O petróleo Brent, referência global, encerrou esta sexta-feira (30) no maior preço desde o início de maio. A alta é uma resposta do mercado a uma possível nova escalada do conflito no Irã após o fim das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
No dia, o contrato de petróleo de janeiro, o mais negociado do Brent, fechou em alta de 2,07%, cotado a US$ 113,10 patamar mais alto desde o dia 1º de maio. A sessão que encerrou as negociações do mês de outubro também marcou uma valorização mensal de 14,32%, a maior desde julho.
O contrato de dezembro do WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, fechou o dia com alta de 0,93%, a US$ 102,95. A alta mensal foi de 13,86%.
“Os operadores continuarão focados nos fluxos de petróleo do Oriente Médio e na provável escalada por parte dos Estados Unidos e das forças aliadas”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.
O ataque a um petroleiro no estreito de Hormuz nesta sexta amparou as preocupações do mercado. O ataque foi realizado por meio de dispositivos explosivos acoplados por uma pequena embarcação, informou o UKMTO, o serviço britânico de segurança marítima.
Não ficou claro imediatamente quem ordenou o ataque, que foi o primeiro bem-sucedido conhecido na via navegável usando minas-ventosa explosivos fixados ao casco de um navio a partir de uma pequena embarcação desde o início da guerra EUA-Israel com o Irã, em fevereiro, segundo fontes do setor.
Maior probabilidade de uma escalada
Os EUA ordenaram que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita a partir de 23 de outubro devido a riscos de segurança, informou a embaixada dos EUA em Riad nesta sexta, citando ataques houthis a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas.
Os militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram na véspera que haviam atacado vários locais na Arábia Saudita, incluindo a grande refinaria de petróleo de Ras Tanura, a refinaria de Rabigh e uma unidade de produção em Abqaiq, de propriedade da petrolífera estatal Saudi Aramco.
Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter interceptado um míssil de cruzeiro lançado pelos houthis em direção à região oeste do reino.
Enquanto isso, mediadores do Qatar retornaram a Teerã nesta sexta como parte de esforços coordenados para chegar a um acordo entre os EUA e o Irã, disse à Reuters uma autoridade a par das negociações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (29) que o vice-presidente J.D. Vance havia entrado em contato com o Irã para ajudar o país a obter suprimentos médicos, depois que a mídia norte-americana noticiou que Vance havia escrito ao principal responsável pela segurança de Teerã para retomar as negociações de paz.
O Irã recebeu uma carta de Vance, mas ainda não respondeu a ela, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, acrescentando que Teerã quer que os EUA atendam às suas condições e que “qualquer posição que contradiga esse quadro é inaceitável”.
Os preços do petróleo podem se tornar ainda mais voláteis nas próximas semanas devido às recentes eleições em Israel e às eleições de meio de mandato nos EUA em 3 de novembro, de acordo com um relatório do Saxo Bank.
Os eleitores dos Estados Unidos irão às urnas no dia 3 de novembro para votar nas Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, nas quais elegerão integrantes da Câmara dos Representantes e do Senado, além de governadores em diversos estados do país.
Essa votação é chamada “Eleição de Meio de Mandato” porque acontece na metade de cada mandato presidencial. Por definição, não envolvema figura do presidente.
No entanto, para quem acredita que, este ano, elas carecem de dramaticidade ou importância, vale considerar estes dois dados:
Além disso, até 12 de outubro, um montante recorde de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) já havia sido gasto em propaganda política.
Leia Mais:
Segundo a AdImpact, empresa que monitora essas atividades, os maiores gastos concentram-se em disputas acirradas para o Senado nos estados do Texas, Ohio e Michigan.
Ainda assim, as Eleições de Meio de Mandato costumam atrair menos eleitores do que as votações presidenciais, que possuem maior visibilidade. Lembrando que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos
Para se ter uma ideia, mais de 155 milhões de votos foram registrados na eleição presidencial de 2024.
Atualmente, os republicanos detêm uma maioria de 218 cadeiras a 214 na Câmara — que conta com duas vagas em aberto e um parlamentar independente que alinha seu voto ao dos republicanos.
Para assumir o controle, os democratas precisam conquistar um “saldo líquido” de quatro cadeiras.
