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Trégua negociada por Melania Trump interrompe ataques em cidade na Ucrânia

30 October 2026 at 15:39

Centenas de moradores de uma cidade ocupada no sul da Ucrânia, que sobreviveram durante meses sem acesso a suprimentos básicos, começaram a ser retirados nesta sexta-feira (30) sob um acordo de cessar-fogo negociado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.

A cidade de Oleshky, na região ucraniana de Kherson, está sob ocupação russa contínua desde abril de 2022. Cerca de 2 mil pessoas, incluindo 50 crianças, continuam presas no município, que foi severamente destruído, segundo autoridades ucranianas. Todas as rotas de acesso estavam fortemente minadas ou tomadas por drones, o que tornava impossível a fuga até a entrada em vigor da trégua.

“A delegação ucraniana, juntamente com os moradores retirados de Oleshky, partiu em direção a Anapa, na Rússia. De lá, eles seguirão de avião para Belarus e, depois, voltarão para casa de ônibus”, afirmou o parlamentar ucraniano Davyd Arakhamia no Telegram.

A situação humanitária se deteriorou nos últimos meses. Segundo autoridades ucranianas, em setembro a cidade ficou sem alimentos e outros suprimentos, além de não ter acesso a eletricidade, gás, medicamentos e outros itens essenciais. A situação crítica provocou preocupação internacional, com organizações, líderes religiosos e outras entidades pedindo medidas urgentes.

Segundo relatos, moradores passaram a procurar restos de alimentos e comer ervas daninhas. Corpos de pessoas que morreram chegaram a permanecer nas ruas.

A trégua temporária entrou em vigor na terça-feira e, desde então, foi ampliada para toda a região de Kherson. O cessar-fogo também trouxe alívio à cidade de Kherson, capital regional controlada pela Ucrânia, que vinha sendo alvo de ataques quase constantes de drones russos.

O acordo deve expirar no domingo (1º).

Comissária de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantratova, e o ouvidor da Ucrânia, Dmytro Lubinets, conversam com jornalistas em uma área da região de Kherson controlada pela Rússia, em 30 de outubro.

O ouvidor ucraniano Dmytro Lubinets viajou a Oleshky para acompanhar pessoalmente os moradores durante a saída em direção ao território controlado pela Ucrânia. Com isso, tornou-se o primeiro representante de alto escalão do governo ucraniano a viajar abertamente para áreas ocupadas sob controle russo desde o início da guerra.

“Estamos em Oleshky”, afirmou ele em comunicado. “As pessoas que querem ir para o território da Federação Russa estão se reunindo aqui, assim como aquelas que desejam partir para o território da Ucrânia. Todos terão essa oportunidade.”

Mulheres caminham por um mercado local sob redes de proteção contra drones instaladas sobre uma rua em Oleshky.

A homóloga russa de Lubinets, Yana Lantratova, também estava presente em Oleshky. Os dois apareceram em vídeos lado a lado, conversando com moradores da região.

A retirada começou durante a tarde, no horário local. Segundo Lubinets, 25 ônibus, com capacidade total para 750 passageiros, participam da operação. A previsão é que eles cheguem à fronteira ucraniana em algum momento de sábado.

Voluntários da Cruz Vermelha transportam um homem em uma maca para uma ambulância durante uma operação de retirada em Oleshky, na região de Kherson, na Ucrânia.

Vídeos divulgados pelo gabinete de Lubinets mostram o ouvidor cumprimentando grupos de moradores emocionados em Oleshky e conversando sobre a viagem. Em uma das gravações, ele fala com pessoas que estão partindo sobre os moradores que desejam permanecer na cidade.

“Disseram-me que essa é uma escolha deles. Pelo menos vamos garantir que alguma ajuda humanitária chegue até lá”, afirmou.

Cerca de 40% da população da cidade antes da guerra, que era de aproximadamente 24 mil pessoas, conseguiu fugir para territórios controlados pela Ucrânia quando isso ainda era possível, no início do conflito, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, organização americana que acompanha conflitos. Milhares de outras pessoas conseguiram escapar desde então, mas muitas permaneceram, seja por não conseguirem ou por não quererem partir.

