PF apreende joias de R$ 900 mil em operação que mira Márcio Poncio no Rio
A Polícia Federal (PF) apreendeu joias avaliadas em cerca de R$ 900 mil durante a nona fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã desta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.
Além das joias, os agentes apreenderam cheques de alto valor, aparelhos celulares, computadores e documentos.
Entre os alvos da operação estão o pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do contraventor Adilsinho. As buscas também foram realizadas em salas comerciais de Poncio, apontadas pelas investigações como estruturas operacionais e administrativas da organização.
A ação investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo a PF, a organização utilizaria pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.
Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.
Operação Unha e Carne
A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).
A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.
A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.
As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.
Outro lado
Pastor Márcio Poncio
“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”
*Com informações de Bruna Lopes, Camille Barbosa e Teo Cury
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