembro de 2025, divulgado publicamente no início de 2026.

Afinal, quem tem de pagar IVA pela utilização do carro da empresa?

A interpretação da Autoridade Tributária aplica-se às situações em que uma empresa ou um trabalhador independente deduziu IVA na aquisição, aluguer ou leasing de uma viatura que também é utilizada para fins pessoais.

Nestes casos, a utilização privada pode ser considerada uma prestação de serviços sujeita a IVA, mesmo quando representa apenas uma pequena parte dos quilómetros percorridos.

A medida afeta sobretudo empresas e empresários em nome individual que adquiriram veículos elétricos, híbridos plug-in ou movidos a GPL ou GNV, beneficiando do direito à dedução do imposto.

Contudo, os especialistas alertam que o documento da Autoridade Tributária não esclarece expressamente se o entendimento abrange apenas sujeitos passivos de IRS ou também de IRC, embora considerem expectável a aplicação a ambos.

Importa sublinhar que a obrigação de liquidar IVA recai sobre o sujeito passivo abrangido pelas regras fiscais, não significando que todos os trabalhadores que conduzem carros de empresa tenham de pagar diretamente 23% de imposto.

Basta utilizar o carro uma vez para fins pessoais?

Um dos aspetos que mais dúvidas suscita está relacionado com a frequência das deslocações privadas. De acordo com a interpretação divulgada, mesmo uma utilização pessoal residual pode determinar a sujeição a IVA, desde que estejam reunidas as restantes condições legais.

Isto significa que deslocações particulares realizadas ao fim de semana, durante as férias ou fora do horário de trabalho podem ser relevantes para efeitos fiscais.

No entanto, o imposto não incide automaticamente sobre o valor total do automóvel ou sobre a totalidade dos seus custos. O cálculo deve considerar a proporção correspondente à utilização privada.

Por outro lado, quando a viatura é utilizada exclusivamente para fins profissionais, não há lugar à tributação desta utilização pessoal.

Como são calculados os 23% de IVA?

Segundo os esclarecimentos da Dower Law Firm, a empresa deve começar por determinar a percentagem de quilómetros percorridos para fins particulares relativamente à distância total realizada pelo veículo.

Posteriormente, essa percentagem é aplicada ao valor normal do serviço, determinado de acordo com as regras do Código do IVA, tendo em consideração os custos e as despesas acessórias relevantes.

Sobre o montante correspondente à utilização privada é então aplicada a taxa normal de IVA de 23%, quando esta seja a taxa territorialmente aplicável.

Por exemplo, se uma viatura apresentar um custo mensal de referência de 500 euros e 20% da sua utilização corresponder a deslocações pessoais, a parcela considerada para tributação seria de 100 euros. Aplicando uma taxa de 23%, o IVA seria de 23 euros.

Este exemplo é meramente ilustrativo, uma vez que o valor normal do serviço deve ser determinado segundo os critérios legais e não corresponde necessariamente ao custo mensal contabilístico do veículo.

Ter um carro pessoal não evita a tributação

Outra dúvida frequente está relacionada com os trabalhadores, gerentes ou administradores que possuem um automóvel próprio, mas também utilizam uma viatura disponibilizada pela empresa.

Segundo os especialistas, a existência de um veículo particular não é suficiente para afastar a aplicação do imposto.

O critério considerado pela Autoridade Tributária é a utilização efetiva do automóvel empresarial e não a existência de outras viaturas registadas em nome do utilizador.

Assim, mesmo quem tem carro próprio poderá estar abrangido pelo entendimento fiscal caso utilize a viatura da empresa para deslocações particulares.

Finanças podem exigir registos dos quilómetros percorridos

Para evitar problemas com a Autoridade Tributária, os especialistas recomendam que as empresas mantenham documentação que permita distinguir claramente as deslocações profissionais das pessoais.

Entre as medidas aconselhadas estão a criação de regulamentos internos sobre a utilização dos veículos, a manutenção de mapas de quilómetros e o registo das deslocações efetuadas.

A atenção deverá ser reforçada quando os automóveis são utilizados fora do horário normal de trabalho, nomeadamente durante os fins de semana, feriados e períodos de férias.

Embora o ofício da Autoridade Tributária não determine um modelo específico de documentação, a existência destes registos poderá ajudar a demonstrar a utilização exclusivamente profissional das viaturas.

Empresas arriscam pagar imposto adicional e juros

A ausência de documentação adequada poderá criar dificuldades às empresas que pretendam demonstrar que os seus veículos são utilizados apenas no exercício da atividade profissional.

