❌

Normal view

O Ministro da Educação, o Presidente da ASF e outros governantes vão às escolas ensinar a poupar

28 October 2026 at 17:50

No dia 30 de outubro, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira vão às escolas do Ensino Básico e Secundário para dar aulas sobre poupança e gestão de dinheiro. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em parceria com o Banco de Portugal, a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Esta é a segunda edição do programa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” e, além da poupança, a iniciativa aborda temas como o orçamento familiar, a fiscalidade, os sistemas e produtos financeiros e o empreendedorismo.

Entre os participantes estão o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que dará uma aula na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, e o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que estará na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja. Também os presidentes da ASF, Gabriel Bernardino, e da CMVM, Luís Laginha de Sousa, dinamizarão sessões no Cadaval e na Moita, respetivamente. A iniciativa conta ainda com secretários de Estado das áreas do Ensino Superior, do Orçamento e dos Assuntos Fiscais.

A par dos dirigentes governamentais e reguladores, o projeto conta com a participação de estudantes e docentes universitários de Finanças, Economia, Gestão e Contabilidade. Em articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, estudantes e docentes universitários vão partilhar conhecimentos e experiências com os alunos. As parcerias poderão prolongar-se ao longo do ano letivo, através de novas aulas e atividades.

De acordo com o MECI, a aprendizagem vai ser adaptada aos diferentes níveis de ensino. No 1.º ciclo, será abordada a importância e os objetivos da poupança, enquanto que no 2.º ciclo os alunos vão aprender formas de aplicação e remuneração das poupanças e a importância do planeamento financeiro. No 3.º ciclo, serão abordadas a diversificação dos investimentos para reduzir riscos e a proteção contra fraudes financeiras e digitais. Já no Ensino Secundário, os alunos vão comparar diferentes produtos financeiros e os riscos associados.

Os conteúdos incluem ainda a abordagem, de forma parcial, da tomada de decisões que envolvam ganhos e perdas, a distinção entre necessidades e desejos e entre rendimentos e despesas, o planeamento da poupança e dos investimentos a médio e longo prazo, e os comportamentos de proteção contra fraudes financeiras e digitais.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada em 2025, que reforçou a importância da literacia financeira e levou à inclusão obrigatória desta dimensão na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em todos os anos de escolaridade.

Morreu o CEO da Aon Re, Andrew Laing

28 October 2026 at 17:31

O CEO de resseguro da Aon para o Reino Unido, Andrew Laing, morreu, anunciou a empresa na quinta-feira.

A Aon anunciou a morte de Andrew Laing, CEO da Aon Re Reino Unido.

Laing tinha assumido o cargo dedicado ao negócio de resseguro no Reino Unido em março de 2026. Trabalhava na Aon há mais de 40 anos e era também CEO da divisão global de resseguro facultativo da empresa desde 2016.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Aon afirma: “Estamos profundamente consternados com a perda de Andrew Laing, que liderava o negócio de soluções de resseguro da Aon no Reino Unido”.

“Quem conheceu Andrew recordar-se-á de muito mais do que das suas conquistas profissionais. Era dedicado à família, um colega de confiança, um mentor generoso e um amigo leal e estimado por muitos”, explica a Aon, que não adiantou a causa de morte.

Elevador da Glória. Fidelidade nega “recusar indemnizar” as vítimas e as famílias

28 October 2026 at 16:07

A Fidelidade rejeitou “categoricamente que esteja a recusar indemnizar” as famílias e as vítimas do acidente do Elevador da Glória, depois de na passada segunda-feira ser noticiado que a seguradora contestava o valor da indemnização e que defendia que o Elevador não podia ser visto como um meio de transporte “altamente confiável” à data do acidente. A seguradora veio agora afirmar em comunicado que a distância entre os valores pedidos e as propostas apresentadas não se traduz numa recusa de pagamento.

A Fidelidade indicou ainda que já suportou diretamente ou assumiu a responsabilidade pelo pagamento de cerca de 2,5 milhões de euros em despesas e indemnizações associadas ao acidente.

