❌

Normal view

Justiça eleitoral muda até 4 vezes ao dia local de votação às vésperas do 2° turno

23 October 2026 at 20:14

Na última semana, o número de seções de votação alteradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) entre o primeiro e o segundo turno mudou drasticamente. No dia 17 de outubro, eram 4352 alterações de seção eleitoral. No dia 19, o número caiu para 2033 seções alteradas. No dia 20, um levantamento feito pela Agência Pública contou 453 alterações em 22 estados. 

Nesta quinta-feira, 22, às 11h27, eram 300 as seções alteradas e, às 15h25, passaram a 314 as modificações. Sim, as mudanças podem ocorrer de 4 em 4 horas e são anunciadas, em turnos, no sistema de informações eleitorais do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

A Pública comparou nos últimos dois dias, as seções de votação cuja alteração estava prevista na tabela do TSE no dia 20 de outubro, com o número de votos obtidos, nessas urnas, pelos dois candidatos que avançaram para o segundo turno da eleição presidencial: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). 

Nas 453 seções cuja alteração estava prevista, Lula venceu em 249, Bolsonaro em 202 e em duas houve empate. Em números absolutos, o presidente Lula recebeu 51.890 votos nessas seções e o adversário, 43.282. A abstenção foi semelhante à apurada nacionalmente, que chegou a 21,08%: 29.311 eleitores deixaram de comparecer às urnas (21,59% do total). 

As 453 seções, juntas, têm apenas 135.742 eleitores, 0,08% do total. Pouco diante dos 158,7 milhões de eleitores do país, mas pode ser muito em um cenário em que os dois candidatos estão em empate técnico na maior parte das pesquisas eleitorais. 

Na nota mais recente no site do TSE sobre o assunto, publicada na quinta-feira, a corte se exime do problema e diz que exigiu dos TREs o preenchimento de um formulário para informar as mudanças e que o TSE “não solicita” as alterações, definidas pelos TREs em virtude de questões climáticas, problemas na estrutura dos prédios e para garantir a segurança de eleitoras e eleitores. 

No início desta semana, o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais divulgou um comunicado em que se comprometeu a manter o eleitorado informado sobre os locais de votação do 2º turno das Eleições 2026. 

De acordo com os dados da quinta-feira, 22 de outubro, , divulgados às 15h45, o TRE de Minas Gerais liderava as alterações, com 50 seções modificadas de local em diferentes partes do Estado (eram 119 no dia 20). Em segundo, estava o Pará, com 32, e em terceiro o Piauí, com 29 mudanças. O número de estados afetados caiu de 22 para 20 nos últimos dois dias. 

São Paulo é o quarto estado com mais mudanças. Na última terça-feira, dia 20,  eram 31 seções alteradas. Na pesquisa de quinta-feira à tarde, 22, eram 27 alterações, entretanto, três seções tinham sido trocadas. Elas estavam localizadas na EMEI Lourdes Heredia, e passaram para a CEI Indir Jabaquara, ambas localizadas na região do Jabaquara, na capital paulista.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

Más condições de escola e problema climático

Uma das principais mudanças em São Paulo foi a substituição da Escola Estadual Conselheiro Ruy Barbosa pelo Recanto Nossa Senhora de Lourdes, no Horto Florestal, com 12 seções no endereço. Em entrevista à CBN, alunos da escola contaram que o espaço alaga completamente em caso de chuva, o que pode danificar as urnas eletrônicas. 

Na cidade de Confresa, no Mato Grosso, por exemplo, fortes chuvas e ventos danificaram a cobertura de uma escola utilizada como local de votação. Após uma avaliação técnica, o imóvel foi interditado preventivamente, e as oito seções eleitorais que funcionavam no local precisaram ser transferidas.

Em Santa Catarina, circulou a informação que 65 locais de votação foram alterados. As mudanças ocorreram antes do primeiro turno devido a questões emergenciais, como problemas de estrutura e clima. A informação continuou circulando e, para o segundo turno, o TRE local teve que esclarecer que as mudanças do primeiro turno estavam mantidas para o segundo. 

