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Petrobras anuncia terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial

29 October 2026 at 21:45

A Petrobras informou nesta quinta-feira (29) que identificou mais um intervalo portador de petróleo no poço Morpho, o que caracteriza a terceira descoberta no bloco FZA-M-59, localizado em águas ultraprofundas da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

Segundo a estatal, a continuidade da avaliação de outros intervalos de interesse, após as descobertas divulgadas em agosto e no início de outubro de 2026, permitiu a confirmação dessa nova descoberta.

“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial. Essa é a marca do nosso trabalho: dedicação e foco em resultados. Os excelentes resultados operacionais do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira, são outro exemplo da qualidade de nossas entregas”, disse em nota a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. 

A empresa disse ainda que a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas. Neste momento será realizada a finalização das operações no poço (abandono) e a sonda seguirá até a bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na locação Mãe de Ouro.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país.

Petrobras registra produção recorde de 3,51 milhões de barris no 3º tri

28 October 2026 at 23:01

A Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e gás no terceiro trimestre de 2026, ao alcançar média de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume representa uma alta de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e 5,3% na comparação com o segundo trimestre, segundo o relatório de produção e vendas da companhia.

O avanço foi puxado pelo aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, e pelo desempenho da plataforma Alexandre de Gusmão, em Mero. A Petrobras também atribuiu o resultado à maior eficiência operacional desde o quarto trimestre de 2018 e à redução das perdas com paradas para manutenção.

O indicador considera a produção própria da Petrobras, correspondente à sua participação nos campos, e reúne petróleo, líquidos de gás natural e gás natural em uma mesma unidade de energia. A produção de óleo e líquidos de gás natural no Brasil somou 2,832 milhões de barris por dia, alta de 12,4% em um ano.

No acumulado de janeiro a setembro, a produção própria total atingiu média de 3,359 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 13,9% sobre igual período de 2025. Já a produção total operada, que inclui a parcela dos sócios nos campos, alcançou recorde de 5,082 milhões de barris de óleo equivalente por dia no trimestre.

O pré-sal respondeu por outro recorde: a produção própria nessa área chegou a 2,96 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ante 2,78 milhões no segundo trimestre. Ao longo dos três meses, entraram em operação 12 novos poços produtores, divididos igualmente entre as bacias de Campos e de Santos.

“A Petrobras alcançou um novo recorde de produção própria de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 3T26, crescimento de 11,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. (…) a maior eficiência operacional trimestral em oito anos, afirmou a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, no relatório.

Em Búzios, a plataforma Almirante Tamandaré registrou produção média de 263 mil barris de petróleo por dia em julho, mantendo a posição de maior produtora do país. Em Mero, a Alexandre de Gusmão atingiu a capacidade originalmente prevista de 180 mil barris por dia em agosto e, após ampliação autorizada, alcançou pico de 190 mil em setembro.

O desempenho foi diferente no pós-sal profundo e ultraprofundo, onde a produção de óleo recuou 4,2% em relação ao segundo trimestre, para 341 mil barris por dia. Segundo a empresa, o resultado refletiu mais perdas com paradas para manutenção na Bacia de Campos e o declínio natural dos campos maduros.

Para 2027, a Petrobras prevê a entrada em operação de mais duas plataformas em Búzios, a P-80 e a P-82, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia. As unidades deixaram o estaleiro em Singapura em setembro e outubro, respectivamente.

Exportações

As exportações de petróleo e derivados também bateram recorde, com média de 1,251 milhão de barris por dia. O volume ficou 20,7% acima do registrado um ano antes e avançou 1,7% sobre o segundo trimestre, impulsionado pelas vendas externas de derivados, principalmente óleo combustível.

As exportações apenas de petróleo, porém, recuaram 0,9% na comparação trimestral, para 987 mil barris por dia. A companhia informou que cargas equivalentes a 140 mil barris diários ainda estavam em andamento no encerramento do período, com expectativa de serem contabilizadas no quarto trimestre.

