Más de 2.000 identificados y un dispositivo policial sin precedentes anulan la amenaza de Blocus en las calles



En la flamante tienda de Lego del paseo de Gràcia, un joven muy simpático con tupé amarillo y en las manos la mascota de la tienda, un dragón que recuerda al del Parc Güell hecho con las piezas montables, anima a los clientes a ir entrando en uno de los comercios que abre más pronto, a las 9,30 horas, en este bulevar del lujo que esta mañana ha amanecido convertido en un taller de carpintería. Son los últimos trabajos para proteger las grandes cristaleras que ocultan el interior.

O Parque de Feiras e Exposições de Portimão volta a receber, entre 6 e 15 de novembro, a Feira de São Martinho, que celebra a sua 363.ª edição com diversões para diferentes idades, gastronomia tradicional, comércio e uma mostra automóvel. O programa inclui ainda dois dias temáticos, com preços especiais nos espaços aderentes, destinados aos jovens e às famílias.
Com origens que remontam a 1662, o certame é considerado um dos acontecimentos mais tradicionais da cidade, mantendo ao longo dos séculos a ligação ao comércio, à gastronomia e ao convívio popular.

A edição deste ano volta a reunir atrações que fazem parte da história da feira, desde os carrosséis e carrinhos de choque até às bancas de produtos tradicionais, procurando atrair visitantes de diferentes gerações.
A gastronomia volta a ocupar um lugar de destaque na Feira de São Martinho, com bares e tasquinhas onde os visitantes poderão encontrar farturas, pão com chouriço, castanhas assadas, frutos secos, batatas-doces e polvo assado, entre outros petiscos.
Para os mais novos, não faltarão opções como algodão-doce, gomas e pipocas, numa oferta que acompanha as diversões instaladas no recinto.

O comércio tradicional também estará representado, com bancas dedicadas à venda de artigos para o lar, incluindo alguidares, atoalhados e utensílios de cozinha, além de vestuário e calçado.
Na zona central do Parque de Feiras e Exposições, os visitantes encontrarão os habituais equipamentos de diversão, com destaque para os carrinhos de choque e os carrosséis adaptados a diferentes faixas etárias.
À semelhança de anos anteriores, a organização volta a promover duas datas temáticas, durante as quais os espaços aderentes disponibilizarão preços especiais.
O primeiro momento está marcado para 11 de novembro, Dia da Juventude, com condições destinadas às crianças e aos jovens.
Já o último dia da feira, 15 de novembro, será dedicado às famílias, que poderão beneficiar das condições especiais previstas pelos operadores aderentes.
A programação inclui também uma exposição de marcas automóveis, com veículos novos e usados, instalada no Portimão Arena.

A mostra poderá ser visitada em diferentes horários ao longo do certame: dias 6 e 7 de novembro, das 16:00 às 24:00; 8 a 12 de novembro, das 16:00 às 23:00; 13 e 14 de novembro, das 16:00 às 24:00 e 15 de novembro, das 16:00 às 22:00.
A exposição complementa a oferta comercial e recreativa da Feira de São Martinho, proporcionando aos visitantes a possibilidade de conhecer diferentes marcas e modelos de automóveis.
A 363.ª edição da Feira de São Martinho funcionará com horários distintos ao longo dos dez dias de realização.
No dia de abertura, 6 de novembro, o recinto estará aberto entre as 16:00 e a 01:00. No dia seguinte, 7 de novembro, poderá ser visitado das 10:00 à 01:00.
Entre 8 e 12 de novembro, a feira funcionará das 10:00 às 24:00, enquanto nos dias 13 e 14 voltará a prolongar-se até à 01:00, abrindo às 10:00.
No último dia, 15 de novembro, o certame estará aberto entre as 10:00 e as 24:00.
Durante o período de funcionamento da feira, a entrada sul do Parque de Feiras e Exposições, através da ligação à zona ribeirinha de Portimão, junto à ponte ferroviária, estará acessível aos visitantes.
Nesta zona existem também diversos espaços de estacionamento para quem se deslocar de automóvel.

