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Argentina’s Milei Administration Denounced Over Flávio Bolsonaro Escape

28 October 2026 at 22:42
Opposition in Congress demands the interception of the Chief of Staff for the operation that included police escort, private flights and suspicions of official cover-up. Photo: EFE.

Argentine lawmaker Marcela Pagano filed a criminal complaint against officials of the Milei administration to investigate how Brazilian senator Flavio Bolsonaro crossed into Argentina and departed for United States despite a judicial ban on leaving Brazil.


The complaint was presented before the Federal Court in Puerto Iguazu, in Misiones province. It seeks to establish the circumstances of Bolsonaro’s entry into Argentina and his later departure toward United States.

The far-right senator, son of former President Jair Bolsonaro, lost the presidential run-off to Luiz Inacio Lula da Silva on Sunday. He faces criminal cases in Brazil for corruption and money laundering, and Supreme Federal Court justice Alexandre de Moraes had prohibited him from leaving the country.

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Pagano framed the matter in stark terms. “The justice system has to establish who organized Bolsonaro’s passage through our territory toward U.S. and whether Argentine officials facilitated it. A government cannot become the escape route for someone who is barred from leaving his country by court order”, she said.

The reconstruction presented to the court traces the route in detail. The Brazilian Senator crossed the international border between Foz do Iguazu and Puerto Iguazu through the Tancredo Neves crossing at 10.50 P.M. local time on Tuesday.

Forty minutes after entering Argentine soil, Flávvio Bolsonaro and his family boarded a private Gulfstream G400 jet at Iguazu International Airport. The aircraft belongs to the firm Baires Fly and had been positioned there since Monday.

🇧🇷 "I address the Brazilian people and the international community as the true elected president of Brazil."

Senator Flávio Bolsonaro, who lost Sunday's presidential runoff to incumbent Lula da Silva by about 4.4 million votes, is claiming the presidency in a statement released… pic.twitter.com/oTTodsaOcU

— Drop Site (@DropSiteNews) October 28, 2026

A Flight Around Brazil

The jet traced a path through the airspace of Paraguay, Bolivia, and Peru. It made a technical stop in Guayaquil, Ecuador, before landing Wednesday in Miami, avoiding Brazilian airspace at every stage.

Pagano detailed that Flávio Bolsonaro reached the air terminal under escort from an Airport Security Police patrol car. That force answers to the Security Ministry, which falls under the federal Executive.

The National Directorate of Migration initially denied on Tuesday that the conservative leader was present or had any flight plans. Yet the government of Javier Milei officially acknowledged his passage at 2.00 A.M. Wednesday, when the aircraft was already airborne.

The complaint demands clarification of another element, the presence in Misiones of Santiago Caputo, political strategist and chief advisor to the Argentine presidency. Caputo reportedly arrived in the province earlier in the week aboard the same private plane.

La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 hs del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira…

— Migraciones (@Migraciones_AR) October 28, 2026

Text reads: “The National Directorate of Migration reports that at 10:50 P.M. on October 27, entered through the border crossing of Tancredo Neves International Bridge in the province of Misiones, citizens Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro and Luiza Figueira Bolsonaro, who did so with skilled travel documentation without any legal impediment to entry into the country, also the transits were registered by the enforcement authority without incidents. For its part, at 11:30 P.M., the incoming party boarded a private flight dispatched by the company Baires Fly S.A to the city of Guayaquil, Ecuador, as reported in the flight plan.”

The written filing asks the court to investigate alleged crimes of illegal trafficking of persons, facilitation of illegal stay, abuse of authority, violation of public official’s duties, and cover-up. It requests urgent evidence measures including camera footage from the border bridge, aeronautical records, and the Airport Security Police duty logs.

The political fallout reached the legislature quickly. Argentine Congressman and former Defense Minister Agustin Rossi formalized a request to summon the Chief of Cabinet, Diego Santilli, to answer before Parliament.

The sequence raises the question at the heart of the complaint. A senator barred from leaving his country crossed a border, boarded a private jet, and flew to Miami without touching Brazilian airspace, all with a police escort on Argentine soil.

The government first denied any knowledge. It then confirmed the passage hours later, after the plane was gone. That gap between denial and confirmation sits at the center of the criminal filing.

The denunciation now forces the federal justice system to determine whether officials in the Milei administration facilitated a fugitive’s exit. The demand in Congress puts the same question to the Cabinet’s Chief.

