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Fachin arquiva mais cinco investigações do Inquérito das Fake News

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento de mais cinco investigações que integravam o chamado Inquérito das Fake News. 

As investigações encerradas tinham como alvo o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta; o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual por Santa Catarina Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães, brasileira que mora nos Estados Unidos. 

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Também foi encerrada uma investigação envolvendo publicações em um grupo no aplicativo de mensagens Telegram.

Em todos os casos, Fachin atendeu a manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que opinou pelos arquivamentos por falta de provas dos supostos delitos ou pela prescrição dos crimes investigados. 

Aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o Inquérito das Fake News tinha como objeto principal apurar ataques virtuais e ameaças contra a integridade física de ministros da Corte e seus familiares. Desde então, contudo, o processo se desmembrou em centenas de linhas de investigação, grande parte sigilosa. 

O inquérito é alvo de críticas da comunidade jurídica devido a sua duração indefinida e à falta de delimitação clara de seu objeto. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, critica a pouca transparência em torno do processo. 

Na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com ataques públicos entre ministros, Fachin determinou em setembro o envio do Inquérito das Fake News do gabinete do relator, ministro Alexandre de Moraes, para a presidência do STF. 

Em outubro, Fachin declarou que pretende arquivar todo o Inquérito das Fake News, começando a analisar caso a caso cada linha de investigação. Na terça-feira (27), o presidente do Supremo já havia arquivado outras três apurações no inquérito. 

Casos concretos 

No que diz respeito ao ex-ministro do Turismo Gilson Machado, Fachin determinou o arquivamento de uma investigação sobre uma suposta tentativa de auxiliar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, a fugir do país por meio da emissão de um passaporte português pelo consulado em Recife. 

Mauro Cid foi delator da trama golpista pela qual Bolsonaro acabou condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão. Após a condução de diversas diligências, inclusive com a apreensão do celular de Gilson Machado, a PGR concluiu não haver elementos mínimos para uma ação penal contra o ex-ministro do Turismo. 

Em relação ao presidente do PCO, Rui Pimenta, a PGR apontou para a prescrição do crime de incitação pelo qual ele era investigado. O dirigente partidário se tornou alvo de investigação após publicações hostis ao STF nas redes sociais. 

No caso da brasileira Flávia Cordeiro Magalhães, residente nos EUA, Fachin revogou restrições migratórias e uma ordem de prisão preventiva que pesava contra ela, após a PGR apontar a fragilidade das provas e a ausência de vínculo da investigada com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação. 

O deputado estadual Alex Brasil, por sua vez, era investigado pelo compartilhamento de conteúdo sobre o sigilo do voto nas eleições de 2022. A PGR apontou, contudo, que os mesmos fatos foram investigados e arquivados em um outro processo. Além de arquivar a segunda investigação, Fachin determinou o desbloqueio de perfis do parlamentar em redes sociais. 

A investigação sobre um grupo no Telegram apurava a apologia a crimes contra judeus e ameaças contra a vida de ministros do STF. A PGR destacou, contudo, a impossibilidade técnica demonstrada pela área técnica do aplicativo de identificar os criadores ou administradores do canal, motivo pelo qual se esgotaram as possibilidades de elucidar o caso.

Governo alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começou

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Os microempreendedores individuais (MEI) devem estar atentos às tentativas de golpes financeiros usando o Pix MEI como isca. Segundo o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, a iniciativa, que prevê o repasse direto de até R$ 5 mil para cada beneficiário contemplado, ainda está sendo estruturada e qualquer promessa de liberação imediata de dinheiro é uma fraude.

“O programa só vai começar a ser implementado no ano que vem. Não vai ter Pix MEI este ano. Então, se você receber qualquer mensagem do tipo “cadastre-se aqui”, não caia nesta! É golpe”, alertou Paulo Pereira ao participar do programa Bom Dia, Ministro, uma coprodução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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O ministro também advertiu que há uma série de boatos e questionamentos infundados circulando nas redes sociais, como o que sustenta que o pagamento do benefício, quando começar, será dividido em parcelas mensais de R$ 400. 

O ministro acredita que essa "informação equivocada" deve ter surgido de cálculos feitos a partir de dados incompletos ou falsos, como dividir a previsão inicial de dotação orçamentária anual do programa pelo número de meses do ano (12).

“Não é esse o desenho da política pública. O programa vai subsidiar até R$ 5 mil em projetos específicos de investimento, priorizando setores como mulheres empreendedoras e MEI de menor faturamento", explicou Paulo Pereira.

“Não é esse o programa. Os critérios ainda estão sendo definidos e o detalhamento das regras devem sair até o fim deste ano, mas não precisamos implementar tudo de uma vez. Vamos testar o programa, privilegiar setores, criar linhas específicas, priorizando a parcela dos MEIs que faturam menos”, esclareceu o ministro.

Ele alertou que também há muita gente afirmando, nas redes sociais, que o governo não poderá executar o Pix MEI por ele não estar previsto na Lei Complementar nº 238, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no dia 21 agora, instituindo o programa Prospera Mei. 

“O Pix MEI não precisa estar na lei. Ele só precisa estar encartado no orçamento de 2027”, disse o ministro.

Paulo Pereira advertiu as pessoas a não clicarem em links não oficiais, nem fornecer dados pessoais ou bancários em qualquer outro ambiente digital além da página do Prospera MEI.

Fachin arquiva cinco investigações ligadas ao inquérito das fake news

29 October 2026 at 14:13

O ministro Luís Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou o arquivamento de cinco investigações vinculadas ao inquérito das fake news. Fachin assumiu a relatoria do inquérito em setembro. Antes, estava com o ministro Alexandre de Moraes.

As decisões atendem a manifestações da PGR (Procuradoria-Geral da República), que considerou inviável a continuidade de parte das investigações por ausência de provas ou porque o determinado crime já prescreveu, ou seja, já havia passado o prazo legal para que seja punido.

As investigações encerradas abrangem o presidente do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta; o ex-ministro do Turismo Gilson Machado; o deputado estadual por Santa Catarina Alex Brasil; e Flávia Cordeiro Magalhães. Também foi encerrada uma investigação envolvendo publicações em um grupo no Telegram.

Sobre a apuração de suposta prática de incitação ao crime por publicações ofensivas ao STF nas redes sociais do PCO em junho de 2022, o ministro declarou a extinção da punibilidade de Rui Costa Pimenta. Como a pena máxima prevista para o delito é de seis meses e transcorreram três anos sem causas de interrupção do prazo, ocorreu a prescrição.

Já na investigação sobre postagens com apologia ao crime de racismo contra judeus e ameaças à vida de ministros do STF em um grupo do Telegram, o arquivamento foi determinado após a plataforma informar a impossibilidade técnica de identificar os criadores ou administradores do canal sem o número de telefone de consulta, esgotando as linhas investigativas viáveis por falta de indícios de autoria.

Em relação à apuração de publicações na internet atribuídas a Flávia Cordeiro Magalhães, o parecer da PGR destacou a fragilidade das provas e a ausência de vínculo da investigada com grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação. Diante disso, a decisão revogou a ordem de prisão preventiva e as restrições migratórias que pesavam contra ela.

Quanto ao procedimento que apurava a conduta do ex-ministro Gilson Machado junto ao Consulado de Portugal em Recife, em uma suposta tentativa de emissão de passaporte para o tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, após a realização de depoimentos e análises periciais, constatou-se a ausência de elementos mínimos de autoria e materialidade.

A decisão estabeleceu o arquivamento e determinou a restituição dos celulares e de uma arma de fogo apreendida, desde que com registro regular.

Sobre a investigação que tratava do deputado estadual Alex Brasil, investigado pelo compartilhamento de conteúdo sobre o sigilo do voto nas eleições de 2022, foi constatada que os mesmos fatos já haviam sido objeto de apuração e arquivamento definitivo em outra investigação.

Fachin então acolheu o pedido do Ministério Público Federal, determinou o encerramento do processo e ordenou o desbloqueio das contas do parlamentar em redes sociais.

O ministro ressaltou a possibilidade de reabertura das investigações, exceto o relacionado ao presidente do PCO, caso surjam novas provas, conforme estabelece o Código de Processo Penal. Também foi determinado o levantamento do sigilo das decisões e autos correspondentes.

