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Do pedestal da nobreza à realidade quotidiana | Por José Figueiredo Santos

28 October 2026 at 18:51

Há instituições que atravessam séculos graças a uma fantástica flexibilidade; outras sobrevivem talvez porque todos nos esquecemos de questionar a sua utilidade. A aristocracia, numa proeza notável, consegue a façanha de pertencer a ambos os grupos. Mesmo desprovida de qualquer poder real, órfã dos seus velhos privilégios e reduzida, no fundo, à gestão nostálgica do pó dos seus antepassados, mantém uma autoestima tão inabalável que deixaria roxo de inveja qualquer organismo que sirva, de facto, para alguma coisa.

É, pois, com um interesse antropológico reservado às espécies resistentes à extinção social que aguardo a boda do infante D. Dinis, filho mais novo dos Duques de Bragança, com a condessa austríaca Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, baronesa de Trachenberg, cerimónia anunciada para Lisboa, em 16 de outubro de 2027.

O evento promete juntar, na mesma sala, relíquias que o tempo teima em não extinguir: brasões e poses herdadas, apelidos com hífen e a bela ilusão de que nascer num berço de ouro equivale a um doutoramento. O amor? Detalhe irrelevante. O que importa aqui é o pedigree; afinal, se o sentimento serve para os noivos, o registo da etnia pura, da reprodução social da casta, é o que realmente acalma o coração dos arquivistas.

Poder-lhe-ão chamar um comício de vaidades, mas é o chão onde o útero materno é celebrado como o melhor currículo do mundo.

Confesso que nunca compreendi inteiramente esta ciência da superioridade hereditária. Nasci plebeu, circunstância que não me envergonha, embora tenha exigido de mim esforços que um apelido ilustre talvez tivesse dispensado. Atravessei os corredores da instrução pública, subi, degrau a degrau, a escadaria universitária e aprendi, à minha custa, que o conhecimento não se herda, a inteligência não se transmite por escritura notarial e a competência, ao contrário dos títulos, carece de demonstração.

A aristocracia, porém, possui uma vantagem que os diplomas académicos não oferecem: dispensa a prova. Uma pessoa pode passar a vida a estudar, a trabalhar, a errar e a corrigir os seus erros sem conseguir que o mundo lhe reconheça a grandeza; outro, por um desses caprichos da biologia que a sociedade elevou à categoria de instituição vitalícia, recebe à nascença uma respeitabilidade que não precisou de conquistar. A um, exigem-lhe provas; ao outro, basta-lhe o registo de nascimento.

Não pretendo, todavia, fazer da República um altar de virtudes. Conheço o suficiente a vida pública para saber que a ausência de sangue azul não garante a pureza do sangue político. Os partidos instituíram, por vezes, as suas próprias pequenas aristocracias, com lugares reservados, sucessões preparadas com bastante cuidado e uma notável habilidade para converter a lealdade em mérito e o mérito em inconveniência. Mudaram os brasões, mas nem sempre mudou a lógica do privilégio. Onde antes havia uma linhagem, há agora uma estrutura; onde se exigia ascendência, agora pede-se obediência. A democracia, quando adormece, também produz dinastias, ainda que eletivas.

Mas voltemos à boda, que é o que nos interessa e, sobretudo, o que nos provoca bom humor.

Imagino Lisboa preparada para receber tão distinto acontecimento. Os convivas chegarão com a gravidade de quem transporta nos ombros vários séculos de História, embora não seja certo que tenham lido algum deles. Haverá vestidos escrupulosamente escolhidos, com atenção aos mínimos detalhes, cumprimentos medidos ao milímetro e conversas em que cada nome próprio será pronunciado como se a sua correta articulação pudesse alterar o destino da Europa.

O nome da noiva, Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, baronesa de Trachenberg, não é propriamente um nome. É uma maratona ortográfica oferecida por umalista completa dos termos e condições da nobreza alemã. Chamar a senhora para jantar exigirá tanta capacidade pulmonar que o mordomo precisará de assinar um termo de responsabilidade e ter uma ambulância do INEM à porta.

Imagine-se o pânico do pobre tabelião, mais habituado a nomes que cabem numa linha. Olhando para o papel como quem descobre um novo continente, terá o árduo trabalho de soletrar tudo sem errar uma única letra, lutando contra a vontade de lhe implorar por uma versão reduzida.

Coitado, vai precisar de três meses de férias e de um balão de oxigénio para conseguir passar a certidão, não sem que antes contraia uma tendinite crónica só de começar o apelido.

Não o censuro. A burocracia moderna foi concebida para pessoas que cabem numa linha.

O casamento, contudo, não se destina a facilitar o trabalho dos funcionários. Visa, dirigir-se aos noivos; mas, em determinadas sociedades, destina-se também aos antepassados, aos descendentes ainda inexistentes e à conservação daquela respeitável continuidade familiar que transforma o matrimónio numa espécie de assembleia-geral da História. Dois jovens amam-se, ou esperam vir amar-se, e à sua volta instala-se um cortejo de mortos ilustres, todos silenciosamente interessados no êxito da operação.

É possível que, no momento dos votos, os noivos sintam a emoção simples e humana que torna um casamento digno de ser celebrado. Desejo-o com toda a sinceridade. Seria lamentável que, depois de tantos séculos de preparação genealógica, a felicidade conjugal acabasse reduzida a uma nota de rodapé nos arquivos da família.

Porque é esse, afinal, o aspeto mais curioso da aristocracia: a sua extraordinária capacidade para revestir de solenidade aquilo que, visto de perto, pertence à experiência comum. Casar, ter filhos, constituir família, envelhecer, discutir por pequenas coisas, reconciliar-se e procurar a felicidade são ocupações que não distinguem um príncipe de um plebeu, uma condessa de uma professora ou um duque de um mecânico. A diferença começa quando alguns desses atos são acompanhados por títulos e outros apenas por contas para pagar.

O plebeu casa-se; a aristocracia celebra uma aliança. O plebeu apresenta a família; a aristocracia exibe uma linhagem. O plebeu recorda os avós com ternura; a aristocracia parece exigir-lhes uma certidão de nobreza. E, no entanto, diante da doença, da desilusão ou da morte, toda essa arquitetura de distinções se revela tão frágil como a dos restantes mortais. A sepultura, essa instituição admiravelmente republicana, não costuma reservar um compartimento especial para os títulos.

Não quero com isto diminuir a importância da memória familiar. Todos temos antepassados, histórias e nomes que merecem ser preservados. O que me diverte é a ideia de que a antiguidade de uma família possa funcionar como certificado permanente de excelência, mesmo quando o presente não se dá ao trabalho de confirmar as qualidades do passado. Há apelidos que atravessam os séculos com a dignidade de uma biblioteca; outros parecem atravessá-los como móveis herdados, demasiado pesados para serem deitados fora e demasiado antigos para serem utilizados.

A boda de Dinis será, estou certo, uma bela ocasião. Haverá flores, música, emoção e, espero, uma abundância de alegria que torne irrelevante a extensão dos apelidos. Os noivos merecem os meus votos sinceros de felicidade, saúde, ternura e longa cumplicidade. Que se amem pelo que são, e não pelo que os respetivos antepassados foram; que possam rir de si mesmos, virtude necessária sobretudo a quem nasceu rodeado de pessoas dispostas a tratá-los como uma instituição.

Quanto a mim, comparecerei, se para tanto for convidado (estou certo de que sim), com a tranquilidade de quem não precisa de apresentar a árvore genealógica à entrada. Levarei comigo a minha condição de homem simples do povo, os meus anos de estudo e a convicção, talvez ingénua, de que a dignidade humana não melhora com o comprimento de um nome.

E, se alguém me perguntar de que ilustre casa provenho, responderei que venho da casa comum dos que trabalham, estudam, pagam impostos e aguardam, com resignação democrática, que os seus representantes se lembrem de os governar bem, nunca sabendo se será pedir demais.

Não tenho brasão, reconheço. Mas tenho uma vantagem de ninguém me exigir que faça manutenção heráldica.

Aos noivos, pois, os meus parabéns. Que a felicidade lhes seja generosa e que a vida lhes ensine aquilo que nenhum título pode garantir: que o amor romântico não reconhece precedências, que o carácter não se transmite por herança e que, no fim, a única nobreza verdadeiramente respeitável é aquela que cada um consegue demonstrar pelos seus atos.

Quanto ao resto, a História que o arquive.

Leia também: Uns armam barraca, outros armam tendas (ou da arte nacional de distinguir entre o cidadão incómodo e o adepto estimável) | Por José Figueiredo Santos

Jovens do Algarve, Alentejo e Andaluzia apresentam seis propostas à Comissão Europeia para reforçar a democracia

28 October 2026 at 18:23

Um grupo de 50 jovens do Algarve, Alentejo e Andaluzia reuniu-se entre 16 e 18 de outubro, em El Rocío, no município espanhol de Almonte, para debater os desafios da democracia e elaborar seis recomendações dirigidas à Comissão Europeia. As propostas, desenvolvidas durante o V Encontro de Jovens da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (AAA), foram publicadas na Plataforma Europeia de Participação dos Cidadãos, onde podem ser consultadas e votadas.

A iniciativa decorreu na Casa Hermandad de Gines, sob o tema “Escudo para a Democracia”, reunindo participantes das três regiões num painel de cidadãos dedicado à reflexão sobre a participação democrática e o papel das comunidades no futuro da União Europeia.

Ao longo de três dias, os jovens foram desafiados a responder à questão “Como podemos, juntos, tornar as nossas democracias mais fortes e resilientes?”, através de debates, trabalho em grupo e apresentação de propostas.

O encontro contou com a participação do Europe Direct Algarve e com o apoio da Eurorregião AAA e do programa Interreg Espanha-Portugal, integrando as iniciativas de cooperação entre os territórios dos dois lados da fronteira.

Seis propostas procuram reforçar a participação democrática na Europa

O principal resultado do encontro foi a elaboração de seis recomendações relacionadas com o funcionamento da democracia, a participação dos cidadãos e a aproximação das instituições europeias às comunidades.

As propostas abordam os valores democráticos nos partidos políticos, a aproximação da democracia aos cidadãos, o reforço das relações entre a Europa e as comunidades locais, a educação para a democracia, a sensibilização e inclusão democrática e a criação de espaços permanentes de participação cívica.

Todas as recomendações foram disponibilizadas na Plataforma Europeia de Participação dos Cidadãos, permitindo que qualquer cidadão europeu possa consultá-las e votar, independentemente de ter participado no encontro.

Os seis projetos apresentados pelos jovens são:

Durante a manhã de 17 de outubro, os participantes trabalharam em grupos mistos, constituídos por sorteio e acompanhados por mentores que facilitaram o diálogo e a compreensão mútua entre os diferentes elementos.

As ideias desenvolvidas foram posteriormente apresentadas numa sessão plenária, durante a qual os jovens procuraram chegar a consensos sobre as propostas consideradas mais relevantes para reforçar a resiliência democrática.

Os projetos foram submetidos a votação para definir as recomendações prioritárias dos participantes. No entanto, todas as propostas acordadas foram reunidas e publicadas na plataforma europeia, contribuindo para alargar o debate sobre o futuro da democracia na União Europeia.

A metodologia adotada seguiu o modelo europeu de painéis de cidadãos, que procura envolver diretamente a população na definição de políticas públicas, permitindo que os participantes contribuam para os processos de decisão.

Parque Nacional de Doñana acolheu atividades dedicadas à sustentabilidade

Depois das sessões de debate e elaboração das recomendações, o último dia do encontro, 18 de outubro, foi dedicado à sustentabilidade ambiental e à importância da conservação da natureza.

Os participantes realizaram atividades no Parque Nacional de Doñana, em Espanha, numa jornada centrada na Rede Natura 2000 e na preservação dos habitats naturais.