Brazil's Flávio Bolsonaro flees to U.S. after election loss

28 October 2026 at 22:35
Another member of Brazil's Bolsonaro family has found haven from possible prosecution by fleeing to the U.S., where they have an ally in President Trump. Just three days after losing Brazil's presidential election, Flávio Bolsonaro, who faces multiple criminal investigations, defied a Brazilian court and left the country. Stephanie Sy discussed more with Brian Winter of America's Quarterly.

Trump diz que não vai se "envolver", após carta de Flávio Bolsonaro

28 October 2026 at 22:06

Logo Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que "não irá se envolver", quando perguntado sobre carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarando o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o senador deletou a primeira carta e alterou o termo para "líder do Brasil".

Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil.  

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“Não vou fazer comentário sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse Trump.  

Mais cedo, após fugir do Brasil para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Brasil, la calle que derrotó al algoritmo, el arco progresista y el preámbulo de noviembre

28 October 2026 at 21:24
En Brasil, la izquierda se abrió a la guerra cognitiva y se fundieron despliegue digital, movilización popular y alianza del progresismo. Freno en seco a la ola conservadora, fue prueba de que en tiempos de manipulación el voto masivo es más importante que nunca y dejó lecciones para procesos que se avecinan.

Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Logo Agência Brasil

Após fugir do Brasil para os Estados Unidos, o candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o "verdadeiro presidente eleito do país". Meia hora depois, o termo foi alterado para "líder do Brasil".

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No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu a pedido das campanhas do PL e do PT.

Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República. No pleito, realizado no último domingo (25), Lula obteve 64 milhões de votos. Já Flávio ficou com pouco mais de 59 milhões de votos. As duas horas de extensão no horário de votação computaram apenas 34.393 votos. Cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros estavam aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”, reclamou.

As afirmações de Flávio contrariam a apuração e o reconhecimento do pleito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As eleições no Brasil tiveram ainda o reconhecimento da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de líderes de diversos países de diferentes continentes. O PL, partido de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas. 

Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático. Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da Polícia Federal (PF), que apontou riscos de o senador fugir do país em meio a investigações contra ele sobre casos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

No comunicado distribuído à imprensa por sua assessoria, Flávio diz ainda que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que correrá os riscos que os parlamentares eleitos do PL não poderão correr.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", diz.

A primeira versão da carta trazia um brasão da República com a palavra "Brazil", escrita com "z", em vez de Brasil, com "s". No lugar de República Federativa do Brasil, o símbolo trazia a denominação “Estados Unidos do Brazil”, nome que deixou de ser usado em março de 1967.

O senador chegou a Miami, nos Estados Unidos, com a mulher e as duas filhas na manhã desta quarta-feira (28), após um dia de incertezas sobre o seu paradeiro. Eles cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27) por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com a argentina Puerto Iguazú. Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. De lá, eles foram para os Estados Unidos. 

Irmão nos EUA

Irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março de 2025. Poucos dias antes do segundo turno, ele chegou a falar em entrevista que Flávio deveria deixar o Brasil, caso perdesse as eleições.

Eduardo foi condenado pelo STF por ter articulado o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil, em julho de 2025. O intuito era impedir o julgamento do seu pai, Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, meses mais tarde, a 27 anos de prisão por golpe de Estado.

Democratas

Na manhã de hoje (28), o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

Flávio recua em carta golpista e troca ‘presidente’ por ‘líder do Brasil’

28 October 2026 at 21:15

Depois de se declarar “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro recuou e postou versão alterada da carta em sua conta no X. Ele se declara como “líder do Brasil” na segunda versão do documento.

Flávio Bolsonaro modificou carta divulgada após chegada aos Estados Unidos, onde passou a contestar derrota para Lula e criticar decisões do STF | Foto: Ricardo Arduengo

Flávio foi derrotado nas urnas por Lula (PT) no último domingo (25).

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmava na primeira versão da carta divulgada.

Segundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país.

No domingo, Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar de tanto a campanha do PT como a do PL ter pedido a prorrogação da votação por duas horas no dia da eleição, o candidato derrotado acabou questionando posteriormente a medida determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, com aval posterior de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE e indicado à Suprema Corte por Jair Bolsonaro.

