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Em Paris, governadora Raquel Lyra discute modernização da frota de ônibus da RMR e abastecimento de água com Agência Francesa de Desenvolvimento

30 October 2026 at 18:50

A governadora Raquel Lyra (PSD) esteve reunida, nesta sexta-feira (30), em Paris, na França, com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O encontro teve como pauta a busca por recursos para projetos de mobilidade urbana e abastecimento de água em Pernambuco, com atenção especial à Região Metropolitana do Recife (RMR).

Na reunião, a gestora apresentou ao diretor adjunto do Departamento da América Latina da AFD, Alain Humen, propostas para modernizar e reduzir as emissões de carbono da frota de ônibus que circula na RMR. As conversas também envolveram alternativas para ampliar e melhorar o fornecimento de água na região metropolitana e em outras áreas do Estado.

“Estamos na Agência Francesa de Desenvolvimento discutindo mobilidade e água pra Região Metropolitana do Recife e para Pernambuco. Quero agradecer muito pela recepção para tratar de temas tão relevantes, que irão assegurar maior desenvolvimento para nossa região. Vamos ter encontro em Recife também para continuar avançando e garantir um Pernambuco cada vez mais forte”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Como parte das tratativas, o Governo de Pernambuco pediu à agência francesa uma proposta de financiamento para estruturar os projetos. A previsão é que os recursos possam contemplar a renovação da frota de transporte coletivo, intervenções na infraestrutura, compra de equipamentos e suprimentos, além da contratação de serviços especializados, consultorias e estudos técnicos.

Outro assunto abordado foi o E-MOTION, programa regional que oferece suporte financeiro a iniciativas de mobilidade elétrica na América Latina. A proposta é ampliar o uso de ônibus elétricos e apoiar governos na implementação de políticas públicas e projetos voltados à eletromobilidade. Além do Brasil, participam da iniciativa Argentina, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana.

Transição energética

A modernização do transporte público integra a meta estabelecida pelo Governo de Pernambuco de tornar a frota de ônibus mais eficiente até 2030. Entre as medidas adotadas pela gestão estadual está a aquisição de 100 ônibus elétricos climatizados e 50 carregadores, em parceria com o Governo Federal.

Atualmente, o sistema de transporte público pernambucano reúne aproximadamente 2.500 ônibus, responsáveis pelo deslocamento diário de cerca de 1,4 milhão de passageiros.

Participaram da reunião o secretário-chefe de Gabinete da Governadora, Eduardo Vieira; o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça; o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho; o secretário de Comunicação, Rodolfo Costa Pinto; o secretário da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais, João Salles; a gerente-geral de Relações Internacionais, Marina Silva; e o diretor adjunto da Divisão de Mobilidade e Infraestrutura Digital da AFD, Stephane Carcas.

 

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© Divulgação

Em Paris, governadora Raquel Lyra discute modernização da frota de ônibus da RMR e abastecimento de água

Ainda bem que os bancos estão a apresentar lucros

30 October 2026 at 00:16

Os resultados que os bancos portugueses estão a apresentar são boas notícias para o país. O BCP anunciou esta semana lucros de 874 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,6% do que em 2025. O Santander ganhou 664 milhões, apesar de uma descida de 8,8%. São números expressivos, que confirmam a solidez e a rentabilidade do nosso sistema bancário.

Há quem olhe para estes resultados com desconfiança, como se ganhar dinheiro fosse, por si só, motivo de censura. Não é. Os bancos são empresas, têm acionistas, trabalhadores, clientes e obrigações. Precisam de ser rentáveis para investir, conceder crédito, reforçar os capitais próprios e resistir às crises.

Sobretudo, convém não esquecer o passado. Portugal sabe bem quanto custa ter bancos em dificuldades. O BPN, o BES, o Banif e a própria Caixa Geral de Depósitos, em situações muito diferentes, obrigaram a intervenções públicas que custaram milhares de milhões de euros. Os erros de gestão, os riscos excessivos e as falhas de supervisão acabaram por ter consequências pesadas para os contribuintes e para os clientes, em muitos casos privados de recuperar poupanças de uma vida.

A diferença é enorme. Um banco que dá lucros paga impostos, remunera os seus acionistas, emprega milhares de pessoas e pode acumular capital para financiar a economia. Um banco que entra em colapso pode destruir poupanças, comprometer empresas, abalar a confiança e exigir recursos públicos que fazem falta na saúde, na educação ou noutras prioridades do país. Não foi assim há tanto tempo. Convém não esquecer.

Saudar estes resultados não significa, naturalmente, defender tudo o que os bancos fazem. As comissões cobradas aos clientes, a remuneração dos depósitos, os spreads e as margens de intermediação financeira devem continuar sujeitos a escrutínio. A concorrência tem de funcionar e os consumidores precisam de ser protegidos. Uma banca saudável não fica dispensada de praticar preços justos e prestar bons serviços.

