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Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário distingue a Fundação Irene Rolo em Tavira

A Fundação Irene Rolo, de Tavira, foi uma das 24 instituições distinguidas na 11.ª edição dos prémios BPI Fundação ”la Caixa” Solidário 2026, que vão distribuir um total de 1.124.150 euros por projetos de inclusão social em Portugal. A iniciativa pretende apoiar 1.839 pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo melhores condições de vida e igualdade de oportunidades.

Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia realizada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Entre as instituições selecionadas encontra-se a Fundação Irene Rolo, a única entidade do distrito de Faro identificada na lista de premiados.

A nível nacional, os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros cada, embora os montantes individuais possam variar.

Fundação Irene Rolo entre as 24 instituições premiadas

A distinção atribuída à Fundação Irene Rolo integra um programa de financiamento dirigido a instituições sociais que desenvolvem respostas para pessoas em situação de especial vulnerabilidade.

A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. Destas, foram selecionadas 24 propostas, distribuídas por diferentes regiões do país, incluindo o Algarve.

Os projetos apoiados abrangem áreas como a integração profissional, o combate à exclusão social, a promoção da autonomia pessoal e financeira e o acompanhamento de pessoas em situações de maior fragilidade económica e social.

Entre os destinatários das iniciativas encontram-se desempregados de longa duração, migrantes, refugiados, pessoas em situação de sem-abrigo, reclusos e ex-reclusos, jovens em acolhimento residencial e pessoas com problemas de saúde mental.

Projetos promovem emprego, autonomia e reinserção social

Na área da empregabilidade, os projetos distinguidos incluem iniciativas destinadas a apoiar mulheres migrantes e refugiadas, através de formação e atividades de cozinha intercultural, procurando facilitar a integração no mercado de trabalho e a criação de fontes de rendimento.

Outras propostas apostam na formação de mulheres em situação de vulnerabilidade para desenvolverem atividades empreendedoras na restauração e na promoção da autonomia financeira através da criação de pequenos negócios apoiados por uma cooperativa.

A reinserção social constitui outra das áreas contempladas, com programas destinados a preparar pessoas reclusas para o regresso à comunidade e a reforçar os laços familiares entre pais em situação de reclusão e os seus filhos.

Entre as iniciativas selecionadas encontra-se também uma resposta de alojamento temporário, acompanhada de apoio especializado, dirigida a pessoas em situação de sem-abrigo.

No domínio da saúde e do bem-estar, os projetos incluem medidas para facilitar o acesso de migrantes aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde, promover a saúde materna junto de mulheres migrantes sul-asiáticas e criar uma estrutura residencial de reabilitação para pessoas com doença mental grave.

A agricultura urbana, a expressão artística e a dança surgem igualmente entre os instrumentos utilizados por algumas das instituições premiadas para promover a aquisição de competências e a inclusão social.

Prémio Solidário já apoiou mais de 46 mil pessoas desde 2016

Criado em 2016, o Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário já distinguiu 256 projetos de instituições sociais, num investimento acumulado de 9,7 milhões de euros.

Ao longo das 11 edições, os projetos apoiados beneficiaram 46.867 pessoas em situação de vulnerabilidade, através de iniciativas destinadas a melhorar as condições de vida e promover a igualdade de oportunidades.

Os Prémios BPI Fundação ”la Caixa” de 2026, que incluem as categorias Infância, Solidário, Seniores e Capacitar, dispõem de uma dotação global de cinco milhões de euros para apoiar projetos desenvolvidos por instituições privadas sem fins lucrativos.

A seleção das candidaturas decorre em três fases. A primeira consiste numa avaliação técnica dos projetos, seguindo-se uma análise complementar realizada por mais de duas dezenas de avaliadores voluntários do BPI, que reúnem com as instituições que passam à segunda fase.

A decisão final cabe a um júri presidido pelo sociólogo António Barreto, do qual fazem também parte António Seruca Salgado, Carlos Farinha Rodrigues, José Pena do Amaral, Marc Simón e Rafael Chueca.

Desde 2010, considerando as 51 edições concluídas das diferentes categorias dos prémios, foram atribuídos cerca de 45 milhões de euros a 1.344 projetos, que contribuíram para melhorar a qualidade de vida de mais de 282 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Fundação ”la Caixa”, que iniciou a sua atividade em Portugal em 2018, na sequência da integração do BPI no grupo CaixaBank, destina em 2026 um total de 56 milhões de euros a projetos sociais, de investigação, educativos e de divulgação cultural e científica.

Conheça as 24 instituições distinguidas na edição de 2026 do Prémio Solidário.

Leia também: Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

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Silves convida população a participar na elaboração do Orçamento Municipal para 2027

A Câmara Municipal de Silves vai promover, entre 2 e 10 de novembro, oito sessões públicas de participação nas diferentes freguesias do concelho, com o objetivo de envolver a população na preparação do Orçamento Municipal para 2027. Os encontros permitirão aos munícipes apresentar propostas, identificar necessidades e indicar os investimentos que consideram prioritários para as suas comunidades.

A iniciativa pretende dar aos habitantes a oportunidade de participar na definição das prioridades municipais, através da apresentação de sugestões relacionadas com o desenvolvimento das freguesias e do concelho.

Os contributos recolhidos durante as sessões serão posteriormente analisados pelo executivo municipal, tendo em conta critérios técnicos, financeiros e estratégicos, que servirão de base à avaliação das propostas apresentadas.

Sessões públicas percorrem as oito freguesias do concelho

O calendário arranca na segunda-feira, 2 de novembro, com duas sessões. A primeira realiza-se às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Tunes, seguindo-se, às 21:00, um encontro no edifício da Junta de Freguesia do Algoz.

Na quarta-feira, 4 de novembro, a iniciativa prossegue em Alcantarilha, às 19:00, no edifício da respetiva Junta de Freguesia. Nesse mesmo dia, às 21:00, será a vez da população de Pêra participar, numa sessão marcada para o edifício da Junta de Freguesia local.

O programa continua na quinta-feira, 5 de novembro, com um encontro às 19:00, no Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra. Às 21:00, realiza-se outra sessão no edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines.

Na segunda-feira, 9 de novembro, a população de Armação de Pêra poderá apresentar os seus contributos, a partir das 19:00, no edifício da Junta de Freguesia.

O ciclo de encontros termina na terça-feira, 10 de novembro, às 19:00, no edifício da Junta de Freguesia de Silves.

Propostas dos cidadãos serão avaliadas pelo executivo municipal

Através desta iniciativa, o Município de Silves pretende recolher opiniões e sugestões diretamente junto das populações, procurando identificar as necessidades consideradas mais relevantes em cada freguesia.

As sessões permitem aos cidadãos apresentar propostas de investimento e transmitir preocupações relacionadas com o desenvolvimento das respetivas comunidades.

Depois de concluída a fase de participação pública, os contributos serão analisados pelo executivo camarário, que terá em consideração a viabilidade técnica e financeira das propostas, bem como o seu enquadramento nas prioridades estratégicas do município.

A autarquia pretende, deste modo, integrar a participação dos munícipes no processo de preparação do Orçamento Municipal para 2027, proporcionando momentos de diálogo e auscultação das populações nas oito freguesias do concelho.

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O Algarve não pode continuar a viver apenas do turismo | Por Bruno Castelão Santos

Quando pensamos no Algarve, pensamos quase automaticamente em praias, hotéis, restaurantes e turismo. Não podemos ignorar a importância deste setor para a economia regional, mas devemos questionar se é sustentável continuar a depender tão fortemente dele, bem como do comércio e dos serviços.

Na minha perspetiva, o Algarve precisa de ambicionar mais. Precisa de se afirmar também como uma região de produção, inovação, conhecimento e indústria.

De que serve gerar riqueza se tantos trabalhadores continuam a enfrentar salários baixos, contratos temporários e dificuldades em construir um projeto de vida na região onde trabalham?

Uma economia que precisa de alternativas

O turismo cria emprego e dinamiza a economia, mas a sazonalidade condiciona muitas oportunidades profissionais. Os baixos salários em parte da hotelaria e da restauração, associados à instabilidade laboral, tornam ainda mais urgente a diversificação económica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados pelo Turismo de Portugal, a remuneração bruta média mensal por posto de trabalho nas atividades de alojamento e restauração foi de 1.145 euros em 2025, face a 1.686 euros na economia nacional. Estes valores são nacionais, não exclusivamente algarvios, mas evidenciam uma diferença salarial que merece reflexão.

Não se trata de desvalorizar quem trabalha no turismo, muito pelo contrário. Trata-se de defender que os algarvios devem ter acesso a mais oportunidades profissionais, melhores condições de trabalho e carreiras que não dependam exclusivamente dos meses de maior procura turística.

A estratégia regional Algarve 2030, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), reconhece a importância da inovação e da diversificação da base económica. O desafio é transformar essa orientação em resultados concretos para a população.

Recuperar a indústria e valorizar os nossos recursos

O Algarve tem recursos naturais, conhecimento científico e uma história industrial que podem servir de ponto de partida para um novo modelo de desenvolvimento.

A indústria conserveira é um exemplo evidente. Olhão e outras localidades algarvias têm uma forte ligação histórica à transformação do pescado, uma atividade que marcou gerações e contribuiu para a identidade económica da região.

Defendo que devemos estudar formas de reimpulsionar este setor, apostando na modernização tecnológica, na qualidade, na inovação dos produtos e na valorização da produção nacional. Não se trata de regressar ao passado, mas de recuperar competências e criar novas oportunidades de emprego e exportação.

Também o aproveitamento sustentável das algas merece maior atenção. A biotecnologia marinha pode abrir oportunidades nas áreas da cosmética, dos ingredientes alimentares, da agricultura e de outras aplicações industriais. A investigação desenvolvida na Universidade do Algarve pode contribuir para aproximar a ciência das empresas e transformar conhecimento em produtos com valor acrescentado.

Naturalmente, qualquer exploração deverá respeitar os ecossistemas marinhos e assentar em estudos de viabilidade económica e ambiental.

