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Casa noturna entra em lista de boicote e suposta dona ameaça expor clientes casados em Rio Verde

Uma mensagem atribuída à suposta proprietária de uma casa noturna de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, provocou repercussão nas redes sociais após a divulgação de uma ameaça de exposição de clientes casados e identificados politicamente com a direita. A manifestação teria ocorrido em resposta à inclusão do estabelecimento em uma lista de boicote contra empresários associados ao PT. A publicação foi feita pelo perfil Espia Só Goiás (@espiasogoias_).

No conteúdo compartilhado, uma mulher identificada como Maria afirmou que seu estabelecimento passou a integrar uma relação de empresas alvo de boicote em razão do voto declarado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A suposta empresária atribuiu a iniciativa à intolerância política contra eleitores petistas.

A reação descrita na publicação ultrapassou a disputa político-partidária. A autora da mensagem ameaçou divulgar nomes de clientes que, segundo sua declaração, seriam homens casados e apoiadores da direita. A exposição poderia atingir a privacidade dos frequentadores e provocar consequências pessoais e familiares.

A mensagem apresentou a frase “Com ferro fere, com ferro será ferido”, em referência à possibilidade de responder ao suposto boicote com a divulgação de informações sobre a vida privada dos clientes. O conteúdo associou a ameaça à disputa política e ampliou a repercussão do episódio.

Até o momento, não houve confirmação independente da identidade da mulher, de seu vínculo com qualquer estabelecimento comercial ou da autenticidade da publicação. Também não foram comprovadas a existência da suposta lista de boicote e a veracidade das informações atribuídas aos frequentadores.

A circulação da mensagem reacendeu o debate sobre discriminação por preferência partidária, boicotes comerciais e proteção da intimidade. A liberdade de manifestação política constitui direito fundamental, mas não afasta a responsabilidade por eventuais violações à honra, à imagem e à vida privada de terceiros.

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Gabriel Spalone tem prisão revogada em caso de ameaças contra empresários

A Justiça de São Paulo revogou, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone no caso em que ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem ele mantinha sociedade. Spalone, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os ofendidos.

Na decisão, o juiz Fabio Martins Marsigli considerou o argumento da defesa de Spalone de que o cliente teria se prejudicado em um “desacerto comercial” envolvendo membros das empresas Life Coin e CargoBR. Teria havido inclusive o registro de um Boletim de Ocorrência pelo influenciador em 11 de junho deste ano.

A Justiça ainda destacou a fragilização de uma condição de caráter indevido de vantagem econômica envolvendo o réu e as vítimas em investimentos de criptoativos.

As medidas cautelares foram aplicadas porque houve a confirmação de relatos de intimidação a familiares dos empresários. O juiz determinou a proibição de contato e aproximação de no mínimo 500 metros com as vítimas e os respectivos familiares, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Spalone se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial. Ele ainda deverá se apresentar em juízo a cada dois meses.

Em nota, o advogado de Spalone, Eduardo Maurício, informou que a decisão foi “assertiva e em sintonia com a Lei”, negando qualquer prática de extorsão por parte de seu cliente. A defesa ainda alega que tudo se trataria de uma “manobra ardilosa de terceiros [os empresários que denunciaram Spalone]”, uma vez que, segundo Eduardo Maurício, os denunciantes não queriam pagar valores lícitos ao influenciador.

Membro do PCC e extorsão

De acordo com as investigação, desde abril deste ano, as vítimas passaram a ser ameaçadas e extorquidas por Spalone, que teria dito ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, ele exigia pagamentos sobre o valor investido em supostas criptomoedas.

Após a apuração com base na denúncia por parte dos empresários, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o influenciador, que foi cumprido no dia 8 de outubro.

À época, o advogado de Spalone negou que o cliente fizesse parte do PCC.

Réu por dois crimes

Spalone já é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix. Ele é dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai e foi alvo de uma operação, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou o esquema no qual ele estava envolvido.

O grupo criminoso utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores.

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    Gabriel Spalone foi alvo de operação em SP • Reprodução/Redes sociais

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    Influenciador e empresário dono de fintechs • Reprodução/Redes sociais

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    Empresário alvo de operação • Reprodução/Redes sociais

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    Influenciador ostentava vida de luxo em Dubai • Reprodução/Redes sociais

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    Veículo apreendido • Reprodução/Polícia Civil

Em fevereiro, Spalone recebeu liberdade provisória, após Justiça considerar um pedido da defesa que considerou a condição de réu primário.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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