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Presidente da República promulga três diplomas do Governo
Carga policial em protesto de extrema-direita em Madrid após acidente
Mais de mil pessoas concentraram-se hoje em frente à sede do Ministério dos Transportes, em Madrid, num protesto convocado por grupos de extrema-direita para exigir responsabilidades após o acidente ferroviário, registando-se confrontos entre a polícia e os manifestantes.
O momento de maior tensão ocorreu quando alguns participantes avançaram contra o cordão policial, levando os agentes da polícia de choque a intervir e a utilizar gás lacrimogéneo.
A manifestação foi dispersada pela Polícia Nacional depois de alguns manifestantes terem protagonizado episódios de violência, lançando sinalizadores e outros objetos, o que resultou em novas intervenções policiais para conter o grupo.
Durante o ato, convocado pelo partido de extrema-direita Falange e por outros grupos do mesmo espetro, como o Revuelta, os manifestantes entoaram palavras de ordem de cariz fascista e proferiram críticas contra o governo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez, o PSOE e o ministro dos Transportes, Óscar Puente.
Os protestos voltaram-se, sobretudo, contra a gestão de Puente, à frente da pasta responsável pelas infraestruturas ferroviárias e pelos transportes públicos.
Sob a sua gestão, ocorreram dois acidentes ferroviários mortais em menos de um ano, em Adamuz (Córdoba), que fez 46 mortos e 152 feridos, e em Urda (Toledo), ambos no mesmo troço ferroviário.
Nesta zona, reuniram-se também pessoas vindas da manifestação convocada pelo sindicato Solidaridad, ligado ao partido Vox (extrema-direita), que começou na praça de Cibeles e terminou na sede do Ministério dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana.
Durante as quase duas horas de duração da mobilização, os participantes entoaram ainda gritos contra as pessoas acampadas na Puerta del Sol, contra o Partido Popular e a sua ala jovem, bem como contra imigrantes e jornalistas.
A grande maioria dos presentes transportava bandeiras de Espanha e da ala jovem da Falange. Estavam também várias bandeiras da era franquista.
À mesma hora, milhares de pessoas participaram hoje num minuto de silêncio em frente a câmaras municipais por toda a Espanha.
Os atos terminaram com aplausos em memória das vítimas, com especial comoção em Urda, local da tragédia, em Adamuz e Santiago de Compostela, palcos de acidentes anteriores, e em Sevilha, destino dos comboios que sofreram o acidente.
A iniciativa partiu da Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP).
O acidente de hoje envolveu dois comboios, um da Renfe e outro da Iryo, e ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) perto da estação de Urda, na província de Toledo, na linha Madrid-Sevilha.
Pelo menos 64 pessoas morreram. Mais de 540 pessoas viajavam nos dois comboios de alta velocidade envolvidos na colisão e as autoridades admitiram que o número de vítimas mortais pode aumentar.

Juíza proíbe acesso à zona em Urda para preservar provas
A juíza instrutora do processo de investigação do acidente ferroviário em Urda (Toledo), no qual morreram pelo menos 68 pessoas, proibiu o acesso à zona e a remoção de elementos para preservar as provas.
Lusa | 21:52 - 28/10/2026
Giménez e a vinda para o FC Porto: "Sinto-me em casa"
Golo da vitória: "A vitória foi muito importante. Jogaram os jogadores que não têm tido tanto minutos e a equipa respondeu muito bem. Estamos muito felizes."
Jogo perigoso: "O FC Porto é um clube muito grande. Não são só 11 jogadores, somos 23. Jogue quem jogar, sabemos que vai dar o seu melhor. Queremos ganhar a Taça da Liga."
90 minutos mais de um ano depois: "Foi muito lindo. A temporada passada foi muito complicada, sobretudo pelas lesões que sofri, mas agora sinto-me muito bem."
Promessa de golo em jogo corrido: "Sim, claro que sim, os avançados vivem dos golos. A confiança, jogo a jogo, treino após treino, tem vindo a crescer. Receberam-me muito bem no FC Porto e sinto-me em casa."
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Pouca castanha, seca e com "bichado" marca campanha em Bragança
A campanha da castanha está a ser um "desastre" para vários agricultores do concelho de Bragança, que apontaram hoje à Lusa quebras significativas, fruto pequeno, seco e "bichado", devido às temperaturas e à falta de água.
Na aldeia de Salsas, Pedro Zoio não está contente com o que vê. "Estamos a começar, mas está um desastre. Não existem castanhas nos castanheiros, os ouriços ficaram pequenos, as castanhas, as poucas que há, não cresceram", descreveu.
A campanha já começou, mas o agricultor apanhou até hoje apenas "30 quilos" do fruto, porque embora os castanheiros tenham "muitos ouriços", estão "sem castanhas".
"Estão agora a começar a cair as poucas que há. (…) Eu dou a volta aos castanheiros e não vejo castanhas nem em cima, nem em baixo", afirmou.
A chuva que caiu no mês de agosto e em setembro fazia prever, segundo disse, um bom ano de castanha, mas não se veio a confirmar, prevendo uma quebra de "60 a 70%".