A transformação agroalimentar, a valorização da alfarroba, da amêndoa e dos citrinos, as energias renováveis, a reciclagem industrial e as tecnologias de gestão da água são outras áreas que merecem investimento.

Não precisamos de transformar o Algarve num território industrial indiferenciado. Precisamos de desenvolver uma indústria moderna, sustentável e adaptada às características da região.

Uma responsabilidade política

Esta transformação exige uma estratégia articulada entre o Governo, a CCDR Algarve, a AMAL, os municípios, a Universidade do Algarve e o tecido empresarial.

Os municípios não podem limitar-se à promoção turística. Devem identificar oportunidades de investimento, preparar áreas empresariais adequadas e criar condições para a instalação de empresas inovadoras, respeitando o ordenamento do território e os limites ambientais.

É igualmente importante aproveitar os instrumentos de financiamento do Algarve 2030 para apoiar projetos produtivos, fomentar a investigação e aproximar as empresas das instituições de ensino e formação profissional.

O investimento público deve ser avaliado pelos resultados: empregos qualificados criados, salários praticados, empresas desenvolvidas, exportações e riqueza que permanece na região.

Esta estratégia deve ainda chegar ao interior algarvio, promovendo atividades económicas capazes de fixar população e reduzir as desigualdades territoriais.

Não defendo crescimento a qualquer preço. A escassez de água, as alterações climáticas e a proteção dos ecossistemas exigem uma indústria eficiente na utilização dos recursos e ambientalmente responsável.

Que Algarve queremos construir?

Quero um Algarve onde um jovem possa encontrar oportunidades numa empresa tecnológica, numa unidade agroalimentar ou numa indústria ligada ao mar, sem sentir que precisa de sair da região para construir uma carreira.

Quero uma economia que continue a receber visitantes, mas que também produza, transforme, investigue e exporte. Uma economia capaz de gerar riqueza durante todo o ano e de oferecer aos trabalhadores mais estabilidade, melhores perspetivas profissionais e condições de vida dignas.

O sucesso do Algarve não deve ser medido apenas pelo número de turistas ou pelas receitas da época alta. Deve também ser avaliado pela qualidade do emprego, pelos salários e pelas oportunidades que oferece a quem aqui vive.

A diversificação económica não é um luxo: é uma escolha política sobre o futuro da região.

O Algarve não pode continuar a depender excessivamente do turismo enquanto deixa por explorar oportunidades de produção, inovação e valorização dos seus recursos.

É tempo de passar das intenções à ação e de construir um Algarve que seja também uma região industrial, tecnológica e produtiva.

Porque o Algarve não pode viver apenas dos visitantes que chegam. Tem de garantir futuro a quem é de cá e dar oportunidades a quem por cá fica.

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Obra exclusiva feita à mão por Vanessa Bagarrão vai ser sorteada em gala solidária em Faro

A artista têxtil portuguesa Vanessa Barragão criou uma obra exclusiva para integrar uma rifa solidária da edição de 2026 da Prometo Viver, que se realiza a 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro. A iniciativa pretende angariar fundos para apoiar o trabalho humanitário da UNICEF junto das crianças em Gaza, através da atribuição de uma peça original produzida no atelier da artista, em Albufeira.

Sob o mote “Pelo direito de ser criança”, a edição deste ano procura sensibilizar a comunidade para a importância de assegurar às crianças condições de proteção, segurança e afeto, bem como a liberdade de viverem plenamente a infância.

A participação na rifa está aberta ao público, através de uma plataforma digital, permitindo que os interessados contribuam para a causa e concorram à atribuição da obra.

Coração têxtil inspirado no oceano simboliza proteção e amor

Conhecida pelas suas criações inspiradas na natureza e nos ecossistemas marinhos, Vanessa Barragão aceitou o convite para desenvolver uma peça especialmente concebida para a iniciativa.

A obra consiste num coração têxtil, inteiramente produzido à mão no atelier da artista, em Albufeira, recorrendo a técnicas artesanais e materiais reciclados que caracterizam o seu trabalho.

Inspirada nas formas orgânicas do oceano, a criação procura representar valores como o cuidado, a proteção e o amor, associados ao direito de todas as crianças a uma infância segura.

Vanessa Barragão explicou que o convite assumiu um significado particular, levando-a a criar uma peça que alia a sua linguagem artística a uma causa humanitária.

“Há projetos que nos tocam de uma forma muito especial, e este foi certamente um deles. Quando recebi o convite para criar uma peça para esta iniciativa, soube imediatamente que queria fazer parte. Criei este coração inspirado na natureza e no oceano, como tantas outras obras minhas, mas desta vez com um propósito ainda maior. Para mim, representa o cuidado, a proteção e o amor que todas as crianças merecem. Porque todas as crianças deveriam ter a liberdade de simplesmente ser crianças”, afirmou a artista.

Rifa digital apoia trabalho humanitário da UNICEF em Gaza

A obra será atribuída através de uma rifa solidária digital, cuja participação está aberta a todos os interessados.

A aquisição de rifas permite contribuir para a angariação de fundos destinados a apoiar a intervenção humanitária da UNICEF junto das crianças em Gaza, oferecendo simultaneamente a possibilidade de receber uma peça única de Vanessa Barragão.

A iniciativa decorre através da plataforma GoTombola, estando as rifas disponíveis para aquisição online.

O vencedor será anunciado durante a transmissão em direto da gala Prometo Viver, marcada para 5 de novembro, no Teatro das Figuras, em Faro.

A edição de 2026 pretende, assim, associar a criação artística à sensibilização para os direitos das crianças, mobilizando a comunidade em torno de uma causa humanitária.

As rifas solidárias estão disponíveis aqui.

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Olhão aprova empréstimo de 49 milhões de euros com 40 milhões destinados à habitação

A Câmara Municipal de Olhão aprovou, esta quinta-feira, 29 de outubro, um pedido de empréstimo de 49 milhões de euros, que prevê a aplicação de 40 milhões na área da habitação. A proposta terá agora de ser submetida à Assembleia Municipal, numa altura em que o executivo liderado por Ricardo Veia Calé aponta o acesso à habitação como uma das principais prioridades do concelho.

A decisão representa, segundo a autarquia, mais um passo na resposta às necessidades habitacionais da população, num contexto marcado pelas dificuldades de acesso à habitação em Portugal.

O investimento previsto pretende, em particular, criar melhores condições para que os jovens possam permanecer no concelho e constituir família.

Ricardo Veia Calé destaca habitação como prioridade do executivo

O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, sublinhou que a aprovação do pedido de financiamento pelo executivo constitui uma primeira etapa, estando a concretização da operação dependente da apreciação da Assembleia Municipal.

“O executivo aprovou hoje este empréstimo e o próximo passo será apresenta-lo em Assembleia Municipal para aprovação dos nossos deputados. A habitação continua a ser uma das nossas grandes prioridades e vamos continuar a trabalhar nesse sentido”, afirmou o autarca.

Ricardo Veia Calé destacou também a preocupação do município com as dificuldades enfrentadas pelas gerações mais jovens no acesso à habitação.

“Aprovámos este empréstimo a pensar nos nossos habitantes. Sobretudo nos mais jovens, para que tenham mais hipóteses de se fixar e construir família no concelho”, acrescentou.

“Mais casas significam também mais futuro”, concluiu o presidente da Câmara.

A proposta de financiamento, no valor global de 49 milhões de euros, contempla assim um investimento de 40 milhões na habitação, ficando a sua aprovação definitiva dependente da deliberação da Assembleia Municipal.

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Alcoutim recebe Jornadas da Rede de Museus do Algarve dedicadas à arqueologia

A vila de Alcoutim vai acolher, no próximo dia 20 de novembro, a 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), dedicada à arqueologia e aos desafios de tornar o património arqueológico mais acessível à população. O encontro realiza-se a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, com entrada gratuita e inscrições abertas até 13 de novembro.

Organizada pela Rede de Museus do Algarve e pelo Município de Alcoutim, a iniciativa terá como tema central “Arqueologia para Todos: Mediação e Comunicação do Património”, procurando aproximar o conhecimento científico das comunidades e incentivar a valorização da herança histórica e cultural.

As jornadas vão reunir especialistas e técnicos de diferentes instituições para debater estratégias, metodologias e boas práticas de divulgação do património arqueológico, com especial atenção à comunicação com o público.

Especialistas debatem formas de aproximar a arqueologia da população

Um dos principais objetivos do encontro passa por refletir sobre a forma como os resultados da investigação arqueológica podem ser apresentados de maneira clara, acessível e rigorosa, despertando o interesse de públicos com diferentes conhecimentos e experiências.

A arqueologia permite compreender a ocupação humana dos territórios ao longo do tempo, mas a transmissão desse conhecimento ao público coloca desafios aos investigadores e às instituições museológicas.

Entre as questões a abordar estarão a escolha de linguagens e ferramentas adequadas à divulgação científica, a construção de narrativas que facilitem a compreensão do passado e a adaptação dos espaços museológicos e sítios arqueológicos visitáveis às necessidades dos diferentes públicos.

A programação pretende ainda explorar o papel da mediação cultural na criação de relações mais próximas entre os museus e as comunidades, promovendo o diálogo entre o passado e o presente.

Neste contexto, será dada particular atenção à importância de desenvolver estratégias de comunicação inclusivas, capazes de reforçar o sentimento de pertença das populações e o reconhecimento do património arqueológico enquanto parte da sua identidade coletiva.

As jornadas constituirão, assim, um espaço de reflexão e partilha de experiências entre profissionais ligados à investigação, à conservação e à divulgação do património, procurando identificar soluções para os desafios enfrentados pelos museus na comunicação do conhecimento arqueológico.

Participação gratuita com inscrições até 13 de novembro

A 9.ª edição das Jornadas da Rede de Museus do Algarve realiza-se no dia 20 de novembro, a partir das 09:30, no Espaço Guadiana, em Alcoutim.

A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia e à disponibilidade de lugares. Os interessados devem preencher o formulário online até 13 de novembro, disponível aqui.