Como a CNN mostrou, as determinações de arquivamento fazem parte de um “pente-fino” promovido por Fachin no inquérito, que está em andamento desde 2019. Um levantamento da Presidência do STF identificou mais de 100 procedimentos, entre petições e investigações preliminares.

Brazil Denies Fake News on 6×1 Workweek and Social Cuts

28 October 2026 at 20:12
The Bolsa Familia Program (PBF) was created by the federal government in October 2003 and became law in January 2004. Photo: MDS.

The Brazil’s government warned that false social media posts claimed the 6×1 workweek law had been changed and that social programs such as Bolsa Familia faced cuts, and it urged citizens to consult official sources.


The Secretariat of Social Communication (Secom), denied that any change had been made to the constitutional amendment that ends the 6×1 workweek.

The posts, which spread after the presidential run-off, offered incorrect information about labor legislation and social benefits.

RELATED: Brazilian Senate Ends 6×1 Schedule, Approves 40-Hour Workweek

Constitutional Amendment 141 guarantees two paid rest days each week without any reduction in salary. The way those free days are organized can be settled through collective bargaining, as long as the constitutional conditions are respected. The Secretariat of Social Communication stressed that the norm remains in force and untouched.

The false claims included an alleged exclusion of certain professional categories from the new rules. No such proposal exists. The Secretariat of Social Communication explained that conversations with different sectors concern only how to implement rules that have already been approved.

The reduction of the workweek will unfold gradually. The initial limit will be 42 hours a week, and later 40 hours, with no salary reduction at any stage.

The government offered a blunt explanation of why the Executive holds no power over the text. Since the measure is a constitutional amendment approved by the National Congress, the Executive cannot modify or veto it.

O Governo do Brasil alerta para informações falsas que circulam nas redes sociais neste período pós-eleitoral sobre um suposto recuo no fim da escala 6×1 e cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. pic.twitter.com/SIR0but5Vl

— Governo do Brasil (@govbr) October 27, 2026

Text reads: “The Government of Brazil warns about false information circulating on social media in this post-election period about a supposed retreat at the end of the 6×1 scale and cuts to Bolsa Família and Gás do Povo.“

Welfare Programs Intact

Separate rumors suggested that the Bolsa Família program faced suspension or reduced benefits. The Secretariat of Social Communication confirmed that the program keeps operating normally, with payments continuing and no cuts applied.

In October the minimum amount per family rose by 15.04%, from R$600 (about 112 U.S. dollars) to R$691 (around 129 U.S. dollars). That adjustment contradicted the online claims, since a program facing cuts does not raise its floor. Families can verify their information through the Bolsa Familia app, the Caixa Tem platform, or by calling 111, the direct line of the Caixa Economica Federal bank.

The government also rejected rumors about Gas do Povo, the program that provides free refills of 13-kilogram gas cylinders to families that meet the requirements. The Secretariat of Social Communication (Secom) affirmed that the initiative already has budget assigned for 2026 and that resources appear in the 2027 budget proposal sent to Congress.

The pattern was consistent across all the false messages. Each one targeted a program or a right that benefits working families, and each one crumbled against the official record.

The Secretariat of Social Communication (Secom) advised the public to distrust messages that do not identify reliable sources. Citizens should verify whether information has been confirmed by competent authorities before sharing it. The Social Direct Line 121 and official digital channels remain open for questions about benefits.

The warning reflects a government trying to contain a wave of misinformation at a politically charged moment. False posts about labor rights and welfare can spread faster than corrections, especially when they play on fear of losing income or benefits.

The facts, however, tell a different story. The workweek amendment stands. The Bolsa Familia Program pays more than before. Gas do Povo holds its funding for this year and next. None of the alleged changes appears in any official document.

The government’s message closed with a practical instruction. Before passing along a message about labor law or social programs, check the source. The tools to do so, apps and official channels, remain available.

INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria

28 October 2026 at 16:32

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou nota para informar que são falsas informações que circulam na internet e nas redes sociais sobre o bloqueio de benefícios. Os conteúdos falsos dizem que seria necessário realizar um cadastro biométrico para impedir que o benefício fosse suspenso. 

No entanto, o INSS informa que essa exigência só é válida para novos pedidos feitos desde 21 de novembro de 2025. O órgão reforça que os beneficiários não precisam comparecer às agências do INSS para fazer cadastro biométrico.

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“Em realidade, nem sequer existe essa opção. Pois o registro biométrico significa que o cidadão precisa ter sua identidade confirmada por meio de uma biometria cadastrada em uma base oficial do governo”, diz a nota. 

Esse cadastramento é feito quando o cidadão emite algum documento público, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou título de eleitor. 

Golpe 

O INSS alerta para tentativas de fraude que utilizam informações falsas sobre biometria para obter dados pessoais das vítimas. O órgão ressalta que não envia servidores à casa dos cidadãos para fazer a comprovação de vida, nem solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro. 

Também orienta para não clicar em links desconhecidos, uma vez que os golpistas usam páginas falsas para capturar dados e aplicá-los em outras fraudes. 

Isenção 

Mesmo entre quem solicitou o benefício após 21 de novembro do ano passado, nem todos precisam de documento com biometria. A legislação estabelece algumas exceções, como idosos com mais de 80 anos, migrantes, refugiados, apátridas, pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde, entre outros.

Além disso, também estão isentos da obrigatoriedade do registro biométrico os pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte.

Em caso de dúvida sobre a situação do benefício, o cidadão deve consultar o Meu INSS ou ligar para o 135.

Begoña Gómez denuncia al PP por suplantación de imagen tras la difusión de un vídeo creado con IA

28 October 2026 at 07:47

La esposa del presidente del Gobierno, Begoña Gómez, ha presentado una denuncia judicial por suplantación de imagen a raíz de un vídeo elaborado por el Partido Popular mediante inteligencia artificial. Así lo ha anunciado el propio Pedro Sánchez durante su participación en el podcast Keep It Cutre, donde ha cargado con dureza contra el empleo de herramientas tecnológicas para descalificar a adversarios políticos. Este movimiento sitúa -otra vez- en el centro del panorama político los límites éticos de la tecnología en campaña y la responsabilidad de las formaciones en la difusión de contenidos manipulados.

El jefe del Ejecutivo reveló esta información cuando se debatía sobre el impacto de las redes sociales y la desinformación, aludiendo a la carta en la que Ada Colau reclama medidas contra el uso vejatorio de la tecnología. Durante la charla con las conductoras del espacio, Ángela y Albanta, Sánchez ha defendido que su partido no utiliza la IA con fines electorales" y denunció que se consideran "víctimas" de estas prácticas. Asimismo, ha insistido en que la tecnología no es neutra y ha llamado a desplegar marcos regulatorios frente a la aceleración de los algoritmos.

En relación con la acción emprendida por Begoña Gómez, el líder socialista ha precisado que la demanda busca sancionar la manipulación no consentida de su figura a través de sistemas de inteligencia artificial. A su juicio, la principal fuerza de la oposición ha rebasado los límites al respaldar un montaje que altera la realidad sin autorización previa. La iniciativa pretende poner freno a la instrumentalización de la imagen pública de personas vinculadas al ámbito institucional.

Sánchez ha criticado la actuación del Partido Popular, llegando a comparar sus métodos informáticos con los que emplean los acosadores digitales contra menores. En su intervención, el presidente ha reprochado que una organización con aspiraciones de gobernar asuma "tácticas propias del acoso" en lugar de combatir el hostigamiento en la red. De igual modo, ha acusado tanto al PP como a Vox de actuar de manera "irresponsable" mediante el uso descarnado de la inteligencia artificial.

El presidente ha enfocado sus reproches directos sobre Alberto Núñez Feijóo, a quien ha afeado haber reconocido públicamente la validación de estas herramientas en una reciente entrevista. Sánchez sostiene que la implicación de la cúpula conservadora en la aprobación de estos vídeos acentúa la gravedad del episodio. "Alguien lo ha diseñado, alguien lo ha validado y lo han publicado", ha lamentado el dirigente socialista al incidir en que el proceso contó con el visto bueno de la dirección popular.

