A demanda global de passageiros caiu 0,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, informou nesta sexta-feira (30), a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
A capacidade total recuou 0,2% no mesmo confronto, e a taxa de ocupação ficou em 83,2%, queda de 0,3 p.p. (ponto porcentual) ante setembro de 2025.
No mercado internacional, a demanda cresceu 0,4% e a capacidade aumentou 0,5% na comparação anual. O fator de ocupação foi de 83,6%, recuo de 0,1 p.p..
Já no mercado doméstico, a demanda caiu 2,2% e a capacidade diminuiu 1,3%, com taxa de ocupação de 82,5%, queda de 0,7 p.p..
Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da Iata, Marie Owens Thomsen, o recuo da demanda refletiu a fragilidade no Oriente Médio e na América do Norte.
“Mesmo assim, houve uma melhora em relação a agosto, com um retorno bem-vindo ao crescimento na maioria dos mercados internacionais. Esses padrões se repetiram ao longo de grande parte do ano, e podemos esperar que isso continue em meio à incerteza geopolítica e à volatilidade dos preços dos combustíveis”, destaca.
Para a executiva, a capacidade global de assentos programados deve permanecer acima dos níveis de 2025 em outubro e novembro, mas as taxas de crescimento continuam fracas e bastante desiguais entre as regiões.
Desempenho por região
A Iata informou que a demanda total medida em RPK (passageiros-quilômetro pagos, em inglês) internacional avançou 0,4% em setembro de 2026, com alta de 0,5% na capacidade, com melhora geral em relação a agosto na maioria das principais rotas.
Na Ásia-Pacífico, a demanda subiu 0,7% e a capacidade aumentou 0,4%, com taxa de ocupação de 83,1% (alta de 0,3 p.p.).
Na Europa, a demanda cresceu 1,8% e a capacidade avançou 1,2%, com ocupação de 86,1% (alta de 0,5 p.p.). Na América do Norte, a demanda ficou estável (0,0%) e a capacidade caiu 1,9%, com taxa de ocupação de 84,9% (alta de 1,6 p.p.).
No Oriente Médio, a demanda recuou 7,5% e a capacidade caiu 3,3%, com taxa de ocupação de 78,3% (queda de 3,6 p.p.).
Na América Latina, a demanda aumentou 8,2% e a capacidade cresceu 7,6%, com ocupação de 83,9% (alta de 0,5 p.p.). Na África, a demanda subiu 8,0% e a capacidade avançou 8,8%, com taxa de ocupação de 74,8% (queda de 0,6 p.p.).
Mercado doméstico
No recorte doméstico, a demanda caiu 2,2% em setembro, na comparação anual, e afirmou que a resiliência na Austrália, no Brasil e na China foi superada pela contínua fraqueza nos Estados Unidos (-2,7%).
A entidade também informou que a Índia teve queda de 8,3% e que o tráfego doméstico do Japão diminuiu 0,8%, em parte por interrupções de voos relacionadas ao clima durante o período de viagens da Semana de Prata em setembro.
O IIE-Br (Indicador de Incerteza da Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas) recuou 1,8 ponto em outubro, para 109,0 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,1 ponto, para 110,5 pontos.
“A relativa estabilidade do IIE-Br em outubro reflete movimentos distintos de seus componentes: o que mede a incidência de termos na imprensa recuou, enquanto o indicador de dispersão das projeções de mercado subiu no mês”, afirma Stefano Pacini, economista do FGV Ibre.
Para ele, o resultado evidencia que, apesar de uma redução na percepção de incerteza no ambiente político, persistem dúvidas relevantes sobre a trajetória da economia brasileira.
“Para os próximos meses, a trajetória do indicador tende a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica no próximo mandato.”
O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que mapeia a frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online; e o IIE-Br Expectativa, construído a partir da dispersão das previsões de analistas para a taxa de câmbio, a taxa Selic 12 meses à frente e o IPCA acumulado para os próximos 12 meses (com base na pesquisa Focus do Banco Central).
O componente de Mídia recuou 2,8 pontos em outubro, para 108,8 pontos, contribuindo negativamente com 2,4 pontos para o resultado agregado. Já o componente de Expectativas subiu 2,9 pontos no mês, para 106,1 pontos, contribuindo positivamente com 0,6 ponto para a variação do IIE-Br.