A entrada norte continuará a permitir o acesso ao recinto a partir do Largo Gil Eanes e da zona das Cardosas.
Os visitantes poderão igualmente utilizar os transportes urbanos Vai e Vem, que dispõem de paragens nas Cardosas, no Parque de Feiras e Exposições e no Largo do Dique.
Os horários e restantes informações sobre a rede de transportes podem ser consultados aqui.
Montagem da feira condiciona passagem de peões e ciclistas
A realização do evento implicará alterações temporárias à circulação de peões e ciclistas no Parque de Feiras e Exposições, particularmente na ligação pedonal e ciclável à zona ribeirinha da cidade.
Devido aos trabalhos de montagem das estruturas, a passagem habitual ficará interditada entre 28 de outubro e 6 de novembro.
Após o encerramento do certame, a circulação voltará a estar condicionada entre 16 e 19 de novembro, período destinado à desmontagem dos equipamentos.

Durante os dias da feira, os condicionamentos de circulação acompanharão os horários de funcionamento do recinto.
No dia 6 de novembro, aplicar-se-ão entre as 16:00 e a 01:00. Nos dias 7, 13 e 14, decorrerão das 10:00 à 01:00, enquanto de 8 a 12 de novembro e no dia 15 estarão em vigor das 10:00 às 24:00.
A realização da Feira de São Martinho terá também consequências no calendário habitual dos mercados de Portimão.
O mercado mensal não se realizará em novembro, regressando apenas no dia 7 de dezembro.
Também a tradicional Feira das Velharias ficará suspensa durante o mês de novembro, estando previsto o seu regresso nos dias 6 e 20 de dezembro.
Com dez dias de programação, a Feira de São Martinho regressa ao Parque de Feiras e Exposições de Portimão, mantendo uma tradição com mais de três séculos e meio de história, marcada pelo comércio popular, pela gastronomia e pelas diversões.
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A Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, no concelho de Loulé, vai promover, no dia 3 de dezembro, um encontro dedicado ao papel das mulheres na agricultura e no desenvolvimento local, com o objetivo de valorizar o seu contributo para o setor agrícola, incentivar a igualdade de oportunidades e debater os desafios enfrentados pelas comunidades rurais.
A iniciativa, intitulada “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local”, insere-se no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pelas Nações Unidas para 2026.
Com participação gratuita, o evento pretende reunir agricultores, investigadores, técnicos, dirigentes, estudantes e membros da comunidade, proporcionando um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre a importância das mulheres na agricultura e na sustentabilidade dos territórios rurais.
O Ano Internacional da Mulher Agricultora procura dar maior visibilidade ao contributo feminino nos sistemas agroalimentares, desde a produção até à comercialização dos produtos, reconhecendo uma participação que, segundo os promotores, continua a ser frequentemente pouco valorizada.
Neste contexto, o encontro organizado pela Escola Profissional de Alte pretende contribuir para a redução das desigualdades de género na agricultura e para a melhoria das condições de vida das mulheres que trabalham nos territórios rurais.
Um dos objetivos passa também por incentivar a permanência e a fixação de mulheres no setor agrícola, especialmente das gerações mais jovens, reconhecendo o seu papel no desenvolvimento económico e social das comunidades locais.
A iniciativa procurará ainda destacar a importância das mulheres na preservação dos saberes tradicionais, na transmissão de conhecimentos entre gerações e na construção de comunidades rurais mais sustentáveis.
O encontro contará com comunicações, testemunhos na primeira pessoa e momentos de debate, permitindo conhecer diferentes experiências e perspetivas sobre a participação feminina na agricultura.
Através destas intervenções, os participantes terão oportunidade de refletir sobre os desafios atuais do setor, a valorização do trabalho das mulheres e a importância da inovação para o desenvolvimento dos territórios rurais.
O programa pretende também promover o diálogo entre tradição e modernização da atividade agrícola, explorando a relação entre os conhecimentos locais, a inovação e as práticas de desenvolvimento sustentável.
As atividades culminarão com uma visita à Quinta do Freixo, integrada no programa do encontro.
O “Encontro sobre o Papel da Mulher na Agricultura e no Desenvolvimento Local” realiza-se no dia 3 de dezembro de 2026, na Escola Profissional de Alte – Cândido Guerreiro, situada na freguesia de Alte, no concelho de Loulé.
A participação é gratuita, sendo possível efetuar a inscrição aqui.
Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização através do site ou do telefone 289 478 100.
Com esta iniciativa, a Escola Profissional de Alte pretende contribuir para uma maior valorização do trabalho das mulheres na agricultura, promovendo a reflexão sobre a igualdade de oportunidades, a preservação dos conhecimentos locais e o futuro das comunidades rurais do Algarve.
O programa pode ser consultado aqui.
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A iniciativa algarvia Poesias do Mundo, criada por Tápê e sediada em Loulé, vai participar, pela segunda vez, no Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan, em Marrocos, que decorre entre 3 e 8 de novembro. A delegação reunirá poetas e artistas de várias nacionalidades, numa iniciativa dedicada ao intercâmbio cultural e ao diálogo entre a poesia, a literatura e outras formas de expressão artística.
A participação acontece na segunda edição do festival, organizado pela SARAYA – Associação para a Criatividade, de Tétouan, entidade com a qual o projeto algarvio mantém uma parceria.

