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CMVM: Ativos sob gestão em capital de risco sobem 24% para 12,7 mil milhões de euros em 2025

29 October 2026 at 15:13

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) publicou o “Relatório sobre a Atividade de Capital de Risco 2025”, que confirma o crescimento sustentado do setor em Portugal.

No final do ano, 86 entidades gestoras administravam organismos de investimento alternativo (OIA) de capital de risco, mais 6 (+8%) do que em 2024. O número de fundos de capital de risco (OIA) em atividade aumentou 20%, para 417, enquanto os ativos sob gestão subiram 24%, para 12,7 mil milhões de euros. O número de participantes cresceu igualmente 20%, para 20.496, dos quais 84% eram investidores não profissionais.

Os ativos permanecem concentrados nos fundos de maior dimensão. Os OIA com 100 milhões de euros ou mais representavam apenas 7% do total, mas detinham cerca de 38% dos ativos sob gestão. Em contraste, os fundos com menos de 2 milhões de euros correspondiam a cerca de 15% do universo e detinham menos de 1% do volume.

As estratégias continuaram dominadas por private equity (236 OIA, cerca de 69% dos ativos) e venture capital (168 OIA, cerca de 27%). O investimento em fases iniciais (seed capital, start-up e early stage) avançou 37%, para 2.849 milhões de euros. O capital destinado à expansão das empresas subiu no mesmo ritmo, para 3.988 milhões de euros. O investimento em turnaround aumentou 14%, para 771 milhões de euros.

As aquisições de participações sociais representaram 71% do valor total das transações. Foram registadas 1.073 operações de alienação, das quais 31% geraram mais-valias face ao valor de aquisição e 35% face ao valor em carteira.

No plano da supervisão, a CMVM destacou uma ação temática centrada nos requisitos de elegibilidade e nas práticas de comercialização, que originou a Circular 007/2026, publicada a 21 de outubro. A autoridade manteve o foco nos sistemas de governo e controlo interno, incluindo prevenção de conflitos de interesses, funções de conformidade e auditoria interna (no âmbito de uma ação coordenada pela ESMA), relatórios de autoavaliação e prevenção do branqueamento de capitais.

A atividade de capital de risco continua a ser uma prioridade de supervisão, garante o regulador que remete para a “esperada transposição das Diretivas (UE) 2024/927 e 2024/2994, que implicarão alterações ao Regime da Gestão de Ativos e ao Regulamento da CMVM n.º 7/2023, as entidades gestoras deverão avaliar a adaptação dos seus processos”.

A CMVM diz que o relatório visa reforçar a transparência e incentivar práticas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do mercado de capitais português.

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