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São de Ponte de Lima os novos campeões mundiais de canoagem em C2 júnior

Duarte Cunha e Gabriel Fernandes conquistaram hoje a medalha de ouro na prova de C2 júnior dos Mundiais de canoagem de maratona, em Gualeguaychú, na Argentina, elevando para sete o número de pódios de Portugal na competição.

A dupla limiana completou a prova em 1:09.21,66 horas, à frente dos húngaros Vince Toth e Ákos Takács, segundos classificados, em 1:10.16,51, e dos espanhóis Álvaro Pedrosa e Adrián Hermelo, terceiros, em 1:11.03,32.

São de Ponte de Lima os novos campeões mundiais de canoagem em C2 júnior
Foto: FPC

Também hoje, Leonardo Barbosa conquistou a medalha de prata na prova de C1 sub-23, com o tempo de 1:30.08,00 horas, enquanto Martim Conceição garantiu o bronze na prova curta de K1 júnior.

Portugal soma ainda o ouro de Gabriel Fernandes e o bronze de Maria Sousa nas provas de C1 júnior, a prata de Ricardo Coelho na prova curta de C1 e o bronze de Fernando Pimenta na prova curta de K1.

São de Ponte de Lima os novos campeões mundiais de canoagem em C2 júnior
Foto: DR

Pimenta, que defendia o título mundial, terminou os cerca de 3,7 quilómetros em 11.24,45 minutos, numa prova ganha pelo sul-africano Hamish Lovemore, em 11.20,92, com o dinamarquês Mads Pedersen em segundo, em 11.23,46.

Na prova curta de C1, Ricardo Coelho foi segundo, em 13.06,10 minutos, atrás do espanhol Jaime Duro, que venceu em 12.49,11, enquanto o moldavo Serghei Tarnovschi terminou em terceiro, em 13.17,82. O português Rui Lacerda foi 11.º, em 13.57,40.

Na prova curta de K1 júnior, Martim Conceição terminou em 11.54,98 minutos, numa corrida ganha pelo sul-africano Keegan Vogt, em 11.38,28, à frente do húngaro Armin Palinkas, segundo em 11.51,80. Nuno Barros foi 19.º, em 13.11,10.

A prova de K1 sub-23 feminina, na qual participaria Andreia Duarte, foi cancelada.

Hoje, Portugal ainda terá Francisco dos Santos em competição na prova de K1 sub-23.

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Vitória regressa aos triunfos com goleada por 5-0

O Vitória SC interrompeu hoje a série de cinco jogos consecutivos sem triunfos na I Liga de futebol, ao golear o Marítimo (5-0), equipa num ciclo de sete jogos sem vencer, na abertura da nona jornada.

Dominadora na maior parte do encontro, embora nem sempre esclarecida na manobra ofensiva, a formação vimaranense também aproveitou os erros clamorosos ‘verde-rubros’ na defesa para alcançar um resultado folgado, construído com golos de Jakupovic, aos 38 e aos 76 minutos, de Paulo Henrique, na própria baliza, aos 48, de Oumar Camara, aos 60, e de Yeimar Mosquera, aos 90.

Dois meses depois da primeira vitória no campeonato, frente à outra equipa madeirense, o Nacional (1-0), a equipa treinada por Tiago Margarido ascendeu provisoriamente ao 11.º lugar, com oito pontos, os mesmos dos insulares, no 13.º posto, que continuam incapazes de dar sequência à boa entrada na prova, com dois triunfos em agosto.

O remate de Maxime Domínguez por cima, no primeiro lance do jogo, aos 15 segundos, ‘assustou’ a equipa minhota, mas não a impediu de assumir por completo a iniciativa atacante ao longo da primeira parte, embora com ‘produção’ condizente apenas no derradeiro quarto de hora.

Após 30 minutos a circular a bola em torno do recuado e compacto bloco ‘verde-rubro’, sem descortinar quaisquer espaços para alvejar a baliza de Fran Vieites, a equipa treinada por Tiago Margarido quase marcou aos 32, num cabeceamento de Borevkovic travado por Tomás Tavares em cima da linha de baliza, antes de Jakupovic rematar por cima, aos 34, num ‘ensaio’ para o golo.

