❌

Reading view

Caso Master: Vorcaro aposta em perícia para tentar anular provas

Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou a criação e a modificação de centenas de arquivos no celular do ex-banqueiro após o aparelho ter sido apreendido pela Polícia Federal.

De acordo com o analista de Política Teo Cury, a defesa de Vorcaro quer entender o que aconteceu com o celular desde que ele foi apreendido pela Polícia Federal em novembro do ano passado. “É uma nova frente de estratégia, de ofensiva jurídica da defesa de Daniel Vorcaro”, afirmou Cury durante o Live CNN desta sexta-feira (30).

Vorcaro está preso de maneira ininterrupta desde março deste ano. Anteriormente, ele havia sido detido em novembro, depois colocado em prisão domiciliar e, mais tarde, voltou a ser preso.

Ao longo do primeiro semestre, a defesa tentou, sem sucesso, fechar acordos de delação premiada. Foram três rejeições, sendo duas pela PF e uma pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

De acordo com Cury, as autoridades avaliam que Vorcaro não tem como garantir as informações que oferecia, nem como apresentar provas ou assegurar o ressarcimento dos valores supostamente desviados no esquema.

“Ele apresentou uma série de coisas, mas a Polícia Federal falou: já consegui isso, ou já consegui sem a sua ajuda”, explicou o analista. Diante do fracasso nas negociações de delação, a perícia sobre o celular passa a ser a principal aposta da defesa para tentar anular o processo.

O argumento é o de que a prisão não pode ser mantida diante de dúvidas sobre a integridade da perícia do aparelho, que é considerado “a prova central da Operação Compliance Zero”.

A tese é a de que, se confirmadas as alterações indevidas no dispositivo, a veracidade das informações que embasam grande parte da investigação ficaria comprometida, podendo levar à anulação do caso.

O que a perícia particular indentificou

Além da criação e modificação de arquivos, o laudo elaborado pelo perito Marcos Monteiro, a pedido dos advogados de defesa, aponta ainda possíveis falhas na chamada cadeia de custódia do dispositivo. No entanto, o documento não indica quem realizou as alterações e tampouco conclui que tenha havido uma adulteração deliberada.

O celular em questão é o mesmo que foi apreendido com Vorcaro na noite de 17 de novembro, quando ele foi detido no aeroporto de Guarulhos, prestes a embarcar para os Emirados Árabes Unidos em um jatinho particular.

De acordo com a perícia particular, o maior volume de modificações teria ocorrido no dia 18 de novembro, horas após a prisão de Vorcaro. Nessa data, 657 arquivos teriam sido modificados, sendo 59 deles bancos de dados.

Além disso, outros 436 arquivos teriam sido criados no mesmo dia, entre eles 222 de preferências do sistema, 94 imagens no padrão iPhone e 5 bancos de dados. O sistema do próprio aparelho registra ainda três conexões via cabo USB nessa mesma data.

O laudo aponta ainda outras duas datas relevantes: 23 de novembro e os dias 13 e 14 de maio, quando 340 arquivos teriam sido alterados.

No total, durante todo o período em que o aparelho esteve sob custódia da Polícia Federal, a perícia contabilizou alterações ou criações de 999 arquivos, incluindo o principal banco de dados do WhatsApp, que registra histórico de conversas, chamadas, grupos e informações sobre mídias.

Essa alteração no banco de dados do WhatsApp também teria ocorrido no dia 18 de novembro.

A perícia deixa claro que não é possível identificar quem operou o celular, se houve intervenção humana intencional ou qual foi a extensão real das alterações. O documento também não permite determinar quem manuseou o aparelho entre o momento da apreensão e a chegada à perícia da Polícia Federal.

As chamadas falhas na cadeia de custódia dizem respeito justamente a esse intervalo, durante o qual o dispositivo esteve em posse das autoridades.

Com base nesse relatório, a defesa de Vorcaro apresentou dois pedidos: o acesso à íntegra dos dados do aparelho, já que afirma ter tido acesso apenas a relatórios produzidos por programas de computador, e a revogação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Demanda global por passageiros cai 0,5% em setembro, diz Iata

A demanda global de passageiros caiu 0,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, informou nesta sexta-feira (30), a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

A capacidade total recuou 0,2% no mesmo confronto, e a taxa de ocupação ficou em 83,2%, queda de 0,3 p.p. (ponto porcentual) ante setembro de 2025.

No mercado internacional, a demanda cresceu 0,4% e a capacidade aumentou 0,5% na comparação anual. O fator de ocupação foi de 83,6%, recuo de 0,1 p.p..

Já no mercado doméstico, a demanda caiu 2,2% e a capacidade diminuiu 1,3%, com taxa de ocupação de 82,5%, queda de 0,7 p.p..

Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da Iata, Marie Owens Thomsen, o recuo da demanda refletiu a fragilidade no Oriente Médio e na América do Norte.

“Mesmo assim, houve uma melhora em relação a agosto, com um retorno bem-vindo ao crescimento na maioria dos mercados internacionais. Esses padrões se repetiram ao longo de grande parte do ano, e podemos esperar que isso continue em meio à incerteza geopolítica e à volatilidade dos preços dos combustíveis”, destaca.

Para a executiva, a capacidade global de assentos programados deve permanecer acima dos níveis de 2025 em outubro e novembro, mas as taxas de crescimento continuam fracas e bastante desiguais entre as regiões.

Desempenho por região

A Iata informou que a demanda total medida em RPK (passageiros-quilômetro pagos, em inglês) internacional avançou 0,4% em setembro de 2026, com alta de 0,5% na capacidade, com melhora geral em relação a agosto na maioria das principais rotas.

Na Ásia-Pacífico, a demanda subiu 0,7% e a capacidade aumentou 0,4%, com taxa de ocupação de 83,1% (alta de 0,3 p.p.).

Na Europa, a demanda cresceu 1,8% e a capacidade avançou 1,2%, com ocupação de 86,1% (alta de 0,5 p.p.). Na América do Norte, a demanda ficou estável (0,0%) e a capacidade caiu 1,9%, com taxa de ocupação de 84,9% (alta de 1,6 p.p.).

No Oriente Médio, a demanda recuou 7,5% e a capacidade caiu 3,3%, com taxa de ocupação de 78,3% (queda de 3,6 p.p.).

Na América Latina, a demanda aumentou 8,2% e a capacidade cresceu 7,6%, com ocupação de 83,9% (alta de 0,5 p.p.). Na África, a demanda subiu 8,0% e a capacidade avançou 8,8%, com taxa de ocupação de 74,8% (queda de 0,6 p.p.).