Doñana integra esta rede europeia de áreas protegidas desde 1997, constituindo um dos territórios abrangidos pelas políticas de conservação da biodiversidade da União Europeia.

A Rede Natura 2000 foi criada para assegurar a sobrevivência, a longo prazo, das espécies e dos habitats considerados mais valiosos e ameaçados do continente europeu.

A atividade permitiu associar a reflexão sobre a participação democrática às questões ambientais, proporcionando aos jovens um contacto com iniciativas de conservação e proteção dos recursos naturais.

Europe Direct Algarve participa em iniciativa de cooperação transfronteiriça

O V Encontro de Jovens da Eurorregião AAA contou com o apoio do programa Interreg Espanha-Portugal e da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, através da Conselharia da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia e do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças (GIT) – Algarve.

A organização esteve a cargo do Conselho Andaluz do Movimento Europeu, em colaboração com a Rede Europe Direct e o Centro de Documentação da Universidade de Sevilha.

Participaram na organização os centros Europe Direct de Sevilha, Córdoba e Huelva, em Espanha, e os centros Europe Direct Alto Alentejo e Alentejo Central e Europe Direct Algarve, em Portugal.

A Rede Europe Direct é uma iniciativa da Comissão Europeia que procura aproximar as instituições da União Europeia dos cidadãos, através de atividades de informação e participação desenvolvidas a nível local e regional.

O encontro integrou o conjunto de iniciativas promovidas pelos centros Europe Direct portugueses e espanhóis para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal e Espanha à União Europeia.

A reunião de jovens das três regiões permitiu reforçar os contactos entre participantes portugueses e espanhóis, promovendo o diálogo intercultural e a reflexão conjunta sobre os desafios democráticos e ambientais.

Com a publicação das seis recomendações na Plataforma Europeia de Participação dos Cidadãos, as propostas desenvolvidas em El Rocío ficam disponíveis para consulta e votação, permitindo alargar a participação a outros cidadãos europeus e dar continuidade ao debate iniciado durante o encontro.

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Tartaruga-marinha Molly regressa ao oceano no Algarve após 20 anos sob cuidados humanos

28 October 2026 at 17:50

Esta quarta-feira, 28 de outubro, a tartaruga-marinha Molly, da espécie Caretta caretta, regressou ao oceano, após cerca de duas décadas sob cuidados humanos na Irlanda e um processo de reabilitação no Zoomarine Algarve. Com aproximadamente 120 quilos, o animal foi devolvido ao habitat natural a cerca de 10 milhas náuticas da costa algarvia, numa operação realizada com o apoio da Marinha Portuguesa.

A libertação decorreu a bordo do NRP Oríon, que partiu durante a manhã do Ponto de Apoio Naval de Portimão, culminando um trabalho de cooperação entre o Zoomarine Algarve, o Dingle Oceanworld Aquarium, na Irlanda, a TAP Cargo e a Marinha Portuguesa.

Resgatada há cerca de 20 anos na Irlanda, com lesões nas duas barbatanas anteriores, Molly permaneceu durante esse período no Dingle Oceanworld Aquarium, uma vez que, inicialmente, o seu regresso à natureza tinha sido considerado inviável.

A evolução do conhecimento científico e novas avaliações veterinárias permitiram, contudo, reconsiderar essa possibilidade. Em maio de 2026, a tartaruga foi transferida para o Porto d’Abrigo do Zoomarine, onde iniciou um programa de reabilitação comportamental destinado a preparar a sua sobrevivência em ambiente selvagem.

Reabilitação no Zoomarine permitiu recuperar comportamentos naturais

Durante os meses em que permaneceu no Porto d’Abrigo, Molly foi acompanhada por uma equipa multidisciplinar, que procurou avaliar e reforçar competências essenciais à sua autonomia no oceano.

O processo incluiu a observação dos movimentos natatórios, da capacidade de alimentação autónoma e da exploração ativa do ambiente, bem como a avaliação do distanciamento em relação às rotinas de cuidados humanos.

A decisão de devolver a tartaruga ao habitat natural teve por base uma avaliação clínica favorável, uma condição corporal considerada adequada e a demonstração de capacidades físicas e comportamentais compatíveis com a vida em liberdade.

João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine Algarve, explica que o acompanhamento teve como prioridade garantir que Molly reunia as condições necessárias para sobreviver no meio natural.

“A reabilitação da Molly foi um processo acompanhado de perto pela nossa equipa, com especial atenção à avaliação e ao reforço de comportamentos naturais essenciais à sua sobrevivência no oceano. Ao longo destes meses, procurámos garantir que reunia as condições necessárias para regressar ao seu habitat natural, respeitando sempre as suas características e necessidades individuais. Este momento demonstra a importância da ciência, do acompanhamento especializado e da cooperação entre instituições na conservação das espécies marinhas”, afirma o responsável.

O regresso de Molly ao oceano foi também sustentado por estudos e experiências anteriores com tartarugas-marinhas que apresentavam lesões nas barbatanas.

Segundo o Zoomarine, existem registos de animais com limitações semelhantes que regressaram às praias de Cabo Verde para nidificar, realizando desovas bem-sucedidas.

Entre os casos acompanhados pelo Porto d’Abrigo destaca-se o da tartaruga Cat, que, apesar de ter uma barbatana amputada, conseguiu deslocar-se do Algarve até à costa do Brasil depois de ter sido devolvida ao oceano.

Cat foi libertada juntamente com Calantha e outra tartaruga identificada como Tartaruga, animais que, de acordo com o Zoomarine, conseguiram adaptar-se à vida no meio natural após longos períodos sob cuidados humanos.

Aquário irlandês acompanhou Molly durante cerca de duas décadas

A história de Molly começou a ganhar um novo rumo quando as avaliações veterinárias e os conhecimentos científicos mais recentes permitiram reconsiderar a possibilidade da sua devolução à natureza.

Até então, as lesões nas duas barbatanas anteriores tinham levado os responsáveis pelo Dingle Oceanworld Aquarium a considerar que a tartaruga não reunia condições para sobreviver no oceano.

Durante aproximadamente 20 anos, o animal permaneceu sob os cuidados da equipa daquela instituição irlandesa.

Maria Foley, Head Animal Manager do Dingle Oceanworld Aquarium, destaca o significado do regresso de Molly ao habitat natural para os profissionais que acompanharam o seu percurso.

“A Molly fez parte da história do Dingle Oceanworld Aquarium durante cerca de duas décadas e recebeu, ao longo de todos estes anos, a dedicação e os cuidados da nossa equipa. Durante muito tempo, o regresso ao oceano parecia não ser uma possibilidade. Poder agora acompanhar esta nova etapa, graças à colaboração com o Zoomarine, é motivo de enorme satisfação e um momento muito especial para toda a nossa equipa”, afirma a responsável.

A transferência para Portugal, realizada em maio, contou com a colaboração da TAP Cargo, permitindo que Molly fosse acompanhada por uma equipa especializada do Porto d’Abrigo do Zoomarine.

O processo culminou esta quarta-feira com a sua devolução ao oceano, numa operação que envolveu diferentes instituições portuguesas e irlandesas.

Marinha Portuguesa apoia libertação ao largo de Portimão

A devolução de Molly ao habitat natural realizou-se a bordo do NRP Oríon, navio da Marinha Portuguesa que partiu do Ponto de Apoio Naval de Portimão.

A operação decorreu a aproximadamente 10 milhas náuticas da costa algarvia, permitindo que a tartaruga fosse libertada em ambiente marinho.

O capitão-de-mar-e-guerra Conceição Duarte, comandante da Zona Marítima do Sul, destaca a importância da cooperação entre instituições na proteção da biodiversidade.

“A Marinha Portuguesa associa-se, com orgulho, a esta missão de conservação marinha, reforçando uma colaboração de longa data com o Zoomarine Algarve em prol da proteção da biodiversidade. O regresso da Molly ao seu habitat natural constitui um exemplo notável de como a ciência, a dedicação das equipas técnicas e a cooperação entre instituições podem contribuir para a preservação das espécies marinhas. A proteção do oceano é uma responsabilidade coletiva e, através dos seus meios e capacidades, a Marinha continuará empenhada em apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a conservação dos ecossistemas marinhos”, afirma o responsável.

A participação da Marinha Portuguesa integra uma colaboração já existente com o Zoomarine Algarve, desenvolvida no âmbito de iniciativas de conservação e recuperação de espécies marinhas.

Porto d’Abrigo recebeu investimento de um milhão de euros em 2026

Fundado em 2002, o Porto d’Abrigo do Zoomarine foi o primeiro centro de reabilitação de espécies marinhas em Portugal.

Até ao final de 2025, tinha realizado mais de 742 intervenções relacionadas com o resgate, recuperação e devolução de animais marinhos ao seu habitat natural.

Em 2026, o centro recebeu um investimento de cerca de um milhão de euros para a modernização das suas infraestruturas, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta a processos de reabilitação mais complexos.

A intervenção permitiu melhorar as condições de acompanhamento de animais que necessitam de cuidados prolongados e de programas especializados antes de poderem regressar à natureza.

O processo de Molly constitui um exemplo deste tipo de intervenção, conjugando a avaliação veterinária com o acompanhamento comportamental e a aplicação de conhecimentos científicos sobre a recuperação de tartarugas-marinhas.

O Zoomarine Algarve, fundado em 1991, desenvolve atividades nas áreas da educação ambiental, conservação da natureza e bem-estar animal, participando em projetos de preservação de espécies marinhas.

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Brasil caiu na teia do petismo: o poder, o STF e a democracia sob pressão | Por João Rúben Silva

28 October 2026 at 17:00

A política brasileira nunca foi, para mim, uma realidade distante. Ao longo dos anos, acompanhei de perto a evolução política do Brasil, mantive contacto com o Instituto Monárquico do Rio Grande do Sul e desenvolvi proximidade com o antigo Democratas (DEM), hoje integrado na União Brasil. Esse percurso permitiu-me conhecer diferentes correntes do pensamento político brasileiro e aprofundar uma visão própria sobre o Estado, as instituições, a liberdade e o futuro das democracias.

As minhas referências políticas no Brasil refletem essa trajetória. Reconheço em Tarcísio de Freitas uma referência no domínio da governação, da administração pública e da capacidade de gestão executiva. Por outro lado, Luiz Philippe de Orléans e Bragança representa uma referência no pensamento conservador, na reflexão institucional e na valorização da tradição política brasileira.

Não procuro reproduzir automaticamente as posições de qualquer dirigente. Procuro analisar ideias, decisões e modelos de organização do Estado à luz dos meus próprios princípios: liberdade, responsabilidade, autoridade legítima, respeito pela Constituição e exigência de instituições transparentes e responsáveis.

É precisamente a partir destes princípios que olho para o atual momento político brasileiro.

O petismo e a concentração de poder

O Brasil atravessa um período de forte polarização política, no qual a relação entre o Governo, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a oposição ocupa um lugar central no debate público.

O Partido dos Trabalhadores (PT), liderado politicamente por Lula da Silva, continua a mobilizar uma parte significativa do eleitorado brasileiro. Contudo, a existência de apoio eleitoral não deve servir para afastar o escrutínio democrático, tal como a oposição a um Governo não pode justificar a desvalorização dos resultados eleitorais.

Numa democracia madura, nenhum partido está acima da lei e nenhum governante está dispensado de prestar contas aos cidadãos.

A minha preocupação reside na forma como o poder político e o poder judicial se relacionam, sobretudo quando decisões judiciais de grande impacto político levantam dúvidas ou alimentam controvérsia sobre os limites da intervenção dos tribunais, a liberdade de expressão e as garantias processuais.

O STF tem uma função constitucional essencial. A independência dos tribunais é indispensável à democracia, mas essa independência deve coexistir com fundamentação rigorosa, proporcionalidade, transparência e respeito pelos direitos fundamentais. O mesmo princípio aplica-se aos seus protagonistas, incluindo o ministro Alexandre de Moraes: as decisões judiciais devem ser avaliadas pelo seu fundamento jurídico e pelas suas consequências, e não apenas pela identidade de quem as profere.