Para obter informações adicionais, os interessados podem contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Alcoutim, através dos números 281 540 545 ou 281 540 555.

É também possível contactar a organização através do endereço eletrónico rede.museusdoalgarve@gmail.com.

Promovida pela Rede de Museus do Algarve em parceria com o Município de Alcoutim, a iniciativa pretende contribuir para uma maior aproximação entre o conhecimento arqueológico e a sociedade, incentivando a participação das comunidades na valorização e preservação do património cultural.

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Lagoa reuniu 70 participantes no primeiro torneio de Walking Football do Algarve

Cerca de 70 participantes, com 50 ou mais anos de idade, reuniram-se no Campo Desportivo Municipal de Estômbar, no concelho de Lagoa, para disputar o I Torneio de Walking Football do Algarve, realizado a 23 de outubro. A iniciativa contou com cinco equipas e teve como principal objetivo incentivar a prática desportiva, promover o envelhecimento ativo e reforçar o convívio entre participantes de diferentes instituições.

O encontro foi promovido pela ADR – CCS Quinta de S. Pedro, em parceria com a RUTIS e com o apoio do Município de Lagoa, assumindo um carácter recreativo e privilegiando a participação e o espírito de equipa em detrimento dos resultados competitivos.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Participaram no torneio a ADR – Quinta de S. Pedro, a Universidade Sénior de Aljustrel, a ASAS – Academia Sénior Artes e Saberes, o Klubesol Fuzeta e o Portimonense Walking Football.

Desporto para todos marcou torneio em Estômbar

A cerimónia de encerramento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, que felicitou a organização e os atletas pela participação na primeira edição da iniciativa.

O autarca destacou a importância do Walking Football enquanto modalidade que facilita a prática de atividade física em idades mais avançadas, permitindo também a participação conjunta de homens e mulheres em equipas mistas.

Crédito: ADR – CCS Quinta de S. Pedro

Luís Encarnação salientou que estas características estão alinhadas com a política desportiva do município, assente no princípio do “Desporto para Todos”, que procura incentivar a participação da população em atividades físicas, independentemente da idade.

Envelhecimento ativo e convívio entre instituições

Mais do que uma competição desportiva, o torneio constituiu uma oportunidade para promover a atividade física regular, combater o isolamento social e fortalecer os laços entre instituições e comunidades.

A participação de cinco equipas proporcionou momentos de partilha e interação entre os atletas, valorizando o espírito de equipa e a dimensão social da modalidade.

Crédito: CML

O encontro terminou com um almoço de confraternização, que permitiu prolongar o convívio entre os participantes e os representantes das instituições envolvidas.

A organização procurou ainda dar maior visibilidade ao Walking Football, uma modalidade direcionada para a prática desportiva a partir dos 50 anos, destacando o seu contributo para o bem-estar físico, a qualidade de vida e a participação social.

A primeira edição do torneio em Estômbar reforçou, assim, a aposta na promoção de atividades desportivas acessíveis à população mais velha, associando a prática de exercício físico ao convívio e ao envelhecimento ativo.

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Crédito: CML

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Investigação da UAlg revela que a pedra foi decisiva para a sobrevivência dos primeiros humanos nos desertos da Arábia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Jeffrey Rose, do Centro Interdisciplinar em Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve (UAlg), concluiu que a disponibilidade de pedra adequada ao fabrico de ferramentas foi determinante para a instalação dos primeiros humanos nos desertos da Península Arábica, contrariando a ideia de que a existência de água doce seria suficiente para determinar os locais de fixação das populações pré-históricas.

O estudo, publicado na revista científica Nature com o título “Stone and water governed early human settlement of the desert”, demonstra que a ocupação humana estava condicionada pela presença simultânea de água e de rochas que pudessem ser utilizadas na produção de instrumentos.

A investigação resulta de trabalhos arqueológicos e geológicos realizados na Península Arábica, incluindo uma expedição de cerca de 1.500 quilómetros pelo Rub’ al Khali, considerado o maior deserto de areia do mundo.

Expedição identificou 55 antigos lagos, mas nenhuma ferramenta de pedra

Durante vários períodos da pré-história, as chuvas de monção transformaram extensas áreas da Península Arábica em paisagens com lagos e pradarias, dando origem ao que os investigadores designam por “Arábia Verde”.

Até agora, os modelos científicos sobre a dispersão do Homo sapiens a partir de África atribuíam à disponibilidade de água o papel principal na escolha dos locais de ocupação humana.

No entanto, esta hipótese ainda não tinha sido testada diretamente no terreno.

Antigo leito de lago no Rub’ al Khali (em cima); superfície coberta de sílex com ferramentas de pedra, Dhofar, Omã (em baixo). Créditos: Rudolf W. Dellmour (em cima); Jeffrey I. Rose (em baixo)

No final de 2023, uma equipa de investigadores percorreu cerca de 1.500 quilómetros pelo deserto de Rub’ al Khali, no sul da Península Arábica, para procurar vestígios de antigos ambientes de água doce e sinais de presença humana.

O geólogo Rudolf Dellmour, da Universidade de Viena e primeiro autor do estudo, examinou 125 locais, tendo identificado vestígios de antigos lagos em 55 deles.

Estes ambientes aquáticos existiram há aproximadamente 122 mil a 67 mil anos, num período em que havia populações humanas instaladas nas margens do deserto.

Apesar da presença de água no passado, os investigadores não encontraram qualquer ferramenta de pedra no interior do território, nem rochas adequadas ao seu fabrico.

A explicação, segundo a equipa científica, está nas características geológicas da região. As rochas que podiam ser trabalhadas para produzir ferramentas encontravam-se à superfície apenas nas margens do deserto, permanecendo enterradas a grande profundidade sob areia e salinas nas restantes áreas.

Mesmo quando os lagos voltaram a formar-se após a última Idade do Gelo, o interior do deserto continuou sem apresentar vestígios de ocupação humana.

Rudolf Dellmour destacou a diversidade de vestígios naturais encontrados durante os trabalhos de campo, contrastando com a ausência de instrumentos produzidos pelos primeiros humanos.

“Onde existiram os antigos lagos, encontrámos conchas de caracóis e de amêijoas de água doce, fragmentos de casca de ovo de avestruz e as galerias de animais que viveram outrora na lama do lago. Se conseguíamos avistar uma concha de caracol do tamanho de uma unha, também teríamos avistado uma ferramenta de pedra. Mas não havia nenhuma”, explicou o investigador.

Modelo científico revela que a água não era suficiente para garantir ocupação humana

Perante os resultados da expedição, a equipa decidiu alargar a investigação a outras regiões da Península Arábica, desenvolvendo um modelo que cruza a disponibilidade de água com a existência de rochas adequadas à produção de ferramentas.

Para isso, os cientistas recorreram a mais de duas décadas de prospeções arqueológicas realizadas em Omã, que permitiram identificar os locais onde existiam matérias-primas utilizáveis.

Os resultados demonstraram que os sítios arqueológicos conhecidos se concentram nas zonas onde os dois recursos estavam disponíveis em simultâneo.

A investigação revelou ainda que mais de metade do território da Arábia com acesso a água se encontra sobre formações geológicas que não disponibilizam pedra adequada ao fabrico de ferramentas.

Os autores comparam a antiga “Arábia Verde” a um arquipélago, no qual as áreas com água e pedra funcionavam como ilhas capazes de atrair populações humanas, separadas por extensões de território onde a água estava presente, mas faltavam materiais para produzir instrumentos.

Esta interpretação sugere que os modelos de ocupação humana baseados exclusivamente nas condições climáticas e na disponibilidade de água poderão sobrestimar as áreas efetivamente acessíveis às populações pré-históricas.

Os investigadores identificaram padrões semelhantes em regiões áridas de África, da Ásia e da América do Norte, admitindo que a dependência de matérias-primas para fabricar ferramentas poderá ter condicionado a expansão humana em diferentes continentes.

Investigador da Universidade do Algarve destaca importância das ferramentas de pedra

Jeffrey Rose, investigador do ICArEHB da Universidade do Algarve, dirige trabalhos de prospeção arqueológica em Omã desde 2002 e concebeu o estudo em colaboração com Rudolf Dellmour.

O investigador reconhece que os resultados obrigam a reconsiderar algumas das hipóteses anteriormente utilizadas para explicar a dispersão dos primeiros humanos pela Península Arábica.

“Todos os que trabalham sobre as primeiras dispersões humanas na Arábia, eu incluído, assumiram que, se encontrássemos a água, encontraríamos as pessoas. O que vinte e cinco anos em Omã acabaram por me ensinar é que as pessoas que dependem de ferramentas de pedra nunca se afastam muito de boa pedra”, esclareceu Jeffrey Rose.

A equipa científica reuniu especialistas de várias instituições internacionais, incluindo investigadores da Universidade do Algarve.

Emily Coco, do ICArEHB, foi responsável pela construção do modelo científico, enquanto Roman Garba, da Academia das Ciências da República Checa, contribuiu para alargar a sua aplicação aos desertos de diferentes regiões do mundo.

Metin Eren e Michelle Bebber, da Universidade Estadual de Kent, desenvolveram a explicação sobre os processos de povoamento de novos territórios pelas primeiras populações humanas.

Participaram também Osama Samawi, do ICArEHB; Mohammed Al Kindi, do Earth Sciences Consultancy Centre, em Mascate; Mathias Harzhauser, do Museu de História Natural de Viena; e Ali Al Mahrooqi, do Ministério do Património e do Turismo de Omã.

Trabalhos arqueológicos não envolveram escavações nem recolha de materiais

A investigação realizada no Rub’ al Khali baseou-se em métodos de observação não invasivos, sem recurso a escavações ou recolha de materiais arqueológicos.

Mapa da água e da pedra na Arábia, com o percurso da expedição (adaptado do artigo) – Adaptado de Dellmour et al., Nature (2026), CC BY 4.0

Os investigadores documentaram as observações através de fotografias e registos de GPS, não tendo recolhido artefactos, sedimentos ou espécimes.

