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10 hábitos financeiros que podem mudar a sua vida

Ter uma vida financeira equilibrada não depende apenas de quanto se ganha, mas também da forma como se gere o dinheiro. A capacidade de poupar, evitar dívidas desnecessárias e construir património está diretamente relacionada com os hábitos que desenvolvemos ao longo da vida.

No MoneyLab, uma escola de referência em educação e literacia financeira em Portugal, a experiência de formação de milhares de portugueses demonstra a importância de transformar conhecimento em ação. Porque saber o que devemos fazer com o dinheiro é importante, mas são as decisões que tomamos diariamente que fazem a diferença.

A boa notícia é que não são necessárias mudanças radicais para começar. Pequenos hábitos, aplicados com consistência, podem melhorar significativamente a saúde financeira e criar mais oportunidades no futuro.

1. Conheça o seu dinheiro

O primeiro passo para uma boa gestão financeira é saber quanto se ganha, quanto se gasta e para onde vai o dinheiro. Criar um orçamento permite identificar despesas, corrigir desperdícios e tomar decisões mais conscientes. Não é necessário controlar cada cêntimo, mas é fundamental conhecer os principais padrões de consumo.

2. Pague-se primeiro

Esperar pelo final do mês para poupar o que sobra raramente é uma estratégia eficaz. O ideal é reservar uma parte do rendimento assim que o recebe, antes de começar a gastar. Automatizar essa transferência ajuda a transformar a poupança num hábito. Mesmo que o valor inicial seja pequeno, a consistência é mais importante do que a quantidade.

3. Viva abaixo das suas possibilidades

Um aumento de rendimento não deve traduzir-se automaticamente num aumento das despesas. Este fenómeno, conhecido como inflação do estilo de vida, pode impedir a construção de património mesmo quando os salários aumentam. Sempre que possível, uma parte dos rendimentos adicionais deve ser canalizada para a poupança e o investimento.

4. Crie um fundo de emergência

Os imprevistos fazem parte da vida. Uma situação de desemprego, uma despesa médica ou uma reparação inesperada podem comprometer o orçamento familiar. Ter uma reserva financeira equivalente a três a seis meses de despesas essenciais, ajustada à situação de cada família, permite enfrentar estas situações sem recorrer imediatamente ao crédito.

5. Aprenda a distinguir necessidades de desejos

Consumir de forma consciente não significa abdicar daquilo de que se gosta. Significa perceber se uma compra responde a uma necessidade real ou a um impulso momentâneo. Antes de adquirir algo não planeado, vale a pena questionar a sua utilidade e esperar 24 ou 48 horas. Muitas compras deixam de parecer tão necessárias depois desse intervalo.

6. Reveja e negoceie as despesas fixas

Nem sempre é nos pequenos gastos que estão as maiores oportunidades de poupança. Seguros, telecomunicações, eletricidade, comissões bancárias e créditos podem representar uma parte significativa do orçamento. Comparar propostas e renegociar contratos regularmente permite reduzir despesas sem comprometer a qualidade de vida.

7. Evite dívidas de consumo desnecessárias

O crédito não é necessariamente negativo, mas deve ser utilizado com responsabilidade. Recorrer frequentemente a crédito para financiar consumo pode comprometer rendimentos futuros e criar dificuldades financeiras. Antes de assumir uma dívida, importa avaliar a taxa de juro, o custo total e a capacidade de suportar as prestações.

8. Defina objetivos financeiros

Poupar torna-se mais fácil quando existe um propósito. Comprar casa, financiar a educação dos filhos, fazer uma viagem ou preparar a reforma são objetivos que exigem planeamento. Definir um valor, estabelecer um prazo e calcular quanto é necessário reservar mensalmente ajuda a transformar intenções em resultados concretos.

9. Faça o dinheiro trabalhar para si

Poupar é essencial, mas manter todo o dinheiro parado durante décadas pode significar perder poder de compra devido à inflação. Para objetivos de longo prazo, investir pode ser uma forma de construir património. O importante é compreender os riscos, diversificar e escolher soluções adequadas ao perfil e ao horizonte temporal de cada pessoa. O tempo e a disciplina são dois dos maiores aliados de quem investe.

10. Invista na sua literacia financeira

O conhecimento financeiro é uma ferramenta fundamental para tomar melhores decisões. Compreender conceitos como inflação, juros compostos, crédito, risco e diversificação permite evitar erros e identificar oportunidades. A literacia financeira deve ser desenvolvida continuamente, recorrendo a fontes credíveis e procurando compreender os produtos antes de tomar decisões.

Pequenos hábitos, grandes resultados

Melhorar a saúde financeira não exige colocar em prática todos estes hábitos de uma só vez. O mais importante é começar, identificar as mudanças com maior impacto e mantê-las ao longo do tempo.

Uma boa gestão financeira não significa viver em permanente privação. Significa encontrar um equilíbrio entre aproveitar o presente e preparar o futuro, garantindo que as decisões de hoje não comprometem as oportunidades de amanhã.

A verdadeira riqueza não está apenas no dinheiro que conseguimos acumular, mas na liberdade de escolha que esse dinheiro nos proporciona. E essa liberdade começa com pequenos hábitos, repetidos de forma consistente ao longo da vida.

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BCE reduz exigência de capital do BCP após avaliação mais favorável do risco

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu os requisitos mínimos de fundos próprios do Banco Comercial Português (Millennium BCP), refletindo uma melhoria na avaliação do perfil de risco global da instituição.

A exigência do Pilar 2 (Pillar 2 Requirement ou P2R) para o banco fixar-se-á em 2,05% a partir de 1 de janeiro de 2027, o que representa um corte de 10 pontos base face ao nível anterior, segundo informou o BCP em comunicado ao mercado.

A decisão enquadra-se no âmbito do Processo de Análise e Avaliação Supervisionadora (Supervisory Review and Evaluation Process — SREP) do BCE, com o supervisor a apontar para uma avaliação mais favorável do risco global do banco.

Com esta revisão, os requisitos mínimos totais de fundos próprios determinados em função do valor total dos ativos ponderados pelo risco (RWA) passam a contemplar um CET1 de 10,59% (composto por 4,50% de Pilar 1, 1,15% de Pilar 2 e 4,94% de buffers), um Tier 1 de 12,47% (6,00% de Pilar 1, 1,54% de Pilar 2 e 4,94% de buffers) e um Rácio Total de Capital de 14,99% (8,00% de Pilar 1, 2,05% de Pilar 2 e 4,94% de buffers).