Defender a democracia não significa conceder um cheque em branco a qualquer instituição. Significa exigir que todas as instituições respeitem os limites da Constituição.

É legítimo combater desinformação, ameaças e crimes. Não é legítimo, porém, transformar o combate a esses fenómenos num argumento genérico para restringir a crítica política legítima. A fronteira entre a proteção da democracia e a limitação desproporcionada das liberdades tem de ser permanentemente escrutinada.

A democracia não se resume à realização de eleições. Exige pluralismo, oposição livre, tribunais independentes, imprensa livre e garantias efetivas para todos os cidadãos.

O STF e a legitimidade democrática

A expressão «o STF elegeu Lula» traduz uma perceção política existente em setores da oposição brasileira, mas não deve ser confundida com uma descrição factual do processo eleitoral. Os resultados são determinados pelos votos apurados e proclamados pelas autoridades eleitorais competentes.

Ainda assim, é legítimo discutir o papel das instituições judiciais no ambiente político e questionar se as suas decisões contribuem para a confiança dos cidadãos no sistema democrático.

Quando uma parte significativa da população passa a olhar para os tribunais como atores políticos, a credibilidade institucional fica em risco. Essa perceção não prova, por si só, que exista parcialidade judicial, mas constitui um sinal que não deve ser ignorado.

O caminho para recuperar a confiança passa por decisões fundamentadas, respeito pelo contraditório, garantias de defesa e uma aplicação coerente da lei, independentemente da orientação ideológica dos envolvidos.

A mesma exigência deve ser colocada a Lula, ao PT, à oposição conservadora e aos restantes protagonistas da vida pública brasileira.

Não defendo a substituição de um poder sem limites por outro. Defendo um Estado em que nenhum poder fique sem escrutínio.

O conservadorismo brasileiro e as minhas referências políticas

A direita brasileira não é um bloco uniforme. Existem diferenças entre o conservadorismo social, o liberalismo económico, o pensamento monárquico, o nacional-conservadorismo e as correntes que privilegiam a eficiência administrativa e a modernização do Estado.

É por isso que considero relevante acompanhar figuras como Tarcísio de Freitas e Luiz Philippe de Orléans e Bragança, embora representem percursos e prioridades diferentes.

Em Tarcísio, interessa-me a discussão sobre a capacidade de governação, a execução de políticas públicas e a gestão do aparelho estatal. Em Luiz Philippe, interessa-me a reflexão sobre as instituições, a tradição, a organização política e os fundamentos do pensamento conservador.

A ligação ao Instituto Monárquico do Rio Grande do Sul e a proximidade histórica com o antigo DEM, atualmente integrado na União Brasil, fazem parte desse percurso de acompanhamento e reflexão.

Estas referências não significam uma adesão automática a todas as posições assumidas por essas figuras. A política exige independência de pensamento, capacidade crítica e coerência de princípios.

O conservadorismo que defendo não deve ser confundido com autoritarismo. A autoridade é necessária, mas tem de ser legítima. A ordem pública é indispensável, mas não elimina os direitos fundamentais. A liberdade económica é importante, mas não dispensa responsabilidade. E a tradição merece ser estudada, não utilizada como desculpa para impedir a evolução da sociedade.

O Algarve e os sinais de uma mudança política

A análise brasileira também pode ajudar-nos a compreender algumas tendências políticas em Portugal, particularmente no Algarve.

Nas eleições legislativas portuguesas de 2025, o Chega obteve cerca de 34,67% dos votos no círculo eleitoral de Faro, enquanto a AD alcançou aproximadamente 26,35% e o PS cerca de 21%.

Estes resultados revelaram uma alteração significativa da relação de forças políticas na região e demonstraram a dimensão do descontentamento de uma parte do eleitorado com os partidos tradicionais.

Por outro lado, os resultados eleitorais brasileiros de 2026 nas áreas consulares portuguesas oferecem um dado interessante para reflexão. No círculo consular de Faro, Flávio Bolsonaro terá obtido 52,67% dos votos, contra 47,33% de Lula da Silva, ao passo que Lisboa e Porto apresentaram resultados favoráveis a Lula.

A diferença entre Faro e os outros círculos consulares merece atenção. Poderá refletir diferenças na composição do eleitorado, nas experiências de vida, nas prioridades económicas e nas perceções sobre o rumo político do Brasil. No entanto, não permite concluir, isoladamente, que todos os residentes brasileiros no Algarve partilham a mesma orientação política.

Também não demonstra que o Algarve seja, por si só, um território ideologicamente homogéneo ou um reduto conservador consolidado.

Mas levanta uma questão política relevante: estará o Algarve a tornar-se um espaço particularmente recetivo a discursos de autoridade, segurança, responsabilidade económica e mudança política?

É uma hipótese que merece ser analisada com seriedade.

O crescimento eleitoral do Chega, a votação de Flávio Bolsonaro em Faro e a centralidade de temas como a habitação, o custo de vida, a segurança e a imigração podem revelar preocupações que atravessam diferentes segmentos da população. A relação entre estes fenómenos, contudo, deve ser estudada e não presumida.

Habitação, imigração e segurança: as preocupações que aproximam os debates

No Algarve, a habitação tornou-se um dos principais problemas sociais. Muitos trabalhadores enfrentam rendas incompatíveis com os seus rendimentos, enquanto a oferta disponível continua a ser insuficiente para responder às necessidades de residentes, famílias e jovens trabalhadores.

A pressão habitacional não pode ser analisada através de explicações simplistas. A procura turística, a disponibilidade de habitação, o investimento imobiliário, os salários, a construção, o planeamento urbanístico e os fluxos migratórios podem contribuir, de formas diferentes, para a situação existente.

Defender uma política migratória mais controlada é uma posição política legítima. Portugal tem o direito de definir regras de entrada e permanência, garantir capacidade de integração e combater situações de exploração. Mas a política migratória deve assentar em dados, critérios transparentes e respeito pela dignidade humana, sem transformar comunidades inteiras em culpadas por problemas estruturais.

O mesmo rigor deve orientar a política de segurança. Os cidadãos têm direito a viver em segurança, as forças policiais devem dispor de condições para cumprir a sua missão e o Estado deve atuar dentro da lei. A defesa da ordem pública não é incompatível com a liberdade; é uma das condições para que a liberdade possa ser exercida por todos.

O desafio político consiste em transformar estas preocupações em medidas concretas: aumentar a oferta habitacional, melhorar os rendimentos, reforçar a capacidade dos serviços públicos, assegurar uma imigração regulada e garantir a aplicação efetiva da lei.

Não basta explorar o descontentamento eleitoral. É necessário apresentar soluções, definir prioridades e responder pelos resultados.

Portugal deve aprender com os riscos da polarização brasileira

A experiência brasileira deve servir de alerta para Portugal. Quando a disputa política se transforma numa luta permanente pela legitimidade das instituições, a confiança pública deteriora-se e o debate deixa de se concentrar nos problemas concretos dos cidadãos.

Não devemos importar automaticamente os conflitos, os protagonistas ou as divisões do Brasil. As realidades constitucionais, partidárias e sociais são diferentes.

Contudo, podemos retirar uma lição comum: as instituições precisam de ser fortes, independentes e responsáveis, e os cidadãos devem poder criticar os governantes sem serem tratados como inimigos da democracia.

Uma democracia não se protege silenciando a oposição. Protege-se aplicando a lei com imparcialidade, garantindo a liberdade de expressão e impedindo que qualquer partido, tribunal ou governante se considere acima dos limites constitucionais.

Também a direita tem responsabilidades. Deve rejeitar a violência política, respeitar os resultados eleitorais, apresentar propostas viáveis e demonstrar que consegue governar com competência. O conservadorismo não pode viver apenas da denúncia dos adversários; tem de provar que oferece uma alternativa credível.

A mesma exigência deve ser colocada à esquerda. Nenhum projeto político pode invocar a defesa da democracia para afastar o escrutínio das suas decisões ou desvalorizar os cidadãos que pensam de maneira diferente.

O futuro pertence às democracias que respeitam os seus limites

O Brasil continua a ser uma das democracias mais importantes do espaço lusófono. O seu futuro político terá consequências para a sociedade brasileira, para a diáspora e para a forma como Portugal acompanha as transformações políticas no mundo.

A minha posição é clara: não defendo a concentração ilimitada do poder, seja no Governo, no Parlamento ou nos tribunais. Defendo instituições fortes, mas sujeitas à Constituição; uma autoridade legítima, mas limitada pela lei; uma economia dinâmica, mas acompanhada de responsabilidade; e uma sociedade que preserve a liberdade sem abdicar da ordem pública.

As referências que encontro no pensamento conservador brasileiro ajudam-me a aprofundar estas questões, mas não substituem o meu próprio juízo político.

Quanto ao Algarve, os resultados eleitorais justificam uma reflexão sobre a mudança das prioridades dos eleitores e sobre a crescente importância de temas como a habitação, a segurança, a imigração e o custo de vida. Não provam uma mudança irreversível, mas mostram que nenhuma força política deve considerar o eleitorado conquistado de forma permanente.

O futuro não pertence necessariamente à esquerda ou à direita. Pertence às forças políticas que conseguirem responder aos problemas reais, respeitar as instituições e conquistar a confiança dos cidadãos.

Porque a democracia não é a propriedade de um partido, a Constituição não é um instrumento de conveniência e a liberdade não pode depender da cor política de quem governa.

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Vila Real de Santo António lança plataforma digital para facilitar acesso à oferta educativa municipal

28 October 2026 at 16:30

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António disponibilizou uma nova plataforma digital para consulta e inscrição nas atividades da oferta educativa municipal do ano letivo 2026/2027. A ferramenta permite aos professores conhecer as propostas pedagógicas dirigidas aos estabelecimentos de ensino do concelho e inscrever as respetivas turmas através de computador ou smartphone.

A principal novidade desta edição é a substituição do tradicional formato impresso por uma solução digital, concebida para simplificar os procedimentos de inscrição e facilitar o acesso à informação sobre as atividades disponíveis.

A iniciativa reúne propostas nas áreas da cultura, ambiente, património, cidadania e desporto, desenvolvidas pelos serviços municipais e por entidades parceiras, procurando complementar as aprendizagens realizadas em contexto escolar.

Nova plataforma permite consultar atividades e inscrever turmas online

A plataforma digital foi desenvolvida para centralizar a informação relativa à Oferta Educativa Municipal, permitindo aos docentes conhecer as atividades disponíveis e selecionar aquelas que pretendem desenvolver com os seus alunos.

O sistema pode ser utilizado através de computador ou smartphone, dispensando a consulta dos materiais impressos anteriormente disponibilizados.

Com esta alteração, a autarquia pretende tornar mais simples e acessível o processo de inscrição, facilitando a articulação entre os estabelecimentos de ensino, os serviços municipais e as entidades responsáveis pelas atividades.

A passagem para o formato digital procura também contribuir para a redução do consumo de papel, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos.

Segundo o Município de Vila Real de Santo António, esta opção está alinhada com os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), associando a modernização dos procedimentos administrativos à preocupação com a sustentabilidade ambiental.

Cultura, ambiente e desporto integram propostas para os alunos

A Oferta Educativa Municipal para o ano letivo 2026/2027 contempla atividades pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento, destinadas a complementar os conteúdos trabalhados nas escolas.

Entre as temáticas abrangidas encontram-se a cultura, o património, o ambiente, a cidadania e o desporto, através de iniciativas promovidas pelos serviços municipais e por parceiros públicos e privados.

As propostas pretendem proporcionar aos alunos experiências educativas diversificadas, incentivando o contacto com a realidade cultural, ambiental e patrimonial do concelho.