Explica que “apresentou uma proposta de várias centenas de milhares de euros, fundamentada nos critérios legais e jurisprudenciais aplicáveis e validada pela Comissão Técnica Independente”, frisando que “a divergência entre o montante proposto e o reclamado não constitui uma recusa de indemnizar“.

A companhia criticou a tentativa de inflacionar os montantes, sustentando que “uma vida não pode valer mais, nem menos, em função da atenção mediática que a sua perda suscite“. No mesmo esclarecimento, detalhou que os valores invocados para a perda do direito à vida correspondem apenas a uma parcela do cálculo indemnizatório, ao qual se somam outros danos patrimoniais e não patrimoniais.

Das 16 vítimas mortais, a seguradora avança que quatro processos fecharam em acordo definitivo com as famílias, oito mantêm-se em fase negocial, dois processos estão dependentes de documentação, um processo seguiu para a via judicial, e um processo está a ser processado como acidente de trabalho, com pensões provisórias ativas.

No caso dos 24 feridos, a Fidelidade refere que mantém a assistência médica e que a fixação final das compensações depende da consolidação clínica das lesões de cada sinistrado.

7ª Conferência ECOseguros vai ser já amanhã

28 October 2026 at 06:45

É já amanhã, quinta-feira, dia 29 de outubro, que vai ter lugar a 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027. Vai juntar, no Centro Cultural de Belém a partir das 08h30, reguladores, seguradores, mediadores e prestadores de serviços para debater os principais desafios da atividade seguradora, da distribuição e da gestão da poupança à cibersegurança, aos grandes riscos e à sinistralidade na saúde.

Ainda se pode inscrever aqui.

A mudança tecnológica, o aparecimento de novos riscos e a transformação das necessidades dos clientes são os eixos centrais do encontro, que pretende analisar as tendências com impacto no setor segurador e as suas implicações para os negócios nos próximos anos. A supervisão, a inovação, os modelos de distribuição e a capacidade de resposta das seguradoras estarão entre os temas em discussão. Inscreva-se gratuitamente na conferência.

A sessão de abertura começa às 09h00, com António Costa, diretor do ECO.

Dez minutos depois, às 09h10, João Silva Lopes, secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, fará a abertura oficial dos trabalhos.

O programa prossegue às 09h40 com Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), numa conversa dedicada à supervisão.

Às 10h10, Nuno Esteves, partner da EY Portugal para os serviços financeiros e responsável pela área de seguros, apresenta “Perspetivas para a Indústria Seguradora: Entre a Disrupção e a Criação de Valor”, numa análise às mudanças que estão a moldar o setor e às oportunidades de criação de valor.

Longevidade, poupança e novos canais de distribuição

A evolução demográfica, a proteção financeira a longo prazo e os desafios da subscrição no ramo Vida estarão em debate às 11h00. Na mesa-redonda dedicada à longevidade e à gestão da poupança participam Gonçalo Castro Pereira, vice-presidente da Gama Life, Isabel Castelo Branco, CEO do BPI Vida e Pensões, Luiz Ferraz, CEO da Prévoir, e Marta Graça Ferreira, presidente do conselho de administração da Real Vida Seguros. O painel abordará as respostas do setor às novas necessidades de proteção e poupança de longo prazo.

A distribuição de seguros será o tema seguinte, às 11h40, com o painel “Quem Vai Vender Seguros? O Ecossistema da Distribuição”. Ana Teixeira, CEO da Mudey, e Ricardo Neves, responsável pelas parcerias e canais alternativos da Zurich, vão discutir a evolução dos canais comerciais e a forma como os diferentes intervenientes se posicionam na relação com os clientes.

Os grandes riscos, o resseguro e as alterações climáticas estarão no centro de um dos principais painéis da conferência, marcado para as 12h00. Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, Pedro Carvalho, CEO da Generali Tranquilidade e José Galamba de Oliveira, presidente da APS, vão debater os desafios colocados pela evolução dos riscos e pelas alterações climáticas. A discussão incidirá também sobre a gestão e a transferência de riscos e sobre a importância do resseguro para a capacidade de resposta da indústria seguradora.