A cidade desempenha um papel importante nas operações militares russas na região. Ela fica próxima às margens do rio Dnipro, diretamente em frente às posições ucranianas.

Enquanto os dois lados trocam ataques, os moradores de Oleshky ficam no meio do conflito.

Todas as rotas de fuga em direção à Ucrânia foram gradualmente bloqueadas à medida que a ocupação russa se intensificava.

Anteriormente, ainda era possível deixar a cidade seguindo por áreas mais profundas do território controlado pela Rússia. Isso também se tornou impossível nos últimos meses, com a intensificação dos combates e as rotas de saída tomadas por minas terrestres ou drones.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de minar as rotas de acesso à cidade em uma tentativa de impedir que os moradores deixassem a região.

Bukele envia milhares de soldados ao Haiti após ataque de gangues

30 October 2026 at 15:19

O envio de milhares de soldados de El Salvador ao Haiti, dias depois do desaparecimento de quatro integrantes salvadorenhos de uma força apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante uma emboscada de gangues, representa o primeiro grande teste internacional das táticas de combate a grupos criminosos do presidente Nayib Bukele.

Cerca de 2 mil soldados salvadorenhos estavam no Haiti na noite de quarta-feira (28), segundo um funcionário da área de segurança ouvido pela Reuters. Duas fontes com conhecimento do assunto disseram que, por enquanto, o contingente será limitado a 2.500 militares. No entanto, as autoridades ainda não esclareceram quem estará no comando das tropas nem quais serão as regras de engajamento, o que alimenta preocupações sobre riscos adicionais para os civis em um país com um longo histórico de intervenções estrangeiras prejudiciais.

Na quinta-feira (29), o governo salvadorenho divulgou imagens do envio das tropas ao Haiti.

Bukele apresentou o deslocamento como uma missão de resgate dos quatro técnicos de aeronaves que integravam a Força de Supressão de Gangues no Haiti, apoiada pela ONU. Eles estão desaparecidos desde que saltaram de um veículo em chamas durante a emboscada em uma área controlada por gangues nos arredores da capital, Porto Príncipe.

Autoridades haitianas e salvadorenhas afirmaram que a principal missão das tropas é resgatar os técnicos desaparecidos. No entanto, a dimensão do contingente — que alcançou em dez dias um número de soldados que a força apoiada pela ONU teve dificuldades para mobilizar ao longo de mais de um ano — levantou questionamentos sobre a possibilidade de os militares integrarem uma operação mais ampla e de longo prazo.

EUA pedem a europeus que moderem retórica em relação à Rússia, diz agência

30 October 2026 at 15:13

Autoridades do Pentágono solicitaram, nas últimas semanas, a vários países da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que moderassem sua retórica em relação à ameaça representada pela Rússia, argumentando que algumas declarações de líderes e autoridades europeias prejudicaram a segurança continental, segundo quatro pessoas a par do assunto.

Entre os países que receberam mensagens instando-os a moderar suas declarações públicas estão a Lituânia, a Letônia e a Estônia, disseram as fontes, que falaram sob condição de anonimato. Não ficou claro se as mensagens, que foram transmitidas em reuniões bilaterais, foram repassadas a outros governos europeus.

Os pedidos dos Estados Unidos ocorrem no momento em que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, retoma os esforços para pressionar por um fim negociado à guerra em grande escala na Ucrânia, que já está em seu quinto ano. A iniciativa mais recente combina incentivos para a Rússia — incluindo o alívio das sanções — com pressão sobre a Ucrânia para que interrompa seus ataques à infraestrutura energética russa.

Questionado sobre o assunto, um funcionário do Pentágono disse: “Conversas privadas entre aliados são exatamente isso, portanto, não faremos comentários sobre essas alegações”.

Entre os comentários que chamaram a atenção das autoridades norte-americanas estão sugestões de líderes europeus de que a Rússia está encurralada e recorrendo a medidas cada vez mais desesperadas, à medida que sua invasão da Ucrânia fica cada vez mais lenta, disse uma das fontes.

O chefe de política do Pentágono, Elbridge Colby, figura-chave na revisão em andamento dos níveis de tropas norte-americanas na Europa, foi uma das autoridades dos EUA que transmitiu a mensagem, disseram as fontes. A Reuters não conseguiu determinar quais outras autoridades estavam envolvidas.