A iniciativa procura igualmente reforçar a ligação entre a escola e a comunidade, permitindo que as aprendizagens desenvolvidas em contexto escolar sejam complementadas por atividades realizadas em diferentes espaços e áreas de intervenção.

A Câmara Municipal considera que a articulação com os estabelecimentos de ensino e com as entidades parceiras constitui um elemento importante para diversificar as oportunidades de aprendizagem e aproximar os estudantes do território onde vivem.

Inscrições disponíveis através da plataforma municipal

Os docentes interessados em participar nas atividades da Oferta Educativa Municipal podem consultar as propostas e efetuar as inscrições das respetivas turmas através da nova plataforma digital.

O serviço está disponível aqui, reunindo a informação necessária para conhecer as iniciativas previstas para o ano letivo 2026/2027.

Com esta ferramenta, o Município de Vila Real de Santo António pretende facilitar o acesso dos estabelecimentos de ensino às atividades pedagógicas, simplificar os procedimentos administrativos e reforçar a colaboração entre a comunidade escolar e os serviços municipais.

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Tavira reforça programação cultural com novas parcerias com Culturgest, Cinemateca e Instituto de Artes de Circo

28 October 2026 at 15:50

A oferta cultural de Tavira vai ser reforçada através de três novos protocolos de cooperação aprovados pelo município com a Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e o INAC – Instituto Nacional de Artes de Circo. Os acordos pretendem diversificar a programação do Teatro Municipal António Pinheiro e criar novas oportunidades de colaboração com instituições artísticas de referência nacional.

As parcerias abrangem diferentes áreas da criação artística, desde o teatro e a dança até ao cinema e ao circo contemporâneo, prevendo o desenvolvimento de projetos conjuntos, residências artísticas, atividades educativas e iniciativas destinadas à formação de públicos.

Segundo a Câmara Municipal de Tavira, os protocolos integram uma estratégia de desenvolvimento cultural que procura reforçar a circulação de produções artísticas pelo país, aproximar diferentes públicos das artes e consolidar o papel do Teatro Municipal António Pinheiro na programação cultural do Algarve.

Culturgest abre novas possibilidades para teatro, dança e residências artísticas

O acordo celebrado com a Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest estabelece um quadro de cooperação dedicado às artes performativas, com particular incidência no teatro e na dança.

A parceria contempla o acolhimento de produções e coproduções, a realização de residências artísticas e o desenvolvimento de iniciativas de mediação cultural.

Entre as possibilidades previstas encontra-se a utilização do Teatro Municipal António Pinheiro para períodos de criação, ensaios, montagens técnicas e pré-estreias de espetáculos de maior dimensão.

Esta colaboração poderá permitir que projetos artísticos contemporâneos encontrem em Tavira condições para desenvolver diferentes etapas da sua produção, contribuindo para a descentralização da atividade cultural e para a circulação de espetáculos fora dos principais centros urbanos.

A autarquia pretende, desta forma, reforçar a ligação entre o equipamento municipal e estruturas nacionais dedicadas à criação artística, proporcionando também novas oportunidades de contacto entre artistas e públicos.

Cinemateca Portuguesa vai colaborar na divulgação do património cinematográfico

A cooperação com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema permitirá integrar o Teatro Municipal António Pinheiro no circuito de apresentação de sessões cinematográficas promovidas por aquela instituição.

O protocolo prevê igualmente a realização de atividades educativas, encontros com especialistas, oficinas e outras iniciativas destinadas à formação de públicos.

A parceria pretende aprofundar o conhecimento e a valorização do património cinematográfico, promovendo o contacto dos espectadores com filmes de diferentes épocas e cinematografias.

O cinema constitui já uma das áreas da programação regular do Teatro Municipal António Pinheiro, pelo que o novo acordo permitirá alargar as possibilidades de colaboração com escolas, agentes culturais e diferentes públicos.

Segundo o município, a aproximação à Cinemateca Portuguesa enquadra-se no objetivo de diversificar a oferta cinematográfica e reforçar a dimensão educativa das atividades desenvolvidas no teatro.

Circo contemporâneo ganha espaço através de parceria com o INAC

O terceiro protocolo foi estabelecido com o INAC – Instituto Nacional de Artes de Circo e destina-se a reforçar a presença das artes circenses contemporâneas na programação cultural de Tavira.

A colaboração prevê a apresentação de produções artísticas e a realização de atividades educativas e de mediação cultural, procurando aproximar os públicos desta forma de expressão.

O acordo surge na sequência do trabalho desenvolvido pelo município ao longo de duas décadas através do Cenas na Rua – Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua.

Este evento tem incluído na sua programação espetáculos de circo contemporâneo e outras expressões artísticas apresentadas em espaço público, contribuindo para a divulgação destas linguagens junto da população.

A nova parceria pretende dar continuidade a esse percurso, criando oportunidades para acolher produções e desenvolver iniciativas relacionadas com as artes circenses.

Novos acordos juntam-se a parcerias com teatros nacionais e Fundação Gulbenkian

Os três protocolos recentemente aprovados integram uma rede de cooperação cultural que o Município de Tavira tem vindo a desenvolver com instituições e estruturas artísticas de âmbito nacional.

Entre as parcerias anteriormente estabelecidas encontram-se o OPART, através da Companhia Nacional de Bailado e do Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional São João e a Fundação Calouste Gulbenkian.

A Câmara Municipal considera que estas relações institucionais são importantes para promover a circulação artística, incentivar a criação contemporânea e proporcionar aos públicos locais o contacto com diferentes propostas culturais.

Os novos acordos enquadram-se também no Plano Estratégico para o Desenvolvimento Cultural de Tavira 2030, que estabelece orientações para a qualificação da programação, a criação de redes de colaboração e o reforço do acesso à cultura.

Entre os objetivos definidos encontram-se o desenvolvimento de públicos, a promoção de oportunidades de participação cultural e a valorização dos equipamentos municipais.

Com as parcerias estabelecidas com a Culturgest, a Cinemateca Portuguesa e o Instituto Nacional de Artes de Circo, o município pretende ampliar as possibilidades de programação e criação artística do Teatro Municipal António Pinheiro, reforçando a sua ligação ao panorama cultural nacional e o acesso da população a diferentes formas de expressão artística.

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Monte Gordo celebra o Día de los Muertos com jantar temático inspirado na gastronomia latina

28 October 2026 at 15:20

O Día de los Muertos vai ser assinalado pelo restaurante Fuel by Chakall, situado no The Prime Energize Hotel & Spa, em Monte Gordo, no sábado, 31 de outubro, com um jantar temático inspirado nesta celebração de raízes latino-americanas. A iniciativa inclui um buffet com pratos de nomes alusivos ao mundo dos mortos, propostas gastronómicas do chef Chakall e uma atividade de pintura facial destinada aos participantes.

A experiência pretende associar a gastronomia à criatividade e ao ambiente característico da festividade, tradicionalmente dedicada à memória das pessoas falecidas, através de um menu que combina diferentes sabores com apresentações e designações temáticas.

Entre as propostas preparadas para a ocasião encontram-se o Ceviche Olhos de Monstro, o Lomo Saltado do Além, as Tortillas de los Muertos e os Churros com “Sangue de Frutas Vermelhas”.

Ceviche Olhos de Monstro e Churros com Sangue de Frutas Vermelhas no menu

O jantar temático apresenta uma seleção de pratos inspirados no imaginário do Día de los Muertos, com referências à gastronomia latina e à cozinha desenvolvida pelo chef Chakall.

O Ceviche Olhos de Monstro integra as propostas de entrada, enquanto o Lomo Saltado do Além e as Tortillas de los Muertos surgem entre as sugestões preparadas para a celebração.

Para a sobremesa, o restaurante apresenta Churros com “Sangue de Frutas Vermelhas”, numa combinação que associa um doce tradicional a uma apresentação inspirada na temática da noite.

Segundo a organização, o objetivo passa por proporcionar uma experiência gastronómica diferente, recorrendo a ingredientes e pratos associados às raízes latinas do chef Chakall, mas adaptados ao ambiente festivo da iniciativa.

Além do buffet, o restaurante disponibilizará uma atividade de pintura facial, ou face painting, permitindo aos clientes complementar a experiência com caracterizações relacionadas com a celebração.

A iniciativa destina-se tanto a adultos como a crianças, procurando proporcionar um momento de convívio entre familiares e amigos.

Jantar custa 35 euros e crianças até aos 12 anos têm desconto

O jantar realiza-se no sábado, 31 de outubro, no restaurante Fuel by Chakall, situado na Rua de Ceuta, n.º 4, em Monte Gordo, no concelho de Vila Real de Santo António.

A refeição será servida em regime de buffet, com um preço de 35 euros por adulto, não incluindo bebidas.

As crianças até aos 12 anos, inclusive, beneficiam de um desconto de 50% sobre o valor do jantar.

A organização informa que os lugares são limitados, sendo necessária reserva antecipada para participar na iniciativa.

As reservas podem ser efetuadas através do email: fuel.rsv@theprimehotels.com WhatsApp, pelo número 918 267 094, pelo telefone 281 001 306 ou aqui.

Hotel de Monte Gordo alia gastronomia, desporto e bem-estar

O Fuel by Chakall integra a oferta gastronómica do The Prime Energize Hotel & Spa, uma unidade de quatro estrelas localizada a cerca de 400 metros da praia de Monte Gordo.

O restaurante apresenta uma proposta que combina a cozinha algarvia com influências internacionais, integrando a componente gastronómica da oferta do hotel.

A unidade disponibiliza ainda atividades relacionadas com o desporto e o bem-estar, incluindo aulas de ioga, pilates, corrida e caminhadas, além de espaços específicos para praticantes de corrida e ciclismo.

O hotel dispõe também do Spa Energize Aqua, onde são realizados tratamentos inspirados em ingredientes naturais da região, nomeadamente a laranja algarvia e os sais marinhos.

Com o jantar dedicado ao Día de los Muertos, o Fuel by Chakall acrescenta à sua programação uma experiência gastronómica temática, associando sabores de inspiração latina, criatividade culinária e atividades destinadas a diferentes idades.

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Hotel AP Eva Senses em Faro junta gastronomia e música clássica numa experiência inédita

28 October 2026 at 14:37

Uma experiência que combinou gastronomia de autor e música clássica ao vivo marcou a noite de 26 de outubro no AP Eva Senses, em Faro. Intitulada “Sinfonia na Cozinha”, a iniciativa reuniu representantes de empresas e instituições da cidade, que tiveram a oportunidade de conhecer os espaços gastronómicos do hotel e acompanhar a preparação de diferentes propostas culinárias.

O evento privado começou às 18:30 e teve como principal destaque a abertura da cozinha aos convidados, permitindo um contacto direto com o trabalho desenvolvido pela equipa liderada pelo chef Alberto Carvalho.

Ao longo da noite, a música interpretada por elementos da Orquestra do Algarve acompanhou um percurso pelos diferentes espaços de restauração do hotel, numa proposta que procurou estabelecer uma ligação entre a criação gastronómica e a expressão musical.

Orquestra do Algarve acompanha percurso gastronómico pelo hotel

A receção aos convidados decorreu no hall do AP Eva Senses, junto à entrada do Adão Bistro Bar, espaço de inspiração portuguesa criado pelo chef Alberto Carvalho.

O primeiro momento musical esteve a cargo de Vasco Ramalho, da Orquestra do Algarve, que interpretou peças em vibrafone durante a receção.

Os participantes foram recebidos com uma bebida de boas-vindas, que incluiu vinhos selecionados da Quinta de São Sebastião, propriedade do grupo AP Hotels & Resorts.

A experiência prosseguiu no quinto piso do hotel, onde se encontram o restaurante Harune, o Senses Bar e o Chef’s Table, espaços que integram a oferta gastronómica da unidade.

O percurso começou pelo Chef’s Table, uma sala destinada a jantares privados para grupos de seis a 12 pessoas, com vista sobre a Ria Formosa.

