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Partidos que apoiaram Flávio iniciam articulação com Lula

29 October 2026 at 17:26

Partidos do chamado centrão que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial começam a se movimentar para negociar espaço no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento ocorre após a derrota de Flávio nas urnas e é marcado pela cautela das legendas, que apoiaram formalmente o adversário de Lula na etapa final da disputa. Apesar da disposição para negociar, os partidos moderam as expectativas de participação na próxima Esplanada e buscam preservar espaço de articulação política no Congresso.

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que os integrantes da sigla estão liberados para participar do governo Lula, embora o partido pretenda manter independência política.

“Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou. O PSD manteve neutralidade no segundo turno, apesar do apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio.

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas agora espera abrir canais de negociação com o governo reeleito. Segundo apuração da CNN Brasil, dirigentes das duas legendas aguardam conversas com Lula ou representantes do alto escalão do Planalto para discutir a relação com a próxima gestão.

Na quarta-feira (28), o União Brasil reconheceu oficialmente a vitória de Lula. Em nota, a sigla afirmou que a eleição transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado. A federação já havia se manifestado pelo reconhecimento do resultado das urnas.

O reconhecimento da vitória, porém, não significa adesão automática à base governista. A negociação de espaços no Executivo dependerá das conversas com o Planalto e dos compromissos políticos que poderão ser assumidos pelos partidos.

Republicanos reabre interlocução com Lula

O Republicanos também apoiou Flávio no segundo turno, em uma decisão articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A legenda, no entanto, reúne lideranças que mantiveram posições distintas durante a campanha e que têm interlocução com o presidente reeleito.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), apoiou publicamente Lula desde o primeiro turno. Já o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, reconheceu a vitória do petista e o parabenizou pelo resultado. Em manifestação após a eleição, defendeu que o novo mandato seja conduzido com diálogo com o Congresso e respeito às diferenças.

Outro nome da legenda que aparece nas articulações é o do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), considerado um possível nome para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo com o Congresso. A possibilidade ainda não teve nenhum avanço.

Guimarães defende base coesa

Em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (27), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu que o quarto mandato de Lula seja marcado por uma frente ampla, com participação de partidos além do PT. O ministro, porém, condicionou a presença de legendas no Executivo ao compromisso com a agenda governista.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, afirmou à CNN.

Guimarães também disse que não haverá espaço para uma participação parcial dos partidos que ocuparem ministérios. Segundo ele, quem integrar o governo deverá participar de forma “integral e total” da base governista e acompanhar as votações de interesse do Executivo no Congresso.

A formação da próxima equipe ministerial ainda está em discussão. As negociações deverão conciliar a ampliação da base parlamentar de Lula com a exigência de maior alinhamento entre os partidos que receberem espaço na Esplanada.

Trump atinge 32% de aprovação antes das Eleições de Meio de Mandato nos EUA

26 October 2026 at 21:24

O índice de aprovação pública do presidente Donald Trump subiu ligeiramente para 32%, um aumento de um ponto percentual em relação à sua mínima histórica registrada na semana passada, às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que vão definir qual partido controlará o Congresso.

Os dados são de uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira (26).

Os colegas de partido de Trump, os republicanos, lutam para manter as maiorias da legenda na Câmara dos Representantes e no Senado.

A pesquisa, realizada ao longo de cinco dias em todo o país, também revelou que, entre os eleitores registrados, a preferência pelos democratas supera os republicanos — 47% contra 36% —, ao serem questionados sobre em qual partido votariam (em uma pergunta de intenção de voto genérica).

Cerca de 11% afirmaram não saber em quem votariam caso a eleição fosse realizada hoje.

Essa diferença de 11 pontos percentuais entre democratas e republicanos foi 1 ponto percentual menor do que a registrada em uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada em 19 de outubro.

A pesquisa também perguntou aos eleitores indecisos para qual partido eles tendiam a pender. Ao levar em conta essas respostas, a disputa nacional pareceu um pouco mais acirrada, com os democratas à frente por 9 pontos percentuais — 50% contra 41%.

Para os republicanos, perder o controle de qualquer uma das casas legislativas poderia complicar a agenda de Trump nos dois anos finais de seu segundo mandato como presidente.

As pesquisas de intenção de voto genéricas (*generic ballot polls*) são levantamentos nacionais que oferecem uma visão geral de qual partido os entrevistados gostariam de ver no comando do Congresso. Embora essas pesquisas revelem o sentimento público em nível nacional, elas não captam as nuances das disputas estado a estado e distrito a distrito — as quais definem o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e nas quais os republicanos detêm certas vantagens estruturais.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, coletou respostas de 1.679 adultos norte-americanos, incluindo 1.280 eleitores registrados, e apresentou uma margem de erro de 2 pontos percentuais para o total de adultos e de 3 pontos percentuais para os eleitores registrados.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

Eleições. Musk financia republicanos com 276 milhões

13 October 2026 at 11:29
Musk reverte promessa de reduzir gastos políticos e financia campanha republicana para as intercalares de 3 de novembro. Democratas acusam republicanos de tentarem "comprar as eleições".

© WILL OLIVER / POOL/EPA

Republicanos dispõem de uma vantagem financeira significativa sobre os democratas
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