A oposição também luta pelo controle do Senado, onde os republicanos possuem maioria de 53 a 47 cadeiras. Os democratas precisam conquistar quatro assentos para obterem a maioria.
Dez disputas — incluindo as nos estados do Maine, Ohio, Carolina do Norte, Iowa e Geórgia — podem definir o resultado final.
As eleições deste ano também incluem disputas para governador em 36 dos 50 estados dos EUA, além de votações em praticamente todos os estados para o preenchimento de vagas em seus órgãos legislativos locais.
Atualmente, os republicanos controlam 55% das cadeiras nos legislativos estaduais em todo o país, enquanto os democratas detêm 43,8%, segundo o Ballotpedia.
Midterms podem afetar a Presidência dos EUA?
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fala à imprensa durante encontro com Xi Jinping, presidente da China • Reuters
As Eleições de Meio de Mandato representam, via de regra, um terreno perigoso para o partido do presidente dos EUA ou aquele que controla o Congresso.
A votação pode ser uma oportunidade para os eleitores, na prática, avaliarem o desempenho do presidente. Caso a “nota” seja baixa, pode levar a Casa Branca a ajustar sua rota.
Os resultados dessas eleições também podem oferecer pistas a potenciais candidatos à Presidência sobre como adaptar suas mensagens ao eleitorado para a próxima disputa presidencial, que ocorrerá em 2028.
O que as pesquisas mostram?
A aprovação do governo Trump está em seu nível mais baixo de todos os tempos: 32%, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro.
Questões internas, como a alta nos preços de produtos, provavelmente influenciarão o resultado de muitas disputas e podem desgastar o apoio aos Republicanos.
Ao mesmo tempo, há indícios de que os democratas estão mais entusiasmados para votar este ano do que os republicanos. Se as tendências observadas na votação antecipada se mantiverem, isso pode sinalizar uma vitória da oposição.
Há também sinais de que eleitores latinos que apoiaram Trump em 2024 podem estar se voltando contra ele, motivados pela frustração com a economia e com algumas das táticas do presidente para o controle da imigração.
No entanto, uma vitória expressiva dos Democratas está longe de ser garantida.
Os republicanos podem se beneficiar do ceticismo persistente em relação aos democratas, de uma maior capacidade de investimento em campanhas e do receio de eleitores moderados diante de algumas vitórias de candidatos de esquerda nas eleições primárias.
Histórico recente das Midterms
O histórico recente ilustra o impacto significativo que as Eleições de Meio de Mandato dos EUA podem provocar.
Nas Midterms de 2010, durante a Presidência do democrata Barack Obama, os republicanos conquistaram vitórias expressivas, ganhando 63 cadeiras adicionais na Câmara dos Representantes — em um cenário de economia fragilizada e pouco apoio à reforma do sistema de saúde, principal bandeira de Obama.
Assim, os democratas perderam a maioria na Câmara; no Senado, mantiveram o controle, apesar de terem perdido seis cadeiras.
O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, discursa durante um comício de campanha no formato drive-in para, na época, o candidato presidencial democrata Joe Biden na Northwestern High School em 31 de outubro de 2020 em Flint, Michigan • Photo by Drew Angerer/Getty Images
Obama descreveu o avanço republicano como uma “derrota acachapante”. Na sequência, ele teve de enfrentar exigências da oposição por cortes substanciais nos gastos não relacionados à Defesa.
Os democratas deram o troco em 2018, com Trump na Casa Branca. Eles conquistaram um saldo positivo de 40 cadeiras na Câmara, embora tenham perdido duas cadeiras no Senado.
Quem será o presidente da Câmara dos EUA?
Se os democratas conseguirem conquistar a Câmara, o próximo presidente da Casa provavelmente será o deputado Hakeem Jeffries, de Nova York. Atualmente, ele é o líder da minoria na Casa Legislativa.
Líder da minoria na Câmara dos Deputados dos EUA, Hakeem Jeffries • 23/10/2025 REUTERS/Kylie Cooper
Jeffries, que se tornaria o primeiro norte-americano negro a ocupar esse cargo de grande poder, estaria em posição de orientar as comissões da Câmara a iniciar investigações sobre uma série de atividades do presidente americano e seus aliados.