Em Omã, os trabalhos de campo decorreram ao abrigo de licenças atribuídas pelo Ministério do Património e do Turismo.

O modelo desenvolvido pela equipa foi disponibilizado em código aberto, permitindo que outros investigadores o utilizem no estudo de regiões áridas em diferentes partes do mundo.

Investigação do Algarve contou com financiamento europeu

João Cascalheira, diretor do ICArEHB, destacou a importância da investigação para aprofundar o conhecimento sobre a evolução humana e demonstrar o contributo da colaboração entre diferentes áreas científicas.

“Este é o tipo de trabalho para o qual o ICArEHB existe, combinando trabalho de campo de longa duração, geologia e modelação computacional para responder às grandes questões da evolução humana. Dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no Centro apoiaram este estudo, e o modelo aberto que daqui resultou será útil a investigadores muito para além da Arábia”, afirmou.

O estudo foi financiado por dois projetos do Conselho Europeu de Investigação sediados no ICArEHB da Universidade do Algarve: o projeto DISPERSALS (101052761), coordenado por Nuno Bicho, através de uma Bolsa Avançada, e o FINISTERRA (101045506), coordenado por João Cascalheira, através de uma Bolsa Consolidator.

A publicação em acesso aberto contou com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através do projeto UID/04211/2025 do ICArEHB.

A investigação beneficiou ainda de financiamento da Academia das Ciências da República Checa, através do programa Praemium Academiae, da Universidade Estadual de Kent e da Adventure Lab Association, de Viena, além de apoio logístico da Nokian Tyres.

Os resultados publicados na Nature introduzem, assim, uma nova perspetiva sobre a ocupação humana dos territórios desérticos, demonstrando que a disponibilidade de água, embora essencial, não era suficiente para determinar os locais onde as primeiras populações conseguiam estabelecer-se.

O estudo pode ser consultado aqui.

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Poesia sai dos livros e ganha palco em Faro no Festival Calceteiros de Letras

A cidade de Faro vai receber, entre 13 e 15 de novembro, a 10.ª edição do Festival Calceteiros de Letras, uma iniciativa dedicada à poesia e à palavra dita, que este ano contará com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, e de outros artistas ligados à música, à literatura e às artes performativas. Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento decorrerá na sede da associação e no Teatro Municipal de Faro.

Ao longo de três dias, o festival apresenta uma programação que cruza a poesia contemporânea com o teatro, a música, as artes visuais e a joalharia de autor, através de espetáculos, performances e atividades de formação.

A edição comemorativa dos dez anos inclui ainda a estreia de novas criações artísticas e a atribuição do Prémio “Calceteiros de Letras”, destinado a distinguir personalidades ou instituições pelo seu contributo para a poesia e a palavra dita.

Adolfo Luxúria Canibal abre programação do festival

O programa arranca a 13 de novembro, na sede do Ginásio Clube de Faro, com “ESTILHAÇOS”, um projeto que conta com a participação de Adolfo Luxúria Canibal, conhecido como vocalista da banda Mão Morta.

No dia seguinte, 14 de novembro, será apresentada a performance poética “Os Poetas têm de cumprir a lei!”, primeira criação de Kijota, um dos fundadores do coletivo Calceteiros de Letras.

O espetáculo contará com a participação do poeta e escritor algarvio Rogério Cão, numa proposta artística centrada na expressão poética e performativa.

A programação dessa noite termina com a atuação de “Fundos Perdidos & Napoleão Mira”, um projeto que combina o rock underground com a poesia e o spoken word, explorando diferentes formas de interpretação da palavra.

Oficina de poesia com campeã nacional de Poetry Slam

O festival inclui também uma componente formativa, com a realização da oficina “Poesia Con’Sentidos”, marcada para 14 de novembro.

A atividade será orientada por Rita Bravo, campeã nacional de Poetry Slam em 2025, e terá como tema central a performance e a palavra dita.

Os espetáculos dos dias 13 e 14 de novembro, bem como a oficina, decorrerão na sede do Ginásio Clube de Faro, situada na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar, em Faro.

Teatro Municipal recebe desfile de joalharia e estreia da Lisbon Poetry Orchestra

O último dia do festival, 15 de novembro, será dedicado a propostas que exploram a relação entre a poesia e outras formas de expressão artística, com iniciativas no Teatro Municipal de Faro.

Entre os momentos previstos encontra-se “Corpo Restrito”, um espetáculo que combina poesia e joalharia contemporânea de autor, apresentado através de um desfile com modelos vivos.

Nesta proposta, o corpo humano assume-se como suporte de esculturas experimentais e peças de joalharia criadas por joalheiros, escultores, cenógrafos, designers e artistas plásticos, estabelecendo uma relação entre a criação visual e a expressão poética.

O programa inclui ainda a estreia absoluta de “O Lugar do Silêncio”, pela Lisbon Poetry Orchestra, um coletivo multidisciplinar que reúne músicos e poetas.

O projeto integra Alex Cortez e Filipe Valentim, músicos ligados aos Rádio Macau, e propõe uma abordagem à poesia através da música e da interpretação, com a participação de outros artistas convidados.

Festival termina com entrega do Prémio Calceteiros de Letras

A 10.ª edição termina com a entrega do Prémio “Calceteiros de Letras”, criado para reconhecer uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido pelo seu papel no universo da poesia e da palavra dita.

A distinção integra o encerramento de uma edição que assinala uma década do festival e reúne diferentes linguagens artísticas em torno da expressão poética.

Organizado pelo Ginásio Clube de Faro, o evento realiza-se de 13 a 15 de novembro, com atividades distribuídas entre a sede da associação, na Rua Ivens, e o Teatro Municipal de Faro.

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Gala solidária em Faro reúne artistas para transformar sala de espera da Oncologia

No próximo dia 7 de novembro, às 18:00, uma gala solidária vai reunir vários artistas algarvios no Grande Auditório da Universidade do Algarve, no campus de Gambelas, em Faro, com o objetivo de angariar fundos para melhorar a sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro. A iniciativa, intitulada “Humanizar a Espera”, pretende transformar aquele espaço num ambiente mais confortável, digno e acolhedor para os doentes e seus acompanhantes.

O espetáculo contará com atuações musicais, dança e outras expressões culturais, reunindo artistas e projetos que se associam à causa. As receitas de bilheteira serão destinadas a apoiar a transformação da sala de espera, procurando melhorar as condições de quem ali aguarda por consultas ou tratamentos.

A iniciativa parte do reconhecimento de que os momentos de espera podem ser particularmente difíceis para quem enfrenta uma doença oncológica, muitas vezes acompanhados de ansiedade, receio e incerteza.

Tornar o espaço mais acolhedor pretende, por isso, responder não apenas às necessidades de conforto dos utentes, mas também à dimensão emocional da experiência vivida pelos doentes e pelas suas famílias.

IRIS, Bubba Brothers e outros artistas juntam-se à causa solidária

O cartaz da gala “Humanizar a Espera” inclui vários nomes ligados à música e à cultura, que vão participar numa noite dedicada à solidariedade.

Entre os artistas anunciados encontram-se os IRIS, Bubba Brothers, João de Brito, Marine & Tiago, Fernando Leal e Rui Baeta.

Através da música, da dança e de outras manifestações artísticas, o evento pretende mobilizar a comunidade algarvia em torno de uma intervenção concreta no Serviço de Oncologia de Faro.

A organização procura sensibilizar o público para a importância das condições em que os doentes aguardam por cuidados médicos, destacando o papel que um ambiente mais humano e confortável pode desempenhar no seu bem-estar.

Receitas de bilheteira destinam-se à melhoria da sala de espera

A gala realiza-se no sábado, 7 de novembro, às 18:00, no Grande Auditório da Universidade do Algarve, situado no campus de Gambelas, em Faro.

As receitas obtidas com a venda de bilhetes contribuirão para a transformação da sala de espera do Serviço de Oncologia de Faro, sendo cada entrada um contributo para a concretização do projeto.

Os bilhetes estão disponíveis para compra online, através da plataforma Ticketline.

A iniciativa está associada à missão da Liga Portuguesa Contra o Cancro, uma associação sem fins lucrativos e de utilidade pública dedicada ao combate ao cancro, cuja atividade abrange o apoio aos doentes oncológicos e às suas famílias, a prevenção primária e secundária, a investigação e a formação em oncologia.

Com a gala “Humanizar a Espera”, pretende-se reunir a comunidade em torno de uma melhoria das condições de acolhimento de quem recorre aos serviços oncológicos em Faro, procurando tornar os períodos de espera menos difíceis para os doentes e acompanhantes.

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W Algarve conquista sete prémios internacionais nas áreas da hotelaria, gastronomia e bem-estar

O hotel W Algarve conquistou sete prémios internacionais que distinguem diferentes áreas da sua oferta, desde o alojamento de luxo e as residências privadas até à gastronomia e ao bem-estar. Entre os reconhecimentos obtidos destacam-se uma distinção de âmbito mundial pelas residências, outra pela oferta hoteleira no sul da Europa e três galardões atribuídos ao restaurante Market Kitchen, em Portugal.

As distinções abrangem ainda o AWAY Spa, que recebeu dois prémios europeus relacionados com o design de interiores e as instalações dedicadas ao bem-estar.

Para a unidade hoteleira, localizada na costa central do Algarve, os resultados representam um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas suas equipas e da aposta em diferentes segmentos da hotelaria de luxo.

Residências de luxo e hotel distinguidos a nível mundial e europeu

Entre as sete distinções conquistadas, o W Algarve recebeu o prémio Best Luxury Residences – Global Winner, atribuído às suas residências privadas, numa categoria de âmbito mundial.

A unidade foi também distinguida com o galardão Best Luxury Destination Hotel in Southern Europe, que reconhece a sua oferta de alojamento no segmento de luxo do sul da Europa.

O hotel dispõe de 134 quartos e suites, além de 83 residências com vista para o mar e varandas espaçosas.