Mercado doméstico

No recorte doméstico, a demanda caiu 2,2% em setembro, na comparação anual, e afirmou que a resiliência na Austrália, no Brasil e na China foi superada pela contínua fraqueza nos Estados Unidos (-2,7%).

A entidade também informou que a Índia teve queda de 8,3% e que o tráfego doméstico do Japão diminuiu 0,8%, em parte por interrupções de voos relacionadas ao clima durante o período de viagens da Semana de Prata em setembro.

  •  

Datas e atrações darão dinamismo no 4º trimestre, diz CFO da Multiplan

A Multiplan divulgou seus resultados do terceiro trimestre, registrando lucro líquido de R$ 383,175 milhões, o que representa uma alta de 73,3% na comparação anual. A receita líquida cresceu 37% no período, atingindo R$ 843 milhões, enquanto o EBITDA avançou 37,3%, chegando a R$ 598,2 milhões.

Parte do crescimento do lucro foi impulsionada pela venda da participação no Park Shopping barigui. Sobre o tema, Armando d’Almeida, CFO da empresa, explicou que comprar e vender participações faz parte da estratégia da companhia.

“Essa participação que nós vendemos agora, no terceiro trimestre, nós compramos no final de 2016 e começo de 2017. Então, faz parte da nossa atividade comprar e vender”, afirmou.

EBITDA de propriedade como referência

Para avaliar a evolução recorrente do negócio, d’Almeida indicou o EBITDA de propriedade como a melhor métrica. Segundo ele, esse indicador exclui operações de compra e venda de participações e outras atividades imobiliárias eventuais.

“O EBITDA de propriedade, que responde a 80% do EBITDA, ele cresceu 8,6% nesse trimestre. E, mais importante, com uma margem de 83,8%”, destacou. Para d’Almeida, esse resultado representa bem a operação recorrente do dia a dia da companhia.

Novas marcas e crescimento de tráfego

As vendas totais cresceram 5,9% no trimestre, enquanto as vendas nas mesmas lojas avançaram 3,1%. D’Almeida esclareceu que o indicador de mesmas lojas não considera as novas áreas inauguradas recentemente, ou seja, o desempenho reflete exclusivamente operações já existentes há pelo menos 12 meses.

Ele atribuiu parte do dinamismo à chegada de novas marcas aos shoppings. “O que a estamos vendo é uma troca de mix enorme, uma oportunidade de muitas marcas chegarem ao Brasil, ou de muitas marcas se posicionarem, expandindo em novas localizações”, disse.

O tráfego de veículos subiu 2,5% no trimestre, em um portfólio que recebe mais de 50 milhões de carros por ano.

Saúde dos lojistas e taxa de ocupação

Os aluguéis nas mesmas lojas cresceram acima do reajuste contratual, e o custo de ocupação ficou em 13% das vendas. D’Almeida avaliou que ainda há espaço para crescimento da receita de locação sem comprometer a saúde financeira dos lojistas.

Ele lembrou que, no terceiro trimestre de 2022, esse custo estava em 14%, e que a redução se deu graças ao crescimento mais acelerado das vendas dos lojistas em relação ao crescimento dos aluguéis. A taxa de ocupação dos shoppings atingiu 96%, e a inadimplência líquida ficou negativa pelo décimo de treze trimestres consecutivos.

Perspectivas para o 4º trimestre

D’Almeida se mostrou otimista com o quarto trimestre, tradicionalmente o melhor período do ano para o varejo.

Ele citou a inauguração da árvore de Natal do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, com 75 metros de altura, além de novas operações previstas para o período, incluindo a expansão do Parque Shopping Brasília, com cerca de 60 novas marcas.

“Tem novas atrações que certamente vão fazer esse período confirmar como o melhor período do ano de vendas”, afirmou.

Ao longo do trimestre, as vendas mensais mostraram trajetória de aceleração: 4,3% em julho, 5,4% em agosto e 8,1% em setembro. D’Almeida destacou que, em julho, enquanto o setor registrou queda de 2,5% nas vendas, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Center, a Multiplan cresceu 4,3%.

Em agosto, o setor recuou 1,4%, enquanto a companhia avançou 5,4%.

Desalavancagem e alocação de capital

A alavancagem da companhia recuou de 1,93 para 1,76 vezes no trimestre, impulsionada pela redução da dívida líquida e pelo crescimento do EBITDA. D’Almeida afirmou que a companhia já se encontra em patamar confortável de endividamento.

Segundo ele, o objetivo da estratégia de desalavancagem era preservar a capacidade de executar o plano de crescimento e, ao mesmo tempo, retornar capital aos acionistas.

“Nós investimos cerca de R$ 2 bilhões entre expansão e revitalização do portfólio, mais R$ 700 milhões em compras de participações minoritárias, retornamos R$ 2 bilhões via juros de capital próprio para os nossos acionistas e ainda recompramos R$ 2,3 bilhões”, detalhou, totalizando cerca de R$ 7 bilhões em alocação de capital no período.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Para VLI segregar produtos do agro é desafio da logística ferroviária

Da lavoura aos portos, o agronegócio brasileiro busca novos caminhos sobre os trilhos para enfrentar um dos mais complexos desafios do setor: o escoamento da produção.

A empresa brasileira de transporte multimodal VLI prevê movimentar mais de 800 mil toneladas de sorgo neste ano, com rotas de exportação pelos portos de Santos, Vitória e São Luís, no Maranhão.

Em entrevista ao CNN Agro News a diretora executiva comercial da VLI, Carolina Hernandez Táscon, destacou que na empresa, multimodal e de multissegmento, o agro se torna cada vez mais relevante em sua operação.

“O agro virou muito relevante em função do crescimento desses mercados nos últimos anos”, afirmou. Segundo ela, o Brasil avançou nos investimentos em infraestrutura portuária, ferrovias e hidrovias, mas ainda enfrenta um obstáculo central.

O grande desafio identificado por Carolina não é exatamente a capacidade dos sistemas, mas sim a segregação.

Carolina ressaltou que a matriz de exportações do agro brasileiro está se diversificando, incorporando novos produtos como DDG, farelo de soja e sorgo, além dos tradicionais soja, milho, açúcar e fertilizantes. Com diferentes variedades ou especificações a estrutura de transporte exige que as cargas nunca se misturem ao longo da cadeia movimentada pelos trilhos.

