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O papel da sequenciação genética dos tumores na personalização dos cuidados em Oncologia

28 October 2026 at 12:44

A oncologia atravessa uma transformação profunda. Se, durante décadas, o tratamento do cancro dependia essencialmente do órgão de origem e das características histológicas, hoje sabemos que a identificação das alterações genéticas dos tumores é fundamental para compreender a doença e personalizar a sua abordagem.

A sequenciação de nova geração (Next-Generation Sequencing — NGS) permite analisar simultaneamente múltiplos genes, assumindo um papel crescente nas diferentes etapas do percurso oncológico: prevenção, diagnóstico, prognóstico, selecção do tratamento e monitorização.

Na prevenção, a identificação de variantes genéticas hereditárias, como as dos genes BRCA1 e BRCA2, permite reconhecer indivíduos e famílias com maior predisposição para determinados cancros, possibilitando estratégias personalizadas de vigilância e redução do risco. No rastreio e diagnóstico precoce, a caracterização genética pode contribuir para identificar populações de maior risco e, através de novas tecnologias, incluindo a análise de ADN tumoral circulante, abrir perspectivas para detectar a doença em fases mais precoces, embora algumas destas aplicações ainda necessitem de validação clínica.

No prognóstico, as alterações moleculares ajudam a compreender a agressividade dos tumores, estimar o risco de recidiva e orientar a intensidade da vigilância e dos tratamentos.

É, contudo, na selecção terapêutica que a sequenciação genética tem actualmente maior impacto. A identificação de alterações em genes como EGFR, ALK, ROS1, KRAS ou RET, no cancro do pulmão, permite utilizar terapêuticas dirigidas, frequentemente mais eficazes e menos tóxicas. Quando não existem alterações moleculares susceptíveis de tratamento dirigido, a avaliação da carga mutacional tumoral (Tumour Mutational Burden — TMB) pode, em contextos clínicos específicos, fornecer informação adicional para orientar a imunoterapia, embora não constitua um biomarcador universal nem substitua outros critérios de decisão.

O valor desta inovação é também económico e social. Um estudo nacional sobre os testes de diagnóstico in vitro estimou que cada euro investido na utilização alargada de NGS no cancro do pulmão poderá gerar 5,4 euros de retorno social e económico.

Persistem, porém, desigualdades no acesso, atrasos na realização dos testes e dificuldades de financiamento. Portugal necessita de uma estratégia nacional de diagnóstico molecular, que assegure qualidade, rapidez e equidade, integrando estas tecnologias nos cuidados oncológicos.

A medicina de precisão não começa na escolha do medicamento, mas no conhecimento da biologia do tumor. Investir nesse conhecimento significa prevenir melhor, diagnosticar mais cedo, tratar com maior eficácia e oferecer a cada doente a melhor oportunidade de viver mais e melhor.

Melanoma, “il vaccino a mRNA personalizzato riduce del 42% il rischio di recidiva o morte”

23 October 2026 at 12:42

Un vaccino terapeutico personalizzato basato sulla tecnologia dell’RNA messaggero (mRNA) potrebbe migliorare il controllo del melanoma dopo l’intervento chirurgico. I risultati dello studio clinico internazionale di fase 3 INTerpath-001, sviluppato da Moderna e Merck e riportati da Associated Press (AP), indicano che l’aggiunta del vaccino sperimentale intismeran autogene, noto anche come V940 o mRNA-4157, a pembrolizumab riduce il rischio di recidiva o morte rispetto alla sola immunoterapia.

Lo studio ha coinvolto 1.137 pazienti con melanoma ad alto rischio, completamente asportato chirurgicamente. I partecipanti sono stati assegnati casualmente a ricevere pembrolizumab, un farmaco immunoterapico commercializzato come Keytruda, in associazione con il vaccino personalizzato oppure con un placebo.