Apesar do recorde nas exportações totais, o saldo entre os volumes exportados e importados caiu 14,6% ante o segundo trimestre, para 918 mil barris por dia. As importações aumentaram 114,1%, para 333 mil barris diários, diante de maiores compras de petróleo e da demanda sazonal por combustíveis, sobretudo diesel e querosene de aviação. A comparação foi influenciada pela baixa base do segundo trimestre, quando as importações de derivados atingiram o menor nível histórico.

Refino

No refino, a produção de derivados atingiu 1,873 milhão de barris por dia, alta de 4,6% em um ano, mas queda de 2,3% sobre o trimestre anterior. O recuo foi associado à parada programada para manutenção na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). O fator de utilização das refinarias ficou em 99%, ante 101% no segundo trimestre e 94% um ano antes.

A produção de diesel atingiu recorde trimestral de 769 mil barris por dia, crescimento de 6,7% na comparação anual. As vendas de derivados no mercado interno chegaram a 1,854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021, com alta de 6,4% sobre o trimestre anterior.

O principal impulso veio do diesel, cujas vendas cresceram 14,4% na comparação trimestral, para 849 mil barris por dia. A Petrobras relacionou o aumento ao plantio da safra de verão e à maior atividade industrial.

Gás natural

No mercado de gás, a entrega de produto de origem nacional subiu 10,5% ante o segundo trimestre, para 42 milhões de metros cúbicos por dia. A maior oferta doméstica permitiu reduzir as importações, segundo a companhia. As compras de gás boliviano caíram de 7 milhões para 5 milhões de metros cúbicos diários.

A expansão das atividades também elevou as emissões operacionais de gases de efeito estufa nos negócios de petróleo e gás, sem incluir as termelétricas. Elas somaram 37,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nos nove primeiros meses de 2026, ante 35 milhões em igual período de 2025.

Petrobras: CVM multa Cerveró em R$ 16 mi por desvios na compra de Pasadena

28 October 2026 at 01:03

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu, nesta terça-feira (27), pela condenação do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cuñat Cerveró, no caso da compra da refinaria de Pasadena.

Em fevereiro de 2006, a estatal adquiriu a refinaria localizada no estado norte-americano do Texas, um projeto de responsabilidade de Cerveró.

A autarquia reconheceu que o ex-diretor atuou com desvio de poder e violou o dever de lealdade ao receber vantagem indevida da vendedora para que a Petrobras aprovasse a aquisição da participação inicial na refinaria.

Cerveró foi condenado a multa de R$ 16.122.750,00 e foi inabilitado por 15 anos de assumir cargos como administrador ou conselheiro fiscal em companhais de capital aberto.

A CVM ainda decidiu por extinguir a punição contra o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que morreu em agosto de 2022. Ainda reconheceu a prescrição dos casos em relação a:

  • José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ex-presidente da Petrobras;
  • Almir Guilherme Barbassa, ex-diretor da Petrobras;
  • Guilherme de Oliveira Estrella, ex-diretor da Petrobras;
  • Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras;
  • Ildo Luis Sauer, ex-diretor da Petrobras;
  • ex-presidente Dilma Rousseff;
  • ex-ministro e ex-conselheiro da Petrobras Antônio Palocci Filho;
  • Fábio Coletti Barbosa, ex-conselheiro da Petrobras;
  • Cláudio Luiz da Silva Haddad, ex-conselheiro da Petrobras;
  • Gleuber Vieira, ex-conselheiro da Petrobras;

Caso superada a prescrição, a decisão é pela absolvição da acusação de violação ao dever de diligência por exame de mérito.

Investigado e condenado

Em 2014, Nestor Cerveró reconheceu ser o responsável pela elaboração do projeto em que havia as cláusulas Marlim e Put option, criticadas pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A cláusula Marlim garantia à empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras America Inc, rentabilidade mínima de 6,9% ao ano. A Put Option – ou opção de venda – obrigava a Petrobras a comprar a participação da Astra, em caso de conflito entre os sócios na condução do negócio.