O deputado afirmou repetidamente que os democratas investigariam o que ele chamou de “níveis sem precedentes de corrupção” durante a administração Trump.
Jeffries também conduziria as prioridades legislativas dos democratas na Câmara. Ele declarou que o partido focaria em tornar mais acessíveis os custos com saúde, alimentação, moradia, energia e outros itens essenciais.
Caso os republicanos mantenham o controle da Câmara, o atual presidente, Mike Johnson, poderia continuar no cargo, ou então ser desafiado por outro integrante do partido.
As prioridades republicanas provavelmente incluirão novos cortes de impostos, um aumento expressivo nos gastos com Defesa e reduções mais profundas na rede de proteção social, dando continuidade ao plano “One Big Beautiful Bill” proposto por Trump para 2025.
Outras disputas importantes
Entre as disputas mais acompanhadas para a Câmara estão a tentativa de reeleição do deputado republicano Mike Lawler, em um distrito de Nova York que foi vencido pela candidata democrata Kamala Harris em sua campanha presidencial de 2024, e a disputa por uma vaga em um distrito decisivo em Nebraska, onde agricultores e caminhoneiros enfrentam uma alta acentuada nos preços dos combustíveis, decorrente da guerra dos EUA contra o Irã.
Além disso, os democratas buscam conquistar outras cadeiras atualmente ocupadas por republicanos, incluindo duas na Pensilvânia e uma em Nova Jersey.
Pairando sobre todo esse cenário, surgem dúvidas sobre se Trump tentará interferir nas eleições, que são organizadas e administradas pelos 50 estados norte-americanos.
Desde 2020, ele tem insistido, repetidamente e sem apresentar provas, que existe uma fraude generalizada nas eleições dos EUA.
Autoridades eleitorais estaduais e democratas no Congresso vêm se preparando para possíveis contestações jurídicas, caso a administração Trump tente intervir no processo.
Uma pessoa morreu e pelo menos seis ficaram feridas em um ataque a tiros dentro de um shopping center em Fairfield, Califórnia, na noite de sexta-feira (30), informou a polícia na manhã deste sábado (31).
A polícia de Fairfield respondeu a relatos de disparos em uma loja da Spirit Halloween dentro do shopping por volta das 20h30, horário local, na sexta-feira (00h30 de sábado no horário de Brasília), disse um porta-voz da polícia em um comunicado.
Sete pessoas sofreram ferimentos a bala, uma das quais morreu, e as demais foram levadas para hospitais locais.
Pelo menos três estavam em estado crítico, informou a polícia.
A polícia não identificou as vítimas e afirmou desconhecer o responsável.
“Ainda há uma cena do crime bastante ativa e a investigação está em andamento”, disse o chefe de polícia Dan Marshall.
O retorno da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, à Venezuela desafia o plano de transição elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA, coloca pressão sobre os ombros da presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e aumenta as tensões na ala do chavismo que a apoia — ala que, até o domingo (25), parecia sobreviver, sem maiores sobressaltos, aos desdobramentos da derrubada de Nicolás Maduro.
A presença da líder opositora em solo venezuelano altera a relativa tranquilidade com que vinha transcorrendo o que muitos passaram a chamar de “novo momento político” do país sul-americano, após a operação militar de 3 de janeiro que capturou o ditador Nicolás Maduro.
Em troca da manutenção no poder, o chavismo — apoiado por Washington — reformou algumas leis, libertou dezenas de presos políticos, permitiu o retorno de alguns exilados e concedeu a uma empresa, associada ao Pentágono, acesso privilegiado às enormes reservas de petróleo da Venezuela.
A aparição inesperada de Machado na igreja Santa Rosa de Barquisimeto, no centro-oeste da Venezuela, também colocará à prova esse vínculo, que parece ser muito mais sólido do que a ligação que a líder opositora mantém atualmente com a administração de Donald Trump.
“A relação com Washington está abalada, mas não interrompida. Estamos cientes de que os Estados Unidos são nosso principal aliado estratégico”, disse à CNN uma fonte próxima ao seu círculo.