O encontro pretende aproximar criadores de diferentes países e promover a circulação internacional da poesia e da literatura, através de uma programação que valoriza a diversidade cultural e artística.
O projeto Poesias do Mundo estará representado pelo seu criador, Tápê, que se deslocará a Marrocos acompanhado por um grupo de poetas e artistas de diferentes origens.
Entre os participantes encontra-se Raquel Zarazaga, poeta espanhola e coordenadora do projeto para a língua espanhola, bem como Anas Fathouni, poeta e tradutor marroquino, responsável pela coordenação do Poesias do Mundo em Marrocos.

A delegação inclui ainda John E. Contreiras, poeta luso-venezuelano, e Nero, poeta algarvio, reforçando a presença de criadores ligados a Portugal e, em particular, à região do Algarve.
Também está prevista a participação de Francisca Cortés Espinosa, poeta espanhola e diretora do Poetry Slam Jerez de la Frontera, iniciativa ligada à expressão e apresentação pública de poesia.
O grupo contará igualmente com os artistas italianos Salila Rade e Bianco Scaravaggi, o poeta espanhol Miguel Parra-Uribe e o poeta haitiano Olgens Cenejuste.
A diversidade de nacionalidades e percursos artísticos constitui uma das características da participação do projeto algarvio, que procura estabelecer relações culturais entre criadores de diferentes países.
A participação do Poesias do Mundo inclui ainda cerca de uma dezena de poetas e artistas de Marrocos, entre os quais Abdel Karim Bentato, Iliass Ben Abdennour, Najat el Malki e Abdu Maimoni.
A presença destes criadores pretende reforçar o intercâmbio cultural e artístico entre os participantes, promovendo o contacto entre diferentes tradições literárias e linguagens artísticas.

