❌

Reading view

Petição que pede regulação de rendas e fim dos despejos ultrapassa as dez mil assinaturas. Vai ser entregue no Parlamento

Habitação

Quase quatro anos depois de ter sido lançada, a petição “Pela Proteção do Direito à Habitação Contra a Especulação Imobiliária” ultrapassou as 10 mil assinaturas e vai ser entregue na Assembleia da República na próxima semana.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelos promotores, que dizem ter recolhido os nomes “um a um, sem campanhas pagas nem máquinas partidárias”. Se a lei for cumprida, a petição terá direito a audição parlamentar e debate em plenário.

Os subscritores pedem três medidas centrais: Tetos máximos nas rendas, definidos de acordo com os salários, o custo de vida, a localização e as condições da casa, pois “nenhuma renda deve empurrar uma família para a pobreza”; estabilidade no arrendamento, que passa por limites à oposição à renovação quando está em causa a primeira e única habitação, fim dos contratos não renováveis e contratos mais longos; e o fim dos “despejos sem alternativa digna, adequada ao agregado familiar, na mesma zona e que não seja um mero alojamento temporário, e colocação das casas vazias ao serviço de quem precisa”.

Os promotores consideram que “a casa não é um ativo financeiro” e que a estratégia de liberalizar o mercado e subsidiar a compra sem regular preços apenas alimenta a especulação. Recordam ainda que, segundo dados europeus, os jovens portugueses saem de casa dos pais em média aos 33,6 anos, o valor mais tardio da União Europeia.

A petição nasceu em novembro de 2022, criada por um grupo de amigos sem ligação a partidos ou associações. Na altura, recordam, as rendas já subiam há uma década, os juros do crédito disparavam e os Censos tinham acabado de contar mais de 723 mil casas vazias em Portugal.

O objetivo inicial era reunir as 7.500 assinaturas necessárias para chegar ao plenário. Só nos primeiros três meses chegaram seis mil.

Pelo caminho, dizem, houve “repressão contra os protestos”, cansaço e mudanças de Governo. O texto critica o Pacote Mais Habitação do Governo de António Costa por ser insuficiente e, depois, a estratégia “Construir Portugal” do Governo de Luís Montenegro, que em maio de 2024 “deixou cair o arrendamento coercivo das casas devolutas e a contribuição extraordinária sobre o alojamento local”, substituindo-as por isenções de IMT e garantias públicas para jovens comprarem casa.

Segundo os promotores, desde que o atual Governo tomou posse, em abril de 2024, os preços das casas subiram cerca de 27% até ao final de 2025.

A entrega acontece numa altura de forte tensão política em torno da habitação. A 30 de setembro de 2026, o Parlamento aprovou na generalidade a nova lei do arrendamento, com votos a favor do PSD, IL e CDS e abstenção do Chega — uma lei que, para os peticionários, “torna os despejos mais rápidos e os contratos mais frágeis”. A votação final está marcada para breve.

No comunicado, os promotores ligam ainda o momento da petição às acampadas que começaram a 10 de outubro no Porto, na Praça D. João I, e que se estenderam depois ao Rossio, em Lisboa, e a Coimbra, Braga e Aveiro. Falam em “três intervenções policiais em dez dias, dezenas de feridos e 86 detidos”.

“O lobby imobiliário tem advogados, consultoras e a porta dos gabinetes parlamentares escancarada. Nós temos 10 mil nomes, recolhidos um a um ao longo de quatro anos. Vamos ver qual dos dois pesa mais em São Bento”, diz Rafael Pinheiro, porta-voz da Petição pela Habitação que acrescenta que “neste momento, só há uma divisão em Portugal: entre aqueles que têm tudo e aqueles que não têm nada. Entre aqueles que atacam a democracia e aqueles que a defendem pacificamente”.

 

  •  

Grupo Indra acelera encomendas no 3.º trimestre e mantém crescimento de dois dígitos

O Grupo Indra acelerou a captação de encomendas no terceiro trimestre, voltando a registar crescimentos de dois dígitos nas receitas e no resultado operacional, anunciou hoje a empresa.

Nos primeiros nove meses de 2026, as receitas aumentaram 29%, para 4.645 milhões de euros, com subidas em todas as divisões, com destaque para a Defesa (100%) e Tráfego Aéreo (23%).

A carteira de encomendas atingiu 22.165 milhões de euros no final de setembro, mais 133% em termos homólogos, impulsionada pelos setores da Defesa e do Espaço, nomeadamente pela integração da Hispasat e Hisdesat e pelos contratos do programa IRIS².

A entrada de encomendas nos nove meses fixou-se em 8.085 milhões de euros, mais 82%, com uma aceleração de 139% apenas no terceiro trimestre, sobretudo devido a contratos de 1.926 milhões de euros do programa europeu IRIS².

O EBITDA cresceu 62% e o EBIT 42%, para uma margem de 9,8%, face a 8,8% no mesmo período de 2025. O resultado líquido foi de 355 milhões de euros, mais 22%.

Em comunicado, o presidente executivo do Grupo Indra, Josep Maria Recasens, afirmou que “o terceiro trimestre confirma a força do nosso crescimento e demonstra o potencial do Espaço como um dos principais motores do Grupo Indra”.

“O contrato relacionado com o IRIS² representa um marco para a empresa e reforça a nossa posição para liderar grandes programas tecnológicos e industriais europeus”, acrescentou.