Neste espaço são disponibilizados menus de degustação acompanhados por harmonizações de vinhos, numa proposta dirigida a experiências gastronómicas em pequenos grupos.

Cozinha aberta aos convidados com pratos preparados em tempo real

O momento central da iniciativa decorreu no corredor de acesso à cozinha do hotel, onde os participantes puderam acompanhar a preparação de uma seleção de canapés distribuídos por três estações gastronómicas.

A primeira apresentou xarém de mariscos e alheira com dióspiro, enquanto a segunda reuniu bochecha em vinho tinto com puré trufado e peixe-galo com arroz de limão.

Na terceira estação foram preparados cremoso de bacalhau com espinafres e broa e magret de pato com batata-doce e laranja.

As diferentes propostas foram confecionadas em tempo real, permitindo aos convidados observar parte do processo de preparação e conhecer as combinações de ingredientes escolhidas pela equipa de cozinha.

A componente gastronómica foi acompanhada por um dueto de violino e violoncelo, interpretado por Alma Ramirez e Carolina Correia, ambas da Orquestra do Algarve.

As duas instrumentistas atuaram vestidas com fardas de cozinheiro, numa referência à ligação entre a música e a gastronomia que serviu de inspiração à iniciativa.

O ambiente foi preparado com iluminação reduzida, tons quentes e velas, procurando criar uma experiência que associasse os diferentes sabores à interpretação musical.

Restaurante Harune apresenta propostas para Natal e Ano Novo

O percurso terminou no restaurante Harune, situado no quinto piso do AP Eva Senses, com vista panorâmica sobre a Marina de Faro.

À chegada, os convidados foram recebidos pelo pianista residente Fernando Newton, que assegurou o acompanhamento musical deste último momento da noite.

Durante a sessão, o chef Alberto Carvalho apresentou as propostas gastronómicas do restaurante Harune e do Adão Bistro Bar, dando a conhecer os conceitos associados aos dois espaços.

A iniciativa serviu igualmente para apresentar os menus festivos preparados pelo hotel para as celebrações de Natal de 2026 e da passagem de ano de 2026 para 2027.

Os interessados podem consultar as propostas nas páginas dedicadas ao Natal 2026 e ao Réveillon 2026/2027, disponibilizadas pelo grupo AP Hotels & Resorts.

Com o evento “Sinfonia na Cozinha”, o AP Eva Senses reuniu representantes do tecido empresarial e institucional de Faro numa iniciativa que conjugou a apresentação da sua oferta gastronómica com atuações de músicos da Orquestra do Algarve.

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A habitação num país de contrastes

28 October 2026 at 14:17

Portugal vive uma crise da habitação, mas os números revelam um país de profundos contrastes. Enquanto em Lisboa a renda mediana de um novo contrato para uma habitação de 100 m² atinge os 1.688€ mensais, em cerca de metade dos municípios portugueses (140) não ultrapassa os 600€.

As diferenças são expressivas. Cascais (1.620€), Oeiras (1.503€), Porto (1.413€) e Funchal (1.320€) estão entre os municípios mais caros. No extremo oposto, encontramos Bragança (463€), Portalegre (437€) e Vila Flor (255€). Entre Lisboa e Vila Flor, a diferença é superior a seis vezes.

Esta realidade reflete um problema estrutural do país: o centralismo e a crescente concentração da população e da atividade económica nos grandes centros urbanos, em contraste com o despovoamento e a perda de dinamismo de muitos territórios do interior.

A concentração de empregos, empresas, universidades e serviços nas grandes áreas metropolitanas atrai população e aumenta a procura de habitação. Quando a construção não acompanha esse crescimento, os preços disparam. Entretanto, muitos municípios do interior enfrentam o desafio oposto: a perda de habitantes, o envelhecimento e a dificuldade em atrair investimento e talento.

Temos, assim, um país onde falta habitação nos territórios que atraem pessoas e faltam pessoas em muitos dos territórios onde a habitação é mais acessível.

Esta desigualdade territorial deve fazer parte do debate sobre a crise da habitação. Os indicadores nacionais escondem realidades muito distintas e as soluções não podem ignorar as especificidades de cada município.

Nos territórios mais pressionados, é fundamental aumentar a oferta de habitação, removendo entraves à construção e promovendo maior rapidez e previsibilidade nos licenciamentos. Mas também importa combater a excessiva concentração económica e populacional, criando condições para que mais regiões consigam atrair empresas, investimento e emprego qualificado.

Resolver a crise da habitação não passa apenas por construir mais casas onde todos querem viver. Passa também por criar oportunidades para que mais portugueses possam escolher viver noutros pontos do país.

  • Os factos vistos à lupa por André Pinção Lucas e Juliano Ventura – Uma parceria do POSTAL com o Instituto +Liberdade

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Tavira Plaza celebra o Halloween com dois dias de atividades e diversão para crianças

28 October 2026 at 12:50

O centro comercial Tavira Plaza vai assinalar o Halloween, nos dias 30 e 31 de outubro, com um programa de atividades destinado às crianças e às famílias, que inclui ateliers infantis, brincadeiras temáticas e distribuição de doces. A iniciativa decorrerá em dois períodos diários, entre as 11:00 e as 13:00 e das 14:00 às 19:00.

Durante os dois dias, os mais novos poderão participar em atividades relacionadas com esta celebração, explorando a criatividade e a imaginação através de experiências especialmente preparadas para a ocasião.

A programação pretende proporcionar momentos de convívio entre crianças e adultos, num ambiente marcado pelas fantasias, pelas brincadeiras e pelos elementos tradicionais associados ao Halloween.

Ateliers infantis e brincadeiras animam centro comercial

O programa preparado pelo Tavira Plaza inclui ateliers criativos e atividades temáticas, que procuram estimular a participação das crianças e proporcionar experiências de entretenimento em família.

As iniciativas decorrerão na sexta-feira, 30 de outubro, e no sábado, 31 de outubro, entre as 11:00 e as 13:00, retomando depois das 14:00 às 19:00.

Segundo o centro comercial, a celebração pretende ir além das fantasias e dos doces, criando oportunidades de partilha e convívio entre os visitantes.

A organização procura, desta forma, proporcionar atividades dirigidas especialmente ao público infantil, associando a criatividade e a diversão ao ambiente característico desta época do ano.

Halloween tem origem numa antiga tradição celta

Atualmente celebrado em vários países, o Halloween tem raízes no antigo festival celta Samhain, associado ao fim das colheitas e à chegada do inverno.

Ao longo dos séculos, esta tradição foi incorporando diferentes influências culturais, dando origem à celebração que hoje se caracteriza pelas fantasias, abóboras, decorações temáticas e pela expressão “Doçura ou travessura?”.

O Halloween tornou-se também uma ocasião de convívio familiar, com atividades destinadas às crianças e iniciativas organizadas em diferentes espaços comerciais e culturais.

É neste contexto que o Tavira Plaza promove dois dias de animação, procurando proporcionar aos visitantes momentos de entretenimento e reforçar a ligação à comunidade local.

Tavira Plaza aposta em atividades para toda a família

O centro comercial de Tavira reúne estabelecimentos de moda, tecnologia, restauração e serviços, tendo vindo a diversificar a sua oferta comercial.

Entre os espaços recentemente integrados encontram-se a Normal, o KFC, a Pizza Hut e a Portugália.

A programação de Halloween insere-se nas iniciativas de animação promovidas pelo centro comercial, com atividades destinadas a diferentes públicos.

As celebrações realizam-se nos dias 30 e 31 de outubro, com atividades entre as 11:00 e as 13:00 e das 14:00 às 19:00, proporcionando às crianças e às famílias dois dias dedicados à criatividade, às brincadeiras e ao ambiente festivo do Halloween.

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Museu de Tavira promove oficina gratuita de presépios algarvios em barro para famílias

28 October 2026 at 12:20

Entre 7 e 21 de novembro, o Museu Municipal de Tavira vai promover uma oficina dedicada à criação de presépios algarvios em barro, dirigida a famílias com crianças entre os 5 e os 12 anos. A iniciativa, orientada pelo ceramista Mário Mendonça, pretende preservar as tradições locais e proporcionar aos participantes a oportunidade de produzir as suas próprias peças decorativas para a quadra natalícia.

Integrada no programa “Em Família no Museu”, a atividade combina a aprendizagem de técnicas de modelagem e pintura com a valorização do património cultural algarvio, incentivando o contacto das gerações mais novas com práticas artesanais tradicionais.

A oficina decorrerá em duas sessões, permitindo que as famílias acompanhem diferentes etapas da criação das peças, desde a modelagem inicial até à pintura e aos acabamentos.

Famílias vão aprender a modelar e pintar presépios tradicionais

A primeira sessão realiza-se no sábado, 7 de novembro, sendo dedicada à modelagem das peças em barro.

Os participantes poderão frequentar esta etapa em dois horários distintos: das 10:30 às 12:30 e das 14:00 às 16:00.

Sob a orientação do ceramista Mário Mendonça, as famílias serão convidadas a criar as suas próprias peças decorativas, inspiradas na tradição dos presépios algarvios.

A segunda sessão está marcada para 21 de novembro, entre as 10:30 e as 12:30, e será dedicada à pintura e aos acabamentos dos trabalhos realizados.

A atividade pretende proporcionar uma experiência de aprendizagem partilhada entre crianças e adultos, dando a conhecer técnicas artesanais e incentivando a criatividade.

As peças concluídas ficarão disponíveis para levantamento no Museu Municipal de Tavira no início de dezembro.

A entrega dos trabalhos coincidirá com o período em que se assinala o 13.º aniversário da inscrição portuguesa da Dieta Mediterrânica na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Participação gratuita mediante inscrição obrigatória

A oficina “Presépios Algarvios em Barro” é de participação gratuita, mas exige inscrição prévia, estando limitada ao número de vagas disponíveis.

Os interessados deverão efetuar o registo, através do formulário disponível em: Em Família no Museu | Presépios Algarvios em Barro – formulário.

Para informações adicionais, as famílias podem contactar os serviços educativos do Museu Municipal de Tavira através do endereço eletrónico edu.museu@cm-tavira.pt ou do telefone 281 320 545.

Com esta iniciativa, o programa “Em Família no Museu” procura aproximar crianças e adultos das tradições artesanais algarvias, promovendo a transmissão de conhecimentos e a valorização do património cultural local através de atividades práticas e participativas.

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Grande Prémio de Fórmula 1 no Algarve terá mobilidade como um dos maiores desafios

28 October 2026 at 12:00

O regresso da Fórmula 1 ao Autódromo Internacional do Algarve (AIA), previsto para junho de 2027, deverá colocar à organização importantes desafios de mobilidade, devido às limitações dos acessos ao circuito de Portimão e à afluência esperada de mais de 100 mil pessoas. O alerta foi deixado esta quarta-feira por João Oliveira, responsável pelas operações de segurança do autódromo.

Durante a quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events, que termina hoje em Viseu, João Oliveira identificou o transporte dos espectadores como uma das principais preocupações da organização, tendo em conta as características da rede viária e a ausência de ligações ferroviárias ou de metro ao recinto.

“É um dos nossos grandes desafios, porque não temos comboio, nem metro, temos uma única via principal com duas faixas de rodagem para chegar ao AIA, mas só uma para sair, e temos 12 mil lugares de estacionamento, que será reduzido, para receber os mais de 100 mil espetadores que estão previstos”, reconheceu o responsável.

As declarações foram prestadas durante o painel “Grandes eventos – F1”, integrado no congresso organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD), que reuniu especialistas para debater questões relacionadas com a segurança, a proteção e o acolhimento em grandes competições desportivas.

Organização prevê 184 autocarros para transportar 62 mil espectadores

A organização do Grande Prémio de Fórmula 1 pretende privilegiar o transporte coletivo para reduzir a pressão sobre os acessos ao Autódromo Internacional do Algarve.