A inteligência artificial estará em destaque às 12h50, no painel “IA: Leap Jump na Melhoria da Jornada do Segurado?”. Gonçalo Marques dos Santos, responsável pela experiência do cliente do Grupo GBI, Henrique Guerreiro, engagement lead da Frank, Luís Vieira, diretor de Processos e Análise de Negócio da Glassdrive Portugal, e Nuno Sousa, senior director de serviços financeiros da Claranet Portugal, vão – com moderação de João Veiga – CEO da Elysian Consulting – debater a utilização desta tecnologia na melhoria da experiência dos segurados e na transformação dos processos de negócio.

Ameaças digitais, alterações climáticas e custos na saúde

A agenda da tarde arranca às 14h30 com uma entrevista a Luís Menezes, CEO do Grupo Ageas Portugal, realizada por António Costa, diretor do ECO.

Segue-se, às 15h00, o debate “Cibersegurança Avançada, Guerra Digital e Lacunas de Proteção”. Jorge Libório, partner da EY e responsável pela área de cibersegurança, e Ricardo Azevedo, diretor técnico da Innovarisk, vão analisar a evolução das ameaças digitais e as necessidades de proteção das organizações perante uma exposição crescente aos riscos cibernéticos.

Às 15h40, Nuno Martins, presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), participa numa conversa dedicada ao setor da mediação.

O último painel de debate começa às 16h30 e será dedicado à “Sinistralidade na Saúde e Ecossistemas de Bem-Estar”. José Pedro Inácio, CEO da Advancecare, Rui Dinis, CEO da Planicare, e Rui Meireles, diretor de Seguros de Pessoas da MDS Portugal, vão analisar a evolução da sinistralidade na saúde e os modelos de articulação entre seguros, prestação de cuidados e soluções de bem-estar.

Vinte e um parceiros a apoiar a 7ª Conferência

A 7.ª Conferência Anual ECOseguros 2027 conta com o apoio de 21 empresas ligadas à atividade seguradora: AdvanceCare, BPI Vida e Pensões, Caravela Seguros, Claranet Portugal, Cleva, EY, Fidelidade, Frank, GamaLife, GAPSA, Generali Tranquilidade, Glassdrive, Grupo Ageas Portugal, Grupo GBI, Innovarisk, MDS, Mudey, Planicare, Prévoir, Real Vida Seguros e Zurich.

Inscreva-se aqui ainda hoje .

 

CEO da Redion integra Comité de Gestão da Generali em 2027

27 October 2026 at 18:01

Antoine Parisi, CEO do Redion Group, vai integrar o Comité de Gestão da Generali a partir de 1 de janeiro de 2027. A nomeação surge no âmbito da reorganização da estrutura de gestão anunciada pelo grupo segurador italiano a 20 de outubro.

Antoine Parisi, CEO do Redion Group. “Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018″.

Com esta mudança, a Redion Group, que reúne as atividades de assistência, seguros de viagem e benefícios para colaboradores, passará a reportar diretamente a Giulio Terzariol, Group Deputy CEO da Generali. Parisi trabalhará com Terzariol e com o CEO do grupo, Philippe Donnet, na definição das prioridades estratégicas e no acompanhamento da sua execução.

A nomeação acontece no seguimento da reorganização da Generali para a fase final do plano estratégico “Lifetime Partner 27: Driving Excellence” e na preparação do ciclo estratégico de 2028 a 2030.

“Estou muito grato a Philippe Donnet e Giulio Terzariol pela confiança e agradeço a Jean-Laurent Granier o seu apoio e acompanhamento desde 2018. Integrar o Group Management Committee da Generali é, simultaneamente, um privilégio e uma responsabilidade”, afirma Antoine Parisi, CEO do Redion Group.

A Redion, previamente Europ Assistance, é uma empresa do Grupo Generali que oferece seguros de viagem, assistência médica, proteção aos colaboradores, soluções nas áreas da saúde, mobilidade e seguros pessoais, bem como programas globais B2B2C e de seguros integrados (embedded insurance). Está presente em mais de 190 países e, de acordo com a empresa, conta com um volume de negócios anual de 5,8 mil milhões de euros.

