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Governo reforçará investigações de violência política no segundo turno

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar os processos de investigação de casos envolvendo violência política ocorridos no último fim de semana no país. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral.

As agressões foram registradas entre o último sábado (24) e a noite de domingo (25), após a proclamação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta.

"Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos", afirmou Boulos.

Os casos contabilizados pelo governo federal incluem 47 vítimas:

  • 10 vítimas fatais de violência, sendo três indígenas;
  • sete de atropelamentos intencionais;
  • 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
  • cinco de disparos e atentados com armas de fogo;
  • cinco de violência e coação contra povos indígenas;
  • seis de abusos de autoridade e violência policial.

Todas essas denúncias, de acordo com o ministro, teriam como vítimas apoiadores do presidente Lula, e os autores seriam apoiadores e partidários do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

Os estados que lideram o número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

As medidas anunciadas pelo governo para dar andamento à apuração de todos os casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violação de direitos humanos.

Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos dos estados, quando os crimes envolvem policiais.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Públia, Ademar Borges, descreveu que as ocorrências são crimes de naturezas diversas.

"Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", enumerou.

A pasta também prometeu combater a violência praticada no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. O decreto determina obrigações para que as plataformas de redes sociais retirem, por conta própria, independentemente de notificação, os conteúdos que envolvem crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito, violência contra a mulher, xenofobia, discriminação e discursos de ódio.

"Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falha sistêmica nesse contexto. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas", acrescentou Borges.

Violência política

Entre os casos de maior repercussão, está o ataque contra a vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de sábado. Ela ficou inconsciente e teve que deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos, atirados por apoiadores de Bolsonaro.

Em outro episódio, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado na noite de domingo durante as comemorações pela vitória de Lula.

Segundo a Gazeta do Paraná, que noticiou o fato, um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens. A vítima sofreu traumatismo craniano grave. O motorista foi preso e o teste do bafômetro indicou 0,67 mg de álcool por litro de ar expelido.

Ainda no Paraná, uma pesquisadora identificada como Renata Kempf foi detida na noite de domingo durante uma comemoração pró-Lula, em frente a um bar universitário no centro da cidade. Participantes denunciaram uso excessivo da força policial.

Em Santos, o engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu no domingo, depois de ser espancado na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava adesivo de apoio a Lula. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, roubo seguido de morte; a motivação política ainda não está comprovada.

Outra suspeita envolve um suposto envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, após as eleições presidenciais. A denúncia foi feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela deputada federal Célia Xabriabá (PSOL-MG).

Em um áudio no aplicativo WhatsApp, um dos envolvidos teria dito que é preciso “matar essas praga [sic] pela água”.

Consórcio é coisa de brasileiro? A origem e a força de um hábito financeiro

28 October 2026 at 20:00

Muito associado à compra de carros e imóveis, o consórcio vai além de uma modalidade de crédito: ele reflete uma forma de organização financeira baseada em disciplina, planejamento e construção gradual de patrimônio. O Head de Produtos do Inter Seguros, Roberto Roque, considera que o consórcio evoluiu junto com as necessidades econômicas e comportamentais da população.

Hoje, com milhões de participantes ativos e presença em diferentes segmentos, o consórcio é visto menos como uma alternativa de crédito e mais como um comportamento financeiro estruturado.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), em 2025, essa modalidade de compra teve 5,16 milhões de cotas vendidas, aumento de 15,0% em relação ao ano anterior. Os créditos comercializados, resultantes dos negócios concretizados, também bateram recorde e o volume ultrapassou R$ 500 bilhões.

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. Ele surgiu no país, no início da década de 1960. A iniciativa começou em Brasília, quando funcionários do Banco do Brasil se organizaram para adquirir veículos por meio de contribuições mensais e sorteios entre participantes. Esse modelo nasceu como uma solução prática em um contexto de escassez de crédito e expansão urbana. Os principais marcos dessa história incluem:

  • 1962: registro do primeiro grupo de consórcio formalizado
  • 1971: regulamentação da atividade no país
  • Consolidação como parte do sistema financeiro nacional nas décadas seguintes

A partir daí, o modelo deixou de ser uma experiência local e se tornou uma estrutura organizada e regulada em todo o Brasil.