Num livre junto à linha da grande área, Samu simulou e o ponta de lança austríaco, de 28 anos, colocou a bola entre a barreira e o poste direito, num remate rasteiro e forte que valeu ao ex-Osijek, da Croácia, o primeiro golo no principal campeonato luso.

Em desvantagem, a formação madeirense alongou-se de imediato no terreno, com Igor Julião a rematar cruzado, de longe, para defesa apertada de Lucas Furtado, guarda-redes brasileiro de 21 anos que se estreou a titular pelos vitorianos num jogo da I Liga.

A reação maritimista ‘tropeçou’, porém, num corte ‘desastrado’ de Paulo Henrique, após passe de Oumar Camara a tentar desmarcar Gustavo Silva, que enganou Fran Vieites e levou a bola vagarosamente para o fundo das redes, a abrir a segunda parte.

Após rematar para defesa de Fran Vieites, num lance em que Gustavo Silva e Jakupovic se atrapalharam na recarga francês, o extremo francês Camara, de 19 anos, estreou-se a marcar no presente campeonato, num remate ‘fulminante’ à segunda tentativa, após uma primeira interceção.

Penalizada por um quarto de hora de desnorte, a equipa treinada por Mitchell van der Gaag recompôs-se, ‘inverteu’ o sentido do jogo e acercou-se da área contrária, acertando na trave, num remate de Martín Tejón, aos 65 minutos, mas voltou a cometer um ‘erro crasso’ na retaguarda.

Gábor Szalai perdeu a bola junto ao meio-campo, o que permitiu a Jakupovic seguir isolado para a área, após passe de Samu, e posicionar-se com calma para ‘bisar’, antes do recém-entrado Yeimar Mosquera cabecear para ‘selar’ o resultado, num canto batido por outro jogador saído do banco, Alanzinho.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Marítimo, 5-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Jakupovic, 38 minutos.

2-0, Paulo Henrique, 48 (própria baliza).

3-0, Oumar Camara, 60.

4-0, Jakupovic, 76.

5-0, Yeimar Mosquera, 90.

Equipas

– Vitória SC: Lucas Furtado, Tony Strata, Borevkovic, Sidibé (Yeimar Mosquera, 78), João Mendes, Beni Mukendi, Gonçalo Nogueira (Doucet, 66), Samu (Alanzinho, 78), Gustavo Silva (Victor Andersson, 66), Oumar Camara e Jakupovic (Alioune Ndoye, 78).

(Suplentes: Oliwier Zych, Miguel Maga, Óscar Rivas, Mosquera, Mohammed Kebdani, Doucet, Mitrovic, Alanzinho, Victor Andersson, Miguel Nogueira, Patrick Ouotro e Alioune Ndoye).

Treinador: Tiago Margarido.

– Marítimo: Fran Vieites, Igor Julião, Gábor Szalai, Romain Correia, Paulo Henrique, Rodrigo Andrade, Raphael Guzzo (Ibrahim Alani, 69), Tomás Tavares (Simo Bouzaidi, 46), Maxime Domínguez (Nilton Varela, 69), Martín Tejón (Mons Bassouamina, 80) e Adrián Butzke (Maurice Boakye, 86).

(Suplentes: Alfonso Pastor, Gonçalo Tabuaço, Rafael Fernandes, Nathanael Ogbeta, Nilton Varela, Ibrahim Alani, Israel Ayuma, Samuel Bamba, Bryan Ekango, Simo Bouzaidi, Mons Bassouamina e Maurice Boakye).

Treinador: Mitchell van der Gaag.

Árbitro: Diogo Rosa (Associação de Futebol de Beja).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Gustavo Silva (12), Gonçalo Nogueira (17), Borevkovic (22), Raphael Guzzo (36), Tomás Tavares (36), Rodrigo Andrade (62) e Samu (63).

Assistência: 13.828 espetadores.

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Vizela consente reviravolta nos últimos minutos

O Desportivo de Chaves venceu hoje o Vizela, por 2-1, com reviravolta no marcador já na fase final da partida inaugural da oitava jornada da II Liga portuguesa de futebol, disputada em Trás-os-Montes.