Apenas 34 mil votos —0,03% do total— foram registrados após as 17h deste domingo (25).

No pronunciamento divulgado nesta quarta, Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.

Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.

“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.

O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.

O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.

Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula, contrariando os dados que apontam para uma diferença mínima na quantidade de votos.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.

O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos não configura, porém, nenhuma evidência de fraude eleitoral.

Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.

O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.

“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.

Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.

A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.

Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.

O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.

O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.

“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.

O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.

No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.

“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”

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PF investiga circunstâncias da fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

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A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (28), que está investigando as circunstâncias da fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O senador desobedeceu decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes pessoal e diplomático.

Em nota, a corporação afirma que atua nos limites da lei e que "a existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”.

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Moraes expediu a ordem judicial de apreensão dos passaportes a pedido da própria PF, pouco após Flávio ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições para a Presidência da República, realizado no último domingo (25).

Flávio é investigado em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Fuga

Segundo a PF, o parlamentar cruzou, na terça-feira (27), a fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, com a esposa e as duas filhas do casal.

Em nota, a PF informou que não encontrou registros oficiais de que, na fuga, Flávio tenha passado por qualquer posto de controle migratório brasileiro.

O órgão também assegurou que, ainda no domingo, dia do segundo turno, solicitou ao STF que autorizasse a adoção de medidas cautelares, com o intuito de impedir a fuga do senador.

A decisão do ministro do STF foi tomada depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer, em uma transmissão nas redes sociais, que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial, para liderar a oposição brasileira do exterior.

Eduardo está nos Estados Unidos, apesar de constar contra ele um mandado de prisão em aberto no Brasil. 

O ex-deputado foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Restrições

A Polícia Federal solicitou ordens restritivas como a apreensão dos passaportes de Flávio, as proibições de que deixasse o país e de que mantivesse contato com outros investigados no âmbito da Petição nº 16877/DF, do STF. O pedido foi atendido pelo ministro Alexandre de Moraes

O caso trata das suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e é relatado por Moraes. Um dos alvos da investigação é o advogado e empresário Willer Tomaz, de quem Flávio é próximo. O senador e o advogado negam qualquer irregularidade.

Ainda de acordo com a PF, após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático de Flávio emitidos pelo Brasil foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema Sonar, uma das ferramentas brasileiras para controlar a passagem de pessoas pelos postos de fronteira.

Democratas condenam decisão de Trump de conceder visto a Flávio

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O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou a decisão do governo de Donald Trump de conceder visto ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nas redes sociais, o comitê, ligado aos democratas, fez um comparativo entre a atual política migratória estadunidense aplicada a pessoas que fogem de conflitos e o tratamento concedido a Flávio e à família Bolsonaro.

Notícias relacionadas:

“Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, diz o post do comitê no X.

“Aparentemente, fugir da violência não qualifica [o migrante a entrar nos Estados Unidos]. Negar resultados eleitorais, sim”, continuou o post, ao citar que o Departamento de Estado planeja conceder vistos a Flávio e sua família.

Em perfil no Instagram, o parlamentar democrata Joaquin Castro afirmou que “perder as eleições não é motivo para asilo”, referindo-se à derrota de Flávio na candidatura ao cargo de presidente da República no último domingo (26).

“Ainda assim, o governo Trump está concedendo refúgio a Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. No Brasil, ele está sob investigação por suposta corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e foi ordenado a entregar seus passaportes”, postou.

Para Castro, o governo Trump deve explicações ao Congresso norte-americano “por seu papel em ajudar [Flávio] Bolsonaro a fugir do Brasil, violando a legislação brasileira”.

Entenda

Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas chegaram nesta quarta-feira (28) a Miami depois de cruzarem a fronteira brasileira com a Argentina e pegarem voo rumo aos Estados Unidos. A aeronave privada chegou a fazer uma parada no Equador.

Na terça-feira (27), um aliado próximo de Flávio e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador havia fugido para os Estados Unidos. Flávio descumpriu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes à Polícia Federal.

Na véspera, em vídeo publicado nas redes sociais após ser intimado pelo Judiciário, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial, por mais de 4,4 milhões de votos.

Lavagem de dinheiro

Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio, no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro, juntamente com o advogado Willer Tomaz, amigo dele. Ambos negam qualquer irregularidade.