A colaboração com a SARAYA – Associação para a Criatividade assume particular importância neste contexto, permitindo dar continuidade às relações estabelecidas entre o projeto sediado em Loulé e os agentes culturais de Tétouan.
Esta será a segunda participação do Poesias do Mundo no festival, numa colaboração que procura ampliar a divulgação internacional do trabalho desenvolvido pelos seus membros.
O Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan apresenta-se como um espaço de encontro entre diferentes formas de criação artística, associando a linguagem cinematográfica à literatura e à poesia.
A iniciativa procura incentivar o diálogo entre artistas de várias nacionalidades, proporcionando oportunidades de partilha de experiências, contacto entre culturas e divulgação de projetos artísticos.
A participação do Poesias do Mundo insere-se nesta dimensão internacional, reunindo criadores ligados à Península Ibérica, a Marrocos e a outros países.
Com sede em Loulé, o projeto algarvio volta, assim, a estar representado num evento internacional dedicado à literatura e às artes, contribuindo para divulgar o trabalho dos seus participantes e reforçar as ligações culturais entre o Algarve e Marrocos.
A segunda edição do Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tétouan realiza-se entre os dias 3 e 8 de novembro de 2026, sob organização da SARAYA – Associação para a Criatividade.
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Hoje, a hepatite C é uma das poucas doenças crónicas que se cura com comprimidos, em 8 a 24 semanas e com taxas de sucesso superiores a 95%. Ainda assim, continua a matar: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 47 milhões vivem com infeção crónica pelo vírus da hepatite C (VHC) e, em 2024, morreram aproximadamente 239 mil pessoas, sobretudo por cirrose e cancro do fígado.
O problema? O silêncio: a hepatite C raramente dá sintomas durante anos, por vezes décadas, e muitas pessoas só descobrem a infeção quando o fígado já está gravemente doente.
Portugal tem uma história de que se pode orgulhar. Desde 2015, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) trata todas as pessoas com hepatite C, independentemente do estadio de doença. Segundo o Programa Nacional para as Hepatites Virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), até julho de 2025 tinham sido autorizados mais de 36 mil tratamentos, com taxa de cura acima de 97%. Os resultados vêem-se: menos mortes, menos internamentos, menos complicações, menos novas infeções. Quem se trata, deixa de transmitir o vírus a outras pessoas.
Mas curar quem está diagnosticado não basta. Para eliminar a hepatite C como problema de saúde pública até 2030, meta da OMS, é preciso encontrar quem ainda não sabe que está infetado. Estimava-se que cerca de 40 mil portugueses tem a infeção por diagnosticar.
Quem deve fazer o teste? O vírus passa de uma pessoa para outra pelo sangue. O teste deve ser feito, pelo menos uma vez na vida, e em especial em quem já usou drogas injetáveis (mesmo que tenha sido há muitos anos e só uma vez), quem esteve preso, quem recebeu sangue ou fez cirurgias antes de julho de 1992, e quem partilhou lâminas ou fez tatuagens e piercings sem condições de segurança ou higiene. O teste é uma análise ao sangue – há testes de rastreio rápidos ou a análises pode ser pedida pelo seu médico de família.
Há uma barreira que nenhum medicamento resolve: o estigma. O receio do julgamento adia o teste e, com ele, a cura. Importa lembrar que a hepatite C não escolhe idade, classe social ou profissão e que, uma vez curada, a pessoa deixa de transmitir o vírus a outras.
Em outubro assinalamos o Dia Internacional de Consciencialização para a Hepatite C, e o Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna deixa um apelo: fale com o seu médico e faça o teste. Pode ser o primeiro passo para a cura.
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Una de las celebraciones postergadas en Barcelona durante esta semana de luto nacional ha sido la del décimo aniversario de Hotel Casa Bonay (Avda. de Les Corts Catalanes, 700), donde preparaban una gran fiesta para el jueves. Cuando visitamos su Bodega Bonay, en plenos preparativos, nos explicaba Giacomo Hassan, chef al frente de ese espacio y de toda la propuesta gastronómica del hotel desde hace siete años, que cocinaría junto a los amigos que le precedieron en los mismos fogones, Estanis Carenzo y los hermanos Colombo, en el hotel que capitanea con un gran acierto Inés Miró-Sans. Más allá de la anécdota de ese encuentro en el que también iban a compartir fogones con otros colegas de restaurantes con los que han colaborado en algún momento, la iniciativa muestra algo tan poco frecuente en el ámbito de la restauración como que alguien regrese con ilusión a las cocinas en las que ya no oficia. Ahí está el hechizo de Casa Bonay, que funciona como un pequeño pueblo al que uno quiere regresar, y que ha evolucionado con la convivencia de espacios y profesionales interesantes que buscan sinergias. Y eso les ha dado una clientela asidua no solo de turistas sino también de barceloneses que acuden a un lugar donde saben que siempre se organizan encuentros interesantes.

El cebiche sigue de moda y esta próxima semana los grandes chefs del planeta que acudirán a Lima para la presentación del nuevo ránking de los mejores restaurantes del mundo The World's 50 Best Restaurants lo comerán en esta ciudad andina desde donde se ha extendido por todo el planeta. Quizás esa conquista tuvo que ver con que nuestro salpicón de mariscos quedase relegado a las marisquerías y los bares de toda la vida.