No municipal de Chaves, o Vizela entrou a dominar o encontro e Lacava inaugurou o marcador, aos 27 minutos, vantagem que resistiu até à reta final do tempo regulamentar, altura em que Júnior Mendes empatou a partida, aos 85, e em que os transmontanos asseguraram os três pontos já na compensação, com Marquinhos a protagonizar a ‘cambalhota’ no marcador, aos 90+5. 

Após um arranque com algumas pausas, a partida ganhou ritmo e intensidade, ainda que sem qualquer situação de perigo até aos 20 minutos, altura em que o Vizela assumiu o controlo do jogo, com mais posse de bola e argumentos ofensivos.

Aos 27, depois de falhar um primeiro remate, Lacava encheu o pé de fora da área e atirou a contar, inaugurando o marcador no municipal de Chaves.

Em desvantagem, os anfitriões subiram linhas e conseguiram chegar com perigo à área adversária, mas pecaram na finalização, enquanto Fortuné esteve muito perto de aumentar a vantagem para os vizelenses aos 40, com um cabeceamento que rasou a baliza transmontana.

No regresso dos balneários, o Desportivo de Chaves carregou no acelerador e intensificou a pressão, com inúmeras ocasiões de golo, obrigando o Vizela a recuar no terreno e a empenhar esforços na defesa.

Com o jogo a decorrer em sentido único, aos 85 minutos, após Marquinhos perder a bola, Robyn Esajas recuperou a bola e cruzou para área, onde, vindo de trás, Júnior Mendes apareceu para empatar o duelo.

Já nos descontos, na sequência de contra-ataque a favor dos transmontanos, Wilson assistiu Marquinhos que, na cara do guardião Gomís, não desperdiçou a oportunidade e ‘carimbou’ o golo da reviravolta.

Com esta vitória, a segunda da temporada, o Desportivo de Chaves subiu ao 13.º lugar, somando agora oito pontos, enquanto o Vizela se mantém no oitavo posto, com 11.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

Desportivo de Chaves – Vizela, 2-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores

0-1, Matías Lacava, 27 minutos.

1-1, Júnior Mendes, 85.

2-1, Marquinhos, 90+5.

Equipas

– Desportivo de Chaves: João Valido, Léo Alaba, Ricardo Alves (Júnior Mendes, 80), Néstor Araújo, Aarón (Marquinhos, 69), Aílson (Pelágio, 55), Gilberto García (João Teixeira, 56), Fofana, André Rodrigues (Roberto, 69), Wilson e Robyn Esajas. 

(Suplentes: Marko, Antony Herbert, João Teixeira, Marquinhos, Pelágio, Ivo, Dru Yearwood, Roberto, Júnior Mendes, Tounkara, Tiago Simões e GB).

Treinador: Vítor Martins.

– Vizela: Gomís, Jojó, Rhyner, Hristov, Luis Mina, Bastunov (Neto, 72), Bamba, Aliou Traoré (Carter, 90+3), Heinz Mörschel (Luís Rocha, 90+4), Matías Lacava (Cristian Cañozales, 90+3) e Fortuné (Thio, 72).

(Suplentes: Vulic, Pedro Souza, José González, Manu, Thio, Luís Rocha, Lucas Antañón, Neto, Cristian Cañozales, Augustine Adamu e Carter).

Treinador: Ronald Molina.

Árbitro: Márcio Torres (AF Viana do Castelo).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Bamba (43), Léo Alaba (43), André Rodrigues (61), Pelágio (77), Gomís (83) e Júnior Mendes (90+2). Cartão vermelho direto para Tiago Simões (no banco, 90+7).

Assistência: 1.217 espetadores. 

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Euromilhões: Português acerta em quatro números e duas estrelas (e ‘só’ ganha 1.600 euros)

O quarto prémio do Euromilhões, no valor de 1.576,29 euros, saiu a um apostador que registou o boletim em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Outros 31 apostadores no estrangeiro também ganharam o quarto prémio, com quatro números certos e duas estrelas.