A decisão do ministro do STF foi tomada depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer, em uma transmissão nas redes sociais, que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial e liderar a oposição brasileira do exterior.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Flavio Bolsonaro lands in Miami with family after Trump offers exit from Brazil

28 October 2026 at 16:19
Former president, who lost election to leftist incumbent, refused orders by Brazilian courts to hand over passports due to money-laundering probe, secretly traveled to US

Flávio Bolsonaro lands in Miami after fleeing Brazil

28 October 2026 at 15:52
Failed Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro has landed in the U.S. after fleeing his home country following the election results. Bolsonaro and his family landed in Miami on Wednesday, after the State Department extended them visas, The Associated Press reported. Brazil’s Supreme Court had ordered Bolsonaro’s passports to be returned as he was under investigation…

Flavio Bolsonaro Enters U.S. After Fleeing Brazilian Justice

28 October 2026 at 15:22

The far-right politician arrived at Miami-Opa Locka Airport with his wife and two daughters.

On Wednesday, former presidential candidate Flavio Bolsonaro, his wife and their two daughters entered the United States through Miami-Opa Locka Executive Airport in Miami-Dade County.

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Flavio Bolsonaro’s Escape to The US Is Shameful: Lula da Silva

The far-right politician left Brazil by crossing the land border with Argentina after losing Sunday’s presidential runoff to President Luiz Inacio Lula da Silva.

After several hours of unconfirmed media reports, Argentine immigration authorities acknowledged that Flavio Bolsonaro had stopped in Argentina before traveling to Ecuador.

On Tuesday night, Bolsonaro and his family entered Argentina through the Tancredo Neves International Bridge border crossing in the province of Misiones.

Then, at 11:30 p.m. local time, they boarded a private flight that departed from Puerto Iguazu Airport bound for the city of Guayaquil, Ecuador, from where they traveled to Miami.

Why Did Flavio Bolsonaro Flee?

Following his electoral defeat on Oct. 25, Flavio will also lose his seat in the Senate in February 2027, when the new legislative session begins, marking the first time since 2003 that he will not hold public office.

An electoral victory for the far-right politician would have halted investigations against him, as Brazilian presidents cannot be held accountable during their terms for acts committed before their inauguration.

On Monday, Justice Alexandre de Moraes, the rapporteur in the trial that ended with Jair Bolsonaro’s conviction for attempting a coup, gave Flavio 24 hours to surrender his travel documents as part of a money laundering case being handled under seal.

That same day, the 45-year-old senator posted a video on social media saying he had no intention of leaving Brazil, that he would surrender his passports and that he would defend himself against what he described as a “clear attempt at intimidation.” However, the Federal Police canceled the documents on Tuesday after the deadline to surrender them expired.

On Tuesday, President Donald Trump’s administration confirmed that it would issue visas and formally receive Bolsonaro and his family. Trump, a close ally of the Bolsonaro clan, called Brazil’s election “fraudulent,” although he added that he does not govern Brazil when asked whether he would take any action in response.

Flavio will reunite with his brother Eduardo Bolsonaro, who has been living in the United States since March 2025 after fleeing Brazilian justice.

teleSUR/ JF

Source: EFE

WATCH: Defeated Brazilian candidate Flávio Bolsonaro arrives in U.S. amid investigation

The stunning move came after 48 hours in which Bolsonaro refused to concede to Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva and then threatened to attempt to annul the election result. He is under investigation by Brazil's Supreme Court for alleged corruption, money laundering and tax evasion in two cases.

Flávio Bolsonaro lands in Miami after fleeing Brazil via Argentina

28 October 2026 at 14:07

The plane carrying Flávio Bolsonaro and his family landed in Miami, Florida, on Wednesday morning. The Brazilian senator arrived at Opa-locka Executive Airport, north of Miami, at 9:20 a.m., after fleeing Brazil less than two days after losing the Brazilian presidential election to Luiz Inácio Lula da Silva.

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© Eva Marie Uzcategui (REUTERS)

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro disembarks from a plane after arriving at Opa-locka Executive Airport near Miami, Florida, U.S., October 28, 2026.

Brasil: convulsão social à vista

By: A A
28 October 2026 at 14:00

Lula vence com ajuda do STF e promete transferência de renda. Flávio contesta, Senado bolsonarista pode fazer impeachment. Convulsão social à vista.