Entre as opções de alojamento encontram-se as W Suites, distribuídas por dois pisos, e a Penthouse II Suite, que inclui um quarto inspirado nas paisagens e aldeias piscatórias algarvias, um terraço panorâmico e uma piscina infinita.

AWAY Spa recebe duas distinções europeias

O AWAY Spa, espaço do W Algarve dedicado ao bem-estar, foi distinguido em duas categorias europeias.

A primeira, Best Interior Design in Europe, reconhece o design de interiores do espaço, enquanto a segunda, Best Luxury Wet Area in Europe, distingue as instalações associadas às experiências de água e bem-estar.

Os dois galardões juntam-se aos reconhecimentos atribuídos à componente de alojamento, alargando a presença da unidade hoteleira entre os espaços premiados no segmento de luxo.

Restaurante Market Kitchen conquista três prémios de gastronomia

A gastronomia foi outra das áreas em destaque, com o restaurante Market Kitchen a receber três distinções em Portugal.

O espaço conquistou os prémios Best Wine Selection in Portugal, Best Mediterranean Cuisine in Portugal e Best Portuguese Cuisine in Portugal, que reconhecem, respetivamente, a seleção de vinhos e as propostas gastronómicas de inspiração mediterrânica e portuguesa.

Segundo a unidade hoteleira, estes resultados estão associados à valorização dos sabores nacionais e mediterrânicos, à utilização de ingredientes de qualidade e à criatividade na preparação dos pratos.

Além do Market Kitchen, a oferta gastronómica do W Algarve inclui o Vino, dedicado aos vinhos, e o restaurante Paper Moon, de origem milanesa, com vistas panorâmicas sobre o hotel, a região e o oceano Atlântico.

Diretor-geral destaca trabalho das equipas

Christian Humbert, diretor-geral do W Algarve, considera que os sete prémios representam um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais da unidade nas diferentes áreas de atividade.

“Receber sete distinções internacionais, em áreas tão diferentes da nossa oferta, é motivo de enorme orgulho para toda a equipa do W Algarve. Desde o primeiro dia, a nossa ambição tem sido proporcionar uma experiência que vá além da hotelaria tradicional, combinando design, gastronomia, bem-estar e um serviço de excelência, sempre com a identidade irreverente que caracteriza a marca W. Estes prémios são o reflexo da dedicação e paixão das nossas equipas e reforçam o nosso compromisso de continuar a surpreender quem nos visita, elevando constantemente a experiência que oferecemos”, afirmou.

A unidade hoteleira considera que as distinções contribuem também para reforçar a projeção internacional do Algarve enquanto destino turístico, valorizando a diversidade da oferta regional e a capacidade de atrair visitantes ao longo de todo o ano.

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Francisco Louçã apresenta novo livro em gravação ao vivo de podcast no AlgarveShopping

A FNAC AlgarveShopping vai receber, no próximo sábado, 31 de outubro, às 18:00, a gravação ao vivo de um episódio do podcast Antitudo, dedicado à apresentação do novo livro de Francisco Louçã, “Imaginação – Livro II: Utopias, Ciências e Vida Quotidiana”. A sessão, conduzida por Cobramor e com entrada gratuita, propõe uma conversa sobre o papel da imaginação na ciência, na sociedade e na compreensão dos desafios do mundo contemporâneo.

O encontro decorrerá no Fórum FNAC e terá um formato diferente das habituais apresentações literárias, privilegiando uma conversa aberta entre o autor e o responsável pelo podcast, sem um guião rígido.

A iniciativa pretende explorar as principais ideias da obra, relacionando-as com questões da atualidade e convidando à reflexão sobre a forma como a imaginação influencia a compreensão e a transformação do mundo.

Imaginação, ciência e quotidiano no centro da conversa

A apresentação parte da premissa de que “imaginar é viver”, procurando analisar a importância da imaginação na construção das sociedades, na produção científica e nas experiências do quotidiano.

Depois de ter explorado temas como as cores, os deuses, as viagens e os amores no primeiro volume, Francisco Louçã dedica esta segunda obra às relações entre a imaginação, as utopias, a ciência e a vida quotidiana.

O autor propõe uma reflexão sobre a imaginação enquanto instrumento de pensamento crítico, defendendo a sua importância para compreender a realidade e encontrar novas formas de interpretar os desafios contemporâneos.

Podcast Antitudo propõe conversa aberta com Francisco Louçã

A sessão integra o podcast Antitudo, um projeto de Cobramor que aposta num formato de entrevista marcado pela espontaneidade e pelo confronto de ideias.

Durante a gravação, a chamada “imoderação” de Cobramor procurará estabelecer ligações entre os temas desenvolvidos no livro e os assuntos que marcam a atualidade, afastando-se do modelo tradicional de lançamento de obras literárias.

O encontro realiza-se no sábado, 31 de outubro, às 18:00, no Fórum FNAC do AlgarveShopping, com entrada gratuita.

A programação cultural da FNAC pode ser consultada aqui.

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Vandalismo ameaça património com 500 anos de história em Portimão

A Câmara Municipal de Portimão vai lançar uma campanha de sensibilização para travar os sucessivos atos de vandalismo que têm atingido as cantarias manuelinas da antiga Quinta dos Morais, um conjunto arquitetónico com cerca de cinco séculos de história, preservado no Jardim Gonçalo Ribeiro Telles, junto ao Mercado Municipal. As inscrições, pinturas e outros danos registados nos últimos meses têm obrigado a repetidas intervenções de conservação e restauro.

As peças, datadas do século XVI, encontram-se expostas ao ar livre, na sua localização original, e podem ser visitadas gratuitamente pela comunidade desde a inauguração do jardim.

Aquando da criação deste espaço verde, a autarquia decidiu preservar as cantarias numa estrutura própria, procurando assegurar a proteção e a valorização de um testemunho da história e da arquitetura de Portimão.

Contudo, a exposição pública deste património tem sido acompanhada por sucessivas ocorrências de vandalismo, incluindo inscrições, riscos, pinturas e deposição de resíduos nas superfícies pétreas e na estrutura metálica que as envolve.

Restauros sucessivos não impedem novos danos

Os trabalhos de recuperação têm sido assegurados pela equipa de conservação e restauro do Museu de Portimão, nomeadamente por Andreia Romão, sempre que são identificados novos danos.

As intervenções começam com a avaliação do estado de conservação das peças e a realização de testes prévios, seguindo-se a remoção controlada de grafitos e inscrições, a limpeza das superfícies e a aplicação de produtos de proteção antigrafíti.

Segundo a Câmara Municipal, são utilizados materiais e técnicas adequados às características do conjunto, de forma a evitar danos durante os trabalhos.

Apesar de as intervenções terem permitido recuperar as condições iniciais das cantarias e da estrutura envolvente, a autarquia revela que têm sido registadas novas ocorrências pouco tempo depois das operações de restauro, obrigando à repetição dos procedimentos.

Esta situação representa, segundo o município, um esforço adicional para os profissionais do Museu de Portimão e implica encargos financeiros que poderiam ser destinados a outras intervenções de conservação e valorização do património municipal.

Campanha pretende sensibilizar população para a proteção do património

Perante a persistência dos danos, a Câmara de Portimão decidiu promover uma campanha de sensibilização, que será divulgada através de diferentes suportes de comunicação.

A iniciativa pretende alertar para a importância histórica das cantarias manuelinas e incentivar a população a contribuir para a sua preservação, dando especial atenção às gerações mais jovens.

O município considera que a salvaguarda deste património não depende apenas das operações de manutenção e restauro, mas também do reconhecimento do seu valor por parte da comunidade.

As cantarias da antiga Quinta dos Morais constituem testemunhos da arquitetura do século XVI e da evolução histórica da cidade, representando elementos de um quotidiano e de uma época distintos dos atuais.

Através da campanha, a autarquia pretende reforçar o sentimento de pertença e a responsabilidade coletiva pela conservação destes vestígios, procurando evitar novos danos e garantir que o conjunto continue acessível às gerações futuras.

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Ordem dos Médicos Veterinários exige descida do IVA de 23% para 6% nas consultas e tratamentos de animais

Esta quinta-feira, dia 29 de outubro, a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) entregou na Assembleia da República, uma petição que defende a redução do IVA aplicado aos serviços médico-veterinários para animais de companhia, dos atuais 23% para 6%. A iniciativa reuniu o apoio de milhares de portugueses e será agora apreciada e debatida em plenário.

A proposta pretende tornar os cuidados de saúde animal mais acessíveis às famílias, reduzindo os encargos associados a consultas, exames, tratamentos e cuidados preventivos. A OMV considera que a alteração fiscal poderá também contribuir para melhorar o bem-estar animal e combater o abandono.

A entrega da petição representa uma nova etapa na reivindicação da Ordem, que tem procurado sensibilizar os partidos políticos para a inclusão desta medida no Orçamento do Estado para 2027.

Petição será debatida na Assembleia da República

A mobilização de milhares de cidadãos permitiu reunir as assinaturas necessárias para que o assunto seja obrigatoriamente apreciado e debatido em plenário da Assembleia da República, segundo a OMV.

A entidade considera que o apoio demonstrado pelos portugueses reflete uma preocupação crescente com os custos dos cuidados veterinários e com a importância dos animais de companhia na vida familiar.

“Para a Ordem dos Médicos Veterinários, a adesão à petição demonstra que esta é uma causa partilhada por milhares de portugueses”, afirmou Pedro Fabrica, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários.

O responsável acrescentou que “os médicos veterinários e a sociedade estão unidos em torno de uma maior acessibilidade aos cuidados de medicina veterinária”.

Nas últimas semanas, a OMV reuniu-se com os partidos com representação parlamentar para defender a redução da taxa de IVA no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027.

A Ordem considera que a entrega formal da petição exige agora uma resposta política concreta por parte dos diferentes grupos parlamentares.

Redução do IVA poderá facilitar acesso aos cuidados veterinários

A descida da taxa de IVA dos atuais 23% para 6% permitiria, segundo a OMV, diminuir os encargos suportados pelos detentores de animais de companhia.