"Não prevejo um bom ano de castanha, nem de longe, nem de perto. O ano passado já foi mau, este ano ainda vai ser pior, ou seja, de ano para ano, cada vez é pior", vincou.
Para João Condado, produtor de castanha na aldeia de Vilarinho, a campanha deste ano "pior seria impensável", estimando que possa ter uma quebra de produção de 40%.
O fruto, afirmou, está "bastante seco", devido às temperaturas elevadas e à falta de chuva, e há castanha, nomeadamente das variedades precoces, que está "bichada" ou com "fungo".
"Há pouca e o calibre é pequeno, devido às condições atmosféricas. No verão pouco choveu e então as temperaturas foram elevadas e fez com que a castanha não desenvolvesse", lamentou.
A situação também não é melhor para Marcelino Rodrigues. O agricultor de Meixedo ainda não começou a apanha da castanha, mas salientou que a campanha está "muito mal".
"Ainda não apanhei nada, mas diz que são pequenas, estão furadas, que têm tudo, há poucas, segundo ouço", disse.
Segundo explicou à Lusa Abel Pereira, presidente da Arborea - Associação Agro-florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, o calor está a tardar a queda dos ouriços e um "período quente prolongado" foi favorável ao aparecimento de "bichado".
A juntar à falta de qualidade, apontada pelos produtores, também o preço está "aquém de anos anteriores", estando entre 1,2 e 1,5 euros o quilo, podendo, nalguns casos, chegar a 1,8 euros.
Segundo o engenheiro Abel Pereira, num ano bom, o preço da castanha de maior calibre já deveria custar mais de dois euros.
Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, são os maiores produtores de castanha do país.
Numa boa campanha, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas.

Produtores de Valpaços apontam para quebra de produção de castanha
Produtores de Valpaços apontam para uma quebra de produção de castanha devido ao calor e à seca, embora garantam uma boa qualidade do fruto. A apanha começou mais cedo, como aconteceu com outras colheitas em 2026.
Lusa | 12:02 - 22/10/2026
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Conselho fiscal do Vitória aprova venda de 17% da SAD à V Sports
O conselho fiscal do Vitória de Guimarães emitiu um parecer favorável, publicado hoje no site oficial do emblema da I Liga portuguesa de futebol, à venda de 17% do capital social da SAD à empresa V Sports.
"O conselho fiscal emite parecer favorável à alienação à V Sports de ações representativas de 17% do capital social da Vitória Sport Clube – Futebol, SAD (…), desde que sejam integralmente asseguradas as salvaguardas identificadas no presente parecer, designadamente a proteção do património do clube e a manutenção da sua participação maioritária no capital social da SAD", lê-se.
A votação da transmissão de 17% do capital da SAD, tendo em vista o restabelecimento da participação de 46% da empresa que detém o Aston Villa, da Premier League inglesa, previamente aprovada pelos sócios vitorianos em 03 de março de 2023, está marcada para sexta-feira, na assembleia geral extraordinária que vai decorrer no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, a partir das 20:00.
O órgão presidido por Rui Castro Dias salienta que a operação recupera um modelo já aprovado pelos sócios em 2023, quando 966 entre os cerca de 1.400 presentes na AG extraordinária votaram favoravelmente à venda de 46% das ações, antes de a participação da V Sports ser reduzida para 29% no final de junho de 2023, por imposição da UEFA, para se cumprir as regras de multipropriedade de clubes.
O conselho fiscal argumenta também que os 3,8 milhões de euros (ME) que a empresa pretende aplicar na operação – devolução de dois milhões prometidos em 2023 e 1,8 ME adicionais – enquadram-se num "referencial proporcional próximo do previsto no acordo inicial de 2023", que contemplou o pagamento de 5,5 ME e o donativo de dois ME para infraestruturas.
Para o órgão, a manutenção desse "referencial de preço", numa altura em que a situação financeira e patrimonial da SAD é pior do que a de há três anos, face aos 85 ME de passivo e aos capitais próprios negativos de quase 37 ME exibidos no relatório e contas de 2025/26, é "um elemento favorável à apreciação económica da proposta na perspetiva do clube".
A manutenção da participação maioritária do clube na SAD, que irá diminuir de 67,84% para 50,84% caso os sócios aprovem a venda na sexta-feira, e "o compromisso de um plano de reestruturação da dívida" são outros elementos favoráveis à aprovação do acordo, acrescenta o conselho fiscal.
Na perspetiva desse órgão, a concretização da operação com a empresa detida pelo bilionário egípcio Nassef Sawiris (34%), pelo bilionário norte-americano Wes Edens (34%) e pelo fundo de investimento norte-americano Atairos (32%) pode garantir uma "maior previsibilidade de tesouraria" e permitir à SAD "negociar com menor pressão" no próximo mercado de transferências, em janeiro de 2027.
Os sócios do Vitória de Guimarães vão ainda votar a autorização para se introduzirem alterações no pacto social da SAD.
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