O desafio, portanto, é capacitar os sistemas logísticos para movimentar produtos diferentes – simultaneamente – sem perder eficiência e produtividade.

“Estamos hoje formatados para fazer a movimentação em pool, com um ou dois produtos ao mesmo tempo dentro dos sistemas. Mais do que isso, os sistemas começam a perder capacidade”, explicou.

Sorgo: a nova demanda na pauta de exportação brasileira

Carolina destacou o sorgo como uma das grandes novidades recentes.

“O sorgo foi uma grande surpresa. É a primeira vez que o Brasil exporta sorgo para mercados especialmente como China e Norte da África”, disse.

Há cinco anos, o Brasil produzia apenas 2,5 milhões de toneladas do grão. Neste ano, a produção deve chegar a cerca de 9 milhões de toneladas, com entre 2,5 milhões e 3 milhões destinadas à exportação.

A VLI é a primeira ferrovia a transportar o produto, aproveitando o fato de que 55% do plantio de sorgo é convergente à malha FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), e 20% à malha FNS (Ferrovia Norte-Sul), ou corredor norte.

Diversificação e perspectivas para os próximos anos

Além do sorgo, Carolina apontou que os derivados do esmagamento de soja e milho, como farelo de soja e DDG, devem ganhar cada vez mais espaço na pauta de exportações, impulsionados pelo crescimento da indústria de biocombustíveis.

“Esses produtos vêm cada vez mais fortes para o mercado de exportação”, afirmou.

Para o futuro, a diretora destacou que a matriz multimodal brasileira ainda é ineficiente, com trajetos longos entre os polos de produção e os portos, e que adequações serão necessárias. No entanto, ressaltou que ganhos de produtividade nos ativos existentes podem representar avanços significativos mesmo antes que grandes projetos de infraestrutura sejam concluídos.

“Às vezes não se trata de grandíssimos investimentos, às vezes se trata de adequações para você tirar o mais produtivo desse sistema”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Incerteza leva investidores a diversificar aplicações fora do Brasil

Em meio a um cenário de alta volatilidade nos mercados financeiros e crescente incerteza política e econômica, investidores brasileiros de grande patrimônio têm buscado alternativas de alocação de capital fora do Brasil e, em alguns casos, a mudança de domicílio fiscal para outros países.

A análise é de Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil, que atua na gestão de grandes fortunas. Ele participou do programa É Negócio, da CNN Brasil.

 

 

Volatilidade e comportamento dos investidores

Barcellos avalia que a reação dos clientes diante da turbulência atual é esperada e natural. “Os clientes são humanos e a humanidade tem a incerteza e o medo como característica de proteção da sua própria espécie”, afirmou.

Segundo ele, momentos de grande volatilidade provocam alterações drásticas nos preços dos ativos, e o movimento observado recentemente no Brasil não é inédito na história do país. “É preciso entender, respeitar e ter cautela nos movimentos futuros”, destacou.

Para o executivo, a cautela deve prevalecer sobre decisões precipitadas. Ele alerta que não se deve tomar decisões de investimento simplesmente porque determinados ativos parecem mais baratos, mas sim compreender quais mudanças estruturais estão de fato ocorrendo. “Não seguir preços porque eles estão 10% teoricamente mais baratos, mas sim entender qual é a estrutura que mudou de fato”, explicou.

Brasil concentra investimentos em renda fixa

Barcellos chama atenção para uma característica marcante do mercado brasileiro: a concentração excessiva em renda fixa. Segundo ele, o Brasil representa apenas 2% do PIB mundial, e sua bolsa de valores corresponde a menos de 1% do mercado acionário global.

Apesar disso, entre 98% e 99% dos investimentos realizados no país são direcionados à renda fixa, fenômeno impulsionado pelas elevadas taxas de juros. “Taxa de juros muito elevada atrai os recursos para renda fixa, um ativo que teoricamente teria baixo risco, mas não é assim”, pontuou.

Wilson ressalta que taxas de juros reais muito elevadas, ou seja, acima da inflação, são um sinal de problemas na saúde financeira de qualquer país.

Esse desequilíbrio, segundo ele, se reflete tanto nos preços das bolsas quanto no câmbio, e não é uma característica exclusiva do Brasil, mas também de outras economias ao redor do mundo.

Destinos preferidos para diversificação e expatriação

Entre os clientes da gestora, cujo patrimônio mínimo gira em torno de R$ 20 milhões, a busca por diversificação internacional e por mudança de domicílio fiscal tem crescido. Barcellos menciona que a Azimut, grupo ao qual está vinculado, administra globalmente cerca de um trilhão em ativos sob gestão, o que permite aos clientes brasileiros acessar uma diversificação global eficiente.

Quanto aos destinos de expatriação, Barcellosn aponta cinco regiões que têm absorvido esse movimento. O Oriente Médio, que não era um destino tradicional, passou a atrair brasileiros tanto por oportunidades de negócios quanto por vínculos familiares.

Na Europa, Suíça, Mônaco e Luxemburgo se destacam dentro das operações da gestora, além da Itália, que atualmente oferece condições especiais para investidores estrangeiros que desejam estabelecer residência no país.

Os Estados Unidos seguem como destino relevante, com recursos lastreados em dólar.

Na América do Sul, Uruguai mantém sua posição tradicional, enquanto o Paraguai tem se destacado com benefícios fiscais que atraem tanto pessoas físicas quanto empresas. “O Paraguai hoje é muito diferente do que era há 10, 15 anos atrás”, afirmou o empresário.

Sobre a alocação em títulos americanos, Barcellos observa uma mudança relevante: há dez anos, 72% dos Treasuries estavam nas mãos de holdings oficiais, bancos centrais e fundos soberanos.

Em 2025, esse percentual caiu para 42%, indicando uma diversificação global crescente por parte desses grandes investidores institucionais, com maior interesse em ouro e em ativos distribuídos geograficamente pelo mundo.

É Negócio 

O programa É Negócio é uma parceira do NeoFeed com a CNN Brasil, Carlos Sambrana entrevista os executivos e líderes das maiores companhias do Brasil. Acompanhe os episódios inéditos, todos os domingos, às 20h45 na CNN Brasil, com reprise desta entrevista, na próxima segunda-feira (02.11), às 19h30 no CNN Money.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Indicador de incerteza medido pela FGV cai 1,8 ponto em outubro

O IIE-Br (Indicador de Incerteza da Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas) recuou 1,8 ponto em outubro, para 109,0 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,1 ponto, para 110,5 pontos.