No estrangeiro, o prémio mais alto foi de 173 mil euros (segundo prémio), que saiu a quatro apostadores.

O primeiro prémio não foi atribuído, pelo que o próximo ‘jackpot’ será de 79 milhões de euros.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 23 de outubro: 24, 33, 35, 44, 47 (números) e 7, 11 (estrelas).

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Avic fica sem sobrecompensação da Câmara de Viana do Castelo por transportes

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga julgou “totalmente improcedente” a ação apresentada pelo grupo Avic contra a Câmara de Viana do Castelo, relativa às compensações por Obrigações de Serviço Público (OSP) de transportes, anunciou hoje a autarquia. A empresa já anunciou que vai recorrer da decisão.

Até 2023, o valor das compensações por OSP foi de 250 euros, por dia, até 150 quilómetros percorridos.

Em 2024, a proposta da Câmara de Viana do Castelo foi de 285 euros, por dia, por 125 quilómetros, tendo sido rejeitada pela transportadora que reclamou uma compensação adicional de 268.573,54 euros, acrescida de juros de mora, também reclamados pela empresa, relativa à prestação de serviços de transporte público entre 2021 e 2024.

O impasse levou a que, em junho de 2024, a empresa António dos Prazeres da Silva & Filho, Lda, sociedade por quotas que integra o grupo Avic, decidisse suspender o serviço público de transporte de passageiros (SPTP) em oito carreiras de transporte público urbano e interurbano, bem como em vários horários em diversas linhas, por gerarem “receitas de bilhética de apenas 86,20 euros, por dia, por viatura, valor insuficiente para cobrir sequer os custos do motorista”.

A empresa invocou “a variação dos custos com combustível, pessoal e outros”.

O acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga, de 23 de outubro, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, julgou “a ação totalmente improcedente e, em consequência, absolveu” a Câmara de Viana do Castelo.

A “empresa não demonstrou ter direito a receber valores superiores aos previstos nos protocolos celebrados com o município para aqueles anos, conforme exigia”.

O tribunal “dá relevância aos protocolos assinados com o município, considerando que a legislação relativa ao serviço público de transporte não conferia, por si só, à operadora o direito de exigir valores adicionais aos que tinham sido acordados”.

Segundo o tribunal, a empresa “age em abuso de direito, ao reclamar valores superiores aos dos protocolos que voluntariamente subscreveu”.

“O valor de referência de 2020 foi proposto pela própria Autora, e esta nunca demonstrou, com elementos contabilísticos, que a compensação fosse deficitária ou que os custos invocados decorressem do cumprimento das obrigações de serviço público”, lê-se no acórdão com 33 páginas.

Quanto aos pareceres então emitidos pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) o tribunal considera que “não vinculavam o município de Viana do Castelo ao pagamento dos montantes exigidos”.

“Os relatórios da AMT limitam-se a concluir pela inexistência de sobrecompensação, o que não equivale à existência de compensação deficitária”, adianta o tribunal.

Para a autarquia, a “decisão hoje conhecida considera que não ficou demonstrada a violação de um dever legal que obrigasse o município a rever as compensações acordadas, determinando totalmente improcedente a ação da empresa, absolvendo o Município”.

O tribunal aponta que “a compensação devida à empresa pelo cumprimento das obrigações de serviço público relativas à carreira Braga – Viana do Castelo, nos anos de 2021 a 2024, é a que resulta dos protocolos celebrados com o município, que este pagou”.

“Nem a lei, nem os protocolos, nem as pronúncias da AMT conferem à empresa o direito a receber da autarquia a diferença entre os gastos da exploração, acrescidos de lucro razoável, e os rendimentos obtidos. E não se verificam os pressupostos da responsabilidade civil extracontratual nem do enriquecimento sem causa (…). A demonstração dos montantes dos gastos, dos rendimentos e do défice alegados pela empresa em nada alteraria a solução, o que confirma a desnecessidade das diligências de prova requeridas”, lê-se no documento.

O tribunal atribuiu à empresa a responsabilidade pelas custas processuais.