Para concluir, el presidente ha recordado que las instituciones comunitarias cuentan con una estrategia europea contra la desinformación diseñada para perseguir los deep fakes. Sánchez ha remarcado que el primer marco normativo global sobre inteligencia artificial se fraguó bajo la presidencia española del Consejo de la UE en 2023. En este sentido, ha remarcado la necesidad de "aplicar una regulación estricta que proteja los derechos fundamentales frente a los abusos en el entorno digital".

Vídeo da CNN é adulterado com fake news sobre fim do Bolsa Família

28 October 2026 at 01:57

É falso um vídeo que circula nas redes sociais em que aparece uma reportagem da CNN Brasil noticiando que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia acabar com o Bolsa Família.

A publicação distorce um vídeo exibido em 16 de abril de 2025 no CNN PrimeTime em que o apresentador Márcio Gomes questiona a analista Jussara Soares sobre a nova regra de transição do programa.

O vídeo contém o escrito “Bolsa Família pode acabar” e “Bolsa Família pode estar com os dias contados: governo Lula avalia a possibildiade de encerrar o programa”, o que distorce a fala da analista.

A análise tratava-se, na verdade, de uma estratégia do governo federal sobre uma nova regra de transição do programa social que entrou em vigor em junho daquele ano.

A regra, que foi anunciada em março do ano passado e passou a valer em junho, estabelecia que famílias que ultrapassassem o limite de renda para entrada no programa seguiriam recebendo 50% do benefício durante um ano.

Não há nenhuma menção sobre o Palácio do Planalto interromper o auxílio.

Governo ressalta que informações são falsas

O governo federal divulgou nota nas redes sociais, ressaltando que as informações são falsas.

“São falsas as alegações de cortes no Bolsa Família. O programa segue em funcionamento, sem qualquer suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. Em outubro, houve reajuste de 15,04%, com o valor mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691.

Governo alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociais

27 October 2026 at 23:34

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O governo federal faz um alerta à população sobre informações falsas que circulam nas redes sociais relacionadas ao fim da escala 6x1 e a programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo. 

Em nota divulgada nesta terça-feira (27), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) garantiu a continuidade dos benefícios e esclareceu que o texto da emenda constitucional que pôs fim à escala 6x1 não sofreu nenhuma alteração após as eleições. 

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“É falsa a afirmação de que, após as eleições, o governo recuou do fim da escala 6x1 e passou a preparar exclusões de categorias de trabalhadores. Não há nenhuma proposta que retire direitos em discussão no governo”, diz a nota.  

A Emenda Constitucional nº 141 assegura dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. Permite diferentes formas de distribuição das folgas, inclusive por negociação coletiva, desde que sejam garantidos, em média, dois dias de descanso por semana ao longo do mês.

“O diálogo com os setores trata da implementação dessas disposições, dentro dos limites constitucionais. O Poder Executivo não pode vetar ou alterar uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso”, esclarece o governo federal.

Também são falsas informações sobre cortes no Bolsa Família. “O programa segue em funcionamento, sem qualquer suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios”, diz a nota.

A Secom também garante que o programa Gás do Povo continua garantindo a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha de 13 quilos às famílias contempladas, com orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos na proposta orçamentária de 2027 enviada ao Congresso Nacional. 

Dúvidas

 O governo federal orienta a população a verificar as informações nos canais oficiais antes de compartilhá-las.

Dúvidas sobre os programas sociais podem ser esclarecidas pelo Disque Social 121. Informações sobre o Bolsa Família também estão disponíveis nos aplicativos Bolsa Família e Caixa TEM e pelo telefone 111, da Caixa.

Fachin arquiva três investigações do inquérito das Fake News

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça-feira (27) o arquivamento de três investigações oriundas dos chamado inquérito das Fake News.

A decisão determinou o encerramento de investigações contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o escritor Guilherme Fiúza.

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No caso de Eduardo, Fachin justificou que o ex-parlamentar já foi condenado pela Corte, mas o inquérito que o investigou ainda estava em tramitação.

Em setembro deste ano, a Primeira Turma do STF rejeitou recurso e confirmou a condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a 4 anos e dois meses anos de prisão no processo do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Fachin também determinou o arquivamento da investigação que apurava a suposta participação de Malafaia nas ações de Eduardo.

De acordo com o ministro, que seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), não foram encontrados indícios da participação do pastor nas ações do ex-deputado. Com a decisão, Malafaia deverá ter o passaporte devolvido e ficará autorizado a viajar para o exterior.

No caso de Fiúza, o presidente do STF disse que a acusação de incitação ao crime prescreveu. Em 2023, ele foi acusado de publicar nas redes sociais postagens com discursos de ódio e favoráveis à “quebra da normalidade institucional". O caso também contou com parecer favorável da PGR pelo arquivamento.

Arquivamentos

No mês passado, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News, que foi aberto em março de 2019.

Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a abertura como forma de combater a veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator do caso. 

Recentemente, o presidente do STF disse que pretende arquivar todo o inquérito.

A medida será tomada após a verificação de pendências e eventuais solicitações de diligências à PGR e à Polícia Federal (PF).

Fachin identificou 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito. 

Às vésperas do 2º turno, canais no Telegram espalham fake news sobre segurança de urnas

24 October 2026 at 21:33

Na sexta-feira, o irmão do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro, sugeriu em uma entrevista nos EUA que pode haver fraude nas urnas e o irmão pode ter que sair do país se perder. Embora pareça estar falando outra língua em relação à campanha oficial, Eduardo está reforçando uma narrativa mentirosa que segue circulando entre grupos de apoiadores do bolsonarismo. 

Um levantamento da Agência Pública identificou 418 publicações questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas em uma rede de 60 canais do Telegram. Desses canais, 58 compartilham mensagens de apoio a Flávio Bolsonaro. Embora o levantamento tenha identificado publicações desde 2022, a maior parte dos registros (245) se concentrou entre maio e outubro de 2026. O maior volume de publicações (91) ocorreu nas semanas anteriores e posteriores ao primeiro turno.

Em abril de 2017, a jornalista Mariana Godoy viajou até a Suíça para entrevistar o ex-delegado da Polícia Federal (PF) e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, que alegava estar em situação de asilo político em decorrência de uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um trecho da entrevista, Queiroz afirmou que houve fraude nas urnas durante as eleições de 2014, o que é uma mentira desbancada inúmeras vezes por checadores de fatos, autoridades e o TSE. Ainda assim, dois trechos desta entrevista voltaram a circular recentemente, em 32 publicações de 18 canais do Telegram, que, juntos, somam quase 286 mil inscritos.

No primeiro turno das eleições, dez canais do Telegram compartilharam, entre 20h11 e 20h46, a seguinte mensagem: “INTRA TSE: Estranhamente às 19:16 as urnas modelos UE2013 e UE2015 geram erro e a contagem ficou travada!🇧🇷”. Somados, esses canais têm mais de 279 mil inscritos.

A alegação de que erros nas urnas eletrônicas teriam travado a contagem dos votos já foi desmentida pela Justiça Eleitoral. Mesmo assim, o conteúdo continuou circulando no Telegram. Um exemplo é o canal “Eleições 2026 Memes”, que reproduziu a mensagem em 12 de outubro, seis dias depois da publicação do desmentido oficial. A antropóloga e pesquisadora Letícia Cesarino explica que o Telegram é uma plataforma avessa à regulação e que não tem uma tradição de moderação de conteúdo. “Esse plano de conformidade, na verdade, não significa nada. Não tem força de lei. É mais uma declaração de compromisso. Se a plataforma vai ser sancionada ou não, a Justiça Eleitoral não tem muitos meios para forçar a se adequar à legislação eleitoral”, completa.

Print de um dos grupos no telegram que postou conteúdo falso que indicava erro nas urnas eletrônicas
Print de um dos grupos no telegram que postou conteúdo falso que indicava erro nas urnas eletrônicas

Em setembro de 2026, o Telegram apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano para combater a desinformação na plataforma. O item 2.1 das Medidas de conformidade, dedicado aos conteúdos político-eleitorais, estabelece que “A moderação aplica-se a conteúdos, contas, grupos, bots e canais, por meio das seguintes medidas de fiscalização: remoção de conteúdo, restrição ou remoção de contas e canais e aplicação de rótulos visíveis de advertência — os marcadores “SCAM” e “FAKE”, atribuídos proativamente em vermelho para alertar a comunidade sobre riscos.”