Por que o consórcio se tornou tão popular no Brasil?

O crescimento do serviço está diretamente ligado às condições econômicas e ao perfil de consumo do brasileiro ao longo das últimas décadas. De acordo com Roberto Roque, o produto ganhou força porque oferece uma forma de planejamento financeiro acessível, com parcelas previsíveis e sem cobrança de juros sobre o valor do crédito.

O que tornou o consórcio popular no país

Entre os principais fatores que explicam sua popularidade estão:

  • Busca por alternativas ao crédito com juros elevados
  • Desejo de realizar grandes objetivos, como carro e casa própria
  • Facilidade de acesso em diferentes faixas de renda
  • Expansão para novos segmentos, como imóveis e serviços
  • Formação de hábito financeiro de longo prazo

Como consórcio se conecta ao comportamento do brasileiro

O consórcio também ajuda a entender como a população lida com consumo e endividamento. Head de Produtos do Inter Seguros cita a combinação de ambição por conquistas materiais e cautela na hora de assumir dívidas com juros elevados. Esse comportamento se reflete em características como:

  • Preferência por planejamento antes da compra
  • Valorização de parcelas previsíveis no orçamento
  • Evitação de endividamento com juros altos
  • Busca por sensação de progresso financeiro gradual
  • Forte adesão a soluções coletivas e estruturadas

O modelo de consórcio dialoga com essa realidade ao permitir que o consumidor construa um objetivo ao longo do tempo, em vez de assumir uma dívida imediata.

Como ocorreu a evolução do consórcio

Desde sua criação, o consórcio passou por diferentes fases de expansão no Brasil. Inicialmente ligado ao setor automotivo, ele se diversificou ao longo das décadas. Essa evolução ocorreu em diferentes situações como:

  1. Anos 1960: foco em automóveis e caminhões
  2. Décadas seguintes: expansão para motos e eletrodomésticos
  3. Consolidação dos imóveis como principal segmento de crescimento
  4. Ampliação recente para serviços, viagens e educação

Hoje, os principais segmentos de consórcio são:

  • Veículos
  • Carros
  • Motos
  • Mobilidade urbana e frota empresarial

Imóveis

  • Compra de imóveis residenciais
  • Construção e reforma
  • Formação de patrimônio

Serviços

  • Educação
  • Viagens
  • Projetos pessoais

Além disso, a digitalização do setor transformou a experiência do usuário, permitindo contratação e acompanhamento de cotas de forma totalmente online.

Por que o consórcio é vantajoso em cenários de juros altos?

Em períodos de juros elevados, o serviço tende a ganhar ainda mais relevância como ferramenta de planejamento financeiro. Isso acontece porque o consumidor passa a priorizar previsibilidade e organização em vez de crédito imediato com custo mais alto. Entre os principais fatores estão:

  • Parcelas previsíveis ao longo do contrato
  • Ausência de juros sobre o valor do crédito
  • Possibilidade de antecipação via lance
  • Opções mais acessíveis de entrada no sistema
  • Adesão crescente em busca de planejamento de longo prazo

Nesse contexto, o consórcio se consolida como uma alternativa para quem prefere se estruturar financeiramente antes de assumir compromissos maiores.

FAQ – Perguntas frequentes sobre consórcio no Brasil

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. O modelo moderno de consórcio surgiu no Brasil nos anos 1960, em Brasília, como iniciativa de funcionários do Banco do Brasil.

O consórcio é usado em outros países?

Existem modelos semelhantes no exterior, mas o sistema como funciona hoje no Brasil é considerado uma criação brasileira e altamente estruturada.