Em comunicado enviado esta noite para as redações, a Avic anunciou que “não concorda com a decisão e, como tal, vai interpor o competente recurso no prazo legal”.

Notícia atualizada às 20h53 com comunicado da Avic.

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Treinador do Gil Vicente promete equipa com “responsabilidade” no duelo com FC Porto

O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, considerou hoje que a sequência de resultados positivos aumenta a “responsabilidade” da equipa, que recebe no sábado o líder FC Porto, na nona jornada da I Liga portuguesa de futebol.

“Quando se ganha muitas vezes, aumenta sempre a responsabilidade, porque começa-se a olhar de forma diferente. Temos de ter esta capacidade de querer ter responsabilidade, continuar a trabalhar de forma ambiciosa e humilde, sempre com a coragem de dizer que queremos mais”, afirmou o técnico dos barcelenses, que vem de três vitórias consecutivas.

Na análise ao FC Porto, Luís Pinto destacou a intensidade e a exigência competitiva dos portistas, que apresentam um registo totalmente vitorioso nas competições nacionais.

“O Porto tem a mesma matriz. A procura por um jogo sempre de um nível muito alto de intensidade, sempre ligados à corrente. Os caminhos não são os mesmos, têm algumas nuances que foram acrescentadas ao jogo deles, mas têm outros caminhos que se mantêm”, explicou.

O treinador salientou que a capacidade dos ‘dragões’ para manterem elevados níveis de intensidade obriga os adversários a uma concentração permanente.

“É uma equipa que vai exigir que estejamos a um nível de concentração altíssimo, a um nível de atitude competitiva muito alto. Terem um pleno em tudo aquilo que são os jogos, quer na Supertaça, quer no campeonato, diz, por si só, aquilo que é a valia do nosso adversário”, sublinhou.

Luís Pinto abordou também as diferenças na preparação relativamente à época passada, quando defrontou o FC Porto ao serviço do Vitória de Guimarães.

“O nosso primeiro jogo foi contra eles e tivemos de andar à procura de coisas que faziam no Ajax para perceber o que é que podia ser aquele FC Porto. Depois, quando jogámos contra eles em novembro e em janeiro, já havia um maior conhecimento”, recordou.

O maior conhecimento atual não elimina, contudo, a necessidade de uma análise aprofundada, devido às alterações introduzidas pelos portistas, com o treinador a procurar identificar os principais caminhos ofensivos do adversário e as possibilidades de os contrariar.

“Há pequenos detalhes que são diferentes da época anterior para esta época e obriga-nos a uma análise profunda novamente, para conseguirmos conhecer aquilo que pretendemos do nosso adversário e de que maneira podemos fechar os melhores caminhos que eles têm e explorar aquilo que achamos que são as maiores fragilidades”, sustentou.

Apesar do pleno de vitórias do FC Porto, Luís Pinto afastou a possibilidade de a equipa gilista entrar condicionada pelo estatuto do adversário,

“Da nossa parte, aquilo que tem de existir é a ambição de lutarmos para ganhar, como temos lutado sempre em todos os jogos”, afirmou.

O técnico destacou ainda a necessidade de acompanhar o ritmo elevado que espera encontrar, num jogo em que antecipa exigências constantes nas diferentes fases.

“Temos de ser muito valentes perante um adversário que nos vai exigir tudo, em todos os momentos, seja ofensivo, seja defensivo, seja de transições, sejam bolas que saem e temos de estar vivos para o jogo estar sempre num ritmo alucinante”, advertiu.

O treinador afirmou que a utilização de Héctor Hernández permanece em aberto, com uma avaliação prevista para o dia do encontro, ao contrário dos lesionados Bamba, Tchaptchet e Weverson, todos a recuperar de lesão.

O Gil Vicente, sexto classificado, com 14 pontos, recebe no sábado o FC Porto, atual campeão nacional e líder, com 24, numa partida agendada para as 20:30, no Estádio Cidade de Barcelos, com arbitragem de Luís Godinho, da Associação de Futebol de Évora.

