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Polícia indicia quatro por morte de amigos após cobrança de dívida no PR

27 October 2026 at 14:28

Após um ano de investigações sobre a morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou quatro pessoas por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.

Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram após o encontro e foram encontrados em uma vala 44 dias depois.

Em agosto deste ano, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no interior de São Paulo. Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscarioll foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras.

O outro filho de Antônio, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste. O quarto investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos indiciados. O espaço segue aberto.

Conclusão da polícia

Segundo o delegado Thiago Andrade Inácio, as vítimas teriam sido atraídas para uma propriedade rural para negociar uma dívida relacionada ao desfazimento de um negócio imobiliário.

O valor era de R$ 255 mil, dividido em dez notas promissórias. No local, os quatro amigos teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.

“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.

Leia também: Dívida milionária e carro enterrado: relembre caso de amigos mortos no PR

De acordo com a Polícia Civil, os quatro indiciados são homens da mesma família. A prisão dos três suspeitos em agosto foi resultado de levantamentos de inteligência policial realizados pela corporação.

Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise. As investigações, no entanto, continuam para apurar a possível participação de outras pessoas nos homicídios, incluindo suspeitos de envolvimento na execução, no apoio logístico e na ocultação de vestígios.

Cobrança de dívida e desaparecimento

Segundo as investigações, Alencar Gonçalves de Souza solicitou os serviços de Rafael, Robishley e Diego Henrique para auxiliá-lo na cobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.

À época do crime, o delegado Gabriel Menezes, da cidade de Umuarama (cerca de 60 km de Icaraíma), informou que a propriedade foi escriturada e chegou a ser transferida para um membro dessa família, no dia 5 de agosto de 2024. Ele afirma que passado um ano, ainda não teria ocorrido o pagamento do valor acordado, que seriam 10 parcelas de R$ 25 mil.

No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar a dívida. Em Icaraíma, eles encontraram Alencar, que teria encomendado o serviço e seria o mediador da cobrança. Após o sumiço e a falta de contato com os familiares, os homens foram dados como desaparecidos.

Carro encontrado enterrado em bunker

O carro utilizado pelos quatro homens no Paraná foi encontrado em 12 de setembro, em uma área de mata do município de Icaraíma. O veículo, que estava coberto por uma lona, passou por perícia e foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, o carro estava enterrado em uma espécie de bunker.

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

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A Polícia Militar Ambiental relatou que policiais notaram uma irregularidade no terreno durante um patrulhamento. Os agentes decidiram escavar o local e localizaram uma lona, que cobria a lataria de um carro branco.

A Polícia Civil do Paraná identificou marcas de disparo de arma de fogo e vestígios de sangue na lataria e no interior do carro.

Desaparecidos no PR: corpos foram encontrados com marcas de tiro e em vala

Corpos encontrados em uma vala

Depois de 44 dias do sumiço, os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma vala na cidade de Icaraíma, na madrugada de 19 de setembro de 2025.

A localização das vítimas ocorreu em uma área rural de Icaraíma, cidade no noroeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam marcas de perfurações de arma de fogo. Na mesma vala, estavam pertences dos homens.

As equipes localizaram uma área com sinais de alteração no solo, dissimulada sob galhos e vegetação seca. Durante as escavações, os policiais encontraram os corpos.

Baleados e politraumatismo

A morte de três dos quatro homens que saíram de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 255 mil no interior do Paraná foram causadas por traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, de acordo com laudo do IML (Instituto Médico-Legal).

Os laudos divulgados foram os de Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, Robishley Hirnani de Oliveira, de 53, e Diego Henrique Afonso, de 39. A declaração de óbito de Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, não foi divulgada.

Gaeco faz operação contra desvio de R$ 36,9 milhões no Paraná

27 October 2026 at 13:38

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26), no âmbito da Operação Samaritano, contra um esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados a entidades de assistência social e de lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado é de R$ 36,9 milhões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Londrina, no Norte Central do Paraná. As buscas foram realizadas em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da capital paulista e de Itupeva, no interior de São Paulo.

As investigações começaram em 2021 e apuram possíveis irregularidades envolvendo uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina e empresas ligadas a ela. Segundo o Ministério Público, a distribuidora teria retido parte dos valores que, conforme a regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), deveriam ser repassados às entidades beneficiárias.

Entre as possíveis vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.

Entenda o esquema investigado

Os títulos de capitalização na modalidade filantrópica permitem que os compradores participem de sorteios e cedam a uma entidade beneficente o direito ao resgate dos valores.

Até 2019, os títulos eram comercializados em campanhas em favor da Fenapaes. A distribuidora concentrava a arrecadação e prestava contas à entidade das despesas descontadas diretamente dos valores arrecadados.

De acordo com a investigação, essas despesas teriam sido infladas artificialmente por meio de notas fiscais sem lastro, duplicadas ou referentes a serviços prestados a outras empresas ligadas aos investigados. Parte dos documentos teria sido emitida por empresas de fachada abertas em nome de funcionários e distribuidores, com o objetivo de aumentar ilicitamente os lucros da distribuidora.

A partir de 2020, mudanças na regulamentação determinaram que a sociedade de capitalização passasse a depositar os valores de resgate diretamente na conta da entidade beneficente, sem a intermediação de outras empresas.

