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Declarações de Benjamim Pereira atiçam ‘manif’ contra custos da habitação em Braga

24 October 2026 at 20:32

As recentes declarações do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) sobre a capacidade de sacrifício dos jovens serviram de rastilho à manifestação que hoje começou pelas 15:00, em Braga, em defesa de um teto para todos.

“Não sabemos o que é sacrifício? Ter dois trabalhos para pagar a renda e comer não é sacrifício?”, insurgiu-se Juliana Oliveira, porta-voz dos manifestantes, no arranque dos protestos, junto ao coreto da Avenida Central, que tem servido de teto a pessoas em situação de sem-abrigo na cidade.

Surfando a onda dos sacrifícios, Juliana Oliveira perguntou ainda se ser obrigado a pensar duas vezes antes de ir ao médico ou ao dentista ou de deixar de estudar por falta de recursos não são sacrifícios.

“E essas pessoas sabem o que é sacrifício? Acham que sacrifício é ser convidado para um jantar de família e terem de comer camarão tigre em vez de lagosta?”, acrescentou.

Numa sessão sobre a proposta do Plano Diretor Municipal de Gaia, na quinta-feira, o presidente do IHRU, Benjamim Pereira, disse não saber se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício da anterior, recordando que os próprios avós e o pai emigraram para ter uma casa.

No dia seguinte, Benjamim Pereira admitiu que as expressões que utilizou sobre a capacidade de sacrifício dos jovens foram infelizes, esclarecendo que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.

As declarações de Benjamim Pereira deram mais força à manifestação de hoje em Braga por mais e melhor habitação, que contou, no arranque, com cerca de duas centenas de pessoas.

Juliana Oliveira frisou que se trata de uma manifestação pacífica e que os presentes não se deixarão levar por eventuais ondas mais violentas.

“Não somos arruaceiros”, afirmou, pedindo também “algum cuidado com as beatas” e com o consumo de drogas e álcool, enquanto estiver a decorrer a manifestação.

A manifestação de hoje mete música, assembleia popular e jantar volante, confecionado numa cantina improvisada e com o que os participantes levarem.

Gente para cuidar das crianças, médicos e enfermeiros para eventuais primeiros socorros e mediadores para possíveis conflitos também fazem parte do “cardápio” da manifestação.

“Não é só a habitação que aqui está em causa. É também o custo de vida, é também a educação, é também a paz, é toda uma série de questões que fazem de nós, jovens de hoje, uma geração de muitos sacrifícios”, disse ainda Juliana Oliveira.

Gestora de projetos, com 25 anos, Juliana partilha casa com outras duas pessoas, sublinhando que, atualmente, é “impensável” comprar habitação própria.

No entanto, não desiste de lutar por dias melhores.

“Quando se é de esquerda, tem-se sempre esperança”, atirou.

Duas semanas após o início, no Porto, os protestos pelo direito à habitação prosseguem um pouco por todo o país, cumprindo, assim, a promessa de continuar nas ruas até que o Governo deixe cair a nova lei das rendas e adote medidas como o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, a proibição de compra de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.

A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano foi aprovada na generalidade em 30 de setembro, contando com os votos a favor de PSD, IL e CDS-PP, a abstenção do Chega e os votos contra da esquerda, estando agora a ser discutida na especialidade, na comissão parlamentar de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.

De acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na sexta-feira, o preço das casas no país subiu 18% para 2.445 euros/m2 no 2.º trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, e aumentou 4,6% comparativamente aos primeiros três meses deste ano.

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Sócios do SC Braga aprovam contas do clube por esmagadora maioria

24 October 2026 at 16:38

Os sócios do SC Braga aprovaram hoje, em assembleia geral (AG), o relatório e contas do clube de 2025/26 e o orçamento desta época por esmagadora maioria.

Segundo nota no seu sítio oficial, 98,3 por cento dos 390 associados presentes na reunião magna dos ‘arsenalistas’ aprovaram o exercício líquido positivo de 6,2 milhões (zero votos contra e 1,7 por cento abstiveram-se).

Os sócios do SC Braga aprovaram ainda o orçamento da presente temporada, tendo-se registado 96,2 por cento de votos a favor, 3,3 por cento abstiveram-se e 0,5 por cento votaram contra.

Quanto à aplicação dos resultados, a votação foi praticamente unânime: 99,7 por cento votaram a favor e apenas 0,3 por cento abstiveram-se (zero votos contra).