Insurtech Frank reforça equipa com dois novos responsáveis

27 October 2026 at 08:00

A insurtech portuguesa Frank nomeou João Neves Ribeiro como Country Lead e Henrique Guerreiro como Engagement Lead, reforçando a liderança numa fase em que está a alargar a aplicação da inteligência artificial (IA) na operação dos mediadores de seguros.

João Neves Ribeiro é o novo Country Lead da insurtech, já Henrique Guerreiro foi nomeado Engagement Lead.

Em comunicado, a empresa explica que as duas contratações permitem reforçar a capacidade da empresa para desenhar planos de transformação e captura de valor com IA, ajustados aos processos e sistemas de cada empresa.

“Quase todas as empresas do setor já usam alguma forma de IA e conseguiram materializar o impacto em resultados visíveis no P&L. O meu foco é perceber em que ponto está cada operação e desenhar um plano de transformação do negócio, com base em IA, que permita capturar o valor para os mediadores, orientado a resultados visíveis”, afirma Henrique Guerreiro.

O novo Engagement Lead ficará responsável pelo trabalho com clientes de maior complexidade, ajudando-os a avaliar o nível de integração da IA nas suas operações e a identificar oportunidades de transformação.

Guerreiro foi Engagement Manager na McKinsey & Company, onde trabalhou nos setores financeiro, segurador e digital. Entre 2020 e 2021, foi também assessor do Ministério das Finanças.

João Neves Ribeiro, por sua vez, assume a função de Country Lead, com o objetivo de ajudar a desenvolver a estratégia da empresa e a explorar novas oportunidades para os mediadores através da tecnologia.

“Automatizar já não chega. Quando o trabalho administrativo deixa de ocupar tanto a equipa e esta ganha acesso a mais informação, a pergunta passa a ser o que fazer com esse tempo e com esses dados. A resposta está em inovar e diferenciar o serviço”, sublinha.

Ribeiro conta com cerca de duas décadas de experiência no setor segurador. Foi administrador da Tranquilidade, da Açoreana Seguros e da Una Seguros. Na mediação, foi administrador da Universalis, co-CEO da Asurya e Senior Advisor da Acrisure. Começou a carreira na McKinsey & Company.

A insurtech anunciou ainda que está a preparar a publicação de um white paper sobre a integração da IA no setor segurador.

Como o ECOseguros já tinha noticiado, o Frank conta com 2,9 milhões de euros de investimento, com a participação da Armilar e da Start Ventures, e prepara a expansão internacional para 2027. O Frank é um AI Operator, um assistente virtual que replica a ação humana nos sistemas e portais da mediação de seguros e que serve atualmente mais de 350 agências de mediação.

Secretário de Estado da Economia destaca “previsibilidade” de Portugal para atrair investimento

26 October 2026 at 18:37

Portugal oferece “previsibilidade económica, financeira, política e social” aos investidores, afirmou o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, num encontro com líderes empresariais internacionais do setor segurador organizado pela Verlingue Portugal, na passada terça-feira, em Lisboa.

Miguel Salema Garção, Chief Business Development Officer da Verlingue com o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira e Benjamin Verlingue, presidente e CEO do Grupo Adelaïde.

Para o governante, esta característica pode ser uma vantagem para a captação de investimento estrangeiro. Na sua intervenção, João Rui Ferreira destacou ainda o “talento qualificado, as competências linguísticas, a conectividade, a segurança e a qualidade de vida” como fatores relevantes para a competitividade do país. O secretário de Estado afirmou que o Governo pretende criar condições para que as empresas invistam, exportem e expandam a sua atividade para outros mercados.

O encontro decorreu no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras e reuniu clientes, parceiros institucionais, representantes do setor segurador na 74.ª Conferência Global da Worldwide Broker Network (WBN), que teve lugar em Lisboa entre os dias 21 e 24 de outubro.

A iniciativa assinalou a integração da Verlingue Portugal na WBN, uma rede internacional de corretagem de seguros e benefícios para colaboradores com presença em mais de 100 países, como ECOseguros já tinha noticiado.