“A relativa estabilidade do IIE-Br em outubro reflete movimentos distintos de seus componentes: o que mede a incidência de termos na imprensa recuou, enquanto o indicador de dispersão das projeções de mercado subiu no mês”, afirma Stefano Pacini, economista do FGV Ibre.

Para ele, o resultado evidencia que, apesar de uma redução na percepção de incerteza no ambiente político, persistem dúvidas relevantes sobre a trajetória da economia brasileira.

“Para os próximos meses, a trajetória do indicador tende a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica no próximo mandato.”

O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que mapeia a frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online; e o IIE-Br Expectativa, construído a partir da dispersão das previsões de analistas para a taxa de câmbio, a taxa Selic 12 meses à frente e o IPCA acumulado para os próximos 12 meses (com base na pesquisa Focus do Banco Central).

O componente de Mídia recuou 2,8 pontos em outubro, para 108,8 pontos, contribuindo negativamente com 2,4 pontos para o resultado agregado. Já o componente de Expectativas subiu 2,9 pontos no mês, para 106,1 pontos, contribuindo positivamente com 0,6 ponto para a variação do IIE-Br.

“O recuo do componente de Mídia pode estar associado à proximidade de conclusão do processo eleitoral, reduzindo parte das indefinições sobre os rumos da política econômica”, afirmou Pacini.

“A alta do componente de Expectativas, por sua vez, foi impulsionada pela maior dispersão das projeções para câmbio e juros, e sinaliza uma menor convergência entre os analistas sobre o cenário macroeconômico.”

A coleta do indicador é realizada do dia 26 do mês anterior ao de referência ao dia 25 do mês de referência. Esta, portanto, ocorreu antes do resultado do segundo turno da eleição presidencial.

  •  

Bolsas da Ásia fecham em baixa com techs pressionadas por tombo da Alphabet

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira (30), acompanhando as perdas de Wall Street, após a frustração com a receita da Alphabet, controladora do Google, levar investidores a reduzir a exposição a ações de tecnologia.

A empresa, uma das principais “hyperscalers” (gigantes de computação em nuvem) no boom de inteligência artificial, perdeu cerca de meio trilhão de dólares em valor de mercado na quinta-feira (29), depois que o crescimento da receita de buscas do Google no terceiro trimestre perdeu fôlego, devido ao menor potencial de monetização das pesquisas com IA.

“O entusiasmo com a inteligência artificial pode sustentar expectativas elevadas, mas os resultados precisam mostrar avanços em rentabilidade e geração de caixa”, disse Antonio Di Giacomo, analista sênior de mercado da XS.com.

“Nesse ambiente, o mercado pode punir até um crescimento robusto de receita quando os lucros decepcionam ou quando as necessidades de investimento continuam aumentando.”

O tombo de quase 13% da Alphabet pesou sobre ações de tecnologia nos EUA e o movimento de aversão ao setor deve continuar, com futuros do Nasdaq em baixa de 2% no fim da madrugada.

As perdas também se espalharam para a Ásia. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 3,48%, para 5.730,74 pontos, embora tenha se recuperado das mínimas do dia.

As ações das fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix recuaram 3% e 7%, respectivamente.

A Samsung ampliou as perdas de ontem após divulgar resultados do terceiro trimestre, enquanto a SK Hynix interrompeu uma sequência de cinco sessões de ganhos.

A Korea Exchange chegou a suspender temporariamente as negociações de ações do Kospi depois que os futuros do índice recuaram mais de 5%.

No Japão, o Nikkei caiu 2,12%, para 63.290,11 pontos. Ao fim de sua reunião de dois dias de política monetária, o Boj (Banco do Japão) decidiu manter sua taxa básica de juros inalterada em 1,25%, como amplamente esperado, depois de elevá-la no mês passado.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,44%, a 3.599,02 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou queda mais intensa, de 2,65%, a 2.057,33 pontos.

Em Taiwan, o Taiex perdeu 2,49%, a 45.211,83 pontos. Na contramão, o Hang Seng avançou 1,46% em Hong Kong, para 23.294,42 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana contrariou o tom negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,18% em Sydney, para 8.908,10 pontos.

  •  

“Semente não tem substituto”, afirma CFO da Boa Safra

A Boa Safra enfrenta um ano desafiador no setor agrícola, mas aposta na diversificação de culturas e na expansão da capacidade produtiva para sustentar o crescimento. A carteira de pedidos da companhia totalizou R$ 1,8 bilhão, alta de 4%, apesar da retração de aproximadamente 12% no segmento de sementes de soja.

Em entrevista ao programa Números Falam, o CFO da companhia, Felipe Marques, explicou que a queda na carteira de soja reflete, em grande parte, o adiamento das decisões dos produtores rurais, pressionados por fatores como restrições de crédito, aumento dos preços dos fertilizantes e instabilidades no cenário global.

“O produtor não está apto a conseguir tomar as decisões dele pelas restrições externas que estão sendo impostas”, afirmou.

Diversificação como estratégia

Segundo Marques, o crescimento em outras culturas tem ajudado a companhia a compensar a desaceleração no segmento de soja. Ele ressaltou que o adiamento das decisões dos produtores não representa cancelamento de pedidos, mas uma postergação das compras diante das dificuldades do cenário atual.

“A semente não tem substituto e você não tem como economizar nela”, destacou. Segundo o executivo, a demanda por sementes de soja está diretamente ligada à área plantada.

Felipe Marques também ressaltou a resiliência do segmento de sementes no agronegócio. Enquanto produtores reduzem o uso de outros insumos, como fertilizantes e defensivos, para conter custos, a semente continua sendo indispensável.

“Se você vai plantar, você não vai colocar menos semente por hectare, porque o impacto que você teria na produtividade vai fazer o produtor ganhar menos dinheiro”, explicou.

Expansão de hectares

A companhia ampliou sua área de plantio para 320 mil hectares, um crescimento de 17% nos últimos 12 meses. Segundo o CFO, a expansão funciona como uma proteção operacional contra eventos climáticos adversos, ao oferecer mais flexibilidade para preservar a qualidade das sementes mesmo diante de condições meteorológicas desfavoráveis.

“A gente vem trabalhando na companhia para aumentar cada vez mais a nossa área de plantio, porque o nosso cliente realmente quer cada vez mais qualidade”, afirmou.