“O recuo do componente de Mídia pode estar associado à proximidade de conclusão do processo eleitoral, reduzindo parte das indefinições sobre os rumos da política econômica”, afirmou Pacini.
“A alta do componente de Expectativas, por sua vez, foi impulsionada pela maior dispersão das projeções para câmbio e juros, e sinaliza uma menor convergência entre os analistas sobre o cenário macroeconômico.”
A coleta do indicador é realizada do dia 26 do mês anterior ao de referência ao dia 25 do mês de referência. Esta, portanto, ocorreu antes do resultado do segundo turno da eleição presidencial.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamenteem baixa nesta sexta-feira (30), acompanhando as perdas de Wall Street, após a frustração com a receita da Alphabet, controladora do Google, levar investidores a reduzir a exposição a ações de tecnologia.
A empresa, uma das principais “hyperscalers” (gigantes de computação em nuvem) no boom de inteligência artificial, perdeu cerca de meio trilhão de dólares em valor de mercado na quinta-feira (29), depois que o crescimento da receita de buscas do Google no terceiro trimestre perdeu fôlego, devido ao menor potencial de monetização das pesquisas com IA.
“O entusiasmo com a inteligência artificial pode sustentar expectativas elevadas, mas os resultados precisam mostrar avanços em rentabilidade e geração de caixa”, disse Antonio Di Giacomo, analista sênior de mercado da XS.com.
“Nesse ambiente, o mercado pode punir até um crescimento robusto de receita quando os lucros decepcionam ou quando as necessidades de investimento continuam aumentando.”
O tombo de quase 13% da Alphabet pesou sobre ações de tecnologia nos EUA e o movimento de aversão ao setor deve continuar, com futuros do Nasdaq em baixa de 2% no fim da madrugada.
As perdas também se espalharam para a Ásia. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 3,48%, para 5.730,74 pontos, embora tenha se recuperado das mínimas do dia.
A Samsung ampliou as perdas de ontem após divulgar resultados do terceiro trimestre, enquanto a SK Hynix interrompeu uma sequência de cinco sessões de ganhos.
A Korea Exchange chegou a suspender temporariamente as negociações de ações do Kospi depois que os futuros do índice recuaram mais de 5%.
No Japão, o Nikkei caiu 2,12%, para 63.290,11 pontos. Ao fim de sua reunião de dois dias de política monetária, o Boj (Banco do Japão) decidiu manter sua taxa básica de juros inalterada em 1,25%, como amplamente esperado, depois de elevá-la no mês passado.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,44%, a 3.599,02 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou queda mais intensa, de 2,65%, a 2.057,33 pontos.
Em Taiwan, o Taiex perdeu 2,49%, a 45.211,83 pontos. Na contramão, o Hang Seng avançou 1,46% em Hong Kong, para 23.294,42 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana contrariou o tom negativo da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,18% em Sydney, para 8.908,10 pontos.
O BoJ (Banco do Japão, em inglês) manteve a taxa básica de juros em 1,25% ao ano, em comunicado publicado nesta sexta-feira (30).
A manutenção era amplamente esperada por analistas consultados pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), para que os dirigentes possam avaliar os efeitos do aperto monetário realizado em setembro e os riscos da persistência da inflação.
No mês passado, a CPI (inflação ao consumidor, em inglês) no Japão acelerou para 2,1% na taxa anual, acima da meta pela primeira vez em nove meses.
O banco central japonês informou que a decisão foi tomada pelo placar de 8 a 1, com a dissidência de Hajime Takata, que defendeu acelerar o ritmo de aumento dos juros até atingir um nível neutro – que não restringe ou estimula a economia – para controlar a inflação na meta de 2%.
O dirigente votou por alta da taxa básica de 25 pontos-base, para 1,5% ao ano.
Em nota, a autoridade monetária do Japão ponderou que as condições financeiras seguem acomodatícias e que a economia está se recuperando moderadamente, apesar de alguma fraqueza recente.
O BoJ disse ainda que continuará a monitorar a guerra no Oriente Médio, o iene e a demanda por IA (inteligência artificial), e elevará juros a depender do crescimento econômico, preços e condições financeiras.
O BoJ elevou projeções para a taxa anual do núcleo do CPI em 2027, de 2,4% para 2,6%, embora tenha mantido previsões para este ano (+2,5%) e 2028 (+2%) inalteradas.
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) real, o banco central aumentou a projeção para 2026, de 0,6% a 0,7%, mas cortou para o próximo ano, de 0,8% para 0,7%.