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Em 2002, Lula ganhou pela primeira vez a eleição com o slogan “A esperança venceu o medo”. Seus adversários alegavam que Lula seria uma espécie de Che Guevara no poder e faria os investimentos correrem – nada mais distante da realidade, pois o presidente é amado pelos banqueiros. De todo modo, não há contraste maior do que aquele entre a primeira e a última vitória de Lula. Nesta, as magras e pouco convincentes propostas de Lula logo deram lugar a uma campanha do medo. Flávio ia acabar com o Bolsa Família, cortar as aposentadorias e até tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil – coisa que só o Papa tem poder para fazer.

Essa é a versão popularesca da campanha do medo, e é a mais racional. A versão de classe média alegava que os gays iam ser impedidos de existir; as mulheres, de abortar; e a democracia acabaria. Democracia, no caso em tela, é um conceito esotérico de difícil apreensão. Se a maioria do povo brasileiro é contra o aborto – que, em tese, já é proibido no Brasil –, então a coisa democrática é justamente impedir as mulheres de usarem o aborto como método contraceptivo. A vermos o surto histérico de parte da classe média brasileira, fica-se com a impressão de que uma Era de Aquário do Mal poderia começar caso Flávio vencesse as eleições.

As coisas iam muito bem para Flávio até as 13h22 do dia 25 de outubro. Flávio venceu o primeiro turno com uma vantagem de 2.224.965 votos sobre Lula, e tinha esperanças de herdar boa parte dos votos dos quatro candidatos terceira via, que é majoritariamente antipetista. Os três candidatos antipetistas somados tiveram 5.607.483 votos. O escritor de autoajuda Augusto Cury teve 3.448.569 votos, e os institutos de pesquisa indicavam que os votos dele seriam divididos entre Flávio e Lula no segundo turno. Assim, seria razoável esperar que Flávio ganhasse uns 7 milhões de votos no segundo turno. Lula, por outro lado, contava com a redução da abstenção para reverter o quadro. Expectativa pouco ou nada realista.

Até o início da campanha, Lula nada tinha para oferecer ao povo além de um dia extra de descanso para trabalhadores de carteira assinada, a revogação de um imposto que ele mesmo criou e o fim das apostas que ele mesmo regulamentou. Durante a campanha, ele deu o primeiro aumento em três anos ao Bolsa Família, o programa neoliberal de transferência de renda que o transformou num símbolo da esquerda brasileira, e, perguntado sobre o porquê da demora, disse que não sabia que não houve aumento, e quando descobriu, aumentou. O aumento sequer estava previsto no orçamento. Além disso, prometeu um depósito de 5 mil reais para pequenos empreendedores e uma mesada de 400 reais para estudantes universitários – sendo que o país já está com dívida pública alta e juros de 13,75% ao ano.

O estilo lulista de fazer política foi explicitado mais uma vez no último debate presidencial: tudo o que ele promete é transferência de renda, e toda a sua retórica se baseia em divisão social. Lula chegou ao ponto de dizer que só um presidente nascido no Nordeste poderia cuidar da região, pois as pessoas do Sul e do Sudeste desdenham o Nordeste. Toda crítica a um governo que passou quase 20 anos no poder é interpretada como ódio aos pobres. Lula se coloca como um pobre apenas porque nasceu nessa condição, mas é o único pobre do mundo a ganhar de um banqueiro um uísque Macallan de meio milhão de reais (80 mil euros). Perguntado por Flávio se ele gostaria de pedir desculpas aos brasileiros endividados, Lula afirmou que quem tem que pedir desculpas é a elite.

Diante dessa estagnação incontornável e deliberada, o fato político mais relevante da campanha de Flávio talvez tenha sido a adesão de Roberto Mangabeira Unger e de Aldo Rebelo, dois ex-ministros de Lula. Aldo Rebelo, em virtude da questão ambiental, já havia se aproximado muito do bolsonarismo, então sua adesão em 2026 não é uma surpresa. Mangabeira Unger, porém, é um professor de Harvard que sempre foi próximo do PDT, m partido de esquerda que recentemente se tornou satélite do lulismo, mas que até pouco tempo atrás era desenvolvimentista. Para que as figuras políticas de esquerda campeãs do desenvolvimentismo se aliem todas ao bolsonarismo, falta apenas Ciro Gomes, e foi o assessor dele, Gustavo Castañon, que organizou o encontro entre Flávio, Aldo e Mangabeira, tendo este último pegado um avião nos Estados Unidos para este fim.