Por que o consórcio é tão popular no país?

Porque combina planejamento financeiro, parcelas previsíveis e ausência de juros, o que se adapta ao comportamento de consumo do brasileiro.

Quais são os principais usos do consórcio hoje?

Compra de veículos, imóveis e serviços como educação, viagens e reformas.

O consórcio ainda vale a pena com juros altos?

Sim. Em cenários de juros elevados, ele se torna ainda mais atrativo para quem busca planejamento e não tem urgência na aquisição do bem.

Como Flávio entrou na Argentina e nos EUA? Veja quais passaportes ele usou

28 October 2026 at 16:08

Ao fugir do Brasil na terça-feira (27) o senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um passaporte italiano para atravessar a fronteira e entrar na Argentina, onde embarcou em um voo com destino ao Equador, país no qual pousou na manhã desta quarta-feira (28).

Horas depois, Flávio seguiu na mesma aeronave em direção a Miami, nos Estados Unidos. Para entrar no país, utilizou seu passaporte diplomático brasileiro, documento que havia sido cancelado pela PF (Polícia Federal).

A informação sobre o uso do passaporte diplomático foi divulgada pelo Metrópoles e confirmada pela CNN Brasil.

Uma fonte policial afirmou à CNN, sob condição de anonimato, que Flávio utilizou o documento italiano para entrar na Argentina pela cidade de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu.

Na imigração argentina, a esposa dele, Fernanda Bolsonaro, e uma das filhas, utilizaram passaportes brasileiros. A outra filha do senador usou um RG. O órgão alega que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Segundo o governo da Itália, o senador tem cidadania italiana desde 2023.

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio, incluindo os diplomáticos.

A decisão também ordenou que o senador entregasse, em até 24 horas, passaportes de outras nacionalidades. O prazo para a entrega dos documentos terminou na terça-feira, às 11h. Com isso, a PF cancelou ao meio-dia os passaportes comum e diplomático do senador no sistema da corporação.

Já sobre a entrada de Flávio nos EUA, os registros disponíveis publicamente no site da U.S. Customs and Border Protection, agência americana responsável pela proteção de fronteiras, registram o mesmo número do passaporte diplomático de Flávio na lista oficial de controle do Senado Federal.

O passaporte diplomático de Flávio, emitido em fevereiro de 2023, teria validade até 31 de julho de 2027. No entanto, o STF determinou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático do senador após descumprimento de decisão judicial da entrega dos documentos.

 

Saiba como é o Gulfstream G400, jatinho de luxo em que Flávio fugiu aos EUA

28 October 2026 at 13:48

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pousou, na manhã desta quarta-feira (28) em Miami nos Estados Unidos da América após ter fugido do Brasil. A aeronave que levou Flávio partiu da Argentina na noite da última terça-feira (27) com destino ao Equador, onde embarcou aos EUA, é o modelo Gulfstream G400, jato de luxo disponibilizado pela empresa Baires Fly.

Segundo o site da empresa, a aeronave tem capacidade para 13 passageiros, e camas para 6 passageiros simultaneamente. O avião pode atingir uma velocidade de até 850 km/h.

Veja as comodidades fornecidas pela companhia ao contratar o serviço da aeronave:

  • Culinária gourmet, snacks, bebidas, refrigerantes e open bar.
  • Amenidades: iPads, jornais, revistas especializadas, mantas e travesseiros de puro algodão.
  • Serviço personalizado disponível 24h.
  • Comissário de bordo.
  • Cozinha de bordo
  • Cafeteira
  • Forno de convecção
  • Compartimentos para gelo
  • Banheiro com sistema a vácuo.
  • Tomada elétrica de 110V

 

Asilo político e pedido de prisão: o que pode acontecer após fuga de Flávio

28 October 2026 at 12:58

Na noite da última terça-feira (27), o senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) atravessou a fronteira e embarcou em um voo na Argentina com destino ao Equador, onde pousou na manhã desta quarta-feira (28) e, horas depois, decolou no mesmo avião para Miami. Especialistas ouvidos pela CNN Brasil avaliam que a fuga pode fundamentar um pedido de prisão preventiva, ação que teria como possível resposta a concessão de asílo político ao parlamentar brasileiro por parte dos Estados Unidos.