Apesar das medidas previstas no documento, entre as 418 publicações identificadas no levantamento, apenas uma apresentava um aviso indicando que o conteúdo poderia ser falso. A postagem foi feita em 10 de outubro de 2024, no canal “FreedomNews 🇺🇸🇧🇷”.

Print da única publicação com indicação de que pode ser conteúdo não confiável
Print da única publicação com indicação de que pode ser conteúdo não confiável

Por que se trata de uma rede?

Das 418 publicações identificadas, 176 apresentam texto idêntico a pelo menos mais  uma postagem. Mas, ao examinar todos os conteúdos dos canais, 3.189.642 mensagens, a Pública identificou 1.259 conexões entre os canais, estabelecidas por meio de 249.464 encaminhamentos internos de mensagens na rede.

A análise das publicações que questionam as urnas eletrônicas identificou três eixos discursivos principais: textos sobre possíveis falhas técnicas nos equipamentos, questionamentos sobre interferência externa no processo eleitoral e memes.

Grafo de conexão elaborado a partir das conexões entre os canais
Grafo de conexão elaborado a partir das conexões entre os canais
Número de publicações nos canais do Telegram por mês
Número de publicações nos canais do Telegram por mês

O vídeo de Protógenes Queiroz, mencionado no início da reportagem, circulou acompanhado de duas abordagens diferentes. Entre 2024 e abril de 2026, foram identificadas 14 publicações que começavam com as frases “Quem se lembra disso?” ou “Você se lembra disso?”.

Após o início das investigações envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger, o vídeo passou a circular com uma nova apresentação: “Esse aqui é o ex da Roberta Luchsinger, amiga do Lulinha”. Apesar da mudança na abordagem, o restante do texto permaneceu o mesmo. A narrativa apresentada nas publicações afirma que Protógenes Queiroz fugiu do Brasil após receber ameaças de morte por ter investigado as urnas eletrônicas e descoberto que o Partido dos Trabalhadores (PT) nunca venceu uma eleição de forma legítima no país.

Cinco publicações no Telegram que compartilham o vídeo de Queiroz incluem, ao final das legendas, links para duas postagens distintas na rede social X (antigo Twitter), que também apresentam o mesmo vídeo. Em três delas, o link direciona para uma publicação de 5 de agosto de 2025, feita pelo perfil “Miguel Diniz – Pátria amada Brasil”, que acumula mais de 574 mil visualizações. As outras duas direcionam para uma postagem do perfil “Brasil Conservador 🇧🇷🇺🇸🇮🇱”, publicada em 23 de janeiro de 2026, também no X, que ultrapassa 62 mil visualizações. 

Outro grupo de publicações compartilha um recorte de vídeo em que aparece uma pessoa usando uma máscara alusiva ao personagem da HQ “V de Vingança”. O conteúdo circulou em seis canais do Telegram: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB”, “Mandaloriano Conspiracy”, “Pela Vida e Liberdade” e “Rasgando o Verbo”. Todas as publicações foram feitas em 17 de fevereiro de 2026, acompanhadas do mesmo texto:

“Quem diria, as urnas foram fraudadas. Não se esqueçam da última eleição para presidente em que uma mulher foi votar e já tinham votado no lugar dela. E em 2018, várias urnas davam pane ao apertar o botão do então candidato Bolsonaro. Em outras palavras, as eleições são fraudadas a muito tempo e na última não foi diferente.”

A análise dos encaminhamentos indica que, dentro da rede de canais, o recorte do vídeo foi publicado inicialmente em “Rasgando o Verbo” e “Mandaloriano Conspiracy”. Posteriormente, o conteúdo foi encaminhado para os outros quatro canais: “ ANTVXXX”, “Brasil e o gás a 100 real”, “Direita FTB” e “Pela Vida e Liberdade”.

Print da comparação dos posts entre os dois canais diferentes
Print da comparação dos posts entre os dois canais diferentes

Ao todo, foram identificadas 176 publicações com textos idênticos aos de pelo menos outra postagem, distribuídas em 53 grupos de conteúdos repetidos. Essas publicações formam 274 pares, o que indica que parte do conteúdo compartilhado pelos canais pode ter uma origem comum.

Cada par representa duas publicações com o mesmo texto. Assim, quando três postagens apresentam conteúdo idêntico, são formados três pares de comparação; quando quatro publicações compartilham o mesmo texto, são formados seis pares. Isso ocorre porque uma mesma publicação pode integrar diferentes pares.

Os 274 pares identificados no levantamento podem ser consultados abaixo:

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Publicações duvidam do funcionamento das urnas eletrônicas

Os canais rejeitam explicações técnicas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, antes mesmo de conhecerem o sistema utilizado. Durante a primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada entre 3 e 9 de agosto, as publicações dos canais da rede se concentraram em contestar as demonstrações feitas pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das publicações replicadas pelos canais afirma que: “O hardware dessa bosta fabricada pela Positivo não influencia em absolutamente nada na falta de confiança nesse lixo de processo baseado “confie no estado”. Poderiam usar gabinete de acrílico com uns FANs RGB também, primeira urna gamer do mundo.”

A empresa brasileira de tecnologia Positivo não foi a única a ser alvo das críticas. Em outras publicações, os canais da rede comparam o procedimento de montagem e desmontagem das urnas eletrônicas, realizado pelos técnicos do TSE, ao de um Game Boy, videogame portátil lançado pela Nintendo em 1989.

Ao longo dos 30 anos de utilização das urnas eletrônicas no sistema eleitoral brasileiro, quatro empresas foram responsáveis pela fabricação dos equipamentos: Positivo Tecnologia, Diebold, Unisys Brasil e Procomp Indústria Eletrônica.

Publicação que acusam o processo eleitoral de interferência externa

Mesmo após a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, publicações na rede afirmaram que Júlio Valente da Costa Júnior, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seria “petista de carteirinha” e teria poderes para manipular os softwares das urnas eletrônicas e editar o código-fonte. A nomeação do secretário pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que ocupou o cargo entre 2013 e 2025, também foi alvo de ataques. A publicação termina depositando em Flávio Bolsonaro a esperança de eleições mais confiáveis.

O texto compartilhado pelos canais é o mesmo de uma publicação feita em 11 de outubro no X (antigo Twitter) pelo músico e militante bolsonarista Roger Moreira. A postagem também foi tema de um vídeo publicado em 12 de outubro no perfil da Revista Timeline, no Instagram, do influenciador Allan dos Santos. A legenda do vídeo começa com a frase: “Conheça Júlio Valente, o petista por trás da contagem de votos do TSE”. Tanto a publicação de Roger Moreira quanto o vídeo de Allan dos Santos não estão mais disponíveis no Brasil por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.

Print de publicação de Roger Moreira
Print de publicação de Roger Moreira

As acusações contra os responsáveis pelo sistema eleitoral, no entanto, não seguem uma linha coerente. Em duas publicações, feitas nos dias 7 e 9 de outubro, os canais apontaram o coordenador de Logística do TSE como o responsável por uma suposta manipulação das urnas eletrônicas. Nessa versão, Júlio Valente e Giuseppe Janino, ex-secretário de Tecnologia da Informação do TSE e um dos criadores da urna eletrônica, seriam apenas marionetes.

Uma das publicações, feita em 8 de outubro, termina com a seguinte afirmação: “O corpo técnico do TSE responsável pela apuração dos votos das eleições deve todo ser impedido de trabalhar no 2⁰ turno. São incompetentes e suspeitos de manipular os dados das urnas eletrônicas.”

O mesmo canal, porém, havia acusado Júlio Valente de ser petista no dia anterior, utilizando exatamente o mesmo parágrafo final. Cesarino relembra que desde 2018, mesmo com a vitória de Jair Bolsonaro, apoiadores alegaram manipulação nas urnas. “O conteúdo desse tipo de conspiracionismo eleitoral vai variando ao longo dos anos. Porém,  para eles o importante é manter um nível de desestabilização global, com relação à possibilidade de estar contestando o resultado eleitoral”, afirma.

Para a antropóloga, a chance de Flávio Bolsonaro reconhecer uma eventual derrota para Lula é mínima. “A gente tem que pensar que caso o Lula vire haverá mais um ciclo de enfrentamento. E um ecossistema como o Telegram tem um papel central. Desde 2021, o Telegram é um espaço onde essa sensibilidade do negacionismo eleitoral, da conspiração sobre as urnas é gestada”, completa.