A entidade defende que a redução dos custos poderá incentivar uma maior procura de consultas de rotina, cuidados preventivos, exames de diagnóstico e tratamentos, contribuindo para melhorar o acompanhamento da saúde dos animais.

Além dos benefícios para o bem-estar animal, a Ordem considera que a medida poderá ter efeitos positivos na saúde pública e na prevenção do abandono de animais de companhia.

Para a OMV, a medicina veterinária desempenha um papel relevante na proteção da saúde das comunidades, pelo que tornar estes serviços mais acessíveis deverá constituir uma prioridade das políticas públicas.

Cerca de 2,2 milhões de famílias têm animais de companhia

A Ordem dos Médicos Veterinários estima que cerca de 2,2 milhões de famílias portuguesas tenham pelo menos um animal de companhia, um número que, segundo a entidade, demonstra a dimensão do impacto potencial da medida.

Pedro Fabrica considera que a discussão parlamentar permitirá perceber a posição dos partidos relativamente à redução dos encargos associados à saúde animal.

“Os partidos políticos têm agora a oportunidade de mostrar, de uma vez por todas, as prioridades que defendem relativamente a um assunto que tem impacto na vida de um número muito significativo de pessoas, já que se estima que 2,2 milhões de famílias têm pelo menos um animal de companhia”, afirmou o bastonário.

A OMV agradeceu o apoio dos cidadãos que subscreveram a petição e garantiu que continuará a acompanhar o processo parlamentar, defendendo medidas que facilitem o acesso aos cuidados médico-veterinários.

A eventual redução do IVA dependerá agora das decisões políticas que venham a ser tomadas, nomeadamente no âmbito do Orçamento do Estado para 2027.

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Jovem residente em Lagoa desapareceu há uma semana e foi visto pela última vez em Albufeira

Rodrigo Santos, de 17 anos, residente em Lagoa, no Algarve, encontra-se desaparecido desde a tarde de quinta-feira, 22 de outubro, tendo sido visto pela última vez em Albufeira. A família está a apelar à colaboração da população para obter informações que possam ajudar a localizar o jovem.

Até ao momento, não é conhecida a roupa que Rodrigo Santos vestia quando desapareceu. No entanto, os familiares admitem que possa estar a usar o casaco que surge na fotografia divulgada com o apelo.

Família apela à colaboração da população

Perante a ausência de notícias sobre o paradeiro do jovem, os familiares pedem a quem tenha informações que possam contribuir para a sua localização que contacte a GNR de Lagoa ou os pais.

As informações podem ser comunicadas através do número da GNR de Lagoa, 282 380 190, ou diretamente aos familiares: Ana Figueiras, mãe do jovem, pelo 969 908 260, e Bruno Santos, pai, através do 969 978 563.

A família agradece toda a colaboração e apela à divulgação do desaparecimento, na esperança de obter informações que permitam localizar Rodrigo Santos.

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Lagos celebra Dia do Município com homenagem a São Gonçalo e apelo à participação dos cidadãos

A cidade de Lagos assinalou, a 27 de outubro, o Dia do Município e de São Gonçalo, padroeiro da cidade, com um programa de celebrações marcado pela participação da comunidade, por cerimónias religiosas e por iniciativas culturais. Durante a sessão solene, o presidente da Câmara Municipal, Hugo Pereira, destacou a habitação, a educação e o desenvolvimento económico como prioridades para o futuro do concelho.

O ponto alto das comemorações decorreu na manhã do feriado municipal, na Praça Gil Eanes, onde se realizou a tradicional cerimónia de hastear das bandeiras, seguida de uma sessão solene que reuniu autarcas, representantes de várias entidades e membros da comunidade.

A cerimónia contou com a participação da Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Maio e do Grupo Coral de Lagos, além de uma largada simbólica de pombos promovida pelo Clube Columbófilo de Odiáxere.

Habitação, educação e desenvolvimento económico entre as prioridades municipais

Na sua intervenção, Hugo Pereira evocou o legado de São Gonçalo e sublinhou a importância de preservar os valores e as tradições que caracterizam a identidade de Lagos.

O presidente da autarquia destacou a responsabilidade coletiva na construção do futuro do concelho, defendendo um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo, capaz de criar oportunidades para a população.

Entre as principais áreas de intervenção municipal, apontou a habitação, a educação e o desenvolvimento económico, reconhecendo também o contributo do movimento associativo para a vida do concelho.

Hugo Pereira apelou ainda ao envolvimento dos cidadãos na definição do futuro de Lagos, valorizando o diálogo e a participação cívica.

“O futuro de Lagos não pertence a quem governa. Pertence a todos nós”, afirmou o autarca.

Por sua vez, a presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paula Couto, centrou a sua intervenção na importância da cidadania e do sentimento de pertença à comunidade.

A responsável destacou o papel da solidariedade e do pensamento crítico na sociedade atual, considerando igualmente fundamentais a educação e o envolvimento das novas gerações na construção de um futuro coletivo.

Celebrações religiosas homenagearam São Gonçalo

As comemorações do feriado municipal incluíram também momentos religiosos dedicados a São Gonçalo, padroeiro de Lagos.

A programação contemplou uma missa solene na Igreja de Santa Maria, seguida da tradicional procissão pelas ruas do Centro Histórico, numa iniciativa organizada pelas Paróquias de Lagos.

As celebrações estenderam-se ainda à freguesia de Barão de São João, onde decorreram exposições, atividades artísticas e momentos de convívio entre os habitantes.

Programação cultural prolonga-se até ao final de outubro

As comemorações do Dia do Município e de São Gonçalo tiveram início a 17 de outubro e integram um conjunto de iniciativas que se prolongam até ao final do mês.

O programa inclui espetáculos, concertos, colóquios, conversas, apresentações de livros e atividades destinadas às crianças, distribuídos por diferentes espaços do concelho.

Através destas iniciativas, o Município de Lagos procura assinalar a sua história e as tradições locais, promovendo simultaneamente o contacto entre gerações e a valorização do património histórico e cultural da cidade.

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Faro, um ano depois: entre as promessas e a estagnação | Por Martim Lopes

Um ano após as eleições autárquicas, Faro continua à espera de ver concretizadas muitas das promessas que marcaram a campanha eleitoral. Enquanto as freguesias procuram desenvolver o seu trabalho, o atual executivo da Câmara Municipal parece mais preocupado em justificar dificuldades do que em apresentar resultados.

A 12 de outubro de 2025, os farenses foram chamados às urnas para escolher os seus representantes autárquicos. Um ano depois, é essencial fazer um balanço das mudanças políticas ocorridas no concelho e, sobretudo, avaliar o trabalho desenvolvido por quem assumiu a responsabilidade de decidir os seus rumos.

Comecemos pela Câmara Municipal. Após 16 anos de executivos associados a diferentes forças políticas (PSD, CDS, IL, MPT e PPM) e liderados por Rogério Bacalhau, António Miguel Pina conquistou a liderança da autarquia com o lema «Saber Fazer».

A campanha foi marcada por promessas que abrangiam diferentes áreas, desde a criação de gabinetes de apoio aos empresários, à cidadania e aos migrantes até projetos como a Alameda XXI.

Mas, passado um ano, impõe-se uma pergunta que muitos farenses já fazem: onde estão os resultados?

É compreensível que governar no âmbito do poder local exija tempo, planeamento e capacidade de negociação. Mas também é legítimo exigir que as promessas eleitorais comecem a sair do papel e a concretizar-se no terreno. Até agora, a perceção que fica é a de uma cidade que continua à espera de respostas, numa espécie de stand-by, enquanto o executivo parece revelar dificuldades em transformar as suas propostas em resultados visíveis.

As freguesias: mudanças políticas e realidades diferentes

Nas cinco freguesias do concelho de Faro, o cenário eleitoral também sofreu alterações. O Partido Socialista perdeu a Conceição de Faro para o Chega, recuperou Estoi, com a vitória de Luís Barriga, e conquistou a União das Freguesias de Faro, com Paula Matias. O PSD perdeu a União das Freguesias de Faro, mas manteve a freguesia do Montenegro, liderada por Virgínia Alpestana. Em Santa Bárbara de Nexe, a disputa entre o PSD e a CDU terminou com a vitória da CDU porém sem maioria absoluta perdendo polos importantes como Bordeira para a candidatura do PSD liderada por Eva Mendonça.

Apesar das diferenças políticas, há sinais de atividade em várias freguesias. Na Conceição de Faro, Dário Valente tem procurado dar continuidade ao trabalho anteriormente desenvolvido no âmbito da união de freguesias. Em Estoi, aguarda-se ainda a prometida dinâmica para a freguesia.

Na freguesia do Montenegro, Virgínia Alpestana tem procurado dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos.

Já na União das Freguesias de Faro, a situação merece uma reflexão particular. Depois de sete anos de liderança de Bruno Lage, sob a gestão do PSD, a freguesia destacou-se a nível nacional em diversas áreas. Durante este período, foi distinguida, por três anos consecutivos, como a freguesia mais sustentável do país, afirmou-se na defesa e valorização do património e apostou na requalificação do espaço urbano e na dinamização de atividades de lazer.

Contudo, a mudança de executivo trouxe uma nova realidade, que importa analisar à luz do trabalho desenvolvido ao longo desses sete anos e das expectativas criadas para o futuro da freguesia.

Estes primeiros 365 dias do mandato de Paula Matias têm sido marcados por sinais de menor dinamismo na programação de algumas iniciativas que contribuem para a vitalidade da baixa de Faro. A Feira de Queijos, Vinhos e Enchidos, habitualmente realizada em abril, e o Mercado das Alcaçarias, em maio, são exemplos de eventos cuja ausência se fez sentir junto de comerciantes e visitantes.

Estes eventos não eram apenas momentos de convívio ou de promoção de produtos regionais. Representavam também uma oportunidade para atrair pessoas ao centro histórico, apoiar os comerciantes e dinamizar a economia local.

