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Trabalhos na Cintura Verde de Mértola revelam núcleo romano-republicano

16 October 2026 at 19:03

Obra revela vestígios mais antigos na Necrópole do Cerro das Neves

A Câmara Municipal de Mértola informa que os trabalhos de acompanhamento arqueológico na obra da empreitada da Cintura Verde permitiram identificar uma nova área da Necrópole do Cerro das Neves.

Esta descoberta vem complementar a intervenção já realizada no Largo da Feira, confirmando que se trata do mesmo complexo funerário de cremação, mas revelando agora uma dimensão e abrangência cronológica significativamente superiores às conhecidas até à data.

Os trabalhos, iniciados a 13 de agosto, resultaram até ao momento na escavação de 46 sepulturas de cremação. O grande destaque deste novo setorreside na identificação de um núcleo associado ao período romano-republicano (séculos II a I a.C.), que se junta aos vestígios da Idade do Ferro já documentados na área do Largo da Feira.

Adicionalmente, numa nova área de escavação que se encontra agora a ser iniciada, os dados preliminares apontam para a possível identificação de uma sepultura ainda mais antiga, cujo estudo em curso sugere poder recuar ao século VII a.C., indiciando a presença de um setor mais recuado da necrópole.

Esta nova área assume uma importância acrescida para o património do concelho, pois documenta materialmente um longo período de transição e a evolução dos rituais funerários entre a Idade do Ferro e o início do processo de romanização na região.

Com o objetivo de potenciar os resultados desta intervenção, o Município de Mértola, em estreita colaboração com equipas de investigadores, vai conjugar os dados arqueológicos de campo com outras especialidades científicas.

Esta abordagem interdisciplinar, assente nas arqueociências, incluirá trabalhos de gabinete e análises laboratoriais para aprofundar, validar e consolidar o conhecimento sobre este importante achado.

Agricultor pede ajuda após incêndio ter destruído armazém

16 October 2026 at 09:22

VTM

Noel Afonso, comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes, disse à VTM que quando os meios chegaram ao local, o armazém estava “tomado pelas chamas e os prejuízos são muito elevados”.

Acrescentou ainda que não se registaram feridos na sequência da ocorrência.

Dentro do armazém estavam diversas “máquinas agrícolas, tratores, feno, rações e ficou tudo destruído”, sublinhou o comandante.

Devido aos prejuízos elevados, o agricultor afetado, Celso Martins precisa de ajudar para recomeçar, já que só conseguiu salvar os animais e um trator agrícola, o restante ardeu por completo.

O prejuízo “é enorme” e o seguro só cobre uma pequena parte do que se perdeu. “Não chega para retomar a atividade, e é um processo que ainda vai demorar. O Celso, de um dia para o outro, ficou sem as máquinas, sem alimento para os animais e sem armazém, mesmo à entrada do inverno”, pode ler-se na página de Facebook Cultiva, que está a angariar fundos para ajudar este agricultor.


Pode ajudar através de: IBAN: PT50 0045 2260 4025 8897 3415 6 (TITULAR: CELSO MARTINS)
Crowdfunding: WWW. GOFUNDME.COM/F/VAMOSAJUDAR-A-RECONSTRUIR-OQUE-O-FOGO-DESTRUIU

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