Choque de interesses
No entanto, o interesse de Washington em desenhar um marco institucional para a Venezuela — livre dos sobressaltos que a presença de Machado e sua demanda por mudança provocam no chavismo — já colidia com a necessidade dela de se estabelecer no país para recuperar a iniciativa política, que começava a se esvair após um período de pouco mais de dois anos que combinou a clandestinidade com o exílio.
Essa contraposição entre os interesses de Washington e de Machado ficou ainda mais evidente após os terremotos de 24 de junho.
Depois dessa data, Machado decidiu intensificar a pressão para retornar à Venezuela — algo que os Estados Unidos haviam desaconselhado por motivos de segurança.
Ela tentou voltar várias vezes, sem sucesso, a partir do Panamá, onde passou as últimas semanas.
Nunca conseguiu concretizar o retorno “devido ao bloqueio do regime”, segundo denunciou Pedro Urruchurtu, diretor de relações internacionais do partido Vente Venezuela, em um comunicado divulgado no domingo (25).
Ela finalmente conseguiu, quatro meses após a tragédia, sem contar com o aval expresso de Washington.
“Consideramos que não era o momento de consultar, mas sim de agir. Preferimos atuar com autonomia para não incomodar ninguém”, disse à CNN uma fonte próxima à dirigente.
“E, pelo visto, os Estados Unidos não se opuseram. Supomos que eles já deviam saber, pois ficam sabendo de tudo”, acrescentou ele.
A notícia de seu retorno parece ter surpreendido as altas autoridades norte-americanas.
Enquanto o presidente Trump afirmou à CNN que não estava a par do retorno de Machado — embora tenha expressado o desejo de que ela estivesse bem —, o Departamento de Estado (também consultado pela CNN sobre se Washington teria apoiado a volta de Machado) remeteu às declarações feitas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, por ocasião dos contratempos para o retorno que foram denunciados pela equipe da líder opositora.
“María Corina Machado tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser. Demos a ela alguns conselhos. Ela é uma cidadã venezuelana; não é panamenha nem norte-americana”, assinalou Rubio naquela ocasião.
Simultaneamente, o secretário de Estado publicou no domingo, no X: “As condições que permitem o retorno seguro da Sra. Machado à Venezuela são o resultado direto das conversas de reconciliação apoiadas pelos Estados Unidos, que já alcançaram a libertação de centenas de presos políticos e o retorno de centenas de figuras da oposição venezuelana. Os Estados Unidos esperam que as liberdades de todos os setores da política venezuelana continuem sendo respeitadas, e esperamos que todos os atores políticos apoiem essas conversas”.
Com isso, Washington parece definir os contornos da transição venezuelana.
Não se opõe ao retorno de Machado, mas espera que a pressão que a líder venezuelana exercerá sobre o chavismo, ao retomar sua atividade política, não coloque em risco a negociação entre as delegações do governo e um setor da oposição — negociação que, por fim, levará à realização de eleições presidenciais, como a própria presidente interina chegou a reconhecer.
Os desafios que o aguardam
A equipe de Machado está ciente de que ela retorna a um país diferente.
Não houve grandes mudanças na economia local, ainda sobrecarregada pela perda de três quartos do PIB e que agora busca se recuperar dos efeitos do duplo terremoto.
São mais de dois anos sem contato direto com seus apoiadores.
“Ela precisa voltar a sentir o pulso das ruas e ver quais são os próximos passos, pensá-los muito bem para não cometer erros. Ela entende isso”, disse a fonte próxima ao seu círculo.
A equipe do Vente Venezuela vem preparando o terreno para a chegada de sua líder.
Vários de seus principais quadros — incluindo dois dos dirigentes que permaneceram confinados na sede da embaixada da Argentina em Caracas por mais de um ano — retornaram à Venezuela para participar de concentrações e eventos com a militância, que começa, aos poucos, a retomar suas atividades após a dura repressão ocorrida na sequência dos polêmicos resultados das eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.
Nesse sentido, a equipe de relações internacionais da líder opositora afirmou, em um comunicado, que Machado retorna “para ajudar a construir e promover um acordo nacional amplo e plural, que permita desenvolver uma visão compartilhada para o país”.