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Farioli diz que Gil Vicente é “uma das equipas em melhor forma na Liga”

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, alertou hoje para a qualidade do Gil Vicente, que considera uma das equipas em melhor forma na I Liga de futebol, na antevisão à deslocação a Barcelos, da nona jornada.

“Temos de estar focados no jogo de amanhã [sábado], num campo muito difícil, pelo ambiente e pela qualidade do Gil Vicente, pelo trabalho que tem feito. É uma das equipas em melhor forma na Liga e têm-no provado em todos os jogos”, afirmou o técnico italiano, em conferência de imprensa no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival.

O treinador italiano chega ao encontro após duas derrotas consecutivas, frente ao Betis e ao PSV Eindhoven, na Liga dos Campeões, algo que nunca tinha acontecido desde a sua chegada ao emblema ‘azul e branco’.

“Revi o jogo com o PSV Eindhoven umas quatro ou cinco vezes, tal como o do Betis, e já sei que os ‘ses’ não nos dão pontos, mas para mim é objetivo que já podíamos ter três ou quatro pontos na Champions”, sustentou.

O técnico reconheceu que o FC Porto tem sofrido mais golos do que o habitual nos últimos encontros, apesar de continuar a apresentar o melhor registo defensivo do campeonato português, com apenas quatro golos sofridos.

“Houve uma acumulação de golos sofridos que nos obriga a aumentar a atenção e é algo que tem de nos deixar em alerta. Temos de analisar como sofremos esses golos, o que podemos fazer melhor, tanto coletiva como individualmente, mas também temos de dar mérito ao adversário”, alertou.

Farioli reconheceu o “desejo de ganhar” dos adeptos portistas, mas criticou também a existência do que considera ser um “ruído externo”, que procura alimentar a instabilidade em torno da equipa.

“Há duas coisas: uma é o sentimento e o desejo de ganhar dos nossos adeptos, e isso é algo em que estamos totalmente com eles, nesse desejo de fazer mais na I Liga e na Champions; depois, há um ruído externo que tenta aproveitar todas as oportunidades para colocar uma bomba à nossa volta”, acusou.

Quanto à condição física do plantel, o treinador revelou que Samu e Oskar Pietuszewski continuam a aproximar-se da melhor forma, enquanto William Gomes prossegue a recuperação de uma lesão sofrida frente ao Marítimo.

“Acredito que a condição geral do plantel está a melhorar, mas ainda há diferenças entre os jogadores, o que é normal. Nos próximos 10 a 15 dias, a equipa estará mais equilibrada e esperamos ainda recuperar rapidamente o William Gomes”, concluiu.

O FC Porto, líder da I Liga com um pleno de oito vitórias e 24 pontos, desloca-se ao Estádio Municipal de Barcelos para defrontar o Gil Vicente, sexto classificado, com 14 pontos, no sábado, a partir das 20:30, sob arbitragem de Luís Godinho, da associação de Évora.

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Associação de Ponte da Barca pede árvores para reflorestar a Serra Amarela

A Associação Cultural Recreativa e Desportiva Entre Ambos-os-Rios, Ponte da Barca, apelou hoje à dádiva de árvores para continuar com a reflorestação da Serra Amarela, que ficou em cinzas, em 2025, após um incêndio que durou 12 dias.

“Precisamos de árvores autóctones. Temos cerca de 300 a 400 que plantámos o ano passado, produzidas a partir de sementes recolhidas localmente. Quantas mais conseguirmos reunir, melhor, para que a Serra Amarela volte a ganhar raízes. O objetivo é podermos criar um anel de proteção da aldeia de Lourido e Froufe”, afirmou Tanya Pires, da direção da associação.

Além das árvores, a associação precisa “de voluntários, ferramentas e outros meios” necessários à operação de reflorestação.

Em 2025, as aldeias de Lorido, Froufe, Sobredo e Ermida, inseridas na União das Freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil e integradas na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na encosta da Serra Amarela, foram das afetadas pelos incêndios de julho de 2025.

Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as chamas consumiram 5.786 hectares do PNPG. O ICNF indicou que, no total, o incêndio atingiu uma área de 7.550 hectares.