Como saber se o local de votação mudou?

Para checar se o seu local de votação mudou, o TSE recomenda duas opções: consulta no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE, na aba onde votar. Segundo o TSE, as alterações realizadas pelos TREs têm reflexo imediato nesses canais oficiais. 

Caso opte pelo autoatendimento eleitoral, você precisará estar com o título de eleitor nas mãos ou o CPF. O sistema pede ainda a data de nascimento e o nome da mãe, que deve ser inserido completo, conforme consta no título. 

Para descobrir as últimas atualizações sobre seções de votação alteradas, acesse o sistema: https://sig.tse.jus.br/, em seguida clique em Estatísticas da eleição > Eleitorado da eleição > Capilaridade > Seções alteradas. 

Brazil Prepares High-Security Logistics For Runoff Vote

23 October 2026 at 19:52

The Superior Electoral Court enforces free public transport mandates and monitors vote access nationwide.

The Brazilian presidential campaign has entered its final stage ahead of the runoff vote scheduled for October 25, 2026. Incumbent President Luiz Inácio Lula da Silva faces Senator Flávio Bolsonaro, a candidate for the Liberal Party (PL), after a competitive first-round election on October 4, 2026.

RELATED:
Lula Proposes Constitutional Amendment for Free Weekend Transit in Brazil

The general election results established a narrow margin between the top two candidates. In the first round of voting, Senator Flávio Bolsonaro finished first, securing 47.03 percent of valid votes, or 56,103,033 ballots. Incumbent President Lula da Silva finished second, receiving 45.16 percent, or 53,870,724 ballots.

Turnout remained consistent with historical participation figures, reaching approximately 79 percent of registered voters. Lula maintained a structural lead throughout the Northeast region, winning majorities in key states such as Bahia, Pernambuco, and Ceará.

Economic indicators and social policy debates formed the primary foundation for candidate speeches throughout the first round. In campaign speeches, President Lula highlighted the accomplishments of his current administration, citing expanding employment rates, social assistance programs, and inflation control measures implemented since 2023.

Flávio Bolsonaro focused his campaign speeches on public security concerns, national debt levels, and economic challenges, presenting his platform as a continuation of conservative governance under his father, former President Jair Bolsonaro, who remains legally barred from holding office.

Street Mobilization and Electoral Propaganda Networks

Campaign operations shifted toward intensive physical rallies and structured broadcast messaging during the runoff period. The Workers’ Party (PT) and its broader political coalition centered their ground mobilization around major urban centers and traditional working-class strongholds.

Popular social movements, including the Landless Workers Movement (MST) and the Homeless Workers Movement (MTST), along with trade union confederations such as the Unified Workers’ Central (CUT), coordinated door-to-door canvassing operations and public rallies in major metropolitan areas including São Paulo, Rio de Janeiro, and Salvador.

Flávio Bolsonaro’s ground strategy relied heavily on state-level executive endorsements and conservative municipal networks. Key allies, including re-elected conservative governors from São Paulo, Minas Gerais, and Rio de Janeiro, organized regional logistics to boost conservative voter turnout.

Flávio Bolsonaro’s campaign speeches during street rallies emphasized hardline public security measures, moral issues, and support for the agribusiness sector, utilizing alliances with conservative caucus members in Congress to secure local political support.

Broadcast media exposure operated under the free electoral advertising time framework regulated by the Superior Electoral Court. The regulations ensured equal daily broadcast time across television and radio networks for both finalists during the runoff window.

Parallel to traditional broadcast propaganda, digital media networks expanded rapidly. Both campaign organizations directed significant funding toward micro-targeted online advertising and social media distribution channels to capture voters outside traditional media formats.

Digital outreach strategies diverged between the two operational teams. Lula’s digital apparatus utilized organized volunteer networks, endorsements from cultural figures, and policy fact sheets distributed through verified messaging channels.

The Flávio Bolsonaro campaign relied on decentralized messaging channels, emphasizing direct-to-voter video distribution, security rhetoric, and critiques of government institutions.