As reservas de capital (buffers) de 4,94% englobam a reserva de conservação de fundos próprios de 2,5%, a reserva O-SII de 1,0%, a reserva contracíclica de 1,16% e a reserva para risco sistémico sectorial de 0,28%.

Os rácios de capital reportados pelo BCP a 30 de setembro de 2026 continuam a situar-se substancialmente acima das novas exigências regulatórias.

Com rácios estimados em base consolidada de 15,2% para o CET1, 16,5% para o Tier 1 e 20,0% para o Rácio Total, o banco excede com uma margem ampla os mínimos exigidos.

Estes valores incluem já 10% dos resultados não auditados dos primeiros nove meses de 2026, diz o banco, que sublinha a “a sólida capitalização” da instituição financeira.

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EDP e sindicatos fecham novo Acordo Coletivo de Trabalho, em vigor a partir de 2027

A EDP e a maioria das estruturas sindicais concluíram a negociação do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em Portugal, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2027. O entendimento foi anunciado esta sexta-feira e resulta de várias rondas de conversação ao longo do último ano.

O novo ACT introduz mudanças em várias matérias, com destaque para a criação de um modelo de carreiras mais simples e transparente, que facilita a progressão, sobretudo nas fases iniciais. O acordo reforça ainda o reconhecimento do mérito e a sua ligação à evolução remuneratória.

Ficam também previstas maior valorização dos regimes especiais de trabalho, através da majoração do pagamento do trabalho em regime de turnos e do trabalho suplementar, além da revisão dos benefícios atribuídos aos colaboradores.

O acordo representa um marco relevante para o grupo EDP em Portugal e reflete, segundo a empresa, o compromisso das partes com o diálogo social e com soluções adaptadas à evolução da empresa e do contexto laboral. A negociação decorreu num período em que sindicatos como a Fiequimetal tinham sublinhado a importância de melhorar as carreiras, os regimes de turnos e disponibilidade, o trabalho suplementar e os benefícios.

Para a EDP, o novo ACT permite continuar a valorizar as pessoas e as suas condições profissionais, conciliando esse objetivo com os desafios de competitividade, sustentabilidade e transformação do setor da energia.

O entendimento em Portugal segue-se ao acordo celebrado em setembro em Espanha para o IV Convenio Colectivo del Grupo EDP. Em conjunto, Portugal e Espanha representam cerca de 60% da força de trabalho da EDP, o que reforça a relevância destes acordos para a evolução do modelo de relações laborais do grupo.

 

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Fitch mantém rating de França mas reduz perspectiva de estável para negativa

A agência de notação financeira Fitch Ratings reviu em baixa a perspetiva da classificação de crédito da França, de estável para negativa, mantendo o rating soberano em A+, numa decisão que reflete o agravamento das contas públicas e o aumento dos custos de financiamento do Estado francês.

Numa nota divulgada esta sexta-feira, a Fitch justificou a alteração da perspetiva com a deterioração das condições económicas e orçamentais desde a última revisão, em agosto. A agência aponta para um crescimento económico mais fraco, custos de financiamento mais elevados e défices orçamentais superiores ao anteriormente esperado, fatores que estão a pressionar a trajetória da dívida pública.

A decisão surge numa altura em que França enfrenta desafios económicos e sociais crescentes, associados ao elevado endividamento e ao aumento dos encargos com juros. De acordo com as projeções da Fitch, os pagamentos de juros deverão subir para 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2028, face aos 2,5% do PIB estimados para 2025.

A agência prevê ainda que o défice orçamental francês atinja 5,5% do PIB em 2027, refletindo uma perspetiva de crescimento mais débil e os riscos de concessões adicionais durante o processo de negociação do orçamento.

Apesar do agravamento da perspetiva, a Fitch manteve a classificação A+, sustentada pela dimensão e diversificação da economia francesa, pelo elevado nível de rendimento, pela robustez das instituições, pela pertença à zona euro e pela resiliência do setor bancário.

A revisão da Fitch surge uma semana depois de a Moody’s ter mantido a classificação soberana da França em Aa3, igualmente com perspetiva negativa, sinalizando preocupações persistentes das agências de rating quanto à evolução das finanças públicas do país.

A Fitch indicou que a próxima revisão da classificação francesa deverá ocorrer até ao final de fevereiro de 2027, o mais tardar.

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Conselho de Administração da Lusa convida Diana Ramos para diretora de informação

O Conselho de Administração (CA) da agência Lusa convidou a atual diretora do Jornal de Negócios, Diana Ramos, para diretora de informação da agência, informou esta sexta-feira em comunicado.

“O Conselho de Administração informa que convidou a jornalista Diana Ramos para Diretora de Informação da Lusa, tendo a nomeação seguido os trâmites legais de solicitação de parecer à ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social] e ao Conselho de Redação da Lusa”, lê-se num comunicado enviado à redação.

Depois dos referidos pareceres, Diana Ramos irá apresentar a sua equipa de Direção de Informação (DI) e de chefias da DI, referiu o CA da agência de notícias.

Diana Ramos é licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra, tem ocupado a função de diretora do Jornal de Negócios (há cinco anos e oito meses), foi editora de Política e Economia do Correio da Manhã / CMTV e é jornalista do grupo Medialivre desde 2005.

A jornalista substitui Luísa Meireles, que deixou em 12 de outubro a DI da Lusa, depois de ter aceitado uma proposta de saída feita pelo CA.

Luísa Meireles esteve oito anos à frente da DI da agência e saiu depois de “ao longo do tempo” a situação se ter tornado insustentável, referiu a antiga diretora aquando do anúncio de saída.

Na quinta-feira, o CA da Lusa prorrogou a liderança interina da DI por uma semana, até 06 de novembro, composta por Nuno Simas e Maria de Deus Rodrigues.

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OE2027: Ministra atribui saldo negativo de 2.679 milhões do SNS a necessidades de financiamento

A ministra da Saúde rejeitou hoje que o saldo negativo de 2.679 milhões de euros projetado para o SNS em 2027 represente um prejuízo, alegando que corresponde a necessidades estimadas de financiamento do serviço público de saúde.

“É o saldo global de uma conta de necessidades que são estimadas, sem limite de ‘plafond’, inclui investimentos, saldo corrente, mais saldo de capital”, afirmou Ana Paula Martina na audição conjunta nas comissões de Saúde e de Orçamento, Finanças e Administração Pública no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

A governante sustentou que “um prejuízo, resultado líquido, não trata o investimento como perda, regista amortizações e depreciações”.