“No ano passado conseguimos plantar cerca de mil árvores, cedidas por várias entidades e particulares, sendo uma grande parte disponibilizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mas em julho ardeu tudo”, sublinhou. 

No próximo dia 08 de novembro, a associação volta a juntar a população de Entre Ambos-os-Rios para a apresentação do projeto da Reflorestar Portugal, associação sem fins lucrativos dedicada à regeneração ecológica, reflorestação biodiversa, agrofloresta e capacitação de comunidades em Portugal”.

A iniciativa inclui um magusto e música minhota com os Zuca-Truca.

“Mais do que plantar árvores, queremos criar raízes, aproximar pessoas, cuidar do que é nosso e envolver as próximas gerações na proteção da serra Amarela”, explicou Tanya Pires.

Este ano, a associação de Entre-Ambos-os-Rios volta a contar com a colaboração da Reflorestar Portugal, que tem vindo “a acompanhar a comunidade e a desenvolver propostas para tornar as aldeias mais preparadas e resilientes aos incêndios rurais”.

“Desta colaboração realizou-se uma Assembleia de Cidadãos na freguesia, onde a população teve oportunidade de partilhar preocupações, experiências e ideias para o futuro”, explicou Tanya Pires.

Dessa auscultação à população “surgiram propostas que a Reflorestar Portugal pretende transformar num projeto de capacitação e formação dirigido às comunidades locais, cuja concretização dependerá da obtenção dos apoios e financiamento necessários”.

Um dos projetos vai arrancar no dia 10 de novembro com a criação de “um viveiro pedagógico em colaboração com a escola básica de Entre-Ambos-os-Rios.

O viveiro vai ser instalado nas traseiras do pavilhão gimnodesportivo, equipamento onde as crianças da escola praticam exercício físico.

Assim, as crianças podem semear, acompanhar o crescimento e cuidar das plantas desde o início. Uma espécie de maternidade de árvores autóctones”, especificou.

A iniciativa “contará com a participação de uma especialista que, de forma educativa e descontraída, irá mostrar às crianças a importância das sementes que tantas vezes vemos cair no chão, sem lhes darmos grande atenção”. 

“É um projeto muito interessante, sobretudo pela ligação entre as crianças, a comunidade e o futuro da nossa floresta”, reforçou Tanya Pires.

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Guimarães: IPSS aumenta salário mínimo para 1.120 euros e reconhece que “ainda é pouco”

O Centro Social de Guardizela, em Guimarães, anunciou hoje que vai aumentar o salário base dos seus trabalhadores de 1.050 euros para 1.120 euros.

Este valor está 200 euros acima do salário mínimo nacional (SMN) de 2026 e, em 2027, será previsivelmente 150 euros superior. Isto porque, de acordo com o Orçamento do Estado para 2027, o SMN será de 970 euros no próximo ano.

A IPSS, que conta com valências destinadas a crianças e idosos, considera que este “acréscimo ainda é pouco face ao excelente profissionalismo e dedicação diária” dos seus trabalhadores. Contudo, sublinha que é “um passo firme na sua valorização”.

“Este aumento representa um grande esforço financeiro, mas demonstra também uma gestão de excelência e um profundo respeito por todas as equipas que asseguram as valências da instituição”, refere o Centro Social de Guardizela, numa nota publicada nas redes sociais.

Fundado em 2005, o Centro Social de Guardizela dispõe de um lar, apoio domiciliário, centro de dia e universidade sénior. Para a comunidade infantil, conta com berçário, creche, pré-escolar, CATL e acompanhamento ao estudo.

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Dois feridos em colisão seguida de capotamento em Barcelos

Uma aparatosa colisão provocou dois feridos, ao início da tarde desta sexta-feira, na freguesia de Mariz, Barcelos.

Ao que O MINHO apurou, na sequência do choque entre duas viaturas, uma delas acabou por capotar.

Os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos assistiram as vítimas, um homem de 33 anos e uma mulher de 58, que foram transportadas para o Hospital de Barcelos com ferimentos considerados ligeiros.

O embate ocorreu na Estrada Nacional 103-1, que liga Barcelos a Esposende, junto ao stand BMCar.

A GNR registou a ocorrência.

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