Apesar de operar a aproximadamente 90% da capacidade instalada, de 280 mil big bags, a Boa Safra registrou o menor índice de perdas por problemas de qualidade de sua história. Marques atribuiu o resultado a uma seleção mais criteriosa dos campos, com o descarte de áreas afetadas pelo excesso de chuva durante a colheita.

No ciclo anterior, a companhia produziu cerca de 305 mil big bags, mas vendeu apenas 215 mil. O excedente, de quase 30% da produção, precisou ser comercializado como grão, prejudicando os resultados. “Esse ano a gente foi muito mais criterioso”, afirmou o executivo, que projetou um resultado operacional “muito melhor do que a gente teve no ano passado”.

Números Falam

O programa Números Falam é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Márcio Kroehn. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45, no CNN Money.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

BC do Japão mantém juros em 1,25% ao ano, mas eleva projeção da inflação

O BoJ (Banco do Japão, em inglês) manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano, em comunicado publicado nesta sexta-feira (30).

A manutenção era amplamente esperada por analistas consultados pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), para que os dirigentes possam avaliar os efeitos do aperto monetário realizado em setembro e os riscos da persistência da inflação.

No mês passado, a CPI (inflação ao consumidor, em inglês) no Japão acelerou para 2,1% na taxa anual, acima da meta pela primeira vez em nove meses.

O banco central japonês informou que a decisão foi tomada pelo placar de 8 a 1, com a dissidência de Hajime Takata, que defendeu acelerar o ritmo de aumento dos juros até atingir um nível neutro – que não restringe ou estimula a economia – para controlar a inflação na meta de 2%.

O dirigente votou por alta da taxa básica de 25 pontos-base, para 1,5% ao ano.

Em nota, a autoridade monetária do Japão ponderou que as condições financeiras seguem acomodatícias e que a economia está se recuperando moderadamente, apesar de alguma fraqueza recente.

O BoJ disse ainda que continuará a monitorar a guerra no Oriente Médio, o iene e a demanda por IA (inteligência artificial), e elevará juros a depender do crescimento econômico, preços e condições financeiras.

O BoJ elevou projeções para a taxa anual do núcleo do CPI em 2027, de 2,4% para 2,6%, embora tenha mantido previsões para este ano (+2,5%) e 2028 (+2%) inalteradas.

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) real, o banco central aumentou a projeção para 2026, de 0,6% a 0,7%, mas cortou para o próximo ano, de 0,8% para 0,7%.

“Existe o risco de que as expectativas de inflação de médio a longo prazo aumentem e de que a inflação subjacente se desvie para cima, situando-se acima da meta de estabilidade de preços de 2%, uma vez que o comportamento das empresas tem se voltado mais para o aumento de salários e preços”, alertou.

O banco central japonês também anunciou que aumentará o ritmo de vendas anuais de fundos ETF, de 330 bilhões de ienes para 860 bilhões de ienes (US$ 2,1 bilhões a US$ 5,5 bilhões), a partir de janeiro de 2027.

  •  

Ancelotti define planos e metas para a Seleção Brasileira em 2027

Carlo Ancelotti e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já definiram planos e metas para a Seleção Brasileira em 2027.

Após os últimos compromissos de 2026, contra Japão e Singapura na Data Fifa de novembro, o foco será dar sequência ao projeto de renovação, observando jovens talentos e buscando jogos contra seleções europeias.

O treinador italiano enxerga o próximo ano como “momento ideal” para conhecer e desenvolver a nova geração de jogadores. A estratégia visa preparar a equipe antes de compromissos importantes, como o início das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, a Copa América e os Jogos Olímpicos.

“É um período em que vamos focar no que temos o que fazer, no nosso projeto de renovação, de buscar uma nova geração. É o momento ideal para fazer isso”, afirmou Ancelotti, destacando a convocação equilibrada com nove jogadores em idade olímpica e 15 com menos de 23 anos. A lista atual, segundo ele, é “muito projetada para o futuro”.

Reformulação e “espinha dorsal”

Os números reforçam a reformulação liderada por Ancelotti. Somando as convocações de setembro e novembro, 37 jogadores foram chamados, sendo 14 deles novidades, recebendo a primeira chance com o técnico.

Por outro lado, alguns jogadores que participaram da Copa do Mundo seguem no elenco, como Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Bruno Guimarães, Danilo, Endrick, Estevão, Raphinha, Rayan e Vini Jr. Destes, Ancelotti já apontou a “espinha dorsal” da Seleção.

“São parte importante da Seleção para a próxima Copa América e Copa do Mundo. Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Vini Jr e Raphinha. Depois, temos Douglas Santos, que fez um Mundial muito positivo e merece estar nessa convocação. Esses jogadores são a coluna vertebral da Seleção para os próximos anos”, detalhou o técnico.

Confrontos com europeus em 2027

Após enfrentar Austrália e Índia em setembro de 2026, e Japão e Singapura em novembro, a CBF tem como objetivo para 2027 agendar partidas contra seleções europeias. A intenção é proporcionar um nível de desafio maior à equipe em formação.

O calendário internacional, considerado um “problema antigo”, pode abrir uma margem para esses confrontos. A expectativa é que isso ocorra com a reta final da Nations League, cujo término da fase de grupos se encerra em 2026, liberando datas para amistosos de seleções não europeias.

Brasil deixa top 5 e é ultrapassado por Portugal no ranking da Fifa

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

  •  

PL busca se reorganizar após fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil; entenda

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas no PL (Partido Liberal) e na direita brasileira. Aliados do senador ainda buscam respostas sobre quem vai conduzir as articulações do grupo daqui para frente.

Há um consenso de que a fuga de Flávio dificulta as interações e negociações, inclusive com a própria bancada do PL. A perspectiva atual é de que seu papel deve se concentrar mais em dar orientações gerais do que cuidar dos meandros das articulações em Brasília.

Capital político em risco

Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos subutilizado ou até esfacelado. Correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente após a visita do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma reunião da sigla prevista para a semana seguinte deve servir para esclarecer os rumos do partido. Valdemar da Costa Neto já deixou claro que é preciso tocar o partido para frente.

Parte do PL defende o caminho da moderação, distante do teor golpista da carta atribuída a Flávio, especialmente num momento em que o partido precisa preservar a unidade e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas, como as eleições para as presidências da Câmara e do Senado.

Disputas no Centrão e ambições no Senado

Enquanto isso, partidos do Centrão já negociam a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas casas do Congresso. Uma das incógnitas é o quanto a crise vai afetar as ambições à presidência do Senado por parte de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.