Também não basta apresentar lucros elevados e distribuir dividendos. Os bancos têm uma responsabilidade decisiva no financiamento das empresas, no apoio ao investimento e na modernização da economia. E podem ter agora um papel especialmente importante no combate à crise da habitação, ajudando a financiar a construção de novas casas, aumentando a oferta e criando condições de acesso ao crédito que não comprometam o futuro das famílias. Portugal precisa de crescer mais, de aumentar a produtividade e de criar riqueza. Uma banca capitalizada e bem gerida deve ser parte dessa solução.

Portugal fez um longo caminho desde a crise financeira. Os bancos reduziram o crédito malparado, reforçaram os capitais e recuperaram a confiança. Seria um erro desvalorizar essa transformação. É legítimo exigir mais à banca portuguesa. Mais concorrência, ainda mais transparência, melhores serviços e maior capacidade para apoiar a economia. O que não faz sentido é transformar os seus lucros num problema. O problema nunca foi os bancos ganharem dinheiro. O problema foi, demasiadas vezes, perderem tanto que acabámos todos a pagar a conta.

Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas vai reconhecer melhor gestão

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Uma das categorias do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas reconhece o clube que, ao longo da temporada, destacou-se na gestão, estruturação e valorização da modalidade. Os finalistas ao posto de Melhor Departamento de Futebol Feminino, revelados nesta quinta-feira (29) e escolhidos por representantes dos times que integram a elite do esporte no país, são Bahia, Palmeiras e São Paulo. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia no Museu do Futebol, na capital paulista, no próximo dia 15 de novembro.

O Bahia vive o melhor ano desde que o futebol feminino foi retomado no clube, em 2018, inicialmente em parceria com a Lusaca, de Dias d'Ávila (BA). As Mulheres de Aço estão nas semifinais da Copa do Brasil pela segunda vez seguida e alcançaram, de maneira inédita, um posto entre as quatro principais equipes do país no Campeonato Brasileiro. Sem esquecer da convocação da goleira Yanne para representar o Brasil em amistosos contra a Argentina.

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Fora de campo, o Tricolor colhe frutos da reformulação pela qual a modalidade passou após o Grupo City adquirir 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em 2023. O departamento passou a ter um espaço exclusivo no centro de treinamento (CT) do clube. Além disso, o projeto aposta na continuidade, com 19 atletas do elenco de 2025 - a maior parte titulares - seguindo no grupo, além do próprio técnico Felipe Freitas.

No caso do Palmeiras, o ano começou com o título da Supercopa do Brasil em cima do rival Corinthians, apesar de as campanhas no Brasileirão e na Libertadores (queda nas quartas de final em ambas) ficarem abaixo do esperado. A cada ano, o clube aumenta o aporte no futebol feminino, reforçando o elenco ou apostando em estrutura. No orçamento para 2026, a previsão de investimento na modalidade era de R$ 23,4 milhões. 

A maior parte dos recursos (cerca de R$ 18,5 milhões) teve como destino o elenco, permitindo a contratação de nomes de seleção brasileira como a atacante Bia Zaneratto e a zagueira Antonia. O restante foi direcionado à construção de um CT de excelência em um terreno de 692 metros quadrados, em Vinhedo (SP). A obra foi viabilizada pela venda da centroavante Amanda Gutierres ao Boston Legacy (Estados Unidos), em 2025, por quase R$ 6 milhões.

O São Paulo não poderia ficar fora, já que é o atual campeão brasileiro. A conquista, inclusive, coroa o diferencial do clube na comparação com os principais rivais: o trabalho de base. O elenco profissional tem 14 jogadoras que tiveram formação (parcial ou completa) nas Soberanas. Entre elas, duas atletas - a zagueira Carol Gil e a atacante Isa - com convocações à Amarelinha. O próprio técnico Thiago Viana foi do sub-16 ao sub-20 antes de assumir o profissional, em 2023.

Em paralelo, o Tricolor aprimorou a estrutura de treino e o investimento em profissionais de diferentes especialidades para integrarem as comissões técnicas desde o sub-15 - que, aliás, acabou de ser tricampeão do Paulista F Petrobras da categoria, com transmissão da TV Brasil. Em 2026, o clube contratou psicólogas para as equipes profissional (Nathany Cavalcante) e de base (Djara Fortes, que tem uma década de serviços prestados ao Corinthians).

O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas ainda tem as categorias Craque da Torcida, Jogadora Revelação, Melhor Treinador(a), Melhor Jogadora, Artilheira, Gol Mais Bonito e Futebol Feminino Contra o Feminicídio, além da Seleção da Temporada, com 11 premiadas.

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