Em resposta à deputada do Chega Marta Silva, que questionou o agravamento do saldo consolidado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a ministra argumentou que a comparação entre 2026 e 2027 não tem em conta os diferentes valores de reforço orçamental já considerados.

Segundo a governante, o saldo de 2026 já inclui um reforço extraordinário de 959,7 milhões de euros.

“Sem esse reforço, 2026 fecharia em menos 2.262,2 milhões de euros. A diferença para 2027 é de 417,2 milhões de euros, mais 18,4%, não mais do dobro”, afirmou.

A deputada Marta Silva questionou se o Governo prevê novos reforços orçamentais durante o próximo ano, à semelhança do que aconteceu em 2026, e se “este orçamento chega para tratar as pessoas a tempo ou não?”.

Na resposta, a ministra reconheceu que o SNS tem necessitado de reforços orçamentais ao longo do ano, tanto para as Unidades Locais de Saúde (ULS) como para os Institutos Portugueses de Oncologia (IPO).

Referiu igualmente que têm sido realizados reforços de capital para manter a dívida dentro dos valores com que o Governo se comprometeu.

Ana Paula Martins sublinhou ainda que se trata de “um orçamento que está feito numa base naturalmente previsional e está feito, sim, para responder às necessidades”.

Sustentou que é um orçamento assente “na prudência”, tendo em conta a “enorme incerteza” do contexto económico e a pressão assistencial sobre o Serviço Nacional de Saúde.

Sobre as despesas com bens e serviços, a ministra indicou um crescimento de 9,3% face à previsão inicial de 2026 e de 7,2% em comparação com 2025.

Ana Paula Martins defendeu ainda que os problemas do SNS não se resolvem exclusivamente através de mais financiamento.

“Tem muito que ver também com organização, tem muito que ver com controlo de gestão”, afirmou, acrescentando que a pressão assistencial exige que o Governo recorra a “todo o ecossistema da saúde”.

Também a deputada do PS Mariana Vieira da Silva criticou o orçamento apresentado, que classificou como um “orçamento faz de conta”, considerando que não corresponde à despesa e à receita atualmente existentes nem às previsões para o próximo ano.

A deputada socialista questionou a origem dos cerca de 500 milhões de euros de receita adicional previstos e como pretende o Governo financiar aproximadamente dois mil milhões de euros de despesa que, segundo afirmou, já sabe que terá, mas que não estão inscritos no orçamento.

Em resposta, a ministra rejeitou as acusações de suborçamentação e considerou que estas exigem uma demonstração para além das críticas políticas, defendendo que a análise deve também ter em conta a diferença entre o orçamento inicial e a respetiva execução.

Ana Paula Martins distinguiu o orçamento da Saúde da conta do SNS, afirmando que esta última estima os custos do funcionamento previsto pelas entidades, considerando diferentes cenários e sem limite de financiamento.

“A conta do SNS não é o orçamento”, afirmou, acrescentando que o orçamento da Saúde apresenta um saldo positivo de 661,7 milhões de euros.

“O que lhe estou a dizer é que este orçamento é sério, é transparente, é prudente e exige da gestão, desde logo, do Ministério da Saúde e em cascata, (…) um grande controlo de gestão”, afirmou.

A ministra apontou ainda a fraude e o desperdício como problemas que importa combater no SNS, defendendo uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis, com o contributo dos gestores e dos profissionais de saúde.

“A fraude é muita. O desperdício também existe”, afirmou, reconhecendo que estes problemas “não desaparecem por milagre”.

A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 foi aprovada, na generalidade, na quarta-feira, na Assembleia da República e a votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

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Presidente polaco interrompe viagem ao Senegal após suspensão do presidente do Tribunal Constitucional

O presidente da Polónia, Karol Nawrocki, deu ordem para regressar ao país na sexta-feira, interrompendo o voo que o levava ao Senegal, depois de a polícia ter entrado nas instalações do Tribunal Constitucional e o seu presidente ter sido suspenso, avança a Reuters.

“Num momento como este, o Presidente tem de estar na Polónia. Estou a interromper a minha viagem ao Senegal. Estou a regressar”, escreveu Nawrocki na rede social X.

A polícia informou que os agentes entraram nas instalações do Tribunal Constitucional após incidentes no exterior do edifício, que incluíram o lançamento de objetos perigosos contra as forças de segurança. O tribunal anunciou no seu site que o presidente do órgão, Bogdan Święczkowski, foi suspenso nesta sexta-feira.

Um conflito político prolongado em torno do Tribunal Constitucional tem, na prática, paralisado a instituição. No início deste ano, Nawrocki – aliado do anterior governo nacionalista do partido Lei e Justiça (PiS) – recusou-se a tomar posse de três dos seis juízes nomeados pelo Parlamento. Por seu lado, Święczkowski, que foi secretário de Estado da Justiça no governo do PiS, impediu que os juízes eleitos pela atual maioria parlamentar assumissem funções.

O primeiro-ministro Donald Tusk reagiu na sexta-feira, também na rede X: “Restaurar o Estado de direito é dever do Governo. Depois de anos de ilegalidade sob o PiS, este processo é difícil, por vezes até doloroso, e exige ação decisiva. Não há outro caminho.”

O ministro da Justiça, Waldemar Żurek, disse a jornalistas que pediu o levantamento das imunidades de Święczkowski e do seu vice, por terem falhado no cumprimento das suas funções ao impedir que juízes exercessem o seu trabalho.

Políticos do PiS, incluindo o líder Jarosław Kaczyński, acusaram o Governo de Tusk de estar a realizar um “golpe” no Tribunal Constitucional.

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Presidente do tribunal constitucional da Polónia afastado e polícia mobilizada

A polícia mobilizou-se hoje à noite em Varsóvia para junto do Tribunal Constitucional, após o anúncio da suspensão de presidente daquela instituição, no centro de um confronto entre a direita nacionalista e o atual governo centrista.

O Presidente do Tribunal Constitucional foi nomeado, quando a direita nacionalista estava no poder.

O presidente da República polaca, o nacionalista Karol Nawrocki, anunciou que iria interromper a viagem ao Senegal, onde estava em visita oficial, e voltaria urgentemente para Varsóvia.

Dezenas de polícias antimotim impediram o acesso ao edifício da mais alta instância judicial polaca aos numerosos apoiantes do partido nacional conservador Lei e Justiça (PiS, oposição).

