A partir da próxima terça-feira (3), a B3ampliará os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão organizado, em razão do fim do horário de verão nos Estados Unidos. As mudanças afetam os mercados de ações e derivativos.
No mercado à vista de ações, a negociação será iniciada às 10h e se estenderá até às 17h55, ao invés de 17h. O call de fechamento será realizado entre 17h55 e 18h, e o cancelamento de ofertas poderá ser feito até as 18h45. Já os ETFs de renda fixa terão horários específicos.
A alteração também contempla contratos futuros, opções e operações estruturadas no mercado de derivativos, com ajustes nos horários de negociação de diferentes ativos, incluindo contratos referenciados em índices, commodities e dólar.
Ainda segundo a B3, não haverá sessão de after market para o mercado de ações, exceto na data de vencimento das opções especificadas no comunicado.
O Ibovespa tem queda nesta quarta-feira (28), com a bolsa paulista ainda sob efeito dos ajustes pós-eleição.
Investidores também de olho na temporada de balanços, que incluía os números de Santander Brasil e Klabin, e analisando potenciais desdobramentos da ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.
Às 10h11, o índice de referência do mercado acionário brasileiro perdia 0,71%, a 174.466,83 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto INDZ26, em 16 de dezembro, caía 0,94%.
Enquanto isso, o dólar passou a ceder à espera de decisão de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve deve manter as taxas inalteradas nesta reunião, após ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado.
Perto das 9h (de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,11%, cotada a R$ 5,35. Na última sessão, o dólar caiu 1,07%, cotado a R$ 5,3488.
Há cerca de 90% de probabilidade de que o banco central americano mantenha as taxas inalteradas quando divulgar sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília), de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
O dólar abriu a sessão em alta nesta quarta-feira (28), enquanto investidores calibram os ânimos à espera de decisão de juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve deve manter as taxas inalteradas nesta reunião, após ter elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado.
Perto das 9h (de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,11%, cotada a R$ 5,35. Na última sessão, o dólar caiu 1,07%, cotado a R$ 5,3488.
Há cerca de 90% de probabilidade de que o banco central americano mantenha as taxas inalteradas quando divulgar sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília), de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
Depois de registrar o pior desempenho desde março de 2020, o Ibovespa prosseguiu em ajuste negativo, em um movimento de acomodação após o tombo da véspera e acompanhando a baixa do petróleo, que trouxe pressão adicional à Petrobras.
No fim da sessão, o principal índice da B3 cedeu 0,51%, aos 175.710,05 pontos, depois de tocar a mínima em 175.130,23 pontos perto do fim dos negócios. O índice segue nos menores níveis desde agosto.
Analistas e operadores continuam atribuindo a performance ao aumento do prêmio de risco para investir em ativos de risco em meio ao grande ceticismo com a agenda econômica do governo Lula a partir de 2027. Além disso, o dia também foi marcado pelo recuo de 1,20% do petróleo Brent - referência para a Petrobras - para US$ 109,41 o barril. Na combinação de fatores, a estatal teve baixa de 2%.
Além da desconfiança sobre a agenda fiscal, há dúvidas também sobre os nomes que vão compor ministérios e a articulação política necessária com um Congresso muito mais alinhado à direita.
"A governabilidade é um tema relevante, é um processo delicado com o Congresso mais à direita e vai demandar aliança grande com o Centrão", afirma o estrategista da Empiricus, Matheus Spiess. "O mercado ainda estará sensível e de olho nos novos sinais da nova equipe econômica. Isso faz com que negociemos de forma deslocada do exterior."
Outras grandes ações além da Petrobras seguiram no campo negativo no dia, caso dos grandes bancos, como Itaú e Bradesco, que tiveram perdas acima de 1% no pregão. Profissionais reforçam que a queda desses papéis dão o tom do ajuste de carteiras que ainda está em curso, especialmente no caso dos estrangeiros, na renda variável local.
"O fluxo estrangeiro também continua sendo um ponto importante. Depois do movimento recente, esse capital não tende a sair de uma só vez, inclusive pela própria liquidez do mercado. Por isso esse processo de reposicionamento pode acontecer de forma mais gradual", afirma o analista de investimentos do Andbank, Fernando Bresciani.
Investidores estrangeiros seguem ajustando posições na Bolsa
O mercado de ações também não acompanhou o alívio visto no dólar e nos juros futuros porque um eventual cenário de política monetária mais restritiva, como eventual consequência de um cenário fiscal menos austero e de poucos sinais de melhora, leva o mercado a confiar menos numa recuperação das ações, avalia o fundador da Akros Consultoria, Glauber Sá.
"A bolsa não acompanhou o alívio do câmbio e dos juros, porque o investidor de ações passou a considerar juro alto por mais tempo e a queda de expectativa de crescimento de lucros. Depois de uma queda de quase 14%, o preço parece baixo, mas pode permanecer nesse patamar por bastante tempo, já que o cenário mudou", diz.
Segundo o estrategista global da Avenue, Fernando Saad Benati, movimentos técnicos intensificaram as perdas da véspera e o encerramento de posições acaba forçando um efeito bola de neve. "Os próximos dias serão cruciais para entendermos qual será a nova aposta do mercado e qual cenário passará a ser precificado" afirma.
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