Record Oil, Empty Tanks: The UAE’s Miracle Recovery

By: aletho
24 October 2026 at 21:33
By Larry C. Johnson | SONAR21 | October 24, 2026

Good news, everyone. The war is over, at least in the United Arab Emirates. That is the only conclusion you could draw from this month’s headlines. On October 14, Bloomberg reported the International Energy Agency’s estimate that UAE oil supply hit a record 5.3 million barrels a day in September. Fujairah, the port the Emirates built so they would never have to worry about the Strait of Hormuz, loaded a record 2.62 million barrels a day. The giant Ruwais refinery was declared back at full capacity at the end of August. Pop the (non-alcoholic) champagne.

Then Karl Miller sent me his October 22 assessment of the UAE’s oil and gas system, and spoiled the party. The Emirates have indeed recovered their crude exports. What they have not recovered is everything else. The gas business is still limping, the petrochemical plants are starving for feedstock, and the fuel reserves that are supposed to carry the country through the next attack have been drained to about a third of their prewar level. The UAE is setting production records with its gas light on.

The safe haven that wasn’t

For years the UAE sold itself as the Switzerland of the Gulf: stable, diversified, insulated from the region’s chaos, a place where hedge funds and oil majors could sleep soundly. Then came 2026. According to the U.S. Energy Information Administration, UAE crude and condensate production fell from about 4.0 million barrels a day at the start of the year to an average of 2.4 million in March through May. A 40 percent collapse. Switzerland, it turns out, is within drone range of Iran.

The damage list reads like a sightseeing tour of Emirati industry. The Ruwais refining complex caught fire on March 10 and shut down. The Shah sour-gas plant, built to process 1.28 billion cubic feet a day, burned on March 16. The Habshan gas complex, the beating heart of the UAE’s gas system, was hit on April 3 and, in case anyone missed it, again on April 8. Borouge’s petrochemical plant was damaged on April 5. The Emirates Global Aluminium smelter went dark on March 28. And on May 17, a drone hit an electrical installation supporting the Barakah nuclear power plant, which is the sort of sentence nobody in Abu Dhabi ever wanted to read in a Security Council transcript.

Then there is Fujairah, the bypass port, the whole point of which was to keep UAE oil flowing no matter what happened at Hormuz. Reuters counts at least 19 attacks on it since the war began. In the week of March 16, loadings fell to 440,000 barrels a day. After a strike on May 4, refined-product exports essentially stopped for a month, with exactly one product tanker leaving between then and June 1. One. The insurance policy turned out to need insurance.

Available, just not working

Crude came back. Gas did not. ADNOC Gas’s second-quarter numbers compared with a year earlier: domestic gas production down 32.5 percent, export liquids such as LPG and naphtha down 54.5 percent, the company’s share of LNG down 63 percent. Export liquids sales fell from 252 to 117 trillion British thermal units. LNG sales fell about 71 percent. Revenue fell 39 percent, EBITDA 47 percent, net income 52 percent. That is $2.3 billion of revenue that evaporated in one quarter, at one company.

But my favorite statistic in Miller’s entire deck is this one. ADNOC Gas proudly reported that its assets were 99.9 percent available in the second quarter, better than the year before. Its actual asset utilization, meanwhile, fell from 80 percent to 54 percent. The plants were ready, willing and able. They just could not run, because the feedstock, the storage and the export routes they depend on had been knocked out. It is the corporate equivalent of announcing that your car is in perfect condition while it sits on blocks without wheels.

The recovery since then has been real but partial. Habshan’s gas supply was 85 percent restored as of August 10. Borouge had fixed its plant by the end of June, then discovered it had nothing to feed it, and ran at 60 percent utilization. The aluminium smelter had restarted a quarter of its pots by late August and now expects to finish the job sometime in early 2027. Repairs, as it happens, are faster than recoveries.

Running on fumes

Here is the number that should ruin a European energy minister’s weekend. On October 19, Fujairah held 7.25 million barrels of refined products. Before the war it held about 20.7 million. That is a 65 percent drop. Gasoline and naphtha stocks are down 87 percent. Fuel oil is down 53 percent. Diesel and jet fuel are down 23 percent, and fell 18 percent in a single week this month, just in time for winter.

Fujairah is not a corner gas station. It is one of the world’s great bunkering and product-trading hubs, the place where ships refuel and traders park cargoes between Asia and Europe. With a third of its normal stocks, it has about a third of its normal ability to absorb a shock. Miller’s arithmetic is unforgiving: lose a million barrels a day of export outlets with 10 million barrels of usable storage to fill, and you have roughly ten days before the oil fields have to shut in. Ten days. That is not a strategic reserve. That is a long weekend.

A bypass for a third of the traffic

The UAE’s answer to a closed Strait of Hormuz is the ADCOP pipeline from Habshan to Fujairah. It is designed to carry 1.5 million barrels a day, maybe 1.8 on a good day. ADNOC claims 4.85 million barrels a day of production capacity. So the escape hatch fits about a third of the passengers. A second pipeline is planned, for 2027, which will be a great comfort to anyone planning to hold this war in 2028.

And that record September? Some of it reflects genuine repairs. Some of it reflects the UAE’s exit from OPEC, which conveniently ended its production quotas in May. And some of it, by the IEA’s own account, came from drawing down inventories that were already at a record low. Selling your savings is a fine way to post record income for a month. It is not a business model. Meanwhile, across the region, refined-product shipments in September were 1.9 million barrels a day against 4.7 million before the war, and LPG shipments were 670,000 barrels a day against 1.5 million. The recovery is real for crude tankers. For everything else, it is a press release.

One more round, anyone?

To be fair, and Miller insists on being fair, nobody can prove that 30 to 40 percent of the UAE’s energy system is still destroyed. There is no complete public register of damage and repairs, and he gives full credit to the recoveries at Ruwais and in crude output. But the shape of the problem is plain. The UAE has rebuilt its ability to ship crude. Its gas business, its petrochemical feedstock and above all its fuel reserves remain badly depleted.

Which brings us to Washington’s latest bright idea: another round of strikes on Iran. Iran has already demonstrated, at least 19 times at Fujairah alone, that it can reach the UAE’s export system. The last time the Emirates absorbed a blow, they had 20 million barrels of products in Fujairah to soften it. Next time they will have about seven. Record output and empty tanks is not resilience. It is a country standing on the edge of a cliff and posting about the view.

Russia’s Doppelgänger operation used fake Ukrainian channels to spread disinformation. Hacked files show who ran it

23 October 2026 at 10:27

russia’s doppelgänger operation used fake ukrainian channels spread disinformation leaked files show ran · post sergei kiriyenko first deputy chief staff russian presidential administration kremlin video conference regional heads 8

Sergei Kiriyenko, first deputy chief of staff of the Russian Presidential Administration, set the goals for the Ukraine strand of the operation, launched in early 2023 under the codename "Uganda." Alexander Kharichev, now head of the Kremlin's Directorate for Monitoring and Analysis of Social Processes, oversaw it, according to hacked correspondence published by The Insider on 21 October.

Doppelgänger disguises Russian narratives as local news through cloned media sites, fake accounts, paid ads, and fabricated videos. The FBI named Kiriyenko among its orchestrators in 2024, and its contractor, the Social Design Agency (SDA), run by Ilya Gambashidze, is still expanding, now targeting AI chatbots. The new files go inside the Ukraine campaign and show the operation reporting even exposed fakes to the Kremlin as achievements.

Telegram channels posing as Ukrainian

An internal briefing on narratives says the project ran its Telegram channels on the principles of agent work and psychological operations, the Russian version of the investigation shows. Early on, the team decided to disguise all its outlets as Ukrainian and to run its campaigns without direct Russian propaganda. Every channel carried Ukrainian news to look unconnected to Russia. Dropping pro-Ukrainian themes, the briefing warned, would eventually expose the client and wreck the whole plan.

Collage by Euromaidan Press
Explore further

Russia-linked bot networks kept their weekly rhythm after drone strikes on three Yandex data centers—disinformation monitor LetsData

Four goals and a can of stew

Kiriyenko set four goals: discredit Ukraine's military and political leadership, split its elites, demoralize its army, and disorganize its population. The SDA prepared the project's pitch and carried out the work.