Estes apoiantes do PIS manifestam-se há várias semanas em apoio aos juízes da Suprema Corte, que o governo centrista de Donald Tusk quer ver fora do cargo, constatou um jornalista da agência de notícias francesa AFP.

Considerado pela UE como excessivamente dependente do poder político, o Tribunal Constitucional tem sido uma das pedras no sapato entre Bruxelas e os nacionalistas, destacando repetidamente a primazia da legislação polaca sobre a da UE.

Desde o seu regresso ao poder, em 2023, que Donald Tusk, ex-chefe do Conselho Europeu, promete resolver a crise.

Mas, sem sucesso até agora, já que as nomeações de seu governo para o Tribunal não foram aprovadas pelo chefe de Estado, que as bloqueia.

“Restaurar o estado de direito é nosso dever”, declarou Donald Tusk na rede social X.

“Após anos de ilegalidade sob o PiS, é um processo difícil, às vezes doloroso, que exige ação decisiva. Não há outro caminho”, afirmou.

Uma dessas juízas, Anna Korwin-Piotrowska, foi quem anunciou a suspensão das funções do presidente controverso do tribunal, Bogdan Swieczkowski. E o ministro da Justiça, que também é procurador-geral, anunciou durante uma conferência de imprensa que pediu a suspensão da imunidade de Swieczkowski, assim como a do seu adjunto, Bartlomiej Sochanski. No entanto, reinava a confusão.

O tribunal negou, denunciando “um golpe de Estado” na sua conta oficial na X.

O site do tribunal não estava acessível na noite de hoje. Na sua conta no X, o Tribunal afirma que o presidente Swieczkowski continua em funções e que Korwin-Piotrowska não pode assumir interinamente, porque não prestou juramento perante do Presidente da República.

“Tusk traidor”, gritavam os apoiadores do PiS em frente ao tribunal, segundo o constatou o jornalista da AFP no local. Alguns destes manifestantes recitavam orações contando um rosário ou mostrando imagens religiosas.

Embora a polícia tenha invadido o recinto do tribunal, afirma não ter entrado nos edifícios.

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Miguel Maya e três administradores executivos vendem 7,7 milhões de ações do por cerca de 8,3 milhões

Quatro administradores executivos do BCP, incluindo o presidente executivo, Miguel Maya, e o administrador financeiro, Miguel Bragança, venderam 7,7 milhões de ações do banco, num valor total de cerca de 8,35 milhões de euros, segundo um comunicado enviado ao mercado esta sexta-feira.

De acordo com as notificações de transações de dirigentes, Miguel Maya vendeu três milhões de ações ao preço de 1,08399 euros, o que perfaz cerca de 3,25 milhões de euros. O CFO, Miguel Bragança, alienou 1,2 milhões de títulos a 1,08388 euros, num total de aproximadamente 1,3 milhões de euros.

Também João Nuno Palma, vice-presidente da Comissão Executiva, vendeu 1,5 milhões de ações a 1,08387 euros (cerca de 1,63 milhões de euros), e Maria José Campos, vogal da Comissão Executiva, vendeu dois milhões de ações a 1,08381 euros, ou seja, cerca de 2,17 milhões de euros. Todas as operações foram realizadas em Lisboa.

O banco esclarece, em comunicado, que, após estas operações, estes administradores mantêm, a título individual, uma posição em ações do BCP de valor superior a duas vezes a respetiva remuneração fixa anual bruta. Para este cálculo, são contabilizadas as ações já atribuídas, mas cuja entrega está diferida, nos termos da política de remuneração em vigor.

O BCP adianta que a Comissão Executiva consultou previamente o Conselho de Remunerações e Previdência, uma vez que a decisão de reduzir a exposição ao título resultou exclusivamente de os administradores considerarem imprudente, para si próprios e para o banco, que a ação BCP tivesse um peso excessivo nos seus patrimónios mobiliários individuais.

Segundo o comunicado, o Conselho de Remunerações e Previdência considerou legítimas as motivações apresentadas e recomendou que eventuais operações fossem realizadas nos 30 dias seguintes à apresentação pública de resultados, para garantir “máxima transparência” e evitar interpretações inadequadas sobre a motivação das vendas.

O banco sublinha que o entendimento assenta na necessidade de assegurar um alinhamento patrimonial relevante e continuado entre os interesses dos administradores executivos e os de longo prazo do banco, dos acionistas e dos restantes stakeholders, reconhecendo, ao mesmo tempo, a importância de uma adequada diversificação do património pessoal dos gestores, num quadro de transparência, previsibilidade e adequada perceção pelo mercado.

O BCP conclui que a atuação agora observada respeita “em tudo”, nos termos, na forma e no tempo, as recomendações do Conselho de Remunerações e Previdência.

As ações do banco caíram 2,49% para 1,08 euros.

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François Edouard Drion é o novo CEO do Crédit Agricole Auto Bank

O Crédit Agricole Auto Bank anunciou em comunicado uma mudança de liderança na sua estrutura executiva: François Edouard Drion, atual Diretor-Geral e CEO da Agos em Itália, foi nomeado novo Chief Executive Officer do Grupo CA Auto Bank. A tomada de posse oficial está agendada para o dia 1 de fevereiro de 2027.

François Edouard Drion sucede a Giacomo Carelli, responsável por liderar marcos históricos da instituição — como a transição de FGA Capital para FCA Bank em 2015 e a criação do CA Auto Bank e da Drivalia em 2023. Carelli transitará para a empresa-mãe Crédit Agricole Personal Finance and Mobility (CAPFM), onde assumirá o cargo de Global Head of Automotive, Mobility, Insurance and Services.

Com 59 anos, François Edouard Drion é graduado pelo Sciences Po Paris e possui pós-graduação em Finanças pela Universidade Paris Dauphine. Conta com uma vasta trajetória de cerca de três décadas no setor bancário e financeiro internacional, com passagens pelo BNP Paribas onde foi Head of Retail Banking para o Médio Oriente e CEO do BNP Paribas na Argélia; pelo Crédit Agricole (ingressou no Grupo como CEO do Crédit Agricole Sérvia e passou em 2011 para o cargo de CEO do Crédit Agricole Egito).

A transição totalmente interna visa reforçar a posição do CA Auto Bank no mercado europeu e guiar o plano de crescimento rentável e sustentável da instituição.