Embora tenham sido promovidos outros eventos, como a Festa do Caracol, importa refletir sobre a escolha dos locais onde estas iniciativas se realizaram. Quando a programação deixa de privilegiar os espaços centrais, como o Jardim Manuel Bivar, perde-se uma oportunidade de reforçar a ligação entre os eventos e o comércio tradicional da cidade. Dou o exemplo do evento “vaibes” que realizou-se ao mesmo tempo da Receção ao Caloiro da UALG que apesar de ser virado para o público mais jovem não atraiu esta faixa etária e revelou-se um fiasco.

A baixa de Faro precisa de pessoas, de atividade e de motivos para ser visitada. O comércio local não pode continuar a perder oportunidades de promoção e de negócio. Esta foi, aliás, uma preocupação expressa durante o último verão, quando se ouviu, por diversas vezes, a frase: «A baixa está mais vazia este ano».

Câmara Municipal: governar também é saber negociar

Feita a análise das cinco freguesias do concelho, importa regressar à Câmara Municipal e ao primeiro ano de mandato de António Pina.

O atual presidente chegou de Olhão com o lema «Saber Fazer». Durante a campanha, muitos farenses acreditaram que a mudança de liderança representaria um novo impulso para a cidade. Um ano depois, porém, ainda nada se fez.

Uma das principais dificuldades do executivo parece residir na ausência de uma maioria que lhe permita governar sem depender da negociação com as restantes forças políticas. No entanto, esta realidade não constitui uma surpresa. Os farenses elegeram uma oposição forte liderada por Carlos Deus Pereira, e isso faz parte do funcionamento democrático dos órgãos autárquicos.

Como todos sabemos, governar sem maioria exige diálogo, capacidade de negociação e disponibilidade para construir consensos: o famoso jogo de cintura. A falta destas competências não pode servir de justificação permanente para a ausência de resultados.

António Pina tem apontado a oposição como um obstáculo ao desenvolvimento de Faro, chegando a afirmar que esta está «para travar o desenvolvimento de Faro», num vídeo publicado a 22 de setembro de 2026. Mas será esta a explicação para as dificuldades sentidas pelo executivo?

A oposição tem responsabilidades na fiscalização da atividade municipal e na apreciação das propostas apresentadas. Pode concordar, discordar ou exigir alterações. O que importa avaliar é o comportamento concreto de cada força política, proposta a proposta, e não transformar a divergência democrática numa explicação geral para as dificuldades da governação.

Se, como tem sido defendido pela oposição, uma parte significativa das propostas do executivo tem recebido aprovação, então é legítimo questionar se as dificuldades estão também relacionadas com o planeamento, a execução e a capacidade de concretização das medidas anunciadas.

A oposição não pode ser responsabilizada por todos os atrasos na cidade. Da mesma forma, o executivo não pode ser dispensado de explicar as suas decisões e de apresentar resultados perante os cidadãos farenses.

Se existem limitações orçamentais à concretização de projetos considerados fundamentais para o desenvolvimento da cidade, é legítimo perguntar como são definidas as prioridades e quais os critérios que orientam a utilização dos recursos públicos.

Inaugurar não é o mesmo que concretizar

Ao longo deste primeiro ano, António Miguel Pina participou na inauguração de obras e equipamentos, entre os quais o Faro Youth Lab e a rotunda da Conceição de Faro. Contudo, importa distinguir as iniciativas herdadas de executivos anteriores dos projetos efetivamente concebidos, lançados e executados pelo atual executivo.

Reconhecer o trabalho realizado pelo executivo anterior não diminui o mérito de assegurar a conclusão de projetos. Pelo contrário, a continuidade administrativa é fundamental para o funcionamento de qualquer autarquia. Ainda assim, um balanço de mandato deve permitir perceber qual é o contributo específico do novo executivo e quais são as suas prioridades para os próximos anos.

Também na área cultural se levantam algumas questões. O Festival F sofreu alterações que justificam uma avaliação pública, nomeadamente quanto ao orçamento, à divulgação e ao alcance da iniciativa. Em 2025, o festival contou com a presença dos patrocinadores nos palcos e com cobertura televisiva da RTP. Na edição seguinte, apesar de a estação ter estado presente, não houve, segundo a informação disponível, a mesma transmissão dos concertos, e a presença dos patrocinadores pareceu menos evidente.

Num festival com importância para a projeção nacional da cidade de Faro, estas alterações carecem de explicação. É necessário perceber se resultaram de opções orçamentais, de alterações contratuais ou de uma estratégia de comunicação diferente.

Importa ainda recordar que, em junho, o próprio presidente ainda não sabia quem seria o promotor do festival quando foi questionado pela bancada do PSD, na sessão ordinária de 25 de junho.

A cultura não deve ser avaliada apenas pelo custo, mas também pelo público que atrai, pelo impacto económico que gera e pela capacidade de promover a cidade.

Neste primeiro ano, houve igualmente iniciativas positivas que importa reconhecer. Destaco a entrega de cadernos de atividades aos alunos do 1.º ciclo e a realização da sessão solene do Dia do Município, pela primeira vez fora do centro da cidade, no Centro Cultural e de Inovação de Bordeira, em Santa Bárbara de Nexe.

São medidas e iniciativas que merecem ser assinaladas. Contudo, um balanço autárquico não pode limitar-se à enumeração de acontecimentos positivos ou negativos. Deve avaliar o rumo estratégico do concelho, a capacidade de concretização das promessas e os resultados alcançados.

Faro precisa de obra feita

Uma das questões mais preocupantes e que mais debate tem suscitado na cidade prende-se com a possibilidade de abandonar ou adiar projetos estruturantes para o concelho, nomeadamente o Eixo Central da Baixa de Faro, com um valor anunciado de 3,30 milhões de euros; a Infraestrutura Portuária da Porta Nova, no valor de 8,50 milhões de euros; e a rotunda das Pontes de Marchil, orçada em 2,40 milhões de euros.

A gestão financeira responsável é indispensável, mas não pode transformar-se numa ausência de ambição. Se existem projetos prioritários para a mobilidade, a requalificação urbana e a atividade económica, os farenses têm todo o direito de saber quais serão os investimentos concretizados, em que prazos e com que financiamento.

A cidade não precisa apenas de novos anúncios, desenhos ou apresentações públicas. Precisa de ver os projetos avançarem, os espaços públicos melhorarem e os compromissos eleitorais serem cumpridos.

Basta olhar para os concelhos vizinhos de Loulé e Olhão para perceber que Faro não pode acomodar-se a um ritmo de desenvolvimento que não corresponda às suas necessidades e ao seu potencial enquanto capital de distrito. Cada município tem as suas especificidades, mas Faro tem de ser capaz de definir prioridades e executar uma estratégia própria.

Gostaria de citar José Manuel Trigo, personalidade conhecida na nossa cidade : «Faro precisa mesmo é de fazer». A frase traduz uma exigência simples: os farenses querem menos tempo perdido em guerrilhas políticas e mais tempo dedicado à concretização de soluções.

Um ano depois, o balanço continua em aberto

Ao fim de um ano, o balanço do concelho de Faro revela realidades distintas. Nas freguesias, há iniciativas, projetos e tentativas de responder aos problemas locais, embora persistam obstáculos que exigem maior capacidade de execução. Na Câmara Municipal, pelo contrário, a perceção de estagnação contrasta com as expectativas criadas durante a campanha eleitoral.

António Pina tem ainda tempo para demonstrar que o lema «Saber Fazer» representa mais do que uma mensagem de campanha. Para isso, terá de provar que consegue governar sem maioria absoluta, negociar com as restantes forças políticas e transformar as promessas em resultados concretos.

A oposição deve continuar a cumprir o seu papel de fiscalização, mas o executivo tem de assumir a responsabilidade de governar. Essa é a diferença fundamental entre quem apresenta propostas e quem tem a obrigação de as concretizar.

Um ano depois das eleições, verifica-se que quem ganhou não fez jus ao slogan que o elegeu. É importante que as promessas comecem a ser cumpridas, porque já se ouvem muitos farenses a dizer que foram enganados.

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Halloween anima Bordeira com doçura ou travessura e festa dos anos 80

A localidade de Bordeira, no concelho de Faro, vai celebrar o Halloween no próximo sábado, 31 de outubro, com um programa que inclui o tradicional “Doçura ou Travessura” para os mais pequenos e uma festa inspirada nos anos 80. A iniciativa, organizada pela Sociedade Recreativa Bordeirense, tem entrada gratuita e pretende reunir crianças e adultos numa noite de convívio e animação.

As comemorações começam às 19:30, com um percurso pelas ruas da localidade destinado às crianças, e prosseguem a partir das 21:30, no Centro Cultural e de Inovação de Bordeira (CCIB), com música, disfarces e um ambiente inspirado na década de 80.

Crianças percorrem as ruas de Bordeira à procura de doces

A primeira parte da programação é dedicada aos mais novos, que poderão participar na tradicional atividade de “Doçura ou Travessura”, com início marcado para as 19:30.

O ponto de encontro será no Centro Cultural e de Inovação de Bordeira, de onde partirá um percurso pelas ruas da localidade, durante o qual as crianças poderão visitar as casas dos moradores à procura de doces.

O itinerário inclui a Rua José Ferreiro Pai, a Rua Humberto Delgado, a Rua da Indústria e a Rua da Escola, numa atividade que procura envolver as famílias e a comunidade local nas comemorações da Noite das Bruxas.

Festa dos anos 80 promete música e prémio para o melhor disfarce

A partir das 21:30, as comemorações prosseguem no Centro Cultural e de Inovação de Bordeira, com uma festa temática que combina o ambiente do Halloween com a música e a nostalgia dos anos 80.

A animação musical estará a cargo do DJ Nuno Silva e da Rua 80, numa noite em que os participantes são convidados a aderir ao espírito da celebração através de disfarces.

O programa contempla ainda a atribuição de um prémio para o melhor disfarce, incentivando a criatividade de quem participar na festa.

Entrada gratuita e apoio de entidades locais

As comemorações realizam-se no Centro Cultural e de Inovação de Bordeira, situado na Rua José Ferreiro Pai, n.º 30, em Bordeira, na freguesia de Santa Bárbara de Nexe, concelho de Faro.