Há cerca de uma semana, os acionistas da sociedade anónima desportiva (SAD) do SC Braga aprovaram por unanimidade, em assembleia geral, o relatório e contas de 2025/26, que apresentou um resultado líquido de 17,3 ME e o orçamento da presente temporada.

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SC Braga tem que “somar três pontos impreterivelmente”

24 October 2026 at 15:10

O treinador Franclim Carvalho disse hoje que o SC Braga tem que “somar três pontos impreterivelmente” na deslocação ao terreno do Nacional, no domingo, da nona jornada da I Liga de futebol.

O SC Braga voltou às vitórias diante dos belgas do Gent (2-0), na quinta-feira, na segunda jornada da Liga Conferência, após um ciclo de quatro partidas consecutivas sem vencer (um empate e três derrotas), que ditou a saída de Carlos Vicens, mas é apenas oitavo classificado no campeonato.

Os bracarenses defrontam agora o Nacional, que vem de ser eliminado da Taça de Portugal pela Sanjoanense, equipa do Campeonato de Portugal (quarto escalão), e que conta apenas com uma vitória e tem a pior defesa do campeonato (18 golos sofridos).

“Sabemos como funciona e quando há uma mudança há sempre uma postura diferente em campo. Este vai ser o segundo jogo, mas estamos cá há quatro dias. O mérito da vitória foi todo dos jogadores e foi muito importante. O percurso é longo e é preciso arrepiar caminho. Temos que somar três pontos impreterivelmente”, disse na conferência de imprensa de antevisão da partida.

Na sua estreia como treinador dos minhotos, Franclim Carvalho apresentou de início uma linha de quatro jogadores atrás, ao contrário de Carlos Vicens, que usava três, mas durante o jogo a equipa também alinhou com uma defesa a cinco.

“Temos essas dinâmicas e com o Gent apresentámos três nuances diferentes. As características dos jogadores e o queremos implementar vão casar e vai ser um produto final bom. O Bright [Arrey-Mbi] esteve mais aberto umas vezes [à esquerda], outras mais dentro, tem que ter o conforto em ambas as posições, mas obviamente que tem mais no corredor central, porque tem sido esse o percurso dele”, disse.

O SC Braga rematou cinco vezes na primeira parte diante do Gent, facto frisado pelo técnico no final.

“Vícios da forma de jogar anterior? Não sei, constatei factos. Quero é que a minha equipa chute mais à baliza e que tenha esse caudal ofensivo. Para ganhar, precisamos de fazer golo e para isso de chutar à baliza. Fizemos 17 remates na segunda parte, 22 no total e foi o jogo em que fizemos mais remates esta época. Não significa que vamos fazer sempre golo, mas vamos estar mais perto disso”, reforçou.

Ricardo Horta colocou a fasquia na qualificação para a Liga dos Campeões, lembrando que esta época os três primeiros classificados apuram-se para a competição (os dois primeiros de forma direta), mas o treinador quer pensar jogo a jogo.

“Parece-me muito pouco lógico pensar na classificação final porque faltam imensos jogos. O mais importante é o jogo com o Nacional e a classificação final do SC Braga não vai ser esta com certeza”, disse.

O treinador referiu ainda que Jonas Wind não é ainda opção: “sabemos o percurso dele neste último ano e meio, temos de gerir o Jonas de forma diferente, até porque gosto de jogar e treinar com muito andamento nas minhas equipas”.

SC Braga, oitavo classificado, com 11 pontos, e Nacional, 16.º, com quatro, defrontam-se a partir das 18:00 de domingo, no Estádio da Madeira, jogo que será arbitrado por José Bessa, da associação do Porto. 

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Acidente no centro de Braga deixa rua sem eletricidade

24 October 2026 at 12:47

Uma colisão entre uma carrinha e um automóvel provocou ferimentos ligeiros no condutor do carro, ao final da manhã deste sábado, no centro de Braga.

O acidente de viação, ocorrido no cruzamento das Avenidas da Liberdade e de João XXI, deixou logo aquela zona da freguesia de São José de São Lázaro, em Braga, sem eletricidade, porque o automóvel, abalroado, de imediato bateu contra uma caixa de distribuição de eletricidade.

Acidente no centro de Braga deixa rua sem eletricidade
Foto: Paulo Seabrete

Os Bombeiros Voluntários de Braga prestaram os primeiros socorros ao automobilista, levando-o de seguida para o Serviço de Urgência do Hospital Central de Braga.

A Esquadra de Trânsito do Comando Distrital de Braga da PSP esteve no local a regularizar a circulação rodoviária e registou a ocorrência.

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