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Ainda bem que os bancos estão a apresentar lucros

30 October 2026 at 00:16

Os resultados que os bancos portugueses estão a apresentar são boas notícias para o país. O BCP anunciou esta semana lucros de 874 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,6% do que em 2025. O Santander ganhou 664 milhões, apesar de uma descida de 8,8%. São números expressivos, que confirmam a solidez e a rentabilidade do nosso sistema bancário.

Há quem olhe para estes resultados com desconfiança, como se ganhar dinheiro fosse, por si só, motivo de censura. Não é. Os bancos são empresas, têm acionistas, trabalhadores, clientes e obrigações. Precisam de ser rentáveis para investir, conceder crédito, reforçar os capitais próprios e resistir às crises.

Sobretudo, convém não esquecer o passado. Portugal sabe bem quanto custa ter bancos em dificuldades. O BPN, o BES, o Banif e a própria Caixa Geral de Depósitos, em situações muito diferentes, obrigaram a intervenções públicas que custaram milhares de milhões de euros. Os erros de gestão, os riscos excessivos e as falhas de supervisão acabaram por ter consequências pesadas para os contribuintes e para os clientes, em muitos casos privados de recuperar poupanças de uma vida.

A diferença é enorme. Um banco que dá lucros paga impostos, remunera os seus acionistas, emprega milhares de pessoas e pode acumular capital para financiar a economia. Um banco que entra em colapso pode destruir poupanças, comprometer empresas, abalar a confiança e exigir recursos públicos que fazem falta na saúde, na educação ou noutras prioridades do país. Não foi assim há tanto tempo. Convém não esquecer.

Saudar estes resultados não significa, naturalmente, defender tudo o que os bancos fazem. As comissões cobradas aos clientes, a remuneração dos depósitos, os spreads e as margens de intermediação financeira devem continuar sujeitos a escrutínio. A concorrência tem de funcionar e os consumidores precisam de ser protegidos. Uma banca saudável não fica dispensada de praticar preços justos e prestar bons serviços.

Também não basta apresentar lucros elevados e distribuir dividendos. Os bancos têm uma responsabilidade decisiva no financiamento das empresas, no apoio ao investimento e na modernização da economia. E podem ter agora um papel especialmente importante no combate à crise da habitação, ajudando a financiar a construção de novas casas, aumentando a oferta e criando condições de acesso ao crédito que não comprometam o futuro das famílias. Portugal precisa de crescer mais, de aumentar a produtividade e de criar riqueza. Uma banca capitalizada e bem gerida deve ser parte dessa solução.

Portugal fez um longo caminho desde a crise financeira. Os bancos reduziram o crédito malparado, reforçaram os capitais e recuperaram a confiança. Seria um erro desvalorizar essa transformação. É legítimo exigir mais à banca portuguesa. Mais concorrência, ainda mais transparência, melhores serviços e maior capacidade para apoiar a economia. O que não faz sentido é transformar os seus lucros num problema. O problema nunca foi os bancos ganharem dinheiro. O problema foi, demasiadas vezes, perderem tanto que acabámos todos a pagar a conta.

A injustiça é residente habitual

30 October 2026 at 00:10

 

Há uma injustiça fiscal que o país se tem habituado a tolerar. Duas pessoas com rendimentos semelhantes pagam impostos muito diferentes porque uma sempre viveu cá e outra chegou há pouco tempo.

O regime dos residentes não habituais trouxe investimento e receita. Mas também desigualdade. Em 2024, a despesa fiscal estimada atingiu 1.741 milhões de euros. E nunca houve uma avaliação global dos custos e benefícios. Um pequeno detalhe, tratando-se de milhares de milhões.

Na crise de habitação que vivemos, foi mais uma variável de pressão sobre os preços nos grandes centros urbanos. Não criou a crise, mas ajudou a agravá-la.

