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“Non, je ne regrette rien”: sete anos de Lagarde no BCE entre pandemia, guerras e inflação


A antiga ministra das Finanças francesa e líder do Fundo Monetário Intercional (FMI) chegou a Frankfurt em 2019 sem grande experiência em política monetária e em bancos centrais – o que rapidamente levou o mercado a desconfiar da sua capacidade. Sabia tão pouco da instituição que mais tarde chegou a confessar que aceitou o cargo pensando que a presidência do Banco Central Europeu (BCE) era de cinco anos, e não de oito.

Se havia dúvidas sobre a sua liderança, pouco meses depois de ter entrado em funções no dia 1 de novembro, substituindo Mario Draghi, Christine Lagarde, agora com 70 anos, teve o primeiro…

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Líder supremo do Irão insiste que se cumpram “condições” do Irão para pôr fim à guerra

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By: Lusa

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sublinhou esta terça-feira a necessidade de cumprimento das “condições” do Irão para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Israel e Estados Unidos e para que cessem as tensões sobre o estreito de Ormuz. A posição foi transmitida ao secretário do Conselho de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Khamenei apontou “o desespero” dos Estados Unidos perante o desenrolar da guerra “como um dos frutos da resistência nacional”, ao mesmo tempo reiterando a Rezaei a importância de Teerão “manter uma comunicação proativa e atempada para garantir a participação contínua do povo na defesa do país e do sistema”.

“Insistiu na necessidade de defender os direitos e interesses da nação iraniana e da ‘frente de resistência’, assegurando o cumprimento das condições estabelecidas pelas autoridades do país para pôr fim à guerra e superar a atual situação de ‘nem guerra, nem paz'”, lê-se na nota de imprensa sobre a reunião do líder supremo iraniano com o seu principal conselheiro de segurança.

Por sua vez, Rezaei apresentou a Khamenei um relatório pormenorizando a aplicação da política estratégica de “criar estruturas e uma ordem regional endógenas”, referindo-se à tentativa de promover uma segurança regional e reduzir a influência militar dos Estados Unidos na zona, sendo essa uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição que dirige.

Tratou-se de uma reunião importante entre o líder supremo da República Islâmica e um dos órgãos mais influentes na definição da política de segurança do país, segundo o próprio gabinete de Khamenei, que salientou que, para a tomada de “decisões acertadas e bem fundamentadas”, é necessário “contar com um plano assente numa compreensão integral de cada tarefa”.

Esta reunião ocorreu após a cimeira de segurança realizada na segunda-feira por altos representantes do Irão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão – em que Rezaei participou -, na qual concordaram manter conversações para “reforçar a cooperação” na matéria.

Tal encontro representou uma aproximação do chamado Acordo de Meca, a aliança defensiva composta por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, numa tentativa para reduzir as tensões a nível regional, em pleno “impasse” da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

A ofensiva foi justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

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Huthis reivindicam ataque à maior refinaria da Arábia Saudita

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By: Lusa

Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram esta terça-feira um ataque com um míssil balístico contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, alegando ter provocado grandes incêndios nas instalações.

Os combatentes do movimento apoiado pelo Irão “conseguiram atingir a refinaria de Ras Tanura, na Província Oriental, com um míssil balístico”, anunciou o porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, numa mensagem publicada na rede social X. “O ataque foi preciso e provocou enormes incêndios nas instalações”, acrescentou o porta-voz.

Tweet from @Yah_Saree

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita tinha anunciado, durante a madrugada, a interceção de três mísseis balísticos lançados pelos huthis contra a região oriental do reino.

O complexo de Ras Tanura, explorado pela petrolífera estatal saudita Aramco, alberga uma das maiores refinarias do Médio Oriente e constitui uma infraestrutura estratégica para o setor energético do país.

As instalações já tinham sido alvo de ataques no início da guerra desencadeada, em fevereiro, pelos bombardeamentos norte-americanos e israelitas contra o Irão, que provocaram perturbações nas operações da refinaria.

Um residente da cidade de Al-Khobar, também situada na Província Oriental saudita, afirmou ter ouvido “uma forte explosão” ao amanhecer, depois de receber uma mensagem de alerta no telemóvel.

O novo ataque reivindicado pelos huthis ocorre num contexto de crescente tensão militar no Médio Oriente, com receios de novos confrontos entre o Irão e os Estados Unidos e os seus aliados regionais.

António Costa apela que Huthis retomem negociações

O presidente do Conselho Europeu exortou os rebeldes iemenitas Huthis a “cessarem imediatamente” os ataques na região e a retomarem as negociações sob a égide da ONU, defendendo que “só uma solução política” pode trazer paz ao Iémen.

Numa publicação nas redes sociais, António Costa refere que falou esta terça-feira ao telefone com o Presidente do Iémen, Rashad al-Alimi, a quem transmitiu a “solidariedade total” e apoio da União Europeia ao Governo do Iémen e aos seus esforços para “restaurar a paz e a estabilidade” no país.

O presidente do Conselho Europeu salienta que a guerra civil no Iémen está a intensificar-se, “a aprofundar a crise humanitária e a afetar milhões de pessoas” e reitera a “condenação veemente” da UE aos ataques dos Huthis no país, mas também contra a Arábia Saudita e os navios no Mar Vermelho.

“Apelamos aos Huthis para que cessem imediatamente os seus ataques, reduzam as tensões e voltem às negociações sob a égide das Nações Unidas. Só uma solução política inclusiva pode trazer uma paz duradoura ao Iémen”, defende.

(Notícia atualizada às 14h32 com mais informação)

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Moeve, Namíbia e guerra. Os botões que fazem subir e descer as ações da Galp


"A bolsa sobe pelas escadas e desce de elevador". O velho ditado de Wall Street não tem autoria conhecida, mas expressa bem o que acontece muitas vezes nos mercados e aplica-se na perfeição ao impacto das negociações com a Moeve nas ações da Galp este ano. A 8 de janeiro, quando as duas empresas anunciaram que iam discutir a possibilidade de unirem os negócios de refinação e distribuição na Península Ibérica, a reação dos mercados foi positiva, mas a subida foi pela escadaria: 2,4% no dia do anúncio, 3,55% no seguinte e por aí além, perfazendo um ganho de 10,9% em cinco sessões. Esta segunda-feira, a notícia que essas conversações foram interrompidas sem acordo contribuiu para uma reação praticamente simétrica, uma queda de 10,8% para 20,77 euros cada, mas desta vez a viagem foi de elevador, numa só sessão.

Grande parte da reação -- que retirou 1,7 mil milhões de euros à capitalização bolsista da Galp -- teve a ver com o fator surpresa. Biraj Borkataria, analista do RBC Capital afirmou…

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