Marinho segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas é um dos que desaprovam qualquer questionamento sobre a integridade das eleições.

O grupo de Flávio também precisa administrar a repercussão dos episódios envolvendo a carta de teor golpista. Na quinta-feira (29), um aliado do senador chegou a atribuir à inteligência artificial a inclusão do termo “presidente eleito” e o uso do brasão antigo do Brasil em uma das versões divulgadas da carta.

Outro fator relevante é que, segundo o jornal The New York Times, um dos principais assessores de Donald Trump na Casa Branca, Jason Miller, providenciou o jato que Flávio usou para voar até Miami, nos Estados Unidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

PIB da zona do euro cresce 0,4% no 3º trimestre, mais do que o esperado

O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, segundo dados preliminares divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE (União Europeia).

O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 0,2% no período.

Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 1,3% entre julho e setembro, também acima do consenso da FactSet, de 1,0%.

  •  

Luisa Stefani e Dabrowski avançam à semifinal no WTA de Tóquio

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski avançaram às semifinais das duplas femininas no torneio WTA de Tóquio, no Japão. A classificação veio na madrugada desta sexta-feira (30), após a dupla superar a taiwanesa Hao-Ching Chan e a japonesa Miyu Kato por 2 sets a 1, com a decisão no tie-break.

A parceria brasileira e canadense demonstrou superioridade no primeiro set, fechando a parcial em 6-2. As adversárias reagiram no segundo set, devolvendo o placar de 6-2. No decisivo tie-break, Stefani e Dabrowski mantiveram a calma e selaram a vitória por 10-7.

Esta vitória marca a 14ª consecutiva para Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski, que vêm realizando uma excelente temporada.

Juntas, elas já conquistaram cinco títulos em 2026.

Próximo desafio no WTA de Tóquio

Na próxima etapa do torneio, Stefani e Dabrowski enfrentarão a dupla australiana formada por Storm Hunter e Maya Joint. As australianas garantiram sua vaga ao vencer Ellen Perez e Demi Schuurs, também em um confronto decidido no tie-break.

A disputa por uma vaga na grande final do WTA de Tóquio está marcada para a madrugada deste sábado (31), com início previsto para as 2h20 (de Brasília).

Ex-top 1 do mundo é sincero sobre João Fonseca: “Ficar mais forte”

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

  •  

Análise: Republicanos encontram dificuldades em estados “vermelhos”

Os republicanos estão enfrentando dificuldades não apenas nos chamados estados-pêndulo, mas também em estados tradicionalmente alinhados ao partido — os chamados estados “vermelhos”. A avaliação é da editora de Internacional da CNN Mariana Catacci.

Segundo Catacci, nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem cumprido agenda justamente nesses redutos historicamente republicanos, o que reflete a preocupação do partido com a disputa pela renovação do Congresso.

“Além dos estados pêndulo, que já seriam tradicionalmente disputados, outros estados vermelhos, que seriam mais garantidos para os republicanos, as pesquisas também mostram que os democratas estão concorrendo com força”, afirmou Catacci.

Democratas ameaçam domínio republicano no Senado

De acordo com as pesquisas apresentadas, os democratas estão muito bem colocados em estados que costumavam ser considerados território seguro para os republicanos.

Catacci citou o Texas como exemplo emblemático: um dos maiores redutos republicanos nos Estados Unidos, o estado vem registrando afastamento de parte do eleitorado latino em relação a Donald Trump e ao Partido Republicano, motivado, em parte, pela insatisfação com a política migratória.

A editora também mencionou o estado de Iowa, onde um eleitor relatou ter apoiado Donald Trump com a promessa de mais oportunidades para o eleitorado rural.

No entanto, segundo Catacci, o aumento no preço do diesel — consequência do fechamento do estreito de Ormuz em razão da guerra do Irã — elevou os custos de transporte de diversos produtos, incluindo feno, impactando diretamente esse eleitorado em um estado tradicionalmente republicano.

Estados pêndulo e surpresas democratas

Catacci ressaltou que os estados considerados pêndulo, representados em roxo nos mapas eleitorais, continuam sendo palco de disputas acirradas. O Michigan, segundo ela, tem chamado bastante atenção pelo nível de competitividade.

Por outro lado, há estados democratas em que os republicanos também estão se saindo bem. É o caso do Maine, onde a republicana Susan Collins conseguiu se distanciar de Donald Trump e se posicionar de forma mais alinhada ao “establishment”, conquistando espaço relevante na disputa.

O panorama geral traçado pela editora evidencia uma eleição de meio de mandato marcada por disputas em múltiplas frentes, com os democratas liderando as pesquisas e sendo apontados como favoritos para garantir maioria no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Flamengo se aproxima de 90% de chances de título no Brasileiro após goleada

O Flamengo viu suas chances de conquistar o Campeonato Brasileiro dispararem para 87,3%, de acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ascensão ocorre após uma rodada quase perfeita, que colocou o Rubro-Negro com três pontos de vantagem na liderança, a apenas cinco rodadas do fim do torneio.

A 33ª rodada foi decisiva para o cenário atual. Na quinta-feira (29), o time carioca goleou o Vasco por 4 a 1 no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. No dia anterior, quarta-feira (28), o Palmeiras empatou sem gols com o Santos, permitindo que o rival abrisse uma vantagem crucial.

Com esses resultados, o elenco comandado por Leonardo Jardim atingiu 73 pontos, enquanto o Palmeiras, sob a direção de Abel Ferreira, tem 70 pontos. A disputa pelo título agora se restringe a esses dois clubes, segundo as projeções.

A cinco rodadas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, os torcedores do Flamengo aguardam ansiosamente as próximas partidas, enquanto a equipe busca manter a performance para garantir o troféu. O Palmeiras, por sua vez, ainda tem uma final de Libertadores pela frente. O time precisa reverter a desvantagem e pressionar o líder até o último jogo.

Chances de título do Brasileirão

  • Flamengo: 87,3%
  • Palmeiras: 12,7%

Site do Palmeiras sofre ataque de hacker: “Não tem Mundial”

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

  •  

Renato Gaúcho fala sobre “clima” no Grêmio na reta final do Brasileirão

O Grêmio venceu o Athletico-PR por 2 a 0 nesta quinta-feira (29) e deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Em coletiva de imprensa após a partida, Renato Portaluppi falou abertamente sobre o ambiente no clube e cobrou maior comprometimento dos jogadores na reta final da competição.