Flávio fugiu após o descumprimento de uma ordem de entrega de passaportes, emitida por receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a professora de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas) Luisa Ferreira, a saída do país pode ter consequências judiciais e políticas.

“Se ele não entrega o passaporte e de fato está tentando fugir, aí sim há um requisito claro para prisão preventiva“, afirmou Ferreira. No entanto, tal medida depende de decisão judicial.

Já o professor de direito da UFF (Universidade Federal Fluminense) Gustavo Sampaio avalia que há pouca chance de uma cooperação internacional entre Brasil e EUA no caso.

“Havendo agora a expedição de um mandado de prisão, se isso acontecer por ventura, então o Brasil, com base nessa ordem prisional emitida, poderá, mais uma vez, acionar ferramentas de cooperação jurídica internacional para que os Estados Unidos da América, em tese, tome providências, digo em tese, porque nós sabemos que, na prática isso possivelmente não acontecerá, até porque do ponto de vista jurídico existe a possibilidade […] de os Estados Unidos concederem asilo político a Flávio Bolsonaro”, disse Sampaio à CNN Brasil.

O professor também aponta que, ainda que o possível pedido de prisão de Flávio seja elaborado com base em investigações criminais, a palavra final sobre a concessão de asilo é do país receptor.

“Não há persecução ideológica, persecução por crime de opinião no Brasil contra Flávio Bolsonaro, e sim persecução penal legítima, por crime de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, ainda assim, é bastante provável que o asilo político seja concedido, até porque a concessão do asilo é um ato discricionário da autoridade executiva do Estado Nacional para onde se dirige aquela pessoa. E eu não tenho dúvida que o presidente Donald Trump tenderia a concedê-lo”, afirma Sampaio.

“Concedido o asilo, isso colocaria uma pá de cal definitiva sobre qualquer possibilidade de cooperação dos Estados Unidos com o Brasil”, completou.

O que é e quais direitos tem um asilado?

O asilo político, segundo a legislação, é pedido por aquele que precisa de proteção internacional. Ou seja, qualquer pessoa que esteja fugindo de conflitos ou perseguições. Cada país tem a própria lei para garantir um pedido de asilo, desde que seja de acordo com as regras da Convenção sobre Refugiados, de 1951.

Se o pedido é aprovado pelo país requisitado, o asilado passa a ter o direito básicos garantidos como educação, saúde, moradia, emprego e à regularização dos documentos.

 

Pandemia climática, siete de cada diez muertes por calor se deben al calentamiento global

28 October 2026 at 00:01
Una mujer pasea por Madrid Río, en Madrid, en plena ola de calor de julio de 2026.

Entre 2016 y 2023, el calor se relacionó con una media de 540.800 muertes al año en todo el mundo, casi un 36% más que durante el periodo 2006-2015, según el informe de 2026 de Lancet Countdown sobre salud y cambio climático. El estudio estima que el calentamiento provocado por las actividades humanas fue responsable del 68% de esos fallecimientos: unas 369.900 muertes anuales y casi tres millones en el conjunto de los ocho años analizados. Esto es, sin cambio climático hubieran muerto casi tres millones menos de personas.

El balance más grave corresponde a 2023, el año más caluroso del periodo estudiado, cuando las altas temperaturas se relacionaron con unas 710.000 muertes, más que las causadas por la malaria o el VIH, según el informe. De ellas, el 71,5% se atribuye al cambio climático.