“Existe o risco de que as expectativas de inflação de médio a longo prazo aumentem e de que a inflação subjacente se desvie para cima, situando-se acima da meta de estabilidade de preços de 2%, uma vez que o comportamento das empresas tem se voltado mais para o aumento de salários e preços”, alertou.
O banco central japonês também anunciou que aumentará o ritmo de vendas anuais de fundos ETF, de 330 bilhões de ienes para 860 bilhões de ienes (US$ 2,1 bilhões a US$ 5,5 bilhões), a partir de janeiro de 2027.
O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, segundo dados preliminares divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE (União Europeia).
O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 0,2% no período.
Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 1,3% entre julho e setembro, também acima do consenso da FactSet, de 1,0%.
A Intel divulgou um balanço de resultados mistos e apresentou um guidance para o quarto trimestre bem abaixo do esperado, o que derrubou as ações da companhia no after hours em Nova York.
No resultado líquido, a companhia teve lucro de US$ 3,32 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 18% em relação ao registrado em igual período do ano anterior, de acordo com relatório publicado nesta quinta-feira (29).
O lucro por ações ajustado ficou em US$ 0,52, acima dos US$ 0,41 projetados por analistas da FactSet. No mesmo período do ano anterior, a Intel obteve um lucro ajustado de US$ 0,23 por ação sobre vendas de US$ 13,65 bilhões.
Para o quarto trimestre de 2026, a empresa projeta um lucro ajustado de US$ 0,25 por ação e uma receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões. Analistas projetavam um lucro por ação de US$ 0,25 para o quarto trimestre e US$ 17,29 bilhões para as receitas, segundo a FactSet.
Já a receita da fabricante de chips subiu 21% na comparação anual do trimestre, a US$ 16,5 bilhões. A receita do segmento de computação cliente e IA física da Intel caiu 5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 8,1 bilhões, mesmo com a receita de data center e IA saltando 78%, para US$ 7,3 bilhões.
“Vemos a desaceleração dos PCs continuando pelo menos até a primeira metade do próximo ano, mas permanecemos otimistas sobre as oportunidades em nosso portfólio mais amplo”, disse o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, no comunicado.
Após o balanço, a ação da Intel caía 15,8% no after hours de Nova York, por volta das 17h34 (de Brasília).
A Amazon registrou lucro líquido de US$ 20,69 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O ganho diluído por ação foi de US$ 1,89, abaixo dos US$ 1,96 previsto por analistas consultados pelo FactSet.
Os valores anunciados nesta quinta-feira (29) representam uma queda em comparação com os lucros do mesmo período em 2025, quando os lucros líquido e diluído por ação foram de US$ 21,18 bilhões e US$ 1,95, respectivamente.
A gigante do varejo informou, ainda, US$ 201,9 bilhões de receita nos três meses encerrados em 30 de setembro, uma alta de 12% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Ainda assim, o valor também ficou abaixo do esperado pelos analistas de US$ 202,2 bilhões.
A receita com a AWS (Amazon Web Services) avançou para US$ 46 bilhões, uma alta de 39% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
O fluxo de caixa livre da empresa foi negativo em US$ 42,4 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses. No mesmo período em 2025, a companhia havia registrado resultado positivo de US$ 14,8 bilhões.
De acordo com a Amazon, essa mudança está relacionada aos investimentos com compras de imóveis, equipamentos e expansão da infraestrutura de IA (Inteligência Artificial).
Para o quatro trimestre, a Amazon acredita que a receita deve ficar entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões – previsão que antecipa um impacto negativo devido às taxas de câmbio, de acordo com a empresa.
Por volta das 18h00 (de Brasília), as ações da empresa recuavam 6% no after hours, em reação aos resultados.
O Bitcoin voltou a cair na tarde desta quinta-feira (29) seguindo a fraqueza observada também nas ações dos Estados Unidos, diante da perspectiva de política monetária e após a reação negativa ao resultados trimestrais da Alphabet.
Por volta das 16h16 (em Brasília), o Bitcoin recuava 0,44%, a US$ 80.804,01, enquanto o Ethereum caía 0,16%, a US$ 2.322,84, de acordo com a plataforma Coinbase.
O bitcoin oscilou e chegou a cair abaixo de US$ 80 mil durante a sessão. Para o FxPro, as apostas “ligeiramente” maiores de alta nos juros americanos e preocupações com os lucros corporativos impediram uma recuperação das criptomoedas.