João Oliveira alertou os futuros espectadores para a importância de reservarem antecipadamente o transporte público no momento da aquisição dos bilhetes, uma vez que esta opção não está automaticamente incluída na compra.

O responsável explicou que os visitantes que não assegurem previamente o transporte poderão ter de estacionar os seus veículos em Portimão ou Lagos, utilizando depois as soluções de mobilidade disponibilizadas para o evento.

“O transporte coletivo vai ser privilegiado, até pela sustentabilidade. O transporte individual como Uber ou táxi nem tanto, porque vai ter de deixar os passageiros mais longe, não vai ter acesso ao interior do AIA”, adiantou.

A estratégia prevê também uma redução significativa dos lugares de estacionamento disponíveis no autódromo.

Dos atuais 12 mil lugares, a capacidade deverá diminuir para sete a oito mil, destinados a pilotos, convidados da Fórmula 1, jornalistas e à operação dos autocarros.

O acesso pelas vias de ligação ao circuito ficará condicionado, de forma a dar prioridade aos transportes públicos durante a realização da competição.

“Estamos a prever 184 autocarros no domingo para transportar 62 mil espetadores, porque esperamos até 105 mil pessoas, já a contar com pilotos, profissionais da F1 e convidados”, indicou João Oliveira.

Segundo o responsável, a dimensão do evento representará um desafio acrescido relativamente às provas de motociclismo habitualmente realizadas no circuito algarvio.

A afluência prevista corresponde, de acordo com João Oliveira, ao dobro dos espectadores que assistem ao Grande Prémio de MotoGP no Autódromo Internacional do Algarve.

O responsável salientou ainda que a prova de motociclismo apresenta características diferentes em matéria de mobilidade, uma vez que muitos espectadores se deslocam em motociclos, o que proporciona maior flexibilidade nos acessos e no estacionamento.

Experiência do Qatar apresentada como exemplo para grandes eventos

O painel contou também com a participação de Gennadii Korolenko, consultor de planeamento de segurança no Comité de Operações de Segurança e Proteção, no Qatar, que apresentou exemplos de soluções utilizadas naquele país para gerir a mobilidade durante grandes eventos internacionais.

O especialista destacou a importância de reforçar temporariamente os serviços de transporte público e de criar soluções específicas para facilitar as deslocações dos espectadores.

“Temos uma rede de transportes públicos que na altura do evento é alargada e funciona durante mais horas e temos também um serviço de táxis que trabalha para nós para transportar espetadores diretamente ao evento”, explicou Gennadii Korolenko.

O consultor apresentou a experiência do Qatar, país que se prepara para receber os Jogos Asiáticos de 2030 e que apresentou uma candidatura à organização dos Jogos Olímpicos de 2036.

As soluções descritas contrastam com as condições existentes na região algarvia, onde a ausência de transportes ferroviários até ao circuito e a capacidade limitada das vias rodoviárias obrigam à preparação de um dispositivo específico para o Grande Prémio.

A organização pretende, por isso, concentrar uma parte significativa das deslocações no transporte coletivo, reservando os acessos mais próximos do autódromo para os veículos autorizados.

O planeamento da mobilidade assume particular importância perante a previsão de até 105 mil pessoas no evento, incluindo espectadores, pilotos, profissionais das equipas e convidados.

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História de Tavira: Idade do Bronze. Um novo tempo – Parte 3 | Por José Manuel do Carmo

28 October 2026 at 11:50

No final do 3.º milénio a.C. dá-se uma rutura na estável e produtiva sociedade agropastoril: uma redução demográfica, povoados colapsam, outros mostram redução das áreas ocupadas e a concentração das populações em “cidades” de grande dimensão e amuralhadas. As causas são desconhecidas, embora se apontem, entre outras, a chegada de novos povos a partir de 2400 a.C. 

Por esta altura, os Yamnaya, povos vindos das estepes a Norte do Mar Negro (Ucrânia-Rússia) que se vinham deslocando desde meados do 5º milénio em direção a Oeste, atingem a Península Ibérica em vagas de pequenos grupos que coexistiram nas proximidades das comunidades autóctones.

JOSÉ MANUEL DO CARMO
Professor coordenador (aposentado).
Escola Superior de Educação e Comunicação, Universidade do Algarve

Possuidores de uma cultura muito diferente: O povo da cultura Yamnaya tinha olhos castanhos, cor da pele intermédia e cabelo castanho escuro, embora surgissem pessoas com cabelo louro; tolerantes à lactose, uma economia ganadeira com manadas que manejavam a cavalo, carruagens/carroças puxadas por bois, associados à difusão da cerâmica campaniforme e uma cultura de enterramentos em túmulos com os corpos em decúbito com as pernas fletidas lateralmente, frequentemente cobertos de ocre e com  pouco  espólio. A presença de armas no espólio funerário de indivíduos Yamnaya, mostra o seu carácter guerreiro, que o domínio do bronze e do cavalo terão afirmado como dominadores.

Assiste-se a uma mudança radical na genética peninsular. Não obstante a composição genética feminina não se alterar na globalidade da Península, a estrutura genética masculina é substituída, em apenas 400 anos, pela genética dos homens Yamnaya. São várias as hipóteses para explicar o sucedido: massacre dos homens locais, confisco das mulheres, preferência das mulheres por estes cavaleiros ou ainda uma doença a que as populações locais masculinas não eram resistentes. O que é certo é que a genética Yamnaya se generalizou em toda a península.

Não obstante os Yamnaya já possuírem armas em bronze, esta tecnologia apenas terá chegado à Península por difusão cultural cerca de 1700 ac., no Norte de Portugal, com carácter doméstico e só terá chegado à Andaluzia e à bacia do Sado no final do 2º milénio. Teorias fundamentadas defendem que é desta população Yamnaya que surge a cultura Celta, na região Sado-Tejo, e que se expande pelo litoral atlântico até às ilhas britânicas e centro da Europa, todavia é de considerar que esta evolução terá ocorrido independentemente em vários locais, nomeadamente Hallstatt (Áustria), onde a descoberta da tecnologia do ferro (1200-1000 ac.), e a sua rápida expansão, permitiu aos Celtas dominarem a Europa e na Península ocuparem parte do território, gerando sub-culturas territoriais de natureza e cultura Celtas: os Lusitanos, os Celtiberos, os Galáicos, os Asturos, os Cantabricos, os Celtici, no Alentejo, entre outros, mas não a faixa Este e Sul, da Catalunha ao Algarve.

No Sul, os pequenos assentamentos nas proximidades da costa e estuários, junto a terrenos férteis mantêm uma economia agropastoril complementada por recursos marinhos e fluviais, especializam-se na produção de materiais, como cerâmica, tecelagem, metalurgia do cobre, de que a Serra Algarvia era rica, formavam uma teia dispersa de comunidades confluindo para um assentamento litoral donde partia a circulação de produtos por via marítima.

A colina de Santa Maria, ocupada na face sueste, por um povoado com boas condições de defesa e para o comércio marítimo e controlo do trânsito entre o litoral e o interior de uma região farta em recursos, gradualmente se assumiu como polo de exportação donde partia a circulação de produtos por via marítima por todo o arco atlântico-mediterrânico. Este comércio promoveu interações étnicas e culturais, em especial, com o Mediterrâneo Oriental, com consequente desenvolvimento das comunidades: crescem em população, complexidade social e o empoderamento de uma elite especializada no armazenamento, comércio e atividade portuário-naval, assumindo-se como proto-capital de um território que adquire identidade. A importância deste povoado justificou a necessidade de construir uma muralha, no final do século VIII ac., no tempo dos primeiros contactos com o mundo fenício.

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Sandra Ramos apresenta em Portimão livro sobre autismo, maternidade e superação

28 October 2026 at 11:00

A algarvia Sandra Ramos vai apresentar o livro “MARIA — Uma História de Amor que Desafia o Impossível”, no dia 6 de novembro, às 21:00, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. A obra autobiográfica relata a experiência de uma mãe perante o diagnóstico de autismo da filha, Maria Inês, e os desafios que ambas enfrentaram entre Portugal e a Suíça, abordando também a inclusão, a diferença e a resiliência.

Natural do Algarve, Sandra Ramos viveu grande parte da sua vida em Portimão, antes de emigrar para a Suíça, em 2017. O regresso à cidade para apresentar o seu primeiro livro assume, por isso, um significado especial, marcado pelas ligações pessoais e afetivas que mantém à região.

A publicação, lançada em maio deste ano, já ultrapassou os 350 exemplares vendidos e integra uma componente solidária, com um euro de cada livro vendido a reverter para a APEXA – Associação de Apoio à Pessoa Excepcional do Algarve.

Livro relata percurso de mãe e filha entre Portugal e a Suíça

“MARIA – Uma História de Amor que Desafia o Impossível” parte de uma experiência pessoal de Sandra Ramos, que decidiu transformar em livro o percurso vivido ao lado da filha, desde a infância e o diagnóstico de autismo até à mudança para a Suíça.

Nascida em janeiro de 2002, Maria Inês cresceu com uma forma própria de comunicar, estabelecer relações e compreender o mundo. O diagnóstico trouxe à família novos desafios relacionados com o desenvolvimento, a comunicação e a autonomia.

Em 2017, mãe e filha deixaram Portugal e instalaram-se na Suíça, numa decisão associada à procura de melhores condições e de novas oportunidades para Maria.

Dois anos depois, enfrentaram um dos períodos mais difíceis das suas vidas, quando uma grave crise levou Maria a permanecer internada durante cerca de oito meses num hospital de Genebra.

O internamento marcou o início de um longo processo de recuperação, durante o qual foi necessário reconstruir rotinas, recuperar capacidades e encontrar novas formas de lidar com os desafios do quotidiano.

Ao longo da obra, Sandra Ramos recorda os momentos de incerteza, medo e exaustão, mas também as pequenas conquistas e os progressos alcançados pela filha.

A autora procura transmitir uma perspetiva pessoal sobre a maternidade e o autismo, sem apresentar soluções universais, mas partilhando experiências, dificuldades e aprendizagens que marcaram o percurso familiar.

“Que o amor seja sempre mais forte que o medo”, escreve Sandra Ramos, numa frase que sintetiza a mensagem central do livro.

Primeira apresentação em Lagoa reuniu mais de 160 pessoas

A primeira apresentação pública da obra realizou-se a 29 de maio, na Biblioteca Municipal de Lagoa, numa sessão que reuniu mais de 160 participantes.

Nesse dia foram vendidos 142 exemplares, segundo os dados divulgados pela autora.

Desde então, o livro já ultrapassou os 350 exemplares vendidos, numa receção que Sandra Ramos associa também ao interesse por histórias pessoais relacionadas com o autismo, a maternidade e a inclusão.

A publicação tem igualmente uma vertente solidária: por cada exemplar vendido, um euro destina-se à APEXA – Associação de Apoio à Pessoa Excepcional do Algarve, instituição que desenvolve trabalho de apoio à inclusão.

Através desta contribuição, Sandra Ramos pretende associar a divulgação da sua experiência pessoal ao apoio a uma organização algarvia que acompanha pessoas com necessidades específicas.

Escrita surgiu da necessidade de partilhar experiências

Nascida no Algarve em 1973, Sandra Ramos construiu grande parte do seu percurso profissional nas áreas da beleza e da cosmética, tendo trabalhado com marcas internacionais em Portugal e na Suíça.

Em 2022, criou uma concept store em Neuchâtel, projeto empresarial que mantém atualmente.

A escrita surgiu da necessidade de preservar memórias e organizar as emoções associadas ao percurso vivido com a filha.

Inicialmente, o relato destinava-se a guardar experiências pessoais, mas a autora acabou por considerar que a partilha da sua história poderia contribuir para uma maior compreensão do autismo e ajudar outras famílias que enfrentam desafios semelhantes.