"Las pruebas son innegables: el cambio climático es una de las mayores amenazas para la salud a las que se enfrenta la humanidad", afirma el director general de la Organización Mundial de la Salud (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Sus efectos, advierte, ya se manifiestan en "un mayor estrés térmico, fenómenos meteorológicos extremos, inseguridad alimentaria y enfermedades". 

El décimo informe anual de Lancet Countdown, dirigido por el University College de Londres y elaborado en colaboración con la OMS, reúne el trabajo de 146 investigadores de más de un centenar de instituciones de más de 30 países. A través de 54 indicadores, sus autores concluyen que muchos de los riesgos y daños para la salud asociados al cambio climático crecieron más deprisa en la década 2016-2025 que en la anterior.

"Una década después del Acuerdo de París, nuestros resultados son inequívocos: los daños del cambio climático para la salud están creciendo más rápido que la respuesta mundial y, en muchos casos, incluso se están acelerando", señala Marina Romanello, directora ejecutiva de Lancet Countdown. Por ello, los autores reclaman que el cambio climático sea reconocido formalmente como una emergencia sanitaria mundial y que la protección de la salud oriente las decisiones sobre emisiones, adaptación y financiación. 

Un impacto desigual 

Las consecuencias no se distribuyen de manera uniforme. Alan Dangour, director de Clima y Salud de Wellcome, advierte de que los daños recaen con mayor intensidad sobre "los niños, las embarazadas, las personas mayores, quienes trabajan al aire libre y las personas con problemas de salud previos". A su juicio, la escalada de estos impactos constituye "el mayor desafío sanitario de nuestro tiempo". 

El calor también limita la capacidad para trabajar y agrava las desigualdades económicas. En 2025, la pérdida de ingresos potenciales asociada a esa reducción de la capacidad laboral se estimó en 1,07 billones de dólares, equivalentes al 0,91% de la producción económica mundial. Fue el tercer año consecutivo en el que esta factura superó el billón de dólares. La agricultura y la construcción concentraron, respectivamente, el 38% y el 29% de las pérdidas. 

El 51,8% de la superficie terrestre mundial sufrió sequías extremas durante al menos un mes

El sudeste asiático y África fueron las regiones más afectadas, con pérdidas equivalentes al 3,9% y al 3,2% de su PIB, frente al 0,2% de Europa. En África, la agricultura acumuló el 71% de los ingresos potenciales perdidos por el calor, lo que ilustra la vulnerabilidad de las economías con una fuerte dependencia del trabajo físico al aire libre. 

A estos impactos se suman otros riesgos climáticos. En 2025, el 51,8% de la superficie terrestre mundial sufrió sequías extremas durante al menos un mes, el segundo valor más alto registrado, después del de 2023. Las precipitaciones extremas también afectaron a una mayor extensión del planeta durante la última década, con el consiguiente aumento del riesgo de inundaciones, deslizamientos de tierra y enfermedades transmitidas por el agua. 

"Desde olas de calor e inundaciones mortales hasta inseguridad alimentaria, contaminación y más enfermedades, los impactos climáticos ya están golpeando la salud humana a gran escala y sometiendo a una enorme presión a los sistemas sanitarios y sus trabajadores", sostiene Simon Stiell, secretario ejecutivo de ONU Cambio Climático, en las declaraciones de apoyo al informe. 

Bragantino x Chapecoense: horário e onde assistir ao jogo do Brasileirão

28 October 2026 at 10:14

Bragantino e Chapecoense entram em campo nesta quarta-feira (28), às 19h30 (de Brasília), no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida é válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A.

A partida terá transmissão exclusiva doa Premiere. Além do tempo real do CNN Esportes.

 

O Bragantino foi derrotado para o Palmeiras, por 2 a 0 na Arena Barueri. Maurício abriu o placar em cobrança de pênalti, e Giay ampliou na etapa final. O Massa Bruta criou oportunidades, porém, não conseguiu transformar as chances em gols.