“Portugal é um mercado-chave para a Verlingue e para o Grupo Adelaïde. Estamos presentes no país há mais de dez anos e é um lugar onde queremos investir e permanecer a longo prazo”, afirmou Benjamin Verlingue, presidente e CEO do Grupo Adelaïde, do qual a Verlingue faz parte.

O responsável acrescentou que a integração na WBN reconhece o trabalho desenvolvido pela equipa portuguesa e permite acompanhar os clientes nos mercados em que pretendam expandir-se.

Fidelidade considera excessiva indemnização de 125 mil euros por morte no Elevador da Glória

26 October 2026 at 16:29

A Fidelidade, seguradora da Carris, considera que o Elevador da Glória não podia ser visto como um meio de transporte «altamente confiável» à data do acidente de 3 de setembro de 2025, que provocou 16 mortos. Segundo noticia o Correio da Manhã (acesso pago), a posição consta da contestação apresentada pela seguradora no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, no âmbito de uma ação em que a família de uma das vítimas mortais exige uma indemnização de 1,05 milhões de euros à Carris, à MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, responsável pela manutenção do ascensor, e à Fidelidade.

Segundo o jornal, a Fidelidade contestou os valores reclamados pela família a título de indemnização pelos diferentes danos. Em particular, considera «manifestamente excessivo» o pedido de 125 mil euros pelo dano por morte, alegando que os tribunais portugueses têm fixado indemnizações entre 50 mil e 90 mil euros em casos semelhantes. A seguradora afirma ter apresentado uma proposta de indemnização alinhada com os valores atribuídos pela jurisprudência nacional, mas que esta não foi aceite pela família.

Contactada a Fidelidade por ECOseguros, fonte da companhia afirmou “não divulgar peças processuais de ações judiciais em curso” mas dispôs-se “a enquadrar a questão em termos gerais”. Segundo esta fonte “num pedido de indemnização por morte, o valor total reclamado resulta da soma de várias parcelas distintas, entre as quais a compensação pela perda do direito à vida, os danos não patrimoniais sofridos pela vítima e pelos seus familiares e os danos patrimoniais futuros“. Acrescentou que “a referência ao critério de uniformização respeita apenas à compensação pela perda do direito à vida e corresponde a um parâmetro seguido pelos tribunais portugueses, que procuram fixar valores equivalentes em situações semelhantes”, assegurando igualdade de tratamento entre todas as vítimas. Conclui a Fidelidade que este facto “não constitui, de forma alguma, um juízo sobre o valor de uma vida, nem diminui a perda irreparável sofrida por estas famílias”.

A seguradora contesta a alegação da família de que o acidente foi imprevisível, invocando a ocorrência de vários acidentes com o ascensor desde 2018. Na sua argumentação, a possibilidade de um desastre como o de setembro de 2025 não podia ser considerada totalmente imprevisível.

A Fidelidade defende que a ação cível seja suspensa até à conclusão do inquérito do Ministério Público e que o pedido indemnizatório seja tratado no âmbito do processo-crime, para evitar decisões contraditórias.

Notícia acrescentada às 17h30m com declarações da Fidelidade.

Zurich lança novo seguro automóvel para empresas

26 October 2026 at 16:24

A Zurich lançou um novo seguro automóvel destinado a empresas, com quatro planos de proteção e coberturas ajustáveis às características dos veículos e às necessidades de cada negócio.

José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal. “As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”.

Entre as novidades estão o apoio domiciliário em caso de incapacidade temporária do condutor, a proteção em caso de imobilização da viatura e a bonificação de franquias associada à utilização da rede convencionada de reparação.

A Assistência em Viagem passa também a estar disponível em três níveis de proteção, com capitais e garantias reforçados para veículos comerciais e pesados. A cobertura inclui ainda um capital específico para reboque em caso de rebentamento de pneu.

O seguro inclui garantias de danos próprios, como quebra de vidros, choque e colisão, fenómenos da natureza e alterações da ordem pública. As franquias têm valores definidos, permitindo às empresas conhecer antecipadamente o montante a suportar em caso de sinistro.

“As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”, afirma José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal.

❌