Preso em janeiro de 2015, o ex-diretor da Petrobras foi investigado e condenado no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e desvio de poder. Ele passou à prisão domiciliar em junho do ano seguinte após assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050

“Tô certo ou tô errado?” O gás brasileiro e a lógica de Sinhozinho Malta

27 October 2026 at 11:00

“Tô certo ou tô errado?”, perguntava Sinhozinho Malta quando contrariado, chacoalhando as pulseiras à espera de obediência. Quem assistiu a Roque Santeiro sabe que o coronel não precisava ocupar a cadeira do prefeito nem ser dono de todos os negócios de Asa Branca para mandar na cidade. Seu poder dependia de uma narrativa conveniente: a de que ele garantia a ordem e a prosperidade da região. Não se preocupava em ser justo. Bastava que todos o considerassem indispensável.

O setor de gás natural brasileiro vive uma novela parecida. A Petrobras não é dona formal do mercado nem autoridade reguladora, mas sua posição dominante lhe permite chacoalhar as pulseiras sempre que algum movimento contraria seus planos. Como na novela, sobrevive há décadas, atravessando os mais diferentes governos, a narrativa de que essa força é condição para a transição energética e para a competitividade do país.

A estatal responde por mais de 65% da produção nacional e mais de 90% do processamento, além de ter peso relevante em importação, transporte e comercialização. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o gás que custa US$ 2,86 por milhão de BTU na boca do poço chega a US$ 12,08 na entrada dos gasodutos. Além disso, o controle sobre as atividades de escoamento e processamento permite reinjetar volumes que poderiam abastecer o mercado. O resultado é um quadro concorrencial grave, que pesa nos preços e sobre toda a economia. A Petrobras arrecada aproximadamente R$ 11 bilhões por ano acima dos valores considerados adequados em estudos realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), devido aos preços cobrados pelo acesso às infraestruturas.

Para as fábricas de vidro, o problema é ainda maior: os fornos operam sem parar  em temperaturas muito elevadas, que devem ser mantidas com absoluta estabilidade para viabilizar a fusão e a transformação das matérias-primas. Por isso, o gás natural é essencial ao processo produtivo e tem impacto direto sobre a estrutura de custos da indústria vidreira.

Para os segmentos químico, de fertilizantes, siderurgia, cerâmica, papel e celulose, e alumínio, a energia pode representar até 40% do custo de produção. O setor produtivo perde arrecadação e competitividade enquanto transferimos toda a riqueza do país para a Petrobras.

Por esta razão, é tão relevante a proposta de desconcentração do mercado de gás natural, ou Gas Release, em discussão na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ela prevê que parte do gás hoje concentrado na estatal seja liberada para que outros agentes possam comercializá-lo. Ao colocar essa pauta em debate, com rigor técnico e coragem, a ANP mostrou que outro desenho de mercado é possível. Daí a resistência da Petrobras e as tentativas de questionar a legitimidade da agência.

A Petrobras tem todo o direito de contestar e apresentar argumentos. A recente consulta pública foi feita para isso. Infelizmente, a audiência pública agendada para 21 de outubro foi adiada sob a alegação de coincidir com o período eleitoral. Vale lembrar que o cronograma das Eleições já era conhecido quando a audiência foi marcada, e que a própria ANP já havia rejeitado, neste mês, um outro pedido de adiamento da Petrobras.

A oportunidade para o debate foi postergada, mas o essencial é que a indústria e os agentes do mercado precisam de mais concorrência, mais oferta e preços competitivos para que o país se desenvolva. Na consulta pública, 43 dos 49 participantes  inscritos (88%) apoiaram o Gas Release.

Também é importante deixar clara a enorme diferença entre disputar o conteúdo de uma regra e desqualificar o regulador. A autoridade da ANP não depende de acertar sempre; depende de a agência poder exercer suas competências com independência e critério técnico, sem interferências.