Às 13h22 do dia 25, porém, o otimismo da campanha de Flávio começou a fazer água porque o PT pediu ao Tribunal Eleitoral que a votação em algumas cidades da Bahia fosse prorrogada até as 19 horas. As eleições no Brasil vão das 8 às 17h do horário de Brasília, e uma rápida apuração das urnas eletrônicas se segue. A razão do pedido era o suposto complô de prefeitos apoiadores de Flávio para tirar os ônibus da rua e impedir os eleitores de votar. No entanto, os ônibus atrasaram em Salvador porque sindicalistas petistas fizeram um “adesivaço”: quando os ônibus ainda estavam na garagem, colaram adesivos do PT, e se os ônibus circulassem assim, isso configuraria crime eleitoral. Como a circulação de ônibus é assunto da prefeitura, foi a prefeitura que reteve os ônibus para tirar os adesivos, mas até as 10h30 o trânsito já havia sido normalizado (fora que as seções eleitorais ficam a uma curta distância do endereço do eleitor na hora do cadastro do título, e pode ser mudada depois caso o eleitor queira).

Salvador é uma área que dá muitos votos ao PT. Assim, a campanha de Flávio também pediu que as chuvas em cidades de direita fossem pretextos para retardar a eleição naqueles locais. Depois o PT foi direto ao Supremo Tribunal Federal pedir que as eleições fossem prorrogadas em todo o país. O sistema inauditável do STF sorteou o ministro Zanin, ex-adovado pessoal de Lula, que concedeu a prorrogação às 17h05, depois de muitas urnas já terem sido fechadas e desligadas – sendo vedada a sua abertura.

Por fim, veio a apuração, que aconteceu numa ordem diversa da habitual (os votos do Nordeste costumam entrar por último, por exemplo, então numa eleição brasileira normal a direita começa bem e vai derretendo no final da apuração). Para espanto generalizado, Lula melhorou de desempenho em todas as regiões do país. Flávio ganhou apenas 3.721.538 novos votos (o razoável era esperar uns 7 milhões da terceira via), e Lula conseguiu ganhar inacreditáveis 10.376.694 novos votos.

Flávio anunciou que vai pedir a anulação do segundo turno, mas é pouco provável que consiga algo, já que o grande problema do Brasil no presente momento é justamente a confiabilidade do Judiciário – que trata questionamentos às urnas como atentado à democracia.

Justamente pelo fato de que o STF é percebido por grande parte da população brasileira como o maior problema do país, Flávio se empenhou em eleger senadores para poder votar impeachment de ministros do Supremo. E conseguiu: ano que vem, o Senado terá 45 senadores bolsonaristas, o que é mais da metade. Dada a insatisfação da população com o Supremo, não é implausível que eles consigam totalizar 54 votos (dois terços do senado) para tirar no mínimo um ministro.

Lula já governa com o apoio do Supremo para ignorar as casas legislativas e censurar a população. Quando a crise econômica vindoura se somar à política (imagine o leitor que a partir do ano que vem as empresas vão pagar o imposto tão logo recebam seus pagamentos da clientela), o Brasil deve passar por uma convulsão social e enfrentar uma onda repressiva. Não será fácil o fim da Nova República. No presente momento, uma criança já pagou com a sua saúde: numa favela carioca dominada pelo tráfico, as vítimas da sociedade comemoraram a vitória de Lula com fogos e tiros, dos quais um atingiu uma menina.

Muitos antissionistas exigem que o Brasil vote em Lula por causa das crianças da Palestina. Pelo jeito, só as crianças palestinas importam; as brasileiras, jamais.

Flávio Bolsonaro llega a EE.UU. en abierto desacato a la justicia brasileña

28 October 2026 at 14:00
El senador Flávio Bolsonaro salió por Argentina y Ecuador en un avión de Baires Fly pese a la orden del juez Alexandre de Moraes de retener sus documentos por investigaciones de lavado de activos.

Flávio Bolsonaro lands in Miami after fleeing Brazil

28 October 2026 at 15:52
Failed Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro has landed in the U.S. after fleeing his home country following the election results. Bolsonaro and his family landed in Miami on Wednesday, after the State Department extended them visas, The Associated Press reported. Brazil’s Supreme Court had ordered Bolsonaro’s passports to be returned as he was under investigation…

Aeronave com Flávio Bolsonaro e família pousa nos Estados Unidos

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O avião que deixou o Equador com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família a bordo pousou pouco antes das 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (28) no aeroporto Opa-Locka, em Miami, nos Estados Unidos.