Dopo un follow-up mediano di 24,6 mesi, la combinazione ha ridotto del 42% il rischio relativo di recidiva o morte. A due anni, la sopravvivenza libera da recidiva era dell’82,2% nel gruppo trattato con il vaccino, contro il 70% nel gruppo di controllo: una differenza assoluta di 12,2 punti percentuali. Il trattamento combinato ha inoltre ridotto del 38% il rischio di metastasi a distanza o morte.

Come funziona il vaccino

Il trattamento viene progettato a partire dall’analisi genetica del tumore asportato. I ricercatori identificano mutazioni che possono produrre neoantigeni, proteine riconoscibili come bersagli dal sistema immunitario. Il vaccino a mRNA fornisce alle cellule le istruzioni per produrre questi antigeni, stimolando una risposta immunitaria diretta contro eventuali cellule tumorali residue.

L’associazione con pembrolizumab punta a rafforzare tale risposta bloccando PD-1, una proteina che limita l’attività dei linfociti T. A differenza dei vaccini preventivi contro infezioni associate al cancro, come quelli contro il papillomavirus umano (HPV) e il virus dell’epatite B, questa strategia è terapeutica e mira a ridurre il rischio che un tumore già rimosso si ripresenti.

Benefici e questioni ancora aperte

Gli effetti indesiderati comprendono dolore nel sito di iniezione, stanchezza e altre reazioni associate alla vaccinazione a mRNA. Nei dati dello studio, gli eventi avversi correlati al trattamento di grado 3-5 sono stati registrati nel 14,2% dei pazienti che hanno ricevuto il vaccino e pembrolizumab, contro il 13,4% di quelli trattati con placebo e pembrolizumab.

La produzione personalizzata richiede inoltre un processo complesso: secondo quanto riportato da Associated Press, possono trascorrere circa sei settimane, o più, dall’analisi del tumore alla disponibilità del vaccino. Tempi, costi e capacità produttiva saranno quindi elementi importanti per un’eventuale applicazione su larga scala.

Moderna e Merck stanno discutendo con le autorità regolatorie i passaggi successivi per un’eventuale richiesta di autorizzazione. I risultati di fase 3 sono promettenti, ma non equivalgono all’approvazione del trattamento. Il follow-up dovrà chiarire soprattutto se la riduzione delle recidive si tradurrà in un miglioramento della sopravvivenza complessiva e quanto a lungo persisterà il beneficio.

Lo studio rappresenta un avanzamento per l’immunoterapia oncologica personalizzata, ma i risultati ottenuti nel melanoma non possono essere automaticamente estesi ad altri tumori. Saranno ulteriori studi a stabilire quali pazienti possano beneficiare maggiormente di questa strategia e quale ruolo potrà assumere nella pratica clinica.

L'articolo Melanoma, “il vaccino a mRNA personalizzato riduce del 42% il rischio di recidiva o morte” proviene da Il Fatto Quotidiano.

ULSTMAD reuniu profissionais para debater evolução dos tratamentos oncológicos

21 October 2026 at 13:32

VTM

Segundo Cátia Cunha, técnica de radioterapia no serviço de radioncologia da ULSTMAD e membro da equipa organizadora do evento, a iniciativa visou promover a partilha de conhecimentos entre os profissionais envolvidos no tratamento de doentes oncológicos. “Esta organização vai ao encontro da nossa intenção de mostrar aos colegas de diferentes especialidades o trabalho que temos vindo a desenvolver”.

O Serviço de Radioterapia iniciou a sua atividade no final de 2008 e, desde então, tem vindo a registar um crescimento significativo, alargando a sua intervenção a várias patologias oncológicas e incorporando técnicas de tratamento de elevada precisão.

Segundo Cátia Cunha, a iniciativa permitiu “dar a conhecer o percurso do serviço e a evolução das técnicas utilizadas nos tratamentos”. A responsável destacou ainda a importância de divulgar os avanços tecnológicos nesta área e admitiu a possibilidade de realizar novas edições do encontro.

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