“Esse acordo”, acrescenta o texto, “deve transcender as diferenças políticas, fomentar a compreensão e a reconciliação, e lançar as bases para um futuro comum fundamentado na democracia, no respeito aos direitos humanos, na convivência pacífica e na prosperidade”.
Por ora, não está claro se a equipe de Machado pretende impulsionar algum acordo com a delegação opositora que participa do diálogo promovido por Washington. “Seria preciso construir essa aliança com ela, pois, hoje, ela não existe”, disse uma pessoa a par das conversas com o governo. “Mas, se conseguirmos estabelecer uma coordenação nas diferentes frentes, isso pode servir como um grande apoio ao que está sendo discutido na mesa de negociações”, reconheceu.
Machado não integra a negociação promovida pelos Estados Unidos, mas declarou que não criará obstáculos a esses esforços e que avaliará o processo com base nos resultados.
Sua chegada à Venezuela dará novo ânimo a um país que parecia resignado a aguardar o desfecho das conversas patrocinadas por Washington; contudo, ela precisará ter cautela para não melindrar aquele que, apesar das divergências, continua sendo o aliado-chave de seu projeto político.
La entrada, para ser sinceros, no está a la altura. Para visitar el Ateneo de Portsmouth hay que pasar por un pub irlandés rodeado de andamios en medio de sacos de desechos de obra. Y luego hay que subir unas escaleras empinadas. Pero, pese a la primera impresión, la experiencia merece la pena. Esta institución, fundada en 1817, con sus libros del siglo XV y sus más de 40.000 imágenes y manuscritos, es la historia viva de esta pequeña ciudad de la costa este de Estados Unidos, justo donde comienza New Hampshire.
Sylvia Caíña Figueroa está a punto de hacer un cuento y el resto la escucha, atentas. La primera llamada que recibió cuando se mudó a Miami fue de parte de una prima. “Me han dicho que eres demócrata”, le dijo. “Ese fue el recibimiento. Como si hubiera traicionado nuestra tradición”. El resto de las mujeres que la oyen mueven de lado a lado la cabeza, o asienten, como si el relato no les resultara ajeno. Luego Sylvia rememora otras escenas: “Mucha gente acá me decía: ‘¿Tú eres cubana? Ah, entonces tú eres republicana’. Y eso mismo nos hizo a todas rechazar ese título, que todos los cubanos del sur de Florida pensábamos igual”.
“Oh, no, hermano. No fastidies”, se lamenta decepcionado Rileik Quick cuando se entera de que la gasolinera en la que está repostando, perteneciente a la cadena Freedom Fuel, es de tendencia MAGA (Make America Great Again), el movimiento ultraconservador que llevó en volandas a Donald Trump a la Casa Blanca.
El derrotado candidato presidencial brasileño, Flávio Bolsonaro, volvió a cuestionar este viernes la legitimidad de los recientes comicios en su país, al calificar los resultados de “matemáticamente imposibles”, y aseguró que la victoria del presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se consumó mediante “un gol con la mano”. “Hay muchas cosas inexplicables en estas elecciones, que matemáticamente es imposible que hayan ocurrido en el mundo real, a menos que, como dije, haya habido algún gol con la mano”, expresó el ultraderechista en una transmisión en vivo en sus redes sociales.
La nación reiteró que mantendrá una vigilancia estrecha sobre cualquier maniobra en el sector y ratificó su apego absoluto al derecho internacional y al entendimiento bilateral mediante los canales diplomáticos.
La acera donde murió el migrante mexicano de 52 años se convierte en un centro de protesta y convergencia ciudadana durante las elecciones anticipadas, uniendo la memoria del trabajador con la denuncia ante las acciones del ICE.
La máscara de moderación con la que Flávio Bolsonaro intentó confundir a los brasileños durante la campaña electoral se le ha caído en cuanto los resultados de las urnas, conocidos el domingo, frustraron su pretensión de alcanzar la presidencia del mayor país de América Latina. A la hora de la verdad, Bolsonaro hijo ha revelado la misma naturaleza que su padre, impedido de optar a la presidencia tras ser condenado por tramar un golpe de Estado cuando perdió las elecciones hace cuatro años.