De acordo com a interpretação explicada pela Dower Law Firm, a Autoridade Tributária admite presumir a existência de utilização pessoal quando não existem elementos que permitam comprovar o contrário.

Nestas circunstâncias, as empresas poderão enfrentar liquidações adicionais de IVA, juros compensatórios e eventuais processos de contraordenação tributária.

Os especialistas recomendam, por isso, que as entidades abrangidas procurem aconselhamento fiscal e revejam os procedimentos internos de utilização das suas viaturas.

Regra não é nova, mas interpretação foi esclarecida recentemente

Apesar das dúvidas que têm surgido, não está em causa a criação de um novo imposto nem uma alteração legislativa aprovada em 2026.

O entendimento consta de um ofício circulado emitido em novembro de 2025, cuja interpretação foi divulgada publicamente no início deste ano.

A principal consequência está relacionada com a forma como a Autoridade Tributária considera a utilização privada de veículos relativamente aos quais tenha existido direito à dedução do IVA.

Para empresas e trabalhadores independentes, o esclarecimento reforça a importância de documentar corretamente a utilização das viaturas, sobretudo quando os mesmos automóveis são utilizados tanto para deslocações profissionais como pessoais.

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Flávio recua em carta golpista e troca ‘presidente’ por ‘líder do Brasil’

28 October 2026 at 21:15

Depois de se declarar “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro recuou e postou versão alterada da carta em sua conta no X. Ele se declara como “líder do Brasil” na segunda versão do documento.

Flávio Bolsonaro modificou carta divulgada após chegada aos Estados Unidos, onde passou a contestar derrota para Lula e criticar decisões do STF | Foto: Ricardo Arduengo

Flávio foi derrotado nas urnas por Lula (PT) no último domingo (25).

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmava na primeira versão da carta divulgada.

Segundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país.

No domingo, Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar de tanto a campanha do PT como a do PL ter pedido a prorrogação da votação por duas horas no dia da eleição, o candidato derrotado acabou questionando posteriormente a medida determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, com aval posterior de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE e indicado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro.

Apenas 34 mil votos —0,03% do total— foram registrados após as 17h deste domingo (25).

No pronunciamento divulgado nesta quarta, Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.

Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.

“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.

O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.

O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.

Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula, contrariando os dados que apontam para uma diferença mínima na quantidade de votos.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.

O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos não configura, porém, nenhuma evidência de fraude eleitoral.

Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.

O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.

Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.

A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.

Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.

O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.

O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.

“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.

O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.

No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.

“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”

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Comissão avança com processo que pode resultar em impeachment de Stabile

28 October 2026 at 21:11

A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians deu um passo importante no procedimento que apura possíveis irregularidades na contratação da empresa de segurança Bear Security Ltda. durante a gestão do presidente Osmar Stabile.

Em despacho assinado nesta quarta-feira (28) por Leonardo Pantaleão, presidente do órgão fiscalizador, foi determinada a mudança do rito do procedimento administrativo para o previsto no Estatuto Social do clube para casos de impeachment do presidente.

Na prática, a comissão entendeu que os elementos reunidos durante a investigação justificam o avanço da apuração por um caminho que pode resultar na destituição de Stabile. A decisão, porém, não significa que o presidente tenha sido condenado ou afastado do cargo. O processo ainda precisa seguir as etapas previstas no estatuto, com garantia de defesa.

Após a realização de diligências, a solicitação de documentos e esclarecimentos e a realização de audiência de instrução, a Comissão de Ética e Disciplina identificou circunstâncias que, em tese, podem se enquadrar em três hipóteses previstas no artigo 106 do Estatuto do clube.

1. Possível prejuízo ao patrimônio ou à imagem do clube

Segundo o documento, os elementos reunidos indicam a possibilidade de que serviços de segurança pagos pelo Corinthians tenham sido utilizados para atender a interesses particulares, inclusive de familiares de Osmar Stabile.

Caso essa hipótese seja confirmada, a situação poderia caracterizar o uso de recursos do clube para finalidades que não correspondem aos interesses institucionais.

2. Possível descumprimento das regras de contratação

O despacho afirma que não foram apresentados os três orçamentos exigidos pelo Estatuto Social para as contratações examinadas.

Também não teria sido demonstrada documentalmente a dispensa dessa exigência por meio de parecer e autorização do Cori (Conselho de Orientação), conforme previsto nas regras internas do clube.

3. Possível gestão irregular ou temerária

Outro ponto levantado é a ausência de comprovação da autorização da Polícia Federal para que a Bear Security exercesse atividades de segurança privada, apesar das diligências realizadas durante a apuração.

Para a comissão, as circunstâncias relacionadas à contratação e à manutenção dos serviços podem indicar, em tese, uma condução administrativa irregular ou temerária.