A Alphabet chegou a despencar mais de 13%, durante a tarde desta quinta-feira. Levando em conta a correlação entre as moedas digitais e o Nasdaq, o maior risco é um recuo no preço do bitcoin em direção a US$ 75 mil, de acordo com a corretora.
O Zaye Capital Markets, por sua vez, adiciona a incerteza sobre a política monetária dos EUA, a demanda de investimento institucional e as tensões geopolíticas como fatores pressionando o bitcoin. O mercado já precifica quase 80% de chances de uma alta nas taxas em dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
Mais cedo, o PCE (índice de preços de gastos com consumo) de setembro dos Estados Unidos avançou, assim como o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre.
A leitura de analistas é que os resultados estão de acordo com a visão do Fed (Federal Reserve) de que a atividade econômica está forte e a inflação elevada, corroborando com a possibilidade de aperto monetário ainda neste ano.
Também nesta quinta-feira, o BCE (Banco Central Europeu) manteve os juros inalterados – mas também com a previsão de uma alta no encontro de dezembro. O BoJ (Banco do Japão) divulga sua decisão de política monetária amanhã.
O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (29) impactado pelos relatos de novas tentativas entre Estados Unidos e Irã de buscarem um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,84% (US$ 0,78), a US$ 110,80 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,76% (US$ 0,78), a US$ 102,00 o barril, na Nymex.
A queda do petróleo acompanhou declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, sobre negociações com o Irã, comentários reforçados por Donald Trump nesta quinta-feira.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou no X que qualquer avanço só será possível após a aceitação de sete condições impostas por Teerã.
Segundo o site Semafor, a Casa Branca mantém tratativas em curso para um acordo temporário de paz, embora ainda enfrente obstáculos para viabilizar a iniciativa. Entre as barreiras citadas está a possibilidade de retomada de ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.
No campo político-militar, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o principal responsável pelo planejamento militar do Pentágono, em mais um movimento de uma série recente de desligamentos de generais.
Ainda assim, investidores seguem no radar com o risco de novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e de ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita.
O Irã afirmou que três petroleiros explodiram e pegaram fogo nas últimas 24 horas após atingirem minas navais ao tentar transitar por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz.
O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirma que os riscos de transporte em torno de Ormuz e do Mar Vermelho permanecem elevados, mesmo que os fluxos do Golfo tenham se recuperado para níveis pré-guerra em alguns pontos.
Para Dennis Kissler do BOK Financial, “a maioria dos traders ainda sente que a escalada da guerra provavelmente está por vir”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alegou que os dirigentes do Fed (Federal Reserve) não decidem por um corte nas taxas de juros porque “isso seria positivo” para o mandatário, ao discursar em um comício na Carolina do Sul, às vésperas da eleição americana de meio mandato.
“Hoje vimos dados que mostram que a economia está em expansão”, defendeu, em referência à leitura de aceleração do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no 3º trimestre.
Na ocasião, Trump disse que o número veio “muito acima” das expectativas. A primeira leitura do PIB mostrou expansão a 3,4%. Analistas consultados pela Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) esperavam alta de 3,2%.
Já sobre geopolítica, o presidente americano voltou a dizer que a guerra contra o Irã acabará “muito, muito em breve”.
O ouro fechou a sessão desta quinta-feira (29) em queda, com o mercado reagindo à decisão de política monetária dos Estados Unidos após o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) manter a taxa de juros na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano e diante da continuidade das expectativas por um aperto já no próximo encontro, no mês de dezembro.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,50%, a US$ 4.031,4 por onça-troy. Já a prata para dezembro teve perdas mais fortes, recuando 2,40%, a US$ 52,380 por onça-troy.
O metal dourado operou em queda leve desde o início do dia. Apesar da manutenção dos juros americanos não ter surpreendido o mercado, a votação dividida – com a dissidência da dirigente Lisa Cook e a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack –, e a avaliação “mais otimista” da economia continuam mantendo a possibilidade de um aumento em dezembro, de acordo com o Sucden Financial.
Mais cedo, o Departamento do Comércio dos EUA publicou os números do PCE (índice de preços de gastos de consumo pessoal, na sigla em inglês) de setembro e do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre do país.
Os resultados fortes reforçam a tese do Fed de que as pressões inflacionárias seguem elevadas e a atividade, forte, segundo a Capital Economics.