Diante da alteração, os investigadores apuram indícios de que o esquema teria sido adaptado para favorecer a distribuidora em prejuízo das entidades. A suspeita é de que isso tenha ocorrido por meio de contratos de promoção de vendas que, em tese, não atenderiam aos requisitos legais, incluindo a fiscalização adequada pela sociedade de capitalização.

Prejuízo estimado em R$ 36,9 milhões

Segundo o Ministério Público, entre março de 2020 e maio de 2022, a Santa Casa de Londrina transferiu R$ 33,16 milhões à distribuidora. Já o Hospital do Câncer de Londrina repassou R$ 3,75 milhões entre julho de 2020 e abril de 2021.

Documentos entregues pelo próprio hospital indicam que a prática teria continuado por meio de empresas sucessoras, sob uma nova marca, pelo menos até 2024.

As buscas realizadas nesta segunda-feira têm como objetivo reunir provas sobre o funcionamento dos contratos e esclarecer o destino dos valores transferidos à distribuidora, que, segundo a investigação, deveriam beneficiar exclusivamente as entidades filantrópicas.

Os investigadores também apuram se os recursos teriam passado por diferentes etapas para ocultar sua origem. Entre as suspeitas está a utilização de empresas constituídas em nome de familiares dos sócios da distribuidora para a aquisição de imóveis e veículos de luxo.

Crimes investigados

A investigação apura possíveis crimes de apropriação indébita, estelionato contra entidades beneficentes, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores até o limite de R$ 36.913.661,48.

O Ministério Público do Paraná ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade filantrópica é uma atividade lícita, regulamentada pela Susep, e que as entidades beneficentes são consideradas vítimas dos supostos crimes.

As investigações continuam. O processo tramita em segredo de Justiça.

A CNN Brasil entrou em contato com as vítimas e aguarda resposta. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Homem é preso no Paraná após neta relatar abusos recorrentes

26 October 2026 at 23:47

Um homem de 58 anos foi preso em flagrante pela PCPR (Polícia CIvil do Paraná), por estupro de vulnerável contra a própria neta, de 10 anos, no bairro Interlagos, em Cascavel, no Oeste do Paraná, no último sábado (24). A ação dos policiais resgatou a menina e seu irmão, de 15 anos, que estava sofrendo ameaças familiares.

De acordo com as investigações da PCPR, a menina passava por abusos sexuais recorrentes, sendo o último episódio na última sexta-feira (23). Ela relatou o crime apenas após ser acolhida por vizinhos, ao ser encontrada chorando na rua, durante um período chuvoso.

Ao receberem a denúncia, a PCPR e a PM (Polícia Militar) foram até a casa da família e encontraram o irmão da menina que, por conta de ameaças que sofreu ao tentar defender a irmã, foi abrigado por vizinhos.

Leia também: Menina faz gesto universal de socorro e homem é preso no Paraná

A corporação afirmou que o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação das crianças. Os agentes prenderam o acusado, inicialmente, em flagrante, convertendo para prisão preventiva ao investigarem informações de uma possível fuga do homem para o Paraguai.

A PCPR informa que solicitou medidas protetivas de urgência em favor das duas crianças, com o objetivo de impedir novas situações de ameaça ou intimidação. A polícia comunica que as investigações ainda estão em andamento, para entender as circunstâncias dos fatos e possíveis outros envolvidos.

Estupro no Brasil bate recorde e atinge uma vítima a cada seis minutos

*Sob supervisão de André Rigue.

Filhotes de aves nativas apreendidos em ovos no PR começam a nascer

26 October 2026 at 23:27

A Receita Federal apontou que, nesta segunda-feira (26), os ovos de aves nativas que foram apreendidos no último sábado (24), durante fiscalização de um ônibus em Foz do Iguaçu, começaram a eclodir. Entre os 32 ovos recolhidos, que estavam sob cuidados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), oito já eclodiram e nasceram. 

Entre os filhotes, sete são aves da família dos ranfastídeos, que inclui os tucanos, e uma da família dos psitacídeos, que abrange papagaios e araras. 

 

A fiscalização  

No último sábado (24), a Receita Federal, durante uma fiscalização de rotina em ônibus de linha interestadual, com destino ao Rio de Janeiro, apreendeu os ovos de aves nativas transportados clandestinamente em ônibus, encontrados em uma incubadora transportada em mala e ocultos nas jaquetas de um casal de passageiros chineses. 

Segundo o órgão, quando ambos foram questionados, eles relataram que retiraram os ovos em Foz do Iguaçu, no Paraná, e que receberiam R$ 3 mil para transportar os ovos até o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.  

Uma estimativa aponta que cada ovo pode custar cerca de 50 mil euros no mercado europeu.  

Condição dos ovos

A Receita explicou que a maior parte dos ovos estava armazenada em caixas térmicas e de papelão com circuitos eletrônicos, ventoinhas e sensores para o controle de temperatura e ventilação. Porém, no momento da abordagem, as tecnologias estavam desligadas, além de que outros ovos estavam ocultos no forro interno e nas costuras da jaqueta usada pela passageira. 

Todo o contexto fez os agentes entenderem que o transporte apresentava indícios de tentativa de incubação clandestina. Nenhum dos dois foi preso, mas devem ser emitidas representações fiscais para fins penais junto ao Ministério Público Federal. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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