¿Se podrá dejar de hablar alguna vez en Puerto Rico de la electricidad? Difícilmente. Los boricuas reciben con frecuencia avisos sobre posibles apagones porque el sistema no da para abastecer la demanda, mientras pagan 37% más por alumbrarse cinco años después de que la distribución eléctrica fue dejada en manos de un consorcio privado.
"Lo que hacen los drones ucranianos con nuestras refinerías va claramente en detrimento de los mercados mundiales", advirtió el vice primer ministro ruso, Alexánder Novak, al alertar sobre una posible disminución en el suministro global de diésel.
O governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se distanciou do discurso adotado por Flávio Bolsonaro (PL), após a derrota do senador na disputa presidencial.
“Às instituições brasileiras, cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las. Da minha parte, continuarei cumprindo a missão da qual jamais abri mão, defendendo os interesses de Santa Catarina acima de tudo, com firmeza e responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas”, afirmou o governador.
Na primeira versão do documento, divulgada por aliados, Flávio chegou a se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil“. Posteriormente, o senador alterou o texto e passou a se declarar “líder do Brasil”, mantendo as acusações contra o processo eleitoral e as instituições brasileiras. Flávio afirmou ainda que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Apesar do distanciamento em relação às declarações do aliado, Jorginho destacou a votação expressiva de Flávio em Santa Catarina, Estado onde o senador obteve seu melhor desempenho no segundo turno. O candidato do PL recebeu 3.220.071 votos, o equivalente a 69,42% dos válidos, contra 1.418.314 votos (30,58%) de Lula.
Presidente estadual do PL, Jorginho foi um dos principais aliados de Flávio na campanha presidencial e foi reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno. Embora tenha defendido o reconhecimento do resultado eleitoral, o governador não fez críticas diretas à fuga do senador nem às acusações de fraude apresentadas pelo correligionário.
O Ministros das Relações Exteriores Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio combinaram de se reunir antes da Cúpula do G20, que ocorre nos dias 14 e 15 de novembro na Flórida. A data e o local do possível encontro ainda não foram definidos.
Vieira e Rubio conversaram brevemente durante um coquetel oferecido aos ministros das Relações Exteriores do G20 reunidos em Atlanta e não discutiram pontos específicos da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, de acordo com o relato de fontes.
O encontro ocorre em meio às tensões envolvendo a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. O senador e família receberam uma autorização temporária do governo americano para permanecer no país e o presidente Donald Trump tem sugerido, sem apresentar provas, que a eleição brasileira teria sido fraudada.
Mais cedo, um interlocutor afirmou à CNN Brasil que a diplomacia brasileira não havia pedido uma reunião bilateral entre Mauro Vieira e Marco Rubio às margens da reunião de Ministros das Relações Exteriores em Atlanta. Como mostrou a correspondente da CNN Priscila Yazbek, a diplomacia busca adotar uma postura de cautela para evitar uma nova crise com o presidente americano Donald Trump.
*Com informações de Priscila Yazbek e Daniel Rittner, da CNN Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta sexta-feira (30), que ninguém é responsável pela sua saída do Brasil para os Estados Unidos.
“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior, então de verdade, não escolham, não apontem o dedo para ninguém, não tem ninguém que é responsável pelo que aconteceu, com relação a minha saída.“, disse o senador durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.
A fuga do Brasil do candidato derrotado ao Planalto foi acompanhada, ao longo de toda a terça-feira (27), de informações falsas sobre o paradeiro do senador, que chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (28). Os dados foram repassados por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.
Leia Mais:
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”
O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou que tenha fugido do país após a derrota. Ele afirma que saiu “pelo Brasil”. A justificativa para tal ação, segundo ele, é para trabalhar como uma “voz” fora do país.
“Eu vou poder ser uma voz um pouco mais ativa ainda de todos vocês e poder falar muita coisa que eu não poderia falar se eu falasse no Brasil, eu seria ainda mais perseguido”, disse.
Para ele, permanecer no Brasil não teria o mesmo impacto e que seria mais uma voz “calada e censurada”, comparando-se com o próprio pai, que também fugiu para os Estados Unidos após perder as eleições de 2022 contra o presidente Lula (PT).
“Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui, pronto, inclusive se for preciso para disputar a presidência da República de novo”, disse.