Entretanto, o contribuinte português paga IRS, IVA e contribuições sociais. E, quando o SNS não responde ou a escola pública falha, paga outra vez no privado. Depois abre o Instagram e descobre que Portugal é um paraíso: tudo barato, tudo maravilhoso, tudo excecional. Com rendimentos internacionais e impostos reduzidos, até dá vontade de concordar.

Mas a culpa não é de quem aproveita a lei. É de quem a fez. E esta medida tem muitos pais, muitas madrastas e demasiados órfãos de responsabilidade.

Por exemplo, o Bloco de Esquerda, a coletividade política mais representada na “vanguarda” da acampada, denunciou esta injustiça e propôs acabar com o regime. Mas, quando negociou os Orçamentos, outras prioridades prevaleceram. A injustiça era suficientemente grave para os discursos, não para ser condição indispensável dos acordos.

O regime foi revogado, mas os benefícios sobrevivem e outros lhes sucederam. Atrair talento e investimento é desejável. O que não é aceitável é transformar a exceção fiscal numa política permanente, enquanto quem cá vive e trabalha continua a suportar a regra. A competitividade fiscal não pode fazer-se à custa da justiça fiscal.

É tempo de rever os benefícios e aliviar quem trabalha e paga impostos em Portugal. Comecemos, no curto prazo, pela habitação, onde esta desigualdade também deixou marcas. Porque o país barato dos influenciadores é, para muitas famílias portuguesas, um país cada vez mais caro. E a justiça fiscal não pode continuar a ser um benefício reservado a alguns.

Ministro do Reino Unido anuncia bilhões de libras de ajuda às famílias

28 October 2026 at 15:19

O ministro das Finanças britânico, John Healey, anunciou medidas de apoio para que as famílias enfrentem as “tempestades econômicas globais”, por meio de subsídios para ​contas de energia e do congelamento do imposto sobre combustíveis para motoristas.

As medidas fazem parte ​do primeiro projeto de orçamento do governo do primeiro-ministro Andy Burnham.

Healey disse ao Parlamento nesta quarta-feira (28) que aumentaria os impostos sobre bancos, os jogos de azar e a renda de poupadores e proprietários de imóveis, ao mesmo tempo em que tornaria mais rígidas as regras do imposto sobre valor agregado para plataformas de comércio eletrônico — como Amazon e Temu.

O objetivo dessas ações é financiar o pacote.

Healey afirmou que a economia enfrenta um impacto causado pelo conflito no Golfo Pérsico, bem como pelas tensões comerciais globais e pela guerra na Ucrânia.

“Essas são as tempestades que enfrentamos. Não podemos simplesmente ignorá-las. Precisamos escolher o rumo que vamos seguir para atravessá-las”, disse.

Cerca de 20 ⁠milhões de famílias que moram em residências de menor valor receberiam ​um pagamento de 100 libras para ajudar a compensar o aumento de suas contas de energia, o que custaria 2,6 bilhões de libras, ​afirmou.

Healey também disse que manteria o congelamento das alíquotas do imposto sobre combustíveis, prorrogando até pelo menos julho o corte temporário de cinco pence introduzido em 2022.

Revisão para baixo da projeção de crescimento em 2027

A economia britânica tem resistido, até ⁠o momento, ao choque nos preços da energia causado pela guerra no Irã. No entanto, o aumento da inflação e a ​perspectiva ‌de taxas de juros mais altas provavelmente desacelerarão a economia no próximo ano.

O PIB (Produto Interno Bruto) está a caminho de crescer 1,2% em 2026, um leve aumento em ⁠relação à previsão anterior, de 1,1%, anunciada pelo OBR (Escritório de Responsabilidade Orçamentária) em março.

O OBR agora espera que o PIB cresça 1,0% em 2027, uma queda acentuada em relação à previsão de março, de 1,6%, disse Healey.

A produção econômica deveria crescer 1,6%, 1,8% e 1,7% em 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Essas projeções contrastam com as previsões de crescimento ‌anteriores do ⁠órgão de fiscalização orçamentária, que ‌apontavam para 1,6% em 2028 e 1,5% em 2029 e 2030.