Nenhuma das fontes, que incluem três autoridades europeias e uma autoridade norte-americana, sugeriu que a recomendação tenha sido comunicada de maneira conflituosa.

As mensagens dos EUA refletem um debate dentro da Otan sobre como abordar publicamente a ameaça de uma Rússia cada vez mais assertiva.

Algumas autoridades ocidentais argumentaram que enfatizar a ameaça representada por Moscou poderia favorecer o Kremlin, que, segundo elas, busca semear o medo e minar o apoio à Ucrânia.

Outros argumentam que os governos europeus devem ser transparentes para mostrar aos seus eleitores que são necessários sacrifícios e recursos para manter Moscou à distância. Isso é especialmente verdadeiro, já que a Rússia parece estar acelerando uma campanha secreta de sabotagem por todo o continente.

A Rússia negou estar conduzindo tal campanha.

*Reportagem de Antoni Slodkowski, em Nova York; Gram Slattery, em Washington, e Andrius Sytas, em Vilnius; Reportagem adicional de Phil Stewart, em Washington

Entenda o que está por trás da tensão entre Trump e Zelensky

 

Papa Leão XIV solicita voto por correio em eleição nos Estados Unidos

30 October 2026 at 12:43

O papa Leão XIV teria solicitado uma cédula para votar pelo correio nas Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos, o que abriria caminho para que ele se tornasse o primeiro pontífice a votar em uma eleição democrática secular.

O primeiro papa americano está entre a “lista de pessoas que solicitaram uma cédula para votação pelo correio nas próximas eleições”, afirmou Kim Fladhammer, chefe de gabinete do escritório do secretário eleitoral do condado de Will, ao jornal Chicago Sun-Times. O papa solicitou a cédula usando seu nome de batismo, Robert Francis Prevost.

Michael Walsh, historiador britânico e autor de vários livros sobre o papado, afirmou que Leão XIV seria o primeiro papa a votar em uma eleição democrática secular.

“Não acho que os papas tenham votado em eleições democráticas antes”, disse ele à CNN.

Não está claro se o próprio pontífice solicitou a cédula pelo correio ou se ela foi gerada automaticamente. Registros mostram que o papa, que continua sendo cidadão americano, está registrado como eleitor em New Lenox, subúrbio de Chicago onde mora seu irmão John.

O pontífice, nascido em Chicago, participou das primárias dos partidos Republicano e Democrata nos últimos anos e também votou na eleição presidencial de 2024.

Desde que foi eleito papa, em maio de 2025, Leão XIV tem incentivado a participação cívica e pedido que as pessoas se manifestem sobre a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

“Eu convidaria os cidadãos de todos os países envolvidos a entrar em contato com as autoridades — líderes políticos, congressistas — para pedir, para dizer a eles, para trabalhar pela paz e rejeitar a guerra e a violência”, afirmou o papa Leão aos jornalistas em abril.

O pontífice entrou em conflito com o governo do presidente Donald Trump por causa da guerra no Irã e da intensificação das medidas contra a imigração. No início deste ano, Trump lançou uma série sem precedentes de ataques verbais contra Leão XIV, embora tenha reduzido as críticas recentemente — frequentemente mencionando que o irmão mais velho do papa, Louis, é apoiador do movimento MAGA.

A CNN solicitou comentários ao Vaticano e ao escritório do secretário eleitoral do condado de Will.

Quem é Robert Prevost, o papa Leão XIV?

Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil, diz Reuters

30 October 2026 at 11:35

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, afirmaram na quinta-feira (29) uma autoridade norte-americana e outra pessoa a par do assunto.

Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a reeleição por cerca de 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto.

A autoridade norte-americana e a pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.

A postura do governo Trump sugere que o presidente pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por altos e baixos nos últimos meses.

Partida logo após a eleição

Uma terceira autoridade norte-americana, também falando sob condição de anonimato, disse que o capital político de Flávio diminuiu agora que ele está no autoexílio. Muitos conservadores no Brasil que esperavam que ele liderasse a oposição nos próximos anos criticaram a fuga.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu. O governo brasileiro e um representante de Flávio Bolsonaro também não responderam aos pedidos de comentário.

O pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso por tentativa de golpe para permanecer no poder após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Algumas autoridades brasileiras, também falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que a partida de Flávio ajuda Lula ao enfraquecer a oposição conservadora no Congresso.

A viagem do senador aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que ele entregasse seu passaporte, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que o investiga por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O pedido da polícia ocorreu poucos minutos após a declaração da vitória de Lula, uma sequência de eventos que alguns conservadores apontaram como evidência de motivação política.

Apoiadores do governo Lula destacam que, dias antes da eleição, o irmão de Flávio, Eduardo, sugeriu publicamente que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse. Eduardo, ex-deputado federal que vive nos EUA, foi condenado pelo STF em junho por tentar obter interferência do governo Trump no julgamento de seu pai.

Autoridades argentinas informaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e duas filhas atravessaram uma ponte rumo ao norte da Argentina às 22h50 de terça-feira, antes de embarcarem em um avião fretado às 23h30. Flávio e sua família voaram então para Miami, via Equador.

Não está claro como o senador viajou de sua casa em Brasília até a ponte, a 1.300 km de distância, nem como saiu do Brasil sem o conhecimento das autoridades alfandegárias brasileiras. Mas, durante essa viagem, Flávio Bolsonaro entrou em contato com várias autoridades norte-americanas a respeito de sua partida, segundo uma dessas autoridades.

Jason Miller, um assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo a partir da Argentina, disse a pessoa a par do assunto – informação também revelada pelo jornal The News York Times. Durante a viagem de Flávio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recomendou a Trump que a entrada do senador fosse permitida, o que o presidente aprovou, segundo a autoridade norte-americana.

Durante o voo de duas etapas de Flávio, autoridades do Departamento de Estado se empenharam para determinar a melhor via legal para a entrada dele e de sua família, discutindo o assunto com funcionários do Departamento de Segurança Interna. Por fim, as autoridades norte-americanas concederam a eles “parole humanitária” na fronteira, um status temporário concedido a indivíduos quando há questões humanitárias urgentes ou um interesse público significativo em jogo, acrescentou a autoridade.

Em uma carta aberta publicada no X na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se autoproclamou “o presidente eleito”. Em seguida, excluiu essa versão e a atualizou com outra carta, na qual afirmava ser o “líder” legítimo do Brasil.

A fuga de Flávio foi o capítulo mais recente de um período tumultuado na política brasileira e nas relações entre os EUA e o Brasil.

Mesmo tendo atacado a forma como o Brasil conduziu a eleição, Trump se absteve de criticar Lula.

“Gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, disse Trump aos repórteres na segunda-feira. “Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão.”

Mauro Vieira vai ao G20 em meio à crise entre Brasil, EUA e Argentina

30 October 2026 at 10:30

O chanceler Mauro Vieira participará da Reunião de Ministros de Relações Exteriores do G20, em Atlanta, Estados Unidos, em meio a tensões com o governo americano e da Argentina após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à presidência da República.

O evento funciona como uma prévia da Cúpula de Líderes marcada para dezembro e será sediado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta sexta-feira (30) e sábado (31).

Rubio é responsável pelas ações de política externa do governo de Donald Trump.

No último ano, ele tem intensificado sua influência na América Latina com ações em países como Peru, Chile e Colômbia, que elegeram presidentes de direita e alinhados ideologicamente ao trumpismo.

Encontros nos corredores

Em Atlanta, o ministro brasileiro de Relações Exteriores participará de três sessões de trabalho sobre questões geopolíticas, energia e cadeias de suprimento. “Manterá, ainda, reuniões bilaterais”, diz o comunicado.

Embora não haja encontros oficiais divulgados entre o chanceler brasileiro com Rubio ou com seu homólogo argentino, Pablo Quirno, espera-se que eles possam ter conversas informais em Atlanta.

A última reunião pública de Vieira e Rubio foi em março deste ano, às margens do encontro de chanceleres do G7, que aconteceu em Vaux-de-Cernay, na França.

“Foram tratadas questões comerciais e o diálogo em curso para o aprofundamento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional”, afirmou o Itamaraty na ocasião.