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Impedimenta recupera la novela con la que la prestigiosa escritora británica nacida en El Cairo fue galardonada en 1987
Síndrome de Estocolmo en un internado católico: ‘Helada en mayo’, la novela de Antonia White sobre un colegio de monjas
Si por algo se ha caracterizado la editorial Impedimenta desde sus inicios, es por dar a conocer al lector español a un nutrido grupo de escritoras británicas nacidas en el siglo XX que permanecían inéditas en nuestra lengua o bien habían pasado desapercibidas. Algunas, como Stella Gibbons (La granja de Robert Poste) o Penelope Fitzgerald (La librería), se convirtieron en long-sellers, el tesoro más codiciado para un editor; otras, por su parte, quizá no destacaron tanto, pero sumaron valor al catálogo como Elizabeth Bowen, Iris Murdoch, Margaret Drabble o Penelope Mortimer.
Penelope Lively (El Cairo, 1933) se incorporó a la lista en 2019 con su Vida en el jardín (2018), un libro a caballo entre las memorias y la meditación filosófica; y ahora llega la que se considera su obra maestra, Moon Tiger (1987), novela que le valió el prestigioso premio Booker y que se presenta con una nueva traducción de Leonor Saro. Contraseña ya la había editado hace unos años, con traducción de Pepa Linares; en catalán, L’Altra hizo lo propio con una traducción de Josefina Caball. No es, por lo tanto, la primera vez que se edita en España; pero quizá sea, con suerte, el momento en el que, al fin, se lea.
Claudia Hampton, una anciana escritora de divulgación histórica, periodista y reportera de guerra, nos habla desde su lecho de muerte en el hospital. Consciente de que le queda poco tiempo, y con el arrojo del que ha hecho gala toda su vida, escribe unas memorias, que son a la vez un relato personal y una crónica de la historia reciente, antes y después de la Segunda Guerra Mundial. Pero Claudia no es una narradora cualquiera: la edad, la enfermedad, hacen mella en su facultad de recordar, por lo que va entrelazando escenas de forma en apariencia errática, sin seguir un orden cronológico que facilite la lectura.
Y esa es su gracia: el uso magistral del punto de vista, una primera persona que navega entre el pasado y el presente siguiendo las sinuosidades de la memoria, de una memoria aún más mermada que la de un adulto en pleno estado de salud. Porque, como ella dice, la vida no la recordamos, sino que la imaginamos; estamos hechos de lenguaje, nosotros mismos nos construimos, construimos nuestro relato vital, y por extensión el del pasado colectivo, a través de las palabras, del hilo frágil del recuerdo. La memoria es tramposa, inventa, filtra, engrandece y omite, de manera consciente o inconsciente, y corresponde al lector la tarea de completar las omisiones, de leer entre líneas.
Moon Tiger es, por encima de todo, una honda reflexión sobre el lenguaje, tanto por las cavilaciones de la propia protagonista –cuando se detiene, por ejemplo, a recordar cómo su hija aprendió a hablar– como por la forma discontinua de la novela, entre fragmentos que saltan del hospital, donde disfruta sacando de quicio a las enfermeras, al pasado, ese pasado en el que desempeñó una profesión ligada a la exploración del legado y al modo en el que este se comunica. No es una simpática comedia de costumbres, ese género que dominan los ingleses, aunque tenga un humor socarrón muy sabroso; sino una novela de estilo, una novela de voz.
Esa voz es la de una mujer de quien se podría decir, si no se hubiera convertido en un aborrecible lugar común, que vivió adelantada a su tiempo, adelantada incluso a muchas mujeres más jóvenes. Es, para empezar, una mujer culta, y todavía no ha olvidado todo: en su discurso se asoma esa sofisticación intelectual que tanto cultivó, que contrasta con sus exabruptos de vieja. A lo largo de los años, trabajó para labrarse una carrera, para ser independiente. En su biografía hay vivencias atípicas para una mujer; con todo, no se libró de los retos propios de su género, como encontrar el equilibrio entre su rol en el hogar, como madre, como amante, y su reputación profesional.