Na avaliação do Saxo Bank, o metal dourado pode avançar ao patamar de US$ 4.500 até o fim do ano e operar entre US$ 5.000 e US$ 5.500, caso não haja novas altas nos preços de energia e nas perspectivas de inflação, levando em conta que os bancos centrais globais ainda não pararam de comprar de ouro.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (29) impulsionadas por balanços corporativos e pela manutenção dos juros pelo BCE (Banco Central Europeu).
A queda do petróleo e a perspectiva de retomada da diplomacia entre Estados Unidos e Irã também favoreceram o apetite por risco. Madri destoou, pressionada por bancos após resultados trimestrais.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,26%, a 10.722,07 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,36%, a 26.052,75 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,05%, a 7.970,00 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,36%, a 50.002,36 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,11%, a 18.862,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,80%, a 9.319,57 pontos. As cotações são preliminares.
O BCE manteve a taxa de depósito em 2,5%, enquanto Christine Lagarde alertou para riscos de inflação maior e crescimento menor e anunciou saída antecipada em fevereiro. O ING prevê alta dos juros em dezembro. Paralelamente, o sentimento econômico da zona do euro caiu mais que o esperado.
Nos EUA, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu acima das projeções no terceiro trimestre, e o PCE (índice de preços) veio em linha com o previsto.
Em Londres, a Shell subiu 1,6% após quase dobrar o lucro ajustado e ampliar para US$ 5 bilhões a recompra de ações. Já a Haleon despencou mais de 15,6% depois de cortar projeções, enquanto o Lloyds caiu 5,4% apesar do lucro acima do esperado.
Em Paris, a Airbus avançou 2,6% após reafirmar projeções, e a TotalEnergies (+1%) anunciou forte crescimento do lucro, favorecida pelos preços de energia e margens de refino. Em Frankfurt, a Adidas ganhou 5,8% após divulgar lucro maior.
Em Madri, o BBVA perdeu mais de 2,8% após balanço que mostrou queda do lucro ante o trimestre anterior, com aumento de custos e provisões. O Santander recuou 0,4%, estendendo as perdas da véspera após seus resultados. Em Milão, a Campari perdeu 6,7%.
A construção civil registrou recorde de pessoas empregadas. O setor encerrou o mês de agosto com 3,150 milhões de trabalhadores com carteira assinada no País, aumento de 3% em relação a igual mês de 2025.
O número também é o mais alto desde o início da pesquisa do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), iniciada em janeiro de 2020, conforme dados compilados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Nos primeiros oito meses de 2026, a construção criou 200,4 mil novos empregos. O destaque foi o segmento de infraestrutura, com 79 mil contratações, seguido pela construção de edifícios, com 66,5 mil, e serviços especializados, com 54,8 mil.
Esta foi apenas a segunda na série histórica que infraestrutura superou as contratações do segmento de edifícios.
“As obras de infraestrutura estão contribuindo para impulsionar e dar maior dinamismo ao mercado de trabalho e ao desempenho do setor”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 29.
Segundo ela, isso se deve a um conjunto variado de obras pelo País em setores como energia renovável, linhas de transmissão e concessões de saneamento, rodovias e portos, entre outros – todos investimentos puxados pelo capital privado.
A criação de vagas de trabalho foi verificada em todos os Estados. Em números absolutos, o estado de São Paulo continua sendo o maior gerador de novos empregos, com 34 mil postos. Depois vieram Minas Gerais (25,3 mil), Bahia (15,7 mil) e Rio de Janeiro (14,2 mil).
Já em termos relativos, quem liderou foi Mato Grosso do Sul, com 251 novas vagas a cada 100 mil habitantes. Depois apareceu Mato Grosso, com 181 novas vagas a cada 100 mil habitantes.
Com o mercado de trabalho aquecido na construção, o salário médio para quem está ingressando no setor foi de R$ 2.642,46, mantendo-se acima da média nacional dos salários de entrada, que é de R$ 2.410,74.
“É um dos melhores salários de entrada no País. A mão de obra é uma dificuldade para o setor. O aumento do salário é reflexo de uma valorização do trabalhador e dessa dificuldade de encontrar mão de obra”, apontou o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.
Os representantes do setor patronal ressaltaram ainda a pressão dos custos para as construtoras. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumula alta de 6,64% nos últimos 12 meses até setembro.