Political strategist Alexander Asafov proposed fakes of his own: in May 2023, that soldiers were bribing commanders to avoid the front, and in January 2024, that Ukraine was pulling air defenses back to Kyiv to protect the authorities.

After an Il-76 military transport crashed in Belgorod Oblast on 24 January 2024, Moscow claimed it had been carrying Ukrainian prisoners of war. Kharichev's subordinate Yevgeny Kazakov, chairing a meeting in his place, proposed sending a fake to the widows of Ukrainian soldiers: "They died for an expensive Il-76—the Russians have few of those." The idea was dropped.

The same meeting produced another fake, and three days later the team launched it: that recruitment centers had sent widows a can of stewed meat with a little flag as compensation. The same producers also oversaw letters falsely attributed to Deputy Defense Minister Nataliia Kalmykova, the Russian version says.

Debunks filed as results

The SDA collected coverage of its work in a folder for the Kremlin. It filed the "Zelensky's yacht" story, which JD Vance, then a US senator and now US Vice President, echoed, together with its debunk. The report also included a TikTok campaign about former Defense Minister Oleksii Reznikov's family that the BBC had already exposed.

The Insider concludes that the team has had more failures than successes. The US sanctioned Gambashidze and the SDA in March 2024, and the UK followed in October.

Ongoing tales of Syrian chemical weapons

By: aletho
17 October 2026 at 17:24

OPCW Inspector Ian Henderson responds regarding alleged newly-found, un-declared chemical weapons.

By Ian HENDERSON | Consortium News | October 11, 2026

If Douma, one of the highest-profile “proven” chemical attacks attributed to Syria’s former Bashar Assad government, has been shown to be fake, what does it say about new, undeclared Syrian chemical weapons that have supposedly been found?

It says we should be extremely skeptical about news of such discoveries.

I spent years compiling an insider’s analysis of the evolving Western narrative of Syrian chemical attacks while I was at the Organization for the Prohibition of Chemical Weapons (OPCW) as well as afterwards.

My conclusion was it is nigh impossible to prove a negative in this situation; to say there had never been a chemical attack by the Syrian government forces.

However, when it came to high-profile allegations of such attacks in the Syrian towns of East Ghouta, Khan Sheykhoun, Ltamenah, Saraqib and Douma, there were fatal flaws in the official narratives.

There were unmistakable signs, clear to us on the inside, of fabrication.

The Douma attack eight years ago appeared to be the last of a series of chemical allegations against the regime.

Yet the saga continues. The OPCW sent a new mission to Syria this May to try to find alleged, undeclared chemical weapons from the government of Bashar al-Assad, who was ousted in 2024.

Before examining the intentions and results of this mission, it is useful to review how the Western-backed OPCW handled its investigation into the 2018 chemical weapons attack in Douma, a suburb of Damascus.

I was an OPCW inspector on that mission and this is why I blew the whistle.

The Establishment Narrative

Just how much of the establishment narrative that blamed Assad for using chemical weapons be believed ?

Devised during the early part of the Western and Gulf-backed jihadist war to overthrow Assad a decade and a half ago – and built upon steadily by Western belligerents throughout the crisis – the story that Assad had “gassed his own people” was widely believed with mainstream media fully on board.

Doubters were glibly dismissed, including “official” dissenters such as some senior inspectors at the OPCW. I was among them.

The chemical allegations followed a well-oiled procedure. Armed opposition groups – who were seeking direct Western military intervention to support their effort to overthrow Assad – would raise the alarm online by posting slick images and videos of an alleged chemical attack.

These opposition groups, sometimes assisted by Western NGOs, would then bring supposed witnesses of these alleged attacks to Gaziantep in Turkey, where the OPCW would send fact-finding missions to interview them.

The OPCW would generally believe the opposition groups and their witnesses and accept items of supposed “evidence” handed over to them, sometimes months after the alleged attack. Until the Douma allegation in 2018, the fact-finding mission never got to the scene of any Syrian chemical attack after an initial attempt in 2014 went awry.

The fact-finding report would be secretly drafted under the direct control of OPCW top management, bypassing any procedural or technical oversight, and would conclude that it was “reasonable to believe” that a chemical attack had indeed taken place.

The follow-up investigations by the heavily politicized Joint Investigative Mechanism (J.I.M.), or by the later Investigation and Identification Team (I.I.T.), would suggest that “a reasonable person would believe” that the Syrian Armed Forces were responsible for the attack.

OPCW inspectors are not fools. Many of us saw what was going on, seeing the tight political control that the U.S. and to a lesser degree the U.K. exerted over anything to do with the Syrian file. But the draconian confidentiality regime in the OPCW kept everyone subdued.

The breakthrough came after the April 2018 Douma allegation.

For the first time, an OPCW team actually got to the scene of an alleged chemical attack, at the town of Douma, in southwestern Syria, about 10 kilometers (6 miles) northeast of Damascus.

We did our job thoroughly, and in doing so we identified serious flaws in the allegation.

OPCW Extreme Measures

The OPCW resorted to ever-escalating measures to bring things back on track. After trying to secretly modify the interim report by withdrawing it from publication and sneaking in the preordained conclusions that were required by influential delegations, senior OPCW officials went to extremes.

They removed all the team members who had gone to Douma and produced a flawed Fact Finding Mission report written by persons unknown, none of whom had much knowledge of what the Douma team had done.

The fact-finding report predictably found that “it was reasonable to believe” there had been an attack with chlorine in Douma. This was followed much later by the OPCW’s inevitable I.I.T. report that blamed the Syrian regime for the attack.

In reaching its conclusions, the drafters claimed, as usual, to have been informed by anonymous experts. The context in the reports was usually along the lines of  the fact-finding mission (F.F.M.) “asked an expert about this and the expert said it was possible.” Many qualified experts and commentators, including me, consider this laughable.

The OPCW were going too far, and ultimately this led to the ongoing dispute where the two most senior and experienced inspectors in the F.F.M. team objected.

The drafter of the team’s interim report, Dr. Brendan Whelan (“Inspector B”), was one. I was the other. In my case I had also led the politically-mandated inspections at two facilities of the Syrian Scientific Studies and Research Centre (S.S.R.C.) suspected of harbouring illicit chemical weapons activities.

Here again, we did our work thoroughly and in drafting the S.S.R.C. inspection reports I made clear that there was nothing amiss in either of the facilities.

This didn’t stop the U.S., U.K. and France from conducting punitive missile strikes on Barzah S.S.R.C., on the basis of social media postings on the Douma allegation, even before the OPCW team had arrived at the incident scene.

Rather than another detailed analysis of the Douma scandal, suffice it to say, the official Douma narrative has been clearly and scientifically picked apart by many credible observers, including by Dr. Whelan and myself.

This has been widely reported, although predictably not much in the mainstream media.

The OPCW and Western delegations have been in crisis management mode ever since the first leak, that of an internal engineering summary that cast doubt on the allegation that chlorine cylinders had been dropped from aircraft, raising the possibility that militants had placed the cylinders to stage the scene of a chemical attack.

I was the author of that report.

Nose of chlorine cylinder alleged to have smashed through a steel-reinforced concrete roof, April. 21, 2018. (OPCW, courtesy former Syrian government)

Worse still for the prevailing Douma narrative, Dr. Whelan recently won a legal case against the OPCW for their charges against him of confidentiality breaches.

In their submissions, the OPCW inadvertently admitted to suppressing the key toxicology assessment (incidentally by NATO specialists) that dismissed chlorine as the likely cause of death of deceased victims shown in images posted from the scene.

[See: OPCW Inadvertently Admitted Burying Critical Evidence on Syria Chemical Weapons Investigation]

The OPCW has refused to engage in any discussion on the facts and scientific substance of the case, ever since concerns were first raised by Dr. Whelan and myself.

This intransigence to re-open the file is likely dictated by the needs of the three belligerent governments that subjected Syria to punitive missile strikes in retaliation for the supposed Syrian chemical attack even before the Douma F.F.M. had started work.

Any updated or corrected findings on Douma would be inconvenient.