WHO'S THE REAL THIEF? LULA CHALLENGES BOLSONARO TO SHOW RECORDS

Ahead of Brazil’s presidential election, Brazilian President Lula da Silva publicly challenged rival Flávio Bolsonaro to open his bank accounts, release his phone records, and let the Brazilian people decide who… pic.twitter.com/U6Ge0yOV6A

— Sovereign Media (@sov_media) October 21, 2026

Meta, Disinformation, and Electoral Defense

The Superior Electoral Court (TSE) established strict administrative parameters to govern political content across major social networks, focusing heavily on Meta’s platforms, Facebook, Instagram, and WhatsApp.

Electoral judicial resolutions prohibited paid digital political advertising in the final 48 hours leading up to the October 25 vote, restricted automated messaging software, and required tech platforms to execute judicial content removal mandates within expedited timeframes.

Monitoring reports submitted to electoral authorities by digital rights watchdogs and research institutes identified recurring patterns in content dissemination across Meta’s channels.

Independent audits logged instances of dark ads, unverified allegations targeting electoral integrity, and micro-targeted digital campaigns deployed in private messaging groups.

Meta adjusted its content moderation operations in Brazil to comply with TSE directives, expanding its ad library transparency protocols and updating content review procedures.

The company reported the removal of non-compliant posts and the deactivation of unauthorized bulk-messaging networks. Despite these technical platform adjustments, electoral oversight bodies noted that closed messaging networks remained a primary vector for unverified political narratives due to end-to-end encryption limitations.

Broad Coalitions, Strategic Endorsements, and Voter Demographics

The transition from the October 4 first round to the October 25 runoff required both campaigns to expand beyond their primary ideological bases.

President Lula da Silva maintained a broad front coalition uniting left-wing parties with center-right political figures. Vice President Geraldo Alckmin returned as Lula’s running mate, reinforcing ties with business sectors and moderate electors, while key cabinet figures and allied governors led outreach campaign efforts aimed at consolidating anti-far-right voter segments.

Senator Flávio Bolsonaro expanded his campaign footprint by consolidating conservative regional power structures and legislative blocks. Selecting PL lawmaker Alfredo Gaspar as his vice-presidential running mate, a former prosecutor and public security secretary from Alagoas, Flávio Bolsonaro sought to bolster his law-and-order platform while solidifying backing among conservative lawmakers in Congress.

Flávio’s runoff effort secured endorsement commitments from conservative state governors, agribusiness associations, and international right-wing figures, reinforcing his position across traditional conservative strongholds.

Incumbent President Lula retained consistent lead margins among female voters, lower-income households earning up to two minimum wages, residents in the Northeast region, and older age demographics.

Conversely, Flávio Bolsonaro maintained stronger support metrics among male voters, higher-income earners, Evangelical Christian voters, and electors situated in the agribusiness-heavy South, Southeast, and Center-West regions.

Both campaign organizations directed their final operational focus toward undecided voters and middle-income suburban districts in the key battleground states of Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.

Lula's campaign says Instagram, Facebook, and WhatsApp are muffling the left days before the October 25 vote. Meta blames glitches.https://t.co/qdSD2z01ny pic.twitter.com/SfYhdxpi4L

— The Brazilian Report (@BrazilianReport) October 20, 2026

Debate Performances, Fact-Checking, and Media Coverage

The televised presidential debates between incumbent President Lula da Silva and Senator Flávio Bolsonaro emerged as decisive turning points during the three-week runoff window. Major media coalitions organized direct face-to-face encounters, allowing the candidates to present competing vision frameworks for Brazil’s governance.

During the live broadcast exchanges, President Lula focused his arguments on economic stability, job creation, and social progress achieved during his term, emphasizing the expansion of public investments, inflation control, and environmental protection initiatives.

Lula confronted Flávio Bolsonaro on fiscal proposals, judicial integrity, and the anti-democratic precedents associated with the far-right movement.