Mesmo com o rebaixamento praticamente decretado, a Chapecoense conquistou uma vitória sobre o Fluminense, por 2 a 1. Bolasie abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo, mas Guga empatou para o Flu aos 29. Aos 10 minutos da etapa final Giovanni Augusto garantiu o resultado para a Chape.

Onde assistir a Bragantino x Chapecoense

Ficha técnica de Bragantino x Chapecoense

  • Data: 28/10/2026
  • Horário: 19h30 (de Brasília)
  • Local: Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP
  • Fase: 33ª rodada

Arena Fonte Nova confirma venda de naming rights; saiba detalhes

 

Os textos gerados por Inteligência Artificial na CNN Brasil são feitos com base em informações apuradas e checadas por jornalistas. Clique aqui para saber mais

Bahia x São Paulo: horário e onde assistir ao Campeonato Brasileiro Série A

28 October 2026 at 10:04

Bahia e São Paulo entram em campo nesta quarta-feira (28), às 21h30 (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O duelo é válido pela 33ª rodado do Campeonato Brasileiro Série A.

A partida terá transmissão da Globo/GE TV e Premiere. Além do tempo real do CNN Esportes.

O Bahia empatou em 1 a 1 contra o Santos na rodada anterior, Luciano Juba marcou para a equipe baiana, mas Luan Peres deixou tudo igual nos acréscimos. O resultado ampliou a sequência de oscilação do Tricolor da Bahia, que venceu apenas umas das últimas cinco paridas e busca recuperação diante de sua torcida.

O São Paulo igualou o mesmo resultado, em seu jogo mais recente empatou contra o Mirassol em 1 a 1. Antes disso o clube paulista havia vencido o Vitória e Vasco em partidas consecutivas. Agora tentará manter a recuperação na reta final do Brasileirão e diminuir a distância para o adversário na classificação.

Onde assistir a Bahia x São Paulo

  • TV: Globo e Premiere
  • Streaming: Ge TV (YouTube)
  • Tempo real: CNN Esportes

Ficha técnica de Bahia x São Paulo

  • Data: 28/10/2026
  • Horário: 21h30 (de Brasília)
  • Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
  • Fase: 33ª rodada

Arena Fonte Nova confirma venda de naming rights; saiba detalhes

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Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de Flávio

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência, afirmou à imprensa, nesta terça-feira (27), que não sabia da fuga do agora ex-candidato para os Estados Unidos (EUA).  

"Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, que é importante, porque temos um governo que claramente tem feito mal ao país, na nossa avaliação", afirmou Marinho, após participar de uma reunião com parlamentares e líderes políticos do PL, em Brasília.

Notícias relacionadas:

Flávio teria deixado o país com a esposa e as filhas. Marinho também comentou ter recibo uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8h da manhã desta terça, em que ele disse que iria "dar um tempo" e depois voltaria a falar com aliados.

O embarque escondido para os EUA, cujos detalhes ainda são desconhecidos, ocorreu menos de 48 horas após Flávio perder as eleições presidenciais. O movimento foi noticiado pela agência de notícias Reuters e confirmado por um interlocutor do governo norte-americano. Aliados de Flávio no Brasil, como o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), se manifestaram com indicações que confirmam a fuga.

"Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes!", disse Jordy.

Apesar disso, nenhuma autoridade do Brasil ou dos EUA se manifestou oficialmente sobre a fuga.

Confira mais informações sobre a fuga de Flávio Bolsonaro na TV Brasil:

Investigações

Flávio Bolsonaro é investigado em diferentes inquéritos pela Polícia Federal (PF) por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em fevereiro de 2027 o mandato de senador pelo Rio de Janeiro de Flávio acaba e ele perderá o foro privilegiado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado na segunda-feira (26) que o ex-candidato entregasse os passaportes para a PF, porém, os documentos não foram entregues.

A decisão de Moraes está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador nas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro.

Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

Em vídeo postado ontem, Flávio negou que tinha planos de sair do país e disse que iria entregar os passaportes.

A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno.

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