The New OPCW Mission

Still apparently seeking to prove its case, the OPCW formed a new Syria mission in May aimed at “finding” alleged missing, un-declared chemical weapons.

At the end of May the mission reported finding 42 empty chemical weapons munitions; a launcher; bomb-mixing units; precursor-type containers; a facility whose contents were not revealed and thousands of pages of documents that are still being reviewed.

The mission also found 650 kg of “a chemical compound known to have been used by the former government for the production of nerve agents,” which the report does not name. It says an unknown quantity of hexamine, a legal chemical with wide industrial use, was found but it is not clear if this is the same compound as in the 650 kg.

In September, the Syrian government, now under the leadership of a former al-Qaeda and ISIS leader, began destroying the empty bombs, but not any of the chemicals that were found, presumably meaning none were banned.

Despite all the fanfare of these results being presented at a U.N. Security Council meeting last month, it appears that the new OPCW mission came up as empty as those bombs.

None of these discoveries does anything to prove that Assad ever used a chemical weapon, in other words, nothing to prove that I, along with other OPCW officials and countless observers and commentators who challenged the Assad chemical weapons narrative were wrong.

Presumably after all the effort in creating that narrative, Western governments and mainstream media that promoted the Iraq war and then the Syrian conflict to achieve regime change in that country, require a tidier ending than the mess they made of the Iraqi WMD story.

An early press release from the OPCW is telling. It shows what they were attempting to prove with this May mission, in particular two rather flimsy suggestions.

They report the discovery of some of the empty munitions,

“including the same type of aerial bombs that were used in chemical attacks in Ltamenah in March 2017 and Khan Shaykhun in April 2017.”

This refers to empty M4000 aerial bombs, declared by the Syrians as part of their stockpile.

Aside from the questionable Douma-like irregularities surrounding “evidence” used by the OPCW to conclude that sarin-filled M4000 bombs were used in those attacks, it’s important to mention something else.

The Syrians had clearly explained to us that 2,000 of these bombs, never filled, had been set aside to be “repurposed,” in other words to be filled with high explosive to turn them into conventional munitions. These could turn up anywhere.

A second questionable statement in the press release is,

“Rockets were also found, of the same type as those that were used in the Ghouta chemical weapons attack in August 2013.”

This relates to artillery rockets crudely modified with a large cylindrical payload container added at the front.

For a start, the U.N./OPCW report of Ghouta did not attempt to identify the perpetrators of that sarin attack, since it was not part of their mandate. The accusations against the regime have always been political, something the mainstream media happily took up.

The Most Credible Analysis So Far

The Ghouta sarin attack took place on Aug. 21, 2013 and according to Western sources killed more than 1,000 people in the Damascus suburb.

The most serious investigation of the Ghouta incident to date points to the attack being launched from opposition-occupied positions, and remains the most credible analysis of the attack.

Indeed the U.N./OPCW team was in Damascus at the time of the attack in Ghouta because it was responding to an earlier request from the Syrian government to investigate chemical attacks against their forces.

The OPCW release also mentions a typical catch-all referring to “quantities of separately stored chemicals and related equipment, the nature of which is currently under technical analysis.”

There will always be suggestions of vague bits and pieces, rusty remnants that “may have been a part of” alleged undeclared elements of a chemical weapons program.

And, keep in mind, it’s been 22 months since the Assad government was ousted and their enemies in the opposition group Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) have been running the country.

So far as I can see, the OPCW hasn’t found anything remotely close to the desired smoking gun. Anything real, I should say.

Partners in the Anti-Assad Chemical Narrative

Syrian President Ahmaad Al Shaara, former Al Nusra/HTS fighter, with Secretary of State Marco Rubio in New York City, September 2025. (State Department Photo, Wikimedia)

We need to keep in mind how this is working. There are three partners in this latest endeavour on the anti-Assad chemical narrative.

First, we have the Western governments, belligerents in the Syrian conflict, which worked hard on building the chemical narrative to delegitimise the regime.

The U.K. government offered specialists to check out suspected sites in Syria to prepare them for the May mission in order to “assist” the current government in finding evidence of hidden chemical weapons.

That leads us to the second group, the government in Syria, reportedly eager to please their Western sponsors in return for economic favours. They are the Al-Nusra/HTS extremists who, in the case of Douma, fabricated the scene to raise a chemical false flag allegation against the Assad.

The third partner is the OPCW.

That means the various groups who have been on this mission are a) those who staged scenes of chemical attacks; b) those who directed them to do so (including Western intelligence agents who allegedly coached and assisted them); and c) the organisation that went along with the narrative and dutifully produced reports damning the Assad regime.

It may appear to the reader that I’m suggesting that the OPCW reports on Syrian chemical weapons will continue to be little more than propaganda, the usual sexed-up nonsense. Perhaps so. In disputing this, these assertions will be dismissed as conspiracy theories.

However, this argument is weakened because the source of the alternative narrative is the scientists and senior inspectors (many “Western”) from within the OPCW teams, including the Douma fact-finding mission and Scientific Studies and Research Centre inspections.

This is why Douma remains a key element in the debate. If they did it once (and doggedly stuck to their guns), they probably did it before.

Many serious and eminent observers are imploring the OPCW to conduct a review of the Douma case, including by the OPCW’s own Scientific Advisory Board.

I see this being done by credible, independent and neutral experts in the fields of chemistry, toxicology, metallurgy and engineering, overseen by the relevant professional institutes.

These experts would report their findings transparently, putting their names and reputations behind their analysis. This will clear up the Douma controversy, either demonstrating that it could have actually happened as alleged, or demonstrating the flaws in the OPCW reports.

Exposing a clear and deliberate fraud would seriously weaken the Western narrative on alleged Syrian chemical attacks. Therefore, in my view, it is not going to happen under the purview of the OPCW.

Ever.

I don’t mean to suggest that those calling for a review are unrealistically hopeful. But the risks of such a review are perhaps too high for it ever to be envisaged by the Western group that was aligned with the efforts on regime change in Syria — chiefly the U.S., the U.K. and France.

This does not mean it can’t happen. There is more than enough open-source material, as well as now-unclassified facts, images, analysis results and information available from the OPCW itself, from former OPCW officials and inspectors, and held by Member States, that would support a credible in-depth review.

The basis for expert analysis would be the material used in the fact-finding mission and I.I.T. reports themselves.

By now we know there isn’t any “smoking gun” evidence. If there had been, it would have been cited in the mission and I.I.T. reports.

Trust me, this study will bear clear results. My hope is that someone sufficiently curious and responsible will commission and fund it.


Ian Henderson served as an OPCW inspector from the establishment of the Chemical Weapons Convention in 1997, and was appointed as one of the first Inspection Team Leaders. An experienced chemical engineer with military experience, he led many of the more complex missions to more than 55 countries. After returning to a career in the chemical industry for 10 years he rejoined the OPCW in 2016 as part of the “rehire” scheme aimed at bringing back experienced inspectors. It was during this time that he became involved in the Syrian chemical weapons operations and, along with others, objected to the apparent influences of political control in the organization. He was suspended from the OPCW in May 2019 after the leak (by unknown others) of his dissenting engineering report on the Douma cylinders.

Confinement énergétique annoncé au 20h par Macron : histoire d'une fake news "patriote"

25 September 2026 at 09:40

par Élise Rochefort

Le 24 septembre 2026, à vingt heures, Emmanuel Macron s'est exprimé sur TF1 et France 2. Quarante-huit heures plus tôt, une publication annonçait qu'il y déclarerait « le début d'un confinement énergétique ». Huit mesures circulaient, listées sur des visuels générés par intelligence artificielle. Les contenus qui les relayaient ont dépassé six millions de vues. Aucune des huit n'a été annoncée. Le ministère de l'Économie avait démenti le matin même. Ce qui suit reconstitue la chaîne, document par document.

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Chronologie

Le 20 mars 2026, l'Agence internationale de l'énergie publie un rapport en réponse au blocage du détroit d'Ormuz. Il recommande dix mesures de réduction de la consommation de pétrole et de gaz : développement du télétravail, baisse de la vitesse sur autoroute d'au moins 10 km/h, recours aux transports en commun, circulation alternée par plaque dans les grandes villes, covoiturage, éco-conduite, abandon du GPL pour le transport, réduction de l'aérien d'affaires, cuisson électrique plutôt qu'au gaz, optimisation de la consommation industrielle d'hydrocarbures. Le même jour, l'agence approuve la libération d'environ 400 millions de barils de réserves stratégiques, la plus importante de son histoire. Les dix mesures sont présentées comme des recommandations, adressées « aux autorités, aux entreprises et même aux ménages », et applicables « quand c'est possible ».