O responsável sublinhou ainda que o grupo está a construir “uma Indra mais integrada, mais industrial e mais orientada para o produto”, preparada para traduzir o crescimento da carteira em resultados sustentáveis, numa altura em que prepara o novo Plano Estratégico, a apresentar em novembro.

O grupo, que no terceiro trimestre anunciou a compra de 30% da TRC (IndraMind) e de 100% da Dares Technology, reafirmou as metas financeiras para 2026: receitas superiores a 7.000 milhões de euros, EBIT acima de 700 milhões e free cash flow superior a 375 milhões.

O Indra Group (Grupo Indra) é um grande grupo multinacional de origem espanhola, líder nos setores de defesa, aeroespacial, gestão de tráfego aéreo, mobilidade inteligente e tecnologias de informação

 

  •  

Pérez-Llorca lidera os principais rankings jurídicos da América Latina em 2026

A Pérez-Llorca consolidou-se como a sociedade de advogados ibero-americana líder nos principais diretórios jurídicos da América Latina publicados em 2026. Os resultados das últimas edições do Legal 500 Latin America, Chambers & Partners Latin America e Latin Lawyer 250 colocam a Sociedade no topo em número de áreas de prática reconhecidas nas categorias mais elevadas.

Na sequência da recente publicação do Legal 500 Latin America 2027, a Pérez-Llorca conta com 22 áreas de prática classificadas em Tier 1 – o maior número entre as sociedades ibero-americanas -, às quais se juntam 12 áreas em Band 1 no Chambers & Partners Latin America 2027 e 58 práticas reconhecidas na categoria Elite do Latin Lawyer 250.

A Pérez-Llorca é ainda a única sociedade de advogados ibero-americana com todos os seus escritórios na América Latina reconhecidos na categoria Elite, um resultado que a coloca numa posição de liderança nos três principais diretórios do mercado jurídico latino-americano.

A edição de 2027 do Legal 500 Latin America é particularmente relevante: a Sociedade alcança 59 classificações de áreas de prática, face às 57 de 2026, e 119 reconhecimentos individuais nas categorias Hall of Fame, Leading Partners, Next Generation Partners e Leading Associates, elevando para 178 o número total de distinções.

O crescimento é de dois Tier 1 face à edição anterior. Todos os países da América Latina onde a Pérez-Llorca está presente melhoraram ou mantiveram os seus resultados. Em concreto, o Peru alcança 14 práticas em Tier 1, a Colômbia soma seis e o México mantém as suas duas práticas em Tier 1.

Segundo a Sociedade, a liderança alcançada nestes três diretórios representa um novo reconhecimento da estratégia de construir uma plataforma jurídica ibero-americana de referência, assente na integração de sociedades líderes nos respetivos mercados, na excelência técnica e na colaboração entre escritórios e áreas de prática.

Com presença no México, Colômbia e Peru, bem como em Espanha, Portugal e nos principais centros financeiros e regulatórios internacionais, a Pérez-Llorca reforça a sua capacidade para assessorar empresas, investidores e instituições nas suas operações e projetos mais complexos, combinando o conhecimento dos mercados locais com uma visão integrada da prestação de serviços jurídicos.

  •  

Grupo INFORM cria EVOTESS para levar inteligência artificial à logística dos materiais de construção

O Grupo INFORM anunciou a criação da EVOTESS, uma nova empresa independente, integralmente detida pelo grupo, especializada na aplicação de inteligência artificial e tecnologias avançadas de otimização à logística da indústria dos materiais de construção.

A nova empresa surge apoiada em mais de 35 anos de experiência acumulada pela INFORM no desenvolvimento de soluções para os setores do cimento, betão, agregados e asfalto. A EVOTESS pretende ajudar as empresas destas indústrias a planear e gerir operações logísticas de forma mais eficiente, recorrendo a tecnologias de Inteligência Artificial (IA), Machine Learning e otimização matemática.

Segundo o grupo, a nova estrutura dá continuidade ao trabalho já desenvolvido internacionalmente pela INFORM nesta área. As tecnologias da empresa são atualmente utilizadas por alguns dos maiores operadores mundiais do setor dos materiais de construção, entre os quais a Heidelberg Materials, a Holcim e a CRH.

Para o mercado português, a criação da EVOTESS é apresentada como uma oportunidade para acelerar a adoção de soluções tecnológicas capazes de melhorar a eficiência operacional, otimizar a utilização de recursos e apoiar os processos de transformação digital da indústria.

Citado em comunicado, João Faísca, CEO da INFORM Portugal, afirma que a criação da EVOTESS reforça a aposta do grupo na especialização tecnológica e na capacidade de responder aos desafios enfrentados pelas empresas do setor.

“A criação da EVOTESS reforça a nossa aposta na especialização tecnológica e na capacidade de responder aos desafios de uma indústria cada vez mais pressionada para aumentar a eficiência e controlar custos”, refere o responsável.

A empresa considera que a crescente necessidade de otimização de operações, associada à pressão sobre custos e sustentabilidade, está a acelerar a procura por ferramentas de inteligência artificial capazes de melhorar a tomada de decisão e aumentar a produtividade em atividades logísticas complexas.

Com esta aposta, o Grupo INFORM procura consolidar a sua presença num segmento considerado estratégico para a transformação digital da indústria dos materiais de construção.

  •  
❌