Portaluppi ressaltou a grandeza histórica do Grêmio para justificar a exigência de uma postura diferente por parte do elenco.

“O Grêmio é um clube campeão do mundo. O Grêmio é campeão da Libertadores, é campeão brasileiro, é campeão da Copa do Brasil”, afirmou. Para ele, o clube é grande demais para estar brigando na parte de baixo da tabela.

Cobranças diretas ao elenco

Renato foi enfático ao dizer que o elenco tem tudo o que precisa para render mais. “Eu falo para eles: o que falta para vocês? Falta absolutamente nada”, declarou. O técnico chegou a afirmar que, se algum jogador não estiver satisfeito no clube, pode buscar outra equipe.

“Tá ruim aqui no Grêmio? Vai embora, vê se algum clube grande te quer lá fora”, disse, na frente da diretoria, incluindo o vice-presidente Rafael.

Portaluppi também pediu que os jogadores se colocassem no lugar do torcedor. Segundo ele, o torcedor sai de casa, chega tarde ao estádio e paga ingresso, e merece ver uma equipe que corre e se entrega em campo. “Se coloque no lugar do torcedor. Chega aqui e vê o jogador que não quer correr. Não vai xingar? Lógico que vai”, concluiu.

Grêmio anuncia retorno de Renato Gaúcho após saída de Luís Castro

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Análise: Eleitor dos EUA relaciona guerra ao custo de vida

O conflito no Oriente Médio pode ter impacto direto nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o eleitor americano estabelece uma clara associação entre as guerras externas e o aumento no custo de vida, especialmente no preço do combustível e dos alimentos.

A percepção do eleitor americano sobre a política externa

Fernanda Magnotta destaca que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, existe um debate recorrente sobre em que medida o eleitor tem consciência do mundo globalizado e de como a política externa se reflete nas urnas.

“A máxima que vigora aqui e lá é que, em geral, o efeito internacional costuma ser limitado do ponto de vista eleitoral”, afirmou. No entanto, ela ressalta que, em cenários e períodos específicos, essa máxima merece reavaliação.

A analista cita como exemplo histórico a eleição de 2006, quando as guerras no Oriente Médio, no contexto da presidência de W. Bush, repercutiram diretamente nas escolhas dos eleitores.

“Várias pesquisas vieram mostrar que o eleitor entendeu essa relação existente entre o que acontecia no Oriente Médio e o impacto na sua vida real“, disse Magnotta. O impacto se manifestou tanto em termos econômicos quanto em questões de direitos civis e políticos, em razão de uma série de legislações alteradas no contexto do combate à guerra ao terror.

Choque externo e reflexos no dia a dia

No cenário atual, Magnotta aponta que existe uma clara associação entre o choque externo que começou com a Ucrânia, posteriormente aprofundado com o Irã, e o preço do combustível e dos alimentos. “Isso quem diz não sou eu, tem várias pesquisas que mostram nessa direção”, enfatizou a analista.

A pesquisa mais recente citada pela analista foi realizada em Chicago por um grupo de estudo específico. Os dados revelam que, nessas eleições de meio de mandato, mais de 80% dos pesquisados associavam a guerra ao Irã à mudança no preço e no custo de vida.

Para Magnotta, esse dado é significativo: “Isso não é trivial, isso é importante e traz à baila essa leitura de que nessas eleições também as questões internacionais, direta ou indiretamente, com mais ou menos consciência, chegaram à vida real do americano”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Flávio Bolsonaro dificilmente controlará direita dos EUA, diz especialista

A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de iniciar uma liderança política fora do Brasil gerou análises sobre os limites e os riscos dessa estratégia.

Para Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, ao WW, a iniciativa é calculada, mas enfrenta obstáculos estruturais significativos.

Poder exige presença física, diz especialista

O principal obstáculo apontado por Gabiati é a dificuldade de exercer influência política à distância. Para ele, o poder se constrói a partir de vínculos de confiança, e esses vínculos dependem de contato presencial.

Leia Mais:

“O poder se exerce a partir de vínculos de confiança, e a confiança só se constrói estando fisicamente e presencialmente para apertar uma mão e fechar um acordo”, declarou.

“Neste momento, eu duvido que o Flávio tenha essa capacidade”, completou.

Gabiati avalia que a movimentação não foi uma decisão isolada de Flávio, mas sim uma escolha negociada dentro do núcleo familiar.

“Isso aqui não foi só uma escolha do Flávio, foi uma escolha negociada com Jair e com Eduardo, talvez até com Carlos”, afirmou.

Segundo ele, esse grupo toma decisões em conjunto, ainda que nem sempre de forma plenamente racional.

O especialista também traçou um paralelo com a líder venezuelana María Corina Machado, que exerceu liderança política de fora de seu país.

No entanto, Gabiati fez questão de ressaltar que o Brasil está muito longe de ser uma Venezuela, apesar dos atritos institucionais existentes.

“A partir desse movimento dos Bolsonaro, o Brasil ganha sua Corina Machado versão brasileira”, disse.

PL sem liderança pode perder poder institucional

Outro ponto destacado por Gabiati diz respeito ao Partido Liberal.

Com 121 deputados, o partido detém a maior bancada da Câmara, superando até mesmo o PFL no auge de sua força, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando contava com 105 deputados.

No entanto, o cientista político alerta que esse poder eleitoral pode se perder sem uma liderança capaz de coordená-lo. “O grande problema aqui é que o PL tem a maior bancada da Câmara, mas hoje não tem líder”, afirmou.

Segundo ele, sem capacidade de coordenação, todo esse poder eleitoral corre o risco de não se converter em poder institucional na Câmara e no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

O que explica o Google perder meio trilhão de dólares em um só dia?

As ações da Alphabet –  empresa controladora do Google – despencaram mais de 12% na quinta-feira (29), o pior dia já registrado — uma queda histórica maior do que qualquer sessão durante a pandemia de Covid-19 ou a crise financeira de 2008.

A queda apagou aproximadamente meio trilhão de dólares do valor de mercado da Alphabet, a segunda maior destruição de valor em um único dia da história, atrás apenas da queda de quase US$ 600 bilhões da Nvidia no início de 2025.

O que está acontecendo?

Os investidores estão examinando cada vez mais a corrida de gastos com IA das grandes empresas de tecnologia e como a tecnologia está afetando seus próprios negócios — e a Alphabet é o alvo mais recente.

As ações da empresa caíram acentuadamente à medida que os investidores se preocuparam com a desaceleração do crescimento no negócio de publicidade em buscas do Google, ocorrendo simultaneamente a uma contínua aceleração dos gastos com IA.