Ao assumir o cargo em Downing Street em julho, Burnham prometeu “as maiores mudanças dos últimos 40 anos”, incluindo um papel mais significativo do Estado na economia.

Mas Healey, ex-dirigente sindical, precisa agir com cautela para evitar aumentar a pressão do mercado de títulos sobre o novo governo de Burnham.

As ⁠medidas anunciadas antes de seu discurso no Parlamento incluíram a eliminação das taxas fixas nas contas ⁠de gás, o que reduziria os custos para a maioria das famílias.

O governo britânico também anunciou reduções nas tarifas de alguns produtos importados, incluindo pepininhos e marmelada.

Mais de 20 bilhões de libras em ‌apoio adicional serão destinados a instituições financeiras estatais para estimular investimentos em inteligência artificial, defesa e energia verde até o início da década de 2030.

Healey afirmou que reduzirá a burocracia para as empresas, a fim de economizar 800 milhões de libras por ano para elas.

Espera-se que o discurso inclua detalhes sobre como o governo planeja dar aos prefeitos regionais mais controle sobre as receitas tributárias, como parte da iniciativa de descentralização promovida por Burnham.

As opções de gastos de Healey estão limitadas pelo ‌aumento nos custos dos empréstimos no Reino Unido e em todo o mundo desde o início da guerra no Irã, o que reduziu a margem para atingir a meta principal de saneamento das finanças públicas.

Ele afirmou que a reserva do governo para atingir sua principal meta fiscal até o final da década caiu ⁠de 24 bilhões de libras para 15 bilhões, mas que o governo ainda assim cumprirá seus objetivos fiscais, apesar dos choques causados pela guerra no Irã.

“É para isso que serve uma reserva. Use-a quando precisar. Reconstrua-a quando puder”, disse Healey.

“Portanto, apesar dos desafios globais, este Orçamento nos coloca no caminho certo para eliminar o atual déficit orçamentário e ​levar as finanças do Reino Unido ao superávit em três anos.”

Após grandes aumentos de impostos e gastos nos dois orçamentos da ex-ministra das Finanças Rachel Reeves, esta quarta-feira foi ​apresentada como um momento de “estabilidade” para a economia britânica.

A maior esperança de Healey é o fim da guerra no Irã, o que reduziria os gastos do governo com o serviço da dívida pública de 3 trilhões de libras.

Essas despesas já estavam a caminho de consumir mais de 10% dos gastos públicos antes mesmo do início da guerra.

Healey afirmou que os juros da dívida no atual exercício fiscal custariam mais de ‌14 bilhões de libras.

Programação Cineteatro Louletano – Outubro Parte 3

24 October 2026 at 07:00

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares.

A 25 de outubro, domingo, às 11h30, há “Jazz para Famílias”, no Auditório do Solar da Música Nova, pelo Trio da Orquestra de Jazz do Algarve. É um concerto comentado,  para uma primeira descoberta do universo do jazz, de forma descontraída e interativa. Entre interpretações ao vivo e curiosidades sobre os instrumentos, os estilos e a improvisação, as famílias são convidadas a trazer os mais novos (maiores de 10 anos).

Também a 25, mas pelas 17h00, o Cineteatro Louletano recebe, uma vez mais, o “Concerto pela Paz”, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação. É às 17h00, e a entrada é gratuita. 

E por fim, a 30 e a 31, a bailarina e coreógrafa Maria Fonseca traz a Loulé ATA, um espetáculo que trabalha o tema da morte, investigando novas formas de presença, cuidado e ritual, abrindo espaço para outras maneiras de habitar a morte como parte da vida. A sessão de dia 30, às 14h30, é reservada a lares e instituições particulares de solidariedade social (IPSS). A de dia 31, sábado, é às 17h00, dedicada ao público em geral.