Publicado em 2026, “MARIA — Uma História de Amor que Desafia o Impossível” é o seu primeiro livro, reunindo reflexões sobre maternidade, diferença, fragilidade, inclusão e esperança.

Regresso a Portimão marcado pela ligação afetiva à cidade

A apresentação de 6 de novembro representa o regresso de Sandra Ramos a uma cidade onde viveu grande parte da sua vida e com a qual continua a manter uma relação próxima.

A sessão na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes permitirá dar a conhecer o percurso que esteve na origem da obra e abordar questões relacionadas com a vivência familiar do autismo.

Mais do que divulgar um testemunho autobiográfico, a autora pretende contribuir para uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelas famílias e a importância de promover uma sociedade mais informada e inclusiva.

O encontro está marcado para as 21:00 de sexta-feira, 6 de novembro, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, dando continuidade à divulgação de uma obra que procura transformar uma experiência familiar profundamente pessoal numa mensagem de compreensão, partilha e esperança.

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Curso de Jornalismo Parlamentar regressa com formação em Lisboa e Estrasburgo para 20 jornalistas

28 October 2026 at 10:30

A Assembleia da República e o Parlamento Europeu voltam a promover o Curso de Jornalismo Parlamentar, cuja segunda edição decorrerá em novembro e dezembro, em Lisboa e Estrasburgo. A iniciativa destina-se a 20 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social portugueses, com mais de dois anos de experiência profissional, estando as candidaturas abertas até 30 de outubro.

Depois da primeira edição, realizada no ano passado, a formação mantém o objetivo de aprofundar os conhecimentos dos profissionais da comunicação social sobre o funcionamento das instituições parlamentares nacionais e europeias, bem como sobre a influência das decisões tomadas na União Europeia em Portugal.

A nova edição pretende igualmente analisar o percurso de integração europeia do país e promover uma reflexão sobre os desafios que Portugal enfrenta na Europa, com particular atenção ao papel desempenhado pelo Parlamento Europeu e pela Assembleia da República.

O curso surge, assim, como uma oportunidade de formação para jornalistas que acompanham ou pretendem acompanhar a atividade parlamentar, proporcionando um conhecimento mais aprofundado dos processos legislativos nacionais e europeus, das relações entre ambos e das suas consequências para a vida dos cidadãos.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Assembleia da República e o Parlamento Europeu, contando com o apoio da Associação de Jornalistas Parlamentares.

Candidaturas abertas até 30 de outubro para formação em Lisboa e Estrasburgo

A segunda edição do Curso de Jornalismo Parlamentar disponibiliza 20 vagas para profissionais de diferentes órgãos de comunicação social nacionais.

Podem candidatar-se jornalistas com mais de dois anos de experiência profissional que acompanhem, ou pretendam vir a acompanhar, a atividade parlamentar portuguesa ou europeia.

A formação decorrerá em dois momentos presenciais, ambos de participação obrigatória.

A primeira etapa realiza-se nos dias 19 e 20 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

A segunda terá lugar entre 14 e 17 de dezembro, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.

As candidaturas encontram-se abertas até 30 de outubro e devem ser submetidas através do formulário disponível aqui.

A seleção dos participantes ficará a cargo dos serviços da Assembleia da República e do Parlamento Europeu, com a colaboração da Associação de Jornalistas Parlamentares.

A formação pretende proporcionar aos jornalistas ferramentas para compreender e acompanhar os processos de decisão política, aprofundando conhecimentos sobre o funcionamento das instituições e a relação entre Portugal e a União Europeia.

A segunda edição dará continuidade ao trabalho iniciado no ano anterior, alargando a reflexão sobre a integração europeia e os desafios que se colocam ao país no contexto político e institucional da União Europeia.

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A extrema-esquerda acordou. A renda tocou o despertador | Por Tiago Manuel

28 October 2026 at 09:50

A extrema-esquerda acordou. Ou, pelo menos, parece ter-se lembrado de onde veio.

Durante décadas, a esquerda ajudou a libertar Portugal da moral obrigatória do «Deus, Pátria e Família». Combateu o flagelo do aborto clandestino, a discriminação pela orientação sexual e a ideia de que só existia uma maneira legítima de viver. Não fez esse caminho sozinha, mas teve nele um papel que seria desonesto apagar.

Portugal ganhou liberdade. 

Ganhou direitos. 

Ganhou espaço para respirar.

Só que, algures pelo caminho, uma parte dessa esquerda parece ter confundido conquistas com missão cumprida.

E não foi só cá em Portugal. Foi em todo o lado. Uma tendência mundial.

Continuou a discutir como se devia viver, enquanto perdia força a pergunta mais elementar: com que dinheiro se vive?

Entretanto, o país transformava-se numa montra imobiliária. 

A casa passou de lugar para morar a oportunidade de investimento. Os fundos de investimento compravam casas ao desbarato e deixavam-nas vazias ou com AL. Enfim, o património residencial deixou de ser residências. Tornou-se produto. 

O sucesso nacional começou a medir-se pelo preço a que conseguíamos vender Portugal a quem tinha mais dinheiro para o comprar.

Uma fábrica de anúncios, comissões e promessas de rentabilidade. E quem cá trabalhava ia fazendo contas.

Durante os governos de António Costa, a esquerda à esquerda do PS enfrentou uma contradição: apoiar a governação e continuar a contestá-la. 

Houve só desgaste a reboque dos emigrantes ilegais vindos de sítios que não estamos habitudados. 

A proximidade ao poder foi retirando nitidez à oposição.

E havia sempre uma urgência maior: travar a extrema-direita.

Quanto mais se falava dela, mais ela ocupava a conversa. Até o debate público parecer organizado à sua volta.

O Chega percebeu a oportunidade. 

Pegou na frustração, deu-lhe um inimigo identificável e apresentou respostas simples para problemas difíceis. 

A imigração ilegal, descontrolada, mafiosa, dando residências e nacionalidade a quem alegadamente paga mais por isso, tornou-se explicação para quase tudo: salários baixos, serviços sobrecarregados, insegurança, falta de habitação.

Discutir exploração laboral, redes de imigração ilegal e capacidade dos serviços públicos exige seriedade. Transformar todos os imigrantes num culpado coletivo exige apenas um megafone.

A esquerda, entretanto, desligou-se da classe média baixa, que é quase todo Portugal, e parecia muitas vezes mais preparada para censurar a linguagem do descontentamento do que para compreender as condições que o produziam.

Depois chegou o abalo da Operação Influencer. A descoberta de alegados 75.800 euros no gabinete de Vítor Escária, então chefe de gabinete de António Costa, ofereceu uma imagem devastadora do poder. A responsabilidade criminal exige prova; o estrago político instala-se muito antes de uma sentença.

Veio a direita, com a sua promessa de arrumar a casa.

Mas, para quem procura uma casa onde viver, a alternância política vale pouco se a renda continuar incomportável.

O discurso muda. 

A conta chega na mesma.

E é aqui que a esquerda tem uma oportunidade de regressar ao lugar que deixou demasiado vazio.

A habitação devolve materialidade à política. Obriga a falar de salários, propriedade, impostos, construção, transportes e distribuição de riqueza. Obriga a escolher interesses e a assumir conflitos.

Uma bandeira pode emocionar. 

Não paga a entrada de um apartamento. 

Um vídeo pode viralizar. 

Não permite sair de casa dos pais.

É possível que parte dos jovens seduzidos pela irreverência da extrema-direita comece a fazer essa conta. 

A provocação tem prazo de validade quando não oferece perspetivas de vida. Ser contra tudo pode parecer cool.

Continuar sem conseguir pagar um quarto tem muito pouca graça.

A manifestação pode então recuperar aquilo que o ecrã lhe roubou: presença, pertença e a sensação de poder fazer alguma coisa em conjunto.

Mas seria um erro trocar apenas uma moda digital por outra. 

A esquerda não regressa por conseguir mais visualizações de uma marcha. Regressa se transformar mobilização em organização, propostas e resultados.

Voltar à luta de classes exige mais do que recuperar o vocabulário. 

Exige estar onde os salários falham, onde as rendas expulsam e onde trabalhar deixou de garantir autonomia.

Foi hoje [27 de outubro] nesta manifestação que o Ministro da Administração Interna incentivou, mais que o Presidente da República, que a extrema-esquerda acordou.

A extrema-esquerda acordou. Voltou onde nunca devia ter saído. Defender as classes mais pobres.

Agora terá aprendido a lição de não apoiar o centro? A ver.

Terá entendido, independentemente da sua etnia, que quem mais beneficiou das residências das cooperativas, bairros sociais, etc. não puseram lá ainda os pés na manifestação? A ver. 

Mas acordou e vamos ver. O despertador foi a renda e ela vence todos os meses.

RIP Livre nas próximas eleições legislativas e Chega comecará a cair, mesmo sendo primeiro partido mais virado 

Hoje ficou escrito que Passos Coelho pode mesmo ser o próximo primeiro-ministro.

Leia também: Grândola vila obscena | Por Tiago Manuel

Olhão reúne 120 participantes de três regiões para promover a inovação social e o emprego

28 October 2026 at 09:39

A cidade de Olhão recebeu, nos dias 19 e 20 de outubro, o 3.º Encontro Transfronteiriço do projeto INNOVASOCIAL AAA, que juntou 120 participantes de mais de 50 entidades ligadas à Economia Social do Algarve, Alentejo e Andaluzia. A iniciativa procurou reforçar a inovação social, promover a inclusão e identificar novas oportunidades de emprego e empreendedorismo, sobretudo nos territórios rurais.

Promovido pela Tertúlia Algarvia e pela Associação In Loco, com a colaboração do Município de Olhão, o encontro proporcionou momentos de partilha de experiências, visitas a instituições sociais e debates sobre os desafios enfrentados pelas organizações dos dois lados da fronteira.

Durante os dois dias, os participantes tiveram oportunidade de conhecer projetos desenvolvidos no concelho de Olhão e de estabelecer contactos com entidades portuguesas e espanholas, procurando reforçar a cooperação transfronteiriça e a criação de respostas inovadoras para as comunidades.

Instituições de Olhão apresentam projetos de inclusão e apoio social

Um dos momentos centrais do encontro decorreu na manhã de 20 de outubro, no Auditório Municipal Maria Barroso, onde foram apresentados projetos e iniciativas de organizações locais ligadas à inclusão e ao desenvolvimento comunitário.

A sessão começou com uma intervenção de boas-vindas do presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, seguindo-se a apresentação do trabalho desenvolvido pela Associação MOJU e pelo projeto Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio.

O programa prosseguiu com visitas a várias instituições do concelho, permitindo aos participantes conhecer diferentes respostas sociais, os desafios enfrentados pelas organizações e as soluções que têm vindo a desenvolver para melhorar a qualidade de vida das populações.

Entre as entidades visitadas esteve a Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO), que recebeu os participantes para uma pausa acompanhada de um coffee break no âmbito do projeto “Food4All: Sabores da Inclusão”.

A comitiva passou também pelo Movimento de Apoio à Problemática da SIDA (MAPS), pela Santa Casa da Misericórdia de Olhão e pelo Coletivo Aurora.

Na Santa Casa da Misericórdia de Olhão, os participantes almoçaram no Centro Infantil Maria Rufino, tendo ainda oportunidade de provar o tradicional Folar de Olhão, distinguido como uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal em 2019.

Estas visitas permitiram dar a conhecer o trabalho desenvolvido por diferentes organizações locais e promover a troca de experiências sobre os desafios da intervenção social.

Projeto aposta no empreendedorismo e no emprego para jovens e mulheres

O segundo dia terminou na República 14 – Associação Cultural, com um encontro regional promovido pela Tertúlia Algarvia e pela Associação In Loco.

A sessão foi dedicada à apresentação dos resultados do INNOVASOCIAL AAA e à reflexão sobre o contributo da economia social para o desenvolvimento dos territórios rurais.