Le 25 mars, le Brownstone Institute publie un article sur ce rapport. Le 31 mars, l'édition française du site The Exposé en tire un texte intitulé « Les confinements énergétiques commencent ». Les dix recommandations y deviennent un confinement « dirigé par l'AIE », explicitement rapproché des mesures sanitaires de 2020 et des « confinements climatiques ». L'expression est fixée là, six mois avant l'interview.

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Le 22 septembre, un compte X, @labbe_tonniere2, publie : « Macron annoncera le début d'un confinement énergétique jeudi soir… le but étant d'instaurer un climat de guerre ». Le message dépasse 500 000 vues. Il ne comporte aucune mesure : une date, une prédiction, un mobile.

Les mesures apparaissent ensuite, sur un second compte, @QuentinCad31672, sous forme de visuels générés par intelligence artificielle. Elles sont au nombre de huit : interdiction des déplacements non essentiels, rationnement du carburant à 30 euros par semaine, télétravail obligatoire, circulation alternée, baisse des limitations de vitesse, coupures des compteurs Linky, amendes de 140 euros, rationnement alimentaire.

🚨URGENT 🚨👇👇

JEUDI 20H : LE CONFINEMENT ÉNERGÉTIQUE ?
🔥🕯️🔒

Les rumeurs circulent bon train.

Jeudi soir. 20 heures.
Macron prendrait la parole.

On murmure que ce ne serait pas une simple interview.
Le début d’un confinement énergétique.

Les mesures qui circulent :… pic.twitter.com/HUVfWih5LU

— Aide Poule (@QuentinCad31672) September 22, 2026

Le relais s'élargit. Une publication Facebook reprenant la liste dépasse 3,5 millions de vues. Le compte de Florian Philippot, président des Patriotes, diffuse la rumeur. Le 23 septembre, la chaîne Géopolitique Profonde publie une vidéo qui reprend le rationnement à 30 euros et l'amende de 140 euros, fait du compteur Linky l'instrument du dispositif et qualifie l'ensemble de « transition vers une économie de guerre ». Aucune source n'y est citée. Deux jours plus tôt, la même chaîne annonçait la préparation d'une activation de l'article 16 de la Constitution.

Confinement énergétique annoncé au 20h par Macron : histoire d'une fake news "patriote"
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L'écart entre le document et la liste

Cinq des huit mesures figurent, sous une forme voisine, parmi les recommandations de l'agence : télétravail, vitesse, circulation alternée, transports collectifs, usages du gaz. Trois n'y figurent pas : les coupures de compteurs Linky, l'amende de 140 euros, le rationnement alimentaire. Le rationnement du carburant à 30 euros par semaine n'apparaît pas dans la liste des dix mesures telle que la dépêche de l'AFP la restitue.

L'opération porte donc sur deux plans. Le premier est un déplacement d'émetteur : une recommandation multilatérale non contraignante est attribuée à l'Élysée. Le second est un ajout : trois mesures sans source, dont deux comportent une sanction ou une coupure, c'est-à-dire un effet directement vérifiable par le lecteur dans son quotidien.

Ce que le droit français permet

Le démenti a porté sur une annonce. Il n'a pas porté sur une compétence, et la distinction n'est pas de pure forme.

Le code de l'énergie comporte un chapitre intitulé « Les mesures de sauvegarde en cas de crise », articles L. 143-1 à L. 143-8. Sa première sous-section rassemble les « dispositions justifiées par une pénurie énergétique », à l'article L. 143-1. Une seconde section prévoit des dispositions particulières à l'électricité et au gaz, articles L. 143-4 à L. 143-6-2. Ces textes préexistent de plusieurs années à la rumeur.

Ce dispositif n'est pas théorique. Le décret n° 2023-1418 du 29 décembre 2023 organise les mesures de restriction et de suspension d'activité des installations de production d'électricité utilisant du gaz naturel en cas de menace grave sur la sécurité d'approvisionnement. Il montre la forme que prend l'exercice de cette compétence : un texte réglementaire, publié au Journal officiel, dont l'objet est circonscrit à un secteur.

Deux propositions coexistent donc, et elles sont toutes deux exactes. Aucune mesure de rationnement n'était annoncée le 24 septembre. Et l'État français dispose, depuis longtemps, d'un pouvoir codifié de restriction de la consommation énergétique en cas de pénurie. La rumeur a échoué sur la première ; elle a emprunté sa vraisemblance à la seconde.

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Ce qui a été annoncé

Le matin du 24 septembre, le ministère de l'Économie dément formellement toute mesure de rationnement ou de coupure. Le ministre Roland Lescure déclare qu'il n'existe « aucun problème d'approvisionnement » et fait état de deux mois de visibilité.

Le soir, l'interview a porté sur le prix des carburants, le budget, la menace russe et la guerre en Iran. Les mesures annoncées vont dans le sens inverse d'une restriction : prolongation de l'aide de 100 euros aux grands rouleurs, relèvement de la prime carburant patronale de 600 à 1 000 euros, réunion énergie du G7 avec discussion d'une libération supplémentaire de réserves stratégiques, envoi de moyens militaires français pour protéger le terminal saoudien de Yanbu. Le chef de l'État a par ailleurs écarté une dissolution et n'a pas mentionné l'article 16.

Ce que la séquence établit

Deux comptes sans notoriété institutionnelle, dont l'identité des auteurs n'est établie par aucune source, ont produit en quarante-huit heures une prédiction datée, une liste de huit mesures et six millions de vues. Un parti politique l'a relayée. Une chaîne l'a mise en récit. Un ministère a dû démentir. Le coût d'entrée de l'opération était nul ; son matériau premier était un rapport public consultable en ligne.

La séquence de mars avait suivi le même chemin, à partir du même document, avec le même vocabulaire. Elle s'était éteinte sans démenti ministériel, faute d'une date à annoncer. Celle de septembre en avait une : le 20 heures du jeudi. C'est la seule variable qui distingue les deux.

Entre la recommandation du 20 mars et la liste du 22 septembre, il y a un document que chacun peut lire. Il compte dix points, il est non contraignant, et il ne mentionne ni les compteurs électriques, ni les amendes, ni l'alimentation. Le démenti du 24 septembre portait sur une annonce qui n'a pas eu lieu. Les articles L. 143-1 et suivants du code de l'énergie, eux, n'ont pas été modifiés.

Agência Pública lança e-book gratuito sobre desinformação e notícias falsas

17 September 2026 at 18:00

A Agência Pública lançou um e-book gratuito sobre desinformação na era digital, desenvolvido pela jornalista Natalia Viana, diretora executiva e cofundadora da Pública, e pelo tecnólogo Babak Fakhamzadeh. O material explica o que é desinformação, como funcionam as fake news e quais estratégias estão por trás da criação e circulação desses conteúdos. Também apresenta um guia prático com seis passos para identificar notícias falsas e aborda o método jornalístico, a inteligência artificial e os novos desafios para reconhecer informações na internet.

O e-book pode ser baixado gratuitamente. Basta se inscrever nas newsletters da Pública neste link para receber o material diretamente no e-mail. 

O guia apresenta diferentes tipos de desinformação, explica a estrutura de uma campanha para circular conteúdos falsos e os diferentes atores envolvidos em sua produção e distribuição, além de discutir os interesses que podem estar por trás disso.

O e-book é destinado para quem busca compreender melhor como a desinformação funciona e aprender a reconhecer conteúdos falsos ou enganosos. E pode ser utilizado por educadores, estudantes, organizações, jornalistas e outras pessoas interessadas em desenvolver ferramentas para reconhecer informações falsas e conteúdos manipulados.

O material foi desenvolvido a partir da oficina “Como diferenciar notícias falsas de verdadeiras”, ministrada pela jornalista Natalia Viana e pelo desenvolvedor Babak Fakhamzadeh. A atividade aconteceu no Centro de Pesquisa e Formação do SESC, dentro da programação comemorativa dos 15 anos da Agência Pública.

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