Porque, por fría que pueda parecer a ratos, su vida personal fue tan apasionante como su trayectoria como historiadora y cronista bélica. En su niñez, rivalizaba con su hermano, Gordon, solo un año mayor que ella; estaban unidos, unidos como esa telaraña que se pega a la piel, a veces como un colchón confortable, a veces como una capa de arena de la que es imposible limpiarse del todo. Y, a la vez, eran rivales, competían en el estudio; en ese mundo infantil al margen de otros niños se incentivaron el uno al otro, vivieron el uno para el otro, hasta que la entrada en la universidad los separó.
La brillantez de Claudia la llevó a cubrir la guerra desde el desierto de Egipto, paisaje que la autora conoce bien porque vivió allí hasta 1945, cuando, tras el divorcio de sus padres, fue enviada a un internado inglés. Lively, que se crio en buena medida con una institutriz, tuvo una infancia solitaria pero libre, en una casa con jardín a las afueras de la ciudad, estudiando en casa. Hija de un gerente que trabajaba para un banco egipcio, sus padres mantuvieron una relación distante, que no propiciaba el ambiente hogareño; de esa carencia, no obstante, la pequeña aprendió a desarrollar la imaginación.
Ese no es el único rasgo que la autora comparte con su protagonista: ambas se formaron en Historia, un aprendizaje que determina todo cuanto hacen después, al dotarlas de una perspectiva que entiende la historia como un proceso en reconstrucción permanente, del que nosotros, nuestra sociedad, nuestro presente, somos el fruto; de ahí que la memoria, la memoria de lo grande y de lo minúsculo, sea inseparable de la vida. Volviendo a la protagonista, en Egipto Claudia también conoce al que será su gran amor; y el amor, en tiempos de guerra, adquiere una intensidad adicional.
Por mucho que se trate de una narración en primera persona, el elenco de secundarios tiene entidad propia; la novela brilla por su fino análisis de personajes, siempre bajo la mirada cáustica de Claudia. Está Jasper, su marido, a quien se refiere con ese tono tan desafecto con el que se piensa en un ex: “El sexo fue largo y memorable; la discusión, también”. O Lisa, su hija, con la que, por supuesto, no tuvo una relación fácil. Claudia, tan exigente consigo misma, mujer que rompió barreras, que sabe lo que es tener que esforzarse para labrarse un camino independiente, se frustra ante Lisa y su generación, que le parece más conformista. Y no obstante, al mismo tiempo –porque la maternidad está llena de contradicciones–, se siente aliviada porque no sea tan ambiciosa como ella: así sufrirá menos, quizá. La distancia, la frialdad entre ambas, es otro mal enquistado.
Mención aparte merece Sylvia, la cuñada de Claudia –es subrayable que introduzca la relación entre cuñadas, tan poco explorada en la ficción, a pesar de esa tensión inherente en la incorporación de un desconocido a la dinámica familiar–, que ahora la visita en el hospital. Claudia la tacha de mujer anodina, aborrece que se resignara a ser un ama de casa por el trabajo de su marido. Sin embargo, en cierto modo, Sylvia es lo más parecido que tiene a una hermana: no se parecen, incluso son polos opuestos en trayectorias y caracteres, pero el rol que asume la cuñada (de acompañarla, de velar por ella), junto con los momentos compartidos, las unen aunque sea de manera involuntaria.
La mirada de la anciana que echa la vista atrás cuando ya no tiene nada que perder tiene el descaro de quien ha decidido no callarse nada, no reprimirse; y con ello nos divierte, nos hace cómplices, no porque busque la risa, sino porque tiene un humor corrosivo del que suelta verdades sin compasión. Esta perspectiva ofrece, además, la evolución de las relaciones a lo largo del tiempo; por ejemplo, expresa su extrañeza al tratar con su hija cuando esta ya no es que sea adulta, es que se ha convertido en una mujer madura, y se hace raro, para una madre, conocer a su descendiente así, de vuelta de todo a su vez.
Más lúcida de lo que parece en un principio, la narradora teje su colección de recuerdos con mordacidad y sin hipocresía en una novela inteligente cuya voz narrativa es difícil de olvidar. Penelope Lively la escribió mediada la cincuentena, cuando era una escritora más que reconocida tanto por su literatura infantil y juvenil como por sus títulos para el público adulto. Parece mentira, con una carrera tan pródiga, que las traducciones hayan escaseado tanto. Ojalá esta recuperación de Moon Tiger sea, para muchos lectores, una puerta de entrada a un universo literario del que ya no quieran salir jamás.