In response, Flávio Bolsonaro framed his candidacy around conservative public security policies, government austerity, and tax reforms. Flávio heavily criticized the economic administration’s public debt metrics and targeted the federal judiciary, presenting his campaign as a necessary alternative to political continuity.

Mainstream media coverage focused heavily on candidate posture, tone, and strategic attempts to appeal to the estimated 10 percent of undecided voters heading into the final days of the race.

Brazil’s top electoral court has said it will fine Meta $200,000 a day until it can prove that president Luiz Inácio Lula da Silva and his far-right challenger Flávio Bolsonaro get equal treatment on its platforms.

Last week, a judge at Brazil’s top electoral court ruled that… pic.twitter.com/AWLGPT6mKT

— Novara Media (@novaramedia) October 21, 2026

Election Day Execution, Institutional Resilience, and Regional Impact

Supervised directly by the Superior Electoral Court (TSE), voting logistics across all 26 states and the Federal District rely on fully digitized electronic voting machines (urnas eletrônicas) to ensure rapid processing and secure transmission of total ballots.

To facilitate maximum democratic access, federal judicial rulings mandated free public transportation (passe livre) across capital cities, while electoral inspectors monitored security forces to prevent voter transportation disruptions or targeted law enforcement checkpoints.

Following the October 4 first round, where Flávio Bolsonaro led with 47.03 percent (56,104,503 votes) against Lula’s 45.16 percent (53,879,538 votes), both organizations focused their final operational pushes on key battleground states like Minas Gerais, Rio de Janeiro, and São Paulo.

The outcome of the October 25 vote carries far-reaching geopolitical implications across Latin America and the broader global stage. A victory for President Lula would ensure the continuation of active multilateral diplomacy, regional integration through BRICS and CELAC, and strong federal commitments to Amazonian environmental conservation.

Conversely, a victory for Flávio Bolsonaro would mark a significant resurgence for the continental far-right, shifting Brazil’s diplomatic alignment toward conservative international blocs and introducing sweeping changes to domestic fiscal and environmental policy frameworks.

Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – Instituto Tricontinental – La Base América Latina – Diario Re

As Brazil Prepares for Election Runoff, a Town Offers Clues to Bolsonaro’s Rise

Deep in cattle country, voter sentiments in an evangelical stronghold help explain why the country’s leftist president is the underdog in Sunday’s election.

© Seth Kugel for The New York Times

A gathering last month in Nanuque, Brazil, where longtime residents and those who have moved away come together to dance and reconnect.

L’economia del Brasile alla vigilia della nuova presidenza

23 October 2026 at 08:30

Il Brasile torna al voto domenica per il ballottaggio tra Lula e Flávio Bolsonaro. Hanno idee molto diverse in economia. Dovranno fare i conti con una situazione che vede disoccupazione e povertà in calo, ma redditi fermi, inflazione e tensioni con gli Usa.

L'articolo L’economia del Brasile alla vigilia della nuova presidenza proviene da Lavoce.info.

Datafolha mostra empate absoluto entre Lula e Flávio Bolsonaro a três dias da eleição

23 October 2026 at 00:53

A corrida pela Presidência da República alcançou um cenário de igualdade numérica na reta final do segundo turno. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22/10) atribuiu 50% dos votos válidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 50% ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A eleição ocorrerá no domingo (25/10).

O levantamento confirmou a redução da diferença entre os candidatos ao longo das últimas semanas. Na primeira rodada do segundo turno, Flávio registrou 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Na pesquisa seguinte, os percentuais passaram para 51% e 49%, respectivamente. Agora, ambos aparecem com 50%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.520 eleitores em 154 municípios, entre terça-feira (20/10) e quinta-feira (22/10). O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

O presidente alcançou 46% das intenções de voto no cenário que considera todos os entrevistados, um ponto acima dos 45% registrados na semana anterior. Flávio permaneceu com 47%, enquanto os votos brancos e nulos recuaram de 6% para 5%. Os indecisos continuaram em 2%.

As oscilações ocorreram dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve mudança efetiva na preferência do eleitorado. A pesquisa representa o comportamento dos entrevistados no período da coleta, sem antecipar o resultado das urnas.