A entrada é gratuita, tanto para as atividades destinadas às crianças como para a festa que decorrerá durante a noite.

A iniciativa é organizada pela Sociedade Recreativa Bordeirense, com o apoio do Município de Faro e da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.

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Caminhadas gratuitas no Algarve convidam a desacelerar e a reduzir o stress

Uma nova sessão de caminhadas guiadas gratuitas do projeto Mindwalk realiza-se a 8 de novembro, na costa algarvia, com o objetivo de proporcionar uma manhã dedicada ao bem-estar mental, à reflexão pessoal e à redução do stress quotidiano. A iniciativa, criada por Rafael Barros, destina-se a quem procura interromper a rotina e encontrar momentos de tranquilidade em contacto com a natureza.

Ao contrário das caminhadas centradas no desempenho físico ou na competição, o Mindwalk privilegia uma experiência de desenvolvimento pessoal, na qual o movimento serve de ponto de partida para a reflexão e a partilha de experiências.

O projeto organiza percursos temáticos em grupo, procurando criar um ambiente de acolhimento e participação, independentemente da preparação física ou da experiência anterior dos participantes.

Caminhar, refletir e partilhar experiências

O conceito do Mindwalk assenta na chamada “reflexão em movimento”, através de uma caminhada tranquila estruturada em três momentos complementares.

A primeira fase centra-se no movimento físico, convidando os participantes a desacelerar o ritmo habitual. Segue-se um período de reflexão individual, orientado por perguntas destinadas a estimular o autoconhecimento e a identificação de questões pessoais.

A experiência termina com um momento de partilha, no qual os participantes são incentivados a transformar as reflexões realizadas em ações concretas para o quotidiano.

“O Mindwalk é mais do que uma caminhada. É uma experiência de reflexão em movimento onde cada sessão tem um tema, perguntas e dinâmicas que criam um espaço para pensar sobre o que realmente importa. Quem vem sai com mais auto-conhecimento”, explica Rafael Barros, criador e guia do projeto.

Participação gratuita e inscrições disponíveis online

A próxima caminhada está marcada para domingo, 8 de novembro, e a participação é gratuita, mediante inscrição através do site oficial do projeto.

De acordo com a organização, não é necessária preparação física específica nem conhecer previamente outros participantes. As sessões incluem dinâmicas de integração destinadas a facilitar o acolhimento de quem participa pela primeira vez.

O Mindwalk disponibiliza também uma aplicação móvel gratuita, que reúne informações sobre os próximos percursos, mapas de localização e pontos de encontro.

A ferramenta permite ainda receber lembretes das sessões e consultar as chamadas “perguntas da semana”, concebidas para incentivar a continuidade da reflexão pessoal para além das caminhadas.

Criado e orientado por Rafael Barros no Algarve, o projeto utiliza a paisagem natural da região como espaço para promover o contacto com a natureza, o convívio e a reflexão consciente, através de atividades gratuitas de grupo.

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ANT GAMES reúnem mais de 5.000 pessoas em quatro dias de atividades em Albufeira

A quarta edição dos ANT GAMES reuniu mais de 5.000 participantes em quatro dias de atividades educativas, desportivas e comunitárias, realizadas em Albufeira e na Guia, nos dias 15, 16, 17 e 21 de outubro. A iniciativa envolveu 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários, mobilizando alunos de diferentes níveis de ensino, professores, famílias, clubes e associações.

Organizado pelo Agrupamento de Escolas de Albufeira Poente, pela Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, pela Junta de Freguesia da Guia e pela Associação Albufeira Activa, o evento procurou aproximar a comunidade escolar das instituições locais, através de experiências ligadas ao desporto, à ciência, ao ambiente e à cidadania.

As atividades decorreram nos Campos Sintéticos do Estádio Municipal de Albufeira, no Parque de Vale de Faro e na Escola Básica da Guia, onde teve lugar o encerramento da quarta edição.

Desporto, ciência e cidadania mobilizaram alunos e famílias

Nos dias 15 e 16 de outubro, o Estádio Municipal de Albufeira recebeu alunos de vários níveis de ensino, distribuídos por diferentes períodos do dia.

As manhãs foram reservadas às crianças do 1.º ciclo, enquanto as tardes se destinaram aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário.

Ao longo das sessões, os participantes percorreram estações temáticas dedicadas a modalidades desportivas individuais e coletivas, jogos de tabuleiro, experiências científicas, ambiente, proteção civil e cidadania.

O programa prosseguiu a 17 de outubro, no Parque de Vale de Faro, com uma jornada aberta à comunidade. Entre as iniciativas realizadas estiveram apresentações de cinotecnia, demonstrações de suporte básico de vida, aulas de hip hop e atividades desportivas, com a participação de várias instituições parceiras.

O encerramento decorreu a 21 de outubro, na Escola Básica da Guia, com uma manhã especialmente dirigida às crianças do pré-escolar, dos 1.º e 2.º ciclos da freguesia e da creche.

A programação incluiu ainda a apresentação da exposição “Move-te Por Valores”, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Dinis Nascimento, presidente da Junta de Freguesia da Guia, destacou a importância da colaboração entre as instituições envolvidas.

“O apoio ao movimento associativo é uma prioridade desta Junta e vai continuar a ser. Trabalhamos com estes parceiros ao longo de todo o ano, e é desse trabalho que nascem dias como este para as nossas crianças. Agradeço a quem se envolveu e renovo o compromisso: a Junta estará sempre disponível para apoiar projetos que acrescentem pedagogicamente à educação das nossas crianças”, afirmou.

Cerca de 150 alunos dos cursos profissionais participaram na organização

Além da vertente educativa e desportiva, os ANT GAMES proporcionaram uma experiência de formação prática a cerca de 150 alunos dos cursos profissionais da Escola Secundária de Albufeira.

Os estudantes das áreas de Desporto, Ação Educativa, Massagem e Estética, Restauração e Bar e Multimédia assumiram funções específicas durante o evento, com horários e responsabilidades definidos.

Entre as tarefas desempenhadas estiveram o acolhimento dos parceiros, o acompanhamento das turmas, o funcionamento do bar e da cafetaria, a realização de massagens às mãos dos participantes mais novos e a cobertura fotográfica e audiovisual das atividades.

Dulce Prata, diretora do Curso Profissional de Multimédia, fez um balanço positivo da participação dos estudantes.

“Capturar o movimento, a emoção e a energia do desporto foi um desafio superado com distinção”, salientou.

Parcerias reforçaram ligação entre escolas e comunidade

A quarta edição dos ANT GAMES contou com a colaboração de 36 entidades parceiras, incluindo associações desportivas, instituições de ensino, organismos públicos e organizações ligadas ao ambiente, à ciência e à intervenção social.

Entre as entidades envolvidas estiveram os Bombeiros Voluntários de Albufeira, a GNR, o Comité Olímpico de Portugal, o IPDJ, a Agência Portuguesa do Ambiente, a CPCJ de Albufeira, a Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, o Zoomarine, a Águas do Algarve, o Europe Direct Algarve e o Centro Ciência Viva de Lagos.

Participaram também diversas associações e clubes desportivos, como o Atlético Clube de Albufeira, o Clube de Basquete de Albufeira, o Imortal Basket, o Imortal DC, o Karaté Clube de Albufeira, o CD Areias São João e o FC Ferreiras, entre outras entidades.

Marta Galego, da Decathlon, parceira desportiva oficial do evento, destacou o contributo das iniciativas para o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.

“Estas atividades permitem às crianças desenvolver competências sociais, reforçar valores como o respeito, a cooperação e o trabalho em equipa, ao mesmo tempo que criam momentos de partilha e aproximação entre instituições e comunidade local”, referiu.

Também Filipa Duarte, do Atletismo do CD Areias São João, salientou a importância de incentivar a prática desportiva desde cedo.

“Os ANT GAMES são uma excelente oportunidade para aproximar crianças e jovens do desporto, promovendo o espírito de equipa e o gosto pela atividade física. Esta iniciativa reforça também a importância da colaboração entre escolas, instituições e comunidade na formação e desenvolvimento dos mais novos”, afirmou.

Ciência, inclusão e competências sociais também estiveram em destaque

A componente científica e a promoção de competências sociais ocuparam igualmente um lugar na programação.

Hélder Ferreira, do Centro Ciência Viva de Lagos, considerou que “eventos como os ANT GAMES desempenham um papel fundamental na democratização do conhecimento, provando que a ciência pode, e deve, chegar a todos de forma acessível, prática e inspiradora”.

Por sua vez, Filipa Almeida, da Águas do Algarve, classificou estas iniciativas como “um verdadeiro exercício de cidadania e uma oportunidade de aprendizagem muito real fora da sala de aula”.

A participação da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Albufeira procurou reforçar a proximidade com as famílias e sensibilizar para os direitos das crianças.

Tânia Baptista, presidente da CPCJ de Albufeira, destacou que a iniciativa permitiu às crianças brincar, aprender e participar na vida da comunidade, recordando que o direito à participação e à expressão deve ser assegurado a todas.

A Prime Skills dinamizou atividades orientadas para o desenvolvimento de competências como a comunicação, a empatia, o trabalho em equipa e a resolução de problemas.

Já o IPDJ marcou presença através dos programas Cuida-te e APPtiva, destinados à promoção do bem-estar físico e psicológico dos jovens.

Susana Fialho, do IPDJ Faro, salientou que esta participação permitiu aproximar jovens, famílias e comunidade de respostas dirigidas à promoção de uma juventude mais informada, ativa e saudável.

A edição de 2026 contou ainda com o apoio institucional do Comité Olímpico de Portugal, através do Programa de Educação Olímpica, e do IPDJ, tendo a Decathlon assumido o papel de parceira desportiva oficial.

Com mais de 5.000 participantes, 36 entidades parceiras e cerca de 400 voluntários, os ANT GAMES encerraram a quarta edição depois de quatro dias dedicados à aprendizagem, ao convívio e à participação comunitária no concelho de Albufeira.

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