De acordo com o site de monitoramento de voos em tempo real Flight Aware, a viagem durou cerca de quatro horas.

Notícias relacionadas:

Flávio, a esposa e as filhas cruzaram a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira (27), por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.

Às 23h30, a família embarcou em um avião privado rumo a Guayaquil, no Equador. As informações foram confirmadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina.

A plane believed to be carrying Brazilian Senator Flavio Bolsonaro lands at Opa Locka Executive Airport near Miami, Florida, US, October 28, 2026. REUTERS/Eva Marie Uzcategui A plane believed to be carrying Brazilian Senator Flavio Bolsonaro lands at Opa Locka Executive Airport near Miami, Florida, US, October 28, 2026. REUTERS/Eva Marie Uzcategui
Aeronave Gulfstream G400, com o senador Flávio Bolsonaro e a família pousam no Aeroporto Opa Locka próximo a Miami, na Florida - REUTERS/Eva Marie Uzcategui/Proibida reprodução

Na terça-feira (27), um aliado próximo de Flávio Bolsonaro e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador havia fugido para os Estados Unidos. Flávio descumpriu o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

Na véspera, em vídeo publicado nas redes sociais após ser intimado pelo Judiciário, Flávio negou ter a intenção de deixar o Brasil e disse que ficaria no país para, segundo ele, organizar a oposição contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo (26) ao derrotar o senador no segundo turno da eleição presidencial, por mais de 4,4 milhões de votos.

Lavagem de dinheiro

Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes de Flávio, no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro, juntamente com o advogado Willer Tomaz, seu amigo. Ambos negam qualquer irregularidade.

A decisão do ministro do STF foi tomada depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, dizer, em uma transmissão nas redes sociais, que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição presidencial e liderar a oposição brasileira do exterior.

Deputada argentina denuncia viagem de Flávio Bolsonaro e pede investigação

28 October 2026 at 13:55

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia criminal à Justiça Federal de Puerto Iguazú para pedir a investigação da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina e de sua saída do país em uma aeronave particular. A parlamentar anunciou a iniciativa na rede social X antes de as autoridades migratórias confirmarem a passagem do senador brasileiro pelo território argentino.

Na publicação, Pagano questionou como Flávio conseguiu entrar no país e embarcar em um voo privado, além de criticar informações divulgadas inicialmente que negavam a presença dele na Argentina.

“Se ele entrou, alguém o deixou entrar. Se quiseram retirá-lo por um aeroporto federal, alguém fez vista grossa”, escreveu a deputada.

Ela solicitou que sejam preservados registros das câmeras de segurança da ponte internacional e do aeroporto, além de documentos como o plano de voo, a relação de passageiros e o contrato do fretamento. Pagano também pediu que sejam investigadas possíveis infrações relacionadas ao trânsito de pessoas e ao descumprimento de deveres por funcionários públicos.

A parlamentar alegou ainda que Flávio estaria impedido de deixar o Brasil por determinação judicial.

Trajeto de Flávio Bolsonaro

Segundo informações divulgadas pelas autoridades migratórias argentinas, Flávio entrou no país pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27), acompanhado de três familiares. Cerca de 40 minutos depois, o grupo embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador.

A aeronave chegou à cidade equatoriana na manhã de quarta-feira (28). Horas depois, o mesmo avião decolou rumo a Miami, nos Estados Unidos.

Dados do site FlightAware indicavam previsão de chegada às 10h39, pelo horário de Brasília, ao aeroporto executivo Miami-Opa Locka (OPF).

De acordo com informações apuradas pelo Todo Noticias (TN), afiliado da CNN na Argentina, o avião utilizado no trajeto para o Equador foi o mesmo que transportou Flávio e seus familiares.

Trump comentou possível entrada nos EUA

Na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido informações de que Flávio Bolsonaro estava na Argentina, mas disse não saber exatamente onde o senador se encontrava.

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o brasileiro viajar aos Estados Unidos, Trump declarou que aprovaria a entrada da família no país.

O candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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