O novo CEO fala da experiência na gestão bancária “adquirida nos mercados internacionais e, mais recentemente, em Itália com a Agos” e diz que o seu objetivo agora é “desenvolver ainda mais o posicionamento do CA Auto Bank na Europa, trabalhando em sinergia com os nossos parceiros e apoiando as redes de vendas e os clientes finais através de soluções financeiras e de mobilidade eficazes”.

Stéphane Priami, Diretor-Geral Adjunto do Crédit Agricolee Presidente do CA Auto Bank, destacou a relevância do banco nos objetivos de médio prazo do Grupo, elogiando também a liderança de Giacomo Carelli e dando as boas-vindas ao novo executivo.

O Crédit Agricole Auto Bank é detido a 100% pelo Crédit Agricole Personal Finance & Mobility.

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Sindicato da Hotelaria do Sul protesta em hotéis de Lisboa no dia 2 de novembro

O Sindicato do Trabalho na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul vai realizar, no próximo dia 2 de novembro, uma ação de protesto “porta-a-porta” junto a vários hotéis de Lisboa para exigir aumentos salariais e o desbloqueio da contratação coletiva.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, 30 de outubro, o sindicato afeto à CGTP explicou que a iniciativa se insere numa campanha nacional da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) contra os baixos salários e pela negociação dos contratos coletivos.

A estrutura sindical denunciou que o setor da hotelaria continua marcado por “baixos salários, precariedade e perda de poder de compra”, apontando um contraste entre o crescimento do turismo e a degradação das condições de trabalho.

De acordo com o comunicado, o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) dos hotéis do Centro-Sul encontra-se “bloqueado desde 2004”, situação que o sindicato atribui à “reiterada indisponibilidade da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP)” para negociar a revisão do documento.

A ação de protesto vai consistir numa rota com concentrações junto às entradas de diversas unidades hoteleiras na zona da Avenida Fontes Pereira de Melo e áreas envolventes, com o intuito de alertar hóspedes e clientes para a situação laboral no setor e apelar à intervenção dos grupos hoteleiros junto da associação patronal.

As concentrações estão programadas para decorrer ao longo da manhã do dia 2 de novembro, entre as 08h30 e as 12h00, em estabelecimentos como o Evolution Lisboa Hotel, Sheraton Lisboa Hotel e Spa, America Diamond’s Hotel, HF Fenix Urban, Ibis Styles Lisboa Centro Marquês de Pombal, Sana Lisboa e Eurostars Lisboa Parque.

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Samba Digital fecha 1.º semestre com lucro líquido de 53 mil euros em queda

A Samba Digital SGPS, empresa de marketing desportivo internacional cotada no Euronext Growth Lisbon, registou no primeiro semestre de 2026, com um volume de negócios de 3,304 milhões de euros e um lucro líquido de 53 mil euros que compara com 239 mil euros um ano antes.

As contas consolidadas são apresentadas em euros; a evolução do volume de negócios expresso em dólares inclui o efeito cambial sobre a contribuição da atividade francesa.

Face ao primeiro semestre de 2025, o volume de negócios aumenta 15,2 %, o EBITDA passa de −331 mil euros para +559 mil euros e o resultado líquido de −490 mil euros para +53 mil euros, o que permite ao Grupo regressar a resultados operacional e líquido positivos, embora permaneça abaixo dos níveis do S1 2025.

O volume de negócios atingiu os 3,304 milhões de euros, o que representa uma quebra de 2,0% face ao primeiro semestre de 2025. No entanto, após conversão, este valor equivale a 3,858 milhões de dólares, registando um crescimento de 5,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, verificou-se um crescimento de 15,2% em euros face ao segundo semestre de 2025.

“A maior parte do aumento dos custos decorre da abertura do escritório de Atlanta, destinado a reforçar a estrutura comercial e operacional nos Estados Unidos, e da passagem de vários colaboradores-chave em França, anteriormente trabalhadores independentes, para o regime de trabalho por conta de outrem”, lê-se no comunicado.

O EBITDA situou-se em 559 mil euros, com uma margem de 16,9%, e o resultado operacional foi positivo em 165 mil euros. No semestre homólogo, o EBITDA tinha sido de 769 mil euros e o resultado líquido de 239 mil euros.

No segundo semestre de 2025, a empresa tinha registado EBITDA negativo de 331 mil euros e um prejuízo líquido de 490 mil euros.

A companhia atribui a redução da rentabilidade face ao ano anterior ao reforço da estrutura operacional, nomeadamente com a abertura do escritório de Atlanta, nos Estados Unidos, e com a integração de vários colaboradores-chave em França no regime de trabalho por conta de outrem.

Estes movimentos visam fortalecer a gestão das atividades americanas e garantir a continuidade das competências do grupo.

As depreciações e amortizações subiram 26,8%, para 394 mil euros, refletindo os investimentos nas ferramentas tecnológicas, incluindo a plataforma FanSight, infraestrutura de inteligência de mercado desenvolvida pela Samba Digital para o setor do desporto.

A FanSight ajuda clubes, ligas e federações a compreender os seus públicos e mercados internacionais, cruzando dados digitais com critérios económicos e comerciais.

O grupo está a explorar a sua utilização para identificar potenciais parceiros de patrocínio e a avançar na integração com ferramentas de inteligência artificial, com conectores já operacionais com Claude e ChatGPT.No primeiro semestre, a Samba Digital celebraram novos contratos com o CF Montréal e os Houston Texans e renovaram colaborações com o Paris Saint-Germain, Chelsea FC, World Rugby e Kansas City Chiefs.

A taxa de renovação para a época 2026-2027 situou-se em 97%.Após o encerramento da subsidiária brasileira, o grupo estuda o reagrupamento das atividades operacionais sob a Samba Digital US, através de uma eventual entrada em espécie ou venda da Samba Digital France pela sociedade-mãe portuguesa.

Em 30 de junho de 2026, a caixa e equivalentes de caixa ascendiam a 647 mil euros e os capitais próprios consolidados a 24,77 milhões de euros.

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Lucro da ExxonMobil sobe 52% para 30.485 milhões até setembro

A petrolífera norte-americana ExxonMobil registou lucros de 34.121 milhões de dólares (cerca de 30.485 milhões de euros à taxa de câmbio atual) até setembro deste ano, um aumento de 52% face ao período homólogo.

As receitas da empresa atingiram os 314.319 milhões de dólares (cerca de 281.262 milhões de euros) nos primeiros nove meses deste ano, um aumento de 25% face a igual período do ano passado.

Já os custos e outras deduções aumentaram 23%, atingindo os 266.692 milhões de dólares (cerca de 238.644 milhões de euros).