O custo com a mão de obra foi o principal responsável pela alta, com crescimento de 7,78% nesse período. Em seguida, veio o custo com materiais e equipamentos, em 6,06%. “A inflação no setor está acima da inflação no País”, destacou Ieda, citando o IPCA de 4,58% no mesmo período.
Esse é o maior porcentual de reclamação dos juros em três anos. “A queda dos juros no ritmo esperado para esse ano não se concretizou, o que ajuda a explicar o nível de preocupação dos empresários”, disse a economista.
O presidente da CBIC acrescentou que o juro alto também dificulta a realização de investimentos pelas empresas em máquinas e equipamentos que poderiam ajudar a aumentar a produtividade nos canteiros.
“A taxa de juro elevada impacta também influencia a baixa qualidade da mão de obra. Com mais industrialização, precisaríamos de menos trabalhadores, priorizando aqueles mais qualificados”, observou.
Projeções
O PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil deve manter a trajetória de crescimento nos próximos meses, mas ainda não está claro qual deve ser o ritmo.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção informou nesta quinta-feira que espera crescimento no PIB setorial em 2027, mas ainda sem número definido, o que depende de questões como evolução dos juros, alívio nos custos, redução no endividamento geral e confiança do empresariado, entre outros pontos.
A instituição reiterou a previsão de avanço de 1,2% para o PIB da construção em 2026.
A previsão inicial para o ano era de alta de 2%, mas a expectativa já havia sido reduzida em maio para essa alta de 1,2% devido ao aumento nos custos para as construtoras e à queda dos juros em ritmo muito aquém do esperado.
Apesar dessas dificuldades, o volume de obras permanece aquecido em virtude dos investimentos privados em infraestrutura, decorrentes de contratos de concessão e parcerias.
Além disso, o grande número de empreendimentos residenciais lançados nos últimos meses – especialmente dentro do Minha Casa, Minha Vida – estão sendo convertidos em canteiros de obras, o que mantém um ritmo de atividade relevante.
“O fechamento do PIB da construção neste ano tenderá a ser positivo”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo ela, também é esperada continuidade na geração de empregos no setor.
“O ciclo de obras vai contribuir para o desenvolvimento e crescimento do setor”, ressaltou.
A economista-chefe da CBIC ponderou ainda que, para 2027, uma aceleração real do setor como um todo dependerá do ciclo de corte da taxa de juros e do arrefecimento dos custos.
O risco, segundo ela, é que haja uma diminuição relevante de novos lançamentos, gerando novos canteiros de obras mais adiante. “Precisamos de condições macroeconômicas mais estáveis para continuar com esse crescimento sustentável”.
Além da incerteza dos juros, o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo, disse que a evolução do PIB setorial vai depender também de uma melhora no endividamento de famílias e empresas, o que vem impactando o consumo de materiais.
“O próximo ano, a princípio, tem problemas a serem enfrentados”, disse. “A expectativa inicial não seria de grande crescimento.”
Taxas de financiamento imobiliário
A elevação das taxas futuras de juros já bateram no financiamento imobiliário, o que deve afetar principalmente os lançamentos e as vendas de imóveis de médio e alto padrão – setores que demandam crédito de mercado, sem subsídios, para construção e comercialização.
“Nesta semana, com aumento da taxa futura, várias instituições financeiras aumentaram a taxa do financiamento, o que irá impactar os negócios”, afirmou Eduardo Aroeira.
Aroeira disse esperar ‘alguma reação’ do governo, com foco na melhora das contas públicas.
“Esperamos ações muito mais no sentido estruturante do País. Entendemos que as ações devem ser de médio a longo prazo para que a variação do juro e do dólar seja mais linear. É algo que independe de governo. É importante ter uma política fiscal responsável”, comentou.
A DoorDash concordou em comprar a Instacart em um acordo que avalia sua rival de entregas de alimentos em cerca de US$ 17 bilhões, em dinheiro e ações. A conclusão do negócio está prevista para o fim de 2027 ou o início de 2028.
A DoorDash informou nesta quinta-feira (29) que a operação atribui à Instacart o valor de US$ 65 por ação, um prêmio de 11% em relação ao fechamento de quarta-feira, de US$ 58,42, e de aproximadamente 26% sobre o fechamento de US$ 51,68 em 22 de outubro, antes de reportagens publicadas indicarem que a empresa buscava uma venda.