Quem reivindica segurança jurídica precisa reconhecer o processo regulatório como parte dela. A própria Petrobras depende de regras estáveis e instituições respeitadas para executar seus projetos e manter a confiança dos investidores. Nenhuma empresa se fortalece de forma duradoura quando o ambiente em que opera perde credibilidade.

O caso já chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com pedido de investigação por abuso de posição dominante. Mas a resposta principal cabe à ANP. A agência conduziu um processo técnico, ouviu as partes e tem competência para decidir. Adiar indefinidamente também é uma escolha: mantém incertas as condições de entrada e investimento e prolonga o problema que a política pública se propôs a enfrentar. A quem pode interessar essa opção? Aos consumidores e à toda a sociedade brasileira certamente não.

O “tô certo ou tô errado?” não cabe em um mercado regulado maduro e sustentável. Os consumidores industriais esperam da ANP uma decisão técnica, tomada com a independência que a lei lhe assegura. Nesse debate, o chacoalhar das pulseiras não pode se sobrepor aos argumentos técnicos, às necessidades dos consumidores e ao interesse público de um projeto sólido de país.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.

Petrobras inova na produção sustentável de combustível de aviação

27 October 2026 at 10:32

Logo Agência Brasil

Um novo marco na produção de combustível sustentável de aviação (SAF) foi obtido pela Refinaria Duque de Caxias (Reduc) na primeira quinzena de outubro. Com a recertificação internacional do produto, a Petrobras obteve avanços que reduziram significativamente a intensidade de carbono SAF, reforçando os mais elevados padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança.

Uma auditoria internacional de aviação confirmou evolução expressiva no desempenho ambiental do combustível. O processo reconheceu melhorias implementadas na gestão das fontes de hidrogênio utilizadas na produção do SAF, tornando a operação da refinaria ainda mais alinhada à metodologia internacional de certificação.

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Com isso, a intensidade de carbono de hidrogênio empregado na produção foi reduzida em 29%. Essa melhoria refletiu diretamente no desempenho ambiental produzido a partir do óleo de milho, com redução de 23,8% na intensidade de carbono do SAF.

O resultado posiciona o SAF produzido pela Reduc entre os combustíveis sustentáveis de aviação com menor intensidade de carbono disponíveis no mercado.

“A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção”, afirma o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.

 “Ao aprimorar seus processos e fortalecer sua governança em sustentabilidade, a Petrobras avança na construção de alternativas para atender às futuras exigências regulatórias e ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono”, acrescenta.

Abicom: reeleição de Lula fará Petrobras reajustar gradualmente os preços

26 October 2026 at 19:45

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve provocar uma arrumação gradual nos preços dos combustíveis da Petrobras, avalia o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que não vê espaço no momento para um reajuste que afete fortemente o preço ao consumidor.

Nesta segunda-feira (26), o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para discutir a defasagem dos preços da companhia, considerada insustentável por conselheiros e membros da administração.

Apesar da defasagem em relação ao preço internacional, principalmente do diesel, ser alta, um esperado aumento deve vir aos poucos, explica Araújo. Na semana passada, a defasagem do diesel ultrapassou a subvenção ao combustível ao atingir R$ 3,53 o litro, contra R$ 3,52 da subvenção.

“O sistema de preços de combustíveis está muito desarrumado. Os preços da Petrobras estão muito defasados. Existem diversas camadas de subsídio para o diesel e a gasolina está desonerada, o que é explicado pelo momento eleitoral que se estava.

Passado esse momento, vão ter que arrumar a casa, mas terá que ser de maneira lenta e gradual”, afirma.

Para Araújo, o governo tem que fazer a conta do que está arrecadando com os impostos do setor, como royalties, participações especiais, imposto de exportação, e fazer um balanço do que pode reduzir na subvenção para poder organizar o setor.

“O que se espera é que gradualmente o governo arrume a casa e a Petrobras possa praticar preços mais racionais”, conclui.

Lei que isenta IR até R$ 5 mil é sancionada; entenda o que muda

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