A divisão de ‘upstream’ (pesquisa e extração) contribuiu com 20.752 milhões de dólares (cerca de 18.564 milhões de euros) para o resultado líquido alcançado, o que representa uma subida de 16%, enquanto os produtores de energia geraram 11.372 milhões de dólares (cerca de 10.173 milhões de euros), um aumento de 182% em relação ao período homólogo.

Por seu turno, o segmento de produtos químicos atingiu um resultado líquido de 1.976 milhões de dólares (cerca de 1.767 milhões de euros), um aumento de 82,7%, enquanto a área dos produtos denominados “especializados” registou um resultado de 2.892 milhões de dólares (cerca de 2.587 milhões de euros), um aumento de 33%.

Entre julho e setembro, a ExxonMobil registou um lucro de 15.413 milhões de dólares (cerca de 13.788 milhões de euros), mais do que o dobro do valor do ano anterior, enquanto o volume de negócios ascendeu a 113.164 milhões de dólares (cerca de 101.237 milhões de euros), um aumento de 32,6%.

A petrolífera viu a sua dívida líquida reduzir-se em 11.000 milhões de dólares (cerca de 9.840 milhões de euros) nos últimos 12 meses, situando-se em 22.100 milhões de dólares (cerca de 19.770 milhões de euros) a 30 de setembro.

Além disso, anunciou um dividendo de 1,07 dólares (0,96 euros), a pagar a 10 de dezembro a todos os acionistas que estejam registados até ao fecho de mercado do dia 16 de novembro.

“Trimestre após trimestre, acumulam-se as provas de um negócio mais sólido. Estamos a melhorar tanto a qualidade da nossa carteira como a nossa capacidade de otimização. […] Os mercados irão mudar, mas estamos posicionados para continuar a fornecer a energia e os produtos de que o mundo necessita, ao mesmo tempo que geramos crescimento e valor a longo prazo para os nossos acionistas”, afirmou o presidente e diretor executivo da empresa, Darren Woods, citado no mesmo comunicado.

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Europa fecha em baixa pressionada por tecnologia e energia. PSI recua com tombo do BCP

As ações europeias encerraram em território negativo nesta sexta-feira, 30 de outubro, com os investidores a digerirem uma nova vaga de resultados dececionantes no setor tecnológico e a escalada dos preços do petróleo, num clima de crescente tensão geopolítica.

Em Lisboa, o índice PSI acompanhou a tendência europeia e fechou a cair 0,47%, para 9.276,13 pontos, com 11 dos seus 16 títulos em terreno negativo. A sessão foi marcada por uma correção generalizada, com o BCP a liderar as perdas ao recuar 2,49% para 1,0775 euros, depois de várias casas de investimento terem revisto as suas avaliações.

O Oddo BHF e o UBS subiram o preço-alvo do BCP e veem as ações do banco a valorizar até 24,9%. Já a AlphaValue cortou o preço-alvo para 0,80 euros e manteve a recomendação de “vender”, o que traduz uma descida de 27,6%.

A Mota-Engil também esteve sob pressão, cedendo 1,99% para 4,522 euros, enquanto a EDP Renováveis desvalorizou 1,03% para 12,50 euros. Do lado dos ganhos, a NOS destacou-se com uma subida de 2,36% para 5,21 euros, num movimento contrário ao mercado, e a Jerónimo Martins valorizou 0,93% para 18,46 euros. A Galp conseguiu terminar em alta de 0,63% para 20,78 euros, beneficiando diretamente da subida do crude.

No resto da Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,38%, para 646,64 pontos. O EuroStoxx 50, que agrega as maiores empresas da zona euro, foi o mais penalizado, ao cair 1,23% para 6.131,02 pontos.

Entre os principais índices, o alemão DAX perdeu 0,85% para 25.818,75 pontos, arrastado pelo mau desempenho de pesos-pesados como a Siemens Energy e a Infineon. O italiano FTSE MIB encerrou com uma queda de 1% para 49.500 pontos, interrompendo uma série de cinco sessões consecutivas de ganhos. O espanhol IBEX 35 caiu 1,09% para 18.652,90 pontos. Já o FTSE 100 britânico conseguiu escapar à correção e fechou praticamente inalterado, com uma ligeira subida de 0,07% para 10.729,78 pontos, enquanto o francês CAC 40 recuou 0,01% para 7.969,42 pontos.‌

O ambiente de aversão ao risco foi alimentado por uma verdadeira “razia tecnológica” do outro lado do Atlântico. Os investidores procuraram refúgio em setores mais defensivos, como o farmacêutico e o alimentar, depois de resultados fracos da Intel e da Amazon terem gerado um pessimismo generalizado no setor. Este sentimento transbordou para a Europa, penalizando fortemente as cotadas ligadas à tecnologia e semicondutores.‌

No mercado de energia, os preços do petróleo registam fortes subidas, com o Brent do Mar do Norte a negociar acima dos 117 dólares por barril e o WTI a superar os 103 dólares. Esta subida foi impulsionada pela escalada das tensões geopolíticas. A Ucrânia retomou os ataques com drones contra refinarias russas, atingindo três instalações e um complexo químico, no que constitui o maior ataque desde a trégua energética anunciada unilateralmente por Donald Trump.

Entretanto, a Rússia deverá manter a sua proibição de exportação de diesel, prolongando as restrições que já vigoram para os produtores até 31 de outubro, num esforço para estabilizar o mercado interno e que continua a limitar a oferta global.

Esta sexta-feira começa a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 em Atlanta, que decorre até 31 de outubro, e onde os conflitos na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente dominam as discussões.

No mercado obrigacionista, a procura por ativos de refúgio levou a um alívio nas yields das principais dívidas soberanas. A yield das Bunds alemãs a 10 anos recuou 1,6 pontos base para 3,355%, enquanto a dívida portuguesa a 10 anos se manteve em 3,834%.

Em França, a OAT a 10 anos subiu para 4,95%, pressionada pela subida do petróleo.

Nos Estados Unidos, a yield do Treasury a 10 anos caiu 8,5 pontos base para 4,902%, o valor mais baixo em sete semanas.

Num comentário ao fecho do dia, o Millennium investment banking destacou que “a razia tecnológica arrasta as bolsas e os investidores procuram refúgios”, sublinhando a rotação para setores defensivos e a pressão sentida pelos principais índices europeus.