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Portimão prolonga e reforça medidas excecionais de apoio às famílias para 2027

23 October 2026 at 16:32

A decisão surge num contexto que continua a pesar no orçamento das famílias. A instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente, mantém elevados os custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais. A isto soma-se a crise habitacional, que no Algarve se faz sentir com particular intensidade e […]

Portimão prolonga e reforça medidas excecionais de apoio às famílias para 2027

23 October 2026 at 15:15

Em nota enviada ao nosso jornal a edilidade portimonense informa que a decisão surgiu num contexto que continua a pesar no orçamento das famílias.

Explica que a instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente, mantém elevados os custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais. A isto soma-se a crise habitacional, que no Algarve se faz sentir com particular intensidade e torna cada vez mais difícil pagar a renda ao fim do mês.

No Município de Portimão, o Subsídio de Apoio ao Arrendamento abrange hoje 677 agregados familiares, mais 132 do que no início de 2026. O investimento anual é de 2.257.671 euros, suportado integralmente pelo Município. A Tarifa Social da Água abrange 992 agregados e a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos apoia 107.
No total, são mais de 1.700 famílias que contam com estes apoios para pagar a renda, a água ou a medicação.

Ou seja, o Município de Portimão mantém os valores de apoio e reforça sobretudo a continuidade. Os apoios em vigor passam a ser renovados automaticamente, para que nenhuma família perca o apoio por razões administrativas ou por ter atingido um prazo. No caso do arrendamento, a renovação automática aplica-se também às situações que atinjam o limite de três anos.

Refere também a edilidade portimonense que o apoio ao arrendamento, a comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, de acordo com o rendimento do agregado. O limite de rendimento per capita para aceder ao apoio passa a ser de 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, o que permite chegar a mais famílias. O período mínimo de residência no concelho exigido baixa de cinco para dois anos.
O subsídio continua a ser pago pela Câmara Municipal mediante comprovativo mensal do pagamento da renda.

Já a Tarifa Social da Água segue as mesmas regras de acesso: limite de rendimento alargado, dois anos de residência no concelho e renovação automática das tarifas em vigor.

Em termos da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, as condições de acesso também são alargadas e a renovação passa a ser automática. O valor anual do apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o escalão de rendimento.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.

Os apoios continuam abertos a novas candidaturas.
Para mais informações sobre condições de acesso e prazos, a autarquia de Portimão diz que os interessados podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site do Município.

Todos los actuales monarcas europeos descienden de una familia de la que nunca has oido hablar: los Oldemburgo

A todos nos resultan familiares determinadas dinastías europeas; Borbón, Habsburgo, Avis, Plantagenet, Trastámara, Lancaster, Romanov, Bernadotte, Estuardo o Windsor, por citar sólo una pequeña parte. Pero es curioso que una de las que han dejado una huella más profunda y duradera no sea tan conocida; nos referimos a la Casa de Oldemburgo, que a través […]

Mais famílias apoiadas no arrendamento no Concelho de Loulé

3 September 2026 at 07:03

No âmbito da Estratégia Local de Habitação 2019-2032, foram celebrados ao longo da última semana os contratos com os munícipes apoiados na 4ª edição do Subsídio ao Arrendamento Habitacional.

Esta medida destinada a apoiar agregados familiares que enfrentam uma elevada sobrecarga financeira com os custos da habitação e têm dificuldades de acesso ao mercado de arrendamento local.

Este apoio pretende reduzir o esforço financeiro das famílias com despesas de arrendamento, contribuindo para garantir o acesso e a permanência numa habitação adequada e a custos comportáveis.

Nesta 4ª edição, são apoiados 65 agregados familiares, reforçando o compromisso do Município de Loulé com uma política de habitação mais inclusiva e próxima das necessidades da população.

“Vamos aumentar o valor canalizado para esta iniciativa, bem como o número de famílias apoiadas. A par da entrega de habitações para arrendamento, esta é uma das principais medidas para responder a um problema que é global e que se sente também de forma acentuada no nosso concelho”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

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