Às 12h24 (de Brasília), as ações da Instacart, cujo nome corporativo é Maplebear, caíam 0,9% em Nova York. No mesmo horário, a DoorDash subia 6,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
O lucro líquido da BYD avançou 28% no terceiro trimestre, impulsionado pelo forte desempenho nas exportações. A maior vendedora de veículos elétricos do mundo acelera a expansão internacional para compensar a desaceleração da demanda na China, seu principal mercado.
A montadora sediada em Shenzhen informou nesta quinta-feira, 29, que o lucro líquido somou 10,02 bilhões de yuans (US$ 1,50 bilhão), acima dos 7,82 bilhões de yuans registrados um ano antes. A receita aumentou 14%, para 221,49 bilhões de yuans.
Apesar do avanço, os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. Analistas ouvidos pela Visible Alpha estimavam lucro líquido de 11,10 bilhões de yuans, com receita de 240,83 bilhões de yuans no período.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido caiu 4,2%, para 22,34 bilhões de yuans, enquanto a receita ficou praticamente estável em 566,30 bilhões de yuans, informou a empresa.
Os resultados evidenciam os desafios enfrentados pelas montadoras chinesas no maior mercado automotivo do mundo. Com a competição doméstica mais intensa e as vendas perdendo fôlego, a BYD – como outras rivais locais – busca no exterior uma nova frente de crescimento.
As vendas internacionais continuaram a sustentar o desempenho no trimestre, representando mais de 40% do total.
A BYD exportou mais de 550.700 veículos de “nova energia” (categoria que inclui elétricos puros e híbridos plug-in), mais que o dobro do volume de um ano antes. Já as vendas totais cresceram em ritmo bem menor, de 19%, para 1,3 milhão de unidades.
Analistas avaliam que a expansão internacional se tornará ainda mais decisiva se a demanda na China continuar enfraquecendo. O fôlego no exterior, porém, dependerá da capacidade da empresa de contornar barreiras comerciais crescentes e avançar na produção local em mercados estratégicos.
No curto prazo, a BYD parece bem posicionada. A nova fábrica na Hungria deve iniciar a produção em breve, reforçando a base industrial da companhia na Europa em um momento em que a União Europeia busca restringir importações de híbridos produzidos na China.
Na China, há sinais favoráveis: a demanda por modelos com recarga ultrarrápida segue firme, e as entregas podem ganhar tração nos próximos meses com a redução das restrições de oferta de baterias, segundo analistas da Bernstein.
O consumo nos lares brasileiros recuou 1,46% em setembro na comparação com agosto, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Apesar da queda mensal, o indicador ainda mostrou alta de 0,59% ante setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 2,70%.
Depois das altas de 3,01% em julho e de 2,21% em agosto, o resultado de setembro foi apresentado pela entidade como um movimento de acomodação.
“A retração de setembro não é um movimento isolado deste ano, embora tenha sido mais intensa do que a observada nos dois anos anteriores”, afirmou o vice-presidente da Abras, Márcio Milan.
Em setembro de 2024, o consumo havia caído 1,30% ante agosto, enquanto, em igual intervalo de 2025, o recuo foi de 0,94%.
Segundo a Abras, o mercado de trabalho e a renda continuam dando sustentação ao consumo das famílias. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica.
A entidade também destacou que houve reforço de recursos em circulação na economia ao longo de setembro.
Entre eles, estão R$ 13,04 bilhões em transferências do Bolsa Família para 19,3 milhões de famílias, R$ 3,22 bilhões liberados pelo Conselho da Justiça Federal em requisições de pequeno valor e ações judiciais, além de R$ 1,24 bilhão referente ao último lote regular de restituição do Imposto de Renda.
Por outro lado, a retomada da inflação de alimentos voltou a pressionar o orçamento das famílias. O IPCA subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto.
No grupo alimentação e bebidas, a alta foi de 0,83%, depois de três meses consecutivos de recuo. Na alimentação no domicílio, o avanço foi de 0,96%.
Cesta
A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, subiu 1,08% em setembro ante agosto, interrompendo três meses consecutivos de queda. Com isso, o valor médio nacional passou de R$ 837,14 para R$ 846,22. No acumulado do ano, a alta é de 5,73%.
Entre os destaques de alta no mês estiveram o arroz, com avanço de 4,56%, o óleo de soja, com 1,83%, e o açúcar refinado, com 1,11%. Em sentido contrário, o feijão caiu 4,02% e o café torrado e moído recuou 1,09%, ambos pela terceira queda mensal consecutiva.