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AICEP traz a Lisboa conferência europeia que reúne principais consultores de investimento mundial em 2027

Lisboa vai receber, em outubro de 2027, a Conferência Europeia da Site Selectors Guild, uma associação que reúne alguns dos mais influentes especialistas internacionais em estratégia de localização de investimentos. O evento decorrerá nos dias 21 e 22 de outubro e contará com o apoio da AICEP, reforçando a projeção de Portugal junto dos decisores que aconselham empresas em processos de investimento e expansão internacional.

A conferência reunirá consultores internacionais, agências de promoção de investimento e líderes empresariais de vários países europeus para debater as principais tendências que estão a influenciar as decisões de localização de novos projetos de investimento à escala global.

Segundo a AICEP, a escolha de Lisboa reflete o crescente reconhecimento de Portugal como destino competitivo para o investimento estrangeiro. Entre os fatores valorizados pela Site Selectors Guild destacam-se a conectividade internacional, a disponibilidade de talento qualificado, o dinamismo do ecossistema de inovação e a cooperação entre o setor público e privado.

“Queremos que Portugal seja uma escolha de confiança para as empresas que procuram investir, inovar e crescer à escala global. Acolher a Conferência Europeia da Site Selectors Guild é uma oportunidade para mostrar, junto de quem aconselha essas decisões, o talento, a capacidade de inovação e de execução que o país oferece”, afirmou a presidente da AICEP, Ana Casaca.

A responsável acrescentou que a agência continuará a acompanhar os investidores desde a decisão de localização até à implementação e expansão dos projetos. “É assim que queremos crescer em conjunto: empresas mais competitivas a partir de Portugal e uma economia mais forte, com mais oportunidades para as pessoas e os territórios”, disse.

Também Larry Gigerich, chairman da Site Selectors Guild e executive managing director da Ginovus, justificou a escolha da capital portuguesa, destacando que Lisboa reúne “muitas das características que hoje definem os territórios mais competitivos”, nomeadamente talento, inovação, qualidade de vida, conectividade e uma abordagem colaborativa ao crescimento económico.

Durante os dois dias de trabalhos, os participantes terão acesso a sessões especializadas, encontros de networking e oportunidades de contacto direto com consultores responsáveis por aconselhar empresas em projetos de investimento e expansão em dezenas de mercados.

Nos últimos anos, Portugal tem vindo a captar investimento internacional em áreas como indústria avançada, tecnologias digitais, energias renováveis, ciências da vida e serviços de valor acrescentado. Para a AICEP, a realização da conferência em Lisboa representa uma oportunidade para aumentar a visibilidade do país junto dos profissionais que influenciam decisões de investimento corporativo em vários mercados internacionais.

A agência considera que o evento contribuirá para reforçar o posicionamento de Portugal como plataforma de inovação, conhecimento e crescimento sustentável, num momento em que a captação de investimento estrangeiro continua a ser uma das prioridades da estratégia económica nacional.

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Prestação da casa sobe em novembro nos contratos com Euribor a 3, 6 e 12 meses, alerta Deco Proteste

A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.

As simulações da Deco Proteste baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%.

Baseando-se nestas condições, os contratos com Euribor a 12 meses revistos em novembro passam a pagar 736,94 euros, mais 89,31 euros do que pagavam desde novembro de 2025.

Os contratos com Euribor a seis meses sobem 44,24 euros, para 713,96 euros, face ao fixado em maio.

Já os contratos a três meses passam a pagar mais 17,62 euros em relação ao valor apurado em agosto, ou seja, 684,92 euros.

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239%.

A média da Euribor considerada para efeitos de revisão de um empréstimo de taxa variável é a do mês anterior ao da assinatura do contrato de crédito.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

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UE cobra a partir de domingo nova taxa de 2 euros sobre encomendas de fora do bloco

A União Europeia vai passar a cobrar, a partir deste domingo, uma nova taxa de dois euros sobre qualquer encomenda proveniente de fora do bloco, para atenuar o impacto do comércio ‘online’, designadamente chinês, no mercado europeu.

Esta taxa vai ser cobrada a qualquer encomenda que vier de fora da União Europeia (UE), independentemente do seu valor, e acresce a outra tarifa, de três euros, que a Comissão Europeia já tinha começado a aplicar em julho para encomendas de menos de 150 euros.

A taxa de dois euros vai ser cobrada por categoria de artigos e não por encomenda, o que significa que, na compra de cinco ‘t-shirts’, apenas se aplica uma única taxa de dois euros (por pertencerem à mesma categoria).

No entanto, se a encomenda incluir artigos de três categorias diferentes, como um relógio, camisolas e joias, será cobrada uma taxa total de seis euros.

A medida vai começar a ser aplicada a poucas semanas de começarem as épocas de saldos do ‘Black Friday’ e do ‘Cyber Monday’, mas a UE defende que o custo da taxa deve ser suportado pelas plataformas e não pelo consumidor final.

Não está, contudo, prevista qualquer medida para impedir que as plataformas repercutam o valor desta taxa no preço dos seus produtos.

A Comissão Europeia salienta que, atualmente, continuam a chegar cerca de cinco milhões de encomendas por dia à Europa, a grande maioria proveniente de plataformas chinesas como a Temu, a AliExpress ou a Shein.

Esse volume de encomendas está a colocar sob pressão as autoridades aduaneiras, numa altura em que o executivo comunitário estima que cerca de 60% das encomendas provenientes de fora da UE não cumprem os requisitos comunitários.

Nos últimos meses, por exemplo, a Comissão Europeia aplicou multas à AliExpress e à Temu por falhas na verificação dos riscos associados a produtos que vendem nas suas plataformas, como brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.

O objetivo da taxa é, assim, cobrir os custos adicionais que as autoridades aduaneiras estão a ter com este volume de encomendas, dando-lhes a capacidade para fiscalizarem melhor as encomendas provenientes de fora do bloco e garantir que respeitam as regras europeias.

Ao contrário da taxa aplicada em julho – que só ficará em vigor até 2028, quando entrar em vigor o novo sistema aduaneiro europeu – esta nova taxa é permanente.

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OE2026: Pagamentos em atraso caem para 617,5 milhões até setembro

Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 617,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 384,6 milhões de euros face ao mês anterior, foi hoje anunciado.

“No final de setembro, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 617,5 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 384,6 milhões de euros face ao mês anterior”, lê-se na síntese de execução orçamental, hoje divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO – Direção-Geral do Orçamento).

O documento ressalva que não é possível calcular a variação homóloga, tendo em conta que a definição de pagamentos em atraso foi alterada em junho.