O G20 reúne as maiores economias do mundo e sua cúpula anual está marcada para os dias 14 e 15 de dezembro, em Miami, com a presença dos seus líderes.

EUA e Argentina ajudaram Flávio a sair do país, dizem jornais

O jornal The New York Times revelou que Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA nesta semana.

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT.

“O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

Questionada sobre o assunto pela CNN Brasil, a Casa Branca redirecionou os questionamentos a Jason Miller. A CNN Brasil também entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o assessor de Trump e aguarda retorno.

Já uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio passou pela fronteira e embarcou no jatinho fretado.

Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump.

Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados.”

“Escudo das Américas”: Entenda aliança contra o crime organizado

Queda de helicóptero na Índia deixa mortos, diz TV

30 October 2026 at 09:54

 Seis pessoas morreram na queda de um helicóptero no estado indiano do Himalaia, Uttarakhand, na sexta-feira (30), informaram canais de televisão locais, acrescentando que suspeita-se que o mau tempo tenha sido a causa.

O helicóptero estava voando de Badrinath, um importante destino de peregrinação para os hindus localizado nas montanhas, para a cidade de Dehradun, transportando cinco passageiros e um piloto, informou a agência de notícias ANI.

O chefe do governo de Uttarakhand, Pushkar Singh Dhami, disse que seu gabinete recebeu informações sobre a queda de um helicóptero perto de uma vila na região de Joshimath.

Uma operação conjunta de resgate estava sendo realizada pela administração distrital, equipes de gerenciamento de desastres e tropas na região, disse Dhami em uma postagem no X.

Canais de televisão informaram que equipes de resgate se deslocaram rapidamente para o local do acidente e que era possível ver fogo e fumaça.

*Em atualização

Jornal russo cofundado por Nobel da Paz fecha e denuncia censura de Putin

30 October 2026 at 09:45

O jornal independente russo Novaya Gazeta anunciou nesta sexta-feira (30) que encerrará suas atividades após o que descreveu como uma campanha incessante das autoridades do governo de Vladimir Putin contra o veículo.

A ofensiva incluiu ações de promotores contra alguns de seus principais jornalistas e deixou o jornal sem apoio financeiro e sem sede.

O periódico, frequentemente crítico às autoridades, existe há mais de três décadas e já enfrentou sérios problemas no passado. Seis de seus jornalistas, incluindo a repórter investigativa Anna Politkovskaya, foram assassinados em diferentes circunstâncias.

O editor-chefe e cofundador da publicação, Dmitry Muratov, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2021 por “esforços para salvaguardar a liberdade de expressão.”

Assim como outros veículos de comunicação independentes do Estado, o Novaya Gazeta passou a sofrer pressão cada vez maior das autoridades depois que a Rússia lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia, em 2022, e introduziu amplas regras de censura.

As normas preveem longas penas de prisão para quem desacreditar o Exército russo ou divulgar informações que as autoridades considerem notícias falsas.

“Em 9 de novembro, apagaremos as luzes da casa onde vivemos por 30 anos, desligaremos nossos servidores e partiremos. O jornal não existe mais. As autoridades russas e os serviços de segurança do país obrigaram nossa equipe editorial a encerrar suas atividades”, afirmou o Novaya Gazeta em comunicado.

“Mais de 30 anos de nossas vidas compartilhadas com nosso país e seus cidadãos chegarão ao fim, deixando-nos sem lar, sem meios de subsistência e sob constante ameaça de repressão. Continuamos enquanto pudemos, mas fomos expulsos de nossa casa, e a plataforma de doações que nos permitia receber apoio financeiro de nossos leitores foi fechada. Fomos privados de todos os nossos recursos”, acrescentou o jornal.

Não houve comentário imediato das autoridades.

O Kremlin, no entanto, que acusa serviços de inteligência estrangeiros de tentar estimular o descontentamento na sociedade russa, já afirmou anteriormente que algum nível de censura é necessário em um momento em que a Rússia enfrenta o que descreve como uma luta existencial contra o Ocidente por causa da Ucrânia.

Entenda o que está por trás da tensão entre Trump e Zelensky

 

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