Entre os entrevistados que declararam participação na votação de 4 de outubro, Flávio alcançou 51% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 49%.

O recorte destacou a importância da participação eleitoral no segundo turno, após uma abstenção superior a 21% na primeira etapa da disputa. A capacidade de atrair eleitores ausentes poderá alterar a composição do eleitorado que comparecerá às urnas.

Na modalidade espontânea, sem apresentação prévia dos nomes dos concorrentes, Flávio obteve 47% das intenções de voto, ante 46% de Lula. Os percentuais repetiram os resultados da semana anterior.

O número de entrevistados sem candidato definido nessa modalidade passou de 3% para 4%. Apesar disso, 94% dos participantes afirmaram que já decidiram em quem votar.

Entre os eleitores de Lula, esse índice chegou a 96%. No grupo de apoiadores de Flávio, alcançou 95%.

Embora as intenções de voto estejam numericamente empatadas, a percepção sobre o desfecho da eleição apresentou diferença expressiva.

Segundo o Datafolha, 53% dos entrevistados acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 39% esperam a reeleição de Lula. Outros 8% não souberam responder.

A expectativa dos entrevistados sobre quem vencerá não corresponde à intenção de voto nem constitui previsão estatística do resultado eleitoral.

A pesquisa também investigou as razões que orientam o voto. Para 73% dos entrevistados, a decisão decorre da preferência pelo candidato escolhido. Outros 18% afirmaram que pretendem votar principalmente para impedir a vitória do adversário.

Entre os eleitores de Lula, 81% apontaram a preferência pelo presidente como principal motivação, contra 13% que declararam voto de oposição a Flávio.

No eleitorado do senador, 65% afirmaram escolher o candidato por considerá-lo a melhor opção, enquanto 23% indicaram a intenção de derrotar Lula.

O levantamento identificou diferenças regionais importantes. No Sudeste, região que concentra 42% do eleitorado nacional, Flávio registrou 51% das intenções de voto totais, contra 41% de Lula.

No Sul, o senador alcançou 58%, enquanto o presidente apareceu com 33%. Entre os evangélicos, os percentuais foram de 69% para Flávio e 26% para Lula.

O presidente manteve vantagem no Nordeste, com 65% das intenções de voto, ante 30% do adversário. Entre os eleitores de menor renda, Lula registrou 54%, contra 39% de Flávio. No segmento de menor escolaridade, os índices foram de 53% e 40%, respectivamente.

Flávio ampliou sua presença entre as mulheres, grupo que representa 51% do eleitorado. O senador passou de 40% para 44% das intenções de voto, enquanto Lula permaneceu com 49%.

Entre os homens, que correspondem a 49% dos eleitores, o presidente avançou de 40% para 44%. Flávio oscilou de 52% para 50%.

Os resultados indicaram aproximação numérica entre os candidatos nos dois segmentos, embora as variações isoladas não comprovem mudanças fora da margem de erro.

A rodada do Datafolha ocorreu após uma sequência de acontecimentos políticos que marcaram a campanha presidencial.

Lula intensificou a divulgação de medidas governamentais, entre elas a antecipação do Bolsa Família. A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado também integrou o debate político da reta final.

Flávio concentrou parte de sua estratégia na campanha eleitoral, nas críticas ao governo e nas mobilizações de rua associadas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Os dois candidatos participaram do debate promovido pela Band no domingo (18/10), marcado por confrontos diretos e acusações recíprocas.

Lula e Flávio chegaram à disputa decisiva após um primeiro turno de diferença reduzida. O senador conquistou 47,03% dos votos válidos em 4 de outubro, enquanto o presidente recebeu 45,16%.

A igualdade numérica identificada pelo Datafolha nesta quinta-feira reforçou o cenário de disputa equilibrada a três dias da votação. O resultado definitivo dependerá dos votos depositados nas urnas no domingo (25/10).

The post Datafolha mostra empate absoluto entre Lula e Flávio Bolsonaro a três dias da eleição appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

❌