Nos vegetais frescos, as maiores pressões vieram do tomate, com aumento superior a 37%, da batata, com alta de mais de 24%, e da cebola, com avanço de 10,14%.
Já a cesta de 12 produtos básicos apresentou relativa estabilidade em setembro, com leve alta de 0,12% ante agosto. O valor médio nacional passou de R$ 356,76 para R$ 357,20. No acumulado de janeiro a setembro, a cesta registra avanço de 4,94%.
A Mastercard registrou lucro de US$ 4,62 bilhões no terceiro trimestre, ou US$ 5,28 por ação, acima dos US$ 3,92 bilhões, ou US$ 4,34 por ação, apurados em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29).
Excluindo itens pontuais, o lucro ajustado por ação foi de US$ 5,31, superando a estimativa de analistas consultados pela FactSet, de US$ 5,17.
A receita avançou 14% no período, para US$ 9,8 bilhões, também acima da projeção da FactSet, de US$ 9,6 bilhões.
A partir da próxima terça-feira (3), a B3ampliará os horários de negociação dos mercados de bolsa e de balcão organizado, em razão do fim do horário de verão nos Estados Unidos. As mudanças afetam os mercados de ações e derivativos.
No mercado à vista de ações, a negociação será iniciada às 10h e se estenderá até às 17h55, ao invés de 17h. O call de fechamento será realizado entre 17h55 e 18h, e o cancelamento de ofertas poderá ser feito até as 18h45. Já os ETFs de renda fixa terão horários específicos.
A alteração também contempla contratos futuros, opções e operações estruturadas no mercado de derivativos, com ajustes nos horários de negociação de diferentes ativos, incluindo contratos referenciados em índices, commodities e dólar.
Ainda segundo a B3, não haverá sessão de after market para o mercado de ações, exceto na data de vencimento das opções especificadas no comunicado.
O BNP Paribas registrou alta do lucro no terceiro trimestre, impulsionado pelo desempenho da área de ações e de prime brokerage, que fortaleceu a receita do banco.
O banco francês informou nesta quarta-feira (28), que o lucro líquido somou 3,46 bilhões de euros, ante 3,04 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.
O número superou a expectativa de analistas de 3,23 bilhões de euros, segundo consenso de estimativas fornecido pelo banco.
A receita cresceu 9,45%, para 13,76 bilhões de euros, também acima das projeções de 13,50 bilhões de euros. O avanço foi liderado pelo banco corporativo e institucional, cuja receita subiu 17% no trimestre.
Dentro dessa divisão, o segmento de mercados globais avançou 22%, puxado por ações e serviços prime, enquanto o desempenho em renda fixa foi descrito como “estável”.
O índice CET1 – indicador de solidez de capital – recuou levemente para 12,9% no fim de setembro, ante 13,0% no fim de junho. O BNP Paribas afirmou esperar que o índice fique acima de 13% ao fim de 2026; anteriormente, projetava 13% para o fim de 2027.
O banco também confirmou suas projeções para 2026 e 2028, incluindo crescimento anual do lucro líquido superior a 10% em relação ao nível de 2025 até 2028.
“O grupo teve um terceiro trimestre muito forte, impulsionado pelo desempenho operacional nas três divisões”, afirmou o CEO Jean-Laurent Bonnafé.
O Deutsche Bank registrou aumento no lucro e na receita do terceiro trimestre e afirmou que segue no caminho para cumprir suas metas anuais, apoiado pelo desempenho de diferentes áreas do negócio.
O banco alemão informou que o lucro após impostos no período foi de 1,85 bilhão de euros, ligeiramente acima do 1,82 bilhão de euros registrado um ano antes.
Analistas esperavam 1,7 bilhão de euros, segundo estimativa de consenso compilada pelo próprio banco.
A receita cresceu 4%, para 8,3 bilhões de euros, também acima das projeções de 8,21 bilhões de euros. A queda na receita do banco de investimento foi compensada por avanços em outros segmentos.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28), o Deutsche Bank afirmou que os resultados o colocam em posição de alcançar seus objetivos para 2026, que incluem uma receita em torno de 33 bilhões de euros.
O retorno sobre o patrimônio líquido tangível médio (métrica de rentabilidade acompanhada de perto pelo mercado) foi de 10,6% no trimestre.