Para a variação mensal contribuíram, sobretudo, as áreas da saúde (-364,9 milhões de euros), da Administração Central (-13,7 milhões de euros), excluindo o subsetor da Saúde, e das Entidades Públicas Reclassificadas (-13,1 milhões de euros).

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Transações continuam a cair em Portugal, de acordo com TTR Data

Nos primeiros nove meses deste ano, o capital mobilizado no mercado transacional em Portugal caiu 45%, face a igual período do ano passado, para 7,8 mil milhões de euros, de acordo com os dados da TTR Data. O número de operações reduziu-se em 27%, para 379.

É um prolongamento da tendência de quebra verificada desde o início do ano.

No terceiro trimestre houve 120 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla inglesa), anunciadas ouconcluídas, no valor de 4,7 mil milhões de euros, insuficientes para compensarem a quebra acumulada.

O recuo em Portugal contrasta com a evolução do Sul da Europa. No primeiro semestre, o valor das fusões e aquisições na região aumentou 37%, para 147,7 mil milhões de euros, apesar de o número de negócios ter diminuído 6%, para 1.858. São dados de um relatório da Forvis Mazars e da Mergermarket. O crescimento foi impulsionado por grandes transações.

Segundo o mesmo estudo, no mesmo período, em Portugal, o capital mobilizado limitou-se a 800 milhões de euros de valor anunciado, contra os 6,3 mil milhões um ano antes, o que decorre do efeito Novobanco. O número de operações caiu 37%, para 82.

O peso das operações excecionais marcou 2025. A aquisição do Novobanco pelo francês BPCE, anunciada por 6,4 mil milhões de euros, inverteu os indicadores de um ano que, sem esse negócio, teria apresentado uma quebra acentuada.

A Mergermarket identificou 33 potenciais operações em Portugal, em 12 setores, num universo de 608 oportunidades sinalizadas no Sul da Europa.

“Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades”, afirma Filipa Matias, senior manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal. Acrescenta que a atividade nas operações de pequena e média dimensão “continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados”.

“Há muito capital disponível, não há é, se calhar, tantas oportunidades”, afirmou Rui Corrêa Henriques, responsável pelo Corporate and Investment Banking do Santander em Portugal, ao Jornal Económico em setembro. O banqueiro antecipa uma recuperação no prazo de seis a 18 meses.

Os resultados do estudo da Forvis Mazars e da Mergermarket não são diretamente comparáveis com os da TTR Data, por utilizarem critérios diferentes, mas confirmam que o número de negócios caiu e que faltam grandes operações.

Estrangeiros compram

Segundo a TTR Data, Espanha foi o país que mais investiu em Portugal até setembro, com 28 operações, e também foi o principal destino do investimento português, com 37 negócios, e no Reino Unido, com nove.

As compras estrangeiras no setor de tecnologia e internet recuaram 16% em termos homólogos.

Entre os negócios destacados pela Forvis Mazars no primeiro semestre está o investimento no grupo de mediação de seguros Sabseg, numa operação global de 600 milhões de euros envolvendo a Miura Partners e o reforço da posição da Schroders, de 2% para 20%. Seguiu-se a aquisição do Caesar Park, em Sintra, pela Catterton Management e pela Cedar Capital Partners, por 140 milhões.

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Portugal Ventures conclui saída da Perceive3D após aquisição pela Smith+Nephew

Banco do Fomento

A Portugal Ventures anunciou a conclusão do desinvestimento na Perceive3D, empresa portuguesa de tecnologia médica adquirida integralmente pela multinacional britânica Smith+Nephew em 2020. O anúncio, divulgado a 29 de outubro, surge na sequência da autorização pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) do sistema TESSA, desenvolvido a partir da tecnologia da startup.

Fundada por João P. Barreto e Rui Melo, a Perceive3D nasceu como spin-off da Universidade de Coimbra e dedica-se ao desenvolvimento de soluções de visão por computador, inteligência artificial e realidade aumentada aplicadas à cirurgia minimamente invasiva. A sua plataforma de navegação para artroscopia permite transpor o planeamento pré-operatório para o contexto cirúrgico em tempo real, com o objetivo de aumentar a precisão dos procedimentos.

Esta tecnologia deu origem ao TESSA — Tracking Enabled Spatial Surgery Assistant —, atualmente integrado no portefólio da Smith+Nephew. Segundo o comunicado, a primeira aplicação clínica do sistema destina-se à reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior do joelho, numa abordagem de navegação intra-articular que a empresa designa por «Cirurgia Espacial». A autorização da FDA foi concedida através da via regulatória De Novo.

A Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do Grupo Banco Português de Fomento, investiu na Perceive3D em 2013, quando a empresa se encontrava na fase pre-seed. Ao longo dos anos, apoiou o desenvolvimento tecnológico, a proteção da propriedade intelectual, a validação clínica e os primeiros projetos-piloto hospitalares.

A aquisição pela Smith+Nephew, em 2020, permitiu acelerar o desenvolvimento industrial e regulatório da tecnologia, de acordo com a nota de imprensa. O comunicado não divulga o valor da aquisição, o montante investido pela Portugal Ventures ou o retorno obtido com a operação, nem detalha as condições da conclusão do desinvestimento agora anunciada.

Para Marco Neves, presidente do conselho de administração da Portugal Ventures, a integração da tecnologia num grupo internacional e a autorização regulatória nos Estados Unidos demonstram o papel do investimento na valorização da investigação científica. «Ver esta tecnologia integrada num líder global como a S+N e agora validada pela FDA confirma o impacto que o capital de risco pode ter na transformação de ciência em inovação», afirma, citado no comunicado.

João P. Barreto, fundador e diretor executivo e científico da Perceive3D, destaca a complexidade do percurso entre a investigação inicial e a chegada ao mercado. “Levar uma tecnologia médica com esta complexidade e sofisticação de TRL 1 a TRL 9, ou seja, dos princípios científicos básicos até à introdução no mercado, foi uma experiência única e com poucos precedentes em Portugal”, refere.

O responsável salienta ainda o contributo da Universidade de Coimbra, da Portugal Ventures, enquanto principal investidor, e da Smith+Nephew, que adquiriu a tecnologia antes da sua comercialização.

Também o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, considera que a autorização constitui um reconhecimento da investigação desenvolvida na instituição. O percurso da Perceive3D, afirma, demonstra “como o conhecimento produzido na nossa instituição pode transformar-se em inovação com impacto global”.

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