As maiores empresas de tecnologia do mundo estão gastando centenas de bilhões de dólares para construir data centers, em uma corrida para tentar figurar entre os vencedores do boom da inteligência artificial.

Wall Street está ficando mais cautelosa, tentando identificar quais empresas estão gastando de forma racional, como esses desembolsos estão impactando outras partes de seus negócios e quem realmente se beneficiará do impacto transformador da IA na sociedade.

A Alphabet divulgou na quarta-feira os resultados de vendas trimestrais que ficaram abaixo das expectativas dos analistas.

Os investidores ficaram consternados com o resultado aquém do esperado nas vendas, o que reacendeu preocupações antigas sobre se a principal fonte de receita da empresa — o negócio de publicidade em buscas do Google — será capaz de resistir à pressão dos consumidores que utilizam cada vez mais os próprios chatbots de IA do Google (e dos concorrentes) em substituição à busca tradicional.

“O temor é que esse deslocamento possa acontecer mais rápido do que o Google consegue reagir e redirecionar seus negócios”, disse Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management.

 

A empresa também divulgou um segundo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre negativo, outro indicador que está gerando preocupação entre os investidores.

Desde sua abertura de capital em 2004, o Google — que se tornou Alphabet em 2015 — não havia registrado um único trimestre de fluxo de caixa livre negativo até este ano.

Um fluxo de caixa livre robusto é um sinal de uma empresa saudável, capaz de pagar dividendos, realizar recompras de ações e reinvestir em seus negócios.

A Alphabet registrou US$ 51,4 bilhões em despesas de capital apenas no terceiro trimestre, em comparação com US$ 91,4 bilhões em todo o ano de 2025.

À medida que a empresa intensifica seus gastos com IA, incluindo a construção de data centers, sobra menos caixa para o tipo de gratificação imediata que os investidores apreciam, como recompras de ações e dividendos.

Em nítido contraste com o fluxo de caixa livre negativo da Alphabet, a Microsoft divulgou esta semana que registrou US$ 18,6 bilhões em fluxo de caixa livre no terceiro trimestre, mesmo continuando a gastar bilhões em sua expansão de IA.

As ações da Microsoft encerraram o dia estáveis na quinta-feira, enquanto as ações da Alphabet caíram mais de 12%.

“Agora estamos começando a ver quem está gastando de forma racional em IA e quem não está”, disse Richard Reyle, diretor de investimentos da Questar Capital Partners.

Pode parecer estranho que as ações de uma das maiores big techs não estejam em alta depois que a Anthropic protocolou seu tão aguardado prospecto de oferta pública inicial apenas alguns dias antes.

A Anthropic está se comprometendo a gastar muito dinheiro para alugar capacidade computacional de empresas de tecnologia como a Alphabet.

Mas essa promessa futura não é garantida, especialmente se a expansão dos data centers não ocorrer conforme o planejado ou se a IA não for tão lucrativa quanto o esperado.

A Alphabet está pedindo aos investidores que acreditem em sua visão para a IA e para a construção de data centers, ao mesmo tempo em que tenta monetizar a IA e demonstrar que é capaz de gerar retornos sólidos com a tecnologia.

O crescimento nas divisões de computação em nuvem das big techs é um sinal de que a demanda por IA continua robusta. Mas o mercado está tenso diante de qualquer coisa que possa dar errado para o boom da IA.

Big techs como a Alphabet estão recorrendo a dívidas e aos mercados financeiros para captar mais capital e impulsionar suas ambições. Embora as empresas afirmem estar tentando acompanhar a demanda, a concorrência por recursos dos investidores está aumentando.

“Todo mundo está tentando passar pela porta ao mesmo tempo, e isso faz as pessoas hesitarem”, disse Ted Mortonson, estrategista de investimentos da Baird especializado no setor de tecnologia.

Wall Street está ficando cada vez mais preocupada com a expansão dos data centers, e as empresas que estão consumindo o fluxo de caixa livre estão sendo penalizadas.

 

  •  

Americano está menos suscetível a temas fora da economia, diz especialista

O eleitor americano médio está cada vez menos receptivo a pautas que fujam do campo econômico, como questões morais, migração e conflitos internacionais. Essa é a avaliação de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Relações Internacionais da FAAP, FGV e IDP, em entrevista ao WW, sobre a disputa das midterms, eleições de meio de mandato nos Estados Unidos previstas para o dia 3 de novembro.

Para Vieira, o tema central da eleição deve ser o custo de vida crescente dos estadunidenses. Segundo o especialista, Trump tenta enfatizar que, antes de seu governo, as condições econômicas seriam ainda piores — mas quem vai arbitrar essa disputa é o eleitor comum, que hoje demonstra menor suscetibilidade a argumentos de cunho não econômico.

Foco no cotidiano e desgaste com pautas amplas

Vieira destacou uma tendência observada ao redor do mundo: a de trazer as disputas eleitorais para o foco do dia a dia das pessoas, em vez de abordar temas mais amplos. “O que Trump fez, de fato, que afeta a vida sua?”, exemplificou o especialista, reproduzindo o tipo de questionamento que figuras como Barack Obama estariam utilizando para convencer eleitores mais centristas a migrar para o lado democrata.

O conflito no Oriente Médio, por exemplo, tem impacto indireto na vida da população — principalmente pelo preço do petróleo —, mas não mobiliza o eleitorado da mesma forma que questões econômicas imediatas.

Latinos podem ser fator decisivo no Texas

Vieira também apontou que o voto latino pode representar uma grande barreira para Trump e seus aliados no Texas — não apenas na disputa para governador, mas também nas eleições para a Câmara e o Senado.

De acordo com o especialista, os latinos foram fundamentais para o retorno de Trump à Casa Branca, especialmente nos chamados swing states (Estado-pêndulo). No entanto, mesmo em estados de maioria republicana consolidada nas últimas três décadas, observa-se um movimento de abertura ao voto democrata.

O especialista explicou que, no caso dos latinos especificamente, a questão econômica cede espaço a outro fator: a atuação do ICE (agência de imigração e controle de fronteiras dos EUA), cujas ações afetaram a comunidade de maneira que muitos não esperavam. “Era algo que a comunidade não esperava que iria afetá-los”, afirmou Vieira, sugerindo que esse descontentamento pode influenciar diretamente o comportamento eleitoral desse grupo nas midterms.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  
❌