Entre os principais temas abordados estiveram a criação de oportunidades de emprego, o empreendedorismo e a inclusão social, com particular atenção aos jovens e às mulheres.

Os participantes conheceram experiências e resultados do trabalho desenvolvido no âmbito do projeto, procurando identificar soluções que possam ser adaptadas a diferentes realidades territoriais.

O encontro incluiu também um momento de networking, destinado a facilitar a troca de contactos, a identificação de interesses comuns e o estabelecimento de futuras colaborações entre organizações.

Segundo os promotores, a cooperação entre entidades da economia social, instituições públicas e outros agentes locais constitui um elemento importante para desenvolver respostas sustentáveis aos desafios sociais e económicos das comunidades.

Programa incluiu atividades culturais e valorização da identidade de Olhão

O encontro transfronteiriço começou no dia 19 de outubro, com uma sessão de boas-vindas conduzida pelo vereador Custódio Moreno.

Seguiu-se uma dinâmica de grupos dinamizada pelo projeto Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio, destinada a promover o contacto entre os participantes e a partilha de experiências.

O programa integrou ainda atividades dedicadas à identidade, à gastronomia e à cultura local, proporcionando aos representantes das diferentes entidades um contacto mais próximo com o património de Olhão.

Entre as iniciativas realizadas esteve um passeio pelo Caminho das Lendas de Olhão, que permitiu dar a conhecer elementos da história e das tradições da cidade.

O primeiro dia terminou com um jantar nos Mercados Municipais de Olhão, distinguidos como uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal, na categoria Século XX.

O jantar, promovido pela Tertúlia Algarvia, foi acompanhado por um espetáculo de fado, associando a componente cultural ao programa de cooperação e intercâmbio entre os participantes.

INNOVASOCIAL AAA reúne 11 entidades de Portugal e Espanha

O INNOVASOCIAL AAA – Fomento da Inovação na Economia Social no Meio Rural da Eurorregião AAA é um projeto transfronteiriço que pretende promover a inovação e a sustentabilidade das organizações da economia social no Alentejo, Algarve e Andaluzia.

A iniciativa procura contribuir para a criação de oportunidades de emprego e para um desenvolvimento socioeconómico mais inclusivo, com especial incidência nas necessidades dos territórios rurais.

O projeto envolve 11 entidades das três regiões, incluindo a Associação In Loco e a Tertúlia Algarvia, que integram o consórcio português.

Entre as ações previstas encontram-se atividades de formação, consultoria, networking empresarial, transferência de boas práticas e a criação de uma rede de cooperação transnacional.

O INNOVASOCIAL AAA é cofinanciado pela União Europeia, através do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027.

Leia também: Parlamento Europeu reúne nove escolas de Portugal, Irlanda e Reino Unido em Ferragudo

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Ferragudo celebra 27 anos como vila e reivindica financiamento mais justo para a freguesia

28 October 2026 at 08:13

A Junta de Freguesia de Ferragudo, presidida por Luís Alberto, vai assinalar, no próximo domingo, 1 de novembro, o 27.º aniversário da elevação de Ferragudo à categoria de vila, com um programa que inclui uma cerimónia de hastear da bandeira, uma marcha-corrida e uma homenagem aos combatentes.

A celebração pretende recordar o percurso histórico de Ferragudo e a importância da sua identidade local, servindo igualmente de ponto de partida para uma reflexão sobre os desafios que se colocam à freguesia, nomeadamente a sustentabilidade financeira, a capacidade de resposta às necessidades da população e o reforço do poder local.

Segundo a Junta de Freguesia, Ferragudo será, de acordo com os dados de que dispõe, a terceira freguesia do Algarve com menor financiamento proveniente do Fundo de Financiamento das Freguesias em 2027, situação que considera justificar uma revisão dos critérios de distribuição das verbas públicas.

Junta de Freguesia alerta para desigualdades no financiamento

A propósito das comemorações, o executivo liderado por Luís Alberto manifestou preocupação com o financiamento das freguesias previsto no Orçamento do Estado para 2027, associando-se às reivindicações apresentadas pela Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

Para a autarquia, o aumento das responsabilidades atribuídas às freguesias deve ser acompanhado de um reforço dos recursos financeiros, humanos e materiais, permitindo-lhes assegurar uma resposta adequada às necessidades das populações.

A Junta de Freguesia considera particularmente importante rever os critérios de distribuição do Fundo de Financiamento das Freguesias, de forma a reduzir as assimetrias existentes entre territórios.

De acordo com os dados referidos pelo executivo, Ferragudo ocupa a terceira posição entre as freguesias algarvias que menos financiamento recebem daquele fundo em 2027, circunstância que, na perspetiva da autarquia, condiciona a sua capacidade de intervenção.

O executivo defende também que a delegação de competências dos municípios nas freguesias deve constituir um instrumento de coesão territorial, contribuindo para diminuir as diferenças entre freguesias do mesmo concelho.

Nesse sentido, sustenta que qualquer transferência de responsabilidades deve ser acompanhada dos meios necessários ao seu exercício, evitando que novas competências agravem as dificuldades financeiras das autarquias locais.

A Junta de Freguesia considera ainda que a proximidade aos cidadãos deve estar associada a uma distribuição equilibrada dos recursos públicos e a uma maior cooperação institucional.

Debate sobre o futuro do Algarve antecede comemorações

O programa associado ao aniversário inclui, na sexta-feira, 30 de outubro, às 19:00, o debate bilingue “O Futuro do Algarve/Portugal”, que terá lugar na sala da Assembleia de Freguesia de Ferragudo.

A iniciativa contará com Jack Soifer como orador e dinamizador, propondo uma reflexão sobre o futuro da região e do país.

O encontro antecede as celebrações oficiais do 27.º aniversário da elevação de Ferragudo a vila, marcadas para domingo, 1 de novembro.

Marcha-corrida e homenagem aos combatentes no dia 1 de novembro

As comemorações do aniversário começam no domingo, 1 de novembro, às 09:30, com a cerimónia de hastear da bandeira.

Às 10:00, realiza-se uma marcha-corrida, acompanhada de animação musical a cargo do DJ Licota.

O programa prossegue às 11:00, com uma homenagem aos combatentes, no Cemitério de Ferragudo, num momento dedicado à evocação e ao reconhecimento da sua memória.

A iniciativa assinala os 27 anos da elevação de Ferragudo à categoria de vila, procurando envolver a comunidade nas celebrações de uma data significativa para a história da freguesia.

Para o executivo local, o aniversário representa não apenas uma oportunidade para valorizar o percurso e a identidade de Ferragudo, mas também para reafirmar a necessidade de garantir condições financeiras e institucionais que permitam responder aos desafios futuros.

A Junta de Freguesia defende, por isso, uma maior equidade na distribuição das verbas públicas e o reforço da cooperação entre os diferentes níveis da administração local, considerando estas medidas fundamentais para assegurar um desenvolvimento mais equilibrado do território.

Leia também: Hotéis do Algarve conquistam 11 prémios internacionais nos World Luxury Awards 2026

Parlamento Europeu reúne nove escolas de Portugal, Irlanda e Reino Unido em Ferragudo

28 October 2026 at 07:44

A vila de Ferragudo, no concelho de Lagoa, acolhe, entre 26 e 29 de outubro, um encontro transfronteiriço de Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EPAS), que reúne estudantes e professores de nove estabelecimentos de ensino de Portugal, Irlanda e Reino Unido. A iniciativa pretende promover a cidadania europeia, a participação democrática e o diálogo entre jovens de diferentes países.

Ao longo do encontro, os participantes desenvolvem atividades que incluem workshops, debates, simulações e iniciativas culturais, num ambiente de partilha de conhecimentos, experiências e perspetivas sobre a Europa.

A iniciativa é promovida pelo Parlamento Europeu em colaboração com a Câmara Municipal de Lagoa, contando também com a participação do Europe Direct Algarve/Eurodesk, através do Balcão Europa.

Jovens de nove escolas debatem democracia e participação cívica

O encontro procura proporcionar aos estudantes oportunidades de contacto com diferentes realidades culturais e educativas, incentivando a reflexão sobre o funcionamento das instituições europeias e a importância da participação dos cidadãos nos processos democráticos.

Através das atividades previstas, os jovens são convidados a trocar ideias, participar em debates e aprofundar os seus conhecimentos sobre os valores europeus e o papel que podem desempenhar na sociedade.

De acordo com o Parlamento Europeu, a iniciativa insere-se numa aposta na formação de cidadãos informados, participativos e conscientes das suas responsabilidades democráticas, procurando aproximar os mais novos das questões relacionadas com a cidadania europeia.

Programa EPAS aproxima estudantes do Parlamento Europeu

O programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EPAS) tem como principal objetivo sensibilizar os alunos para a democracia parlamentar europeia, o funcionamento do Parlamento Europeu e os valores fundamentais da União Europeia.

A iniciativa procura também incentivar a participação ativa dos estudantes nos processos democráticos europeus, promovendo o conhecimento das instituições e dos mecanismos de participação cívica.

Dirigido a alunos com diferentes percursos escolares, contextos sociais e origens geográficas, o programa pretende proporcionar oportunidades de aprendizagem e envolvimento em questões europeias.

O encontro realizado em Ferragudo integra este trabalho de sensibilização, reunindo jovens de Portugal, Irlanda e Reino Unido em torno do diálogo intercultural, da educação para a cidadania e da participação democrática.

Mais informações disponíveis aqui.

Leia também: Prémio de impacto emocional distingue Eurocidade do Guadiana em festival internacional

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O AVC é tratável e evitável | Por Tiago Gregório

28 October 2026 at 07:30

Neste Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), quero passar duas mensagens importantes: o AVC continua a ser uma emergência de saúde pública, mas é uma batalha que podemos vencer.

A dimensão e o impacto do AVC não podem ser ignorados. A nível mundial, o AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade. O risco global que enfrentamos é verdadeiramente alarmante: um em cada quatro adultos sofrerá um AVC ao longo da sua vida. No nosso país, o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, deixando um rasto de sofrimento nas famílias e impondo um peso insustentável no Sistema Nacional de Saúde.

Apesar da gravidade destes números, não estamos perante uma fatalidade. Os dados mais recentes fundamentam a nossa esperança. Em Portugal, as taxas de incidência de AVC ajustadas à idade têm vindo a diminuir substancialmente. Este declínio é a prova de que as políticas de prevenção funcionam. Simultaneamente, a mortalidade por AVC registou uma queda assinalável no nosso país, refletindo o sucesso dos nossos profissionais de saúde e a melhoria contínua no tratamento da fase aguda da doença.

Para consolidarmos esta trajetória e salvarmos mais cérebros, e mais vidas, o compromisso das autoridades de saúde e da sociedade civil tem de ser reforçado. O caminho a seguir exige ação em três eixos vitais:

Investimento na Prevenção:Apenas com o reforço dos cuidados de saúde primários podemos otimizar o diagnóstico e o controlo dos fatores de risco vasculares, como a hipertensão e a diabetes.

Consciencialização da População: A literacia em saúde salva vidas. Todos os portugueses devem saber reconhecer os sinais de alarme do AVC (os 3 Fs – desvio da Face, falta de Força ou alteração da Fala). Perante qualquer um destes sinais, a indicação é clara e única: ligar imediatamente para o 112.

Excelência nos Cuidados e na Reintegração: É essencial continuar a melhoria no acesso aos cuidados de AVC em todo o território nacional. É fundamental garantir a equidade no acesso às terapêuticas de reperfusão, ao internamento em Unidades de AVC e à reabilitação atempada, devolvendo a autonomia aos sobreviventes e permitindo o seu regresso à vida ativa.

O AVC é tratável e evitável. Investir no seu combate não é apenas um dever clínico, mas um imperativo ético. Juntos, podemos mudar a história do AVC em Portugal.

Leia também: Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce | Por Joana Lemos Garcia e Joana Moleiro

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