Próximos passos

O despacho estabelece prazo de 10 dias, contado a partir do recebimento da intimação, para que Osmar Stabile apresente sua defesa em relação aos possíveis enquadramentos previstos no artigo 106 e indique as provas que deseja produzir.

Após o encerramento desse prazo, com ou sem manifestação da defesa, o processo deverá retornar para análise e encaminhamento das providências seguintes previstas no artigo 107, que detalha o rito específico do processo de destituição.

Entenda o caso

No começo de maio, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, voltou a ser alvo de um pedido de impeachment no Parque São Jorge. Um grupo de conselheiros e associados de oposição acusa o dirigente de cometer irregularidades administrativas na gestão, citando a contratação de empresas ligadas à área de segurança do clube.

Os autores solicitam a abertura de um processo de impeachment no Conselho Deliberativo por suposto descumprimento do Estatuto Social e possíveis infrações previstas na legislação esportiva e civil.

No documento, ao qual a reportagem teve acesso, conselheiros e associados citam a Mega Assessoria Operacional Ltda., empresa que teria prestado serviços ao clube sem vínculo contratual formal e que é investigada pelo Ministério Público de São Paulo.

O pedido também menciona a Bear Security Ltda., que, segundo o grupo de oposição, prestava serviços à família de Stabile antes de ser contratada pelo Corinthians e não possui regularização junto à Polícia Federal para atuar na área de segurança.

Os autores afirmam que o clube contratou a Mega Assessoria Operacional Ltda., ligada a Fernando José da Silva, apontado como gerente operacional do Corinthians e pessoa próxima à atual gestão.

Segundo o grupo, a contratação ocorreu sem contrato formal e sem aprovação prévia do Cori (Conselho de Orientação). Além disso, a empresa não teria regularização junto à Polícia Federal para prestar serviços de segurança armada, e as notas fiscais emitidas apresentariam irregularidades.

O documento sustenta que Osmar Stabile não solicitou autorização formal dos órgãos internos para a contratação da empresa. Os autores também afirmam que o presidente deu declarações públicas contraditórias sobre o caso ao negar vínculo formal com Fernando José da Silva, que, segundo eles, atuaria efetivamente no dia a dia do clube.

Já a Bear Security Ltda., de acordo com o pedido, foi criada recentemente e não possui a regularização necessária junto à Polícia Federal para prestar serviços de segurança. Além disso, a empresa teria atendido a família de Stabile antes da posse do dirigente.

Segundo o documento, a Mega recebeu cerca de R$ 676 mil do Corinthians por meio de três notas fiscais. Já a Bear Security teria recebido R$ 586.987,65.

Os autores alegam que Osmar Stabile violou o Estatuto Social do Corinthians pela ausência de aprovação do Cori, supostas irregularidades no processo de contratação e falta de formalização contratual adequada.

O documento também aponta indícios de gestão temerária, falta de diligência administrativa, possível conflito de interesses e falta de transparência.

Ao fim do pedido, os conselheiros solicitam a abertura e o processamento do impeachment de Osmar Stabile, a comunicação dos fatos ao Ministério Público de São Paulo e a realização de uma auditoria independente nas contas do clube.

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ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba

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A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução contra o embargo unilateral mantido pelos Estados Unidos contra Cuba há quase 27 anos.  

A medida foi aprovada com 130 votos favoráveis, incluindo o do Brasil, 17 contrários e 25 abstenções. Esse foi o menor apoio ao fim do bloqueio em 30 anos. A queda está relacionada a uma campanha intensa dos Estados Unidos para convencer países aliados a rejeitarem a resolução. 

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A resolução já foi votada 33 vezes na ONU. Na primeira vez, em 1992, só 59 países votaram favoráveis. Entre 2015 e 2017, 191 países votaram pelo fim do embargo, o maior número até hoje. O período corresponde ao governo do ex-presidente norte-americano Barack Obama, que buscou uma reaproximação entre Estados Unidos e Cuba. 

Em quase todas as votações, o Brasil se colocou favorável ao fim do bloqueio. As exceções foram em três ocasiões no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2019 o Brasil votou contra e em 2021 e 2022 se absteve.   

Crise humanitária

Cuba sofre com um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1960. Na época, Washington tomou a medida em retaliação à revolução cubana de 1959. 

Este ano, o governo de Donald Trump intensificou as sanções contra a ilha, agravando ainda mais a crise econômica do país. Desde então, Cuba enfrenta escassez de energia, combustível, gás de cozinha, medicamentos e serviços essenciais. A inflação deste ano cresceu 25% em relação a 2025. 

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